Revista Apólice #227

revistaapolice

Ano 22

Número 227

Novembro 2017


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editorial

Ano 22 - nº 227

Novembro 2017

Esta revista é uma

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Os artigos assinados são de responsabilidade

exclusiva de seus autores, não

representando, necessariamente, a

opinião desta revista.

É preciso reconhecer as

iniciativas de sucesso

Desde de 2016, a Revista Apólice optou por mudar o rumo de

sua premiação e jogar luz sobre os responsáveis por mais de 85% da

distribuição dos produtos de seguro.

Em tempos de crise, estes profissionais optaram por buscar

ações capazes de mudar sua atuação, com objetivo de aumentar

sua produção, satisfazer os clientes e tornar os seus processos mais

eficazes.

Independente do porte da corretora de seguros, é necessário

tentar mudar. “Loucura é buscar resultado diferente fazendo tudo

sempre igual”, ensinou Albert Einstein. Por isso, abrimos um canal

para os corretores de seguros mostrarem as suas iniciativas de sucesso,

com o principal objetivo de compartilhar estes cases e reconhecer

o seu valor.

Recebemos mais de 100 inscrições, das quais 28 foram premiadas.

Entre os casos de sucesso estavam iniciativas de digitalização

total do processo das corretoras, atendimento por WhatsApp,

mudança na postura da equipe comercial, novos aplicativos, novas

formas de contratação de funcionários.

A lição que fica é que temos que nos reinventar sempre. Se não

é possível ser “disruptivo” (palavra da moda) , temos que buscar pequenas

mudanças, graduais, que sejam aceitas e praticadas o mais

rapidamente possível. O medo de errar deve ser deixado de lado,

porque o grande mote das empresas que obtém sucesso nesta

nova fase da economia é justamente a sua capacidade de resiliência

(outra palavra da moda). Esta é a nova versão para o “levanta, sacode

a poeira e dá a volta por cima”.

O sucesso virá, sempre!

Boa leitura!

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Revista Apólice

Diretora de Redação

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sumário

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11

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18

19

26

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painel

gente

capa

MetLife aposta em produtos, processos e iniciativas que facilitam

a rotina dos corretores parceiros, fazendo com que eles foquem

ainda mais no desenvolvimento de seus negócios

eleições

O ano de 2017 marca mudanças importantes na Associação Paulista

dos Corretores de Seguros, no Sindicato dos Corretores de Seguros

do Rio Grande do Sul e no Sindicato dos Corretores de Seguros de

Minas Gerais

fórum da longevidade

O processo de envelhecimento requer compreensão, aceitação e

adaptação às mudanças. O planejamento é a chave para viver com

mais leveza essa fase repleta de desafios

evento

Haüptli Advogados & Associados levou especialistas para o debate e

mostrou que, apesar do desgaste, os mercados de Seguro Garantia

e Responsabilidade Civil crescem ainda mais

19

28

prêmio melhores do seguro

|

mercado

Mudanças, inovação, incertezas e a vontade de continuar levando

proteção à sociedade

28

34

40

43

44

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|

premiados

Confira os vencedores da premiação organizada pela Revista

Apólice, que visa reconhecer as Corretoras de Seguros que mais

se destacaram em 2017

flashes

homenagem

Com a missão de capacitar, unir e alavancar atuação dos corretores,

Aconseg-SP completa 14 anos

cases

Veja alguns dos cases premiados no evento que ocorreu no dia 26

de outubro, em São Paulo

34

58

〉〉

BR Insurance – Atendimento via WhatsApp

〉〉

Fracel – Controle eletrônico de sinistros

〉〉

Gebram – APP facilita integração com clientes

〉〉

Grupo Yba – O cliente mais bem atendido

〉〉

Grupo Exalt – Gestão para desenvolvimento de corretoras

〉〉

Minuto Seguros – RH: descobrindo novos talentos online

〉〉

Sicoob SC/RS – Nova estrutura de vendas estimula cross-selling

〉〉

Seguros do Brasil – APP para engajar clientes

〉〉

Via Global – Serviços no varejo

| comunicação

6


painel

• nmudanças

Novas regras para operações

aeroportuárias

A Superintendência de Seguros Privados (Susep)

estabeleceu novas regras básicas para a comercialização

do seguro de responsabilidade civil de hangares

e operações aeroportuárias. As alterações vinham

sendo discutidas desde 2008 e agora estão adaptadas

às normas em vigor e às regras internacionais.

Entre as mudanças destacam-se a estruturação

de condições contratuais que abrangem coberturas

e cláusulas comumente aplicadas pelo mercado segurador;

a possibilidade das sociedades seguradoras

submeterem produtos próprios (planos não-padronizados)

contemplando o RC de hangares, desde

que sejam respeitadas as normas vigentes e demais

disposições previstas na circular; a atualização de

valores contratados e juros moratórios; e a alteração

da cláusula de pagamento do prêmio.

• nevento

Parceria reforça formação técnica

O Clube Vida em Grupo São Paulo (CVG-SP) promoveu, em 26

de outubro, um almoço em São Paulo, cujo ponto alto foi o convênio

firmado com a Escola Nacional de Seguros, que proporcionará descontos

aos colaboradores das associadas do Clube nos cursos de ensino

superior: de graduação, MBA, pós-graduação e extensão.

“A parceria com a Escola sempre foi um pleito do Clube e hoje

realizamos esse sonho”, afirmou o presidente do CVG-SP, Silas Kasahaya.

O almoço contou

com palestra

de Maria Helena

Monteiro, diretora

de Ensino Técnico;

e de Mario Pinto,

diretor de Ensino

Superior, ambos da

Escola Nacional de

Seguros.

Silas Kasahaya, Maria Helena Monteiro e Mario Pinto

7


painel

• ntransporte

Conquista de conta de montadora

A Sompo Seguros conquistou a conta de seguro transportes do

Grupo Volkswagen do Brasil. A companhia venceu uma concorrência

que envolveu outras seis seguradoras e passa a ser a líder do

Programa de Seguros de Transportes do Grupo – que envolve as

marcas Audi, MAN e Volkswagen – para o triênio de 2018/2020.

O negócio foi intermediado pela Volkswagen Corretora de Seguros.

A área de transportes da montadora de origem alemã foi

atendida por 43 anos pela Yasuda Seguros, subsidiária do grupo

japonês que deu origem à Sompo Seguros no Brasil após integração

com a Marítima Seguros. Passados doze anos, a montadora

volta à carteira de clientes, agora atendida dentro das soluções,

funcionalidades e cultura da nova marca.

• ndebate

Modelo para o DPVAT

Com o objetivo de aperfeiçoar o Seguro Obrigatório de

Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias

Terrestres (DPVAT), a Susep constituirá um grupo de trabalho

para debater o novo modelo do seguro.

A iniciativa ocorre

após a autarquia ter

recebido propostas

do grupo de trabalho

interno, estabelecido

em setembro de 2016,

para discutir temas relacionados

ao próprio

DPVAT.

O grupo será formado,

além da Susep,

por entidades representativas

do mercado

de seguros e de Defesa

do Consumidor.

• ntecnologia

Gameficação e telemetria

compõem app

O aplicativo Dirija Bem,

lançado pelo Grupo Bradesco

Seguros, permite ao

motorista acompanhar pelo

smartphone todas as suas

viagens realizadas, além de

avaliar o seu comportamento

ao volante. A ferramenta

utiliza o GPS e sensores do

celular para analisar o perfil

do condutor, cujo desempenho

será medido por uma

pontuação de zero a 100

(quanto mais alta a nota,

melhor a performance). O

objetivo é ajudar o motorista a dirigir de forma mais

econômica, consciente e segura.

Não é necessário ser cliente para ter acesso ao

aplicativo, que pode ser baixado gratuitamente nas lojas

Apple Store e Play Store.

• nproduto

Auto Popular para o Sudeste

A Azul Seguros expandiu a atuação do seu seguro

Auto Popular para a região Sudeste. Disponível em

São Paulo desde dezembro de 2016, o produto passa a

ser válido para diversas localidades pertencentes aos

outros três estados.

Segundo a Confederação Nacional das Empresas de

Seguros Gerais (CNseg), estima-se que 70% dos veículos

que circulam no Brasil estão descobertos. Ao lançar

esse produto, a seguradora estimula o crescimento do

número de carros segurados, incentiva novas oportunidades

de negócio e contribui para a sustentabilidade

do setor, pois utiliza peças de desmontagem. A redução

de preço se tornou possível porque a Superintendência

de Seguros Privados (Susep) autorizou no ano passado

as seguradoras a utilizarem peças de desmontagem

em consertos de veículos, oriundas de empresas credenciadas.

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• nreforço

Recursos para subvenção

do seguro rural

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

(Mapa) liberou mais R$ 197,4 milhões

para a execução do Programa de Subvenção ao

Prêmio do Seguro Rural para este ano. Os recursos

beneficiarão os grãos de verão, como soja, milho,

arroz, entre outros, frutas (maçã e uva) e ainda

segmentos do café, olerícolas, pecuária e floresta.

A autorização da liberação dos recursos foi

feita pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento

e Gestão, que no início de agosto

já havia liberado R$ 180 milhões do orçamento

para a execução da política de seguro rural do

Mapa. O montante foi utilizado, principalmente,

para atender as culturas de inverno e uma parcela

inicial de grãos de verão e frutas.

Fonte: Ministério da Agricultura,

Pecuária e Abastecimento

• nconsumidor

Maior oferta de serviços das

seguradoras

Um estudo da Bain & Company com mais de 172 mil pessoas em

20 países mostra que, nos maiores mercados, aproximadamente 90%

dos consumidores se interessam pela oferta variada de serviços que

facilitam e melhoram sua vida, mesmo que não digam respeito diretamente

à oferta de seguros. Entre alguns exemplos estão instalação de

monitores que detectam invasões, fumaça e vazamentos domiciliares;

e orientações e diagnósticos na área da saúde.

O levantamento apontou também que eles estão dispostos a pagar

prêmios mais altos para as operadoras

que ofereçam serviços desejados, além

do seguro, e que consideram trocar sua

atual seguradora para outra que ofereça

soluções complementares.

“Ao oferecer esse pacote de serviços,

as seguradoras reinventam o

relacionamento com seus consumidores,

melhoram suas receitas e reduzem

custos”, afirma Rodrigo Maranhão,

sócio da Bain & Company.

9


painel

• nagenda

Divulgadas as novidades do

18º Conec

O Sincor-SP divulgou as novidades

do 18º Congresso de Corretores

de Seguros (Conec), que

será realizado no próximo ano.

O evento foi lançado oficialmente

para os potenciais patrocinadores

no dia 25 de outubro, em São Paulo.

O Congresso – que costumava

acontecer no feriado prolongado de 12

de outubro, quando é comemorado o

Dia do Corretor de Seguros – acontecerá de 27 a 29 de

setembro de 2018.

Outra mudança é em relação ao local: o Transamérica

Expo Center. “No antigo espaço não poderíamos

crescer o número de participantes”, justifica Alexandre

Camillo, presidente do Sindicato. A expectativa

é receber 10 mil pessoas. Para alcançar essa meta, na

próxima edição haverá também inscrições abertas, com

condições especiais, para os funcionários de corretoras

de seguros.

• nprevidência

Fundo com investimento no

exterior

A Icatu Seguros e a gestora de ativos BlackRock

lançam o primeiro produto de previdência do mercado

com exposição no mercado internacional: o Icatu Seg

Global Equity Income 10 Fim Previdenciario, que terá

aplicação mínima de R$ 500 mensais ou R$ 10 mil

aporte único e taxa de administração de 1,10%.

“O fundo abre uma importante opção de diversificação

na carteira do investidor em um momento de

juros em patamares mais baixos. Apesar do percentual

de aplicação ainda

ser pequeno, os resultados

de nossas

simulações indicam

que apenas essa parcela

já agrega um

diferencial nos resultados

de longo

prazo” afirma Felipe

Bottino, diretor de

Produtos de Previdência

da seguradora.

Ameplan leva corretores para João

Pessoa

Pelo 5º ano consecutivo, a Ameplan premia a performance de

seus parceiros comerciais com viagens a locais paradisíacos.

No último dia 18 de outubro, a Ameplan Saúde finalizou a

campanha de incentivos “Jubileu Premiado Ameplan”, levando os

campeões da campanha para uma viagem de 5 dias ao Resort Mussulo,

na praia de Tabatinga, em João Pessoa. Foram 23 profissionais

que se destacaram e que contribuíram para os excelentes resultados

alcançados durante a campanha (de fevereiro a agosto de 2017).

“Para os nossos representantes comerciais é importante

promover essa viagem como parte da campanha de incentivo. É

gratificante reunir harmonicamente aqueles que contribuiram

para mais um ano de sucesso comercial da Ameplan. Interessante

notar também que foi muito mais agregadora esta viagem do que

as viagens de navio promovidas anteriormente”, comenta Marcelo

Belber, gerente comercial da Operadora. “Este ano optamos por um

resort all inclusive no Nordeste do Brasil. A ideia foi integrar os

contemplados com programas e passeios em que todos pudessem

estar juntos”, explica Marcelo.

A operadora, com apoio da Blau Tour Turismo, preparou algumas

surpresas aos participantes, incluindo uma visita ao Farol

do Cabo Branco, de onde se avista a Ponta do Seixas, ponto mais

extremo do leste das Américas; o entardecer na Praia do Jacaré, a

bordo de um catamarã exclusivo e com um show surpresa e tantas

outras atrações.

Realizado, Marcelo Belber, ao lado de outros profissionais

da Ameplan que foram para dar suporte (Simone Alves, Tatiane

Oliveira, Celeste Mendonça e a gerente de marketing Soraya

Garson) disse: “Não me recordo de uma viagem tão emocionante.

Chegamos a ouvir corretores comentando que nunca se sentiram

tão importantes assim.”

Importante ressaltar que a Ameplan Saúde promove há 6 anos

um trabalho educativo e orientador com muitos profissionais que

optaram pela venda de Planos de Saúde. A Operadora deu a oportunidade

de transferir conhecimento e valores que transformaram

pessoas em profissionais comprometidos com o segmento, que tem

ajudado muito na conquista de resultados e, ainda, ganham prêmios

de reconhecimento que os fazem sentirem-se importantes. A campanha

foi fiel à sua configuração original de premiar os melhores,

mas não esqueceu de reconhecer a todos que comercializaram os

produtos Ameplan durante o período, envolvendo todos os níveis

de profissionais participantes em uma venda de Plano de Saúde:

empresários, gerentes, supervisores, vendedores e administrativos.

10


GENTE

Diretora de Operações

Benefícios

A BR Insurance contratou Camila Von

Müller como diretora de Operações Benefícios

para reforçar seu time de profissionais. O principal

desafio da executiva é otimizar os processos

relacionados à

gestão de saúde

e riscos e garantir

que a área

operacional realize

as entregas

de forma ágil e

eficaz aos clientes.

Camila tem

mais de 17 anos

de experiência e

já atuou nas empresas

Orizon,

Credicard, Vésper

e Santander.

Novo sócio

A thinkseg intensificou o fortalecimento da sua gestão com a chegada

do sócio Carlos Eduardo Sarkovas. O executivo traz para a companhia

expertise em seguros, além de relacionamento com clientes e desenvolvimento

de canais para distribuição de produtos B2B (transações entre

empresas) e B2C (transações entre empresas e consumidor).

Sarkovas será o responsável pela área de Clientes, Produtos, Comercial

e Operacional da startup, enquanto o fundador da thinkseg, Andre

Gregori, passa a se concentrar no papel institucional, estratégias, parcerias

e marketing, além de ter a responsabilidade de pesquisar inovações e

tendências do setor em todo o mundo.

