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a historia de israel no antigo testamento

que introduziu uma

que introduziu uma série de medidas que tinham como fim aliviar o temor de uma rebelião israelita. Conseqüentemente, o povo escolhido foi destinado a uma dura lavoura construindo cidades, tais como Píton e Ramsés (Êx 1.11). Um édito real ordenou aos egípcios que matassem, a seu nascimento, a todos os varões nascidos aos israelitas. Este foi o desígnio do Faraó para frear a bênção de Deus sobre Israel conforme o povo crescia e aumentava e prosperava (Êx 1.15-22). Anos depois, quando Moisés desafiou o poder do Faraó, a opressão foi intensificada, retendo aos escravos israelitas a palha tão útil na produção de tijolos (Êx 5.1-21). A preparação de um líder Moisés nasceu em tempos perigosos. Foi adotado pela filha do Faraó e lhe deram facilidades e vantagens para sua Ec no mais importante centro daquela civilização. Embora não esteja mencionado no Êxodo, Estevão, dirigindo-se ao Sinédrio em Jerusalém, se refere a Moisés como tendo sido instruído na sabedoria egípcia (Atos 7.22). Uma extensa facilidade educacional na corte egípcia foi efetuada durante o Novo Reino e seu período, para treinar os reais herdeiros dos príncipes tributários. Embora retidos como reféns para assegurar-se a percepção dos tributos, eram magnificamente tratados em sua principesca prisão. Se um distante príncipe morria, um filho que tinha estado submetido à cultura egípcia era designado para o trono com a esperança de que seria um leal vassalo do Faraó 73 . É altamente provável que Moisés recebesse sua educação egípcia juntamente com os herdeiros reais da Síria e de outras terras. O corajoso intento de Moisés de ajudar a seu povo finalizou no fracasso. Temendo a vingança do Faraó, fugiu para a terra de Midiã, onde passou os seguintes quarenta anos. Ali foi favoravelmente acolhido no lar de Reuel, um sacerdote de Midiã, que era também conhecido como Jetro 74 . Com o passar do tempo, Moisés tomou por esposa a filha de Zípora, e se estabeleceu dedicando-se à vida dos pastores no deserto de Midiã. Através da experiência adquirida do pastoreio na zona que rodeava o Golfo de Ácaba, Moisés indubitavelmente adquiriu um grande conhecimento daquele território. Sem estar ciente de sua importância, recebeu uma excelente preparação para conduzir a Israel através daquele deserto muitos anos mais tarde. O chamamento de Moisés é certamente significativo à luz do passado e seu treinamento (Êx 3- 4). Na corte do Faraó percebeu que haveria de contender com a autoridade. Não sem razão solicitou a liberdade dos israelitas. Deus assegurou a Moisés a divina ajuda, e que proveria sua atuação com três milagres que lhe dariam crédito ante os israelitas: a vara que se converteu em serpente, a mão do leproso e a água que se converteria em sangue. Isto proporcionou uma base razoável para que os israelitas acreditassem que Moisés estava comissionado pelo Deus dos patriarcas. Tendo recebido a certeza de que Arão seria seu porta-voz, Moisés cumpriu com a chamada de Deus e voltou ao Egito. A confrontação com o Faraó Durante o período do Novo Reino, o poder do Faraó era soberano e não ultrapassado por nenhuma nação contemporânea. Seu domínio, às vezes, se estendia tão longe como o Eufrates. A aparição de Moisés na corte real, demandando a liberação de seu povo de Israel, significava um desafio ao poder de Faraó. As pragas, que aconteceram durante um período relativamente curto, demonstraram o poder do Deus de Israel, não só ao Faraó e aos egípcios, senão também aos próprios israelitas. A atitude do Faraó desde o princípio é a do desafio expressado na pergunta: "Quem é esse Senhor cuja voz eu deveria obedecer para deixar a Israel ir embora?" (Êx 5.2). quando se enfrentou com a oportunidade de dar cumprimento à vontade de Deus, o Faraó se resistiu, endurecendo seu 73 Steinhoff y Secle, "When Egypt Ruled the East", p. 105. 74 A pronunciação em hebraico é Reuel (Êx 2.18), e em grego é Reguel (Nm 10.29). em outras partes do Êxodo, é chamado Jetro. Ver "The New Bible Comentary" para uma discussão sobre Nm 10.29. 36

