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Gestão Hospitalar N.º17/18 1987

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SIEMENS

Revista da Associação Portuguesa

de Administradores Hospitalares

GESTÃO

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Membro da Associação Europeia

de Directores Hospitalares

N. 0 17/18 • ANO V • JAN/JUN 87 • 400$00

REVISTA DA ASSOCIAÇÃO PORTIJGUESA

DE ADMINISTRADORES HOSPITALARES

DIRECTOR

Santos Cardoso

7

EDITORIAL

A resposta electrón.ica

para a medicina·

portuguesa

COORDENADOR

Lopes Martins

CONSELHO

REDACTORIAL

Ana Manso

Artur Morais Vaz

Ferreira Guiné

Júlio Reis

Lopes Martins

Maria Helena Reis Marques

Santos Cardoso

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9

15

A PROGRAMACÃO DO NOVO HOSPITAL DA UNIVERSIDADE DE

#

COIMBRA

O novo Hospital é, em grande parte, o que foi programado, desde os grandes grupos e

serviços aos elementos de composição, às instalações técnicas especiais e a alguns equipamentos.

Esta é uma das razões por que se considerou oportuno e com interesse dar

a conhecer os aspectos mais relevantes da programação do novo Hospital da Universidade

de Coimbra (então designado por Hospital Escolar de Coimbra). De certo modo

eles constituirão subsídios para .a histórià dos hospitais '.de Coimbra.

Eduardo Caetano

HOSPITAIS DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA

PROPRIEDADE

Associação Portuguesa de

Administradores Hospitalares

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Gestão Hospitalar • Ano V • N. 0 17/18

23

31

39

44

47

52

AS MODERNAS CENTRAIS DE ESTERILIZACÃO E A SUA IMPOR­

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#

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REFLEXOS ECONÓMICOS DA INFECCÃO HOSPITALAR

#

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Manuela Ramos

SAÚDE PúBL:CA

UM HOSPITAL PARA O ANO 2000

" .

Manl)el Rendeiro Jr.

. . '

CAPA: " .. . após algumas dezenas de anos de desilusões, 1 o novo Hospital da Universidade de_ Coimbra

nasceu, está de pé e em funcionamento".

· O· Editorial (( os Artigos não assinados são da responsabilidade da Direcção a Associação.

· Os Artigos;àssinados são da. exclusiva responsabilidade dos seus autores, não comprometendo a Associação

com o's pontos de vista neles · expres.~çs. .

·Embora merec~ndo a melhor atenção, a colaboração não solicitada não será devolvida, reservando­

-se. o ~irei to de a publicar o·u ·!Ião. ·· .

• ..

5


Fazia-se no editorial publicado na última .Gestão

Hospitalar, um balanço do último ano de

actividades do Ministério da Saúde, referindo-se,

para além da evidente inconsequência da sua

intervenção, a intenção, então apenas suspeitada,

de alteração da legislação relativa à Gestão Hospitalar,

augurando o aparecimento de novos problemas

no sector.

Recusada que foi pela Assembleia da República

a ratificação da legislação sobre gestão hospitalar

publicada pelo Governo, assistiu-se então, à utilização

injustificada do regime de instalação como

forma de afastamento de certos elementos de

órgãos de gestão de alguns hospitais, ao calar de

algumas vozes discordantes, à satisfação de interesses

estranhos aos hospitais.

Os resultados estão à vista. Greves no Hospital

Maria Pia do Porto, o Hospital do Restelo inoperacional

e quase vazio, a desorientação institucional.

É que, tal como prevíramos, não ter em consideração

nem os interesses das populações nem os

contributos do pessoal hospitalar os quais, ao

contrário do que adrede se afirma, não são antagónicos,

necessariamente tem como consequência

o falhanço das soluções adoptadas, o que é mais

evidente, ainda, quando se recorre aquilo que,

justamente, foi designado por "paraquedistas"

(1).

Tentando, na prossecução de uma política evidente

de descriminação, assegurar algum apoio,

o Ministério da Saúde aprova para o pessoal de

enfermagem nova tabela salarial, brinda os dois

membros da Comissão Instaladora do Hospital S.

Franci.sco Xavier com um acréscimo de 40% dos

respectivos vencimentos e autoriza centenas de

ajudas de custo mensal a outros gestores

nomeados.

Os membros dos Conselhos de Gerência ou

Comissões Instaladoras e os Administradores

Hospitalares que, nos Hospitais portugueses têm

assegurado, sem a espectacularidade das inaugurações

ou das greves, é certo, a sua gestão e a

manutenção do nível minimo exigível de cuidados,

tendo em consideração os parcos recursos

postos à sua disposição, continuam há longo

tempo, à espera de ver o seu estatuto remuneratório

revisto, de forma a interromper o escandaloso

descalabro de haver, por exem pio, Administradores

membros de órgãos de gestão a ganhar

menos de que um médico interno do complementar

ou um enfermeiro-chefe.

E não se discutem aqui os quantitativos ou a

sua justeza, mas apenas a aplicação do principio

de que quem detém maior responsabilidade não

pode ganhar menos do que quem detém menor

responsabilidade.

Não de pode em consciência, exigir aos profissionais

que continuem a pôr à disposição do

Estado um capital único de disponibilidade,

conhecimentos e dedicação, quando o Governo

recompensa diversamente e de acordo com conveniências

outras aqueles em quem deposita estrita

confiança ou de quem espera apoio ou, pelo

menos, silêncio.

o

(1) Artigo do Dr. Menezes Correia

Gestão Hospitalar • Ano V • N. 0 17/18

7


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A PROGRAMACÃO

, ,

DO NOVO HOSPITAL DA

UNIVERSIDADE DE COIMB.RA

Eduardo Caetano

O novo. Hospital da Universidade de Coimbra entrou em 'funcionarriento cerca

de 12 anos após ter sido programado. Tempo suficientemente longo, em valor

relativo, para se verificar uma certa desactualização, aliás, inevitável. Se não

se tivessem verificado alguns atrazos, estes evitáveis, o primeiro doente poderia

ter sido tratado cerca de quatro anos antes, em 1982, em virtude do Programa

ter ficado concluido em Janeiro de 1975. Seja como for, após algumas

dezena de anos de desilusões, o novo Hospital da Universidade de Coimbra

nasceu, está de pé_ e -~m fun~iof!am~nto.

·N a base do nascimento do novo

: Hospital está o seu Programa.

--· _ Efectivamente, a programação tem

_ um papel essencial no que será

um hospital novo ou no que se tornará

um hospital existente depois de remodelado

e ampliado (de acordo com o programa

elaborado para o efeito com base

no respectivo plano director), tanto fisicamente

como funcionalmente. O novo

Hospital é, em grande parte, o que foi

programado, desde os grandes grupos

e serviços aos elementos de composição,

à_s instalaçoes técnicas especiais e

a alguns equipamentos. Esta é uma das

razões por que se considerou oportuno

e com interesse dar a conhecer os aspectos

mais relevantes da programação do

novo Hospital da Universidade de Coimbra

(então designado por Hospital Escolar

de Coimbra). De certo modo eles constituirão

subsídios para a história dos hospitais

de Coimbra.

arquitecto Walter Distei, filho do autor

dos projectos dos Hospitais de Santa

Maria (em Lisboa) e de São João (no

Porto) que previa a profunda remodelação

do Hospital existente e a sua

ampliação no mesmo local. Uma vantagem

importante desta solução, talvez

a maior, resultava do facto da nova Faculdade

de Medicina estar localizada mesmo

ao lado. Todavia, a dimensão e as características

do terreno e, sobretudo, os condicionalismos

impostos pelos edifícios

existentes, que se foram expandido no

tempo a partir dos Colégios das Artes

e de S. Jerónimo numa espécie de emaranhado

mourariano (passe a palavra),

inão permitiram uma solução tecnicamente

aceitável de acordo com a tecnologia hospitalar

moderna. Nomeadamente, as circulações

(que são uma das bases fundamentais

de uma solução hospitalar

válida) ficariam sempre comprometidas

e defeituosas.

Em 1967 procurou-se um terreno adequado

ao novo Hospital Escolar de Coim­

: bra. Ele deveria satisfazer a múltiplos

aspectos, nomeadamente, no que se refere

· à dimensão, forma, topografia, exposição

solar, ventos dominantes, localização na

cidade, vizinhanças e acessos.

Como alternativas principais, objecto

de estudo, apareceram os seguintes terrenos:

O terreno já existente em Celas

A dimensão do terreno onde está

implantado o anexo hospitalar de Celas,

com cerca de 5 hectares, era muito

pequena. O terreno estava sujeito a algumas

limitações como a do Emissor

A

o longo dos anos, nomeadamente

desde os fins da década de 40,

fizeram-se diversos estudos tendo

-- em vista dotar Coimbra de um

hospitaT onde podessem ser praticados

adequadamente o ensino e a investigação

além da assistência hospitalar. De

um modo geral aqueles estudos eram parcelares,

não obedecendo a um plano

director global e integrado. O mais completo

terá sido, provertura, o estudo do

. - . - --- -

Gestão Hospitalar • Ano V • N. 0 17/18

9


A PROGRAMACÃO

DO NOVO HO'SPITAL

DA UNIVERSIDADE ·

DE COIMBRA

Regional. A distância à Faculdade de

Medicina existente obrigaria à con~trução

de um nova Faculdade de Medicina o

que ainda tornava a dimensão.mais exígua.

Por.estas razões era .uma alterna~

.~íva de · segunqa linha.

Um terreno a adquirir no Calhabé

Este terreno poderia ter a área que se

considerasse necessária e de um modo

geral as características eram boas. Como

desvantagens sobressaíam o custo do terreno

e a falta de urbanização .da zona.

Tratava-s_e de uma alternativa com interesse,

de primeira linha.

(

O terreno com base na Penitenciária

A área deste terreno, com cerca de 4,5

hectares, era demasiadamente pequena.

Dispunha de uma boa vizinhança (a do

Parque de Santa Cruz) e ficava localizado

próximo da Faculdade de Medicina,

o que evitaria a construção de um

edifício novo. O Ministério da Justiça

opôs-se à alienação da sua Penitenciária.

Há que reconhecer que, embora a

cidade de Coimbra ganhasse com a substituição

da prisão por um hospital, o edifício

da Penitenciária terá valor arquitectural

por documentar um tipo de

·concepção de prisão correspondente a ·

uma dada época.

Um terreno baseado na Penitenciária

e no Quartel

O terreno disponível, com área superior

a 7,5 hectares, ladeado por dois óptimos

vizinhos (o Parque de Santa Cruz

e o Jardim Botânico) e próximo da Faculdade

de Medicina, em local soalheiro

e arejado, constituía a melhor alternativa.

Devido à oposição do Ministério

da Justiça esta eventual solução_ não

vingou.

Procuraram-se outros terrenos, vindo

a escolha a recair no ~erreno de Celas

O!lde hoje está implantado o novo Hospital

da Universidade de Coimbra. Pena

foi que na ocasião, há quase 20 anos,

não tivessem sido delimitados os terrenos

que hoje constituiriam um amplo e

adequado "campus" hospitalar, isento

de enclaves estranhos.

Depois de Lisboa e do Porto, Coimbra

precisava e merecia também o seu

hospital universitário moderno. Para lá

de razões históricas, que muitas vezes

são esquecidas, existem razões poderosa8

não escamoteáveis e, consequentemente,

inultrapassáveis: a extrema degradação '

a que chegara o velho Hospital da Universidade

e Coimbra, a sua enorme

importância no contexto da saúde diferenciada

no centro .do País, a necessidade

de se praticar o ensino em condições

apropriadas e o interesse na

existência de meios que permitissem a

investigação médica 'em termos adequados

ao prestígio da Universidade de Coimbra.

Embora alguns o contestem - há sempre

quem conteste o que se realiza -

a verdade é que o novo Hospital da Universidade

de Coimbra era, efectivamente,

muito urgente em virtude d~ se ter chegado_

ao limite de muitas dezenas de

doentes_ aguardarem a noite para, nos

espaços livres das grandes enfermarias,

se colocarem colchões no chão e ali se

deitarem. A "circ..ulação" fazia-se

passando-se por cima dos doentes deitados

no chão! Em 1976 dois Secretários

de Estado tiveram ocasião de constatar

este facto e, naturalmente, ficaram

horrorizados!

E

m 29 de Maio de 1968, pordespacho

conjunto dos Ministros das

Obras Públicas e da Saúde e

- Assistência, foi constituído um

grupo de trabalho designado por "Grupo

de Estudo do Programa no Novo Hospital

Escolar de Coimbra". Fizeram parte

deste Grupo de Estudo os seguintes membros:

pelo Ministério da Saúde e Assistência

-'-- Dr. Carlos George, Eng.º

Eduardo Caetano, Drs. Álvaro P. Brandão,

Joaquim R. Paixão, J. Caldeira Silva,

Mario Norton e Enfermeira Maria Fernanda

Rezende; pelo Ministério da Educação

Nacional - Professor Antunes de

Azevedo, Bartolo Pereira e Renato Trincão;

e pelo Ministério das Obras Publicas

- Eng,º Guedes Soare~ e Arqts José M.

Barata e Walter Distei. Durante os trabalhos

foi solicitada a colaboração de

outras pessoas, nomeadamente de especialistas

(sempre que se julgou necessário).

A primeira metade de sessões de

trabalho foram presididas e orientadas

pelo Dr. Carlos George, então sub­

-Director-Geral dos Hospitais e a segunda

metade pelo Eng.º Eduardo Caetano.

O programa foi dado por concluído

em 9 de Setembro de 1968. Da ·memória

Descritiva e Justificativa, redigida pelo

autor deste artigo, se transcreve um apontamento

sobre a metodologia de trabalho

adoptada: "4. A metodologia seguida

consistiu na organização prévia de guias,

com base em elementos coligidos de fontes

nacionais e estrangeiras, e análise crítica

r~spectiva nas sessões de trabalho.

Depois de livremente debatidos e ponderados

à luz dos·ndssos condicionalismo~s

e dentro das _linhas -gerais traçadas

1

nas sessões iniciais, sintetísaram-se as

respectivas conclusões".

A lotação inicialmente determinada de

1245 camas teve de ser reduzida por

orientação superior, para 856 camas,

valor inferior ao da lotação praticada no

Hospital da Universidade de Coimbra

nos quatro anos imediatamente anteriores

(em que a menor lotação foi de 952

camas em 1964) mas superior à lotação

de 600 a 700 camas que havia sido dada

ao Grupo de Estudo como base de Trabalho.

Foi decidido apreciar ou rever

oportunamente a programação de alguns

serviços como a Radioterapia, a Anestesia,

a Cirurgia Experimental e o Bloco

e Quartos particulares: era uma forma

sofismada de, mais tarde, se aumentar

a lotação do Hospital.

Em 1970, no seguimento do despacho

de 29 de Junho de 1970 do Secretário

de . Estado da Saúde e Assistência,

completou-se o Programa de 1968. Para

o efeito foi constituído outro Grupo de

trabalho do seguinte modo: pelo Ministério

da Saúde e Assistência - Eng.º

Eduardo Caetano (que presidiu e orientou

os trabalhos), Professor José L. Guimarães,

Drs. Mário Norton, J. Caldeira

Silva, Francisco R. Sousa e Mário V.

Carvalho, Eng.º Mário F. Costa, Arqt. 0

Germano Venade e Enfermeira Maria

Fernanda Rezende; pelo· Ministério da

Educação Nacional - Professores Antunes

de Azevedo, Bártolo Pereira, Fernando

de Oliveira, Ibérico Nogueira e

Renato Trincão. O Ministério das Obras

Públicas não se fez representar.

Para além de se terem programado os

serviços e unidades que no Programa de

1968 tinham ficado por programar, foram

feitos alguns ajustamentos. face aos condicionalismos

existentes à data da sua

revisão. Nomeadamente,programou-se:

um Bloco de Quartos Particulares com

120 camas; wn Bloco para Convalescentes

com 120 camas; e uma Unidade de

30 quartos para médicos residentes.

O Aditamento ao Programa de 1968

ficou concluído em 22 de Março de 1971.

Os professores da Faculdade de Medicina

desejaram inclUir na Memória Descritiva

e Justificativa uma declaração da

qual se respigam as palabras referentes

à grande preocupação então dominante

de não se atrazar por qualquer motivo

a realização do empreendimento:" ... e

também com o objectivo de não criarem

mais delongas na resolução de um

problema vital da sua Faculdade, já tantas

vezes na eminência de uma solução à

vista, outras tantas vezes, por motivos

vários protelada" e, também: "Na sua

luta reivindicativa pela construção do seu

Hospital Escolar, velha de quase 25

anos, .. . "

E

m 28 de Setembro de 1974 os

Secretários de Estado da Saúde

e das Obras Públicas tomaram a

_ ____, decisão de se proceder à revisão

do Programa do novo Hospital Escolar

de Coimbra feito em 1968. Havia decorrido

um período superior a seis anos

desde que fora elaborado o Programa

base. Naquela data os condicionalismos

(devido ao tempo decorrido e aos acontecimentos

de Abril de 1974) eram outros,

o que justifica perfeitamente a revisão.

Aliás, a tecnologia hospitalar modifica-se

e progredia naquela época, e ainda hoje,

a um ritmo grandemente acelerado de

tal modo que o consenso quase universal

era, e é, favorável à revisão das programações

passados quatro a cinco anos

após a sua elaboração.

·Foi constituído um Grupo de trabalho

interministerial com respresentantes

dos três ministérios interessados: pelo

Ministério dos Assuntos Sociais - Eng.º

Eduardo Caetano (que presidiu e orientou

as sessões de trabalho), Arqt. 0 Luis

Bronze, Dr. Cândido de Araujo e Enfermeiro

Alberto Mourão; pelo Ministfio

da Educação e Cultura - Professores

A. Poiares Baptista, A, Robalo Cordeiro,

Fernando de Oliveira e J. Cunha Vaz:

pelo Ministério do Equipamento Social

e Ambiente - Eng.º Fernando M. Santos

e Arqt. 0 Augusto L. Galvão. Também

com este grupo de trabalho colaboraram

diversos especialistas quando a análise

de problemas de programação relativos

às suas especialidades tornavam aconselháveis

a sua presença.

No início dos trabalhos, após uma

apreciação do Programa de 1968 fàce aos

condicionalismos existentes em Dezembro

de 1974, foi decidido elaborar-se um Programa

totalmente novo de acordo com

o êonceitos e a tecnologia hospitalar mais

modernos na ocasião.

A grande maioria dos trabalhos de programação

foi efectuada no novo edifício

da Faculdade de Medicina de Coimbra,

em sessões diárias, contínuas, de

manhã e de tarde e, por vezes, de noite.

Os trabalhos efectuados em Coimbra,

desde . 2 de Dezembro de 1974,

completaram-se com sessões em Lisboa

de tal modo que no dia 10 de Janeiro

de 1975 estavam concluídos, em tempo

excepcionalmente reduzido. Se se tiver

em consideração a importância e a responsabilidade

da tarefa, em virtude de

um hospotal novo vir a ser, nos seus

aspectos essenciais, o que for o seu programa

(conforme já foi anteriormente

referido), poderá considerar-se sem qualquer

exagero que o Programa do novo

Hospital Escolar de Coimbra foi elaborado

num tempo mínimo. Sobre a importância

material do novo Hospital basta

recordar que embora adjudicado em fins

de 1978 (altura em que os custos da construção

eram incomparavelmente mais

baratos do que hoje, o seu custo de investimento

já ultrapassa os 13 biliões de

escudos nesta data (Dezembro de 1986).

Várias razões justificam o tempo mínimo,

verdadeiramente -expecional, da elaboração

do Programa do novo Hospital:

o óptimo clima de trabalho que se verificou

ao longo de todas as sessões de

programação (devido, em grande parte,

ao respeito e apreço mútuo pelas diferentes

opiniões e perspectivas dos membros

do Grupo de trabalho em debates

por vezes acalorados mas sempre norteados

por um espírito construtivo); a

pluralidade de formações profissionais

(que permitiu abordar e vencer sem dificuldade

de maior as complicações de programação

de um hospital universitário

moderno); e a idoneidade profissional

e técnica dos membros do Grupo de trabalho

no âmbito de tecnologia hospitalar.

p

ara o novo hospital da Universidade

de Coimbra :favoreceu-se um

tipo de programa que não fosse

nem axaustivo nem reduzido mas

devidamente adequado à conjuntura existente

em Portugal no âmbito da tecnologia

hospitalar, na data da sua realização:

a indicação concisa de dados

essenciais, com clareza e economia de

palavras, tanto no que se refere a elementos

programáticos como às instalações

técnicas especiais e a alguns equipamentos.

Optou-se pela simples

indicação dos dados necessários e suficientes

para os projectos serem elaborados

e para se poderem estimar custos

de investimento. Entendeu-se que não

teria interesse nem avohlmar dados supérfluos

nem a1xmtar apenas linhas de orientação

(dando, assim, demasiados graus

de liberdade aos projectistas). A arrumação

dos grandes grupos até à dos elementos

foi apresentada de uma forma

simples e sistematizada de modo a

evitarem-se confusões e a ser facilmente

absorvida.

