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a historia de israel no antigo testamento

Hazor,

Hazor, identificada como Tell-el-Quedah, está estrategicamente situada aproximadamente a 24 km ao norte do mar da Galiléia, a uns 8 km ao oeste do Jordão. Em 1926-28, John Gasrtang dirigiu uma escavação arqueológica deste lugar. Mais recentemente, escavações de maior importância foram realizadas em Hazor, dirigidas pelo Dr. Yigael Yadin, em 1955-58 114. A acrópole em si mesma consistia em vinte e cinco acres que alcançavam uma altura de quarenta metros e que aparentemente foi fundada no terceiro milênio a.C. uma área mais baixa para o norte consistente numas sessenta e sete hectares esteve ocupada durante o segundo milênio a.C., e talvez tivesse uma população tão importante como de 40.000 habitantes. Nos registros do Egito e da Babilônia, Hazor é freqüentemente mencionada, indicando sua importância estratégica. A parte baixa da cidade, aparentemente foi construída durante a segunda metade do século XVIII da era dos hicsos. Depois que Josué destruísse este poderoso centro cananeu, o poder em Hazor deve ter sido restabelecido o suficiente para suprimir a Israel, até que foi novamente esmagada (Jz 4.2), após o qual Hazor foi incorporada pela tribo de Naftali. Em forma resumida, Js 11.16-12.24 relata a conquista da totalidade da terra de Canaã para Israel. O território coberto pelas forças de ocupação estendia-se desde Cades-Barnéia ou as extremidades do Negueve, e chegava ao norte até o vale do Líbano, embaixo do monte Hermom. Sobre o lado oriental do Jordão, se divide a área que previamente tinha sido conquistada sob Moisés e que se estendia desde monte Hermom ao norte, até o vale de Arnon, ao leste do Mar Morto. Existe uma lista de trinta e um reis derrotados por Josué. Com tantas cidades-estado, cada uma com seu próprio rei e tão pequeno território, foi possível para Josué e os israelitas o derrotarem àqueles governantes locais em pequenas federações. Todavia, embora os reis foram derrotados, nem todas as cidades foram realmente capturadas ou ocupadas. Mediante sua conquista, Josué submeteu os habitantes até o ponto de conseguir, no subseqüente período de paz, que os israelitas puderam estabelecer-se na terra prometida. O reparto de Canaã Apesar de que os reis líderes tinham sido derrotados, e prevalecesse um período de paz, restaram muitas zonas não ocupadas na terra (13.1-7. Josué foi divinamente comissionado para reparti o território conquistado às nove tribos e meia. Rubem, Gade e a metade de Manassés tinham recebido suas partes ao leste do Jordão, sob Moisés e Eleazar (Js 13.8-33; Nm 32). Durante o período da conquista, o acampamento de Israel esteve situado em Gilgal, um pouco ao nordeste de Jericó, perto do Jordão. Sob a supervisão de Josué e Eleazar, o reparto foi feito a algumas das tribos, enquanto ainda estavam ali acampadas. Calebe, que tinha sido um homem de fé incomum quarenta e cinco anos antes daquela época, quando os doze espias foram enviados a Canaã (Nm 13-14), então recebeu uma especial consideração, sendo recompensado com a cidade de Hebrom em sua herança (14.6-15). A tribo de Judá se apropriou da cidade de Belém, além da zona existente entre o Mar Morto e o Mar Mediterrâneo. Efraim e a metade de Manassés receberam a maior parte da zona ao oeste do Jordão, entre o mar da Galiléia e o Mar Morto (Js 16.17-18). Siló foi estabelecido como o centro religioso de Israel (Js 18.1). Foi ali onde as tribos restantes foram convidadas a possuírem seus territórios já designados. Enquanto se deu a Simeão a terra ao sul de Judá, as tribos de Benjamim e de Dã receberam sua parte imediatamente ao norte de Judá. A posse de Issacar, Zebulom, Aser e Naftali foi repartida ao norte de Manassés, começando do o vale de Megido e monte Carmelo. As cidades para refúgio foram designadas por toda a terra prometida (20.1-9). Ao oeste do Jordão essas cidades eram Cades em Naftali, Siquem em Efraim e Hebrom em Judá. Ao leste do Jordão, em cada uma das áreas tribais estavam as seguintes: Bezer em Rubem, Ramote de Gileade 114 Ver Yigael Yadin "Excavations at Hazon", 1955-58, em The Biblical Archaeologist Reader, 11 (Garlen City, N. .1., 1964), pp. 191-224. 72

