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5 months ago

a historia de israel no antigo testamento

vivera

vivera nos dias de Jeú, rei de Israel. Durante 250 anos, eles foram fiéis a uma legislação feita por homens, sem beber vinho, nem semear vinhedos, nem construindo casas, mas vivendo em tendas. Se os recabitas se conformavam com um juízo humano, quanto mais deveria o povo de Judá obedecer a Deus, quem repetidamente enviara seus profetas para adverti-los contra a servidão aos ídolos? Em contraste com a maldição de Deus que estava sendo enviada contra Jerusalém, os recabitas seriam abençoados. Jeoiaquim, o filho do piedoso Josias, não só é desobediente, senão que desafia a Jeremias e a sua mensagem. no quarto ano de seu reinado, Jeremias instrui a Baruque para registrar as mensagens que ele dera previamente. No ano seguinte, enquanto o povo se reúne em Jerusalém para observar o jejum, Baruque publicamente lê a mensagem de Jeremias no átrio do templo, advertindo o povo de se afastar de seus malvados caminhos. Alguns dos príncipes se assustam e avisam o rei, que ordena que o rolo seja levado a sua presença. Enquanto Jeremias e Baruque se escondem, o rolo é lido ante Jeoiaquim, que o destroça e queima no braseiro. Apesar de que o rei ordena seu arresto, eles não são achados por nenhuma parte. Sob o mandado de Deus, o profeta mais uma vez dita sua mensagem a seu escriba. Desta vez, se anuncia um juízo especial pronunciado contra Jeoiaquim por ter queimado o rolo (36.27-31). As condições serão tais ao tempo de sua morte, que não terá sepultamento real, senão que seu corpo ficará exposto ao calor do dia e ao frio da noite. Alguns dos acontecimentos ocorridos durante o cerco de Jerusalém estão registrados em 37- 39. Com o fim de alcançar clareza, a ordem dos acontecimentos pode ser tabulada da seguinte forma 487 : Começa o assédio o 15 de janeiro do 588 Jr 39.1; 52.4 Aviso a Zedequias Jr 34.1-7 Entrevista de Zedequias – Réplica de Jeremias Jr 21.1-14 Convênio para libertar os escravos Jr 34.8-10 Levanta-se temporalmente o cerco Jr 37.5 Os escravos reclamados – Repulsa de Jeremias Jr 34.11-22 Jeremias arrestado, espancado e encarcerado Jr 37.11-16 A continuação do cerco Entrevista de Zedequias – Jeremias transferido Jr 37.17-21 Aquisição da propriedade por Jeremias Jr 32.1-33.26 Jeremias lançado na cisterna Jr 38.1-6 Ebede-Meleque resgata a Jeremias Jr 38.7-13 As últimas entrevistas de Zedequias e Jeremias Jr 38.14-28 Jerusalém conquistada o 19 de julho do 586 Jr 39.1-18 Jerusalém destruída o 15 de agosto do 586 2 Rs 25.8-10 Durante o assédio de dois anos e meio, Jeremias avisa constantemente ao rei que render-se aos babilônicos seria o melhor para ele. Ao longo de todo este período, Zedequias parece frustrado e indeciso entre voltar-se a Jeremias em busca de conselho ou ceder ao grupo de pressão próassírio para continuar a resistência contra os babilônicos. Em vão espera melhores notícias de Jeremias. Finalmente, os babilônicos irrompem em Jerusalém. Zedequias foge e consegue chegar até Jericó; porém é capturado e levado ante Nabucodonosor, em Ribla. Após ser obrigado a presenciar a morte de seus filhos e a de numerosos nobres, Zedequias é cegado e levado cativo à 487 para datar acontecimentos durante este período, ver Thiele, The Mysteríous Numbers of the Hebrew Kings pp. 153- 166. 240