U

m dos aspectos mais importantes

de programação pelas implicações

que comporta é o qu,e diz respeito

às premissas básicas e às opções

fundamentais a estabelecer no início dos

trabalhadores. No caso do novo Hospital

da Universidade de Coimbra, só depois

de cada assunto ter sido livre e amplamente

debatido e estar devidamente amadurecido

é que era tomada uma resolução,

por unanimidade ou por maioria.

É verdade que se queria andar depressa

de modo a evitarem-se eventuais desculpas

para se adiar a construção do novo

Hospital e também porque o autor se

havia comprometido perante os Secretários

de Estado com um prazo de programação

muito reduzido (que foi cumprido),

Todavia, aquela rapidez nunca

prejudicou a apreciação adequada de cada

item em debate até ficar devidamente

esclarecido. Não se forçaram as soluções:

analisaram-se e escolheram-se as

que, dentro dos condicionalismos existentes

na ocasião, satisfaziam melhor aos

fins em vista na óptica do binómio economia

e assistência hospitalar.:___ ensino

- investigação. Durante a programação

houve a preocupação constante de se procurar

o equilíbrio geral como somatório

de equilibrios parciais de modo a não

haver exageros que viess'em a traduzir­

-se em desequilibrios funcionais e empolamentos

dos custos de investimento e

exploração.

Citam-se, como exemplo, quatro premissas

de programação importantes.

I -

No programa de 1974-75 foi de

novo confirmada a premissa, já

prevista no Programa de 1968,

relativa à necessidade de se construir

uma Faculdade de Medicina

nova, em terreno auexo ao novo

Hospital e com ele interligada a

10

Gestão Hospitalar • Ano V • N.º 17/18

Gestão Hospitalar • Ano V • N.º 17/18

11


A PROGRAMACÃO

DO NOVO HO'SPITAL

DA UNIVERSIDADE

DE COIMBRA

II -

céu fechado para boa operaciona­

.Iidade. Esta construção permitiria

libertar o edifício da actual

Faculdade de Medicina, ( construido

na antiga Rua Larga e dispondo

de uma área de construção

de 27 000 m 2 ), para outras instalações

de que a Universidade

estava carecida.

Uma das principais premissas básicas

estabelecida determinava a

complementaridade de outros cinco

estabelecimentos hospitalares em

relação ao novo Hospital da Universidade.

a) Anexo Hospitalar de Celas

Os edifícios existentes funcionariam

como apoio de segunda

linha em oftalmologia, traumatologia,

psiquiatria, neurologia,

otorrinolaringologia e, ainda,

como lar de pré-hospitalização.

Posteriormente, já depois de

adjudi~da a obra, aquela finatidade

foi alterada para ortopedia

e traumatologia, medicina

física e reabilitação, psiquiatria,

oftalmologia e estomatologia.

Também posteriormente à elaboração

do Programa, o Anexo

Hospitalar de Celas foi acrescido

de um pavilhão destinado

a grandes queimados (oqual serviria

mais tar, igualmente o serviço

de cirurgia plástica e

reconstrutiva).

b) Ex-clínica de Santa Teresa

Foi decidido que neste edifício

funcionariam a obstetrícia e a

ginecologia. Posteriormente à

elaboração do Programa também

esta finalidade foi alterada:

a ex-clínica contemplaria apenas

a obstetricia ficando a ginecologia

incluída no edifício novo.

c) Sanatório de Celas

Embora este Sanatório pertencesse

ao Centro Hospitalar de

Coimbra foi confirmada a decisão

tomada em 1971 (e aceite

pela tutela) de que o mesmo

seria transformado no Hospital

Pediátrico de Coimbra e,

como tal, serviria as necessidades

do novo Hospital da Universidade

de Coimbra em

pediatria ~- ~ fim de se evitar a

duplicação de serviços a poucas

centenas de metros de distância.

A sua localização num

mesmo "campus" hospitalar

alargado era funcional.

d) Instalações do I.P.O. em Celas

Foi decidido que os serviços de

radioterapia e de medicina

nuclear seriam os das instalações

do l.P.O. em Celas em virtude

de não justificar uma

duplicação (por razões económicas

e de casuística e por eles

estarem igualmente localizados

no mesmo "campus" hospitalar

do novo Hospital). Aliás,

naquela ocasião, previa-se que

a muito curto prazo o l.P.O. passaria

para o Ministério da

Saúde. Todavia, já passaram 12

anos.

e) Hospital de Sobral Cid

Foi aceite que este Hospital

prestasse o apoio necessário ao

ensino de psiquiatria de forma

complementar; o serviço de psiquiatria

disporia de 33 camas

--

no novo Hospital.

O somatório total das camas disponíveis

nestes estabelecimentos,

pressupondo-se uma base de 250 camas

no Anexo Hospitalar de Celas, era de

563 camas.

III -

IV -

Outras premissa de grande imP,Jrtância

funcional e económica diZia

respeito à descentralização de

várias funções em cada um dos

serviços de acção médica. Foi

decidico que cada serviço disporia

da ou das unidades de internamento

que lhe diziam respeito

e de mais um núcleo com 3 sectores:

um para ensino e a investigáção,

outro para exames especiais

e o terceiro para consultas

externas. Á melhor funcionalidade

a nível de serviço de acção médica

inerente aquela descentralização

contrapunham-se os inconvenientes

devidos à maior circulação de pessoas

através do Hospital (o que

imporia circulações próprias para

os utentes do exterior) e maiores

custos de investimento e de exploração

(resultantes da multiplicação

de áreas a construir e, também,

a iluminai-, ventilar, aquecer,

limpar, etc. ; de um maior quantitativo

de equipamentos; e do

aumento de instalações técnicas

especiais para abastecer o aumento

de equipamentos e de áreas). i

Igualmente de grande importância

operacional e económica era

a premissa básica relati~a às centralizações

a diferentes níveis.

a) Centralhações de nível semi­

-externo

Previu-se que o novo Hospital 1

iria abastecer a rede hospitalar

de Coimbra no que se refere

a roupas, alimentação e a sangue

e a Região (cuja população

é polariz.ada por ele) no que

toca à informática, ás análises

clínicas muito especializadas e

à readioterapia. Posteriormente

à elaboração do Programa

foram tomadas decisões que

alteram significativamente esta

premissa relativa às centralizações

semi-externas.

b) Centrallmçoes serm-internas

A este nível, previu-se que o

novo Hospital abasteceria os

outros estabelecimentos do

"Grupo" hospitalar dos Hospitais

da Universidade de Coimbra

no que toca à esterilização,

farmácia hospitalar, análises clínicas,

anatomia patológica,

transportes, aprovisionamento,

documentação, biotério, documentação

e manutenção técnica.

Apresentam-se a título exemplificativo

três opções fundamentais.

I -

II -

III -

No âmbito das centralizações internas

foi tomada a opção de se centralizar,

dentro do novo Hospital,

tudo o que se referia à radiologia,

análises clínicas, salas de operações

e copas gerais, não obstante

se saber que num hospital universitário

é muito difícil (e em casos

muito especiais poderá até ser

desaconselhável) manter a pureza

deste princípio, nomeadamente no

que se refere à radiologia e às análises.

Neste tipo de hospitais há

como que uma força descentralizadora

imparável;

Outra opção importante foi a de

se prever uma Admissão e Triagem

médica única (centralizada)

com a ressalva dos casos muito

urgentes entrarem directamente,

sem mais delongas, na Urgência.

Para além de assim se obter uma

maior disciplica e um maior controlo

que são necessários num hospital

de grandes dimensões, como

é o novo Hospital da Universidade

de Coimbra, há o benefífio económico

inerente à centr-ªlização

(menos áreas construidas e utilização

mais intensiva de instalações

e equipamentos).

Relativamente à unidade de internamento

geral tomaram-se algumas

opções de grande interesse

funcional e económico: a dimensão,

com 33 camas, favoreceria

menores custos de investimento e

de exploração, especialmente deste;

a composição qualitativa da unidade

(com uma enfermeira de 6

camas, sete de 3 camas e seis de

uma cama) permitiria uma boa flexibilidade

funcional; a utilização

do tipo de cuidados progressivos

em 6 unidades de internamento de

outros tantos serviços seleccionados

daria a possibilidade de se praticar

uma melhor assistência a

doentes mais graves (só por razões ,

económicas é que não se ampliou

esta opção a todos os serviços: no

entanto isso será facilmente exequível

uma vez que em cada unidade

de internamento geral foi ,prevista

uma enfermaria de 6 carnas).

N

o Programa de 1968 tinham sido

considerados 120 quartos particulares.

Na ocasião da nova programação,

em fins de 1974 e princípios

de 1975, não podiam ser previstos

quartos particulares de acordo com uma

determinação superior que os proibia.

-Para tornear a dificuldade achou-se o

expediente de se aumentarem de três para

seis o número de quartos individuais por

unidade de internamento geral o que,

aliás, só beneficiava a composição qualitativa

da mesma sem prejuízo da sua

dimensão, fixada em 33 camas (número

aquém do limite superior de 35 camas).

Deste modo embora dispersos pelos diferentes

serviços de internamento, os cerca

de 120 "quartos particulares" existiam

do mesmo modo. Aquele expediente não

foi mais do que uma forma sofismada

de se ultrapassar a infeliz decisão de se

suprimirem os quartos particulares nos

hospitais públicos. Aquela determinação

foi anulada passados 6 anos, em 1980,

por ser absurda e nitidamente demagógica.

A descentralização de quartos particulares

apresenta a vantagem importante

dos doentes internados nos diversos serviços

disporem "á mão" de meios humanos

e materiais especializados. Todavia,

os inconvenientes da descentralização

sobrelevam grandemente aquela vantagem,

nomeadamente: o volume de quartos

susceptíveis de maleabilidade funcional

a nível do Hospital é muito menor;

o quantitativo do pessoal é sensivelmente

maior; e a probabilidade de haver um

certo mal-estar ou de surgirem conflitos

de ordem social (por diferença de

tratamento) é acrescida.

. A dimensão do novo Hospital· ria

Universidade de Coimbra tem ori­

.,,..._~ ginado alguns juízos de valor sem

--~·· valor e, até, comentários infelizes

(em regra por desconhecimento ou

por conhecimento mal alicerçado da tecnologia

hospitalar). Efectivamente, para

efeitos de dimensão não se deverão usar

os mesmo fuctores do mesmo modo para

um hospital universitário e para um hospital

distrital ou central. O hospital universitário

é, por natureza, um hospital

de ponta no que toca à assistência hospitalar

e, por definição, ~ hospital onde

se pratica o ensino e a investigação. Para

estes fins necessita de ser-totivalente e

de dispor de quantitativos mínimos de

camas por serviços, sectores e unidaçles

de internamento. Dentro destes espírito

determinaram-se 1 142 camas, como

.

mínimo dos mínimos, para o edifício base

- - -

12

-

Gestão Hospitalar • Ano V • N.º 17/18

Gestão Hospitalar • Ano V • N. 0 17/18

13


• 1

A PROGRAMACÃO

DO NOVO HO'SPITAL

DA UNIVERSIDADE

DE COIMBRA .

Uma experiência de Administração de Área

do novo Hospital da Universidade de

Coimbra. Posteriormente aquele número

foi ligeiramente aumentado.

Quanto à lotação, os Professores da

Faculdade de Medicina desejaram que

fosse incluída uma declaração no Aditamento

de Março de 1971 ao Programa

de 1968, donde se transcreve: " ... e não

perdendo de vista que o Hospital Escolar

de Coimbra continuará sendo, como Hospital

Central, o principal apoio assistencial

da Zona Centro terá que reconhecer­

-se serem manifestamente reduzidas as

lotações atribuídas a alguns serviços"

e esta situação ainda seria pior se as

camas pediátricas estivessem incluídas:

". . . por se julgar possível e aconselhável

enquadrar no esquema de ensino o futuro

Pediátrico, a criar pelo Ministério da

Saúde no actual Sanatório de Celas".

Se se analisarem as dimensões dos hospitais

universitários novos na Europa ocidental

verifica-se que quase todos têm

lotações acima das 1 500 camas, mesmo

em cidades pequenas como Coimbra,

como é o caso de Lund (2 000 camas)

e Linkõping (1 850 camas) na Suécia;

Genebra (2 000 camas) na Suiça; Nijmegen

(1 800 camas) na Holanda; e

Montpellier (1 600 camas) em França!

O Hospital Universitário de Viena, na

Austria, inaugurado em 1985, dispõe de

2 200 camas.

Poderá afirmar-se com segurança que

o novo Hospital da Universidade de

Coimbra não é, portanto, nenhum

"monstro", como já lhe chamaram, em

termos de dimensão.

S

e, conforme já foi referido, um

hospital novo será em grande parte

..---. o que for o seu programa, em virtude

da construção seguir rigorosamente

os projectos e estes deverem

obedecer integralmente ao programa

(independentemente dos graus de liberdade

que permitem aos projectistas mostrar

o seu engenho e arte), poderá

afirmar-se que a programação é, efectivamente,

a base sobre a qual assenta

esse hospital. Sendo assim, há o maior

interesse em que a elaboração dos projectos

seja acompanhada ou apoiada pelos

que programaram o hospital, ou seja,

pelos que o idealizaram no que toca à

sua composição e funcionalidade.

Desconhecem-se as razões por que o

• 11

1 1'

1l J 1

1 1,

; 1 : 1

1 1

projecto do novo Hospital da Universidade

de Coimbra foi feito em Espanha,

país relativamente modesto em tecnologia

hospitalar no contexto europeu. A verdade

é que em 1975 havia (e continua

a haver hoje), em Portugal, técnicos portugueses

competentes, com experiência

profissional e suficiente idoneigade para

elaborarem aquele projecto, e de crer

que por esta razão (ou talmbém por causa

dela) o Grupo de trabalho que programou

o novo Hospital da Universidade

de Coimbra não acompanhou a execução

dos diferentes projectos parcelares

que integram o projecto do Hospital. E

foi pena, pois certamente se teriam evitado

alguns aspectos negativos existentes.

Por exemplo, a solução arquitectónica

adoptada, do tipo monobloco,

relativamente fechado, cruciforme e em

altura não terá sido a mais feiz. A dimensão

do terreno não parece ser razão suficientemente

forte para não se ter optado

por outra solução.

J

á decorreu uma dúzia de anos

desde a data em que a programação

do novo Hospital da Universidade

de Coimbra foi elaborada.

Hoje ela seria de certeza diferente, em

virtude dos condicionalismos actuais

serem diferentes dos de então. Novos conceitos,

novas técnicas e novos equipamentos

conduziriam a um programa diferente

embora muitas das ideias então

seguidas se mantenham ainda actuais

nesta data. é certo que não há programações

perfeitas. No· entanto, as criticas

à programação do novo Hospital, para

serem válidas, devem ser feitas atendendo

ao tempo, ao lugar e aos condicionalismos

então existentes.

Houve a preocupação constante de se

elaborar um Programa moderno susceptível

de permitir que os diferentes projectos

neste baseados e a ele obedecendo

fossem concebidos e concretizados de

forma a poderem ser satisfeitos adequadamente

os objectivos do novo Hospital

da Universidade de Coimbra. Todavia,

doze anos é muito tempo em tecnologia

hospitalar, matéria onde a obsolência

técnica é muito rápida: se se aceita

internacionalmente que o melhor hospitalar

estará desactualizado ao fim de

15 anos, é preciso aproveitar bem e desde

já o novo Hospital que entrou em funcionamento

há alguns meses apenas.

Espera-se e deseja-se que nele se preste

uma óptima assistência hospitalar e com

bons índices de rendibilidade, se pratique

um bom ensino e se executem trabalhos

de investigação que prestigiem

a Universidade de Coimbra e o País de

modo a compensar-se o esforço financeiro

dos portugueses neste empreendimento.

O

HOSPITAIS DA

UNIVERSIDADE DE COIMBRA

A Arte e o Saber Viajar

A transferência dos HUC para as suas

novas instalações colocou, a nível da gestão

de uma organização de dimensões

inusitadas, a questão de se saber em que

medida o estereótipo tradicional da gestão

hospitalar, baseada num Conselho de

gerência com três ou quatro membros,

responderia ao crescimento e à crise que

tal crescimento acarreta, numa estrutura

que se vinha mantendo, sem sobressaltos

significativos, há cerca de 12 anos.

Temendo-se que o aumento do espaço

físico correspondesse à criação ou reforço

de alguma «insularidade» dos serviços

com o consequente isolamento do órgão

máximo de gestão, maior afastamento

entre os decisores ~ os executantes das

decisões, e entre estas e a realidade,

adiantou-se, na altura, uma proposta do

então Gabinete Director do Novo Hospital

Central de Coimbra, a qual foi matéria

de um artigo publicado nesta

revista (1).

Tal proposta fundamentava-se na

«necessidade de obter dos meios disponíveis

o máximo de benefícios, o que

impõe a adopção de medidas gestionárias

económico-financeiras, com destaque

para a planificação global e sectorial,

fixação de objectivos, definição prévia

de estratégias e meios de actuação e exercício

sistematizado e periódico de controlo

de actuação», tendo merecido a

aprovação do Director-Geral dos Hospitais

em despacho de 4 de Julho de 1983.

PODER(ES) E GESTÃO

A proposta genérica de criação de áreas

intermédias de gestão, entretanto aprovada

pelo Director-Geral dos Hospitais,

propositadamente modesta em termos de

efectivos poderes de gestão atribuídos

aos Administradores de Área, constitui,

no entanto, virtual ameaça às estruturas

formal e informal de poder (que não

de autoridade ou responsabilidade) existentes

no Hospital, tendo merecido violenta

contestação por parte, designadamente,

do sector médico.

O que estava em causa, repita-se, não

era a estrutura gestionária do Hospital,

mas antes a rede de poderes (pessoais,

profissionais e funcionais) cuja malha,

já demasiado apertada, carecia de flexibilidade

para aceitar um novo potencial

parceiro.

Tal mal entendido resultou, fundamentalmente,

dos seguintes factores:

Primeiro, do entendimento infelizmente

ainda usual de que a acção dos Administradores

Hospitalares se situa numa

área de contra-poder sistemático, amea-

çando, por isso o «Status quo» vigente.

Cada vez mais, no entanto, os profissionais

de saúde compreendem que a lógica

da actividade gestionária se coloca, ainda

que não o esqueça, num plano diverso

do poder, assumindo antes a responsabilidade,

a autoridade e a competência

como seus corolários;

Em segundo lugar, as áreas intermédias

de gestão foram entendidas e, em

certos círculos apresentadas, como

ferindo as competências próprias dos

Directores dos Serviços Clínicos, o que

constituiria, de facto e de direito, uma

violação do legalmente estabelecido. A

·análise do conteúdo das funções dos

Administradores de Área afasta, liminarmente,

qualquer interpretação desse

género, tanto mais que, como já se referiu,

tal estatuto foi propositadamente limitado,

no sentido de se diminuírem as

esperadas resistências.

Em terceiro lugar a tradição habituou

os hospitais a somente encararem como

gestor o Administrador-Principal,

enquanto os restantes profissionais eram

remetidos para funções de Direcção de

Serviços de apoio. Ou seja, existe um

«gestalt» da estrutura centralizada tradicional

dos hospitais que constitui obstáculo

à introdução de formas descon-

NAVIGATOQ:

CLA~:

top executive *

14

Gestão Hospitalar • Ano V• N. 0 17/18

Gestão Hospitalar • Ano V • N.º 17/18

15


HOSPITAIS DA

UNIVERSIDADE DE

COIMBRA

centradas ou descentralizadas de gestão

hospitalar;

Por último, a renitência da aceitação

do Hospital como sistema produtor de

um bem económico e com largas fatias

de actividade assimiláyeis à produção

industrial,, potenciou a resistência ao

modelo de gestão de áreas, recusando

o entendimento das unidades funcionais

como centros de custo e/ou de responsabilidade,

com recursos, processos e

produtos próprios e específicos.

O PROCESSO

DE TRANSFERÊNCIA

Qualquer processo de ocupação de um

novo espaço determina, em qualquer

organismo ou sistema, um período de

intensa desorientação, o qual precede a

actividade de (re)-adaptação e habituação

a um quadro de referências diversas

das originais.

Uma das ideias básicas num processo

de ocupação de novos espaços por um

hospital (ideia que em termos práticos,

muitas vezes não passa de uma ficção)

é a de que é necessário utiliz.ar tal período

para eliminar os «Vícios» organizacionais

existentes, usando-se as novas instalações

e tecnologias como um trampolim

para a implementação de processos

e modos de funcionamento qualitativamente

superiores aos vigentes.

E se tal tarefa é relativamente fácil em

relação ao processo de prestação de cuidados,

dada a sua grande correlação com

as instituições e equipamento, tal já não

se verifica em relação ao modo de funcionamento,

muito mais determinado

pelos comportamentos individuais ou

colectivos.

