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GAZETA DIARIO 505

04 Política Foz do

04 Política Foz do Iguaçu, quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018 AGUARDANDO PAUTA Vereador requer informações sobre contrato com a empresa Cristalink Requerimento depende de devolução do pedido de vistas para ser votado Elson Marques Freelancer O secretário da mesa diretora da Câmara, vereador Elizeu Liberato (PR), entrou com requerimento solicitando da prefeitura documentos sobre o contrato de prestação de serviços na área de oftalmologia com a empresa Cristalink. O pedido entrou na pauta na última sessão, mas foi retirado por pedido de vistas do vereador Beni Rodrigues (PSB) com o argumento de "melhor análise". Para retornar à ordem do dia, o requerimento depende da devolução do pedido de vistas, o que deve ocorrer na sessão de amanhã (15) ou na próxima terça-feira. As suspeitas de irregularidades na execução do contrato estão sob investigação da Polícia Federal por ordem do juiz da 3ª Vara Federal, Pedro Aguirre. Na decisão que deflagrou a Operação Pecúlio/Renitência, ele determinou que a PF abrisse investigação sobre o contrato de R$ 3,1 milhões com a Cristalink para serviços de oftalmologia. O magistrado reconheceu a ocorrência de "serendipidade" e determinou "o desmembramento para apuração de eventuais ilícitos que se referem ao suposto superdimensionado contrato que a Elizeu Liberato aguarda o vereador Beni devolver requerimento para votação em plenário empresa Cristalink, de propriedade de Roberto Cacciari Filho, possui com a prefeitura de Foz do Iguaçu, referente ao chamamento público 002/2017, o qual estaria, em tese, cobrando por serviços não prestados, prática recorrente nesta espécie de delito". A secretária de Saúde, Inês Weizemann, já foi ouvida pela PF, bem como o ex-secretário da pasta (quando Inês era prefeita interina) Joel de Lima. A dispensa de licitação para contratação da empresa teria motivado o então secretário a pedir demissão. Pedro Aguirre determinou que sejam ouvidos também na PF Salete Tonello, Amanda Regina Nunes Müller, Larissa Suellen Chinelatto de Moraes, Cristiane Ortega, Soraya Sehli, Ademir Ferreira de Souza, Iracelli Galli de Souza, Elizane Maria Galli de Souza Rebutini e Dr. Daniel, médico do Hospital Municipal, além de Everton Ricardo Tisott Ritt e Roberto Cacciari Filho. Secretária se colocou à disposição Na última sessão legislativa, o plenário derrubou por sete votos a seis um requerimento do vereador Celino Fertrin (PDT) — assinado por outros vereadores — exigindo a convocação da secretária Inês para apresentar explicações na Câmara sobre as conclusões do MPF e Polícia Federal de "estreitos vínculos com o vereador Dr. Brito", preso na Operação Renitência. Logo após o encerramento da sessão, a secretária Inês se colocou à disposição dos vereadores para qualquer esclarecimento. O líder do prefeito na Câmara, vereador Jeferson Brayner (PRB), e o vereador João Miranda (PSD) anunciaram que a secretária poderá comparecer ao plenário na sessão de amanhã. Contrato questionado O contrato nº 031/2017, de 23 de março de 2017, no valor de R$ 3,1 milhões, foi celebrado com dispensa de licitação (processo de inexigibilidade nº 021/2017 e chamamento público 002/2017). Na época, Inês Weizemann era prefeita interina. Em julho do ano passado, a plenária do Conselho Municipal de Saúde (Comus) pediu a rescisão do contrato, o que ocorreu em outubro. No requerimento que corre em paralelo ao pedido de esclarecimentos da secretária, o vereador Elizeu pede "documentos que demonstrem quais os procedimentos efetivamente executados e pagos à empresa Cristalink, através do contrato nº 31/2017, esclarecendo se foram realizados procedimentos cirúrgicos integrantes do acordo de cooperação técnica com o Governo do Estado do Paraná, assim como a relação dos pacientes atendidos pelo referido contrato, onde conste a identificação do paciente, município de domicílio e procedimento realizado". Requer também que seja detalhado o fluxo de encaminhamento dos pacientes atendidos na vigência do contrato, bem como informar se há pendências de pagamento. "Nosso propósito é ter acesso a esses documentos para analisarmos de forma detalhada os procedimentos realizados, tendo em vista as notícias publicadas em diversos órgãos de imprensa local e veiculadas nas redes sociais indicando supostas irregularidades no processo de inexigibilidade e contratação da empresa Cristalink."