11


GENTE

Diretor para as operações no

Brasil

A reguladora global de

sinistros Cunningham Lindsey

nomeou André Lopes para o

cargo de diretor. O executivo,

que terá como missão melhorar

o atendimento dos clientes

da reguladora de sinistros

no Brasil, é visto como uma

indicação do compromisso de

crescimento da companhia no

mercado latino-americano.

Lopes soma mais de duas

décadas de experiência no mercado brasileiro de seguros,

sendo os últimos 17 anos dedicados à regulação de sinistros.

Ele se une à Cunningham Lindsey depois de ser o CEO da

Crawford & Company para o Brasil.

Diretor executivo de TI

Paulo Henrique Gonçalves

é o novo diretor de TI da

Allianz Worldwide Partners

Brasil. Ele substitui Luca Gallo,

que assumirá o cargo de diretor

regional de Tecnologia da Informação

da Região Américas.

Gonçalves vai liderar o

desenvolvimento das áreas de

tecnologia da informação e

dará continuidade ao trabalho

que vinha sendo desenvolvido

fundamentado em avanços tecnológicos.

Junto à equipe, será responsável pelo planejamento,

organização e gerenciamento da área de TI da empresa,

atuando na elaboração de projetos, implantação, gestão de

processos, desenvolvimento e integração de sistemas e novas

tecnologias para a companhia e seus clientes.

Companhia apresenta CEO

O argentino Fernando

García é o novo CEO da Universal

Assistance, empresa do

mesmo grupo da Travel Ace

Assistance. Ele chega com a

missão de promover a companhia,

comandar as finanças

e investir nas metas, objetivos

e orçamentos da empresa na

região.

“Sou muito grato por esta

nova oportunidade profissional.

Vamos contribuir para acelerar

a expansão da empresa para outros mercados e negócios,

alavancando excelência operacional e incorporando tecnologia

ao serviço do negócio”, comenta Ruiz, que nos últimos sete

anos trabalhou como diretor financeiro na Chubb Seguros e

anteriormente na PwC, como Senior Audit Manager.

Diretor comercial

A Mitsui Sumitomo apresentou

Gustavo Rey Carvalho como novo

diretor comercial. O profissional

será responsável pela gestão da

equipe comercial da companhia

e terá como desafio dar continuidade

a estratégia de expansão de

negócios nos segmentos de Riscos

Corporativos e de Varejo.

Em conjunto com a força comercial,

Carvalho irá fortalecer o

relacionamento com os corretores

e traçar a estratégia de expansão

geográfica em busca de novos parceiros de negócios para os

próximos quatro anos.

O executivo já passou por empresas como Unibanco AIG,

Itaú Seguros, Allianz e Chubb, onde esteve nos últimos seis

anos e foi diretor comercial no segmento Personal Lines.

Troca em entretenimento

Midiã Borges deixou o time de colaboradores da

corretora Aon Brasil, onde atuava como consultora de

Riscos e Seguros para Entretenimento, Eventos, Esportes,

Filmes e Obras de Arte. A informação foi confirmada

pela assessoria de imprensa da companhia.

O gerente Comercial da empresa, Jorge Ribeiro,

ficará responsável pela área no momento.

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13


capa | MetLife

AVANÇO NO

RELACIONAMENTO

COM O CORRETOR

Seguradora aposta em produtos,

processos e iniciativas que facilitam

a rotina dos corretores parceiros,

fazendo com que eles foquem

ainda mais no desenvolvimento de

seus negócios

Lívia Sousa

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O

Brasil passa por mais um

ciclo desafiador na economia

e na política, mas isso não

é motivo de intimidação

para o mercado segurador, que segue se

destacando. Dados divulgados pela Superintendência

de Seguros Privados (Susep)

mostram que de janeiro a junho deste ano

o setor cresceu 3,5% em comparação com

o mesmo período de 2016, arrecadando

R$ 117,9 bilhões.

Ainda que o cenário esteja marcado

por incertezas, o país continua a ser

considerado pelo setor um local com

potencial de crescimento como poucas

regiões do mundo. “Temos grandes oportunidades,

pelo tamanho do país e pela

baixa penetração de seguros”, justifica o

vice-presidente comercial da MetLife,

Ramon Gomez. “Claro que aguardamos

algumas resoluções do mercado, como

a aprovação do Universal Life, que deve

mudar o ponteiro dos seguros relacionados

a benefícios. Mas o Brasil hoje é visto

pela nossa matriz como um país foco

e um lugar para se investir e apostar”,

garante o executivo.

Em atividade há 18 anos no Brasil, a

seguradora especializada em benefícios

de fato aproveita as oportunidades que

este momento traz, como as possibilidades

abertas pelo nicho de pequenas e

médias empresas.

“Foi uma continuidade de atuação.

Já tínhamos presença forte entre grandes

corporações e caminhar para as

PME’s foi um trajeto natural. Estamos

muito ativos no segmento e temos um

diferencial mercadológico importante,

que é levar nossa expertise em grandes

contas para os clientes de menor porte”,

assegura Gomez.

O que não falta é espaço a ser explorado

nessa área. As pequenas e médias

empresas representam 27% do Produto

Interno Bruto (PIB) brasileiro e têm

ajudado a puxar a economia em tempos

de crise. O que também chama a atenção

é que apenas em 2016, somente no estado

de São Paulo, a abertura de micro,

pequenas e médias empresas cresceu

cerca de 11,73%, segundo dados do Portal

Empresômetro.

Grande parte das companhias deste

porte não conta com qualquer tipo de

proteção. A MetLife segue de olho nessa

lacuna e hoje conta com produtos específicos

para o segmento em cinco linhas

de negócio: Vida e Acidentes Pessoais

em Grupo, Sucessão Empresarial, Dental,

Seguro Escolar em parceria com o Peper

e Seguro CCT em parceria com o Plano

de Amparo Social Imediato (Pasi).

Tanto na venda dos seguros de vida

quanto na de Dental, o corretor que trabalha

com a MetLife encontra condições

especiais.

Na oferta de produtos de Vida, ele

conduz o processo de contratação por

meio de uma plataforma online, usando

a via digital para o envio de documentos.

E também dispõe de melhores condições

para se adequar à necessidade de cada

cliente, tendo à disposição coberturas

e assistências flexíveis e cotações que

levam em consideração a atividade da

empresa – e não a ocupação dos funcionários.

Em Dental, os planos da MetLife

contam com cobertura superior ao rol

de procedimentos da Agência Nacional

Gustavo Romero, Bruno Cioli, Gustavo Toledo, Ramon Gomez, Jaime Neto, Raul Trineto e Mauricio Almeida, parte da

❙❙liderança comercial do Canal Corretor da MetLife

15


MetLife

de Saúde Suplementar (ANS), incluindo

documentação ortodôntica, e rede credenciada

com mais de 32 mil opções de

atendimento. Outro diferencial diz respeito

à facilidade criada para os dentistas

na aprovação dos tratamentos, que ocorre

em tempo real.

Relacionamento com o

corretor

16

As seguradoras têm o corretor como

principal canal de distribuição de seus

produtos. Por isso, é importante dar a esses

profissionais o apoio necessário para

que possam focar no desenvolvimento

de seus negócios. As campanhas de incentivo

são suficientes? Nem sempre. Na

maioria das vezes, é preciso ir além. Mas,

como fazer isso? A MetLife, que conta

com 14 mil corretores parceiros, investe

em um programa de relacionamento estruturado,

o BE MetLife.

“Buscamos reconhecer os corretores

que tenham preferência, tradição e

performance dentro da nossa empresa

e fazemos isso através de diferenciais

tangíveis tanto de Produto como de

Assistências de atendimento a esses

profissionais. Dependendo

do segmento a que ele [o

corretor] pertencer, terá

alguns benefícios extras”,

explica o executivo. Esta é

uma tentativa de conferir

ao corretor autonomia de

negociação em descontos

e na capacidade de fazer

equipes diferenciadas dentro

da companhia, com

níveis de serviços também

diferenciados.

Para que eles alavanquem

as vendas, a seguradora

desenvolveu ferramentas

específicas. Algumas delas

são os cotadores para as

carteiras de Vida e Dental,

que integrados à plataforma

da seguradora visam

fornecer independência ao

corretor em suas cotações

e emissões por meio de um

processo desburocratizado.

“Estamos terminando ❙

a última integração dos cotadores

com alguns dos nossos sistemas

internos que nos darão a capacidade de

atender cada corretor de maneira personalizada”,

explica o VP. “Quando falamos

de 14 mil corretores e de personalização

parece uma coisa que não conversa com

a outra, mas investimos bastante em tecnologia

para estarmos presentes com a

área comercial nos momentos pertinentes

e decisivos”. A companhia registrou um

crescimento no volume de cotações na

ordem de 60%, “o que significa que a

ferramenta foi realmente adotada e valorizada

pelos corretores”, frisa Gomez.

Há ainda um sistema de extrato, em

que o profissional pode verificar seus

objetivos anuais como remuneração,

condição no programa de relacionamento

e posição em campanha de vendas.

A seguradora também se preocupa em

oferecer ao profissional uma visão clara

dos negócios dele dentro do programa de

relacionamento.

Entretanto, ainda que a adoção da

tecnologia seja algo irreversível, alguns

corretores de seguros resistem em adotar

este movimento, temendo perder espaço

para a modernidade, assim como deve

acontecer com outras áreas. De acordo

com uma análise feita pela consultoria

Ernst & Young, até o ano de 2025 a tecnologia

substituirá um em cada três postos

de trabalho. Já as profissões operacionais,

como operador de telemarketing, caixa e

árbitros, podem desaparecer ainda mais

cedo, em apenas nove anos.

“A tecnologia acaba sendo adotada

quando você consegue mostrar para

as pessoas que isso traz um benefício

tangível para elas. Isso se traduz em

velocidade, em autonomia, em controle

do que está acontecendo. E obviamente,

quanto mais tecnologia e informação,

mais assertivos conseguimos ser na precificação”,

explica Gomez.

A MetLife, especificamente, tem

mostrado aos profissionais o que eles

podem ganhar com a tecnologia e, para

isso, aposta em ferramentas intuitivas.

“Quanto mais treinamentos você tiver

que dar para uma ferramenta, mais distante

você está de entregar alguma coisa

que seja valorizada pelo nosso canal de

distribuição”, justifica Gomez. “Realmente

estamos investindo há bastante tempo

em mostrar as vantagens da adoção da

Ramon Gomez lidera iniciativas do time comercial para estreitar o relacionamento

❙❙com os corretores


❙❙MetLife investe em tecnologia para poder atender o corretor de forma personalizada em momentos pertinentes e decisivos

tecnologia, que é uma coisa irreversível.

A tecnologia está aí e tem que ser usada

para o nosso benefício.”

Novidades em Dental

Enquanto os planos médicos-hospitalares

registram queda consecutiva, os

planos odontológicos seguem em expansão.

Somente entre agosto e setembro

deste ano foram 226.767 novos usuários,

segundo dados divulgados pela Agência

Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

“Percebemos uma atenção maior do

setor tanto em relação à sofisticação dos

produtos e coberturas quanto ao treinamento

dos corretores e às campanhas de

incentivo para vendas”, diz Gomez.

Na MetLife, os esforços passam pela

diversificação do portfólio, com opções

mais aderentes às necessidades do consumidor,

mais completas e eficazes na

preservação da saúde, e que passaram

a incluir tratamentos estéticos. Outra

proposta de valor é ter uma rede ampla

e confortável a ser usada, assim como

analisar as informações de sinistro para

se ter uma atuação mais proativa com as

empresas para a prevenção.

“Temos colocado muita energia nisso

a fim de dar aos corretores as ferramentas

de discussão de prevenção para que,

depois, na hora da renovação, tenhamos

a certeza de que todos os esforços foram

feitos no sentido de reduzir sinistros”,

diz o executivo. “No final das contas,

essas propostas se traduzem em uma

qualidade superior ao que oferecemos

ao cliente final.”

No treinamento dos corretores, a

seguradora investe para que eles estejam

mais preparados para o momento da oferta

de cada um dos produtos e também em

benefícios financeiros para os parceiros

que se dedicam mais a esse tipo de produto

e conseguem melhores resultados.

Fase de ouro

Nunca se falou tanto em benefícios

como Vida e, principalmente, Previdência

Privada, que segue como um dos assuntos

mais debatidos na esfera pública e nas

mídias. “Falávamos muito da conscientização

do corretor, da visão do mercado e

da adoção desses tipos de seguros. Vemos

que hoje o setor está talvez em sua ‘fase

de ouro’”, afirma Ramon Gomez.

A maturação desses produtos, segundo

o executivo, tem a ver com a globalização,

que trouxe um cenário mais

competitivo para as empresas localmente

e, a reboque, o desenvolvimento do mercado

empregador e a necessidade maior

de investimentos em capital humano e

em iniciativas para atrair e reter talentos.

Por outro lado, o desenvolvimento

da economia aumentou a capacidade do

brasileiro para poupar, investir e construir

patrimônio.

Além disso, no Brasil, a adoção

desses produtos é mais recente se considerado

o tempo de existência deles em

países mais desenvolvidos, como Estados

Unidos e Inglaterra, por exemplo. “Acontece

com a primeira geração de qualquer

produto de vanguarda: enquanto não

existe oferta, não há demanda. Uma vez

estabelecida a oferta, o passo seguinte

é superar a resistência inicial do consumidor

– que, nesse caso, precisa estar

consciente e preocupado com o futuro

para aderir ao produto – e amadurecer

o mercado – e essa é uma curva lenta,

quando se fala de contratações cuja

materialização do benefício acontece no

longo prazo”, diz Gomez.

A tendência, porém, é de que essa

maturação seja acelerada pela ênfase que

tem sido dada à necessidade de educação

financeira e planejamento para o futuro,

estimulada pela mídia e por empregadores

interessados na qualidade de vida de

seus clientes e funcionários. E, ainda,

pela necessidade dos corretores de encontrar

alternativas para ampliar sua base de

clientes para além da venda de seguros

de automóveis.

17


eleições

Entidades e Sindicatos com novas diretorias

O ano de 2017 marca

mudanças importantes na

Associação Paulista dos

Corretores de Seguros, no

Sindicato dos Corretores

de Seguros do Rio Grande

do Sul e no Sindicato dos

Corretores de Seguros de

Minas Gerais

APTS-SP

A nova diretoria da Associação Paulista dos

Técnicos de Seguro (APTS) foi eleita por aclamação

na Assembleia Geral Ordinária realizada em 25 de

outubro. Reeleito presidente da entidade, Osmar

Bertacini cumprirá a gestão 2017/2019 ao lado do

novo secretário Luiz Macoto Sakamoto e do tesoureiro

Evaldir Barboza de Paula, que na diretoria

anterior ocupou o cargo de secretário.

No Conselho Administrativo, a associação conta

com novos colaboradores, como Alexandre Del

Fiori e José Luis Schneedorf Ferreira da Silva, além

de Hélio Opípari Junior, que na diretoria anterior

atuou como tesoureiro. Na suplência do Conselho

Administrativo estão personalidades reconhecidas

por seu trabalho no setor, como Cesar Bertacini,

Octávio José Milliet e Alexandre Camillo.

18

Sincor-MG

Com 66% dos votos

válidos, os corretores de

seguros do Estado de

Minas Gerais elegeram a

Chapa 1, encabeçada pela

presidente da entidade,

Maria Filomena Magalhães

Branquinho, para

o mandato 2018/2021.

“Entendemos este fato

como um reconhecimento

da classe pelo trabalho

que a atual diretoria vem

realizando, seguindo os

padrões de excelência

administrativa e ética. E

dessa mesma forma vai

seguir até 2021 com a

diretoria eleita, mesclada por jovens empresários de sucesso e corretores

de seguros tradicionais”, afirma Maria Filomena, completando que a

proposta é formar novas lideranças.

