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a historia de israel no antigo testamento

Já que a cada

Já que a cada cinqüenta anos esta terra revertia a seu proprietário original, o preço estava diretamente relacionado com o número de anos que havia antes do ano de jubileu. A qualquer momento, durante este período, a terra estava sujeita a rendição, pelo proprietário ou um parente próximo. As casas existentes nas cidades amuralhadas, exceto nas cidades levíticas, não estavam incluídas sob tais princípios do ano de jubileu. Os escravos eram deixados em liberdade durante este ano, sem levar em conta a duração de seu serviço. Seis anos era o período máximo de servidão para qualquer escravo hebreu sem a opção da liberdade (Êx 21.1). Em conseqüência, não podia ficar reduzido à condição de perpétuo estado de escravidão, embora pudesse considerar necessário vendê-lo a outro como servo alugado, quando financeiramente for preciso. Inclusive os escravos não hebreus não podiam ser considerados como de propriedade absoluta. A morte como resultado da crueldade por parte do amo estava sujeita a castigo (Êx 21.20-21). Em caso de evidentes maus-tratos pessoais, um escravo podia reclamar sua liberdade (es 21.26-27). Pelo periódico sistema de deixar em liberdade os escravos hebreus e a demonstração de amor e amabilidade aos estrangeiros na terra (Lv 19.33- 34), os israelitas lembravam que eles também tinham sido escravos na terra do Egito. Inclusive quando o ano do jubileu era seguido pelo ano sabático, os israelitas não tinham permissão para cultivar o solo durante esse período. Deus tinha-lhes prometido que receberiam tal abundante colheita no sexto ano que teriam suficiente para o sétimo e o oitavo anos seguintes, que eram tempo para o descanso da terra. Deste modo, os israelitas lembravam também que a terra que possuíam, igual que as colheitas que delas recebiam, eram um presente de deus. Festas anuais As três observações anuais celebradas como festas eram: 1) A Páscoa e festa dos pães ázimos, 2) A festa das semanas, primícias ou ceifa, 3) A festa dos tabernáculos ou colheita. Tinham tal significação estas festas que todos os israelitas varões eram requeridos para sua devida atenção e celebração (Êx 23.14-17). A Páscoa e a festa dos pães ázimos Historicamente, a Páscoa foi primeiramente observada no Egito quando as famílias de Israel foram excluídas da morte do primogênito, matando o cordeiro de Páscoa (Êx 12.1-13.10). o cordeiro era escolhido no décimo dia do mês de Abibe e matado no décimo quarto. Durante os sete dias seguintes somente podiam comer-se os pães ázimos. Este mês de Abibe, mas tarde conhecido por Nisã, era designado como "o começo dos meses", ou o começo do ano religioso (Êx 12.2). A segunda Páscoa era observada no décimo quarto dia de Abibe, um ano depois de que os israelitas abandonassem Egito (Nm 9.1-5). Já que nenhuma pessoa incircuncisa podia partilhar a Páscoa (Êx 12.48), Israel não observou este festival durante o tempo de sua peregrinação pelo deserto (Js 5.6). não foi senão até que o povo entrou em Canaã, quarenta anos depois de deixar a terra do Egito, em que se observou a terceira Páscoa. O propósito da observância da Páscoa era lembrar aos israelitas, anualmente, a miraculosa intervenção de deus em seu favor (Êx 13.3-4; 34.18; Dt 16.1). Isso marcava a inauguração do ano religioso. O ritual da Páscoa sofreu sem dúvida algumas mudanças de sua primitiva observância, quando Israel não tinha sacerdotes nem tabernáculo. Os ritos de caráter temporário eram: o sacrifício de um cordeiro pelo cabeça de cada família, a aspersão do sangue nas portas e ombreiras, e possivelmente também a forma em que partilhavam o cordeiro. Com o estabelecimento do tabernáculo, Israel dispunha de um santuário central onde os homens deviam congregar-se três vezes por ano começando com a estação da Páscoa (Êx 23.17; Dt 16.13). Os dias quinze e vinte e 50

