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Gestão Hospitalar N.º45 2009

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04 Editorial

Ped ro Lopes, presidente da APAH, fala sobre o jantar-debate

organizado pela associação. Este encontro foi realizado num

período pré-eleitoral, com a intenção de discutir propostas

dos partidos mais representativos no nosso espectro politico.

12 Entrevista

Eduardo Sá Ferreira foi o primeiro presidente da APAH.

A GH falou com ele sobre a criação da associação, fazendo

uma análise ao panorama actual. Este administrador hospitalar

recorda que gerir estabelecimentos hospitalares é um grande

desafio em que o gestor tem de ter uma preparação adequada.

" Se as reformas necessárias não forem feitas e as entidades

que devem regular não funcionem, aí sim, vai-se verificar

uma degradação do SNS e o consequente avaço do sector

privado" refere.

22 Ciência

" Análise comparativa entre tuberculose multirresistente

e tuberculose extensivamente resistente - epidemiologia

e factores preditivos". Um trabalho da autoria de Ana Sofia

Vilariça, Carlos Gomes e Jaime Pina foi o vencedor do Prémio

Melhor Publicação Científica 2008, organizado pelo Hospital

Pulido Valente, de Lisboa.

30 Equipamentos

A Carestream Health tem vindo a implementar-se no mercado

português dos equipamentos e soluções de radiologia

e apresenta algumas soluções inovadoras que permitem

facilitar a prestação de cuidados de saúde. Um dos maiores

projectos desta empresa foi a implementação do projecto PACS

no Hospital Nossa Senhora do Rosário no Barreiro, que passou

a ser uma unidade hospitalar totalmente digital.

32 Novidades

LU I ~ MAlOS 1SAS~l RAMOS

MEDIR PARA GERIR

o Balanced

scorecard

• •

em Hospitais

o livro " Balanced Scorecard em Hospitais" da autoria de Luís

Matos e Isabel Ramos foi lançado recentemente e pretende

funcionar como uma ferramenta de medição da performance

das organizações e em particular dos os~;~""

assenta no pri ncípio que as organizaç es actu i

mais sucesso quanto melhor consegui

os seus bens intelectuais e os conheci

ao longo do tempo.

BIBLIOTE


A Pfizer dedica toda a sua pesq~i~a à saúde.

Dos que ainda não nasceram ate as pesso~s

de idade mais avançada. Sabem.?_s que ca a

idade pode ter problemas espec1f1c?s mas que

todas as idades é comum o des~JO de uma

~ida longa, saudável e plen~: P~r is~º·. estamos

van uarda da investigaçao b1om~d1ca ,

~~evenfndo e tratando cada vez mais doenças.

Muitos sucessos foram já alcançados, ~as -

muitos outros necessitam da nossa de ic~ça~o

e esforço. Para que as doenças faça~ pa e

do e não do nosso futuro. Este e o nosso

~~:;romisso consigo; juntos faremos o futuro.

Eleições

,~..:

.. ~,

.~

Pedro Lopes

Presidente da APAH

11

As principais

medidas propostas

assentam na

continuação da

Reforma dos

Cuidados Primários,

na antecipação da

Rede de Cuidados

Continuados

Integrados e

finalmente na

dinamização da

prevenção da Saúde."

T

em sido prática corrente no desenvolvimento

do projecto intitulado

"jantares-debate", da Associação Portuguesa

de Administradores Hospitalares,

a realização de uma sessão, em período

pré-eleitoral, cuja intenção é a discussão das

propostas eleitorais dos partidos políticos mais

representativos do nosso espectro político.

Foi neste contexto que no passado dia 18 de

Setembro reunimos no Porto, numa unidade

hoteleira situada em Vila Nova de Gaia, aproximadamente

100 pessoas.

A grande afluência que contribuiu de forma

clara para o êxito da realização leva a Direcção

da nossa Associação a cumprimentar e agradecer

aos colegas e demais personalidades presentes,

do Norte do país, que quiseram estar

connosco.

Foi um momento grande no qual tivemos a

oportunidade de ouvir e inquirir os responsáveis

designados para representar os cinco

maiores partidos políticos que disputaram as

recentes eleições legislativas, Partido Socialista

(PS), Partido Social Democrata (PSD), Coligação

Democrática Unitária (CDU), Bloco de

EsqU;erda (BE) e Centro Democrático Social/

Partido Popular (CDS/PP).

A coordenação das intervenções foi da responsabilidade

de uma jornalista do canal televisivo

SIC do Porto, que proporcionou um debate

dinâmico, profissional e esclarecedor.

Com mais esta realização a Direcção da APAH

dá, mais uma vez, cumprimento aos seus estatutos

e aos seus compromissos assumidos para

o presente mandato.