Foi durante a fase de transferência,

num ambiente de turbulência e alguma

conflitualidade, que se recorreu aos

Administradores de Área, fundamentalmente

como suportes de coesão estrutural,

assegurando a comunicação bidireccionaI

entre as Direcções dos Serviços

e o Órgão Máximo de Gestão e como

moderadores do afã reivindicativo de. instalações,

equipamentos e pessoal dos serviços

que ameaçavam alterar significativamente

a programação do hospital.

Neste contexto de busca de reequilíbrios

pelas unidades funcionais, 'perãnte

um espaço e eq~ipamento estranhos (em

termos de instalações, o salto qualitativo

dado foi, certamente, significativo)

se vai sedimentando a figura de Administrador

de Área enquanto «facilitador»

da transferência, desencadeando soluções

na ocupação e adaptação de espaços, na

obtenção de equipamentos, na adequação

dos recursos humanos às novas exigências

funcionais.

A elaboração, em Novembro de 1986

e pela primeira vez, dos planos de actividade

e respectivos orçamentos para

1987, por serviço, constituiu um momento

determinante na afirmação das Administrações

de Área.

No decurso dos 6 meses que durou

a transferência de todo o hospital foi possível

ultrapassar algumas das críticas e

receios iniciais, iniciando-se então um

período institucioinalmente mais calmo

e tendo sido, entretanto, elaborada uma

primeira definição das competências dos

Administradores de Área assumida pela

então Comissão Administrativa.

AS ÁREAS DE

ADMINISTRAÇÃO

- CONSTITUIÇÃO, ESTATUTO

A

E COMPETENCIA

O critério inicial de constituição das

áreas de administração privilegiava a

«continuidade física» dos serviços integrados

(2) ou seja, pautava-se por uma

abordagem «geográfica», defendendo que

«a configuração física do Hospital em

matéria de distribuição dos serviços não

se coadunava com critérios mais "técnico­

-científicos"» (2).

No entanto, foi entendimento entre os

administradores indigitados que o critério

funcional corresponderia melhor

à filosofia de criação das áreas, pelo que,

após um interessante debate, se optou

pela constituição de Áreas com base no

critério funcional, com excepção do bloco

de Celas, em que o critério geográfico

determinou a constituição de uma área

englobando serviços clínicos de natureza

diversa e da Área V que, por razões «históricas»

integra serviços muito diversos:

Área I

Área II

Área III

Área IV

- Engloba todos os serviços

complementares de diagnóstico

e terapêutica;

- Serviços de apoio clínico

(Bloco operatório Central,

Esterilização, Farmácia ... ) ;

- Engloba os serviços de

Medicina e Especialidades

Médicas;

- Engloba os serviços de

Cirurgia e Especialidades ... ·

Cirúrgicas;

Área V - Engloba os serviços de

Urgência, Alimentação e·

Dietética, Social, Domiciliário,

de Saúde de Pessoal

e a Unidade de Cuidados

Intensivos Polivalentes;

Área VI - Bloco de Celas (Queimados,

Cirurgia Plástica,

Reconstrutiva e Ortopedia

e Traumatologia);

Área VII - Clínica Obstétrica Dr.

Daniel de Matos.

«O Administrador de área é um órgão

de gestão intermédia, dependente, hierárquica

e funcionalmente, do órgão

máximo de gestão» (3) não detendo, no

entanto, qualquer autoridade ou responsabilidade

própria das Direcções dos Serviços.

Este princípio consagra a figura

do Administrador de Área enquanto

órgãos de gestão intermédia, sujeito de

competência, própria ou delegada pelo

órgão máximo de gestão.

A mesma ordem de serviço atribui a

cada Administrador de Área instalações

e apoio administrativo e de secretariado

próprios.

No desempenho das suas funções constituem

relações priveligiadas do Administrador

de Área, os Directores dos Serviços

integrados, as Direcções dos

Serviços de Apoio e o Enfermeiro Superior

da Área respectiva.

As competências atribuídas aos Administradores

de Área, constantes da ordem

de Serviço já citada, são as seguintes:

Atribuições

Ao Administrador de Área incumbe,

fundamentalmente, providenciar no sentido

de tornar mais eficaz, e eficiente

o exercício, junto dos Serviços integrados,

da competência dos órgãos centrais de

gestão do Hospital no domínio do planeamento,

programação, coordenação .e

controlo e de tomar mais eficiente as ligações

entre os diversos Serviços do Hospital.

Competências

a) Elaborar o plano anual de acção

e proposta de orçamento da Área

de Administração;

b) Preparar, em colaboração com as

Direcções dos Serviços da respectiva

Área, o plano anual de acção

e proposta de orçamentos de investimento

e de exploração, de acordo

com as' directivas' definidas pelo

órgão máximo de gestão;

,.

e) Colaborar com as Direcções dos

Serviços da respectiva Área no

acompanhamento da execução do

plano de acção e orçamentos;

d) Acompanhar, em colaboração com

as Direcções, a actividade dos respectivos

Serviços, mediante a utilização

de indicadores de gestão,

tendo em vista a melhoria da eficiência

do seu funcionamento;

e) Colaborar com as Direcções dos

Serviços integrados na garantia do

respeito integral dos direitos que

assistem aos doentes e o cumprimento,

por parte destes, dos seus

deveres;

f) Promover, junto das Direcções dos

Serviços integrados, a informação

em tempo útil, das queixas ou reclamações

apresentadas pelos utentes,

nos termos da lei e dar-lhes o seguimento

adequado;

g) Promover, em colaboração com as

Direcções dos Serviços, as acções

necessárias a obter o melhor aproveitamento

do pessoal e de rentabilização

dos equipamentos;

h) Promover a investigação das circunstâncias

em que se verificarem

acidentes com pessoal em serviço

na Área, com vista a habilitar a

entidade legalmente competente a

classificá-los ou não como acidentes

em serviço;

i) Promover as acções necessárias à

actualização permanente do inventário

do equipamento dos Serviços

integrados;

j) Promover, junto das direcções dos

Serviços integrados e junto dos

Administradores das outras Áreas

as acções necessárias à utilização

·de equipamento comuns, por forma

a obter-se o seu máximo aproveitamento;

l) Providenciar no sentido da conveniente

conservação do património

dos Serviços integrados, informando

os pedidos de aquisição e

manutenção dos bens de inventário,

e promovendo a investigação

das circunstâncias em que se tenha

verificado anormal deterioração ou

desaparecimento de bens, nos termos

da legislação em vigor;

m) Controlar periodicamente os consumos

dos Serviços integrados;

n) Participar nas Comissões de escolha

de equipamentos a adquirir pelo

hospital para os Serviços integrados;

o) Providenciar junto dos serviços

integrados pelo envio tempestivo

dos dados estatísticos aos Serviços

competentes.

O HOSPITAL, AS ÁREAS E OS

ADMINISTRADORES

Para além do efectivo desempenho de

funções mais alargadas que as tradicionais

direcções dos serviços de apoio pelos

Administradores de Área, o que constitui

uma actividade sempre gratificante,

resultaram da implementação das Áreas

de Administração algumas vantagens que

importa não esquecer.

Desde logo, tal modelo torna possível

sem dificuldades de maior, o estabelecimento

de objetivos de actividade

por serviço e a sua necessária expressão

financeira, sob a forma de orçamento

sectorial. E tal facto não é dispiciendo,

quando genericamente se reconhece que

o planeamento a este nível é a faceta mais

ausente da gestão dos hospitais portugueses.

Continua a faltar, no entanto, a

determinação das linhas estratégicas de

desenvolvimento do hospital, que oriente

a definição dos objectivos sectoriais e

os prioritize e harmonize num plano global

institucional tecnicamente correcto,

coerente e exequível.

Além disso, torna-se agora possível

introduzir processos de avaliação mais

amplos e eficazes e aumentar a velocidade

de resposta num modelo de gestão

por excepção. ,

Igualmente, permite o modelo de Areas

intermédias de gestão induzir e/ou acompanhar

de mais perto as iniciativas de

alteração ou mudança na organização e

funcionamento dos serviços e fornecer

às unidades funcionais a possibilidade

de utilização de «Know-How» específico

técnico-científico de que até agora, não

dispunham.

A visão institucional e integrada dos

problemas do hospital que os administradores

necessariamente possuem e

demonstram é, no decurso dos seus frequentes

contactos com os responsáveis

pelos Serviços, transmitida aos receptores,

alterando-se, assim, de forma paulatina,

a relação egocêntrica que, tradicionalmente,

as unidades funcionais

mantêm com a organização hospitalar.

E não é menos verdade que, destes

contactos, resulta inevitavelmente e num

grau que depende, em muito, da própria

capacidade de cada Administrador,

a reconstrução da própria imagem pública

dos Administradores no universo hospitalar.

Finalmente, ganhou relevância a utilização

de um modelo negocial quer na

definição das metas, e objectivos dos serviços

quer no estabelecimento de regras

de funcionaillento, modelo este integrativo

e responsabilizador das partes envolvidas.

E AGORA?

Concluída a transferência e adquirida

a velocidade de cruzeiro d0 funcionamento

dos HUC, supomos que a figura

de Administrador de Área se implantou

16

Gestão Hospitalar • Ano V • N.º 17/18

Gestão Hospitalar • Ano V • N.º 17/1 8

17


HOSPITAIS DA

UNIVERSIDADE DE

COIMBRA

de forma sólida, não sem que ainda subsistam

algumas interpretações distorcidas

do seu papel e alguns objectivos por

atingir que, numa situação extrema (por

exemplo, carência de Administradores

Hospitalares) poderão determinar o esvaziamento

progressivo, na prática, deste

modelo de gestão e o paulatino retrocesso

às formas tradicionais de gestão

do hospital.

Se, em relação . às Direcções dos Serviços

se atingiu uma plataforma mínima

de entendimento e colaboração, o mesmo

não se verifica relativamente a algumas

teias de poderes informais que partilham,

no hospital, um espaço de intervenção

em zonas cinzentas do funcionamento

e organização. De fucto, tais grupos obstaculizam

a intervenção dos Administradores

de Área em busca da maior eficiência,

eficácia e qualidade sendo

determinados, fundamentalmente, por

motivos de ordem corporativa, estranhos

a uma visão institucional dos problemas.

Por outro lado, se foram atribuídas

algwnas competências aos A.A. , não lhes

foram fornecidos os instrumentos ou

meios necessários a exercê-las de forma

determinante, designadamente no que diz

respeito ao controlo e contenção de despesas

com pessoal (horas extraordinárias,

regime de trabalho, etc.) ou seja,

exige-se aos A.A. a prossecução de d~terminados

objectivos cujas variáveis eles

não controlam, minimamente.

Verifica-se, igualmente, que os A.A.

funcionam, por vezes, como objectos de

"transfer" de responsabilidade, isto é,

que, perante a ineficiência ou falta de

capacidade de resposta das unidades funcionais

integrantes de uma área, se desresponsabiliza

o seu directo responsável,

imputando ao respectivo

Administrador o ónus da situação.

Finalmente, a dificuldade de abandono

dos hábitos de forte centralismo na gestão

interna do hospital determina por um

lado, a diminuição de capacidade operacional

do orgão máximo de gestão o

qual, assoberbado por questões de gestão

corrente não define as linhas estratégicas

do Hospital para o futuro e, por outro,

a incapacidade dos A.A. gerirem determinadas

fatias de actividade dos serviços

integrados e determinarem algumas

das variáveis nela presentes, uma vez que

CID

União Fabril Farmacêutica, S. A

unifa

t

não dispõem de necessária delegação de

competências.

Ao fim de apenas 9 meses de experiência,

parece demonstrado que as áreas

intermédias de gestão constituem um

modelo aplicável nos hospitais portugue-

. ses. De fucto, e designadamente nos serviços

integrados em áreas cujos processos

produtivos se aproximam mais dos industriais

têm vindo a obter-se, num curto

espaço de tempo, resultados positivos,

nomeadamente no que diz respeito à utilização

de equipamentos, recursos humanos,

diminuição dos custos de produção

e aumentos e diversificação de produção.

No entanto, a não serem sanados os

aspectos referidos acima, corre-se o risco

de, a alguma frustação pessoal e profissional

sentida pelos Administradores

de Área, se vir a juntar a inoperacionalidade

de um modelo cujas vantagens

foram já afirmadas no terreno. O

(1) - Julie Reis - "A criação de áreas intermédias

de gestão nos hospitais" -

Revista Gestão Hospitalar n. 0 2, Ano

1 - Abril/Maio Junho 1983

(2) - Julio Reis "Acriação de áreas intermédias

de gestão nos hospitais" - Revista

Gestão Hospitalar n. 0 2, Ano 1, Abril,

Maio, Junho 1983

(3) - Ordem de Serviço n. 0 4/87 de 11.2.87

dos H.U.C.

t ~ ~~-i

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,_ __J

Uma vasta gama de produto~ e~amenfos _

1

para cada, Neoessidads Esp~qI!icta

1 -

do Sector Hospita ar, 1

J r 1 T 1 :-i----


O CONSÓRCIO

HOSPITALAR

turn-key surge como uma das mais promissoras

alternativas de exportação de

serviços, área que está crescendo, a cada

ano, no global das exportações brasileiras,

reflectindo o avanço tecnológico do país

em diversos campos e a sua capacidade

de concorrência, em qualidade e preço,

no seletivo mercado internacional.

A partir de meados da década passada,

o Brasil começou um processo de desenvolvimento

da tecnologia hospitalar, tanto

na área de arqui tectura como de engenharia

e na fabricação de equipamento

especializado. Nos anos 70, o Brasil

importava a maior parte do equipamento

utilizado em seus hospitais, o que estimulou

o desenvolvimento de uma tecnologia

genuinamente nacional, no

âmbito de um largo processo de substituição

de importações também nessa

área.

. Aproveitando a experiência de empresas

voltadas para a área de saúde _com

vários empreendimentos hospitalares realizados.

nó Brasil, foi criado o Consórcio

Hospitalar Brasileiro (C~) que, sob

a liderança da trading do Grupo Pão

de Açúcar, passou a oferecer o planejamento,

O, p!pJ~to, a construção, a equipagem

do hospital, o treinamento do pessoal

hospitalar e a administração de

empreendimentos hospitalares fora do

Brasil.

Institucionalizava-se, desta forma, mais

um importante programa de exportação

de serviços, relacionado com uma área

nova: a construção de sistemas hospitalares

completos no exterior, em regime

"chave na mão". Em outubro de 1983,

o Consórcio Hospitalar Brasileiro realizou

seu primeiro empreendimento,

sendo contratado pelo Ministério da

Saúde Pública e Bem-Estar Social do

Paraguai para a contrução do Hospital

de Câncer e Queimados de Assunção.

Imediatamente, foram iniciados ostrabalhos

visando à construção de uma unidade

hospitalar de 200 leitos, sendo 160

leitos destinados ao atendimento de pessoas

portadoras de câncer e 40 leitos

especiali7ados para atender a pessoas vitimados

por queimaduras.

Técnicos especializados, pértencentes

aos quadros do consórcio, se reun.iram

com seus colegas do Instituto do Câncer

do Paraguai para a montagem conjunta

do planejamento e da execução do

projecto do hospital. A construção foi

iniciada em dezembro de 1983 com os

serviços de terraplenagem, tendo o Consórcio

Hospitalar Brasileiro subcontratado

empresas de área de construção civil

e mão-de-obra paraguaias, que trabalharam

sob a coordenação da Tetraeng, uma

das empresas componentes do consórcio,

responsável pela área de construção

civil.

Um dos atractivos dos sistema montado

pelo Consórcio Hospitalar Brasileiro,

para a construção de unidade hospitalares

no exterior, é que ele oferta

e_mprego local. Durante a construção da

unidade de Assunção, chegaram a ser

oferecidos 400 empregos a operafios

paraguaios, sem falar na mão-de-obra

indireta, -uma contnbuição positiva para

o desenvolvimento económico do Paraguai.

O governo brasileiro, através da êaeex

- Carteira de Comércio Exterior do

Banco do Brasil, garante o apoio financeiro

ao programa de exportação de serviços

via construção de unidades hospitalares

no exterior. No caso do Hospital

de Câncer e Queimados de Assunção,

o empreendimento, no valor de 25

milhões de dólares, enquanto o governo

paraguaio financiou os 20 por cento restantes,

ou cinco milhões de dólares. A

unidade hospitalar, de 15 mil metros quadrados

de área construída, foi entregue

em dezembro do ano passado, 24 meses

após iniciada a construção.

O êxito do empreendimento com o

Paraguai estimula o Consórcio Hospitalar

Brasileiro a examinar as possibilidades

da realização de negócios similares

com outros países, não só da

América Latina, como da África e da

Europa. Para tanto, o grupo brasileiro

oferece duas condições importantes: primeira,

a utilização de um equipamento

de tecnologia similar a de um hospital

europeu, produzido pela indústria nacional;

·segundo, um preço abaixo .da c

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20

Gestão Hospitalar • Ano V • N.º 17/18


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As modernas centrais de esterilizacão ,

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As centrais de esterilização que fizeram

o seu aparecimentos em Inglaterra

durante os primeiros anos da década de

50, têm vindo desde aí a desenvolver­

. -se e a sua instalação está nos nossos

dias praticamente aceite, como sendo a

solução mais correcta para dar resposta

cabal ao rigor exigído para a esterilização

do material médico-cirúrgico e outro, que

se utiliza nos Hospitais.

Tendo em vista o contributo fundamental

que o material preparado e esterilizado

em correctas condições representa

na diminuição da infecção hospitalar, a

central de esterilização é entendida como

sendo um dos factores primordiais na

luta contra essa mesma infecção.

Mas, apesar da importância que só por

si tem na luta contra a infecção hospitalar,

são hoje também reconhecidos às

centrais de esterilização, objectivos, mais

vastos que são indubitavehnente de grande

importância na gestão hospitalar, tendo

em vista uma correcta rentabilização. É,

estamos certos, por estas razões que se

observa uma grande receptividade por

parte de administradores e outros responsáveis

hospitalares, na instalação de

centrais de esterilização.

Algumas destas unidades existentes

entre nós, já se encontram a funcionar

com dinamismo e interesse pelas "novas

técnicas de esterilização" incluindo a

moderna técnica de empacotamento.

Estes aspectos, apesar de serem de grande

importância, não serão tratados detalhadamente

neste pequeno trabalho, por

estarmos convencidos que o tema em

questão, "Centrais de Esterilização",

merece só por si um tratamento individualizado

e com algum destaque, espe-

Engenheiro Técnico do Departamento de Electromedicina

do S.U.C.H.

Gestão Hospitalar • Ano V • N.º 17/18

rando conseguir com o nosso modesto

trabalho, despertar o interesse que o tema

em nossa opinião merece.

Querici desde já alertar, apesar do

avanço verificado !l.O lançamento das Centrais

de Esterilização, que os nossos hospitais

estão, quanto a nós, longe de terem

a funcionar centrais de esterilização na

verdadeira dimensão do termo "central"

e bastante longe ainda se está, da grande

central "Unidade Industrial" que já aparece

a apoiar alguns centros hospitalares

da Europa e que tanto quanto julgamos

e podemos imaginar, será a

verdadeira solução do futuro, graças às

modernas tecnologias dos equipamentos

e das embalagens utilizadas em esterilização.

OBJECTIVOS DAS CENTRAIS

DE ESTERILIZAÇÃO

Desenvolveremos, seguidamente, os

objectivos que devem ter as centrais de

esterilização, tendo em atenção os meios

disponíveis e os critérios de centralização

a que devem obedecer.

Redução da Infecção

Dadas as técnicas de descontaminação,

lavagem, preparação, embalagem,

esterilização, armazenamento e controle

utilizadas, são criadas as condições indispensáveis

a uma maior segurança e conforto

do doente e do pessoal hospitalar,

reduzindo-se o risco de infecção e consequentemente

a redução dos dias de

internamento, visto que essas infecções

são causadas muitas vezes por deficientes

normas de limpeza e inadequadas manipulações

dos materiais.

Permitir uma correcta gestão

e material esterilizado

A centralização, permite um controle

dos gastos de material esterilizado pelos

vários serviços, dispondo de importantes

elementos para a gestão económica. Nestes

termos é possível à central de esterilização

estudar conjuntamente com os

serviços, as formas mais correctas e económicas

de utilizar o material esterilizado,

sem todavia pôr em causa a qua-

1 idade do produto oferecido aos

utilizadores.

Permite uma diminuição considerável

de equipamentos e o correcto

aproveitamento do existente

A centralização permite reduzir consideravelmente

o número de equipamento

tendo em conta que todas as tarefas são

executadas numa só área. Esta situação

conduz a menores investimentos de instalação

e diminuição nas despesas de

exploração, além de permitir um mais

rentável aproveitamento do equipamento

existente, tendo em conta que poderá utilizar

todo o período de trabalho que

poderá ser, se necessário, por turnos de

24 horas/dia.

