Views
9 months ago

a historia de israel no antigo testamento

com as

com as atividades de qualquer dos juízes particulares mencionados nos capítulos precedentes, é difícil datar estes acontecimentos especificamente. Os rabinos associam a história de Mica e a emigração danita com a época de Otniel; porém, a causa da falta de detalhes históricos, é impossível ficar certos da confiabilidade disto e das tradições similares dos rabinos. O mais que pode ser feito é limitar tais acontecimentos aos dias "quando os juízes governavam" e "não havia rei em Israel" (Rt 1.1 e Jz 21.25). Mica e sua casa de deuses são um exemplo da apostasia religiosa que prevaleceu nos dias dos juízes. Quando Mica, um efraimita, devolveu 1160 siclos roubados a sua mãe, ela deu 200 siclos e um ourives, o qual fez uma imagem gravada em madeira e recoberta em prata, juntamente com outra imagem fundida de prata. Com aqueles símbolos idolátricos, Mica estabeleceu um santuário ao que agregou um éfode e terafins, e fez sacerdote a um de seus filhos. Quando um levita procedente de Belém, por acaso se deteve naquela capela no monte Efraim, Mica fez um acordo com ele, alugando seus serviços como seu sacerdote oficial, com a esperança de que o Senhor faria prosperar sua empresa. Cinco danitas enviados como grupo de reconhecimento para localizar mais terra para sua tribo, se detiveram no santuário de Mica para pedir conselho a este levita. Após ter-lhes assegurado o êxito de sua missão, continuaram seu caminho e encontraram condições favoráveis para a conquista de mais território em Laís, uma cidade situada na vizinhança do manancial do rio Jordão. Como resultado, seiscentos danitas emigraram para o norte. No caminho, convenceram o levita que era melhor para ele servir como sacerdote para uma tribo, antes que para um único indivíduo. Quando Mica e seus vizinhos objetaram a questão, os danitas, muito mais fortes, se limitaram simplesmente a tomar o levita e os deuses de Mica e levá-los a Laís, desde então chamada Dã. Ali, Jônatas, que indubitavelmente era o levita, estabeleceu um santuário para os danitas como um substituto para Siló. Caso não houver nenhuma omissão na genealogia (18.30) deste Jônatas, é muito verossímil que a emigração tivesse lugar nos primeiros dias do período dos Juízes. O crime sexual em Gabaá e os acontecimentos que se seguiram conduziram a Israel a uma guerra civil. Um levita das colinas da terra de Efraim e sua concubina, de retorno de uma visita aos pais da mulher em Belém, se detiveram em Gabaá pela noite. Tinham passado por Jebus, esperando receber melhor hospitalidade em Gabaá, que era uma cidade benjamita. Durante a noite, os homens de Gabaá exigiram e obtiveram a concubina do levita. Na manhã ela foi achada morta na porta da casa. Ele tomou o cadáver e a levou a seu lar; e cortando-a em doze peças, a enviou por todo o país. Todo Israel, desde Dã até Berseba, ficou tão horrorizado por semelhante atrocidade, que se reuniram em Mispá. Ali, ante uma reunião de 400.000 homens, o levita falou do que tinham feito com eles os benjamitas. Quando a tribo de Benjamim recusou entregar os homens de Gabaá que tinham cometido aquele crime, explodiu a guerra civil. Os benjamitas dispuseram de uma força combativa de 26.000 homens, incluindo uma divisão de homens armados de estilingues. O resto de Israel, então, se reuniu em Betel, onde estava situada a Arca do Senhor, para receber conselho de Finéias, o sumo sacerdote, para a batalha. Por duas vezes as forças israelitas foram derrotadas em seu ataque a Gabaá. A terceira vez, porém, a conquistaram e queimaram a cidade, matando a todos os benjamitas, exceto seiscentos deles que fugiram e acharam refúgio na rocha de Rimom. A destruição e devastação de Benjamim foi completa, até o extremo de que a totalidade da tribo foi arrasada. Após quatro meses, se efetuou uma reconciliação com os seiscentos homens que restavam. Tomaram-se medidas para a restauração e o matrimônio daqueles homens, de forma tal que os benjamitas pudessem ser restaurados na nação de Israel. A história de Rute subministra uma visão rápida de uma era mais pacífica nos dias em que os Juízes governavam 125 . Esta narrativa fala da emigração de uma família israelita —Elimeleque, 125 Josefo, "Antiquities", v. 9.1, datava a história de Rute nos dias de Eli. A referência a Salmom, pai de Boaz, como o marido de Raabe aponta a uma data mais anterior. Como Boaz era bisavô de Davi, esta genealogia em Mateus permite considerar a existência de lacunas. 82

Noemi e seus dois filhos— para o Moabe, quando havia fome em Judá. Ali, os dois filhos casaram com duas mulheres moabitas, Rute e Orfa. Após a morte de seu marido e ambos os filhos, Noemi voltou a Belém acompanhada de Rute. No curso do tempo, Rute casou com Boaz e, subseqüentemente, fogueira na linha genealógica davídica da família real de Israel. 83

Patriarcas E Profetas por Ellen G. White [Novo Edicao]