cinco eram dias de sagrada convocação. Em toda a semana, os israelitas só podiam comer-se o pão sem fermento. Já que a Páscoa era o principal acontecimento da semana, aos peregrinos eralhes permitido voltar na manhã seguinte desta festa (Dt 16.7). enquanto isso, durante toda a semana se realizavam ofertas adicionais diárias para a nação, consistentes em dois bezerros, um carneiro e sete cordeiros machos para uma oferta de fogo, com a comida de oferta prescrita e um bode para a oferta do pecado (Nm 28.19-23; Lv 23.8). acompanhando o ritual no qual o sacerdote mexia um feixe ante o Senhor, estava a apresentação de uma oferta de fogo consistente em um cordeiro macho além de uma comida de oferenda de flor de farinha misturada com óleo, e uma oferta de vinho. Nenhum grão devia ser usado da nova colheita, até o público reconhecimento de que eram matérias de bênção que procediam de deus. portanto, em observância da semana da Páscoa, os israelitas eram não somente conscientes de sua histórica liberação do Egito, senão também reconheciam a bênção de Deus, que era continuamente evidente em provisões materiais. Tão significativa era a celebração da Páscoa, que era feita uma especial provisão para aqueles que estavam impossibilitados de participar no tempo indicado, a fim de observá-la um mês depois (Nm 9.9-12). Qualquer que recusasse observar a Páscoa ficava reduzido ao ostracismo no Israel. Inclusive o estrangeiro era bem-vindo para participar naquela celebração anual (Nm 9.13-14). Assim, a Páscoa era a mais significativa de todas as festas e observâncias no Israel. Comemorava o maior de todos os milagres que o Senhor tinha evidenciado em favor do povo de Israel. Isto está indicado por muitas referências nos Salmos e nos livros proféticos. Embora a Páscoa era observada no tabernáculo, cada família tinha uma vivíssima lembrança de sua significação, comendo os pães ázimos. Não havia nenhum israelita isentado de sua participação nela. Isto servia como lembrança anual de que Israel era a nação escolhida de Deus. Festa das semanas Enquanto que a Páscoa e a festa dos pães ázimos era observada a começos da colheita da cevada, a festa das semanas tinha lugar cinqüenta dias depois, após a colheita do trigo (Dt 16.9) 84 . Embora fosse uma ocasião verdadeiramente importante, a festa era observada somente um dia. Neste dia de descanso, se apresentava uma comida especial e uma oferta consistente em duas peças de pão com fermento que se apresentava ao Senhor para o tabernáculo, significando com isso que o pão de cada dia era proporcionado por obra do Senhor (Lv 23.15-20). Os sacrifícios prescritos eram apresentados com esta oferta. Nesta alegre ocasião, o israelita não esquecia nunca do menos afortunado, deixando alimentos nos campos para os pobres e os necessitados. A festa dos tabernáculos O último festival anual era a festa dos tabernáculos 85 , um período de sete dias durante o qual os israelitas viviam em tendas (Êx 23.16; 34.22; Lv 23.40-41). Esta festa não só marcava o fim da estação das colheitas, senão que quando estiveram estabelecidos em Canaã, servia de lembrança de sua permanência no deserto no qual deviam viver em tendas de campanha. As festividades desta semana encontravam sua expressão nos maiores holocaustos jamais apresentados, sacrificando um total de setenta bois. Oferecendo treze no primeiro dia, que se considerava como uma convocação sagrada, o número ia decrescendo diariamente de a um. Cada dia, além disso, se realizava uma oferta de fogo adicional. Esta oferta consistia em quatorze cordeiros e dois carneiros com suas respectivas ofertas, igualmente de carne e bebida. Uma convocatória sagrada celebrada no oitavo dia levava à conclusão das atividades do ano religioso. Cada sétimo ano era peculiar na celebração da festa dos tabernáculos. Era o ano da leitura pública da lei. Embora aos peregrinos se pedia que observassem a Páscoa e a festa das semanas 84 Também era conhecida como Festa das Primícias (Nm 28.26), ou Festa da Sega (Êx 23.16). baseada na palavra grega para designar o número "cinqüenta", esta festa foi chamada "Pentecoste" em tempos do Novo Testamento. 85 Também conhecida como Festa da Colheita ou da Sega (Êx 23.16; 34.22, Lv 23.39; Dt 16.13-15). Era observada no dia décimo quinto de Tishri com as olivas, as uvas e o grão, cujas colheitas já se haviam completado. 51

Patriarcas E Profetas por Ellen G. White [Novo Edicao]