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a historia de israel no antigo testamento

castigaria, porém não

castigaria, porém não deixaria que se perdesse o direito à promessa nem retiraria sua mercê definitivamente. Nenhum reinado terrestre ou dinastia teve jamais duração eterna, tais como o céu e a terra. Tampouco a teve o reinado terreno do Davi, sem ligar sua linhagem com Jesus, quem especificamente está identificado no Novo Testamento como o filho de Davi. Esta certeza, dada a Davi mediante o profeta Natã, constitui outro elo na série de promessas messiânicas dadas nos tempos do Antigo Testamento. Deus ia desenvolvendo gradualmente o compromisso inicial de que a última vitória chegaria através da semente da mulher (Gn 3.15). Uma revelação completa do Messias e seu reinado eterno se dá pelos profetas em séculos subseqüentes. Por que foi negado a Davi o privilégio de construir o templo? Nos anos de seu reinado, ele chegou à comprobação de que tinha sido comissionado como um homem de estado e um líder militar para estabelecer o reino em Israel (1 Cr 28.3, 22.8). enquanto que o reinado de Davi foi caracterizado por uma situação de estado de guerra, Salomão gozou de um extenso período de paz. Talvez a paz prevalecesse na época em que Davi expressou sua intenção de construir o templo, mas não há forma de discernir com certeza na Escritura como as guerras relatadas estão relacionadas cronologicamente a esta mensagem dada por Natã. Possivelmente, até que não chegasse o fim do reinado de Davi, não se perceberia que os dias de Salomão eram uma melhor oportunidade para a construção do templo. Prosperidade e supremacia 2 Samuel 1 Crônicas Lista de nações conquistadas 8.1-13 18.1-13 Davi comparte sem responsabilidade e as bênçãos 8.15-9.13 18.14-17 A fome 21.1-14 Derrota dos amonitas, sírios 10.1-18 e filisteus 21.15-22 19.1-20.8 Canto de libertação (salmo 18) 22.1-51 A expansão do governo de Davi desde a zona tribal de Judá até um vasto império, estendendo seus domínios desde o Egito até as regiões do Eufrates, recebe escassa atenção na Bíblia. E contudo, este fato registrado é de básica importância historicamente, já que Israel era a nação na primeira fila no Crescente Fértil a começos do século X a.C. Afortunadamente, as escavações arqueológicas têm proporcionado informações complementárias. Davi foi imediatamente desafiado pelos filisteus quando foi reconhecido como rei de todo Israel (2 Sm 5.17-25). Os derrotou duas vezes, mas durante um longo período de tempo é completamente verossímil que houvesse freqüentes batalhas antes de reduzi-los a um estado tributário e submetido. A captura de um chefe de suas cidades, Gate, e a morte dos gigantes filisteus (2 Sm 8.1 e 21.15-22) não são mais que exemplos e mostras de encontros neste período crucial em que Israel ganhou sua hegemonia. Bete-Sã foi conquistada durante este período 151. Em Debir e em Bete-Semes, muralhas com casamatas 152 sugerem que Davi construiu uma línea de defesa contra os filisteus 153. As observações de que os filisteus tinham o monopólio do ferro nos dias de Samuel (1 Sm 3.19-20) e de que Davi o utilizava livremente perto do final de seu reinado (1 Cr 22.3) sugerem que pôde ter sido escrito um longo capítulo na revolução econômica de Israel. O período de proscrição e a residência dos filisteus não só proporcionaram a Davi a preparação para a liderança militar, sena que indubitavelmente lhe deram um conhecimento de primeira mão com a fórmula e os métodos utilizados pelos filisteus na produção de armamento. Talvez muitos dos planos para a expansão 151 G. E. Wright, op. cit., p. 124. 152 Casamata: abóbada muito resistente para instalar uma ou mais peças de artilharia. (N. da T.). 153 W. F. Albright, "The Biblical Period". (Pittsburgh. 1950). pp. 24-25. 96