Sincor-RS

Liderada pelo atual presidente do Sindicato dos Corretores do Rio

Grande do Sul (Sincor-RS), Ricardo Pansera, a Chapa 1 venceu a

eleição para presidência da entidade, ocorrida em 27 de outubro. Foram

71% dos votos contra 29% da Chapa 2.

A nova diretoria comandará o Sindicato de 2018 a 2021 e traz Celso

Vicente Marini, André Luiz Araujo Thozeski e Marcos Corso Pozza

como vice-presidentes.

Genesi Cassol ocupará a

diretoria de Marketing e

Emílio Nunes Neto a diretoria

Social, enquanto

Tatiana Vilanova Petzhold

será a diretora de

Benefício e Tânia Maria

Dutra da Rosa a diretora

de Formação.

A suplência ficará a

cargo de Amauri Flores

Bueno e Marco Antonio

Zanella Fortuna; e

o Conselho Fiscal de

Carlos Alves Bernardes,

Marcelo Jarrais Garcia

e Laiza Silva Martins

com a suplência de Maria

Eunice Ribas.


Suplemento Especial Longevidade

Os caminhos para

envelhecer bem

O processo de envelhecimento requer

compreensão, aceitação e adaptação às

mudanças. O planejamento é a chave para viver

com mais Apoio: leveza essa fase repleta de desafios

Kelly Lubiato e Lívia Sousa

19


especia| | XII Fórum da Longevidade

Não restam dúvidas de que

estamos vivendo mais. A

discussão agora é como

viver mais e melhor em

um futuro que, apesar de parecer bem

distante, está cada vez mais próximo.

Nesse sentido, a palavra longevidade

pode afastar as pessoas do tema, mas

a caminhada para alcançá-la com

qualidade de vida começa cedo.

E o Brasil? Em que patamar se

encontra quando o assunto é longevidade?

Hoje, o país soma 207,7 milhões

de habitantes, 24 milhões deles (13%

da população) com mais de 60 anos

de idade, de acordo com o Instituto

Brasileiro de Geografia e Estatística

(IBGE). Estimativas feitas pela Organização

Mundial da Saúde (OMS)

indicam que em 2050 esse número

pode chegar a 64 milhões. Isso significa

que três em cada dez brasileiros

terão mais de 60 anos.

“São anos a mais de vida, não

anos de velhice”, pontuou o gerontólogo

Alexandre Kalache, presidente do

Centro Internacional de Longevidade-

-Brasil (ILC-Brasil) e consultor em

Longevidade do Grupo Bradesco

Seguros. Kalache foi um dos participantes

do XII Fórum da Longevidade,

que o Grupo Segurador patrocinou na

capital paulista no dia 18 de outubro,

reunindo especialistas nacionais e

estrangeiros para debater o assunto,

diante de uma audiência superior a

❙❙Alexandre Kalache

500 participantes.

O gerontólogo deixou claro que,

além do capital Saúde, são necessários

outros três capitais para se chegar bem

posicionado na maratona da vida: Conhecimento,

Social e Finanças. Juntos,

esses quatro pilares são capazes de

tornar as pessoas resilientes a embates,

desafios, barreiras e perdas.

“Outro ingrediente fundamental

chama-se propósito de vida. Acordar

sabendo que se tem mais um dia para

fazer e conquistar coisas. Com os

quatro capitais e com um propósito

de vida é que vamos tornar essa longevidade

muito mais ativa, globalizada

Fotos: Fabio Salles

e, espero, muito mais feliz”, declarou

Kalache.

Presidente do Grupo Bradesco

Seguros e Vice-Presidente do Bradesco,

Octavio de Lazari Junior ressaltou

a importância de se acrescentar qualidade

ao tempo conquistado. “Este

é um convite para fazer diferente e

fazer melhor. Vamos ser agentes da

mudança e protagonistas de nossas

vidas, pois tão importante quanto

acrescentar dias às nossas vidas é

acrescentar vida aos nossos dias”,

ressaltou o executivo na abertura do

evento, que também contou com uma

performance da cantora Ellen Oléria e

teve a apresentadora Astrid Fontenelle

como mestre de cerimônia.

❙❙Claudia Burlá

A construção da saúde

O processo de envelhecimento

é um mosaico de adversidades que

requer compreensão, aceitação e adaptação

às mudanças, sobretudo com

o declínio funcional do corpo, pois

o grande conflito ocorre quando as

doenças se instalam. “Devemos ouvir

a voz do nosso corpo o tempo todo,

compreender tudo o que for possível

sobre aquilo que vai nos acontecer”,

explicou Claudia Burlá, especialista

em geriatria e membro da Academia

de Medicina do Rio de Janeiro. A

palavra de ordem é se antecipar e

prevenir, e nesse sentido a medicina


❙❙Marília Louvison

e a tecnologia permitem diagnósticos

precoces. Quando a prevenção não for

mais possível, é preciso agir rapidamente

para que a doença não se instale

de maneira desastrosa.

Acumular informações e experiências

em todas as fases da vida

também é importante nesse processo

e garante a chamada resiliência cognitiva:

em pessoas com alterações

anatômicas no cérebro e predispostas

a doenças neurodegenerativas como

o Alzheimer, a manifestação pode

se dar de maneira diferente e mais

tardiamente.

Não há milagre para que se tenha

saúde. Ainda que a medicina avance

para resolver novos problemas e garantir

um atendimento adequado aos

idosos, as escolhas de cada indivíduo

ao longo da vida são determinantes.

Por isso, abrir mão dos prazeres de

hoje, como uma alimentação excessiva,

pode significar ganhos amanhã.

“Por hábito, quando pensamos em

estarmos saudáveis, pensamos em prevenir

doenças. Mas observamos que

os idosos centenários frequentemente

passam a vida pensando em ter saúde,

e não em prevenir doenças”, afirmou

a especialista em envelhecimento

Marília Louvison. “Sempre é tempo

de fazer escolhas que nos permitam

ser a melhor versão de nós mesmos

todos os dias”, frisou.

As escolhas são conhecidas e vão

desde uma alimentação diversificada,

colorida e com menos produtos refinados

até a prática de exercícios físicos,

ingestão de água, sono adequado e

meditação. Entretanto, a construção

de escolhas mais saudáveis de acordo

com as possibilidades de cada pessoa

não deve ser feita individualmente.

É preciso fazer com que elas sejam

também mais acessíveis e baratas.

“Precisamos colocar o Estatuto

do Idoso em prática, pois o Brasil

não será sustentável sem políticas

adequadas para que as pessoas possam

envelhecer melhor”, afirmou Alexandre

Kalache.

Intergeracionalidade

Não é raro encontrar idosos isolados

em um só lugar e este é um dos

maiores problemas da longevidade.

“É importante trazer a diversidade

de atividades para perto de todos. No

campo da arquitetura, o que se tenta

é balancear o lado negativo com a

funcionalidade que a área pode fornecer.

Criar estímulos, colocar quartos

e áreas de convivência comuns, com

atividades e área social compartilhadas”,

exemplificou o arquiteto alemão

Matthias Hollwich, que destacou a

criação de prédios que sirvam para

todas as gerações se unirem, trocarem

experiências e interagirem em

um mesmo local. “Normalmente, os

❙❙Matthias Hollwich

❙❙Gabrielle Kelly

arquitetos querem um prédio lindo.

Prefiro um com caráter. A beleza se

vai, mas o caráter permanece.”

O fato é que o mundo todo tem dificuldade

para responder aos desafios

do envelhecimento. “Todos deveriam

trabalhar juntos e pensar no que funciona

melhor, em como adaptar as

políticas públicas às mudanças não

apenas para idosos, mas para todas

as idades, para o transcorrer da vida”,

declarou Karen Glaser, diretora do

Instituto de Gerontologia, Departamento

de Ciências Sociais, Saúde e

Medicina da King’s College London,

sugerindo o aumento da participação

de pessoas idosas no trabalho.

Trazendo a experiência internacional,

a empreendedora social

Gabrielle Kelly contou como o Sul

da Austrália, onde vivem 1,3 milhão

de pessoas, está estudando, pensando

e construindo o bem-estar e a resiliência

coletivos. “O primeiro passo

foi ouvir essas pessoas. Constatamos

que os idosos locais queriam aprender,

fazer parte de grupos, aprofundar

relacionamentos, compartilhar, ajudar

a comunidade a crescer, além de reconhecer

as outras pessoas e também

serem reconhecidas”, disse.

A mensagem era a de que todos

queriam ser membros da sociedade,

um ser humano em meio a outros.

Assim, foram reunidas evidências

especial | XII Fórum da Longevidade


especia| | XII Fórum da Longevidade

Viva a Longevidade

Durante o XII Fórum da Longevidade,

o Grupo Bradesco Seguros

lançou a Plataforma da Longevidade,

que reúne todas as iniciativas

promovidas ou patrocinadas pelo

Grupo Bradesco Seguros com o objetivo

de incentivar a conquista de

um envelhecimento ativo e saudável,

com qualidade de vida, bem-

-estar e planejamento financeiro.

Além do próprio Fórum, as ações

incluem os Prêmios e o Circuito da

Longevidade, o Programa ‘Porteiro

Amigo do Idoso’, o Movimento

Conviva e o Programa ‘Juntos pela

Saúde’. Como parte integrante da

Plataforma, também foi lançado

durante o evento o portal “Viva a

Longevidade”, que contém

pesquisas, notícias,

comentários de especialistas,

dicas e testes

sobre saúde, bem-estar,

finanças e convivência.

“O histórico, a experiência

e a afinidade com

o negócio do Grupo Bradesco

Seguros, que tem

em seu DNA o compromisso

com a conquista

da longevidade, credenciam

a nova Plataforma

como referência no assunto”,

destacou Alexandre

Nogueira, Diretor da

Bradesco Seguros.

Também fazem parte

da Plataforma os embaixadores da

longevidade, apresentados durante

o evento e que têm como missão

orientar as pessoas sobre iniciativas

e atitudes concretas que

podem conduzir à conquista do envelhecimento

ativo, com qualidade

de vida. Alexandre Kalache, Mara Luquet

e o ex-atleta olímpico Robson

Caetano responderão pelos pilares

de Conhecimento, Finanças e Bem-

-estar, respectivamente.

“Quanto mais cedo a programação

para o futuro começar, menos

difícil será o caminho para a longevidade”,

disse Jorge Nasser, Diretor-

-Geral da Bradesco Vida e Previdência

e da Bradesco Capitalização.

“É importante lembrar que o sistema

da previdência oficial, desconsideradas

algumas especificidades,

atende à maioria da população”, ressaltou

o executivo, lembrando que,

nesse sentido, a previdência complementar,

como o próprio nome

sugere, tem como principal missão

suprir a diferença para os que possuem

renda superior ao teto dos

❙❙Marco Antonio Gonçalves

proventos de aposentadoria.

Marco Antonio Gonçalves, diretor

geral da Organização de Vendas

do Grupo Bradesco Seguros, disse

que ainda existem muitos

desafios ligados à longevidade,

mas que é preciso

nos manter firmes na busca

das soluções. “Temos que

implementar as melhorias

possíveis e investir no equilíbrio

permanente de todos

os pilares para garantir uma

vida cada vez mais longeva

e com qualidade”, exaltou.

Já do ponto de vista

de saúde, Diretor-Geral da

Bradesco Saúde e da Mediservice,

Manoel Peres,

ressaltou a importância da

prevenção em todas as etapas

da vida, como forma de

conquistar uma vida longeva

e saudável. “Precisamos levar

esse debate a todas as esferas de

nossas vidas, para que possamos

deixar como legado um mundo

melhor”, concluiu.

❙❙Manoel Peres

❙❙Jorge Nasser

❙❙Alexandre Nogueira


científicas do mundo todo e transformamos

em um treinamento direto, para

que fosse acessível e compreendido

por todos.

“Usamos uma metodologia de distribuição

de conhecimento em redes.

Ensinamos dez pessoas, que repassam

a mais dez, espalhando a informação.

E o mais importante: ajudamos a

pensar como colocar [o ensinamento]

em prática, para que se torne ação. No

fim do ano, teremos impactado 38 mil

pessoas diretamente para construírem

seu bem-estar”, explicou Gabrielle.

❙❙Karen Glaser

❙❙Paulo Tafner

Equilíbrio entre as contas

públicas e privadas

Os gastos com previdência social

sobem à medida que um país envelhece,

assim como decrescem quando

a participação de jovens é maior na

população. Entre 1988 e 2015, a taxa

de envelhecimento cresceu 86% e o

gasto real, 256%, percentuais que devem

aumentar ainda mais daqui para

a frente. “A população de crianças

está diminuindo acentuadamente, de

modo que já em 2040 teremos muito

mais idosos do que crianças no Brasil.

O país do futuro terá desaparecido”,

alertou Paulo Tafner, economista e

pesquisador do Instituto de Pesquisa

Econômica Aplicada (IPEA).

A reposição da renda em tempos

de aposentadoria, com pensão paga

sem qualquer limitação e possibilidade

de acúmulo de benefícios, além do próprio

desincentivo à contribuição – há

um número expressivo de pessoas que

se aposentam antes dos 50 anos – justificam

os gastos tão altos por aqui.

“Nossas regras estão erradas e, se

forem mantidas, teremos no máximo

dois trabalhadores para financiar cada

inativo, o que apenas será feito com

elevada produtividade dos jovens. Estamos

legando um custo pesado para

as futuras gerações, que terá metade

da jornada de trabalho dedicada para

pagar previdência, plano de saúde,

educação e segurança, e outra metade

para pagar os custos de produção mais

a sua própria geração de riqueza”,

afirmou Tafner.

Seria a previdência privada um

instrumento para se proteger da aposentadoria?

Para a jornalista econômica especializada

em planejamento e finanças

pessoais, Mara Luquet, a previdência

complementar tende a representar, cada

vez mais, um complemento de renda não

apenas na aposentadoria, mas também

para quem continua na ativa, uma vez

que a revolução da longevidade tende a

estender consideravelmente o período

laborativo. “Nessa revolução, a reinvenção

pessoal é o nosso grande ativo”,

frisou Mara.

Reinventar-se, aliás, faz parte da

vida da jornalista, que recentemente

encerrou contrato com uma emissora

de TV, onde atuava como colunista,

O ex-atleta Robson

Caetano também esteve

no Fórum e deixou um

recado aos participantes.

“Tenha orgulho do

passado, mas aproveitem

o momento. Cada

momento bem vivido vai

dar subsídios para que no

futuro vocês consigam

viver muito melhor.”

para se dedicar integralmente ao

canal de finanças pessoais que criou

há quase uma década. “Completei 51

anos e não queria chegar aos 60 fazendo

a mesma coisa. Tem uma série de

oportunidades acontecendo e eu, que

já poderia me aposentar, não me vejo

aposentada.”

Mantenha a mente ativa

Uma das mais importantes lições

para conquistar a longevidade ativa é

exercitar a mente e nunca deixar de

aprender. “A longevidade, no nosso

corpo físico, não é suficiente”, lembrou

Pedro Calabrez, pesquisador do laboratório

de neurociências clínicas da

❙❙Mara Luquet

especial | XII Fórum da Longevidade


especia| | XII Fórum da Longevidade

Reconhecimento

Para ampliar o alcance do tema ‘Longevidade’, o

Grupo Bradesco Seguros criou os Prêmios Longevidade,

nas categorias de Jornalismo, Histórias de Vida e

Pesquisa em Longevidade. Em sua sétima edição, a cerimônia

de premiação contou com a participação da

cantora Wanderléia e dos atores Cláudio Lins e Christiane

Torloni.