No dia 27 de Setembro do corrente ano os portugueses

foram chamados a exercer o seu direito

cívico de voto para eleição dos deputados à Assembleia

da República, tendo resultado a vitória

do Partido Socialista com uma maioria relativa.

Daqui resulta que a próxima legislatura será

caracterizada por uma produção legislativa e

uma governação na linha das propostas eleitorais

apresentadas pelo partido vencedor.

Não sendo do nosso conhecimento, ainda, o

programa do futuro governo, podemos lançar

mão, para já, das propostas eleitorais do Partido

Socialista, para conjecturar sobre o seu

conteúdo.

O programa eleitoral do Partido Socialista que

não partilha das medidas de cariz mais liberal

apresentadas pelos partidos situados mais à

direita do seu posicionamento político (PSD

e CDS/PP), nem das medidas de pendor fortemente

público apresentadas pelos partidos

situados à esquerda do seu posicionamento político,

propõe medidas situadas na linha da sua

anterior produção legislativa e governação, ou

seja, numa linha de continuidade.

As principais medidas propostas assentam na

continuação da reforma dos Cuidados Primários

(as Unidades de Saúde Familiares deverão

abranger até 2013 todo o território nacional),

na antecipação do prazo de concretização da

rede de Cuidados Continuados Integrados

(antecipação para 2013 da concretização das

metas previstas para 2016) e finalmente na

dinamização da prevenção da saúde (medidas

a integrar no novo Plano Nacional de Saúde).

De salientar a posição assumida quanto ao papel

dos dois sectores da saúde, público e privado,

no sistema de saúde, ao referir, de forma

clara, o papel de complementaridade do sector

privado.

Quanto aos hospitais a menção à reforma da

organização interna dos hospitais, bem como a

criação de unidades locais de saúde.

Finalmente uma referência quanto ao financiamento

da saúde assente em práticas que levem

a uma maior eficiência e ao combate ao desperdício,

bem como à clara opção pelo Orçamento

do Estado como fonte de financiamento.

Resta-nos aguardar pelo próximo elenco governativo

e pelo programa que nos irá apresentar. 1!11

4


6

Em Portugal

Alzheimer afecta 90 mil

A

doença de Alzheimer afecta 90 mil portugueses,

número que deverá duplicar

nos próximos 30 anos, alertou a Associação

Portuguesa de Familiares e Amigos de Doentes

de Alzheimer (APFADA), considerando que é

tempo de "transformar a demência numa prioridade

de saúde pública e política social". As estimativas

apontam que existam 153 mil pessoas

com demência em Portugal, 90 mil das quais

com doença de Alzheimer, revelou o direcror executivo

da APFADA, António Oliveira Costa. A

doença é degenerativa, incapacitame e tem uma

evolução progressiva, durante a qual se verificam

alterações ao nível da memória e orientação, da

linguagem, da capacidade cognitiva, do humor e

Para pessoal não-médico

do comportamento e da capacidade motora. Esta

doença limita a vida dos doentes, tornando-os

gradualmente dependentes dos cuidados dos outros.

''A sociedade civil em geral tem uma opinião

bastante informada sobre a doença de Alzheimer.

No entanto, é uma doença que nos continua a

surpreender a partir do momento em que nos

atinge directamente", comentou Oliveira e Costa,

comparando-a a "um labirinto em que a pessoa

entra e não encontra a saídà'. Para o responsável,

ainda há muito a fazer para ajudar os doentes e

familiares. "Há problemas ao nível do acesso à

medicação, da intervenção, dos apoios domiciliários,

centros de dia e equipamentos construídos

de raiz para pessoas com esta problemática''. No

Desfibrilhadores em espaços públicos

O

s espaços públicos, como estádios e

centros comerciais, vão poder ter aparelhos

desfibrilhadores para utilização por

pessoal não-médico, de forma a socorrer mais

rapidamente vítimas de paragem cardíaca.

O decreto-lei que estabelece a utilização do

Desfibrilhador Automático Externo (DAE) por

pessoal não-médico devidamente formado já foi

publicado no Diário da República e entrou em

vigor no início de Setembro. Os estádios de futebol,

centros comerciais e espaços de espectáculos

são recintos que podem dispor deste equipamento

e de equipas de técnicos para o operar,

embora seja da responsabilidade de quem gere

estes espaços a aquisição do equipamento.

Com estas regras o Governo pretende aumentar

o uso do DAE, tendo em conta que este aparelho

Carreiras médicas

só é útil se usado num tempo curto, nomeadamente

em caso de paragem cárdio-respiratória.

