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GAZETA DIARIO 505

02 Opinião Foz do

02 Opinião Foz do Iguaçu, quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018 ÍNDICE Página 1 até 40 EDITORIAL E COLUNA 2 CIDADE 3 POLÍTICA 4 POLÍTICA 5 BICO DO CORVO 6 CIDADE 7 CAMPANA/CIDADE 8 CIDADE 9 CIDADE 10 CIDADE 11 CIDADE 12 CIDADE 13 ESTADUAL 14 NACIONAL 15 ESPÍRITA 16 COTIDIANO 17 A 24 SAÚDE 25 A 30 PET & CAMPO 31 CLASSIFICADOS 32 EDITAL 33 PRINCESA DOS CAMPOS 34 PANORAMA 35 POLÍCIA 36 ESPORTE 37 A 40 EDITORIAL Finalmente começou o ano Ontem foi o último dia de carnaval. Quem gosta da festa se divertiu e aproveitou boa música e encontro com amigos e conhecidos dentro de um elogiável espírito de solidariedade. Muita gente que não gosta curtiu alternativas ou simplesmente ficou em casa ou viajou. Entre os que viajaram, milhares vieram para Foz do Iguaçu. O importante é que o carnaval continua sendo um intervalo interessante. Depois da festa, para quem é católico romano, hoje é um dia especial. É Quarta-Feira de Cinzas. A partir de hoje, começam a contar os 40 dias para a Quinta-Feira Santa, na Semana Santa que culminará com a morte libertadora de Cristo. São 40 dias especiais. Com a quaresma, inicia também a nova Campanha da Fraternidade, que neste ano girará em torno da não violência. Em nota enviada pela Diocese Nossa Senhora de Guadalupe, destacam-se para a quaresma a necessidade retirar do coração coisas como ódio, rancor e inveja e os excessos contrários ao amor a Deus e ao próximo. O carnaval espremeu o espaço de mídia dos Jogos Olímpicos da Coreia do Sul na televisão brasileira. Porém muito se comemora a aproximação entre os dois países irmãos, a Coreia do Norte e a Coreia do Sul. Ninguém teria ousado predizer que a situação ficaria tão calma como está naquela parte do mundo. No final do ano passado, esteve seriamente à beira do abismo. Resta agora esperar que outros conflitos no planeta entrem na agenda da paz. É necessário ousadia para apostar na paz no Oriente Médio, em partes da África e aqui mesmo no Brasil, no Rio de Janeiro e em outras regiões e cidades do país. É necessário encontrar a dose certa entre investimentos sociais e segurança, educação e saúde, por exemplo. E acima de tudo abrir linhas para o diálogo. Com o fim do carnaval, o ano praticamente começa agora. Assim, aproveitemos a oportunidade para ajudar nas mudanças que queremos — para nós, para a sociedade e para o mundo. Mãos às obras. extrapauta Foz será sede do Congresso Brasileiro de Zoologia Pela primeira vez, Foz do Iguaçu receberá o Congresso Brasileiro de Zoologia. O evento, que será realizado entre os dias 25 de fevereiro e 2 de março, é voltado a profissionais, estudantes, professores e pesquisadores interessados em estudos zoológicos. A edição de 2018 é organizada pela Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), em conjunto com a Sociedade Brasileira de Zoologia (SBZ) e pesquisadores de outras universidades do Paraná. Mais de 1.200 pessoas, de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal, já estão inscritas no evento — entre os participantes estão desde graduandos até pós-doutores. Também estão confirmadas as presenças de representantes de outros países, como Estados Unidos, Paraguai e Alemanha, por exemplo. O objetivo do congresso é promover, incentivar e divulgar os avanços nos estudos da fauna neotropical e incrementar a formação e o reconhecimento do zoólogo como elemento indispensável no inventário e estudo do patrimônio natural dos países, especialmente na América Latina (região com maior diversidade de espécies no mundo). O tema escolhido para esta edição é "Desafios e perspectivas para a Zoologia na América Latina". Espera-se também aumentar a interação entre os pesquisadores ou gestores que trabalham com organismos cuja distribuição abranja mais de um país e que, por esse motivo, esbarram em entraves burocráticos adicionais que dificultam o estudo e a conservação das espécies em toda sua área de ocorrência. As submissões de trabalhos já foram encerradas, mas as inscrições para ouvintes ainda estão abertas. Mais informações podem ser obtidas no site do evento (cbz2018.com.br). (Da assessoria)