Foz do Iguaçu, quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018 PROJETO SOCIAL Requerimento sugere instalação de repúblicas para convívio dos idosos Celino Fertrin propõe implantar em Foz experiência bem-sucedida em outras cidades Elson Marques Freelancer O vereador Celino Fertrin (PDT) protocolou na Câmara um requerimento pedindo informações do prefeito Chico Brasileiro (PSD) sobre a possibilidade de instalação de repúblicas para idosos. O espaço destinado a pessoas com idade a partir dos 60 anos é uma experiência bem-sucedida em algumas cidades brasileiras. A proposta é uma alternativa de moradia autônoma para a terceira idade. Na opinião do vereador Celino, o projeto proporciona um ambiente de moradia e convivência com integração social, levando dignidade e cidadania aos idosos. "A primeira república de atendimento ao público da terceira idade surgiu em Santos, no litoral de São Paulo, em 1995. Ao longo desses anos, estendeuse para várias cidades, como Belo Horizonte, São José do Rio Preto, Curitiba, entre outras", afirmou. As vantagens, segundo o vereador, são muitas. Uma delas é evitar a depressão. A oportunidade de conhecer novas pessoas é outro benefício, que ajuda, por exemplo, a evitar a solidão. "A ideia é diferente de asilo, em que os idosos não podem sair, ficando limitados ao ambiente, não participando da sociedade, nem conhecendo novas pessoas, privando-se da vida produtiva e ativa culturalmente", apontou. De acordo com Celino, nas repúblicas os idosos têm a liberdade para sair no momento em que desejam. "Isso proporciona oportunidades para frequentar bailes, festas da terceira idade ou participar de programas sociais. Assim o ambiente das repúblicas possibilita que a terceira idade mantenha a vida social ativa, além de estimular a convivência", explicou o vereador. Ideia é proporcionar aos idosos ambiente saudável e convívio social Alternativa saudável O ideal, segundo comentou o vereador Celino, seria a permanência do idoso com sua família. "Entretanto, em muitos casos, os familiares realmente não têm disponibilidade de tempo para os cuidados necessários ou estrutura e principalmente condições econômicas. Assim as famílias se veem obrigadas a recorrer à internação do idoso no asilo, fazendo com que se sintam desvalorizados e excluídos", argumentou. Nessas moradias autônomas, os residentes ficam responsáveis pelos cuidados com a limpeza e dividem as tarefas. Equipes multidisciplinares com psicólogos, geriatras, terapeutas e assistentes sociais prestam serviços periódicos para acompanhamento da saúde física e mental dos idosos. Política 05 Moradia e vida digna O requerimento deverá ser votado na sessão de amanhã. Caso seja aprovado, o prefeito terá 30 dias para responder ao Legislativo sobre a viabilidade de realizar estudos para implantação do programa. "A finalidade é proporcionar moradia e vida digna e confortável aos idosos iguaçuenses mais carentes. Estamos sugerindo esse programa como forma de acolher aquele idoso que por vários fatores se vê obrigado a ir para um asilo", justificou Celino. O vereador lembrou que vários estudos mostram que as condições de convivência interferem muito no envelhecimento, tanto no aspecto físico quanto emocional. "Esse modelo de acolhimento atenderia as pessoas com 60 anos ou mais, que possuem autonomia física e psíquica e que tenham uma renda mínima de um salário e máxima de dois salários mínimos. Outro critério é residir no município ao menos há dois anos", concluiu.