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PROJETO_DIGITAL_09-01-2018a

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Em 2011, Kilma foi transferida para trabalhar durante oito meses em uma operação da Vale em Nova Caledônia e depois retornou à unidade Onça Puma, com o desafio de trabalhar em uma nova área, como supervisora de planejamento, controle de produção e expedição de produto da usina, onde permaneceu até o ano de 2016, quando se tornou gerente. E desafio é o que não falta para as mulheres que trabalham na mineração. A engenheira conta que, além dos obstáculos enfrentados na profissão, ela teve que superar o fato de ter deixado a sua cidade natal para trabalhar em uma área remota, em que as mulheres eram minoria. Perguntada sobre como avalia o crescimento da quantidade de mulheres no setor mineral, ela afirma que esse aumento é notório ao longo dos últimos dez anos. E um ponto positivo em sua trajetória profissional é que, como mulher, sempre teve o apoio da Vale no seu crescimento profissional e na sua atuação dentro da empresa. “Acho que não foi sorte. Acho que manter um alto desempenho e estar preparada para as oportunidades que a empresa dá, me fez chegar aqui. Hoje, minha atuação na Vale está alinhada com a governança da empresa (missão, visão e valores), manter o canal de escuta com os empregados e atuar com foco no crescimento das pessoas, adotando a meritocracia”, finaliza. Acho que não foi sorte. Acho que manter um alto desempenho e estar preparada para as oportunidades que a empresa dá, me fez chegar aqui. Kilma Cunha Engenheira 74 7º Anuário Mineral do Pará • 2017

Do estágio à liderança Outra grande conquista feminina no setor da mineração foi a da Maria Emanuele, supervisora da Usina na Hydro. Ela tem 29 anos de idade e trabalha há seis anos na empresa. Maria é graduada em gestão empresarial e em engenharia de produção, possui pós- -graduação em engenharia de produção e também é técnica em mineração. A supervisora conta que iniciou sua trajetória em 2009 no ramo da mineração, como estagiária de técnica em mineração, onde era responsável pelo controle da produção e desenvolvia atividades de lavra. Em 2011, Maria Emanuele foi contratada pela Vale como técnica de controle de processo de usina. Em 2014, a engenheira foi promovida a supervisora de controle de processo e passou a atuar no controle de processo e qualidade da planta de beneficiamento de bauxita. E, em 2016, Maria Emanuele tornou-se supervisora de usina e começou a liderar uma equipe de 16 pessoas que, hoje, desenvolvem atividades no beneficiamento e produção de bauxita da Mineração Paragominas. 7º Anuário Mineral do Pará • 2017 75