dentro das fronteiras de Gade e Golã de Basã na área de Manassés. A essas cidades, qualquer podia fugir buscando segurança para caso de vingança de sangue pela morte de um homem. A tribo de Levi não recebeu reparto territorial, já que era a responsável dos serviços religiosos em toda a nação. As outras tribos tinham a obrigação de proporcionar toda classe de facilidades aos levitas e, dessa forma, a terra de pastoreio de cada uma das quarenta e oito estavam a disposição dos levitas para que pudessem dar alimento a seus rebanhos. Com uma recomendação por seus fiéis serviços e uma admoestação a permanecerem fiéis a Deus, Josué despediu as tribos transjordanas que haviam servido com o resto da nação, sob seu mando, na conquista do território ao oeste do Jordão. Após seu retorno à Transjordânia, erigiram um altar, uma ação que alarmou os israelitas que se tinham comportado devidamente em Canaã. Finéias, o filho do sumo sacerdote, foi enviado a Siló para encarregar-se da situação. Sua investigação lhe assegurou que o altar levantado na terra de Gileade servia ao propósito de manter um devido culto a Deus. A Bíblia não estabelece quanto tempo viveu Josué após suas campanhas militares. Uma inferência baseada no livro de Josué, 14.6-12, é que a conquista da Canaã foi executada num período de aproximadamente sete anos. Josué pode ter morrido pouco depois disto ou pode ter vivido uns vinte ou trinta anos, como máximo. Antes de morrer a idade de 110 anos, reuniu a todo o Israel em Siquem e severamente os admoestou a temer ao Senhor. Os lembrou que Deus tinha advertido a Abraão que não servisse nenhum ídolo e tinha verificado o convênio da aliança feito com os patriarcas trazendo Israel à terra prometida. Foi realizada uma aliança pública na qual os chefes asseguraram a Josué que eles serviriam o Senhor. Depois da morte de Josué, Israel cumpriu esta promessa só até acabar a geração mais velha. Quando governavam os juízes Os acontecimentos registrados no livro de Juízes estão intimamente relacionados aos dos tempos de Josué. Uma vez que os cananeus não tinham sido totalmente desalojados e a ocupação de Israel não era completa, similares condições continuaram no período dos Juízes. Em conseqüência, o estado de guerra continuou em zonas locais ou em cidades que foram ocupadas de novo no curso do tempo. Referências tais como as citadas em Juízes 1.1; 2.6-10 e 20.26-28 parecem indicar que os acontecimentos em Josué e Juízes estão intimamente relacionados cronologicamente ou que são, inclusive, sincrônicos. A cronologia deste período é difícil de discernir. O fato de que tenham sido sugeridos quarenta ou 50 métodos diferentes para medir a era dos Juízes, é indicativo do problema. Os anos conforme estão repartidos para cada Juiz no relato bíblico, são como se segue: Anos Juízes Opressão mesopotâmica 8 3.8 Otniel – liberação e tranqüilidade 40 3.11 Opressão de Moabe 18 3.14 Eúde 80 3.30 Opressão cananéia – Jabim 20 4.3 Débora e baraque – liberação e tranqüilidade 40 5.31 Opressão midianita 7 6.1 Gideão – liberação e tranqüilidade 40 8.28 Abimeleque – o rei marionete 3 9.22 Tola – período de dignidade 23 10.2 Jair – período de dignidade 22 10.3 Opressão amonita 18 10.8 Jefté – liberação e tranqüilidade 6 12.7 Ibsã – magistratura 7 12.9 Elom – magistratura 19 12.11 73

Patriarcas E Profetas por Ellen G. White [Novo Edicao]