coração no curso daquelas circunstâncias que com tal motivo se desenvolveram 75 . As três diferentes palavras hebraicas advertindo a Faraó sua atitude —como se estabelece por dez vezes em Êx 7.13-13.15— denota a intensificação de uma condição já existente. Deus permitiu viver ao Faraó dotando-o com a capacidade de resistir as divinas ofertas (Êx 9.16). Deste modo Deus endureceu seu coração como está indicado em duas proféticas referências (Êx 4.21 e 7.23), igual que na narrativa (9.12-14.17). o propósito das pragas —claramente estabelecidas em Êx 9.16— é mostrar ao Faraó o poder de Deus em nome de Israel. O governador do Egito era assim desafiado pelo poder sobrenatural. De que modo foram afetados os egípcios pelas pragas, não está totalmente declarado. A última praga consistia em levar a juízo a todos os deuses do Egito (Êx 12.12). a incapacidade do Faraó e de seu povo para repelir aquelas pragas deve ter demonstrado aos egípcios a superioridade do Deus de Israel em comparação com os deuses que eles adoravam. Aquilo foi a causa de que alguns egípcios chegassem ao conhecimento do Deus de Israel (Êx 9.20). Israel se fez consciente, do mesmo modo, da divina intervenção. Tendo permanecido na escravidão e o cativeiro por diversas gerações, os israelitas não tinham sido testemunhos de uma demonstração do poder de Deus em sua época. Cada praga triunfante aportava uma maior manifestação do sobrenatural, de modo tal que com a morte do primogênito, os israelitas comprovaram que estavam sendo liberados por Um que era onipotente. As perigosas estão melhor explicadas como uma manifestação do poder de Deus, através de fenômenos naturais. Nem o elemento natural, nem o sobrenatural, deveriam ser excluídos. Todas as pragas tinham elementos comumente conhecidos pelos egípcios, tais como as rãs, os insetos e as enchentes do Nilo. Porém, a intensificação daquelas coisas que eram naturais, a exata predição da chegada e desaparição das mesmas, o mesmo que a discriminação mediante a qual os israelitas foram excluídos de certas pragas, foram sucessos que devem ter causado o reconhecimento do sobrenatural. A Páscoa dos judeus Os israelitas receberam instruções específicas por Moisés a respeito da última praga (Êx 12.1- 51). A morte do primogênito não afetou àqueles que cumpriram com os divinos requerimentos. Um cordeiro ou cabrito, sem mácula, foi escolhido no décimo dia de Abibe. O animal foi morto no dia décimo quarto perto do pôr-do-sol e seu sangue aplicado nas ombreiras e na verga das portas de cada casa. Com a preparação para a partida completada, os israelitas comeram o alimento da Páscoa que consistia em carne, pão sem fermento e ervas amargas. Abandonaram o Egito imediatamente após que o primogênito de cada lar egípcio tiver morrido. Para os israelitas o Êxodo da terra do Egito foi o maior dos acontecimentos do Antigo Testamento e sua época. Quando o Faraó comprovou que o primogênito de cada lar tinha morrido, ficou conforme com a partida dos israelitas. A observância da Páscoa foi uma rememoração anual de que Deus os tinha deixado em liberdade do cativeiro O mês de Abibe, mas tarde conhecido como Nisã, marcou desde então o começo de seu ano religioso. A rota para o monte Sinai A viagem de Israel para o Canaã por via da península do Sinai foi divinamente ordenada. Não havia dúvida do caminho direto —um caminho em bom uso utilizado para propósitos comerciais e militares— e que os deveria levar a terra prometida numa quinzena. Para uma desorganizada multidão de escravos liberados, o desvio sinaítico não só tinha uma vantagem militar, senão que também os provia de tempo e oportunidade para sua organização. 75 Ver Free, op. cit., pp. 93-94, para ulteriores considerações 37

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