Pennitir a utimação de critérios únicos

nas técnicas e normas de esterilização

Facilmente se compreenderá que,

sendo o material preparado e esterilizado

num só local e sobre uma só direcção,

23


AS CENTRAIS

DE ESTERILIZACÃO ,

obedecerá a um só critério quer de preparação

quer de esterifuação, com todas

as vantagens daí resultantes para o pessoal

hospitalar, que de outra forma ficará sempre

na dependência de definição de critérios

dados pelos responsáveis dos serviços.

Permitir a utilização

de pessoal profissionalizado

na área da esterilização

Dado que o pessoal que trabalha na central

está permanentemente em contacto

com as técnicas e os equipamentos, é

possível adquirir um conhecimento adequado

e sempre actualizado no campo

da esterilização. Com o seu campo de

actuação bem definido é possível adquirir

uma profissionalização adequada e indispensável.

Permitir uma correcta stockagem de

material estéril, quer no hospital quer

nos serviços.

Para o correcto funcionamento da central

é indispensável definir os stocks do

material estéril, quer na própria central

quer nos serviços.

Esta definição que poderá demorar

algum tempo a conseguir, é no entanto

indispensável e possível dados os elementos

estatísticos que ao cabo de algum

tempo a central tem reunidos.

Na posse destes elementos torna-se

relativamente fácil proceder às correcções

julgadas convenientes e ajustar com

rigor as stockagens de material estéril

indispensável para o funcionamento sem

sobressaltos, dos vários serviços (clientes)

e concerteza com grande economia de

material.

l\!rmitir a utilização de nonnas de funcionamento

e critérios de organização

tendo em vista um maior rendimento

e productividade

Como unidade de produção que é, a

central terá que se preocupar com a rentabilidade

dos meios humanos e materiais

de que dispõe, de modo a poder

fornecer o produto acabado (material

estéril) nas melhores condições quer técnicas

quer económicas. Por isso deverá

ter sempre presente a adopção das mais

correctas normas de funcionamento e

organização, devendo por isso, e com

base na experiência, procurar continuamente

a melhoria dos seus serviços.

Criar um núcleo de trabalho onde se

pode desenvolver um bom programa

de ensino

É possível desenvolver um bom programa

educacional na central relativamente

a técnicas de assépsia e preparação

de material, mas também é

desejável e possível alargar essa acção

de ensino a todos os profissionais de

saúde na esfera de influência da central

no que se refere à correcta utilização do

material esterilizado.

ORGANIZAÇÃO DA CENTRAL

DE ESTERILIZAÇÃO

Localização

Ao dar início ao estudo de implantação

de uma central de esterilização, devemos

ter presente a sua localização. Assim

esta deverá estar localizada com fácil

acesso ou proximidade dos fornecedores

(levandaria, rouparia, armazém, serviços

hospitalares e laboratórios de controle)

e igualmente dos clientes (serviços

hospitalares).

Assim sendo e como não é possível

localizar a central próximo de todos os

serviços, devemos ter em especial atenção

o féail acesso ou a proximidade dos grandes

fornecedores e consumidores (Levandaria,

Bloco Operatório, Banco de

Urgência, etc.).

Dimensão

Para a definição das áreas e dos equipamentos

necessários ao correcto funcionamento

de uma central de esterilização,

é normal tomarmos como base

o número de camas hospitalares que pretendemos

fornecer de material estéril.

No entanto, devemos igualmente ter

preocupação de analisar outros elementos

disponíveis, tais como o tipo de embalagem

utilizado, se é intenção da administração

privilegiar a utilizaçõ de material

de utilização múltipla, ou se pelo

contrário vai ser utilizado preferencialmente

o material de utilização única, o

volume operatório previsto, etc,.

Com estes elementos disponíveis será

possível definir com algum critério a área

e o equipamento necessário à central .

Vários autores indicam para a necessidade

de material esterilizado valores

compreendidos entre os 10 e os 20 litros

por dia e por cama.

No entanto, o estudo de um caso concreto

e tendo como base os elemenos

atrás referidos conduzem a números mais

correctos.

Assim a quantidade de litros ou metros

cúbicos de material estéril consumidos

diariamente, permitem definir o equipamento

necessário: número de autoclaves

e sua dimensão, quantidade de máquinas

de lavar material cirúrgico e de

processamento de luvas e sua capacidade,

assim como o restante equipamento.

A capacidade do Armazém de material

estéril, será definida tendo em atenção

não só o consumo diário do material mas

tendo também em conta o valor dos

stocks julgados convenientes pelos responsáveis

hospitalares que tem a ver com

o tipo de horário que irá ser adaptado

para a central.

Distribuição de zonas na central

A central deverá estar subdividida em

várias zonas, tendo em vista a função

de cada uma delas.

Assim teremos:

1 - Recepção de material sujo (ferros,

vidros e borrachas).

2 -Recepção de material limpo (têxteis).

3 - Descontaminação.

4 - Lavagem (ferros, vidros e material

diverso).

5 - Processamento de luvas (lavagem,

secagem e empoamento).

6 - Verificação de têxteis.

7 - Preparação (empacotamento).

8 - Esterilização (localização de autoclaves

e vapor e fom1aldeído).

9 - Esterilização (localização de câmaras

de esterilização e ventilação a

óxido de etileno).

10 - Armazém de esterilizados (inclui

o armazém de material de utiliza- 11

ção única) .

11 - Armazém de material cirúrgico de

apoio à esterilização (arsenal cirúrgico).

12 - Armazém de apoio à esterilização

(embalagem material de penso e

outro) .

13 - Lavagem e desinfecção de carros

de transporte de material .

14 - Gabinete administrativo.

15 - Gabinete do responsável.

16 - Vestiários e instalações sanitárias.

17 - Sala do pessoal.

De acordo com o movimento das

várias zonas, assim se definirá a sua área.

No entanto, podemos, para dar uma ideia,

indicar que em termos de percentagem

da área total, das várias zonas ou grupo

de zonas será aproximadam ente a

seguinte:

Zonas 1-2-3-4 - Aproximadamente 25 %

da área total.

Zonas 5-6-7 - Aproximadamente 30 %

da área total.

Zonas 8-9-10-11-12 -

30 % da área total.

Aproximadamente

Zonas 13-14-15-16-17 -

15 % da área total.

Aproximadamente

No estabelecimento e localização de

cada uma das zonas atraS referidas, deverá

ser preocupação criar circuitos perfeitamente

definidos de forma a não haver

cruzamentos entre os materiais infectados,

sujos, limpos e esterilizados.

Definidas que foram as várias zonas,

iremos seguidamente definir a função de

cada uma delas.

Função de cada uma das moas da central

de esterilização.

Recepção de material sujo.

Os ferros, vidros e borrachas· deverão

ser recolhidos nos serviços utilizadores

por pessoal da central de estirilização,

em horário bem definido e de

acordo com o interesse geral (central e

serviços).

O material deverá vir acondicionado

em recipientes próprios, construídos em

material resistente de forma a evitar serem

perfurados por quaisquer utensílios ponteagudos,

devendo igualmente permitir

um fecho hermético, de forma a que toda

a operação de recolha corra sem incidentes,

não permitindo qualquer tipo de

contaminação.

Quando o horário defindo para a recolha

de material ocasione esperas prolongadas

deste nos serviços,ele deverá ser

colocado nos recipientes descritos, mas

mergulhado numa solução desinfectante,

de forma que a descontaminação tenha

lugar de imediato. Esta operação igualmente

irá evitar que a matéria orgânica

seque sobre o material, criando dificuldades

na lavagem. _

Os recipientes descritos são conduzidos

à central em carros fechados destinados

somente a este efeito ou então poderão

ser utilizados para distribuição de material,

depois de lavados e desinfectados

em zona da central convenientemente

equipada para o efeito.

Recepção de material limpo.

Os têxteis vindos da lavandaria e o

material de penso vindo do armazém,

dão entrada na central de esterilização

por este local.

Descontaminação

É neste local da central que se procede

à abertura dos recipientes vindos

do~ serviços com mateial sujo (infectado).

e aqui e antes da sua triagem (separação

por tipos) que se irá efectuar a descontaminação.

A descontaminação pode ser efectuada

pela acção de agentes de desinfecção ou

esterilização e é uma operação prévia

que tem como objectivo reduzir o número

de germes existentes no material de forma

a diminuir o risco de contaminação no

pessoal da central que o irá manipular

quando efectuar a triagem e posteriormente

o conduzir para a zona de lavagem.

Lavagem

Os ferros, vidros e res.tante material,

com excepção das luvas cirúrgicas, são

24

Gestão Hospitalar • Ano V • N.º 17/18

Gestão Hospitalar • Ano V • N.º 17/18

25


AS CENTRAIS

DE ESTERILIZACÃO

;

lavados em máquinas próprias, tipo

doméstico ou em túneis de lavagem,

sendo a sua capacidade definida de

acordo com a quantidade de material a

tratar. Deste modo poderemos no final

dos ciclos dispôr do material seco e em

perfeitas condições de seguir para a wna

de preparação.

Estas zonas de lavagem deverão dispôr

igualmente de máquinas de lavar por

ultra-sons, de modo a que o material de

mais difícil lavagem possa ser sujeito a

uma lavagem prévia por ultra-sons, de

forma a desagregar a matéria orgânica

que contém. Igualmente deverá ser prevista

uma wna de lavagem manual, equipada

com sistema de pressão e adaptadores

para a lavagem de artigos onde os

outros sistemas são ineficazes.

Processamento de luvas

Após a triagem, as luvas cirúrgicas

-------·- - -·

serão enviadas para a zona de lavagem,

secagem, testagem e empoamento, onde

em máquinas próprias e de capacidade

em função das necessidades serão desenvolvidas

todas as operações descritas.

Aproveitamos para referir que o

empoamento das luvas não deverá ser

feito com substâncias que não sejam

hidrosolúveis, caso do talco, por as mesmas

não serem esterilizadas pela acção

do vapor saturado.

O empoamento deverá ser feito com

substâncias hidrosolúveis, caso do amido

de milho, sendo estas esterilizadas pela

acção do vapor saturado.

Verificação de têxteis

As roupas vindas da lavandaria e antes

de serem entregues na zona de preparação,

deverão ser cuidadosamente verificadas

de modo a que seja evitado que

transitem aquela zona, roupas manchadas

ou rotas, ou que de qualquer modo não

ofereçam as condições julgadas indispensáveis

para entrarem na cadeia de preparação

para a esterilização.

Após a verificação procede-se à dobragem

da roupa de acordo com as normas

estebelecidas, seguindo esta de imediato

para a zona de preparação.

Preparação.

Esta zona, que também é designada

por empacotamento, é a zona nevrálgica

de toda a cadeia de produção.

Será aqui que tomará forma o tipo de

embalagem adaptado para cada uma das

utilizações, bem como serão produzidos

todos os tipos de composições previamente

definidos entre a central e os utilizadores,

destinando-se cada uma delas

a um acto médico.

No entanto, deverá ser referido que

para a rentabilização de uma unidade de

produção, como deve ser uma central

de esterilização, há toda a vantagem que

seja produzido o número mínimo de artigos,

de forma a não se dar a pulverização

da produção com todas as desvantagens

daí resultantes para a cadeia de

produção.

Assim, é de fundamental importância

um estudo criterioso e detalhado das

necessidades dos clientes a servir e simul-

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taneamente que estes sejam sensibilizados

para o que representa, em termos de ren­

. tabilidade da central e do próprio hospital,

a standardização das embalagens.

Definidos que sejam estes critérios e

aceites por todos os interessados, a central

poderá apresentar de uma forma padronizada

os materiais de duas formas:

- Isolados, embora em quantidades

variáveis

ou

- Agrupados, embora o conjunto de

material reunido de destine a um só acto

médico.

Referiremos de seguida os tipos de

embalagens produzidas, bem como as

vantagens e inconvenientes que cada um

dos tipos apresenta.

No entanto, dada a importância deste

problema, faremos aqui uma breve chamada

de atenção para o que representa

em esterilização a embalagem.

Assim, poderemos dizer que não basta

esterilizar os materiais e os equipamentos,

há que mantê-los estéreis até ao momento

da utilização e esta condição está directamente

relacionada com o tipo de embalagem

utilizado.

Nestes termos, só dois tipos de embalagem,

garantem a segurança de esterilização

desejada.

São eles: embalagem semi-dura e a

mole.

Embalagem semi-dura

Este tipo de embalagens, utilizado para

servir de suporte a cargas pesadas (ferros

cirúrgicos ou equipamentos) pode ter

duas versões: ou caixas de cartão perfurado

ou tabuleiros metálicos perfurados.

Como envoltório exterior é utilizado

ou o pano ou o papel; qualquer dos processos

é seguro. No entanto o material

acondicionado em envoltório de papel

especial para esterilização mantém o

material esterilizado por um período mais

longo, podendo atingir um tempo de validade

até seis s_emanas. Os envoltórios

de pano que devem ter 100 fios/cm2, não

mantêm o material estéril ao local do·

armazenamento. Podemos dizer que entre

os dois tipos de envoltórios o papel é

o mais seguro.

Embalagem Mole

A embalagem mole é o pacote de papel

especial de esterilização, e destina-se a

cargas leves (têxteis, borrachas, plásti-

cos e pequenos instrumentos cinírgicos);

é a mais segura embalagem de esterilização,

pois pode ser selada, ficando perfeitamente

estanque. O material pode ficar ·

armazenado durante longos períodos de

1 ano em embalagens simples ou dois

anos em embalagem dupla. Esta embalagem

pode ser em sacos totalmente de

papel, ou papel numa face e plástico na

outra. Este tipo de embalagem mista

(papel e plástico) é utilizado quando se

torna necessário visualizar o material contido

no interior da embalagem.

Qualquer ambalagem de material esterilizado,

deverá conter as seguintes indicações:

- Data de esterilização

- Data limite de validade

- O tipo de material que contém

- Uma refereência que identifique

facilmente a embalagem com o aparelho,

onde foi estiliza.da e o número de

ordem da esterilização.

Seja qual for o tipo de embalagem utilizada,

ela nunca deverá exceder as

seguintes dimensões 30X30x50 cm, respectivamente

largura X altura X comprimento.

Esterilização, vapor, formaldeído.

É neste local que se instala todo o equipamento

destinado a realizar a esterilização,

devendo a sua configuração e

espaço estar de acordo com os autoclaves

que aí são instalados, tendo em conta

a sua capacidade definida pelos parâmetros

já referidos. No entanto um outro

aspecto a ter em conta é o tipo de equipamento

escolhido, podendo a opção dos

responsáveis recair em autoclaves de um

ou duas portas (de travessia). Do ponto

de vista de características técnicas para

o ciclo de esterilização estes equipamentos

são idênticos. No entanto, a vantagens

que o autoclave de duas portas apresenta

em relação ao de uma tem a ver

com uma definição muito clara dos circuitos

de material, poia a entrada deste

antes de estar esterilizado, tem, lugar pela

zona não estéril e a saída do autoclave

depois de esterilizado, dá-se directamente

para a zona de armazenamento do material

estéril.

Assim é possível estabelecer, uma organização

muito rigorosa, ao nível de circuitos

de material dentro da área de esterilização.

Uma das causas apontadas com grande

frequência para o insucesso da esterilização,

é o acondicionamento do ma.teria!

no interior dos autoclaves. Apontaremos

seguidamente, e sem grande

detalhe, os aspectos mais significativos

a que deve obedecer esta operação.

Devemos ter sempre presente que o

objectivo a ter em vista, é criar as condições

no interior da câmara de esterilização

de tal forma que o agente de esterilização

(vapor saturado, formaldeído

ou óxido de etileno), contacte francamente

ou penetre caso estes sejam porosos,

nos materiais a esterilizar, além disso,

devem ser igualmente criadas as condições

para que o ar possa ser retirado do

interior das embalagens e dos materiais.

Para isso devem ser respeitadas as

seguintes regras :

- Os pacotes contendo material têxtil

deverão ser colocados de tal modo

que as dobras de roupa fiquem no

sentido vertical.

- Os instrumentos cirúrgicos deverão

ser colocados em tabuleiros de

aço inox perfurados ou em caixas

de cartão igualmente perfuradas.

- Os recipientes, caso de bacias, tabuleiros,

etc. , devem ser colocados

de lado de modo a permitir o contacto

franco do vapor, ao mesmo

tempo que se impossibilitará a criação

de bolsas de ar no seu interior

bem como a criação de condensados.

- Os frascos ou biberons, deverão ser

colocados de boca para baixo pelas

mesmas razões descritas anteriormente.

- As luvas, devem ser empoadas previamente

e colocadas também no

sentido vertical de forma a não se

criarem obstáculos à extracção do

ar e à penetração do vapor.

Referiremos ainda a necessidade de

não carregar demasiadamente os autoclaves,

pois tal prática dificultará a extracção

do ar e a penetração de vapor.

O acondicionamento das embalagens

de esterilização no interior das câmras

poderá ser feito manualmente em estruturas

de carga concebidas para o efeito,

ou de modo mecanizado em mesa provida

de tapete rolante. Qualquer das soluções

é do ponto de vista técnico perfeitamente

correcta, dependendo a escolha

de cada uma delas de factores que só

terão a ver com o grau de mecanização

que se pretende dar à central.

Conscientemente e até ao mesmo, não

referi a possibilidade da esterilização pelo

ar quente. Seria neste local da central

de esterilização, caso existissem estufas

(Continua na página 29)

26

Gestão Hospitalar • Ano .V • N.º 17/18

Gestão Hospitalar • Ano V • N. 0 17/18

27


R~~ Ca$tilho, 75•8.0, Esq.~ +.· i200 LISBOA- PORTÍJGAl/ • Phone (01) 52 65 70 /

. , . , Tel,ex 16751 PLANCO P - Telefax 351/I/57 03 20 ·, · ·

. ... -~- . ' . -~----· - .; , -~-- '-·

(Continuação da página 27)

de esterilização, que elas estariam instalados.

No entanto, é minha convicção

que este equipamento não pode ter lugar

na moderna central de esterilização.

Justifico este ponto de vista, pelas limitações

que este processo de esterilização

tem, no que diz respeito quer ao tipo

de embalagem utilizado, quer ao material

que pode esterilizar e ainda porque

todo o processo é tecnicamente falível.

E como sabemos, em esterilização não

há que correr riscos.

Esterilização, óxido de etileno.

A instalação da área destinada ao equipamento

de óxido de etileno, e dadas as

propriedades deste agente de esterilização,

deverá estar separada fisicamente da área

de esterilização pelo vapor. Aqui, além

do equipamento de esterilização deverá

também ser instalado o equipamento de

arejamento, visto o material dever ser

arejado antes de passar ao armazém de

esterilizados.

Neste local, deverão ser criadas con­

'dições especiais de ventilação e a temperatura

não pode exceder em nenhum

caso valores superiores aos 30.ºC.

Quando as câmaras de esterilização

utilizadas são de grandes dimensões e

las quantidades de óxido de etileno utilizado

são apreciáveis, devem ser montados

equipamentos de detecção de O.E.

:no ambiente, a fim de ser eliminada a

possibilidade de se trabalhar com valores

de O.E. no ambiente, superiores aos jul-

1 •

gados convementes.

Armazém de material estéril e distribuição.

É aqui que todo o material produzido

. na central e até o já adquirido estéril

:material de utilização única) deverá ser

·acondicionado até ao momento de ser

1distribuído para os vários utilizadores.

'A capacidade do armazém de esterilizados

deverá ser tal que garanta o normal

funcionamento dos vários serviços

hospitalares pelo menos durante um

período de três dias. No entanto, esta

definição é variável de central para central

e depende fundamentalmente da perspectiva

dos responsáveis, quanto ao horá-

. rio_ de trabalho é! adoptar.

A função desta á~r-ea_.,_,do--e_tr_a~b-a~lh-o~,-n-ã-õ1

deve ser só de stockagem de material,

1

esterilizado, mas deverá também manter

uma permanente vigilâneia sobre as

1 condições de armazenamento existente

'e sobre os prazos de validade dos arti­

,gos armazenados, fazendo-os voltar à:

esterilização, quando estes atinjam o fim

do prazo de validade. Outra das responsabilidades

deste sector é fazer uma correcta

gestão de stock, providenciando

atempadamente a sua reposição antes da

rotura. O armazém fará portanto à zona

de preparação, as requisições dos materiais

julgados convenientes, de forma a

poder atender todos os pedidos que lhe

chegam dos serviços. Claro está, que

material existe onde o consumo é de tal

maneira regular que esta precaução não

tem que existir.

É ainda o armazém, de esterilizados

que envia periodicamente ao Laboratório

de apoio, amostras para serem verificadas

microbiologicamente, bem como procede

ao controle dos testes químicos e microbiológicos

desenvolvidos para testarem

as condições de segurança do equipamento.

Compete finalmente ao armazém, dis­

, tribuir o material estéril, pelos serviços

hospitalares e de acordo com as necessidades

destes, previamente definidas.

Ao nível dos serviços há um stock de

material para as 24 ou 48 horas que será

completado todos os dias úteis, ou noutro

esquema acordado entre a central e os

serviços.

