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a historia de israel no antigo testamento

ao longo do Nilo ou do

ao longo do Nilo ou do Eufrates. Al mesmo tempo, Canaã era o prêmio cobiçado por essas nações mais fortes. Achando-se situada entre dois grandes centros de civilização, Canaã com seus férteis vales estava freqüentemente sujeita à invasão de forças mais poderosas. Pequenos reis não o suficientemente fortes como para enfrentar uma invasão inimiga, encontravam a solução, momentaneamente, em humilhar-se e pagar um tributo a grandes reinos como o do Egito. Com freqüência, porém, quando o invasor se retirava, os "presentes" terminavam. Embora aquelas cidades-reino eram facilmente conquistadas, resultava difícil para os vencedores retê-las como possessões permanentes. A religião de Canaã era politeísta 102 . "El" era considerado como a principal entre as deidades cananéias. Parecido a um touro com uma manada de vacas, o povo se referia a ele como "o pai touro", e o consideravam como seu criador. Asera era a esposa de El. Nos dias de Elias, Jezabel patrocinou quatrocentos profetas de Asera (1 Reis 18.19). O rei Manassés colocou sua imagem no templo (2 Reis 21.7). Como chefe principal entre setenta deuses e deusas que eram considerados como filhos de El e Asera, estavam Hadade, mais comumente conhecido como Baal, que significativa "senhor". Reinava como rei dos deuses e controlava o céu e a terra. Como deus da chuva e da tormenta, era responsável da vegetação e da fertilidade. Anate, a deusa que amava a guerra, era irmã e ao mesmo tempo, sua esposa. No século IX, Astarté, deusa da estrela da manhã, era adorada como sua esposa. Mot, o deus da morte, era o chefe inimigo de Baal. Jom, o deus do mar, foi derrotado por Baal. Esses e muitos outros formam a introdução do panteão cananeu. Já que os deuses dos cananeus não tinham caráter moral, no deve surpreender que a moralidade do povo fosse extremamente baixa. A brutalidade e a imoralidade nas histórias e relatos a respeito de tais deuses é com muito a pior de qualquer outra achada no Próximo Oriente. Visto que tudo isso se refletia na sociedade cananéia, os cananeus, nos dias de Josué, praticavam o sacrifício de crianças, a prostituição sagrada, e o culto da serpente em seus rituais e cerimônias com a religião. Naturalmente, sua civilização degenerou sob tão desmoralizadora influência. As Escrituras testemunham esta sórdida condição por numerosas proibições dadas como aviso aos israelitas 103 . Esta degradante influência religiosa era já aparente nos dias de Abraão (Gn 15.16; 19.5). séculos mais tarde, Moisés encarregou solenemente a seu povo o destruir os cananeus, e não só castigá-los por sua iniqüidade, senão para prevenir o povo escolhido de Deus da contaminação (Lv 18.24-28; 20-23; Dt 12.31; 20.17-18). A era da conquista A experiência e o treinamento tinham preparado a Josué para a missão desafiadora de conquistar Canaã. Em Refidim conduziu o exército israelita, derrotando Amaleque (Êx 17.8-16). Como espia, obteve o reconhecimento de primeira mão das condições existentes na Palestina (Nm 13-14). Sob a tutela de Moisés, Josué foi treinado para o mando e a direção da conquista e ocupação da terra prometida. Como foi o caso no relato da peregrinação no deserto, o registro da atividade de Josué está incompleto. Não se faz menção da conquista da zona de Siquem entre monte Ebal e monte Gerizim; mas foi ali onde Josué reuniu a todo Israel para escutar a leitura da lei de Moisés (Js 8.30- 35). Muito possivelmente, muitas outras zonas locais foram conquistadas e ocupadas, mesmo que não sejam mencionadas no livro de Josué. Durante a vida de Josué a terra de Canaã foi possuída pelos israelitas; contudo de jeito nenhum todos seus habitantes foram expulsos. Assim, o livro de 102 Para mais informação, ver G. E. Wright, Biólical Archaeology, pp. 98-119. 103 Até 1930, a única fonte secular concernente a esta condição religiosa dos cananeus era Filo, de Biblos, um erudito fenício que escreveu uma história dos fenícios e dos cananeus. Ver Merrill F. Unger, "Archaeology and the Old Testament", pp. 167 e ss. 66