econômica e militar tenham sido elaborados enquanto Davi estava em Hebrom, porém realmente executados depois de que Jerusalém foi convertida em capital. Os filisteus tinham razão para estarem alarmados quando a desolada e derrotada Israel foi unificada sob a proteção de Davi. A conquista e a ocupação de Edom tiveram uma grande importância estratégica. Deu a Davi uma valiosa fonte de recursos naturais. O deserto árabe, que se estende para o sul do Mar Morto e até o golfo de Ácaba, era rico no ferro e o cobre necessário para quebrar o monopólio filisteu. Para estarem seguros de que todos estes fornecimentos não sofreriam perigos, os israelitas estabeleceram guarnições por todo o Edom (2 Sm 8.14). Aparentemente, Israel teve pouca interferência procedente de Moabe e dos amalequitas naquela época. Estavam incluídos entre os estados tributários que enviavam prata e ouro a Davi. No nordeste, o ressurgir do poderio de Davi expandindo o estado de Israel, foi desafiado pelas tribos amonitas e aramaicas. As primeiras tinham-se estabelecido desde Carquemis sobre o Eufrates até os limites orientais da Palestina. Já eram considerados como inimigos nos dias de Saul (1 Sm 14.47). Quando Davi foi considerado um homem fora da lei, pelo menos um daqueles estados aramaicos deve ter sido amigo dele, já que Talmai, o rei de Gesur, tinha-lhe dado sua filha Maaca como esposa (2 Sm 3.3). Depois que Davi derrotasse os filisteus e tivesse concluído um tratado com os fenícios, os arameus temeram o ressurgir do poder de Israel. A expansão de Israel colocou em perigo suas riquezas e desafiava seu controle das férteis planícies e seu grande comércio. Após a vergonhosa recepção e tratamento dos mensageiros de boa vontade enviados por Davi, os amonitas imediatamente implicaram os aramaicos em sua oposição a Israel, mas suas forças combinadas foram espalhadas pelas tropas de Davi. Mais tarde, a cidade de Rabá, em Amom, foi capturada pelos israelitas (1 Cr 20.1). as forças aramaicas então se organizaram sob Hadade-ezer 154, que empregou e reuniu forças desde tão longe como Aram-Naharaim ou Mesopotâmia (1 Cr 19.6). Esta vez as forças israelitas avançaram para Elão, derrotando sua forte coalizão. Aquilo expandiu a condenação para a aliança amonita. Após isto, Davi atacou a Hadade-ezer uma vez mais quando os sírios 155 estavam ao alcance do Eufrates para reclamar o território sob controle assírio (2 Sm 8.3). Damasco, que estava tão intimamente aliada com Hadade-ezer (1 Cr 18.3-8), caiu sob o controle de Davi, adicionando assim outra vitória para os israelitas. Suas guarnições ocuparam a cidade, colocando-a sob um forte tributo, e Hadade-ezer concedeu grandes quantidades de ouro e bronze a Davi. A dominação dos estados aramaicos de Hamate, sobre o Orontes, agregou grandemente muitos mais recursos que enriqueceram Israel. A administração de Damasco por parte dos israelitas não foi desafiado até os anos seguintes do reinado de Davi. Nos dias da expansão nacional, as provisões feitas para Mefibosete ilustram a magnânima atitude de Davi para com os descendentes de seu predecessor (2 Sm 9.1-13). Quando Davi soube da desgraça que se havia abatido sobre o filho de Jônatas, Mefibosete, lhe concedeu uma pensão procedente de seu tesouro real. Ao invalido lhe foi entregue um lar em Jerusalém e foi colocado sob o cuidado do servo Ziba. Mefibosete recebeu especial consideração numa crise subseqüente (2 Sm 21.1-14), quando a fome se produziu na terra de Israel. Deus revelou a Davi que a fome era um juízo pelo terrível crime de Saul de atentar com o extermínio dos gabaonitas com os que Josué tinha feito uma aliança (Js 9.3ss). percebendo que aquilo só podia ser expiado (Nm 35.31), Davi permitiu que os gabaonitas executassem a sete dos descendentes de Saul. Mefibosete, porém, foi excluído. Quando Davi foi informado do luto de Rispa, uma concubina de Saul, tomou as medidas necessárias para o adequado sepultamento dos restos daquelas vítimas no sepulcro familiar de Benjamim. Os restos de Saul e Jônatas também foram trasladados àquele lugar. com isso, a fome chegou a seu fim. 154 M. F. Unger, "Israel and the Arameans", pp. 38-55. 155 G. E. Wright, op. cit. Cronologicamente este acontecimento segue-se ao ataque que Davi fez sobre a aliança sírioamonita em 2 Sm 10.1-14. 97

Patriarcas E Profetas por Ellen G. White [Novo Edicao]