Armazém de material cirúrgico.

A existência de um armazém de material

cirúrgico é indispensável, pois tornar­

-se necessário ter material facilmente

acessível de forma a proceder a substituições

quando se verifica que o material

recolhido está deteriorado e não oferece

por isso a qualidade exigida.

Alguns responsáveis de centrais de

esterilização defendem, e nós concordamos,

que todo o material cirúrgico

1

deverá ser gerido pela central. No

1 entando, esta opção tem mais a ver com

critérios e sensibilidades locais do que

propriamente com a correcta gestão da

central de esterilização.

Zonas de apoio.

Estão englobadas nesta designação, as

restantes áreas que faltam definir e apesar

da importância que têm no correcto fimcionamento

da central, não têm funções

específicas para além das contidas na própria

designação.

PESSOAL

Direcção

Não se pretende aqui o p~rfil d,2~

ponsavel por esta unidade de produção

que apesar das suas especificidades

poderá, e de uma forma mais ou menos

grosseira, ser comparada a uma unidade

industrial, instalada dentro do hospital

ou fora dele, mas em qualquer dos casos

em franca união com a realidade hospitalar.

Desta forma pensamos que o responsável

deverá ter as condições seguintes:

- Grande experiência hospitalar.

- Profundos conhecimentos em esterilização

e suas técnicas.

- Bons conhecimentos em organização

e métodos de trabalho.

- Conhecimentos de Normalização.

- Conhecimentos de gestão de pessoal.

Na realidade do nosso País o profissional

que no hospital melhor reúne os

quesitos apontados, será sem dúvida um

elemento da carreira de enfermagem.

Temos no entanto, conhecimento que

noutros países nem sempre foi a solução

encontrada.

Referiremos que é de toda a conveniência,

para manter a operacionalidade

desta unidade de produção, ele depender

directamente dos orgãos de administração

hospitalar, pois só assim será

possível obviar às demoras na resolução

dos problemas que a verificarem­

-se podem pôr em risco todo o êxtio que

se pretende alcançar com o esquema proposto.

O pessoal executante.

O pessoal executante que integra a central

de esterilização não deverá ser pessoal

oriundo da carreira de enfermagem.

Desta carreira bastará ser somente o pessoal

responsável pelas várias secções da

central de esterilização .

O restante pessoal deverá ser preparado

convenientemente para as tarefas

que tem que executar, isto é, terá que

ser profissionalizado.

Deverá conhecer profundamente o

papel que representa ao nível hospita- .

lar a esterilização, empenhando-se por

isso para que sejam atingidos os objectivos

desejados.

O número de pessoas que devem integrar

a central de esterilização é variável

e dependerá fundamentalmente do

número de camas a atender, das valências

do hospitala e do grau de mecani- 1

zação que a central dispõe. O

Gestão Hospitalar • Ano V • N.º 17/18

29


CILAS

Laser médico

1

::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

:.·•.:••

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• • •

:::::: ::: : : : : : : :::: : : : ;: ::::::: : :::: : ::: : :: ::: :::::::::: :::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::.......

·: =:·.· ....·::...::::: .. ;:::: ..:·...........

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. . .

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Gastroenterologià

Broncologia

Urologia

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andar

1


"""

DESLOCAÇAO DE

ADMINISTRADORES

AOS E.U.A.

lntregrada no Curso de Métodos

de Engenharia Industrial aplicados

aos Hospitais, a decorrer

no âmbito da Direcção Geral dos

Hospitais e da responsabilidade

da Universidade de Wisconsin,

decorreu entre 4 e 16 de Maio,

a deslocação a Madison, Wisconsin,

E.U.A., de um grupo de 21

Administradores Hospitalares que

frequentaram o referido curso a

fim de realizarem um período de

treino no U niversity of Wisconsin

Hospital and Clinics.

Durante o estágio, os administradores

portugueses contactaram

alguns serviços do UWHC num

plano de formação que englobou

o estudo e aplicação prática de

técnicas de gestão de espaços,

programação de actividades, revisão

de métodos, gestão de materiais,

garantia de qualidade, revisão

de utilização e gestão e

controlo de produtividade.

Os administradores poderam

ainda, tomar conhecimento do

sistema americano de prestação

de cuidados de saúde e de financiamento

dos hospitais.

Aguarde-se, agora, a divulgação

do "know-how'', adquirido

a todos os profissionais da carreira

o que, aliás, se encontra já

em preparação.

Contactos da Direcção da

APAH com órgãos do poder

político e estruturas centrais do

Ministério da Saúde.

A Direcção da A.P.A.H. encetou,

logo após a sua eleição, contactos

com os órgãos do poder

político e estruturas centrais do

Ministério da Saúde, no sentido

de os sensibilizar para os problemas

que o sector da Saúde

enfrenta e para algumas questões

relativas à Carreira de Administração

Hospitalar.

Realizaram-se, assim, contactos

com a Comissão Parlamentar

da Saúde, versando, fundamentalmente

a lei de gestão

hospitalar, posteriormente não

ratificada pelo Parlamento, e estatuto

remuneratório dos Administradores.

Não foi recebida qualquer resposta

ao pedido de audiência formulado

à Ministra da Saúde, à

semelhança do que já se passava

com a anterior Direcção da

APAH.

Verificaram-se, igualmente,

reuniões de trabalho com o

Director Geral dos Hospitais e

com a Sub-Directora Geral do

Departamento de Recursos

Humanos, tendo sido abordados

nomeadamente, questões relativas

à Carta Hospitalar, gestão e fimc

ionamento dos hospitais, estatuto

remuneratório dos Administradores,

realização de concursos

de colocação nos hospitais, contagem

de tempo de serviço aos

profissionais admitidos em

regime de tarefa ou t>utro, alargamento

do quadro único e quotãs

de descongelamento.

Actividades da Association

. Européenne des Directeurs

D'Hôpitaux (A.E.D.H.)

• VII Congresso da A. E. D. H.

A A.E.D.H . anunciou a realização

do seu VII Congresso em

Viena nos dias 26 a 29 de Outubro

de 1988.

O VII Congresso da A.E.D.H.

subordinar-se-á ao tema·~ construção,

•a transformação e a

modernização do Hospital" e terá

lugar no Hotel Hilton, nos dias

26, 27, e 28 de Outubro.

O dia 29 será reservado ao

programa cultural.

A A.P.A.P. está a estudar a

possibildiade de se organizar uma

viagem a preços reduzidos, a fim

de haver uma presença portuguesa

significativa.

Os sócios interessados em

apresentar comunicação sobre o

tema do Congresso, deverão

enviar a sua participação de preferência

em inglês ou francês, à

Direcção da APAH, a qual, posteriormente

a en.viará à Direcção

da A.E.D.H.

36.ª Reunião

do Conselho

de Administração

da A.E.D.H.

FSTRASBURGO, 10/04/1987

Realizou-se no dia 10 de Abril

de 1987 a 36.ª Reunião do Conselho

de Administração da

A.E.D.H. , estando presentes

representantes da República Federal

da Alemanha, Itália, Noruega,

Países Baixos, Suiça, Dinamarca,

Austria, Espanha, Suécia, Filândia,

Bélgica e França.

Foram anunciadas as substituições

na presidência da Associação

Portuguesa dos Administradores

Hospitalares e da

Associación Espanhola de Administración

Hospitalaria, sendo os

cargos ocupados actualmente pelo

Dr. José Maria Carlos Lopes

Martins e por José Paloma, respectivamente.

O representante espanhol propôs

a candidatura da cidade de

Pampelona para a realização da

Assembleia Geral de 1989, tendo

sido aceite por unanimidade dos

membros do Concelho de Administração

e anunciou a publicação

trimestral do jornal "Hospital

2000".

Por dificuldades financeiras foi

solicitada a demissão da

A.E.D.H. da representação Irlandesa,

tendo sido aceite o pedido

que será submetido à apreciação

da próxima Assembleia Geral a

realizar de 17 a 19 do próximo

mês de Setembro, em Copenhaga.

Foram aprovados a acta da reunião

do Conselho de Administração

realizada em Hamburgo

em 4 de Junho de 1986 e a proposta

de revisão do orçamento

para 1987 e apresentado o orçamento

para 1988.

Nesta reunião, foi proposto,

igualmente, o aumento da cotização

das Associações-membro

para 625 FS para o ano de 1988,

tendo sido decidido submeter a

proposta à apreciação da próxima

Assembleia Geral.

1


Colóquio sobre ''Medicina e Saúde

na Sociedade Portuguesa''

Promovido pela Revista Critica de Ciências Sociais e pela Associação

Portuguesa dos Médicos de Clínica Geral vai realizar-se em

Coimbra a 2 e 3 de Outubro de 1987 um colóquio sobre o tema

"Medicina e Saúde na Sociedade Portuguesa" com o seguinte pro-

·grama:

PROGRAMA:

6a. Feira. 2 de Outubro

15:30 - Sessão de Abertura

Director da RCCS

Presidente da APMCC

16:00 - Tema I - O ESTADO E AS POLÍTICAS DE SAÚDE

Comunicação de Boaventura Sousa Santos, Pedro Hespanha e António

Gama: " O Estado e a Sociedade na Produção de Saúde"

Comentários de: António Correia de Campos, Beja Santos, Maria

João Rodrigues e António Branco

Debate

19:00 - Recepção aos participantes

22:00 - Espectáculo-convívio

Sábado, 3 de Outubro

10:00 - Tema. II - A CIÊNCIA E A PROFISSÃO MÉDICA

GESTÃO

Mesa Redonda com Nuno Grande, António Barbosa, Graça Carapinheiro,

Vítor Ramos e Fernando Ruivo

Debate

13:00 - Almoço

14:30 - Tema ili- SABERES, PRÁTICAS E REPRESENTAÇÕES

Comunicação de;

Maria José Ferros Hespanha: "O Corpo, a Doença e o Médico:

representações e práticas sociais numa aldeia"

Berta Nunes: "Sobre as Medicinas e as Artes de Curar"

Comentários de Raul !turra, Valentim Alferes, Mário Moura e Pedro

Hespanha

Debate

a única revista especializada

13:30 - "Uma Consulta da Medicina Popular" video comentado

por A. Lourenço Fontes, Maria Irene Ramalho, Manuel

Laranjeira Areia, Eduardo Mendes e José Morgado Pereira.

Os pedidos de inscrição, deverão ser dirigidos à RCCS - Av.

Dias da Silva, 165 - 3000 Coimbra ou à Rua Filipe Simões, 9

(Vivenda Cepas) - 3000 Coimbra acompanhados da importância

de 2

. ~ ~

''Ô/felo )E l.I~ ]5DÁ

25°· 6· &1

•........... ério da Saúde

não tem pohlica clara

para o sector

A Associação p~:Wguesa de Adminis~ore~ 1 =spital:CS . rS:

0 Ministério da Saúde de não te_r u~~=o bos~ar. ~AH

ctuabza­

saúde e defendeu a ~~tu~ao uadros de pessoal está

afinnou ainda que a maaona os q

-

esse pais moderno sem ·se ass~mir

como tarefa. nacional ~nvr

da. Sa'd t "' ..

. - - do Mini da u e ~

r.

Para a Assoc1açao, a actuaÇaO ,.. ,. _

r.stl'l-.CrizadO {undamentaJmen~ pela •

, .

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..

. .. O Jo2.lllAL- _

No ospital Maria Pia !!!:- • em demissão

rabalhadores exig

da comissão instaladora

1 1 1

ARGO

1 1 1

!ORADA

1 1

ELEFONE

1ATA

favor não escrever neste espaço

ASSINATURA

CÓD. POSTAL

1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1

HABILITAÇÕES ACADÉMICAS

1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1

LOCALIDADE

I'

- 1

3


REFLEXOS ECONOMICOS

,.,,,,

DA INFECCAO HOSPITALAR

#

._.

Alexandra Vizeu * e Leonel Rodrigues * *

Os encargos de exploração da rede hospitalar têm sofrido

ao longo dos últimos anos um apreciável incremento de onde

a necessidade de envidar todos os esforços no sentido de tentar

diminuir o seu ritmo de crescimento.

Embora se proclame que a «saúde não tem preço», os responsáveis

pela gestão dos serviços de saúde cada vez com

mais acuidade se têm confrontado com a evolução do seu

«CUStO».

Por outro lado, e como todos nós sabemos, o nível de recursos

disponíveis impõe o estabelecimento de prioridades para a

satisfação das solicitações/necessidades do sistema integrado

de saúde.

Neste contexto urge rentabilizar os dispêndios efectuados

com a rede hospitalar e por isso parece-nos importante efectuar

uma análise, ainda que ligeira, dos reflexos económicos de

infecção hospitalar.

Para o efeito basta atender para os seguintes dados, em valores

médios, que vulgarmente são citados na bibliografia da especialidade.

- O índice global de infecção oscila entre 5 a 20 % dos

doentes entrados;

- O prolongamento devido à ocorrência de infecção pode

variar entre 3 a 11 dias.

De onde se infere, por exemplo, que para um hospital geral

de 500 camas, com uma taxa de ocupação de 80 % e uma

demorada média de 15 dias e um índice de infecção de 5 %

associado a um prolongamento de internamento de 3 dias,

gera uma «perca» de cerca de 1 % do número total de dias

de internamento.

CONCEITO DA HIGIENE HOSPITALAR

Embora estejamos a assistir, neste momento, no nosso país

ao despertar dos profissionais de saúde dos mais variados níveis

para a problemática da infecção hospitalar e suas consequências,

a questão não é nova, pois já em 1878 Pasteur se referia a

problemas correlacionados com esta temática.

Organização Mundial de Saúde define n0 seu guia prático

*Administradora Hospitalar.

**Administrador Hospitalar do Hospital Ortopédico Dr. José de Almeida -

Parede.

para prevenção de doenças adquiridas no hospital, a infecção

hospitalar como «. . . adquirida no hospital por um doente

que foi admitido por uma razão que não a dessa infecção».

Entende-se porém que esta concepção é·algo restritiva pois

não aborda as infecções contraídas no meio hospitalar por:

- pessoal

- doentes de ambulatório

- visitantes

Parece-nos portanto pertinente alargar o âmbito d~nição

anteriormente citada aos grupos acima referidos.

Neste contexto dever-se-á entender por higiene hospitalar

a política global e integrada de combate à infecção hospitalar.

PRINCIPAIS CAUSAS

DE INFECÇÃO HOSPITALAR


O início da utilização generalizada de antibióticos marcou

uma evolução das causas predominantes da infecção hospitalar.

Antes, os factores eram geralmente extrínsicos ao próprio

doente pois a infecção era provocada por microrganismos não

existentes na flora normal do doente, e que portanto lhe eram

transmitidos.

Nos nossos dias, com especial incidência a partir dos anos

50 os factores passaram a ser internos, isto é, as infecções

hospitalares são originadas por micnK>rganismos que se encontram

normalmente na flora individual do doente e que em

' condições normais não podem considerar-se patogénicos. Porém

a agressividade das técnicas terapêuticas ou o mero tratamento

antibioterapêutico podem originar a sua multiplicação e implantação

num território onde poderão provocar infecção.

Embora não existam elementos estatísticos disponíveis que

possibilitem uma quantificação e seriação inívoca das principais

causas das infecções hospitalares em geral, pode contudo

indicar-se de um modo genérico aquelas que mais surgem

citadas na bibliografia de especialidade:

- o aumento do factor risco dos doentes à infecção ftmção

do tipo de patologia, do aumento das franjas dos

grupos etários e do recurso sistemático .e técnicas terapêuticas

e de diagnóstico cada v~ mais complLJCas e agressivas.

Gestão Hospitalar • Ano V • N. 0 17/18

31


REFLEXOS ECONÓMICOS

'DA INFECCÃO HOSPITALAR

,

- o emprego indiscriminado de antibiótico, com especial

relevo para aplicação sistemática de antibioterapia preventiva.

- falta de formação do domínio da prevenção do pessoal

hospitalar.

- a complexidade da estrutura hospitalar que origina cada

vez mais profissionais tratarem do mesmo doente, e este

ser cada vez mais ignorado como um todo.

- problemas de arquitectura que originam deficientes articulações

funcionais.

- problemas de engenharia relativos quer à opção do equipamento/compatibilização

assim como da sua ulterior

manutenção preventiva.

REFLEXOS DA INFECÇÃO HOSPITALAR

As repercussões das infecções hospitalares não podem ser

afloradas senão de um modo genérico, já que não existem

estudos epidemiológicos globais e integrados que facultem

a informação estatística suficiente à reformulação de hipóteses

teóricas para a criação de modelos.

Aliás estudos completos sobre a temática em questão terão

de ser forçosamente complexos, pois as variáveis em jogo são

inúmeras e correlacionadas entre si. Para o efeito basta enunciar

algumas delas:

Individuais

• diagnóstico principal

• diagnóstico(s) secundário(s)

• antecedentes clínicos

• idade e sexo

Institucionais/organizacionais

• diferenciação profissional

• protocolo terapêutico utilizado

• «atitudes terapêuticas» do pessoal

• utilização de material de uso único

• condições hoteleiras

• «política» de esterelização e desinfecção

• normas de funcionamento dos serviços

As interferências e implicações que a infecção origina podem

ser analisadas, pelo menos, sob três ópticas:

- social/humanitária

- jurídica

- económica

Não obstante a importância relativa de todas elas, será sobre

1 a última, isto é, reflexos económicos da infecção que nos iremos

ldeter.

REFLEXOS ECONÓMICOS

DA INFECÇÃO HOSPITALAR

Com o intuito de demonstrar a importância económica da

ocorrência de infecções hospitalares enveredar por duas vias

de análise:

- uma directa e relacionada com a construção de um modelo

que permita calcular o custo associado à infecção.

- outra indirecta e referente às interferências produzidas

na dinâIIJ.Íca assistencial.

CUSTO ECONÓMICO DA INFECÇÃO

Numa perspectiva macro do cenário económico da infecção

considerar-se-á o custo adicional como resultante das seguintes

componentes:

Ki =li + Ci

·li = Investimento adicional na estrutura orgânico-funcional

com o intuito de diminuir a incidência da infecção.

Ci = aumento médio de encargos que o «cliente» infectado

acarreta.

Neste contexto será lógico esperar, desde que se mante-

1

nham inalteráveis as outras variáveis, que dentro de deter-

PRINCIPAIS GAUSAS

DE INFECÇÃO HOSPITALAR

- Aumento do factor risco dos doentes à

infecção.

Função

• Do tipo de patologja

• Aumento das franjas dos grupos etários

• Recurso sistemático a técnicas terapêuticas

de diagnóstico cada vez mais

complexas e agressivas

- Emprego indiscriminado de antibióticos,

1

com especial relevo para a aplicação sistemática

de antibioterapia preventiva.

1

- Falta de formação no domínio da pre- '

venção do pessoal hospitalar

- Complexidade ·da estrutura hospitalar '

que origina cada vez mais profissionais tratarem

o mesmo doente, e este ser cada vez

mais ignorado como um todo.

- Problemas de arquit~ctura que originam

deficientes articulações funcionais.

- Problemas de engenharia relativos quer

à opção do tipo de equipamento/compatibilização

assim como da sua ulterior manutenção

preventiva.

minados limites se assista a um comportamento do tipo. ·

Ci

Ci=f( xf )

1 li

X2

'1

ll X2

ZONA ONDE A MELHORIA DO N!f VEL DE

COMBATE A INFECÇÃO É EXTREMAMENTE

DIFICIL E ONEROS.A.

Já que é lícito aguardar que seja provável que quanto maior

for o investimento na melhoria das condições e meios de combate

à infecção, mais ligeiras sejam as reprecussões das infecções,

e que portanto menos seja Q custo adicional do seu tratamento.

Do ponto de vista meramente economicista a situação mais

favorável será aquela em que:

Ki = f (Ci + li) => mínimo

o que gráficamente se traduz por :

,Y=f(Ci+ll)

1

1

1

1

1

-- -

-

. CUSTO DA INFECÇÃO

li

- -

Retomemos então a construção do modelo, que irá permitir

determinar o aumeµto médio· de encargos associado ao tratamento

de doentes infectados.

O desenvolvimento do cálculo assente nas seguintes permissas

básicas:

- ocorre uma intensificação terapêutica;

- verifica-se um prolongamento do tempo de internamento;

a nível de custos de diária de internamento s6 se considerará

a variação relativa à intensificação terapêutica.

Neste contexto; o aumento médio de encargos associado

ao tratamento da infecção, num determinado período é dado por:

Ci = custo adicional por doente infectado x n. 0 de doentes

infectados = Cdi X di.

Desenvolvendo-se o primeiro factor tem-se que:

Cdi = custo diário do doente infectado X n. 0 de dias de

prolongamento internamento = Cddi X b.. dm.