terra do exílio. Assim se cumpria a profecia, aparentemente contraditória, de que Zedequias nunca veria a terra à qual era levado cativo 488 . V. A emigração ao Egito Jr 40.1-45.5 Estabelecimento em Mispá sob Gedalias Jr 40.1-12 Derramamento de sangue e desunião Jr 40.13-41.18 Em rota para o Egito Jr 42.1-43.7 Mensagens de Jeremias no Egito Jr 43.8-44.30 A promessa a Baruque Jr 45.1-5 Jeremias recebe o mais cordial tratamento de mãos dos conquistadores babilônicos. Ainda que amarrado e levado a Ramá, é deixado em liberdade por Nebuzaradã, o capitão da guarda de Nabucodonosor. Livrado a sua eleição, Jeremias escolhe permanecer com os que ficam na Palestina, incluso ainda quando recebe a certeza de um tratamento favorável se vá para a Babilônia. Com Jerusalém feita um montão de ruínas fumegantes, os que restam na Palestina se estabelecem em Mispá, provavelmente a atual Nebi Samwil. Situada aproximadamente a uns 16 km ao norte de Jerusalém, a cidade de Mispá se converte na capital da província babilônica de Judá, sob o mando de Gedalias, governador ao serviço de Nabucodonosor. Espalhadas por todo o território há muitas guerrilhas dispersas pelo exército da Babilônia. no princípio procuram o apoio de Gedalias, porém umas quantas semanas mais tarde, Ismael, um daqueles capitães, é utilizado por Baalis, líder dos beduínos amonitas, num complô para matar a Gedalias. Em poucos dias, Ismael mata brutalmente setenta dos oitenta peregrinos em rota a Jerusalém, procedentes do norte, e força os cidadãos de Mispá sem marchar ao sul, esperando pegá-los em Amom, através do Jordão. A caminho, são resgatados por Joanã em Gabaom, e levados a Quimã, uma estação de caravanas perto de Belém, enquanto Ismael escapava. Mudanças repentinas encontram os que restam sem lar e totalmente desalentados. Em poucos meses não somente viram Jerusalém reduzida às cinzas, senão que tinham sido desalojados de seu assentamento em Mispá. Em desesperada necessidade de um guia, se voltam a Jeremias. Ainda que tentam marchar ao Egito por médio dos babilônicos, o povo está com Jeremias para inquirir do Senhor o futuro que lhes aguardava, após um período de dez dias, que põe a prova sua paciência, Jeremias tem uma resposta. devem permanecer na Palestina (42.10). a emigração ao Egito supõe a guerra, a fome e a morte. Com deliberada desobediência e carregando sobre Jeremias o fato de não lhes ter entregado a mensagem completa de Deus, Joanã e seus seguidores levam o restante para o Egito (43.1-7). Ao passo que o povo se move em massa, Jeremias e seu escriba Baruque, sem dúvida carente de alternativa, vão com eles. E em Tafnes, no Egito, Jeremias adverte a seu povo por uma mensagem simbólica, que Deus enviará seu servo Nabucodonosor ao Egito para executar o juízo (43.8-13). No seguinte capítulo, Jeremias bosqueja os recentes acontecimentos numa mensagem final. Jerusalém está em ruínas porque os israelitas têm ignorado os avisos de Deus enviados mediante seus profetas. O mal que tem caído sobre eles é justo e reto em vista de sua desobediência. Israel se converteu numa maldição e um escárnio entre todas as nações, porque tem provocado a ira de Deus. Então o povo é apóstata, e assim desafia a Jeremias, cujas palavras são inúteis para movê-los ao arrependimento. Claramente lhe dizem que não obedecerão e afirmam que o mal tem caído sobre eles porque cessaram de adoram a rainha dos céus. As palavras finais de Jeremias como indicam que o juízo de Deus lhes espera e quando chegue, comprovarão que Deus está cumprindo sua palavra. 488 Ver Ez 12.13; 17.16; Jr 32.4-5; 34.3-5. 241