Prêmio Longevidade de Jornalismo

Modalidade Mídia Impressa

• l 1º lugar: Ana Paula Menezes Holanda

Barros - Revista Vida Simples (São Paulo/SP)

- Como envelhecer

• l 2º lugar: André Jankavski Alonso von

Ancken - Revista IstoÉ Dinheiro (São

Paulo/SP) - Haverá emprego para a geração

sênior

• l 3º lugar: Renata Valério de Mesquita

- Revista Planeta (Taubaté/SP) - O que

você quer ser quando envelhecer?

Modalidade Mídia Digital

• l 1º lugar: Carolina Mello Samorano e

Juliana Contaifer - Portal Metrópoles

(São Paulo/SP) - Chegamos à quarta idade.

E agora, estamos preparados?

• l 2º lugar: Carolina Parmisciano Ercolin

Ritter - Rádio Jovem Pan (São Paulo/

SP) - O Brasil envelhece às margens da

saúde

• l 3º lugar: Clarissa Capistrano de Pinho

Sampaio - Nordestv/Band Ceará (Fortaleza/CE)

- Para não esquecer

Prêmio Pesquisa em

Longevidade

Modalidade Geriatria

• l 1º lugar: Amanda Soares Alves (São

Paulo/SP) – “Papel do sistema imune

na longevidade e a possível correlação

com doenças associadas à idade”

• l 2º lugar: Daniela Camporez (Vila Velha/

ES) – “Identificação de Biomarcadores

genéticos na Doença de Alzheimer”

Modalidade Gerontologia

• l 1º lugar: Maria Cecília de Souza Minayo

(Rio de Janeiro/RJ) – “Estudo situacional

dos idosos dependentes que residem

com suas famílias visando a subsidiar

uma política de atenção e de apoio aos

cuidadores”

• l 2º lugar: Johannes Doll (Porto Alegre/

RS) – “Propensão ao endividamento de

pessoas idosas: um estudo sobre fatores

de risco ao endividamento de pessoas

idosas no Rio Grande do Sul”

Prêmio Longevidade

Histórias de Vida

• l 1º lugar: Fabiana Maria de Queiroz e Souza (São Paulo/SP)

– “O amor”

• l 2º lugar: Marlene dos Santos Limieri Dualibe (Campo

Grande/MS) – “Vivendo e transformando”

• l 3º lugar: João Luis Dias de Souza (São Paulo/SP) –

“Marilu”

Fotos: Fabio Salles

❙❙Vencedores de Jornalismo

❙❙Vencedores Prêmio Pesquisa

❙❙Vencedores Histórias de Vida


Escola Paulista de Medicina (Unifesp).

No entanto, o cérebro envelhece

mal não só pelo sedentarismo e pela

má alimentação, mas também pela

falta de manutenção da atividade intelectual.

De acordo com o especialista,

o imediatismo e a acomodação são

os maiores inimigos no processo de

buscar o diferente. “Conhecimento

sem ação se torna vazio. Se nos preocupamos

com o futuro é porque temos

❙❙Pedro Calabrez

um cérebro capaz disso. E se somos

melhores do que ontem é porque nos

mantivemos ativos aprendendo coisas

novas”, afirmou.

Só existe um caminho para se

chegar à longevidade com a mente

ativa: abraçar as diferenças, desafiar

o cérebro e não se sujeitar a uma

sociedade onde tudo se resolve com

aplicativos e dois cliques. Então, se o

seu desejo é chegar aos 100 anos com

a mente ativa, lute contra as vontades

imediatas e preguiçosas. “Acomodação

é sinônimo de morte.”

Ícone da Longevidade

Quando foi a última vez que você

aprendeu algo novo? O cantor e compositor

Toquinho, eleito Ícone da Longevidade

para a edição 2017 do Fórum

da Longevidade Bradesco Seguros, faz

isso todos os dias. A paixão pela música

começou aos 12 anos, nas aulas de

violão, período em que aprendeu com

grandes mestres. “Queria estudar com

o Paulinho Nogueira ou com o Luiz

Bonfá, olha a minha pretensão! Mas

ousadia é fundamental até na idade de

hoje. Temos que ser um pouco ousados,

com certos critérios de precauções”,

recomendou o artista, que lembrou sua

❙ Toquinho, eleito ícone da


❙ Longevidade da edição 2017

trajetória de vida e contou as histórias

de seus sucessos.

Outro assunto abordado por ele,

que aos 71 anos de uma vida intensa

não para de produzir e aprimorar

talentos, foi a amizade com o poeta

Vinícius de Moraes. A diferença de

aproximadamente 23 anos entre os dois

quando se conheceram não interferiu

na relação, garantiu Toquinho. “O

Vinícius era o grande Vinícius e eu

estava começando a minha carreira,

mas sempre mantive com ele um relacionamento

de muito respeito e de

igualdade, o que era essencial para o

bom funcionamento de nossa parceria

musical”, recordou.

E será que a vida tem mesmo sempre

razão, como diz uma música que ele e

Vinícius de Moraes compuseram juntos?

Toquinho acredita que sim. “A vida é

uma coisa ditatorial. Ela fala alguma

coisa e nós temos que obedecer.”

XII Fórum da Longevidade Bradesco Seguros

Realização: TV1

Patrocínio: Grupo Bradesco Seguros

especial | XII Fórum da Longevidade


evento | haüptli advogados & associados

Seguro Garantia

deve retomar o fôlego

A Haüptli Advogados

& Associados levou

especialistas para o

debate e mostrou que,

apesar do desgaste,

os mercados de

Seguro Garantia e

Responsabilidade Civil

crescerão ainda mais

Amanda Cruz

Os investimentos em infraestrutura

sofreram um impacto

enorme nos últimos anos.

Conforme a operação Lava-

-Jato tomava força, os projetos de obras

no Brasil se encolhiam e, com isso, o

mercado de Seguro Garantia também se

estreitava. Mas até quando isso vai e o que

será feito quando começar a recuperação?

Para discutir as nuances de um mercado

complexo, a Haüptli Advogados &

Associados promoveu um evento com

debates com os advogados do escritório,

Bruno Gusmão e Thalita Garciolli, em

São Paulo, sobre legislação, mudanças e

expectativas.

O primeiro painel, que tratou sobre

o cenário atual do Seguro Garantia, teve

duas perguntas cruciais para o comportamento

do mercado nos próximos anos,

feitas pelo especialista Rogério Gonçalves,

diretor de Garantia da Axa: o Brasil

está em crise? Voltará a crescer?

Os presentes disseram sim às duas

questões. Então, como estar preparado

quando a retomada chegar e o mercado

voltar a ser tão ou mais demandado que

anteriormente?

Embora o ramo como um todo, nos

últimos anos, tenha crescido muito devi-

do ao Seguro Garantia Judicial, sua penetração

ainda é muito pequena. Enquanto

em 2006 quatro seguradoras detinham

70% do mercado, sendo que apenas uma

ficava com 50% dessa fatia, em 2016 o

ramo se pulverizou e hoje quem chega ao

topo do mercado detém menos de 20% e

não há uma liderança nítida para qualquer

companhia.

O que gera desconforto nos interessados

em contratar esta apólice no País

é o fato de que apenas 10% do valor dos

contratos podem ser segurados, semelhante

a países como Colômbia (entre

0,5% e 10%) e muito distante do Canadá

(entre 50% a 100%), por exemplo. Essa

realidade tem razão de ser. Além do fato

do mercado brasileiro ser ainda muito

recente, com pouco mais de 20 anos de

consolidação, Gonçalves reforça que há

carência na infraestrutura urbana e social

brasileira, crises fiscais que limitam os

orçamentos, dificuldades em atuar com

linhas de crédito e precariedade tanto

no planejamento quanto na fiscalização

das obras.

Teoricamente, o mercado tem mais

capacidade de absorção, chegando até

a 45% dos contratos, e há projetos de

Bruno Gusmão, José Marcelino Risden, Rogério Gonçalves,

Thalita Garciolli, Gustavo Galrão e Paulo Rogério Haüptli

lei tramitando que tentam atingir esse

percentual, pois a legislação está sendo

revista e algumas medidas propostas,

como coberturas obrigatórias de salvamento,

além das despesas já seguradas,

têm preocupado os componentes do setor.

Por outro lado, há também inúmeras

possibilidades que se apresentam daqui

pra frente, conforme mostrou o executivo

da Axa.

Para a Dra. Thalita Graciolli, da

Haüptli Advogados & Associados, a

grande preocupação do mercado no

momento é como realizar esta mudança

na legislação. Mas Gonçalves alerta:

“o produto está em constante evolução

e, se isso ocorrer, será necessária uma

mudança de produto, contando com

envolvimento da Susep”, destacou. Para

ele, com a evolução de mercado, o País

chagará a oferecer 100% de cobertura

do contrato no futuro. Mas não há como

o ressegurador dar esse percentual em

um mercado no qual ele não se sente à

vontade. “Hoje isso é inviável”, destacou.

Outros riscos e desafios

As necessidades de garantia muito

se confundem com as da Responsabili-

26


dade Civil e podem, de fato,

estar mescladas. Na construção

civil, o RC auxilia

o Seguro Garantia dando

cobertura principalmente

a terceiros e mitigando os

riscos, transferindo-os – o

que configura o papel do

seguro.

O RC traz diferentes

riscos contratuais – seja

de engenharia, ambiental,

econômico-financeiro, administrativo,

político ou

de mudança regulatória,

cibernética ou contra assédio

moral (EPL), conforme

explicou Gustavo Galrão,

superintendente de Linhas

Financeiras e RC da Argo.

Cada linha com um gatilho

diferente – na obra o que

aciona o seguro é o acidente,

no RC Profissional, o

erro. Em alguns acontecimentos,

eles se misturam e

cada apólice é responsável

por uma parte da indenização.

Está aí a importância

da contratação no mercado

de obras.“Algo pouco explorado

no Brasil são os

seguros combinados. Existe

uma grande demanda e não

há restrição para fazê-lo.

Isso depende das seguradoras”,

destacou Galrão.

Desde que a fiança bancária

se tornou onerosa,

com o acordo de Basileia

I, o mercado de Garantia

ganhou nome e espaço.

Agora que os investimentos

em infraestrutura são

escassos, o ramo se vê amparado

pelo produto de Seguro Garantia

Judicial, - única modalidade com bom

desempenho. Esse pilar único aconteceu,

de acordo com José Marcelino Risden,

presidente da Berkley, porque o mercado

teve uma decadência que não deveria ter

acontecido. “O mercado sofre efeito da

economia. Cai erroneamente porque, por

cultura, aqui seguro é despesa. O mercado

de Seguro Garantia ficou à mercê dos

Rogério Gonçalves falou sobre o cenário atual do Seguro Garantia

José Marcelino Risden discutiu o setor em tempos de crise

Gustavo Galrão fez uma explanação sobre a transferência

de riscos inerentes à construção civil

contratos públicos. Com isso, assim que

a Lava-Jato foi deflagrada, em 2014, e a

crise econômica piorou substancialmente

em 2015, o mercado de grandes obras

parou.

“Com receita menor, o seguro é algo

que as pessoas cortam”, lamentou Risden.

O crescimento da modalidade judicial

foi orgânico e benéfico para o mercado.

Apesar de não ter havido um investimento

massivo, o produto vingou. O

que permanece um mistério

é como o mercado receberá

os sinistros que ocorrerão.

“Temos que tomar cuidado

com a concentração do Seguro

Garantia Judicial. Não

sabemos ainda os efeitos ou

como foram subscritos”, alertou

Risden. Companhias que

não se atentaram à qualidade

do negócio que fecharam,

correm perigo. As empresas

compraram a garantia

na época em que estavam

saudáveis, agora não se sabe

se a crise mudou isso. Além

disso, hoje são poucos os

corretores especializados, o

que dificulta que uma apólice

bem feita e com tudo

que é necessário chegue aos

clientes que não conhecem

o clausulado, mas que necessitam

de muita proteção.

Ao ser questionado pelo Dr.

Bruno Gusmão (Haüptli

Advogados & Associados),

em relação aos projetos que

pretendem modificar os percentuais

de garantia, Risden

foi enfático ao registrar que

atualmente não contamos

com a estrutura necessária

para a absorção de tais riscos,

mas que futuramente os

ajustes serão realizados no

mercado para tanto.

O mercado de garantia,

conforme acreditam os

palestrantes, poderia ser o

dobro do que é hoje, mas as

circunstâncias brasileiras

o afastaram momentaneamente

desse destino. “Com

ou sem crise, o mercado é do tamanho

da nossa competência. É preciso sair da

zona de conforto, desfiou Risden.

A melhor estratégia que concluiu

o seminário da Haüptli Advogados &

Associados é: ir ao mercado, explorar,

apostar, buscar oportunidades e ter no

corretor especializado o grande parceiro

para que o Seguro Garantia seja outra vez

valorizado.

27


estudo | mercado

Tecnologia é parceira, não

inimiga do corretor de seguros

Mudanças, inovação,

incertezas e a vontade

de continuar levando

proteção à sociedade

Palestras, workshops, reuniões,

discussões informais. Em todo

lugar se comenta que, em breve,

muitas profissões deixarão de

existir ou, pelo menos, não como a sociedade

as conhece. Parece assustador.

Mas, será que deveria ser?

O corretor de seguros tem passado

por esses dilemas e em meio a tantas

discussões o mercado parece ter estabelecido

dois tópicos cruciais com os quais

este profissional deverá se preocupar:

especialização e tecnologia. A Revista

Apólice discutiu estes temas ao longo

do ano e, no final de outubro, realizou o

Prêmio Melhores do Seguro 2017 – Corretoras,

premiando aquelas empresas que

se destacaram no mercado nacional. O

reconhecimento dado pela Revista está

em consenso com o que anseia o mercado:

novas maneiras de ver o mundo que

modificam a indústria de seguros.

Com cerca de 200 convidados, a

premiação realizada em São Paulo reuniu

executivos de seguradoras e corretores,

autoridades do setor e premiados, que

foram reconhecidos por impactar de maneira

positiva o setor e, principalmente, a

corretagem de seguros.

Mas, por que ter os corretores como

foco? Para falar desse profissional é

preciso conhecer o ofício e entender a

importância do seu papel na sociedade.

Além da premiação, outra iniciativa

também ajuda a entender melhor as corretoras

de seguros e a desenhar o que faz

e o que espera esta categoria. O cenário

atual destas empresas foi compilado na

3ª edição do Estudo Socioeconômico das

28

Amanda Cruz

Corretoras de Seguros Pessoas

Jurídicas – ESECS-PJ, com

apoio da Federação Nacional

dos Corretores de Seguros

(Fenacor), e teve como foco

as questões digitais e a relação

dos corretores com Tecnologia

da Informação. Com os dados

também é possível traçar um

panorama sobre quais são as

prioridades de investimento e

operação dos profissionais de

seguros. Foram mais de 2,1

mil respostas de todo o País.

Francisco Galiza, consultor

da Rating de Seguros

Consultoria e coordenador do

estudo, observou três pontos

principais que podem ser

ressaltados no perfil: a visão

positiva que os corretores têm

sobre tecnologia no relacionamento

com o cliente, as redes

sociais como a ferramenta

mais utilizada por grande

parte dos profissionais – independentemente

do porte da

empresa – e, como contraponto,

a dificuldade dos corretores

em aderir a ferramentas digitais para

gerenciamento de carteiras. “A tecnologia

é um elemento básico na relação com o

cliente que já possui um vínculo estabelecido.

Para isso, ele utiliza as redes sociais

e essa abordagem está aumentando. Mas,

observamos um problema: os aplicativos

de gerenciamento de carteira são pouco

utilizados. 60% a 70% dos corretores não

conhecem essas ferramentas e elas são

testadas apenas por empresas de maior

porte”, explica Galiza. Esta lacuna se dá

por falta de conhecimento de plataformas

para facilitar o dia a dia, pois quando se

tira da amostra aqueles que não conhecem

esses mecanismos, os que utilizam

dizem estar muito satisfeitos com os

resultados.

