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GAZETA DIARIO 505

28 Viver Saúde Foz do

28 Viver Saúde Foz do Iguaçu, quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018 DIFICULDADE Saiba como tratar a fimose de seu filho Ao contrário do que se pensa, a cirurgia para correção não impede a sensibilidade do pênis. O procedimento diminui o risco de transmissão de várias doenças A fimose ocorre quando, ao puxar a pele do prepúcio, não é possível expor a cabeça do pênis. Pode acontecer em vários graus, podendo ser um estreitamento leve ou um de maior nível de dificuldade de exposição da glande. O problema pode gerar dificuldade de higienização da cabeça do pênis, facilitando infecções locais e infecções urinárias nas crianças. Já nos adultos, a fimose pode levar a incômodo e lesões durante a ereção e a relação sexual, atrapalhando a própria atividade sexual. Na maior parte dos casos não é necessário qualquer tratamento, a fimose melhora espontaneamente. Ao contrário do que se pensa, a cirurgia para correção não impede a sensibilidade do pênis. O procedimento diminui o risco de transmissão do vírus HIV e de algumas outras doenças sexualmente transmissíveis, além de reduzir a chance de infecção urinária. 97% dos meninos nascem com fimose A fimose faz parte do desenvolvimento da criança, sendo o descolamento do prepúcio um processo natural. Deve-se lavar o órgão apenas com água e sabão e evitar uso de papel toalha e cotonetes. Estimativas apontam que cerca de 97% dos meninos nascem com o problema. Esse número cai para cerca de 10% aos três anos de idade e gira em torno de 1 a 3% nos adolescentes. Na maior parte dos casos não é necessário qualquer tratamento, a fimose melhora espontaneamente. Entretanto, há casos em que a pele que envolve a cabeça do pênis é bastante fechada e com tecido cicatricial. Outras vezes a criança desenvolve inflamações de repetição e infecção urinária. Casos extremos de fimose, com anel muito estreito, podem causar dificuldade para urinar, ocorrendo a micção por balonamento, ou seja, a urina fica retida na bolsa de prepúcio para depois ser expelida para o meio externo. O tratamento inicial, na maioria das vezes, é o uso de pomadas à base de corticoides como a betametasona a 0,1%, que resolve cerca de 80% dos casos. Se não resolver, a cirurgia se faz necessária. Em situações em que a pele é muito fibrosada (cicatriz) ou em grandes dilatações renais, pelo risco de infecção urinária, a cirurgia pode ser indicada antes mesmo do uso de pomada. Dr. Gustavo Zepka Cruz Médico Urologista graduado pela Fundação UFRS, Residência médica em cirurgia geral no hospital São Vicente de Paulo/ RS e Hospital das Clínicas de Porto Alegre. Também foi Preceptor da Residência Médica de Urologia do Hospital Central da Aeronáutica. Membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia e Membro da Sociedade Europeia de Urologia. Atividade física e a hidratação nos dias de verão Praticar atividades físicas é ótimo para a saúde. Corrida, futebol, tênis, natação, caminhada são alguns exemplos de atividades para o combate ao sedentarismo. Mas não pense que é só ir calçando um tênis e sair fazendo exercícios por aí. Alguns cuidados têm que ser tomados para uma atividade segura, como usar roupas apropriadas, fazer uma avaliação médica e se hidratar bem. Aliás, a hidratação é um dos aspectos mais importantes antes, durante e após uma atividade física. A água é o maior componente do corpo humano, ocupando entre 45% e 70% de seu volume, e possui papel importantíssimo na regulação da temperatura corporal. Durante a prática de exercícios, há perdas significativas de líquidos e minerais, por isso, uma hidratação adequada é fundamental para que o rendimento físico e a saúde não sejam prejudicados. Educador físico prof. Sidney Gagliano Fanpage: FitCor Studio Personal

Foz do Iguaçu, quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018 VISÃO PERFEITA Viver Saúde 29 Você costuma ver pontinhos pretos? Percebidas facilmente durante a leitura ou quando se olha fixamente para uma parede branca Você já teve a sensação de enxergar pontinhos pretos se movendo quando direcionava a visão para algum objeto ou superfície clara? Pensou que estava tendo alguma alucinação, mas esta visão continuou a persistir? Estes pontos pretos são chamados de moscas volantes. O termo veio do latim, pois há mais de dois mil anos, na Roma antiga, as pessoas já usavam a expressão “moscas volantes” para descrever esse problema oftalmológico. São pequenos pontos escuros, manchas, filamentos, círculos ou teias de aranha que parecem mover-se na frente de um ou de ambos os olhos. Percebidas mais facilmente durante a leitura ou quando se olha fixamente para uma parede branca. Mas é importante citar que com o processo natural de envelhecimento, o vítreo - fluído gelatinoso que preenche o globo ocular - contrai-se, podendo se separar da retina em alguns pontos, sem que isto cause obrigatoriamente danos à visão. As moscas volantes são proteínas ou minúsculas partículas de vítreo condensado, tecnicamente chamados grumos, formadas quando o vítreo se solta da retina. Embora pareçam estar na frente do olho, na realidade, elas estão flutuando no vítreo, dentro do olho. Nem sempre as moscas volantes interferem na visão. Mas, quando passam pela linha de visão, as partículas bloqueiam a luz e lançam sombras na retina, a parte posterior do olho onde se forma a imagem. Este problema ocorre com maior frequência após os 45 anos, entre as pessoas míopes, as que se submetem à cirurgia de catarata ou ao tratamento com laser intraocular e também entre as que sofreram inflamação dentro dos olhos. Mas é importante ressaltar que caso as moscas volantes não se encontrem relacionadas a um problema sério, como a perda parcial ou total da visão, flashes luminosos, olho vermelho e dor, não será necessário tratamento. Com o passar do tempo elas tendem a diminuir. Mas, se as moscas volantes forem um sintoma de descolamento ou rasgo da retina, elas devem ser tratadas a fim de evitar a um problema mais sério. Por isso, consulte seu oftalmologista e faça os exames necessários para o diagnóstico correto, a fim de ter o tratamento adequado. Dr. Renato Tolazzi CRM: 16005 Médico Oftalmologista Diretor Técnico do IMOF Membro da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Corrida em excesso pode trazer riscos para a saúde Quem começa a correr e leva a atividade a sério, sabe que o exercício contagia o praticante de tal forma que ele tende a exagerar. Mas os apaixonados por corrida devem segurar a vontade de correr mais e mais. Um estudo publicado no “Journal of the American College of Cardiology” alerta que praticar a atividade física em excesso é tão prejudicial ao organismo quanto não praticar nenhum exercício. Integraram o estudo mais de um mil participantes ao longo de 12 anos. Uns praticavam corrida, outros não, mas todos se encontravam com a saúde em dia. Os que corriam menos de duas horas e meia por semana sofreram menos risco de morte do que os que corriam mais de quatro horas semanais ou não realizavam nenhum exercício. Esses apresentaram mais taxas de mortalidade. O estudo serviu também para apontar o ritmo ideal para a prática do esporte. No máximo três vezes por semana perfazendo duas horas e meia de exercício por semana. A média de velocidade deve ser a de oito quilômetros por hora. Segundo os condutores do estudo, as alterações no ritmo do coração durante o exercício podem justificar a presença dos riscos. E também que, praticada em excesso, a corrida pode estimular uma mudança na patologia do coração e das artérias. Estudos anteriores comprovaram que, praticada de forma moderada, a corrida aumenta a expectativa de vida de homens e mulheres em até cinco anos. ( fonte: BemStar)