Continuando a desagregação obtém-se:

1

Cddi = custo diário normal + custo diário intensificação\

terapêutica = Cn + Cvt

e

dm = demora média doente infectado -

normal = dmi - dmn

,o que permite escrever

Cdi = (Cn + Cvt) X ( dmi -

dmn).

demora média

No que respeita ao segundo factor, o número de doentes1

1

(Ju_e, naquele período, contraiu infecção hospitalar é dado por: 1

di = doentes entrados X taxa infecção = E XTi.

Chegando-se finalmente à fórmula que traduz o aumentoi

médio de encargos associado ao tratamento da infecção:

Ci = (Cn + Cvt) X (dmi -

dmn) X (E X Ti)

O passo seguinte consistirá na apresentação de um exem-

1plo prático, que permitirá constatar o volume de verbas em

jogo. Assim e para o efeito tomou-se como base de trabalho 1

um hospital geral com o seguinte perfil de elementos:

Lotação

500 camas

Doentes entrados . • • • . • • . . . . . • . • . . . . E = 9730 doentes

Percentagem ocupação ....•..•. ... .. ± 80%

Demora média . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . • dmn = 15 dias

Custo de diãria normal .•...•......... Cn = 5000$

Custo diário de investigação terapêutica Cvt = 1000$

Taxa infecção ... . .••.. . .•. . . •. ... • Ti= 10%

Prolongamento tempo internamento

!::. dm = 5 dias

Custo cama ano . . • • • • • . . . . • . . . . • • . . 1500 contos

Ci = (Cn + Cvt) X b.. dm X (Exti) 1

= 6 X 5 X 973

= 29 '190 contos

32

Gestão Hospitalar • Ano V • N.º 17/18

. . - 1

Gestão Hospitalar • Ano V • N. 0 17/18

33


REFLEXOS ECONÓMICOS

DA INFECCÃO HOSPITALAR

,

o que corresponde a cerca de 3,9 % dos encargos globais do

hospital.

É óbvio que não se deverá alimentar a ilusão de que se

poderá poupar a totalidade do custo adicional associado à ocorrência

de infecções uma vez que é praticamente impensável

atingir a situação ideal de uma taxa de infecção nula.

ACTUAL

X

- .... ,,. - - '>'

' ,,, ,.

I

I 1 '

\

' ' ' ,

'

- -

....

-

.... ... >- ... ,' ....

.... - -

IDEAL

Ti\ A6.dm \

KI =f(CI +li)-+ CONSTANTE

A via realista será portanto a de delinear uma estratégia

conducente à diminuição quer de taxa de infecção quer de

duração do prolongamento de internamento, como resultado

de uma melhoria das condições e meios disponíveis na luta

contra a infecção.

Consideremos então que se estabeleciam os seguintes objectivos

a atingir nos próximos dois anos:

Ano

Ti(%)

.::ldm

n+1

9

4

n+2

de onde se infere que, a preços constantes, se teriam de suportar

os seguintes encargos

n + 1 N+2

l 21011 l 18682

ficando-se portanto com a hipótese de poder investir o dife-

8

4

rencial na melhoria das condições e meios de combate à infecção

no sentido de alcançar os objectivos propostos:

~

~

k = F (Ci +li)

n

29190

-

29190

n + 1 n+ 2

21017 18682

8173 10508

29190 29190

A enuneração do tipo de acções a desenvolver no sentido

de atingir os objectivos fixados será objecto de desenvolvimento

na última parte deste trabalho.

Não poderíamos contudo terminar este ponto, sem citar um

estudo exaustivo, embora realizado em França por CHARRE

e FESSLER (GESTIONS HOSPITALIÉRES, N. 0 220, Novembro

1982), em que os autores concluír~ que a relação entre

os custos médios de uma artroplastia total da anca sem infecção

pós-operatória e uma com infecção era de 1/6,78, a valores

de 1980.

CUSTO DA

INFECÇÃO/DINÂMICA ASSISTENCIAL

Uma das vias indirectas de aferir os reflexos económicos

da infecção hospitalar consiste na determinação do número

de doentes «a mais» que poderiam ser assistidos, se se conseguisse

diminuir, dentro de determinados parâmetros, a taxa

de infecção e o prolongamento do tempo de internamento,

VARIÁVEIS EM JOGO

Individuais:

• Diagnóstico principal

• Diagnóstico(s) secundários

• Antecedentes clínicos

• Idade e sexo

INSTITUCJONAIS//ORGANIZACIONAIS

• Diferenciação profissional

• Protocolo terapêutico utilizado

• «Atitudes terapêuticas» do pessoal

• Utilização de material uso único

• Condições hoteleiras

• «Política)) de est~relização e desinfecção

•Normas de funcionamento dos serviços

mantendo-se constante a percentagem de ocupação.

O desenvolvimento do cálculo é o seguintes:

Om = dias internamento x (Lotação x 365)· 1

Considerando que não há alterações de lotação, e que o

número de doentes entrados é igual ao dos saídos, tem-se que:

OM = constante >Dias internamento =constante

Dias internamento = Dias internamento doentes

s/infecção +

Dias internamento doentes e/infecção =

E X (1 - Ti) X dmn + E X Ti X dmi

simplificando obtém-se:

Dias internamento = E x ( dmn + Ti 6. dm)

Considerando o estudo (1) como inicial e o (2) como objectivo

parcelar intermédio a atingir tem-se que:

Dias internamento (1) = Dias internamento (2)

E 1 X (dmn1 + Ti1 6. dml) = E2 X (dmn2 + Th 6. dm2)

De onde se infere que a melhoria do rendimento assistencial

será função:

- da taxa de infecção asspcmda ao( s) serviço( s) ou ao hospital

- da relação, em termos de ordem de grandeza, existente

entre o prolongamento do tempo de internamento e a

demora média normal.

Aliás o problema que se põe é que não existem valores padrão

quer para as taxas de infecção quer para o prolongamento

de internamento, já que os indicadores estatísticos que se encontram

mencionados na literatura da especialidade, reportam­

-se como não poderia deixar de ser, a situações concre~s ,

e portanto a realidades concisas e muito provavelmente distintas

entre si.

A título de exemplo citam-se alguns valores de taxa de infecção

apresentdos pelo PROF. MAISONNET, aquando da sua

palestra na Escola de Enfermagem CALOUSTE GULBEN­

KIAN em Lisboa, em 7.12.82.

Prof. Maisonnet

TAXAS DE INFECÇÃO

Hospitais europeus ............... . . 15 a 18%

• Ci rurgia card íaca ............. . . . .. .

Cirurgia ortopédica . ............... .

Neurociru rgia .................... . 0,3 a 1,5%

Oftalmologia ...... . .............. .

Traumatologia ..... .. .. . .......... .

Gastroenterologia ........... . ..... .

9 a 24%

Urologia .... . ...... .. ... . ........ . 49 a 57%

34

Gestão Hospitalar • Ano V • N. 0 17/18

Gestão Hospitalar • Ano V • N.° 17/18


REFLEXOS ECONÓMICOS

DA INFECCÃO HOSPITALAR

,

Vejamos então o que se passa a nível de:

- hospital;

- um determinado serviço;

Hospital

Como base de trabalho iremos utilizar o exemplo já citado

no ponto anterior:

E

Doente e/infecção (D.i)

Evolução -

E

Di

.___n_ll.___n

+_1 __.I l n + 2 1

~~~

~~~

Poderiam portanto ser assistidos concumitantemente mais

doentes com um menor índice de dias de internamento «perdidos»

pela ocorrência de infecções.

Adoptando a mesma metodologia que foi utilizada no exemplo

do ponto anterior iremos verificar o que se passa com o estabelecimento

dos seguintes objectivos:

Assim:

Ano

n j 1 n+1 j 1 n +2

n

1 1

n + 1

1 1

n+2

[IJ [][] 9 []O 9 [][] 7

Evolução - E

[][] ~

108,1

-Di o o 98,2

Neste caso o número de doentes que contraiem infecção

mantem-se praticamente constante, não obstante se registar

um incremento apreciável do número de doentes assistidos.

No que se refere ao cálculo de vidas humanas, não avançaremos

com nenhuma estimativa, uma vez que nos parece

difícil prever o comportamento da taxa de mortalidade associada

à infecção. Dado ser possível a diminuição da franja

de doentes com infecções mais ligeiras, será portanto lógico

aguardar que a referida taxa de mortalidade, pelo menos, não

diminua.


c) - concepção de um circuito de recolha e processamento

de informações acerca de infecções.

d) - padronização de métodos de trabalho:

• estabelecimento de uma política coerente de desinfecção

e esterilização.

• rotinas especiais para os serviços de alto risco (bloco

operatório, laboratórios, U.C.I., maternidade, diálise,

transplante renal, queimados, etc.).

• rotinas de limpeza geral.

• sistematização do processo de aquisição de novo

equipamento.

• adequação dos métodos de trabalho a nível dos serviços

de apoio geral (cozinha e rouparia).

e) - regulamento de visitas por serviço.

f) - acção informativa do doente.

g) - criação de uma articulação funcional perfeita -

médico/assistente/farmacêutico, com o intuito de se

fazer face conscientemente às solicitações «tentadoras»

do mercado fornecedor. Pois o hospital como sistema

aberto que é, influencia e é influenciado pelo

exterior, e como tal tem dificuldade em se furtar à

agressividade do «marketing» comercial dos produtores

de antibióticos.

h) - sistematização de protocolos terapêuticos para que se

torne possível um planeamento racional de «Stocks»

e permitindo portanto minimizar o custo aquisição/

/utilização.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Não queríamos terminar sem deixar aqui bem expresso três

ideias que nos parecem de uma importância crucial para quem

começa, como nós, a abordar este problema:

(a) -

l.ª -

Deve-se fazer um esforço para nem hiper nem subvalorizar

a problemática da infecção hospitalar, mas

posicioná--la em termos da sua real dimensão.

2.ª - Para vencer a guerra definitivamente e não nos restringirmos

a acumular vitórias pontuais nalgumas batalhas,

é imperioso que os profissionais de saúde sejam

cada vez mais verdadeiros profissionais de saúde.

3.ª - Não valerá a pena delinear estratégia, arquitectar planos

e formular acções, sem que para o efeito as estruturas

a envolver estejam de facto empenhados na estratégia,

no plano e nas acções.

D

Trabalho publicado no n. 0 6 da revista TODO HOSPITALAR

SUGESTÕES

Serviço

De entre alguns estudos levados a cabo a nível de serviços

optou-se pelo conduzido na Unidade de Cuidados Intensivos

do Hospital Clínico San Carlos,. Madrid, e elaborado

por José Costiel e Rosa Coelho (a). ·

O contexto do trabalho foi o seguinte:

Ano Análise: - 1982

Lotação: - 12 camas

Tipo de patologia predominante: respiratória e cardiovascular

Doentes entrados: 495

Percentagem de ocupação: 75,8 %

Taxa de infecção: 22 %

Demora média normal: 4,4 dias

Demora média e/infecção: 14,9 dias

Taxa global de mortalidade: 27,3 %

Taxa de mortalidade associada à infecção: 37,6 %

Convirá salientar antes de mais o facto signifiativo e a relação

existente entre o tempo de internamento de um doente «normal»

e de um «infectado» ser de 1 - 3,39.

Ao delinear a estratégia para combater o verdadeiro flagelo

que constitui a infecção hospitalar, há que ter em consideração

duas áreas predominantes de actuação:

- externa ao controlo da instituição

- intrínseca à própria instituição

Ao nível externo poder-se-ão posicionar os seguintes tópicos:

a) - actuação dirigida a nível da formação básica e pós­

-básica dos vários grupos profissionais de saúde.

b) - lançamento de estudos sobre temas concretos.

e) - articulação e supervisão das acções desenvolvidas pontualmente.

d) - divulgação de normas genéricas.

e) - estudo da necessidade de criação de novas valências

profissionais (médico-higienista, enfermeira-higienista,

engenheiro-higienista).

No campo do domínio de actividade do próprio estabelecimento

poder-se-ão colocar, entre muitas, as seguintes acções:

a) - criação de um espírito de abertura para o problema

que faculte a possibilidade de implementar, na verdadeira

acepção da palavra uma «Comissão de Higiene

Hospitalar».

b) - divulgação atempada aos vários profissionais de saúde

da informação específica.

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1

36

Gestão Hospitalar • Ano V • N. 0 17/18

Gestão Hospitalar • Ano V • N. 0 17/18

37


A EFICÁCIA DE VÁRIOS PRODUTOS NA DESINFECCÃO CIRÚRGICA DAS MÃOS,

E NA DESINFECCÃO PRÉ-OPERATÕRIA DA PELE

. .

DESINFE

D SINF

ÃO CIRÚRGI A

ÃO PRÉ-OPERATÓRIA

G. Wewalka, M. Rotter e W. Koller

m ediCinália/~~<

SOCIEDADE DE EQUl'PAM'.ENTOS ÁOSR!TA~RE

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Telefone 56 21 06/9 · Telex 14895 - STET01P ··.

Pátio da Inquisição, 24 - 3000 COIMBRA· - ,Jelefofle

Rua 31 de Janeiro, 21 - 4000 PORTO -.:i' Tel~fone '2 9

Vários factores intervêm na génese de

infecções pós-operatórias. A condição

prévia mais importante é o facto de agentes

infecciosos chegarem à área das feridas.

De entre todas as possibilidades de

transmissão exógena de gérmens, deve

atribuir-se, provavelmente, o papel mais

importante ao arrastamento de gérmens

provenientes da pele do doente e - no

caso de uma luva perfurada - também

da mão do cirurgião. Na verdade, quase

não dispomos de dados epidemiológicos

sobre o efeito da desinfecção pré­

-operatória da pele e da desinfecção cirúrgica

das mãos, sobre a frequência de

infecções pós-operatórias da ferida. Este

facto deve-se, principalmente, à grande

dificuldade de se avaliar na prática o

efeito destas medidas impedindo a infecção,

por se tratar de uma génese multifactorial

desta. Assim, não tendo a possibilidade,

hoje em dia, de medir os

efeitos de tais técnicas de desinfecção

por meio da taxa de infecções, temos de

limitar-nos à determinação da sua eficácia

no ensaio controlado, realizado em

pessoas submetidas a ensaio. Um novo

método de avaliação de técnicas de desinfecção

higiénica das mãos foi concebido,

nestes anos mais recentes, no Instituto

de Higiene da Faculdade de Viena (9).

Além disso, aperfeiçoou-se o método de

avaliação de técnicas de desinfecção cirúrgica

das mãos (10).

Descreveram-se, de facto, métodos utilizando

culturas de contacto ou exaguando

a pele do doente por baixo de um cilindro

de vidro, métodos estes destinados a avaliar

as técnicas de desinfecção pré­

-operatória da pele (12, 14). Mas os dados

Dr. G. WEWALKA, Prof. Dr. M. RarTER und Dr. W

KOLLER, Hygiene-Jnstitut der Universitiit Wien, Kinderspitalgasse

15, A-1095 Wien .

, .........

___

BDF

medical

prograrnm

assim obtidos são, em parte, semi­

-quantitativos, admitindo, por isso, apenas

uma possibilidade relativa de se calcular

o efeito desinfectante.

Dado que se pretende, tanto na preparação

pré-operatória da pele, como na

desinfecção cirúrgica das mãos, uma

rajução máxima da flora microbiana própria

e estranha da pele, concordamos com

outros autores (1) na opinião de que o

modelo da mão pré-lavada, utilizada para

se verifiar o nível de desinfecção cirúrgica

das mãos, possa dar indicações fiáveis

também sobre o efeito de um processo

de desinfecções pré-operatória da pele.

Gérmens estranhos, chegados à pele

por contaminação (flora transeunte)

podem suprimir-se, quer por técnicas de

desinfecção por produtos friccionados

na pele, como se deseja na desinfecção

higiénica das mãos, quer por remoção

da pele através de técnicas de lavagem.

No entanto, apresenta muito maiores dificuldades

reduzir a flora própria da pele

(flora residente). Lavar a pele com sabão

leva mesmo a uma maior libertação de

gérmens (11). Ao avaliar as técnicas da

desinfecção cirúrgica das mãos, e também

da pele, a redução da libertação de ·

gérmens próprios da pele representa,

assim, o critério a medir. De entre as

substâncias químicas a aplicar são os

álcoois e, entre estes, o álcool n-propílico,

que produzem o efeito supressor de gérmens

mais acentuado (1, 8, 13) . 'De

acordo com os conceitos das associações

da especialidade na Alemanha e Áustria,

a eficácia de uma desinfecção cirúrgica

das mã9s, regular, deverá ter por

base o efeito dó n-Propanol (60 % ml/ml),

friccionado durante 5 minutos. Por isso,

estudámos uma série de técnicas utilizadas

na desinfecção cirúrgica das mãos

e na desinfecção da pele, sob condições

existentes na prática, comparado com

o n-Propanol.

MÉTODO

A libertação de gérmens provenientes

da polpa dos dedos de mãos limpas,

lavadas durante 2 minutos com sabão,

foi determinada antes da desinfecção,

nas duas mãos, mergulhando-as durante

1 minuto em 10 ml de um caldo de cultura,

contendo um aditivo que neutraliza

o produto de desinfecção (valores

iniciais = VP). Imediatamente após o

processo de desinfecção mediu-se, de

maneira idêntica, a capacidade libertadora

de gérmens da polpa dos dedos de

uma das mãos, para se determinar o efeito

imediato (valor posterior imediato = VP

imed), enquanto a outra mão foi revestida

com uma luva cirúrgica esterilizada

durante 3 horas, para se determinar o

efeito prolongado. No fim deste período

as pessoas submetidas ao ensaio mergulharam

as polpas dos dedos desta mão,

num caldo de cultura (valor posterior

3h = VP.3h).

A fim de se determinar o número de

gérmens, prepararam-se culturas bacteriológicas

quantitativas a partir dos caldos

de cultura. As câmaras de contagem utilizadas

para este fim foram incubadas

sob condições aeróbias, a uma temperatura

de 35°C e durante 48 horas. Os

efeitos produzidos pela técnicas de desin-

Gestão Hospitalar • Ano V • N.º 17/18

39


------

-~__________J

fecção a estudar, foram comparados com

os da técnica standard, na mesma pessoa

e após intervalo de uma semana, em

cada caso. Seguindo a técnica standard

procedeu-se à desinfecção friccionando

cuidadosa e permanentemente as mãos,

durante 5 minutos, com n-Propanol a

60 % (rnl/rnl), mantendo as mãos molhadas

pelo adicionamento de, cada vez,

3 ml. Dependendo da pessoa submetida

ao ensaio, necessitaram-se entre 9 a

18 ml.

Estudaram-se as seguintes técnicas de

desinfecção, observando-se o método

acima descrito, e compararam-se com

a técnica standard (ver em cima):

a) isopropanol 60 % (rnl/ml), aplicação

idêntica à standard.

b) isopropanol 70 % (ml/ml), aplicação

idêntica à standard.

c) sabão líquido BetaisodonaR (Mundifarma;

100 ml de sabão líquido

contém 7,5 g de complexo de iodo

polivinilpirrolidona, com um teor

total de 0,75 % de iodo disponível),

tempo de actuação: 5 min. Aplicação:

friccionaram-se nas mãos

húmidas 5 ml. A seguir lavaram­

-se as mãos. Passados 2,5 min.

repetiu-se o procedimento.

d) Solução de BetaisodonaR (Mundifarma;

100 ml de solução contém

10 g do complexo de iodo polivinilpirrolidona,

com um teor total

de 1 % de iodo disponível), tempo

de. actuação: 5 min. Aplicação:

friccionaram-se as mãos húmidas

com 5 ml durante 2,5 min. ·A

seguir, exaguaram-se as mãos com

água da torneira durante 15 seg.

Depois repetiu-se o procedimento.

e) BraunolR (Braun; 100 ml de solução

contém 7,5 g do complexo de

iodo polivinilpirrolidona, com um

teor total de 0,75 % de iodo disponível).

Tempo de actuação: 5 min.

Técnica de aplicação como descrita

em d).

f) BiotensidR desinfectante (Arcana;

100 ml de solução contém 0,5 g de

gluconato de clorohexidina e 73 g

de etanol a 96 % ); tempo de atuação:

2,5 min. Aplicação: mantêm­

-se as mãos molhadas durante todo

o período de actuação, aplicando

várias vezes 3 ml do produto.

g) DesdermanR (Schülke & Mayr;

40

100 ml da solução contém 79,2 g

de etanol a 95,3 % (ml/ml) e 0,1 g

de 2,3,4,5-Tetrabromo-6-metilfenol).

Técnica de aplicação como

a do standard.

h) HibiscrubR (ICI; sabão líquido

contendo 4 % (g/ml) de gluconato

de clorohexidina); tempo de actuação:

3 min. Técnica de aplicação:

distribuíram-se 5 ml nas mãos

húmidas durante um minuto; depois

de enxaguadas brevemente,

friccionaram-se novamente as mãos

com 5 ml, durante mais 2 min.

i) HbisolR (ICI; a solução contém

0,5 % (g/ml) de gluconato de clorohexidina

em isopropanol (70 %

ml/ml). Técnica de.aplicação igual

à standard.

j) SatinazidR (Mack; 100 ml de solução

contém 70 g de n-Propanol),

tempo de actuação: 3 min. técnica

de aplicação: mantêm-se as mãos

molhadas durante todo o período

de actuação, adicionando-se, de

cada _vez, 3 ml do produto.

k) SterilliumR (Bacillolfabrik Dr.