O telefone ainda é o meio mais utilizado

para contatar os clientes (90%).

As redes sociais vêm logo depois. Em

2015, 55% das corretoras de seguros

utilizavam Facebook; na última pesquisa

o mesmo saltou para 85%. Sistemas de

e-mail, WhatsApp e divulgação por site

também entram na lista, com o último

item tendo presença ligeiramente maior

em empresas de maior porte.

“Se há no setor uma concorrência

enorme e pessoas que usam uma ferramenta

e gostam, o mercado se torna mais

competitivo e a tendência é de que outros

profissionais passem a usá-la também.

Dizer que simplesmente não quer, que

não vai usar, é um luxo ao qual o corretor

não pode se dar”, enfatiza Galiza.


❙❙Auri Bertelli, do Sincor SC

❙❙Francisco Galiza, da Rating

Quando o assunto é venda online, há

um desencontro: 61% dos entrevistados

estão preocupados com a prática, enquanto

40% sinalizam discordar ou ser indiferentes

a esses processos; ao mesmo tempo,

80% deles acreditam que uma iniciativa

da Fenacor no desenvolvimento de uma

plataforma digital de vendas seria benéfica

ao mercado. A Federação anunciou a

parceria para disponibilizar um aplicativo

voltado ao corretor e suas vendas, mas o

assunto acabou gerando polêmica, pois

nos moldes propostos alguns corretores

acreditam que seus dados ficariam vulneráveis

e poderiam ser utilizados por

terceiros para ter acesso aos seus clientes.

Auri Bertelli, presidente do Sincor/

SC, discorda desse temor. “Nossos números

e nossos dados já estão nas nuvens, em

multicálculos nas seguradoras. Os corretores

terão medo agora? Além disso, acredito

que a Fenacor e os Sincor’s participantes

não dariam a chancela a algo que fosse

prejudicial para a categoria”, opina.

As polêmicas nem sempre são sinal de

crise, mas podem servir como motivação.

Discutir as mudanças é imprescindível e o

saldo é bastante positivo, conforme acredita

José Antônio de Castro, presidente

do Sincor-PR. “Já há outras empresas

de tecnologia nos procurando para falar

sobre suas soluções, para melhorá-las

e desenvolvê-las. O corretor precisa de

ferramentas que otimizem seus processos

para que possam ajudar seus clientes. Isso

contribui com toda a indústria”, analisa.

Um passo em frente, mas com cautela.

Parece ser esta a sensação que cada

proposta tecnológica causa nos corretores

de seguros. Isso se dá por diversas questões

que permeiam todo o mercado e que

precisam passar por diversas barreiras

até se tornarem algo claro e possível de

ser colocado em prática. “Em tecnologia,

acho que estamos um pouco atrasados.

No Insuretech Connection, em Las Vegas,

vimos isso. O mercado está indo atrás de

tecnologia e nós estávamos sempre na

mesmice quanto às soluções de gestão”,

destaca Castro.

Para ele, a mudança virá, principalmente

em forma de cross-selling, mas

respeitando o que o presidente da entidade

paranaense chama de ordem mundial sobre

o assunto: “o cliente é quem vai ditar o

que ele quer. Não podemos mais criar produtos

apenas acreditando que eles irão ao

encontro dos desejos dos clientes”, afirma.

Dorival Alves de Sousa, presidente

do Sincor-DF, está alinhado com a visão

de que os corretores precisam se reciclar

para sobreviver diante desses avanços.

“Buscar o avanço tecnológico é também

sair da mesmice do que é feito dentro do

escritório. O corretor precisa explorar o

potencial de seu banco de dados e melhorar

o relacionamento com os clientes. Só

dessa forma poderá sobreviver diante do

avanço”, aconselha.

Alexandre Camillo, presidente do

Sincor-SP, ressalta que grandes mudanças

sempre trazem um pouco de insegurança

consigo e que o corretor precisa ter em

❙❙José Antonio de Castro, do Sincor PR

mente que “a tecnologia é meio, não fim.

É preciso ter foco, objetivo e saber o alvo

que se quer atingir. Seja a ideia trabalhar

como uma corretora varejista ou especializada,

ele deverá se capacitar para atuar

em suas opções, buscando instrumentos

tecnológicos para isso”, observa.

A outra face da moeda

Embora sejam assuntos que parecem

distintos, a tecnologia precisa ser um

meio para que os corretores de seguros

impulsionem suas carreiras e se adaptem

à nova realidade do mercado. Como fazer

isso? A tecla na qual se bate no mercado,

há anos, soa claramente: especialização.

Sair da zona de conforto do automóvel

e se aventurar em novas maneiras de

❙❙Dorival Alves de Souza, do Sincor DF

29


30


31


mercado

❙❙Alexandre Camillo, do Sincor SP

vender e em novos produtos. Algo que

parece batido, mas, olhando os números

do estudo, fica claro que precisa ser feito.

“Percebo que há muita preocupação

com tudo o que está acontecendo, muito

entendimento do que deve ser feito, mas

falta um pouco de atitude”, diz Alexandre

Camillo.

O que virá antes na revolução da

categoria no Brasil? A qual das suas

questões o corretor irá se debruçar

mais, empenhar-se e sentir seu esforço

reconhecido? O ideal seria que os dois

acontecessem ao mesmo tempo, mas

dentro da mentalidade que permeia o

mercado, os problemas digitais acabam

se tornando mais urgentes – o que não

significa que as soluções são modernas

e suficientemente concretas – e força os

corretores a procurar caminhos, enquanto

a diversificação é uma escolha que os

corretores ainda têm possibilidade de

fazer, ou não. “A tecnologia está caminhando

mais rápido que a especialização.

A carteira dos corretores ainda é a tradicional,

baseada no automóvel. Mas, para

mudar isso, estão chegando os carros sem

motorista que, em 18 anos, deverão ser

10% dessa carteira. As corretoras vão se

ajustar às novas possibilidades ao longo

do tempo”, acredita Galiza, reforçando o

ponto de que é a tecnologia que levará às

mudanças necessárias.

Os ajustes de mercado dependerão

da percepção de alguns fatores, como

destaca Castro, do Sincor-PR. “O mercado

de automóveis já está mais voltado

32

às assistências 24 horas, por exemplo. O

cliente compra muito mais o conforto

do que as coberturas de seguro. O carro

locado também mudará a visão atual.

Percebemos que o mercado de seguros,

que não costumava gostar muito de locadoras,

já está agindo de forma diferente e

pensando em produtos para este nicho”,

afirma.

Auri Bertelli, do Sincor-SC, diz que

essa necessidade de diversificação é algo

que está no radar da entidade e que, no

seu Estado, muito tem sido feito para

melhorar o grau de conhecimento dos

corretores. “A gente vê que eles estão

trabalhando só automóvel e por isso apresentamos

novos produtos para mudar esse

foco”, relata. Ele acredita que um bom

argumento para isso é que até mesmo

a comissão dos corretores que insistem

apenas no produto está diminuindo – o

que antes era de 20% a 23%, agora fica

entre 17% e 18%. “Eu creio que, em cinco

anos, ela estará na casa de 8%”, completa

Bertelli.

O presidente do sindicato paulista

afirma que essa discussão é diariamente

colocada em pauta e que os corretores

esperam da entidade a possibilidade de

obter soluções às suas inquietações. Para

Camillo, o momento é de preparo para

uma grande transição. “O que eu digo

não é uma crítica ao corretor de seguros,

é um entendimento. Eu, como liderança,

tenho que entender isso; fazer essa leitura

e ajudar os corretores de seguros a dar

esse passo à frente e fazer essa transição

que eu reconheço ser difícil”, pontua.

Entre as corretoras há muitas microempresas

– 50% delas faturando até R$

500 mil por ano, com resultados calcados

no automóvel (56%), seguido por Ramos

Elementares (14%) – que engloba diversas

carteiras , Vida (12%), Saúde (9%);

os outros ramos ficam com 9% desse

montante. O que interessa ressaltar é que

quando as corretoras são especializadas

em um nicho, esse se torna a principal

carteira de seu negócio. A especialização

compensa, mas dá trabalho, conforme

acredita o presidente do Sincor-SC.

“Mesmo achando trabalhoso, os corretores

são obrigados a partir para outros

ramos, sob pena de ver sua empresa falir

se não o fizerem”, avisa. Entre outras

❙❙José Cristóvão Martins, do Sincor MT

iniciativas para ajudar nesta transição, o

catarinense lembra da Escola Nacional de

Seguros, que disponibiliza cursos e possibilita

parcerias com os sindicatos para

especialização. Há ainda outros meios

possíveis, como a interação com seguradoras.

“Acho que cabe ao Sincor também

preparar alguns profissionais e levar uma

mensagem técnica não só de venda, mas

de uma nova etapa que está acontecendo

no mercado”, sugere Bertelli.

José Cristóvão Martins, presidente

do Sincor-MT, concorda com essa visão

e crê que, pelo Mato Grosso, o Sincor tem

feito sua parte, oferecendo workshops

com grupos seguradores que tratam

justamente sobre tecnologia e diversificação

de carteira. “Hoje, é importante

que o corretor descubra como atingir

seus clientes e relacionar suas carteiras às

necessidades deles. Sentimos a ansiedade

do corretor por isso e acho que o sindicato

está muito sensível às mudanças”, pontua.

No Paraná, desde 2011 o foco é a

mudança – com olhar especial para os

benefícios. “O corretor ainda precisa

despertar para coisas mais simples como

seguro de vida, seguro saúde, dental e

previdência privada. Com isso, tivemos

grande êxito. Cada vez temos mais público,

o que demonstra que o corretor

realmente está empenhado nas novas

formas de mercado”, comemora Castro.

Os ramos elementares, por exemplo,

que podem dar diversas opções de especialização,

só são considerados extremamente

importantes ou muito importantes


para 1% das corretoras entrevistadas no

estudo. Metade delas não comercializa

produtos desse ramo. Em contraponto,

apesar de apenas 4% das empresas considerarem

a importância do seguro saúde,

elas se especializaram nesse ramo e 65%

do seu faturamento é proveniente dele.

Além de tudo, há que se respeitar o

ambiente e as particularidades das dimensões

continentais brasileiras. É fato

que todo mundo precisa diversificar. A

maneira como farão isso pode ser bem

particular. Os corretores do Mato Grosso

são exemplo disso, conforme lembra o

presidente do Sincor do Estado. “Mato

Grosso tem vocação agrícola, é muito

voltado ao agronegócio e nós temos um

mercado de seguros em franca expansão”,

comemora Martins. Ele afirma que

conhecer essas necessidades regionais

fez com que corretoras e seguradoras

mudassem seu foco de atuação, passando

a operar fora do convencional, em linhas

que exigem mais conhecimento.

Especialização e tecnologia não

são assuntos distintos e cada vez mais

convergem para se tornar o norte do

corretor de seguros. O cross-selling que

o varejo tanto precisa para diversificação

de carteira se beneficiaria dessa junção;

a venda especializada, que precisa de

instrumentos para se tornar profunda e

consultiva, também. “Se você é especialista

em seguro cibernético, por exemplo,

precisará de equipamento tecnológico

que o ampare nisso e que se torne seu

diferencial”, explica Camillo.

Confiança no que faz

Saber o seu lugar e sua importância

parece ser algo inerente aos corretores de

seguros. Quem entra no mercado, seja por

tradição familiar ou por qualquer outro

motivo, parece se apaixonar pelo que faz.

Isso se reflete no fato de que 94% dos

entrevistados acreditam que os corretores

são indispensáveis na venda de seguros,

o que explica a união da categoria para

enfrentar ameaças, quando julga que a

concorrência não corresponde a uma

competição saudável para o mercado –

como é o caso da proteção veicular, prática

que os corretores consideram nociva

aos clientes, e contra a qual eles lutam. “O

corretor é muito autoconfiante. Ele sabe

que é necessário e tem uma visão muito

positiva da profissão. Acredita que pode

superar qualquer obstáculo, é otimista e

não desanima diante das dificuldades”,

enaltece Galiza.

Sousa, do Sincor-DF, destaca ainda a

atuação dos jovens que entram no setor e

que, muitas vezes, acabam se deparando

com o mesmo estilo antigo e ultrapassado

de vender seguros. Seguir o caminho da

inovação não deveria ser algo difícil à

nova geração, que já tem mais familiaridade

com alternativas disruptivas. “Essa

forma [da inovação] é a única maneira de

ter condições para sobreviver e obter sucesso

na carreira. Caso contrário, estará

fadado ao insucesso e à morte prematura

de uma atividade tão frutífera, bonita e

rentável, como é a corretagem de seguros”,

declara.

Cases premiados 2017

“É um pensar no futuro olhando para

trás. Você não consegue ter atitudes e

posturas adequadas que te mantenham

ativo e rentável, um negócio sustentável,

se continuar olhando para trás”, enfatiza

Camillo.

Todos esses dados motivaram a

Revista a promover o reconhecimento a

estes profissionais.

Foram escolhidas empresas que

buscam sair da rotina e ir além da concorrência

rasa. Ao mesmo tempo em que

desenvolvem cases de sucesso em prol do

desenvolvimento da sua própria empresa,

os inovadores dão ideias de como o mercado

pode ser diferente, de como é possível

canalizar novas formas de relacionamento,

vendas que tenham em seu DNA a importância

do mercado e a relevância social que

é devida à profissão.

Adria................................................. Seguro para aparelhos auditivos

AON................................................... Responsabilidade social: inclusão

Bidu Corretora.......................... Produtos alternativos para fidelizar clientes

BR Insurance............................... Atendimento via Whatsapp

Cifraseg.......................................... Seguro de crédito: expansão de 200% na carteira

APSA................................................. Seguro patrimonial: foco em imobiliárias

Fracel................................................ Controle eletrônico de sinistros

Gebram........................................... App facilita integração com clientes

GJX..................................................... Instagram: uma ferramenta de vendas

Grupo Exalt................................. Gestão para desenvolvimento de corretoras

Ifaseg................................................ Trip Protector: satisfação do cliente garantida

Infinity............................................. Seguros customizados para o bem

JLT Re................................................ iClaims: Gestão de Sinistros

Lojacorr.......................................... Programa de Treinamentos Rede Lojacorr – Treinacorr

Long Life........................................ Expansão de novas sedes

LTseg................................................. Diversificação da carteira de negócios

Minuto Seguros....................... RH: Descobrindo novos talentos online

PBS..................................................... Automação da corretora

Portilho........................................... Redução do uso de papel

Rodobens..................................... Cross-selling para atender a necessidade do cliente

Rural Brokers.............................. Seguro Rural nas mídias sociais

Segurinova.................................. Gestão e inovação para resultados

Seguros do Brasil.................... App para engajar o cliente

Sicoob SC/RS.............................. Nova estrutura de vendas estimula cross-selling

Via Global..................................... Serviços no Varejo

Willis................................................. Conscientização sobre doenças para beneficiários

Yba..................................................... O cliente mais bem atendido

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premiados

❙ Leandro Crepaldi, CEO e Rodrigo Crepaldi, sócio da Adria

(centro), presidente do Sincor PR, pelo case “Seguro para

❙ ❙aparelhos auditivos”

❙ Corret. Seguros, recebem o troféu de José Antonio de Castro

❙ Marcelo Munerato de Almeida (2º esq.), CEO da Aon Brasil,

❙ ❙superintendentes comerciais Corporate da Tokio Marine

recebe o prêmio pelo case “Responsabilidade social: inclusão”

❙ de Edson Toguchi, diretor; Ricardo Rodrigues e Miriam Landi,

Leandro Schneider, diretor da Apsa Corret. Seguros, recebe

o troféu de Eduardo David Garcia, diretor comercial da

Sompo Seguros, pelo case “Seguro patrimonial: foco em

❙❙imobiliárias”