Foz do Iguaçu, quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018 OPERAÇÃO PECÚLIO Cidade 03 Acusado de chefiar organização criminosa foi preso pela primeira vez por fraudar vestibular Dr. Brito informou à Polícia Federal que a ocorrência se deu por responder às questões fazendo-se passar por outra pessoa Bruno Soares Reportagem O maior defensor da moral e dos bons costumes dentro da Câmara Municipal de Foz do Iguaçu até o dia 16 de janeiro deste ano, data em que foi deflagrada a oitava fase da Operação Pecúlio, não conheceu as celas de uma cadeia somente após ser apontado pelo Ministério Público Federal (MPF) como chefe de organização criminosa criada para desviar dinheiro da saúde pública na cidade. De acordo com o próprio Dr. Brito, sua primeira experiência atrás das grades se deu aos 22 anos, em 1986, oportunidade em que fora descoberto pelas autoridades prestando vestibular em favor de uma terceira pessoa. A informação foi compartilhada durante depoimento do político à Polícia Federal (PF). Segundo o parlamentar, que não apresentou maiores informações sobre o caso, o processo terminou arquivado. Ainda em seu depoimento, Brito rechaçou todas as acusações imputadas a ele por meio de uma ação controlada pelo MPF que contou com a participação de um colaborador da Justiça. "A partir de dados apresentados pelos colaboradores, demos início ao que chamamos no processo penal de ação controlada. Comunicamos ao poder judiciário e, com a ajuda dos colaboradores, passamos a realizar o acompanhamento do grupo criminoso. Gravamos praticamente ao longo deste período todas as conversas realizadas entre os colaboradores e os integrantes do grupo criminoso. Inclusive, monitoramos pagamento de dinheiro público desviado de contratos fraudados", pontua o procurador da República Alexandre Porciúncula ao fundamentar o teor de suas acusações. Entre as suspeitas contra Brito constam o pagamento de propina a Anderson dos Santos, ex-diretor de Radiologia do Hospital Municipal. Conforme já noticiado pelo jornal Gazeta Diário, o vereador justificou o repasse de R$ 2 mil feito a Anderson, comprovado no decorrer das investigações, como "empréstimo pessoal". "Não paguei nada para ele. O que eu fiz foi um empréstimo. Anderson estava reclamando muito da situação financeira e na ocasião eu emprestei esse dinheiro. Foram R$ 2 mil que eu emprestei para ele, a título de empréstimo, pela amizade que nós tínhamos e pela necessidade que ele estava naquele momento", consta no depoimento do parlamentar que cumpre prisão preventiva na Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu (PEF) 1. Trocas de mensagens de celular fornecidas à PF pelo colaborador que denunciou o suposto esquema indicam que Anderson dos Santos recebeu Dr. Brito cumpre prisão preventiva, aos 54 anos, acusado de chefiar organização criminosa para fraudar a saúde pública em Foz do Iguaçu pelo menos R$ 11,2 mil em propina. O restante do recurso atribuído como suborno não foi reconhecido pelo vereador. Em trecho de conversas interceptadas, Dr. Brito e o colaborador foram flagrados falando sobre a proximidade da publicação de um edital de licitação para o aluguel dos equipa- mentos de digitalização de imagens. A licitação, reforçou Dr. Brito nas mensagens, seria direcionada por Anderson para que uma empresa ligada ao grupo fosse a vencedora. Em seu depoimento, o vereador também disse que não se lembrava de ter recebido o edital antes da publicação. Três atrás das grades Dos seis detidos na operação, permanecem presos preventivamente Dr. Brito, Anderson e José de Oliveira Reis Neto, conhecido como Cazuza. Segundo o vereador, Cazuza o assessorava gratuitamente por ser um "entusiasta" do trabalho político. A esposa de Cazuza, no entanto, atuava até antes da prisão do grupo como assessora parlamentar do vereador. Para a PF e o MPF, Cazuza era o responsável, entre outros, por montar as estratégias para a participação do grupo nas licitações e definir as margens de lucro dos envolvidos. O advogado que representa os três, Oswaldo Loureiro, não se manifestou pontualmente até o momento sobre a situação de nenhum de seus clientes. Em entrevista à imprensa local, declarou que teria orientado Dr. Brito a renunciar ao cargo de vereador para que deixasse de estar em evidência. Até o momento, a orientação não foi seguida pelo político preso. Brito é alvo de uma investigação por quebra de decoro parlamentar na Câmara Municipal que poderá custar-lhe a cassação de seu mandato.