O diploma salienta que as doenças cardiovasculares

representam "a principal causa de morte

em Portugal", a maioria dos casos de urgência

"ocorre fora dos hospitais e que a experiência

internacional permite aferir que "a utilização

de DAE em ambiente extra-hospitalar por pessoal

não médico aumenta significativamente a

probabilidade de sobrevivência das vítimas". DID

Governo e sindicatos assinam acordo

O

Governo assinou com os sindicatos que

representam os médicos, a FNAM e o

SIM, o acordo relativo à contratação colectiva da

carreira médica. Na mesma ocasião foi assinado

o acordo colectivo de trabalho entre os representantes

dos conselhos de administração dos

Hospitais EPE e os referidos sindicatos. O acordo

de contratação colectiva da carreira médica, que

culmina com sucesso uma negociação iniciada

há vários meses, reforça o papel desta carreira

na revitalização do Sistema Nacional de Saúde e

na garantia da qualidade dos cuidados de saúde

entanto, o principal problema é o diagnóstico tardio.

"Os primeiros sinais e sintomas continuam

a confundir-se com os sinais de envelhecimento,

mas, muito embora a idade seja o maior factor

de risco, não é a causa da doença'', justificou.

Oliveira Costa defendeu a criação de um plano

nacional para a doença de Alzheimer: "Pensar

quantos doentes temos, que recursos existem, o

que é prioritário e como é que vamos prepararnos

para esta doença que em Portugal atinge 90

mil pessoas e que se estin1a que, até 2040, venha a

atingir 180 mil ou mais", frisou. DID

Prevenção

SPAT distribui DVD

em escolas e clubes

A

Sociedade Portuguesa de Artroscopia

e Traumatologia Desportiva (SPAT)

vai patrocinar um DVD, para distribuição

gratuita em escolas e clubes, com um conjunto

de exercícios físicos para prevenir

lesões nos membros inferiores.

A informação foi revelada no decorrer do

IX Congresso da SPAT que recentemente

terminou, tendo juntado especialistas em

ortopedia de rodo o mundo.

O DVD incluirá exercícios, muito simples

e que devem ser executados duas vezes por

semana, com a duração de 20 minutos por

sessão, e que podem reduzir em 50 por cento

as lesões nos membros inferiores. DID

que, como tem sido assumido, é uma prioridade

deste Governo. Um dos pontos fundamentais do

acordo é o alargamento da carreira médica a todas

as instituições e estabelecimentos integrados no

SNS, independentemente da sua natureza jurídica,

marcando assim uma adequação do trabalho

médico às novas realidades e desafios assistenciais

e um contributo indispensável para a qualificação

e satisfação profissional da classe médica. DID

Farmácias hospitalares

Ordem suspeita de medicamentos contrafeitos

O

s proprietários de farmácias hospitalares

contestaram veementemente

as "afirmações gravíssimas" da bastonária da

Ordem dos Farmacêuticos, Elisabete Faria,

que afirmou recentemente só ser possível ás

farmácias hospitalares darem ma~gens de 30

% às unidades se recorrerem a meios ilícitos,

como venda de medicamentos contrafeitos.

A Bastonária acusou mesmo as farmácias instaladas

em hospitais de "concorrência desleal".

"Como é possível (as farmácias) darem

margens (aos hospitais onde estão instaladas)

na ordem dos 30%, mais a renda", questionou

Elisabete Faria.

A bastonária foi mais longe e defendeu que as

autoridades, como o lnfarmed, deviam investigar

como estas farmácias "conseguem cumprir

ou oferecer estes valores".

"Como é possível que a nossa margem de lucro

seja inferior a 19 por cento e estas farmácias

(nos hospitais) ofereçam percentagens

que chegam aos 30 por cento? Vendem medicamentos

contrafeitos?", interrogou.

"Os medicamentos contrafeitos são mais

baratos e eu não vislumbro outra forma de

obter lucros desta ordem", sublinhou.

Confrontado com estas declarações, o concessionário

da farmácia instalada no Hospital

de Santa Maria considerou-as "gravíssimas",

sublinhando que pretendem "prejudicar estas

Gripe A

farmácias" e "abalar a confiança da população".

"São afirmações gravíssimas", disse Paulo

Diogo, também director técnico da farmácia

de Lisboa, acrescentando que "não se percebem,

vindo de quem vêm".

''A nossa bastonária está fora da realidade das

farmácias comunitárias", disse, acrescentando

que "não há qualquer farmácia que tenha lucro

de 18 ou 19 %",e recordando que a acusação

de que há concorrência desleal é antiga.