Marcella Ewerton, head de marketing da Bidu Corretora,

recebe o prêmio pelo case “Produtos alternativos para

fidelizar clientes” das mãos de Kelly Lubiato, diretora de

❙❙redação da Revista Apólice

Luis Roberto Salles de Oliveira, CEO e Adriano Muraki, diretor

de Gestão de Riscos da BR Insurance, recebem o prêmio de

Silas Kasahaya (centro), diretor comercial da Icatu Seguros,

❙❙pelo case “Atendimento via WhatsApp”

Carlos Ivo Gonçalves (centro), presidente do CVG-RJ, entrega

o troféu para Marcelo Lemos e Oscar Rangel, sócios da

Cifraseg Corret. Seguros, pelo case “Seguro de crédito:

❙❙expansão de 200% na carteira”

34


❙ João Carlos Fontana, Giovanni Balen e Francisco Carlos

❙ ❙diretora de negócios da Previsul

Tanello da Fracel Corret. Seguros, recebem o prêmio pelo

❙ case “Controle eletrônico de sinistros” de Andréia Araújo,

Silas Kasahaya, superintendente da Icatu Seguros (3º esq.),

❙ entrega o troféu aos diretores da Gebram Corretora:

❙ ❙de Oliveira pelo case “App facilita integração com clientes”

❙ Fernando Damasco Gebram, Silvio Gebram e Maureci Ferrite

Jair Ernesto de Oliveira, diretor da GJX Corretora de Seguros,

recebe o prêmio pelo case “Instagram: uma ferramenta de

vendas” de Dorival Alves de Sousa, presidente do

❙❙Sincor DF

Antonio Carlos Sigrist (1º), Vagner Braga (3º), Fernando

Roveri (5º) e Frederico Leopoldo (7º) do Grupo Exalt,

❙ recebem o troféu de Arnaldo Bechara (2º), Terezinha


Fernandes (4º) e Julio Sato (6º) da Tokio Marine Seguradora

❙ pelo case “Gestão para desenvolvimento de corretoras”

❙ Mario Magalhães (centro), diretor comercial da Alfa


Seguradora, entrega o troféu para Francisco Sesquini Jr.,

Eduardo Palma, Carlos Alberto da Silva e Mauricio Picaldi do

❙ Grupo Yba, pelo case “O cliente mais bem atendido”

❙ Francisco Pantoja (centro), diretor executivo da Revista

❙ ❙case “Trip Protector: satisfação do cliente garantida”

Apólice, entrega o troféu aos sócios da Ifaseg Corretora de

❙ Seguros, Amauri Santi e Mario Montenegro Gasparini pelo

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premiados

Auri Bertelli (centro), presidente do Sincor SC, entrega prêmio

pelo case “Seguros customizados para o bem”, para Eduardo

❙ Marquezin de Oliveira, Rodrigo Afonso Ferreira, Justiniano A.


❙ Taveira e Euripedes R. Ribeiro Fº da Infinity Finanças e Seguros

Thalles Bittencourt Nogueira, Olavo Machado, Gisele Guimar,

❙ Rodrigo Protásio e Pedro Farme da JLT Re Brasil, recebem o

❙ ❙da Bradesco Seguros, pelo case “iClaims: Gestão de Sinistros”

❙ troféu de Duilio Varnier Junior (5º) , superintendente executivo

❙ Renato Pedroso (4º), presidente da Previsul Seguradora,


entrega o prêmio para os representantes da Rede Lojacorr,

Luiz Longobardi, Matheus Campos, Patricia Ruppel e Ana

❙ Clara Baptistella pelo “Programa de Treinamentos – Treinacorr”

❙ Osmar Bertacini (centro), presidente da APTS, entrega o

❙ ❙pelo case “Expansão de novas sedes”

prêmio a Isabel Cristina Cruz, Victor Faraguti, Alessandra

❙ Faraguti e Roberson Roger Faraguti da Long Life Corretora,

❙ Caio Mendonça Timbó, sócio diretor da LTSeg, recebe o

❙ ❙de Alexandre Camillo, presidente do Sincor SP

❙ prêmio pelo case “Diversificação da carteira de negócios”

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❙ Luis Carlos Ferreira Gomes, superintendente executivo da

❙ ❙Descobrindo novos talentos online”

Bradesco Seguros, entrega o troféu a Adriana Blay, diretora

❙ de RH e Marcelo Blay, CEO da Minuto Seguros pelo case “RH:


Marco Antonio Soares, sócio diretor da PBS Corretora

de Seguros, recebe o troféu de Luis Carlos Ferreira Gomes,

superintendente executivo da Bradesco Seguros pelo case “Automação

da corretora”

Adam Schwegler, gerente comercial da Rodobens Adm de

❙ Seguros, recebe o troféu de Duilio Varnier Junior,

❙ ❙para atender a necessidade do cliente

❙ superintendente executivo da Bradesco Seguros Cross-selling

Byron Proto Portilho, diretor da Portilho Corretora,

recebe o prêmio pelo case “Redução do uso de papel” de José

Cristóvão Martins, presidente do Sincor MT

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premiados

❙ Marcelo Westin, diretor geral da Rural Brokers Corretora,


recebe o prêmio de Kelly Lubiato, diretora de redação da

Revista Apólice pelo case “Seguro Rural nas mídias sociais”

Ruth Matos de Sá, sócia e Ricardo Terpins, diretor executivo

da Segurinova Consultoria e Corretora, recebem o troféu

pelo case “Gestão e inovação para resultados” de

❙❙Francisco Pantoja, diretor executivo da Revista Apólice

Sandro César Alarcão, diretor executivo da Seguros do Brasil

Consultoria e Corretora, recebe o troféu de Adevaldo

Calegari, mentor do Clube dos Corretores de São Paulo, pelo

❙❙case “App para engajar o cliente”

Arnaldo Bechara (1º), Alex Dias Ferreira (3º) e Viviane Santos

(5º), da Tokio Marine, entregam o prêmio para Gelson

❙ Flores (2º), Marcel Evandro Bankow (4º) e Lucas Varela do

❙ ❙estimula cross-selling”

❙ Amaral, do Sicoob SC/RS pelo case “Nova estrutura de vendas

Marcelo Freitas, diretor da Via Global Seguros, recebe o

troféu de Kelly Lubiato, diretora de redação da Revista

❙❙Apólice pelo case “Serviços no Varejo”

Edson Toguchi (1º), Ricardo Rodrigues (5º) e Myrian Landi (6º)

da Tokio Marine, entregam o prêmio pelo case

“Conscientização sobre doenças para beneficiários” para

José Alfeu (2º), Rene Ballo (3º), Marcello Avena (4º) e Marcelo

❙ ❙Daniel (7º) da Willis Towers Watson

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flashes


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homenagem | aconseg sp

Aconseg-SP recebe homenagem

por serviços prestados ao mercado

Com a missão de capacitar, unir e

alavancar atuação dos corretores,

entidade completa 14 anos

A

categoria dos corretores de seguros sempre primou

por união. Forças conjuntas fazem a profissão mais

forte e, desde 2004 há mais uma razão para que

os profissionais da corretagem de seguros paulista

se sintam representados: a Associação das Empresas de Assessoria

e Consultoria do Estado de São Paulo - Aconseg-SP.

A entidade foi a homenageada de 2017 do Prêmio Melhores

do Seguro – Corretoras justamente por ajudar a fomentar o

trabalho das assessorias na indústria de seguros, oferecendo

apoio administrativo e técnico às suas filiadas. Hoje, a entidade

conta com 24 associadas atendendo 7 mil corretores que,

segundo a entidade, são responsáveis pela geração mensal de

R$ 60 milhões.

Os corretores de seguros, independentemente de seu porte

precisam de iniciativas que acelerem seu desenvolvimento,

mas as pequenas e médias precisam ser vistas com um carinho

especial, principalmente em horas difíceis. “A Aconseg-SP

trabalhou muito esse ano para que nós pudéssemos ajudar e

preparar os corretores de seguros que trabalham com nossas

Os diretores da Revista Apólice Francisco Pantoja e Kelly

❙ Lubiato entregam homenagem a Ricardo Montenegro,


vice-presidente; Marcos Colantonio, presidente e Helio Opipari

❙ Jr., presidente do Conselho de Administração da Aconseg SP

assessorias a enfrentar as dificuldades do mercado em crise,

buscando alternativas para a produção”, diz Marcos Colantonio,

presidente da entidade.

A missão por ora está cumprida e a associação espera pelos

desafios que o próximo ano trará. “Nós conseguimos nosso

objetivo. Nas carteiras de automóvel, saúde e vida a produção

da Aconseg-SP foi maior que a do mercado”, afirma Colantonio.

A homenagem chega no momento em que é crucial conhecer

a funda as necessidades do mercado, especialmente no

que diz respeito a atendimentos mais inclusivos e consultivos.

“Esse evento ajuda a divulgar as grandes ideias, as grandes

iniciativas que fazem com que o nosso mercado se desenvolva

de uma forma mais bonita”, parabeniza o presidente.

Para uma entidade que tem como missão unir corretores

e representar seguradores, a entidade, que completa 14 anos

em 2017 pretende ampliar ainda mais seu alcance e ser mais

expressiva nos resultados do mercado, trazendo mais profissionais

para o seu lado para que o mercado possa crescer junto

com seu principal canal.

43


case premiado | BR Insurance

Atendimento via WhatsApp

Aproximar-se do cliente, tornando

a relação mais mais

humana. Este era o objetivo

da BR Insurance ao oferecer

mais uma possibilidade de realizar o

atendimento aos clientes via aplicativo

de mensagens instantâneas.

Em um mundo onde o tempo é o bem

mais precioso que as pessoas possuem,

a corretora percebeu que muitos clientes

tinham dificuldades em encaminhar as

propostas ou documentos, ou por não

terem um scanner e computador à mão

ou por não saberem usá-los. A preocupação

da BR Insurance foi facilitar esse

tramite para os clientes e para a empresa.

“Observamos que as pessoas utilizam o

WhatsApp como ferramenta pela facilidade

e agilidade que o aplicativo oferece,

sempre na palma da sua mão”, conta Ana

Badaró, diretora de Personal Lines da

corretora.

O início da utilização do WhatsApp

foi feito em fases, na primeira, com um

único número disponível para os clientes.

A intenção era sentir a aceitação e corrigir

possíveis erros. O sucesso foi grande

e, em menos de um mês havia um número

para cada produto do Personal Lines. O

retorno das cotações/renovações, que

demorava até dois dias, passou a ser quase

imediato ao envio da mensagem, com o

uso do aplicativo.

“Há números exclusivos para automóvel,

residencial, seguro de bike, viagem e

BackOffice (boletos, pagamentos, pós-

-venda) e área de sinistros”, explica Ana,

acrescentando que o atendimento é feito

pelo WhatsApp Web, que, em sinergia

com o sistema interno de gerenciamento

de demandas, distribui aos técnicos.

Assim, cria-se uma proximidade do

cliente com a BR Insurance, mostrando

toda a disponibilidade da empresa para

atender as demandas dos clientes, desde

as mais simples até as complexas.

“Antes, tínhamos que fazer várias

ligações aos segurados para confirmar o

recebimento do e-mail com a proposta,

entre outras informações. O novo modelo

44

permitiu uma maior proximidade com

o segurado. Hoje, o cliente nos chama

pelo WhatsApp para tirar uma simples

dúvida, esclarecimentos ou cotações de

endossos e novos seguros. Além disso,

nossos segurados compartilham o nosso

número como indicação aos amigos e

conhecidos”, aponta Ana.

Com toda esta disponibilidade, cerca

de 90% dos clientes da corretora conversam

com a empresa via aplicativo.

A divulgação do novo serviço foi

feita por e-mail, com a mensagem “Para

facilitar a correria do dia-a-dia, temos

o atendimento via WhatsApp – 93114-

0546”. Além disso, o novo modelo foi

divulgado em material promocional,

formulários e nas ligações recebidas

Esta nova estratégia permitiu aumentar

a quantidade de clientes atendidos por

dia de 100, para 200, e reduziu o tempo

de resposta de mais de um dia para até

duas horas. Além disso, houve um feedback

positivo dos clientes, que sentiram

a agilidade e a praticidade na contratação

do seguro.


Próximo passo

O projeto de atendimento via WhatsApp

iniciou com os clientes de Pessoa

Física. Agora, ele começa a ser expandido

para as Pessoas Jurídicas. Adriano

Muraki, diretor de Gestão de Riscos

Corporativos, Personal Lines e Linhas

Financeiras, afirma que o serviço para

os clientes corporativos é o mesmo, mas

que as demandas são diferentes.

“O seguro empresarial requer um

nível de detalhamento maior sobre as coberturas,

clausulado etc. O representante

do cliente, seja da área operacional ou

financeira, fica mais tranquilo ao saber

que possui um canal direto para tirar suas

dúvidas”, esclarece Muraki. É importante

lembrar que, no seguro empresarial, uma

ação do cliente pode significar a perda de

cobertura. O serviço também é bastante

utilizado para a regulação de sinistros, pois

são muitos documentos envolvidos e existe

a necessidade de prestar o esclarecimento

rapidamente, para agilizar a indenização.

O propósito da BR Insurance é

humanizar o seguro, oferecendo sempre

serviços inovadores seja nos seguros

pessoais ou nos produtos corporativos.

A orientação para os colaboradores

da corretora é de que eles estejam sempre

atentos às demandas. Esta ferramenta

também é bastante utilizada em situações

de riscos mais complexos. Muraki explica

que os heads das linhas de negócios

Luis Roberto de Salles Oliveira, CEO; Gabriela Rosati, gerente de marketing e Adriano

❙❙Muraki, diretor de gestão de riscos da BR Insurance

também estão disponíveis para realizar

um atendimento personalizado, como nos

questionamentos sobre riscos seguráveis.

“Em alguns casos, estes responsáveis

por áreas de negócios, ao perceberem a

necessidade, já agendam uma visita pessoal

no cliente, para que ele se sinta mais

confortável na resolução das dúvidas”,

pontua Muraki.

Seguro D&O para PME

Outro canal de relacionamento com

os clientes é o site da BR Insurance. Nele

já é possível realizar a cotação online

para os seguros de bikes, viagem, pet e

dispositivos portáteis. Agora, a novidade

fica por conta da agilidade na cotação do

produto de D&O. Após responder dez

perguntas, o cliente consegue receber

a sua cotação em no máximo 48 horas,

após a análise feita pelos especialistas

da corretora. Após o envio da proposta

estes profissionais também entram em

contato com os clientes para explicar

as coberturas e possibilidades de contratação.

“Com esta nova experiência do seguro

D&O saímos da vala comum, trazendo

uma nova porta de entrada para o cliente.

Estamos simplificando, mas sem tirar a

importância da segurança e da análise de

risco para a contratação”, finaliza Muraki,

acrescentando que a BR Insurance

é uma empresa multiproduto, que possui

desde produtos para automóveis e bicicletas,

passando pelos benefícios (como

saúde e vida), seguro de riscos diversos

entre outros, atendendo a todos os tipos

e tamanhos de clientes.

45


case premiado | fracel

Controle eletrônico de sinistros

A

carteira de seguro de Vida em

Grupo da Fracel Corretora

de Seguros passou por um

processo de gestão eletrônica

integral e absoluta para controle de todos

os processos de sinistros deste segmento.

O mais importante deste processo

foi a possibilidade de gerar estatísticas

sobre as causas dos sinistros (acidente

de trabalho, de trânsito, doenças que

acometem os segurados e em que faixa

etária etc), permitindo que a empresa

possa “gerenciar” a carteira de maneira

mais efetiva e assertiva.

