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a historia de israel no antigo testamento

peitoral, servindo como

peitoral, servindo como uma visível lembrança de que o sacerdote representava a nação ante Deus. O Urim e o Tumim, que significavam "luzes" e "perfeição" estavam colocados numa dobra da citada lâmina do peito (Êx 28.30, Lv 8.8). Se conhece pouco a respeito de sua função ou do procedimento prescrito do sacerdote oficiante; porém o fato importante permanece, aquilo que provia um médio de discernir a vontade de Deus. Igualmente significativa era a vestidura da cabeça ou turbante do sumo sacerdote. Estendido por toda a testa e aderido ao turbante, levava uma lamina de ouro puro sobre a qual estava escrito "Santidade ao Senhor". Isso constituía uma permanente lembrança de que a santidade é a essência da natureza de Deus. mediante um preceito expiatório, o sumo sacerdote apresentava a seu povo como santo ante Deus. por meio dos sagrados ornamentos o sumo sacerdote, igual que os sacerdotes ordinários, manifestava não somente a glória deste ministério de mediação entre Deus e Israel, senão também a beleza no culto pela mistura do colorido da ornamentação corporal com o santuário. Numa elaborada cerimônia de consagração, os sacerdotes estavam colocados aparte para seu ministério (Êx 29.1-37; 40.12-15; Lv 8.1-36). Após uma lavagem com água, Arão e seus filhos eram vestidos com os ornamentos sacerdotais e ungidos com óleo. Com Moisés oficiando como mediador, se oferecia um boi jovem como oferta pelo pecado, ao somente para Arão e seus filhos, senão para a purificação do altar dos pecados associados com seu serviço. Isto costumava ir seguido por um holocausto onde se sacrificava um carneiro de acordo com o ritual usual. Outros destes animais eram então apresentados como oferta pacífica numa cerimônia especial. Moisés aplicava o sangue ao dedo polegar da mão direita, a orelha direita e o polegar do pé direito de cada sacerdote. Depois tomava "a gordura, a cauda, e toda a gordura que está na fressura, e o redenho do fígado, e ambos os rins, e a sua gordura e a espádua direita" (Lv 8.25, ACF), e os apresentava a Arão e a seus filhos, os quais faziam com eles certos sinais e movimentos antes de ser consumido sobre o altar. Após ser apresentado como oferta, o peito era fervido e comido por Moisés e os sacerdotes. Precedendo esta comida sacrificial, Moisés aspergia o azeite da unção e o sangue sobre os sacerdotes e suas vestes. Esta impressionante cerimônia de ordenação era repetida um de cada setembro dias sucessivos, santificando os sacerdotes por seu ministério no tabernáculo. Desta forma, a totalidade da congregação se conscientizava da santidade de deus quando o povo chegava até os sacerdotes com suas ofertas. As ofertas As leis sacrificiales e instruções dadas no Monte Sinai não implicavam a ausência das ofertas anteriormente a este tempo. Se pode ou não ser discutida a questão das várias classes de ofertas no sentido de que fosse claramente distinguidas e conhecidas pelos israelitas, a prática de realizar sacrifícios era indubitavelmente familiar, o que se deduz do registrado acerca de Caim, Abel, Noé e os patriarcas. Quando Moisés apelou a Faraó para deixar em liberdade o povo de Israel, já havia antecipado as ofertas e sacrifícios, fazendo-o assim antes de sua partida do Egito (Êx 5.1-3; 18.12, 24.5). Agora que Israel era uma nação livre e em eleição da aliança com Deus, se deram instruções específicas que concerniam às várias classes de ofertas. Levando-as como estavam prescritas, os israelitas tinham a oportunidade de servir a Deus de maneira aceitável (Lv 1.7). Quatro classes de ofertas implicavam o espargir do sangue: a oferta que devia ser queimada, a oferta pacífica, a oferta pelo pecado e a oferta pela expiação da culpa. Os animais estimados como aceitáveis para o sacrifício eram animais limpos de manchas cujo carne podia ser comido, tais como cordeiros, cabras, bois ou vacas, velhos ou jovens. Em caso de extrema pobreza, estava permitida a oferta de rolas ou pombinhos. As regras gerais para realizar o sacrifício eram como se segue: 1) Apresentação do animal no altar. 2) A mão do oferente se colocava sobre a vítima. 46

