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a historia de israel no antigo testamento

desses

desses anos de adversidade, sofrimentos e êxito, a relação humano-divina é claramente aparente. Tentado pela esposa de Potifar, José não cedeu. Não queria pecar contra Deus (Gn 39.9). Em prisão, José confessou abertamente que a interpretação dos sonhos somente correspondia a Deus (40.8). quando apareceu frente ao Faraó, José reconheceu que Deus se valia dos sonhos para revelar o futuro (41.25-36). Inclusive no fato de dar nome a seu filho, Manassés, José reconheceu a Deus como a fonte de sua promoção e o alívio de suas dores (41.51). Também tomou a Deus em consideração em sua interpretação da história: ao revelar sua identidade a seus irmãos, humildemente deu crédito a Deus por levá-lo a ele ao Egito. Não disse em nenhum momento que eles o haviam vendido como escravo (41.4-15). Depois da morte de Jacó, José voltou, mais uma vez, a dá-lhes a segurança de que não buscaria vingança. Deus tinha ordenado os eventos da história para o bem de todos (50.15-21). O engrandecimento feito de Deus por José através de muitas vicissitudes, foi recompensado por sua própria elevação. Na casa de Potifar, foi tão fiel e tão notável e eficiente que foi elevado à categoria de superintendente. Lançado na prisão por falsas acusações, José logo foi considerado com responsabilidades de supervisão que utilizou sabiamente para ajudar a seus companheiros de encarceramento. Através do mordomo, quem por dois anos falhou em lembrar sua ajuda, José foi levado subitamente na presença do Faraó para interpretar os sonhos do rei. Foi certamente um momento oportuno: o governante do Egito tinha a necessidade de contar com um homem como José, que provou sua valia. Como chefe administrador, não somente guiou o Egito através dos anos cruciais da abundância e da fome, senão que foi o instrumento adequado para salvar a sua própria família. A posição de José e seu prestígio fizeram possível o distribuir a terra do Gósen aos israelitas quando emigraram ao Egito. Aquilo foi uma enorme vantagem para eles, a causa de seus interesses como pastores. As bênçãos de Jacó formam uma conclusão que encaixa na idade patriarcal do relato do Gênesis. Em seu leito de morte, pronunciou sua última vontade e seu testamento. Ainda se achasse no Egito, suas bênçãos refletem o costume da Mesopotâmia, o lar original, onde os pronunciamentos orais eram reconhecidos como fiel testemunho de fé ante um tribunal. Mantendo as promessas divinas feitas aos patriarcas, as bênçãos de Jacó, dadas em forma poética, tiveram uma significação profética. 30

• CAPÍTULO 3: A EMANCIPAÇÃO DE ISRAEL Os séculos se passaram em silêncio desde a morte de José, até o amanhecer da consciência nacional, sob Moisés. A História Sagrada, não obstante, se refere a novas e excitantes dimensões com a única transição dos israelitas desde as garras faraônicas da escravidão à situação de uma nação independente como povo escolhido de Deus. em menos do que pareceu uma eternidade, superaram e obtiveram uma miraculosa libertação do imperador mais poderoso da época, receberam uma divina revelação que os fez conscientes de serem o povo da aliança de Deus, e lhes foi transmitido um código de leis em preparação para ocupar a terra da promessa dos patriarcas. Não é surpreendente que esta notável experiência fosse recordada e volta a viver anualmente na observância da Páscoa dos judeus. Repetidamente os profetas e salmistas aclamam a libertação de Israel do poder do Egito como o mais significativo milagre de sua história. Tão cheia de significado foi aquela emancipação e tão vital foi aquela interpretação entre Deus e Israel para as gerações vindouras, que quatro quintas partes do Pentateuco, ou mais de um sexto da totalidade do Antigo Testamento está dedicado a este curto período na história de Israel. Depois dos anos da opressão egípcia, que recebe uma breve consideração nos capítulos introdutórios, os acontecimentos destes quatro livros. Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio, estão confinados a menos de cinco décadas. No bosquejo seguinte se lembra sumariamente o material de referência: Desde o Egito até o Monte Sinai Êx 1-18 Acampamento no Sinai Êx-19-Nm 10 Recorridos pelo deserto Nm 10-21 Acampamento ante Canaã Nm 22-Dt 34 Acontecimentos contemporâneos Não existe desacordo entre os eruditos, que aceitam a historicidade do cativeiro de Israel no Egito e que o Êxodo teve lugar durante a era do Novo Reino. Já que os capítulos que encerram o Gênesis já relatam a imigração de Israel para o Gósen, os acontecimentos contemporâneos no Egito são de primordial importância. A invasão dos hicsos A poderosa Décimo Segunda Dinastia do Reino Médio no Egito foi seguida (1790 a.C.) por duas outras fracas dinastias sob as quais o governo ficou desintegrado. Os invasores semitas procedentes da Ásia, conhecidos como os hicsos, povo que já utilizava o cavalo e o carro de guerra, desconhecidos pelos egípcios, ocuparam Egito aproximadamente por volta do 1700 a.C. é muito pouco o que se conhece acerca do povo, embora Manetho atribui às XV e XVI Dinastias a estes governantes estrangeiros que controlaram o Baixo Egito durante quase um século e meio. No transcurso do tempo, rivais de Tebas dominaram a utilização do cavalo e o carro de guerra, e sob Amosis, da XVII Dinastia, estiveram em condições de expulsar os hicsos do país (1500 a.C.). Aquela circunstância deu a oportunidade para o ressurgimento de um governo poderoso conhecido como o Novo Reino. É compreensível que os egípcios não deixassem testemunhos escritos de tão grande humilhação perpetrada pelos hicsos durante a dominação destes. Portanto, nosso conhecimento deste período e, desafortunadamente, muito limitado. O novo reino (1546-1085 a.C.) Neste período reinaram no Egito três dinastias. Sob os três primeiros governantes da XVIII Dinastia, Amenofe e Tutmose I e II (1550-1500 a.C.), Egito ficou estabelecido com a força e a 31

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Instituições de Israel no Antigo Testamento - Roland de Vaux
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