Bode & Co.; 100 ml de solução

contém 45 g de isopropanol, 30 g

de n-Propanol e 0,2 g de etosulfato

de cetiletildimetilamónio); téc-

TÉCNICA DE DESINFECÇÃO

STANDARD:

n-Propanol 6* % (ml/ml)

TÉCNICA DE FRICÇÃO

Sterillium R

DesdermanR

SatinazidR

HibisolR

Isopropanol 70 % (ml/ml)

Biotensid R desinfectante

BraunoIR

Solução BetaisodonaR

Isopropanol 60 % (ml/ml)

TÉCNICA DE LA V AGEM

Sabão líquido Betaisodona R

HibiscrubR

Sabão líquido


nica de aplicação como a do standard.

1) Sabão líquido sem adicionamento

de substância anti-bacteriana; tempo

de actuação: 5 min. Técnica de

aplicação igual à de c).

APRECIAÇÃO

Calculou-se o conteúdo em gérmens

nos líquidos de recolha, por ml. A seguir

submeteram-se os números obtidos ao

cálculo logarítmico. A diferença entre

o log 10 do valor inicial (log VP) e o

log10 do valor posterior correspondente

(log VP) foi determinada para cada mão

e designada de log10 factor de redução

(log FR). Podem considerar-se os valores

médios de todos os valores log FR, determinados

tanto para o efeito imediato

como para o efeito verificado ao fim de

3 horas, como valores estimativos do

efeito imediato e a longo prazo das diferentes

técnicas de desinfecção.

Comparando-se os dados obtidos no

mesmo grupo de pessoas submetidas ao

ensaio com a técnica standard, é-nos

facultada a possibilidade de indicar se

a técnica em estudo é mais ou menos

eficaz que a técnica standard. Se o fac-

Redução média (log10) da libertação

de gérmens após desinfecção

imediata

2,5 - 3,4 ( 1 )

3,6 + 1,0

2,9 + 0,9

2,5 + 1,0

2,5 + 0,9

2,4 + 1,0

2,2 + 1,3

* 1,9 + 0,8

* 1,8 + 1,3

* 1,7 + 1,6

* 1,0 + 0,6

* 0,8 + 0,7

* 0,4 ± 0,5

( 1 ) Valores extremos provenientes de vários ensaios sem indicação da dispersão.

* Significativamente diferente comparado com o standard p 0,05.

ao fim de 3h

1,6 - 2,9 ( 1 )

3,3+1,5

3,5+1,0

1,2+1,0

2,8+1,0

2,1+1,0

1,5+1,2

* 0,8+0,9

* 0,8+0,8

* 1,0+1,4

* 0,2+0,7

* 0,8+0,7

* 0 ,1 + 0,5

Gestão Hospitalar • Ano V • N.º 17/18

tor de redução médio de cada técnica

visada era inferior ao da técnica standard,

examinou-se a diferença por meio

do teste de sinal de posição para diferenças

de pares (Wilcoxon), a fim de se

apurar a sua significância estatística (nível

de significância p = 0,05 na pergunta unívoca).

RESULTADOS

Do quadro na página anterior, consta

a sequência das técnicas, indicadas

segundo o seu grau de eficácia.

Daí resulta que a libertação de gérmens

provenientes da polpa dos dedos

é sempre mais reduzida por meio de téc-

90,0 l,O

99,0 2,0

99 ,9 3,0 -l-----.-------------,

Efeito

imediato

nica de fricção do que pela da lavagem.

Na técnica standard com n-Propanol 60 %

(ml/ml) indicaram-se os valores extremos

verificados nos factores redutores

médios, determinados em vários ensaios.

Cifram-se em cerca de 3 log10 ou 3

potências de 10, isto é: após desinfecção,

as polpas dos dedos liberta~am, em

média, apenas um milésimo da quantidade

inicial de gérmens. Os cinco pro-

Gestão Hospitalar • Ano V • N.º 17/18


'.

'

DF

medical

1~--- programm

álcoois nas concentrações adequadas que

correspondem às exigências. Como a

diluição do álcool com água leva a uma

forte diminuição do efeito, a uma perda

de eficácia do álcool, estes produtos

devem utilizar-se sob a forma de fricção

na mão seca.

Considera-se, actuahnente, como satisfàtório

o efeito prolongado de uma técnica

de desinfecção das mãos, quando

a capacidade de libertação de gérmens

pela pele não for superior à verificada

3 horas após aplicação da técnica standard.

Em geral, correspondem a esta exigência

apenas os álcoois em concentração

mais elevada. Após a aplicação, a recolonização

inicial por gérmens 'é restabelecida

só depois de passado um tempo

relativamente longo, devido à intensa

redução do número de gérmens então

verificada. Como se revelou no estudo

de produtos combinados, pode obter-se

um melhoramento do efei~ prolongado

pelo adicionamento de clorohexidina, de

fenóis e, talvez, de tenso-activos anfóteros.

Teóricamente deveria ser possível

obter um efeito prolongado superior,

por uma técnica a dois tempos, lavando­

-se, primeiro, com um sabão contendo

clorohexidina ou hexaclorofeno, e esfregando,

a seguir, as mãos com algum dos

álcoois adequados. Alguns trabalhos realizados

com o fim de confirmar esta hipótese,

ainda estão por concluir. O procedimento

na sequência inversa, ou seja:

primeiro esfregar com álcool e depois

qualquer técnica de lavagem, diminui

mesmo o efeito ime:diato do àlcool, como

se revelou nos ensaios de LILLY et ai

(5). O adicionamento de complexos de

iodo-PVP ao sabão líquido, não mostra

qualquer aumento do grau de eficácia.

A combinação de iodo-PVP com

álcool também não traz qualquer vantagem.

Consideremos, porém, como perfeitamente

aceitável a lavagem com algum

sabão líquido normal, apropriado para

o uso hospitalar, seguida pela aplicação

de um produto alcoólico.

Quando à desinfecção pré-operatória

da pele, podem aceitar-se como eficazes

aquelas técnicas que provaram ser

adequadas na desinfecção cirúrgica das

mãos. Mas nem todas as técnicas eficazes

satisfazem as exigências adicionais

a que devem corresponder as técnicas

de desinfecção pré-operatória da pele.

Os produtos utiliz.ados na desinfecção

da pele não devem, em geral, conter

substâncias restituidoras de gordura que,

ao empregarem-se pnxlutos adesivos deficultem

a aderência destes. Além disso,

exige-se o adicionamento de algum

corante que possa garantir a marcação

das áreas dérmicas desinfectadas.

Os meios destinados à aplicação, directamente

antes da operação, devem possuir

um bom efeito imediato. Segundo

os nossos ensaios, só se podem considerar,

para estes casos, produtos à base

de álcool. POde esperar-se um efeito

satisfàtório das tinturas hoje em uso. As

soluções de icxlo-PVP desempenham uma

acção inferior ao n-Própanol a 60 % , mas

consideravelmente superior à daqueles

produtos que contêm apenas compostos

orgânicos de mercúrio, clorohexidina,

hexaclorofeno, tenso-activos catiónicos

ou anfotéricos.

Para além da desinfecção da pele imediatamente

antes da operação há medidas

apropriadas para reduzir a flora própria

da pele, a realizar um dia antes da

operação. Trata-se de lavagens com

sabões líquidos contendo clorohexidina,

hexaclorofeno ou tenso-activos catiónicos,

cujo feito prolongado é conhecido.

Além da acção antimicrobiana de um

produto, também a técnica da sua aplicação,

utilizada na desinfecção pré­

-operatória da pele exerce uma certa

influência. O friccionar c;om um produto

aumenta o seu efeito comparado com

o do mero pulverizar de um spray.

Na preparação pré-operatória da pele

requere-se, em muitos casos, também

a depilação. A técnica de depilação provou

ter uma influência na frequência de

infecções pós-operatórias; assim,

verificou-se que a aplicação de um produto

depilador é de preferir à tradicional

rapagem mecanica (2). KALLE e

BÕSENBERG conseguiram explicar este

facto (4), pois conseguiram determinar

no ácido tioglicólico, contido nos produtos

depilatórios, uma acção nitidamente

antibacteriana. Além disso podem

formar-se, após a rapagem realizada

algum tempo antes da operação, micro­

-abcessos nas microlesões causadas pelo

processo de barbear. Estes micro­

-abcessos podem formar um ponto de

partida para uma infecção da ferida.

Não há dúvida que, entre as medidas

preventivas das infecções das feridas, exigidas

em conjunto com intervenções

cirúrgicas, a preparação pré-operatória

da pele e a desinfecção cirúrgica das

mãos desempenham um papel importante.

Para além disso, parece-nos importante

também uma desinfecção higiénica

das mãoes a efectuar por todas as pessoas

que entrem no bloco operatório,

afim de se evitar o arrastar de agentes

de infecção provenientes de outras áreas

hospitalares. Em todo o caso, tais medidas

desempenham um papel mais importante

que, por exemplo, as medidas destinadas

a diminuir os gérmens contidos

no ar.

O

BIBLIOGRAFIA

(1) AYLIFE, G.A.J. (1980): The effect of antibacterial

agents on the flora of the skin. J.

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von Verfahren für die Hygienische Hãndedesinfektion.

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of cutaneous bacteria. J. Investig. Dermatol.

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42

Gestão Hospitalar • Ano V • N.º 17/18


-

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OBSTETRIC HOME TELEMETRY

Kevin Dalton

Quatro técnicas de telemetria obstétrica

foram recentemente descritas -

ritmo cardíaco· fetal, pressão sanguínea

materna, contracções uterinas e níveis

de glucose no sangue - tendo três destas

técnicas sido introduzidas pelo nosso próprio

grupo.

RITMO CARDÍACO FETAL

É sabido que· a monitorização do ritmo

cardíaco fetal pode. fornecer informações

úteis para a saúde e o bem estar do feto

e é por esta razão que mulheres com_gravidez

de alto risco são frequentemente

hospitalizadas para monitorização fetal.

Este tipo de gravidez de alto risco inclui

as de crescimento intra-uterino retardado,

diabetes ou "Rhesus Disease"; aquelas

onde há história de movimentos fetais

reduzidos, interrupção recente da gravidez

ou nascimento prematuro e na gravidez

de pós-termo. De qualquer modo,

é realmente desnecessário hospitalizar

a maioria destas mulheres.

Previamente descrevemos um sistema

simples (conhecido como HOMEPLITT)

através do qual o ritmo cardíaco do feto

pode ser monitorizado electrónicamente

a partir do domicílio da grávida, enviado

através da rede telefónica pública e então

visualizado (ou mesmo processado por

computador) na Maternidade - e tudo

em tempo real (1,2). Resumidamente, o

sistema HOMEPLOT consiste num

pequeno detector cardíaco fetal aplicado

a um transdutor de ondas ultrasónicas

(tal como o fabricado pela SONICAID

ou WAKELING MEDICAL), o qual a

Jornadas Internacionais de Obstetrícia

(Maio / 1987)

Dr. Kevin Dalton

Dept. Obstetrics & Gynaecology, University of Cambrigde,

Rosie Matemity Hospital, Cambrigde CB2 2SW, England.

*Monitor Automático de Pressão Sanguínea

DINAMAP

grávida utiliza em casa para detectar os

sons cardíacos do seu feto. Depois, sim­

_ plesmente colocando o auscultador do

seu telefone sobre o altifalante, os sons

cardíacos do feto são tansmitidos através

da rede telefónica pública. No hospital,

o aparelho telefónico receptor está

conectado a um amplificador telefónico

inductivo, sendo o sinal do altifulante captado

através do "socket" de entrada de

telemetria de um monitor de ritmo cardíco

fetal, Hewlett Packard. O H.P. 8040

imprime então em tempo real e com

grande qualidade, o registo instantâneo

do ritmo cardíaco fetal, podendo ser então

interpretado pelo obstetra de serviço pela

técnica usual. O "tempo de falha'', ou

perda de sinal pelo sistema HOMEPLITT

é em média de 5%.

Aos preços de 1986, o custo total da

colocação de um sistema de telemetria

no domicílio oscilará entre $100-$200,

cbrindo cubrindo o custo da compra de

uma amplificador telefónico e cabo associado.

Comparado com os muitos milhares

de libras necessárias para instalar sistemas

mais complexos, é agradávelmente

favorável.

A nossa experiência total na telemetria

fetal no domicílio excede já (>00 registos,

300 dos quais efectuados em gravidezes

normais (3,4). A distância mais

longa sobre a qual fizemos registos do

ritmo cardíaco fetal foi de 20.000 Kms,

a partir de Adelaide, no Sul da Austrália.

Em mais de 300 ocasiões efectuámos

registos dos ritmos cardíacos fetais

desde o domicílio das doentes em 55 gravidezes

de alto risco. Uma dessas grá- ·

vidas tinha já perdido a sua primeira gravidez

às 36 semanas, e ainda a segunda

gravidez às 34 semanas, ambas por

razões desconhecidas. Usando a telemetria

fetal a partir do domicílio desde as

28 semanas de gestação, conseguimos

manter esta senhora fora· do hospital às

36 semanas de gestação da sua terceira

gravidez, altura em que efectuou um parto

sem complicações. A economia conseguida

com este tipo de gestão efectuada

a partir do domicílio é obviamente massiva.

PRESSAO - SANGUINEA

"

MATERNA

Durante a gravidez, a hipertensão é

uma das causas principais que conduzem

à mortalidade materna, mas também

de milhares de mortes perinatais,

principalmente devido à prematuridade,

interrupção brusca da gravidez e crescimento

retardado. Para minimizar estas

estas, a maior parte dos obstetras optam

por um a política de admissão prévia,

sempre que se desenvolvem hipertensões

de moderadas a graves e principalmente

no caso de hipertensões mais graves ou

mesmo no desenvolvimento de eclampsia.

Este tipo de politica de admissão tem

um alto custo, tanto em termos monetários

como de traumas emocionais provocados.

No entanto, acreditamos agora

que pode não ser necessário admitir estes

casos no hospital, mas unicamente hipertensõés

severas, a não ser que seja iminente

uma eclampsia, ou existir pré­

-eclampsia fulminante.

Para testar esta proposição, desenvolvemos

um sistema onde a pressão sanguínea

materna pode ser monitorizada

por telemetria a partir do domicílio da

doente (5). A grávida utiliza um monitor

de pressão sanguínea automático,*

o qual mede ciclicamente a sua pressão

- uma vez por minuto durante 10 minutos.

Um microprocessador especialmente

desenvolvido para o nosso estudo memoriza

estas. pressões transmitindo-as de

seguida por telefone directamente para

um computador no hospital (Acom BBC)

num período mais ou menos cinco

segundos.

O computador efectua a média destas

pressões e apresen~-as num VDU,

por 2 ou 3 vezes, cada dia. O obstetra

de serviço inspecciona estas pressões,

decidindo pela admissão da grávida no

hospital, ou a continuação do registo a

partir do domicilio.

Este estudo ainda está a ser processado,

e até à data fizemos 100 registos

de pressões sanguíneas monitorizadas a

partir das casas de 11 grávidas. Todas

estas doentes encontravam-se de 140/90

mmHg. Em circunstâncias normais, todas

teriam sido internadas para vigilância

contínua. No entanto, após termos iniciado

estas grávidas como telemetria da

pressão sanguínea, a partir da sua residência,

conseguimos monitorizar as suas

pressões 2 vezes por dia sem internamento.

Em todos os casos conseguimos

mantê-las fora do hospital até a altura

do parto espontâneo ou da cesariana electiva.

GLUCOSE SANGUÍNEA

MATERNA

A não ser que seja devidamente controlada,

a diabetes durante a gravidez

pode ter um efeito devastador, tanto na

mãe como no feto. De facto, só recentemente

se compreenderam bem os princípios

que geram a gravidez diabética.

No entanto, sabe-se agora que o controlo

estricto dos níveis de glucose no sangue-durante

a gravidez pode reduzir a

incidência de problemas obstétricos e

neonatais a um nível quase próximo do

normal.

Quando surgiram os testes pessoais dos

níveis de glucose no sangue, tornou-se

seguro penrutir que a grávida diabética

permanecesse em casa durante a maior

parte da gravidez, mantendo um livro

de registo dos resultados da sua glucose

no sangue para inspecção periódica pelo

seu obstetra e endocrinologista. Contudo,

Mazze pôs em causa, recentemente, a

confiança deste tipo de monitorização

efectuada pelo próprio indivíduo (6).

Na Diabetic Antenatal Clinic, em Cambrigde,

confiamos fortemente numa técnica

desenvolvida por nós próprios para

a monitorização telemétrica da glicose

no sangue a partir do domicílio. Carregamos

as informações num computador

IMB PC, que funciona com Software disponível

pela Ames Ltd (7).

No nosso protocolo de gestão por telemetria

(8), a grávida continua também

a ser seguida pessoalmente no hospital

Diabetic Antenatal Clinic pelos obstetra

e endocrinologista, o mais ·cedo possível.

As histórias obstétricas e endócrinas

usuais são efectuadas, sendo a ·

grávida examinada da maneira usual. É

então instruída nas técnias da monitorização

a partir de casa para os níveis

da glicémia e normalmente pedidas 7

medições por dia. Ela aprende então

como ligar o seu Glucómetro Mem0rizador

''AMES" ao sistema telefónico e

como transmitir as leituras da sua glicose

através da rede telefónica para o

Rosie Maternity Hospital, onde serao processadas

por computador.

Este tipo de doentes transmitem por

telefone os seus resultados directamente

para o computador da Clinica, uma vez

por semana, onde serão então revistos

pelo endocrinologista e obstetra. Se tudo

está bem ou se só surgirem problemas

de menor importância, a grávida então

é instruída, através do telefone, na necessidade

de alteração da dosagem de insulina.

Desde que o controlo diabético seja

adequado, a necessidade de observar a

paciente pessoalmente no Diabetic Antenatal

Clinic é mais ditada pelas considerações

obstétricas, do que pela necessidade

de inspecção do livro de registos

para· os valores de glucose no sangue.

Excluindo as óbvias economias fmanceiras

deste processo, a paciente é poupada

do incoveniente das constantes visitas

ao hospital, sem compromisso de um

bom seguimento anteparto.

"

SUMARIO

O nosso grupo introduziu 3 ou 4 mcx:lalidades

de telemetria obstétrica em casa

e actualmente disponíveis: ritmo cardíaco

fetal, pressão sanguínea materna e níveis

deglicémiamaterna.Noentanto,aquarta

técnica obstétrica, ou seja, a telemetria

das contracções uterinas, fui recentemente

iniciada pelo grupo de Katz. No seu

devido tempo, esperamos que outras

modalidades serão iniciadas.

Estas várias técnicas telemétricas

devem permitir que muitas mais gravidezes

de alto risco sejam tratadas tão

seguramente em casa como no hospital

e com muito menos custos envolvidos:

financeiros, sociais e emocionais.

As técnicas telemétricas por telefone tiveram

um avanço considerável na suá aplicação

não só em obstetrfoia, mas em

todas as especialidades médicas.

A idade da teke-medicina está já no

44

Gestão Hospitalar • Ano V • N. 0 17/18

Gestão Hospitalar • Ano V • N.º 17/18

45


A Sonadel fornece à indústria

as soluções mais limpas ...

COM A TECNOLOGIA

mais avançada na

produção de detergentes

e tensio-activos

domésticos e industriais

resultante da cooperação

técnica com algumas das

principais empresas

Europeias.

COM CAPACIDADE

para: produzir de acordo

com as fórmulas dos

Clientes;

desenvolver fórmulas

específicas para a

resolução de problemas

concretos dos Clientes;

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técnica e apoio -aos

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,

inicio da "madrugada", e é nossa convicção

que pouco vimos ainda do pico

do iceberg, no que diz respeito à medicina

telemétrica em casa.

AGRADECIMENTOS

O programa de telemetria obstétrica

em casa na Universidade de Cambrigde

assenta fortemente no trabalho de equipa

e eu estou profundamente grato aos meus

colegas por terem compartilhado este

fardo: Dr. Huw Alban Davies, Dr.

Michael Bright, Miss Janet Currie, Dr.

James Dripps, Dr. Owen Edwards, Mr.

David Juett, Mr. Keith Manning, Mrs.

Judith Nicholls, and Dr. Philip Robarts.

Estou também agradecido à British Heart

Foundation, e à East Anglian Regional

Health Authority pelo seu apoio financeiro.

A

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patient's homes using the public telephone network.

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9 Katz M, Gill PJ.

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home monitoring and transmission of uterine

activity.

Obstet Gynecol 66: 273-277, 1985.