O sistema A.S.A. (“A Step Ahead”)

da Fracel Seguros foi desenvolvido com

dois objetivos principais: 1) informatizar

a tramitação de sinistros, para que todos

os documentos e controles de prazos

sejam feitos eletronicamente; 2) gerar

informações para a gestão de riscos e

como apoio para a tomada de decisões,

principalmente relacionadas ao seguro de

vida de grandes grupos.

A Fracel atende grandes operações

espalhadas pelo Brasil. Por isso, havia a

necessidade de desenvolver um sistema

personalizado, para que segurados ou

beneficiários pudessem fazer a inserção

dos documentos de seu processo

diretamente no sistema, evitando assim

gastos com correio, perda de tempo com

documentos em trânsito de um local para

outro, agilidade na recepção e análise, e

consequente indenização mais rápida.

Também foi possível aproveitar esta

inserção dos processos no “mundo digital”

para aprimorar a gestão dos prazos

da regulação de sinistros. Hoje, o próprio

sistema desempenha importante papel de

acompanhamento dos prazos, seja envio

dos documentos X abertura do sinistro,

ou prazo de liquidação por parte das seguradoras.

A corretora consegue saber o

prazo médio de liquidação dos sinistros

e, assim, cobrar melhor performance das

seguradoras.

Toda a documentação de sinistro

tramita pelo sistema e pode ser inserida

por qualquer beneficiário ou responsável

46

João Carlos Fontana, gerente comercial; Francisco Carlos Tanello, diretor comercial

❙ ❙e Giovanni Cezimbra Balen, gestor de riscos diferenciados da Fracel

através de um e-mail específico gerado Para poder converter as informações

para cada sinistro, com um link de acesso em instrumento de suporte, o acompanhamento

da sinistralidade e os índices

direto ao processo. Também possibilita

“auditar” tudo (qual IP inseriu documento,

em que data e horário).

extrair conclusões válidas para a política

fornecidos pelas estatísticas servirão para

Toda a informação que circula pelo de gerenciamento de riscos. Assim, é possível

obter a frequência de sinistralidade;

sistema A.S.A. é fundamental para a tomada

de decisões. O seu objetivo primordial

é elaborar a informação e verificar a sinistralidade; e as recorrências.

o custo médio dos sinistros; as curvas de

sua veracidade para, posteriormente, ser Também é possível atuar de forma

utilizada como fator para o gerenciamento

de riscos.

frequentes, oferecendo melhor qualidade

preventiva no combate às doenças mais

A tomada de decisões requer um e expectativa de vida aos segurados.

completo e ágil sistema de informação, Como exemplo prático, o caso das

sendo recomendável contar com adequadas

ferramentas de informática, devido dentes em um grande grupo atendido

doenças pulmonares, que eram reinci-

à quantidade de dados a analisar antes na corretora. Através das informações

de decidir.

de gerenciamento geradas pelo sistema,

Para elaborar estatísticas de sinistralidade,

é importante coletar e regis-

pulmão nos exames adimissionais e de

a empresa passou a adotar Raio-X de

trar o máximo de informações sobre a rotina de seus funcionários, visando

consequência do sinistro para, quando constatar a doença em seu início e assim

possível, explicar as causas ou efeitos que combatê-la, evitando a morte. Também

o motivaram; criar causas que permitam foi utilizado este mesmo indicativo das

uma coleta homogênea da informação doenças pulmonares para incentivo a

em cada caso; e elaborar um sistema campanhas anti-tabagismo e a prática

de codificação por riscos, elementos e de exercícios. Houve ainda ganho de

causas resultantes dos sinistros, com o subscrição por mortalidade e morbidade,

objetivo de obter resultados próprios de que é quando as ocorrências são menores

cada possível situação de riscos. do que o índice esperado.


47


case premiado | gebram

APP facilita integração com clientes

❙❙Vitor Oliveira, Maureci Ferrite, Salim Gebram Filho, Fernando Gebram, Fernando Damasco e Silvio Gebram

Aproximar-se dos clientes é

uma das maiores necessidades

das empresas em tempos

de informação à jato. A Gebram

Corretora de Seguros percebeu a

necessidade do mercado, notando que

as maiores e mais conhecidas corretoras

de seguros e seguradoras começaram a

operar a comunicação via aplicativos e

WhatsApp com seus clientes. A decisão

de investir em uma nova forma de comunicação

veio da posição consolidada da

corretora na região de Jundiaí, em São

Paulo, onde já atua há mais de 80 anos.

A escolha por um aplicativo aconteceu

de forma natural. O desenvolvimento

do App Gebram Seguros foi feito a quatro

mãos, pela atuação das áreas de TI,

diretoria e marketing junto à empresa

IconeSeg. Trabalhando numa sintonia

afinada, foi criado um aplicativo diferenciado

daqueles já existentes no mercado,

com roupagem e tecnologias exclusivas

da Gebram Corretora de Seguros.

O foco do serviço é o atendimento

48

ao cliente e a praticidade do contato.

Com o slogan “Com você aonde for”, a

ideia é mostrar ao segurado que tudo que

ele precisa está na palma de sua mão.

No APP o cliente tem acesso a todos os

seguros contratados junto à corretora,

informações sobre sinistros, os seguros

que possui, contatos da corretora etc.

“Além do acesso aos produtos, o segurado

pode solicitar cotação de outros seguros

que ainda não possua, como seguro

residencial, vida, empresarial, viagem,

tudo através do APP”, explica Fernando

Damasco Gebram, diretor da corretora.

Apesar da ideia inicial do serviço

não ser o aumento das vendas de seguros

e mais uma facilidade de comunicação

com o segurado, o APP incrementou a

procura (por interesse ou curiosidade),

ainda que os resultados não tenham sido

mensurados.

O atendimento aos segurados também

é realizado via aplicativo de mensagens

instantâneas. As respostas podem

ser dadas por qualquer uma das filiais, em

70 pontos que recebem desde cotações

até acompanhamento de cobranças e

sinistros.

Fernando explica que a divulgação

destas plataformas foi realizada no site da

corretora, em e-mail marketing, e outras

plataformas digitais como Facebook e

Adwords. “Focar na comunicação online

foi a estratégia da corretora de seguros

para 2017”, acrescenta.

Ainda é cedo para mensurar os resultados

alcançados, mas certamente o

atendimento ganhou agilidade. “Inicialmente,

achamos que o caráter do serviço

seria mais informativo, atuando como

um elucidador de curiosidades e ‘central

de ajuda’. Percebemos depois que ele

serviria como ferramenta para novas

vendas”, comemora Fernando. Mesmo

assim, ele reconhece que também houve

melhora na velocidade das atividades

administrativas, principalmente em

sinistros e cobranças, pois as respostas

estão mais próximas da palma da mão

dos clientes.


49


case premiado | grupo yba

O cliente mais bem atendido

Fazer parte de um grupo sólido de

corretores de seguros traz muitas

vantagens. Dentre elas está a capacidade

financeira e tecnológica

de desenvolver um aplicativo próprio para

realizar o atendimento aos clientes.

O aplicativo Yba Seguros nasceu

para ser exclusivo aos clientes dos corretores

de seguros parceiros. Ele conta com

inúmeras funcionalidades que vão desde

o segurado achar facilmente o número

da assistência 24 horas de seu seguro,

até a sinalização de sinistros, inclusive

podendo enviar fotos do acontecimento.

A principal característica do aplicativo

é o cliente ter em seu celular todas as

informações necessárias sobre os seus

seguros, como buscar informações sobre

o parcelamento, abrir um chat direto com

a corretora e etc.

50

O aplicativo pode ser acionado em

situações em que o segurado passa por

seus momentos mais frágeis, como acidentes,

panes e outros eventos cobertos

pelo seguro.

A decisão por investir no desenvolvimento

de um aplicativo próprio

veio da necessidade em interagir com

os clientes de forma prática e usual.

Além disso, o Grupo Yba olha para uma

nova geração de consumidores, aqueles

da geração que buscam cada vez mais

agilidade, facilidade e praticidade na

palma da mão.

Por enquanto, o aplicativo atende

apenas as demandas relacionadas ao seguro

de automóvel. Em breve, outras carteiras

serão contempladas, como seguro

residencial, seguro de vida, empresarial

e condomínio, até que todas as linhas

sejam contempladas. Ele atende apenas

clientes das corretoras do Grupo nesta

primeira fase. Logo, serão desenvolvidas

funcionalidades para atender também os

clientes potenciais, que tenham interesse

em adquirir produtos das corretoras

parceiras.

Com o lançamento deste aplicativo,

o Grupo Yba espera reduzir o tempo de

espera dos clientes pelo atendimento,

processando as demandas de forma mais

rápida.

A busca dos corretores do Grupo

Yba por melhorias não para por aí. Visando

uma presença digital ainda melhor,

sempre com qualidade e facilidade para

os clientes, eles acabam de reformular

todos os sites das corretoras parceiras,

com novas funcionalidades, um layout

moderno e muito prático.


O Grupo Yba

O Grupo Yba foi criado com o objetivo

de tornar-se uma referência no setor de

seguros. Ele busca fortalecer os vínculos

entre os sócios parceiros para qualificar e

ampliar o relacionamento comercial com

os seus segurados e seguradoras.

Os parceiros, como são chamados os

sócios, acreditam que o papel do corretor

de seguros deve ser desempenhado com

excelência, pois assim contribui para

garantir o bem-estar de toda a sociedade.

As corretoras parceiras estão estrategicamente

posicionadas no estado de

São Paulo, que representa o maior PIB do

País. Assim, o objetivo do Grupo, desde

a sua fundação em 2013 é promover um

crescimento exponencial e sustentável

para acompanhar as características locais

de crescimento econômico e de constantes

necessidades de aprimoramento.

yba, um grupo forte

yba, na língua tupi guarani, significa árvore ou fruto, uma clara alusão, portanto,

à união que fortalece e frutifica. Recorrendo ao dialeto indígena o Grupo procurou

valorizar sua terra e suas origens, exaltando um país que vive um momento único

de oportunidades.

O logotipo representa de forma subjetiva uma árvore. O termo “GRUPO”,

em letras maiúsculas, representa o tronco forte, a solidez do grupo. Por sua vez,

o termo “yba”, em minúsculo, representa

não só os frutos gerados

pelo trabalho, mas também

a velocidade e capacidade

de atualização e acompanhamento

das tendências

de um mercado extremamente

competitivo. Por

fim, a parábola representa

a copa frondosa de uma

árvore que oferece proteção

e tranquilidade.

A partir da esquerda: Eduardo de Carvalho Palma (Gerente do Grupo Yba), Mauricio Picaldi (Lemecor), Edinei Frigieri (gerente

comercial filial Bauru da Alfa Seguradora), Carlos Alberto da Silva (Karseg), Milca Pereira Zambrini (diretora comercial e de

❙❙produtos da Alfa Seguradora), Mario Magalhães (diretor comercial da Alfa Seguradora) e Francisco Sesquini Jr. (Sesquini)

51


Nascido há oito anos da junção

de 11 corretoras de seguros,

o Grupo Exalt expandiu suas

operações e deve terminar o

ano de 2017 com 50 empresas associadas.

Sua atuação estende-se pelo interior do

Estado de São Paulo, com sede na cidade

de Campinas. O Grupo reúne corretoras

com grande carteira de seguro de automóvel,

entretanto ele possui especialidade

em outros ramos como consórcio, vida,

empresarial, saúde, transporte, grandes

riscos, fiança, entre outros.

Para realizar esta expansão, nos úlcase

premiado | grupo exalt

Gestão para desenvolvimento

de corretoras

52

timos dois anos o Grupo Exalt investiu

no desenvolvimento de ferramentas para

que os corretores associados tivessem

maior disponibilidade para atuar em sua

atividade fim: a venda de seguros. Aos

corretores associados ele oferece uma

lista de 11 benefícios, principalmente nas

áreas de tecnologia e gestão de pessoas.n

Estes benefícios vão ao encontro das

necessidades do corretores de seguros,

que são, predominantemente, de médio

porte. “Estas empresas cresceram e agora

estão em um patamar em que precisam

melhorar seus processos ou receber

Vagner Braga, sócio; Antonio Carlos Sigrist, sócio; Frederico Leopoldo, superintendente

❙❙comercial e Fernando Rovere,

mais investimento para crescer. É isso

que oferecemos a elas”, conta Frederico

Leopoldo, superintendente comercial do

Grupo Exalt.

As corretoras de seguros associadas

tem a oportunidade de utilizar sistema de

gestão e multicálculo altamente tecnológico,

além de parcerias com as melhores

seguradoras do mercado. O Grupo oferece

melhor capacitação profissional para

os corretores e seus funcionários, além

de agilizar os processos de back-office.

Há também treinamento para que os

sócios promovam a capacitação de seus

sucessores.

Para aumentar os ganhos são

realizadas ações de estímulo de

cross-selling e soluções para a comercialização

de novos produtos.

“A própria união das corretoras

de seguros gera um impacto

positivo no mercado quando gera

resultados sustentáveis e significativos

junto às seguradoras

parceiras. De sua parte, estas

seguradoras prestigiam o Grupo

e oferecem melhores condições

como atendimento exclusivo”,

ressalta Frederico.

Após juntar-se ao Grupo Exalt,

há corretoras que dobraram de tamanho

(em termos de faturamento)

em um período de quatro anos. A

média de crescimento das corretoras

é de 10% a 15% ao ano.


case premiado | minuto seguros

RH: Descobrindo novos

talentos online

Em de janeiro de 2017, a Minuto

Seguros readequou a sua forma

de contratar e fazer a seleção de

pessoas. Atualmente, o processo

de entrevista é feito quase totalmente

online. Isso influencia diretamente na

otimização de entrevistas e seleção de

pessoas, além de pensar em um lado mais

humano, que facilita a vida dos interessados

que não conseguem se locomover

com facilidade por motivos, como: custo,

falta de tempo etc.

O candidato envia o currículo por

alguns dos meios que a Minuto disponibiliza

atualmente, seja pelo site, sites

de emprego, redes sociais e afins. Não

há necessidade de deslocamento para

entrega de currículos, por exemplo.

Depois dessa triagem, o candidato

envia um vídeo de apresentação, que pode

ser gravado por meio de link enviado pela

Minuto, que é analisado pelo time de

recrutamento e seleção para, posteriormente,

passar por uma prova de conhecimentos

gerais e conhecimentos específicos

em seguro. Após a aprovação nessas

duas etapas feitas online, o candidato é

convocado para vir pela primeira vez à

Minuto realizar uma dinâmica de grupo,

que consiste em uma entrevista, acrescida

de um processo de dinâmica de vendas,

no qual é analisada a performance do

candidato, além de um teste de atenção,

observando-se como é, minuciosamente,

cada funcionário.

Caso haja a aprovação na penúltima

etapa, o processo não tem necessidade

de participação presencial e é finalizado

com uma simulação de vendas por

telefone com o time da Minuto Seguros,

além de um teste de personalidade, feito

também online.

O processo é focado totalmente no

conforto e tranquilidade do candidato

que, nem sempre, tem tempo para fazer

um deslocamento tão grande e com tanta

frequência, evitando custos para quem

❙❙Ricardo Curi, gerente de marketing; Adriana Blay, diretora de RH; Joane Felix,

❙❙analista de RH e Marcelo Blay, CEO

está desempregado, por exemplo.

O processo online ainda é melhor

visto por pessoas mais jovens e que tem

maior traquejo com ferramentas online,

sem contar a facilidade e desenvoltura

na gravação de vídeos, por exemplo.

Mas isso não é uma via de regra, pois,

na corretora, há funcionários de todas as

idades e que se adaptaram muito bem ao

processo de seleção online.

A parte presencial só é realizada nas

últimas etapas, quando o possível novo

funcionário já passou por entrevistas

online, provas de conhecimentos gerais e

específicos em seguros. Como a corretora

está em um projeto de expansão, ajustar

a forma de contratação era fundamental

para que os números fossem atingidos.