Josué deve ser considerado somente como um relato parcial da empresa empreendida por Josué. Isso conduz a considerar as seguintes subdivisões: I. Entrada em Canaã Js 1.1-4-24 Josué assume a liderança Js 1.1-18 Envio de dois espias a Jericó Js 2.1-24 Passo sobre o Jordão Js 3.1-17 Comemorações Js 4.1-24 II. derrota das forças oponentes Js 5.1-12.24 Preparação para a conquista Js 5.1-15 Campanha central – Jericó e Ai Js 6.1-8.35 Campanha do sul – Liga amorrea Js 9.1-10.43 Campanha do norte – Liga cananéia Js 11.1-15 Tabulação da conquista Js 11.16-12.24 III. Reparto de Canaã Js 13.1-24.33 Plano para a divisão Js 13.1-14.15 Reparto tribal Js 15.1-19.51 Cidades levitas e de refúgio Js 20.1-21.45 Despedida e morte de Josué Js 22.1-24.33 Não se declara a duração do tempo empregado para a conquista e divisão de Canaã. Assumindo que Josué tivesse a idade de Calebe, os acontecimentos registrados no livro de Josué aconteceram num período de vinte e cinco a trinta anos 104 . Entrada em Canaã Ao assumir Josué a chefia de Israel, se assegurou por completo do total apoio das forças armadas de Rubem, dos gaditas e da tribo de Manassés, que se haviam assentado ao leste do Jordão na herança que se haviam atribuído antes da morte de Moisés. Parece completamente razoável o assumir que a petição de apoio, em Js 1.16-18, é a resposta da totalidade da nação de Israel ao ditame das ordens de Josué para a preparação da passagem do rio Jordão. Dois espias foram então enviados para Jericó, a ver a terra. Por Raabe, quem escondeu aqueles espias, soubese que os habitantes de Canaã eram cientes do Deus do Israel e que tinha intervindo de uma forma sobrenatural em favor de Israel. Os dois homens voltaram assegurando a Josué e a Israel que o Senhor tinha preparado o caminho para uma vitoriosa conquista (Josué 2.1-24). Como uma visível confirmação da promessa de Deus de que estaria com Josué como tinha estado com Moisés, e a certeza adicional da vitória na Palestina, Deus procurou um milagroso passo através do Jordão. Isto constituiu uma razoável base para que todos os israelitas exercessem sua fé em Deus (Js 3.7-13). Com os sacerdotes que portavam a Arca abrindo o caminho e permanecendo em meio do Jordão, os israelitas passaram por um terreno seco. De que forma as águas se detiveram para realizar esta passagem e torná-la possível, não é estabelecido no relato. O lugar da passagem está identificado como "perto de Jericó", que estaria aproximadamente a 8 km ao norte do Mar Morto. As águas se cortaram ou se detiveram em Adão, hoje identificada com ed-Damieh, localizada a 32 km do Mar Morto ou aproximadamente a 24 km desde onde Israel cruzou realmente 105 . O Jordão segue um curso de 322 km por uma distância de 97 km, entre o mar da Galiléia e o Mar Morto, descendo 183 metros. Em Adão, os recifes de pedra caliça salpicam os bancos da correnteza. Recentemente, em 1927, um recife de 46 m caiu no Jordão, bloqueando a água durante 22 horas. Tanto se Deus causou que isto acontecesse ou não quando Israel passou o 104 Josué empregou 40 anos no deserto (Js 5.6). Morreu à idade de 110 anos (24.29). Calebe tinha 40 anos quando Moisés enviou a Josué e a Calebe como espias (14.7-10). 105 Ver J. Garstang, "Joshua judges" (Londres: Constable, 1931), pp. 136-137. 67

Patriarcas E Profetas por Ellen G. White [Novo Edicao]