SISTEMA DE INFORMACÃO CIENTÍFICA E TÉCNICA

,

Manuela Ramos

SERVICO DE ACESSO

~

A BANCOS DE DADOS

Actualmente as técnicas de difusão

experimentam uma evolução

rápida e irreversível que pode

entender-se como causa e efeito da .

crescente procura de informação económica,

técnica, política, jurídica,

bem como em ciências sociais e

humanas e organização de saúde.

Nesta perspectiva, o Serviço de

Acesso a Bancos de Dados é um sistema

privilegiado de obtenção de

dados bibliográficos que, de forma

interactiva, permite ao utilizador receber

informação qualificada e actua- ~-..Lii

lizada, de âmbito mundial e referente

a todos os domínios do conhecimento.

Procurando dar resposta às necessidades

específicas de potenciais e

reais utilizadores, como nomeada-~

mente, investigadores, médicos, uni- ~

versitários, administradores hospitalares,

engenheiros, economistas, etc,

o Centro Regional de Informática da

Saúde de Coimbra aderiu recentemente

a importantes Bancos de

Dados, QUESTEL (Europeu) e DIA-

LOG (americano).

O sitema QUESTEL propõe aos

seus utilizadores mais de cinquenta

bases de dados, cobrindo múltiplos

aspectos do conhecimento, pelo seu

carácter específico revestem particular

interesse para o sector médico e organização

de saúde as Bases:

- CANCERNET

produzida por Cancernet,

*Responsável pelo Servilo de Areçso aos Bancos de Dados

CRJC/SIS do Centro Regional de InfiJrmática da Saúde

- Coimbra.

CNRS

- CIS-ILO

produzida pelo Centro Internacional

de informação em Segurança

e Saúde ocupacional

- PASCAL

produzida pelo CNRS

O sistema DIALOG - Information

Retrieval Service é composto por 300

Bases de Dados das quais se salientam

pela sua especial importância nas

áreas atras referidas:

- ·MEDLINE

Produtor: pela U.S. National

Library of Medicir.~

- EMBASE (antiga Excerpta

Médica)

Produtor: pela Excerpta Médica

46

Gest ão Hcspitalar • Ano V • N. 0 17/18

Gestão Hospitalar • Ano V • N. 0 17/18

47


SERVICO DE ACESSO

,

A BANCOS DE DADOS

- MENTAL HEALTH ABS­

TRACTS

Produzida pela National Clearinghouse

for Mental Health

- HALTHE PLANNING AND

ADMINISTRATION

Produtor: pela_ U.A. National

Library of Medicine

- NURSING AND ALLIED

HEALTH

Produtor: pela Cumulative 1

Index to N ursing and Allied

Health Literature Corj>oration,

Glendale, CA.

Os Bancos de dados fornecem

informação bibliográfica, documental,

numérica e factual bem como fornecimento

de texto integral.

IProcedimento de acesso:

As bases de dados estão indexados

segundo classificação em palavra­

-chave. Tal metodologia implica a·

inecessidade de identificar previamente

toda a informação a pesquisar.

Da correcta identificação dos

!conceitos e articulação entre eles,

depende a eficácia da resposta. Consj

tituem auxiliares de pesquisa imporltante,

em matéria da Bio-Medicina,

1

o INDEX MEDICUS e MESH.

Assim, a partir de uma questão a

pôr o procedimento é o seguinte:

• Escolha da Base de Dados

• Identificação de conceitos

• Combinação dos termos (lógica

boleana)

Tecnicamente o acesso ao Sistema

é feito através da TELEPAC até ao

nó da CPRM por percurso transatlantico

ao nó da sua correspondente

norte americana, a TELENET ou

TYMNET ao computador preten­

\ dido.

Para esse efeito, o equipamento utido

é constituído basicamente por

telefone de linha directa, 1 modem

terminal de computador.

Exermplo de uma pesquisa na Base de Dados CANCERLIT

(formato 3 sem abstract). Fig. 1

File 159, CANCERLIT - 1963-87/JUN

Set ltems Description

?SS TUMOR STEM CELL ASSAY

Sl 1597 TUMOR STEM CELL ASSAY

1597 Sl

52 4717 DRUG RESISTANCE

SS3

232 Sl AND DRUG RESISTANCE

ªSS Sl ANO ANTINEOPLASTICAND (PD DR TU)

1597 Sl

S4 34072 ANTINEOPLASTIC

S5 56452 PD

Só 49567 TU

S7 6~8 Sl ANO ANTINEOPLASTIC ANO (PD OR TU)

?SS Sl ANO VIT~O (F) JSENSITIVITY OR CS OR HTCA)

58

S9

SlO

Sll

S12

S13

?T13/3/1-20

(TELEPAC P: paxije error

. 1597 Sl

. 55878 VITRO

16436 SENSITIVITY

2907 cs

88 HTCA

3342 VITRO (F) ((SENSITIVITY OR CS) OR HTCA}

337 Sl ANO VITRO (F) (SENSITIVITY OR CS OR HTCA)

13/3/1

0595698 ICDB/870327 48

IN VITRO ANTIPROLIFERATIVE ACTIVITY OF DEMETHOXYDAUNORUBICIN ANO MITOXANTRONE

IN HUMAN ACUTE LEUKEMIA (MEETING ABSTRACT)

Lepri E; Menconi E; Liberati M; Castelvetri L; Barzi A

lnst. of Pharmacology~ Univ. of Parugia, ltaly

Fifth, NCl-EORTIC Symposium on New Drugs in Cancer Therapy. October 22-24, 1986, Amsterdam,

lhe Netherlands, abstrad 9.29, 1986.

13/3/2

0595654 ICDB/87032599

CLONOGENIC ASSAY SCREENING STUDY GROUP (CASSG): CONTRIBUTION TO AN EORTC

DRUG SCREENING PROGRAMME (MEETING ABSTRACT)

Aapro MS ·

Univ. Hosp. Geneva, Switzerland

Fifth NCl-EORTC Symposium on New Drugs in Cancer Therapy. October 22-24, 1986, Amsterdam,

The Netherlands, abstract 4.09, 1986.


13/3/3

0595556 ICDB/87034066

IN VITRO CHEMOSENSITIVITY (CS) ANO CORRESPONDING IN VITRO-IN VIVO DRUG COM­

PARISONS BY THE HUMAN CLONING ASSAY (HTCA} IN PATIENTS WITH ADVANCED OVARIAN

CARCINOMA (MEETING ABSTRACT)

Dittrich Ch; Sattelhak E; Hudec M; Sevelda P; Salzer H; Moser K

Dept. Chemotherapy, University of Vienna, Vienna 1090. Austria

Proc. Am Soe Clin Oncol: 6:A438 1987

13/3/4

0595351 ICDB/87033450

ANTITUMOR ACTIVIY OF ETHER LIPID ANALOGS IN COMBINATION WITH DNA-INTERACTIVE

AGENTS (MEETING ABSTRACT)

Beren ME; Noseda A; White Jg; Modest EJ

Section on Gynecologic Oncology Res. Center, Bowman Gray Sch. of Medicine, Wake Fores! Univ, Winston­

-Selem, NC 27103.

Proc Am Soe Clin Ocol: 6:A90 1987

131315

0595350 ICDB/87033449

SCHEDULE DEPEDENCY FOR POSITIVE INTERACTIONS OF FLUOROURACIL AND MITOMYCIN-C

IN COMBINATION AFAINST HUMAN OVARIAN TUMOR CELLS IN A CLONOGENIC ASSAY (MEE ­

TING ABSTRACT)

Higashihara J; Serens ME; Welander CE

Sect. Gynecologic Oncology, Bowman Gray School of Medicine, Wake Forest Univ., Winston-Selem,

NC 27103

Proc Am Soe. s;l in '_9n~ol; 6:A89 1987

13/3/6

0594781 ICDB/87033649

PRELIMINARY REPORT OF A PRO~PECTIVE TRIAL OF NEUROENDOCRINE (NE) MARKER ANALYSIS

AND IN VITRO DRUG SENSIVITY (IVDS) TESTING IN PATIENTS (PTS) WITH NON-SMALL CELL LUNG

CANCER (NSCLC7 (MEETING ABSTRACT7

Mu lshine J; lhde D; Linnoila RI; Veach S; Steinberg; S Woods E; Phelps R; Minna J; Gazdar A

NCI - Navy Medical Oncology Branch, Naval Hosp., Bethesda, MD 29814

Proc. Am Soe Clin Oncol; 6:713 1987

13/3/7

0594687 ICDB/87032057

IN VITRO CHEMICAL ERADICATION OF SMALL CELL LUNG CARCINOMA (SCLC) LINES IN BONE

MARROW (MEETING ABSTRACT)

Benard J; Renaud-Bettan L; Pico JI; Riou G

Institui Gustave Roussy, 94800 Villejuif, France

Proc Annu Meet Am Assoe Cancer Res; 28:444 1987

Êxemplo de uma pesquisa na base de dados MEDLINE

(formato 5 com abstract). Fig. 2

File 154: MEDLI NE -

Sei ltems Description

Sl

80-86/SEP

5184 • EXPIRATORY

4561 FORCED

42209 FLOW

36724 RATES

O EXPIRATORY (W) FORCED (W) FLOW (W) RATES

5284 EXPIRATORY

42209 FLOW

36724 RATES

S2

833 EXPIRATORY (F) FLOW (F) RATES

?TTSS22/1331/11 - 1100

5/5/1

1999707 86216707

Effect of a deep inspiration on expiration on expiratory flow in normais and patients with chronic obstrudive

pulmonary disease.

Fairshter RD

University of California lrvine Medical Center, Orange 92668.

Buli Eur Physiopathol Respir (ENGLAND), Mar-Apr 1986, 22 (2) pii9-25, ISSN 0395-3890 Journal

Code. BGX

Contract/Grant No.: HL00529

Languages: ENGLISH

Journal Announcement: 8609

Subfile: INDEX MEDICUS

Normal control subjects and individuais with chronic obstructive pulmonary disease (COPO) were studied

by measuring routine lung function tests as well as maximal (MEFV) and partial expirotory flow­

-volume (PEFV) curves and lung elastic recoil (Pst, L) before and after a total lung capacity (TLC} volume

history, ln the normal subjects: before bronchodilators airflow increased significantly, whereas Pst, L and

usptream segment resistance (Rus) decreased significantly following inspiration to TLC; after administration

of inhaled bronchodilators, flow rates were higher on the PE FV thon on MEFV curves; nevertheless,

because Pst, L decreased substantially following a deep breath, post-bronchodilator Rus was still somewhat

reduced by deep inspiration. ln the subjeds with COPO flow rates on PEFV curves were as high or exceeded

flow rates on MEFV curves in 76/100 studies; the rotio of flow rates (PEFV) /flow rates (MEFV) increased

as pilmonary function worsened; as in normal subjects, Pst, L dimin ished in COPO subjects following deep

inspiration; although flow rates increase on both PEDV and MEFV curves after bronchodilators, the increments

in flow were considerably larger on PEFV maneuvers.

Tags: Female: Human; Mole; Support, U.S. Gov't, P.H .S.

Descriptors: Adult; Airway Resistance - Drug Effects (DE); Atropine - Diagnostic Use (Ou); *Lung

Diseases, Obstructive - Physiopathology (PP); Middle Age; O rciprenaline - Diagnostic Use (OU);

• Respiration; Respiration; Respiratory Function Tests.

CAS Registry NO.: 51 -55-8 (Atropine); 586-06-1 (Orciprencline)

51512

1931 200 861 48200

l he bronchodilator effect of a fixed-combination metered aerosol (fenoterol and ipratropium bromide).

Berdel D; Kel lersmann U

Department of Paediatrics, University, of Bonn, West Germany. .....

1 O refundo serviço está à disposição

de todos os organismos, entidades

públicas ou pessoas em nome individual.

Os custos de acesso aos Bancos de-.

Dados sãp determinados pelo volume

de informação pretendidos, sendo

importante referir que uma adequada

·disciplina de pedido, nos termos at:raS

descritos, contribuirá para a sua

redução.

O

1IBSUMO

A crescente procura de informação automatizada,

especializada e actual e a res- 1

posta que o CENTRO REGIONAL DB

INFORMÁTICA DA SAÚDE (CRIC), põe

ao dispôr dos reais e potenciais utilizadores

dos Bancos de Dados.

A autora, pretende com esta descrição

dar a conhecer as vantagens do Serviço de

Acesso a Bancos de Dados e o seu funcionamento

técnico.

ABSTRACT

The increasing research in automatic1

infurmatic, or specific or actual and the ans-!

wer that infonnatic health in Regionam Cen-!

ter (C.R.I.C.), provides the real and poten- 1

cial searchers to the databases. . 1

The writer os pretending with this description

to make known the ad\antages of

acess Services to Databases and its technical

working_. _

- -

Gestão Hospitalar " Ano V • N. 0 17/18

Gestão Hospitalar • Ano V • N.º 17/18

49


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de microfotografia

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de análise

Pediatr Pulmonol (UNITED STATES), Nov-Dec 1985, 1 (6) p296-302, ISSN 8755-6863 Journal Code:

OWH

Languages: ENGLISH

Journal Announcement: 8606

Subfile: INDEX MEDICUS

The fixed-combination metered 1K6 (fenoterol 0 .05 mg/puff, ipratropium bromide 0 .02 mg/puff- Berodual,

Boehrimger-lngelheim Ltd., 1/2 to 6 2/12 years who had extrinsic bronchial asthma. Three forms of administration,

each with a different site of action, were compared: Two puffs during inspiration. Probable

site of action: oral cavity, pharynx, larynx, trachea, and bronchi. Two puffs in the breathing interval after

deep inspiration. Probable site of action: oral cavity and pharynx. The resistance of the respiratory system

(Rrs) was measured using oscillometry for up to 360 minutes after administration. A significant decrease

of the median resistance was found with ali three forms of administration. The changes were Form 1-48%

of baseline after 120 minutes; Form 2-47.9% of baseline after 60 minutes; Form 3-44.4% of baseline

after 30 minutes. The greatest decrease was observed with form 1. THe study indicates that significant

bronchodilation was achieved in small children using the combination of fenoterol and ipratropium bromide

administered by metered aerosol even when inhalation and the release of the puff were not synchronized.

A significant bronchodilator effect was also observed in cases of severe bronchial obstruction in which

transport of the active ingredients to the lower airways could not be sufficiently guaranteed.

Tags: Female; Human; Male

Descriptors: Administration, lntranasal; Aerosols; Airwcy Resistance - Drug Effects (DE); •Asthma-Drug

Therapy (DT); •Atropine Derivatives - Administration and Dosage (AD); Child; Child, Preschool; Drug

Combinations; • Fenoterol-Administration and Dosage (AD); Fenoterol - Ph~rmacodynamics (PD; Fenoterol

- Therapeutic Use (TU); • B-lsopropylatropine - Administration and Dosage (AD); N-lsopropylatropine

- Pharmacodynamics (PD); N-lsopropylatropine - Therapeutic Use (TU)

CAS Registry No.: 13392-18-2 (Fenoterol); 22254-24-6

(N-lsopropylatropine)

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de tarefas que podem ser

realizadas. em local com as mais

diversas aplicações existentes no

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de cálculo, tratamento de texto,

etc; ao mesmo tempo que se permite

a uti lizacão , da informacão ,

existente no computador central

sempre que isso se torné necessário.

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da saúde o que nos habilita a

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50

Gestão Hospitalar • Ano V • N .º 17/18


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Foi no dia 18 de Março de 1965 que

se inaugurou a Casa de Saúde de Santo

António da Convalescença, que o grande

público conhece como Hospital da Cruz

Vermelha Portuguesa.

Património da Cruz Vermelha Portuguesa,

o Hospital procurou sempre

seguir os princípios que norteiam esta

instituição, razão porque esta se orgulha

de possuir este Hospital moderno,

bem equipado, tecnologicamente avançado,

e integrando pessoal cuja preocupação

constante é Bem Servir.

Possuindo 95 quartos com 116 camas,,

o Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa:

possui ainda uma vasta retaguarda de

meios complementares de diagnóstico

e terapêutica, garantindo segurança nol

Internamento assim como no Ambula-:

tório.

É evidente que entre as múltiplas valências

de que o Hospital está dotado, algumas

há que sobressaem:

A CARDIOLOGIA

Na área do diagnóstico, o Hospital dispõe

da ·electrocardiografia tradicional

( electrocardiógrafo de três canais), ecocardiografia

(modo M, bidimensional e

doppler 2D) e estudos vasculares de

carácter invasivo.

Entre as terapêuticas cardiológicas mais

diferenciadas, o Hospital tem criado con- 1


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Por V. solicitação, testámos a loção de lavagem MANl­

PU R do ponto de vista microbiológico, de acordo com o

teste por V. enviado. Segundo as V. indicações, MANIPUR

contém lrgasan DP 300, como aditivo microbicida.

A pesquisa microscópica não revelou a presença de

quaisquer microrganismos. A inoculação de MANIPUR, em

condições aeróbias e anaeróbias, em meios de incubação

como o agar-sangue, agar «Endo» e agar adicionado de 3%

de Tween 80, 0,3% de lecitina e de 0,1% de histidina, não

revelou, igualmente, a presença de microorganismos.

Como consequência, procedeu-se à avaliação da acção

do MANIPUR sobre vários microorganismos (prova de eficácia),

como segue:

- Fizeram-se cinco amostras de 4,5 mi de desinfectante

que se inocularam, respectivamente, com 0,5 mi de suspensões

de Staphylococus aureus, Proteus vulgaris, klebsiella

aerogenes, Serratia marcescens e Candida albicans. As suspensões

dos inóculados continham 10 7 células (KBE) por

mi., obtendo-se assim a concentração de 10 6 KBE/ml nos

RELATÔRIO DE ENSAIO

QUADRO:

MANIPUR Prova de eficiência

Células (KBE) por mi após vários tempos de contagem

vários testes. As contagens foram feitas às 24, 48 e 96 horas,

tendo-se obtido os resultados registados no quadro

anexo.

CONCLUSÕES : .

A amostra de MANIPUR pesquisada não .continha microorganismos.

A prova de eficácia permitiu verificar que o

MANIPUR tem uma acção 100% eficiente ao fim de 24 horas

sobre as culturas de Staphylococus aureus Proteus vulgaris,

klebsiella aerogenes, Serratia marcesce~s e Candida

albicans. A utilização de produtos de limpeza das mãos e

d~ pele nos ho~pita is exige a total ausência de microorgamsmos

patogénicos; esta exigência é satisfeita por MANl­

PUR.

!Doe. Dr. G. Wewalka)

KBE/ ml

Tempo de incubação

Organismo testado no início 10 min.

do teste 24h. 48h. 96h.

Staphylococus aureus 10 6 o

1

o o o

Klebsielle aerogenes 10 6 o o o o

Serratia marcescens 10 6 1ü6 o o o

Proteus vulgaris 10 6 1ü6 o o o

Candida albicans 10 6 6.10 5 o o o

(Prof. Dr. H. Flamn)

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substituir a tempo todas as outras fonnas de

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adapta intimamente aos contornos do corpo. É

impermeável aos líquidos e às bactérias, mas permeável

ao vapor de água, prevenindo a maceração.

As feridas cicatrii.am muito. mais rapidamente se

estiverem húmidas e houver oxigénio livremente

disponível. Este é precisamente o meio proporcionado

por um penso OpSite. O exsudado sob OpSite

demonstrou igualmente protecção contra a fácil infecção

da cicatrização da ferida É elástico, cómodo, facilitando·

assim o movimento da articulação e proporcionando

conforto ao doente; Permite também aos doentes tomar

banho e. duche e, uma vez que OpSite não adere à

superfície da ferida, a remoção não é dolorosa

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fricção, é também eficaz na profilaxia das úlcera.S de

compressão.

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delicada da maceração, um risco particular nós doentes

incontinentes.

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enfermeiras, são extremamente impressionantes. Um

estudo recente mostrou que, usando de preferência

OpSite no tratamento das úlceras de compressão, o

tempo de enfermagem foi reduzido em 87%.

O mesmo estudo mostrou que os pensos

convencionais, resultavam cinco vezes mais caros que

OpSite.

Referencias:

1. Ahmed, M. C., Nurses'Drug Alert (1980), 4, No. 15, 113-120 2. Winter, G. D., Surgical

Dressings and Wound Healing (1971), Harkiss, K. J., Bradford University Press. 3. Rovee,

D. T. et al., Epiderma) Wound Healing. Eds. Maibach, H. I., and Rovee. D. T., Year Book

Medical Publishers Inc. Chicago, (1972) 159-181. 4. Buchan, 1. A., et ai Burns, (1981) 7,

326-334. 5. May, S. R., l n: Wound Healing Symposium, Oxford: The MEDICINE Publishing

Foundation, (1983) 35-51. 6. Callens, J., et al., Journal des Sciences Medicales de Lille,

(1981) 99, 2. 7. Hammond, M. A., Nursing Mirrar, (November lst, 1979). 8. Hall, P., Nursing

Focus, (January February, 1983). 9. Kelly, L. D., Nursing Focus, (March 1982) Supplement.

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