3) A morte do animal. 4) A aspersão do sangue sobre o altar. 5) Queima do sacrifício. Quando um sacrifício era oferecido para a nação, oficiava o sacerdote. Quando o indivíduo sacrificava por si mesmo, levava o anima, colocava sua mão sobre ele e o matava. O sacerdote, então, aspergia o sangue e queimava o sacrifício. O que oferecia não podia comer a carne do sacrifício, exceto no caso de uma oferta pacífica. Quando se produziam vários sacrifícios ao mesmo tempo, a oferta do pecado precedia sempre ao holocausto e à oferta pacífica. Holocausto A característica distintiva a respeito do holocausto era o fato de que a totalidade do sacrifício era consumido sobre o altar (Lv 1.5-17; 6.8-13). Não estava excluída a expiação, já que esta era parte de todo sacrifício de sangue. A completa consagração do oferente a Deus ficava significada pela consumação da totalidade do sacrifício. Talvez Paulo fizesse referência a esta oferta em seu chamamento para a completa consagração (Rm 12.1). Israel tinha ordenado o manter uma contínua oferenda de fogo dia e noite, por meio desse fogo sobre o altar de bronze. Um cordeiro era oferecido cada manhã e cada tarde, e daí a recordação de Israel de sua devoção para com Deus (Êxodo 29.38-42; Nm 28.3-8). A oferta pacifica A oferta pacífica era totalmente voluntária. Embora a representação e a expiação estavam incluídas, a característica primeira desta oferta era a comida sacrificial (Lv 3.1-17; 7.11-34; 19.5-8; 22.21-25). Isto representava uma comunicação vivente e uma camaradagem e amizade entre o homem e Deus. Era permitido à família e aos amigos unir-se ao oferente nesta comida sacrificial (Dt 12.6-7,17-18). Já que era um sacrifício voluntário, qualquer animal, exceto uma ave, resultava aceitável, sem levar em conta a idade ou o sexo. Após a morte da vítima e a aspersão do sangue para fazer a expiação pelo pecado, a gordura do animal era queimada sobre o altar. Através dos ritos dos movimentos das mãos do oferente, que mexia a coxa e o peito, o sacerdote oficiante dedicava estas porções do animal a Deus. O resto da oferta servia como festa para o oferente e seus hóspedes convidados. Esta alegre camaradagem significava o laço de amizade entre deus e o homem. Existiam três classes de oferendas pacificas, e variavam segundo a motivação do oferente. Quando o sacrifício se fazia em reconhecimento de uma bênção inesperada ou imerecida, se chamava de oferta de ação de graças. Se a oferta se realizava em pagamento de um voto ou uma promessa, era chamada oferta votiva. Se a oferta tinha como motivo uma expressão de amor a deus, era chamada de oferta voluntária. Cada uma de tais ofertas era acompanhada por uma comida de oferenda prescrita. A oferta de agradecimento durava um dia, enquanto que as outras duas se estendiam a dois, com a condição de que qualquer coisa que restasse devia ser consumida pelo fogo ao terceiro dia. Desta forma, o israelita gozava do privilégio de entrar no gozo prático de sua relação de aliança com Deus. A oferta pelo pecado Os pecados de ignorância cometidos inadvertidamente, requeriam uma oferta (Lv 4.1-35; 6.24- 30). A violação da negativa de ordens puníveis por dissensão podia ser retificada por um sacrifício prescrito. Embora Deus tinha somente uma pauta de moralidade, a oferta variava com a responsabilidade do indivíduo. Nenhum líder religioso ou civil era tão proeminente que seu pecado fosse condenado, nem nenhum homem tão insignificante que seu pecado puder ser ignorado. Existia uma gradação nas ofertas requeridas: um bezerro para o sumo sacerdote ou para a congregação, um bode para um governante, uma cabra para um cidadão privado. 47