Do final do ano de 2016 até julho

de 2017, o número de contratações da

Minuto cresceu em 30%. O objetivo até o

final do ano é que esse número suba ainda

mais e se enquadre dentro do planejado

pela corretora.

Esta nova forma de entrevista também

gerou ganho de tempo para a corretora

na parte de recrutamento de pessoas

com alta probabilidade de contratação

pela qualidade demonstrada nos testes.

Além disso, o processo online facilita

que haja maior possibilidade de contato

com o candidato para informá-lo sobre

as etapas do processo. Adriana Blay,

diretora de RH na Minuto, comentou um

pouco sobre o processo.

“A gente quis pensar em um lado

mais humano e que ajudasse o candidato.

Antes, eles tinham que passar praticamente

o dia inteiro no processo de seleção,

de modo que pudessem passar por

todas as etapas. Hoje é mais tranquilo e

cômodo. Também é importante ressaltar

que esse processo online ajuda na tranquilidade

do candidato, que não se sente

pressionado e consegue mostrar o melhor

de si, com calma e tranquilidade” relata

Adriana.

Diversas áreas foram beneficiadas

dentro da empresa, principalmente a de

recrutamento e seleção, que otimizou o

processo de contratações, além da área

de vendas, que ganhou mais funcionários

de qualidade em menos tempo. A área

de treinamento também se beneficiou,

pois, quanto mais pessoas de qualidade

chegam, menor o tempo que eles passam

em sala e maior a facilidade que o treinamento

é passado.

A Minuto possui atualmente 450

funcionários e projeta crescer ainda mais

no próximo ano, principalmente no setor

de vendas.

53


A

corretora de seguros faz parte

do Sicoob – Sistema de Cooperativas

de Crédito do Brasil,

Santa Catarina/Rio Grande

do Sul – uma instituição financeira que

tem em sua base cerca de 750 mil clientes,

divididos em 39 estruturas regionais,

450 agências de atendimento e mais de

150 consultores de vendas tecnicamente

qualificados nos dois estados.

Além dos produtos de crédito, a

instituição financeira oferece consórcio,

previdência, cartões, seguros etc. A corretora

de seguros Sicoob SC/RS foi criacase

premiado | sicoob sc/rs

Nova estrutura de vendas

estimula cross-selling

54

da em 2009 para atender as necessidades

dos clientes para produtos de seguro. Ela

atua principalmente com as seguradoras

Porto Seguro, Azul, Mapfre, Liberty, HDI

e Tokio Marine e Sicoob Seguradora.

Para a gestão do negócio, são considerados

“clientes da corretora” os

próprios consultores de vendas e os segurados,

o atendimento é realizado por

meio de uma estrutura centralizada, que

envolve os departamentos administrativo,

comercial, desenvolvimento e de projetos.

Com objetivo de entender melhor

as dificuldades dos clientes, a empresa

chamou os três profissionais mais experientes

da estrutura de desenvolvimento,

para que eles levantassem pessoalmente

em todas as estruturas regionais quais

eram os maiores entraves para a gestão

da carteira. Este trabalho também foi

realizado junto às agências, para entender

quais eram as dificuldades dos segurados.

De posse destas informações, foi possível

cruzá-las com os problemas internos para

a gestão de todo o negócio.

Neste momento o setor de projetos

foi envolvido, e o plano de implantação

foi estruturado em três partes: BI (Busi-


ness Intelligence); Escola de Seguros; e

APP para relacionamento e atendimento.

A intenção de fidelizar os clientes foi

fundamental para o desenvolvimento

do projeto. Para os consultores focarem

principalmente na venda, a empresa

auxiliou no direcionamento estratégico.

Para os segurados, uma vez que o seguro

é intangível e é preciso criar uma nova

experiência de consumo, através de meios

digitais. O novo consumidor aprecia respostas

rápidas e objetivas.

De forma prática, o projeto viabilizou

que as análises de BI, visuais e

dinâmicas, que ocorrem em tempo real

e em todas as camadas hierárquicas da

estrutura (Corretora, Regional, Agência,

Consultor, Cliente), gerem índices e informações

estratégicas para o desenvolvimento

individual e personalizado de cada

camada, oportunizando o alcance mais

rápido dos resultados estrategicamente

esperados. A Escola de Seguros fecha

as lacunas de qualificação ou orientação

estratégica percebidas. O APP permite

consultas de carteira para os consultores

de venda e autoatendimento aos clientes

segurados.

A partir da implementação do Projeto,

o Sicoob SC/RS observou um

constante crescimento da produção geral,

de seguros novos e índice de renovação,

mesmo em um ano como 2016, em que a

crise econômica prevalecia. A empresa

também verificou que houve melhora no

seu mix de carteira e no resultado financeiro

final (veja quadro abaixo).

A divulgação das iniciativas foi

feita por um canal de comunicação que

o Sicoob SC/RS já mantém com seus

consultores de venda, o Comunicar. Ele

utiliza três plataformas: E-mail Marketing,

Boletim Informativo e Clipping de

Notícias.

Para os clientes, o Sicoob SC/RS

tem uma área própria de comunicação.

Por isso, desenvolveu um folder, realizou

o lançamento em um evento comercial

anual e promoveu a divulgação por meio

de redes sociais.

Ano

Quantidade de Clientes

2015 108.872 (ano implantação)

2016 157.640

2017 230.851 (até outubro)

Na foto, a partir da

esquerda, Arnaldo

Bechara da Tokio

Marine; Gelson

Flores, do Sicoob

SC/RS; Alex Dias

Ferreira, da

Tokio; Auri Bertelli,

presidente do

Sincor SC; Marcel

Evandro Bankow,

do Sicoob; Viviane

Santos, da Tokio

e Lucas Varela do

❙❙Amaral, do Sicoob

55


case premiado | seguros do brasil

App para engajar clientes

A

corretora Seguros do Brasil

criou há cerca de um ano o

aplicativo Seguros do Brasil

Corretora, exclusivo para

viabilizar a comunicação com os seus

clientes.

Com ele, os segurados passaram a ter

acesso à todas as informações relativas às

suas apólices como: informações da seguradora

contratada, telefones úteis (SAC

e assistência 24 horas), guias de sinistros

de diversas situações, parcelamentos,

coberturas contratadas, franquias, notificações

de avisos sobre final de vigência

e vencimento de parcelas, dando também

agilidade para os processos internos ao

eliminar por exemplo problemas como

o não recebimento de apólices, dúvidas

sobre coberturas e franquias.

Através da ferramenta também foi

aberto um canal para atrair novos negócios

e estimular o cross-selling com um

canal de solicitação de novas cotações,

ações de marketing para que os clientes

estejam conectados às campanhas e novidades

e um serviço de Fale Conosco

56

que funciona com apenas um “clique”.

Para os usuários que ainda não são

clientes da Seguros do Brasil, é disponibilizada

também uma opção de cotação

e contratação online dos produtos de

automóvel, residencial e vida individual.

O botão “Ligue pra nós” coloca a Seguros

do Brasil muito mais próxima dos

seus clientes e do seu público potencial.

Com o aplicativo, a corretora solucionou

vários problemas de empresas

do mercado de seguros, como agilidade

na comunicação com o público, transparência

nas informações e o principal:

relacionamento.

Atualmente cerca de 85% da carteira

de clientes tem presente em seus

smatphones o aplicativo instalado. A

Seguros do Brasil tem a certeza em ter

acertado quando investiu em um aplicativo

próprio.

O relacionamento com o cliente se

tornou mais próximo. Além de terem

Sandro Cesar Alarcão, diretor executivo

da Seguros do Brasil, recebendo o

troféu de Adevaldo Calegari, mentor

❙❙do Clube de Corretores SP

a marca da Seguros do Brasil em seus

smartphones 24 horas por dia, os clientes

indicam amigos através da ferramenta

e se sentem seguros ao saber que basta

um clique para conversar com alguém

da corretora.

O resultado deste investimento pode

ser medido pelo aumento expressivo da

geração de leads e conversões na carteira

da corretora. É um bom sinal de segurança

e credibilidade.

A Seguros do Brasil é uma corretora

de seguros que disponibiliza aos clientes

uma efetiva consultoria em seguros, utilizando

práticas e soluções inovadoras

que atendem à todas as necessidades,

solucionando problemas e minimizando

riscos, com um atendimento personalizado

e exclusivo.


case premiado | via global

Serviços no varejo

Após um giro pelo País, a corretora

de seguros Via Global

vislumbrou um nicho com

pouca ou nenhuma atenção

das companhias de seguros: pequenos

varejistas de móveis e eletrodomésticos.

O maior problema para estas empresas

era a sua falta de capacidade tecnológica

para integração aos sistemas das seguradoras

e/ou o pequeno volume de vendas

de seguros estimado na operação. Isto

dificultava a comercialização de produtos

de seguros em suas dependências.

Com especialização nas áreas de

seguro de garantia estendida, seguro de

transporte e vida empresarial, a Via Global

é uma corretora que busca soluções

inteligentes que visam agregar valor ao

portfólio de serviços de seus parceiros.

Com uma equipe especializada

em atender às necessidades dos seus

clientes e preparada para oferecer as

melhores condições do mercado, a Via

Global desenvolveu uma ferramenta

para venda de seguros massificados

voltados para o mercado varejista,

totalmente operacionalizado via web.

Estes seguros estão direcionados, principalmente,

para as pequenas e médias

redes varejistas das áreas de móveis e

eletrodomésticos.

Após o varejista assinar um contrato

de representação com a seguradora,

é liberado o login e a senha master,

para que ele possa acessar o sistema.

Posteriormente é feito o cadastro de

todos os vendedores, seguido da realização

de treinamento de implantação

para iniciar as vendas de seguros junto

àquela rede de lojas.

Produto promove a inclusão de PMEs

nos seguros massificados para

❙❙varejistas

❙❙Maryane Freitas, Marcelo Freitas e Ana Dácia Freitas da Via Global

A partir desta iniciativa, a corretora de seguros

conseguiu angariar novas empresas clientes

naquele nicho. Assim, conseguiu quebrar o

estigma de que apenas grandes redes podem

comercializar produtos de garantia estendida.

A Via Global conta com uma equipe de

Trade Marketing responsável por fazer as vendas

crescerem gradativamente junto aos parceiros.

Através de ações de vendas, campanhas,

treinamentos e outras atividades, a corretora

obteve um crescimento de 25% no volume de

vendas em relação ao mesmo período do ano

passado.

Entre os resultados da ação, é possível

destacar a inclusão das pequenas e médias

empresas em um mercado extremamente promissor

e que antes só era acessado por grandes

empresas; aumento na quantidade de varejistas

utilizando a ferramenta; fidelização da força de

vendas dos parceiros e melhoria da remuneração

de suas equipes; e acesso da população

das classes C, D e E aos seguros massificados

distribuídos em diversos estados do País.

57


comunicação e expressão

por J. B. Oliveira*

“É um momento onde só a

acusação tem vez e tem voz”

A Folha de São Paulo de domingo, 5 de novembro de

2017, dá notícia do comunicado de um grupo de advogados,

em boa parte com clientes investigados na Lava Jato,

que diz, a certa altura: “Reagir aos abusos da Lava Jato é

uma coisa que nos une. Mas não é só isso. Nós queremos

a garantia de nossa profissão. É um momento onde só a

acusação tem vez e tem voz”. (“Advogados querem entidade

contra ‘abusos’ da Lava Jato” – Poder A7)

Embora seja advogado e tenha também formação em

Política e Estratégia, não vou adentrar o mérito político ou

jurídico da questão. Há pessoas muito mais competentes,

mais conhecedoras do assunto e mais preparadas cuidando

disso. Fico apenas na seara gramatical. Mais especificamente

no parágrafo final: “É um momento ONDE só a

acusação tem vez e tem voz”...

Acontece que, dentro dos cânones da gramática portuguesa,

esse onde está mal aplicado.

Onde é, em princípio, advérbio de lugar. Mas pode

ser também pronome relativo. Isso se dá quando ele se

desdobra em no qual, na qual, nos quais, nas quais, como

nos exemplos: “O bairro onde (no qual) resido é muito arborizado”.

“Fortaleza, cidade onde (na qual) nasceu José de

Alencar, tem belas praias onde (nas quais) se pode divertir

muito”. “Ilíada e Odisseia são dois importantes trabalhos

literários atribuídos a Homero ONDE (nos quais) está

relatada a epopeia da Guerra de Troia”.

É então que entra o detalhe: a palavra onde só é corretamente

aplicada quando se referir a locais físicos, a algo

de consistência material, tangível. Nos exemplos acima,

bairro, Fortaleza, praias e Ilíada e Odisseia são elementos

concretos. Nas circunstâncias em que isso não ocorra, a boa

prática gramatical recomenda usar a forma em que. Logo,

no texto em comento – como costumam dizer os colegas

juristas – a construção frásica correta seria “É um momento

EM QUE só a acusação tem vez e tem voz”!

Aproveitando a chance, é oportuno tecer considerações

sobre as formas ONDE e AONDE, que muitas

pessoas julgam ser equivalentes ou sinônimas e as usam

indistintamente.

Afinal, quando usar uma forma e quando usar outra?

A resposta é simples, e demanda apenas um pouco

de observação.

AONDE nada mais é do que ONDE com um “A” na

frente. Esse “A” é uma preposição, que aqui tem o sentido

de PARA.

Em consequência, AONDE quer dizer PARA ONDE,

isto é, traz a ideia de movimento, de deslocamento: “AONDE

(para onde) vão seus pensamentos, meu jovem?” “Se você

tem liberdade plena, você vai AONDE (para onde) quiser.”

“AONDE (para onde) os políticos estão levando o nosso

Brasil?” “AONDE (para onde) foram os valores éticos e

morais de nossa sociedade?” AONDE (para onde) iremos

nas férias de fim de ano?

Portanto, em caso de dúvida, basta verificar se cabe a

preposição PARA.

ONDE, por sua vez, é empregado em relação a um

lugar físico e quando não está presente a ideia de movimento.

“Vivo na mesma cidade ONDE nasci, ainda no

século passado”. “O mausoléu ONDE estão os corpos dos

heróis de 1932 fica no Parque do Ibirapuera, em São Paulo”.

(Em outra construção, a frase poderia ser: “Os mausoléus

AONDE (para onde) foram levados os corpos dos heróis

de 1932 fica no Parque do Ibirapuera, em São Paulo”.

Resumo da ópera: em caso de dúvida, verifique se a

preposição PARA é admissível antes de ONDE!

Para fechar, volto à palavra usada neste texto, no segundo

parágrafo: o verbo ADENTRAR. Tenho-o visto

acompanhado da preposição EM, ou da combinação NO,

NA, em frases mais ou menos assim: “O professor adentrou

na sala de aula depois dos alunos”. “O vento frio adentrou

em nosso quarto” etc.

A questão é que ADENTRAR é uma palavra parassintética,

fenômeno que ocorre quando entram simultaneamente

um prefixo e um sufixo na formação do vocábulo.

No caso presente, temos: a + dentro + ar. E esse “a” é uma

preposição, equivalente a “para”. O sentido, portanto, é

PARA DENTRO. Logo, não há cabimento para uma nova

preposição. Embora haja certa divergência entre os gramáticos,

o bom senso sugere que as formas gramaticais corretas

são: “O professor adentrou a sala depois dos alunos” e “O

vento frio adentrou nosso quarto”.

Simples assim!

* J. B. Oliveira é Consultor de Empresas, Professor Universitário, Advogado e Jornalista.

É Autor do livro “Falar Bem é Bem Fácil”, e membro da Academia Cristã de Letras

www.jboliveira.com.br – jboliveira@jbo.com.br

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