"Realmente, somos privilegiados em termos

de localização, mas foi feito um concurso público

e as pessoas foram livres de concorrer",

declarou, acrescentando que a criação de

farmácias de venda ao público nos hospitais

é uma "medida política, que foi negociada

com o sector" e visou "facilitar o acesso aos

medicamentos".

O responsável explicou que os principais clientes

da farmácia do Hospital de Santa Maria

são os utentes do serviço de Urgência, que

"manifestam contentamento por poderem

completar o tratamento na farmácià'.

Paulo Diogo admitiu que no caso da farmácia

de que é concessionário "em termos de

facturação corresponde a cerca de 15 farmácias

médias nacionais", acrescentando que

"esta farmácia, ao fim de dois meses, tem

18 por cento do movimento das farmácias

de Lisboa". DID

Agência Europeia autoriza duas vacinas

A

Agência Europeia de Medicamentos

(EMEA) recomendou a autorização

de duas vacinas para a pandemia de gripe

H 1N1: Focetria (Novartis) e Pandemrix

( GlaxoSmithKline).

Em comunicado, a agência justifica a celeridade

com a necessidade de disponibilizar as

vacinas antes do início da época gripal, nos

meses de Outono e Inverno. Para breve está

a decisão da Comissão Europeia relativa à

autorização de comercialização.

As estratégias de vacinação deverão ser decididas

por cada Estado-membro, tendo em conta

a informação da EMEA relativa a cada vacina.

A Comissão recomenda, actualmente, que

a vacina seja tomada em duas doses, com

um intervalo de três semanas, para adultos,

incluindo grávidas, e crianças a partir

dos 6 meses. Reconhece, no entanto, que

dados preliminares sugerem que uma dose

seja suficiente no que toca aos adultos. A

recomendação poderá, pois, ser alterada, de

acordo com a informação produzida pelos

estudos clínicos em curso. DID

7


Países mediterrânicos

Mortalidade diminui

depois das férias

U

m novo estudo publicado no "Canadian

Medical Association ]ournat' revela

que a mortalidade em vários países mediterrânicos

diminui em Setembro. E associa

este facto ás ferias de Verão. As estatísticas

avaliadas referem-se à Grécia, Chipre, Itália,

França e Espanha. O risco de morte aumenta

com o calor ou o frio extremo, refere tabém o

estudo. Os investigadores do Alfa Institute of

Biomedical Sciences, na Grécia, sugerem que

se trata do efeito fisiológico do aumento da

síntese da vitamina D, combinado com os

benefícios do alívio do stress do tempo de

férias, que contribui para estes números mais

baixos da mortalidade.

Nos países da América do Norte e na Suécia,

é o mês de Agosto que regista a mortalidade

menos elevada, enquanto no Japão é o mês de

Julho e, na Austrália, é o mês de Março, que

equivale a Setembro, no hemisfério Sul. 11111

Genética

Todos os humanos

"são mutantes"

Um estudo britânico e chinês sugere

que cada ser humano possui pelo menos

100 mutações genéticas no DNA.

Este estudo recente, publicado na revista

"Current Biology", recorreu às novas tecnologias

de sequenciação genética para apurar

uma taxa de mutação considerada fiável.

Os cientistas aplicaram a tecnologia ao estudo

dos cromossomas "Y" de dois homens

chineses. Os pesquisadores sabiam que os

dois eram parentes distantes e partilhavam

de um antepassado comum que nascera em

1805. Ao analisar as diferenças genéticas

entre os dois homens e o tamanho do genoma

humano, os cientistas concluíram que

as novas mutações genéticas podem chegar

a 100 e 200 por pessoa.

As novas mutações podem, ocasionalmente,

levar ao desenvolvimento de doenças graves,

como o cancro. 11111

Estudos

Leis antifumo reduzem

HIV/ SIDA

Vacina reduz risco

ataques cardíacos

Pesquisa

D

ais estudos americanos revelam que

as leis antifumo tiveram um impacto

bem maior do que o esperado na prevenção

de ataques cardíacos.

Os estudos apontam que o número de ataques

cardíacos na Europa e América do Norte foi

reduzido em um terço após a introdução das

leis que proíbem o fumo em locais públicos.

O

primeiro estudo, realizado pela Universidade

do Kansas, realizou uma revisão

Medicamento da diabetes contra o cancro

U

ma pesquisa publicada no site "Cancer

Research" revela que um medicamento

usado contra a diabetes reduz tumores rapidamente

e prolonga a remissão em ratinhos

usado em conjunto com a quimioterapia,

aparentemente, atacando as células estaminais

cancerígenas.

Esta descoberta adiciona-se a um conjunto de

provas preliminares de estudos em ratinhos

que indicam que a metformina, usada para

controlar a diabetes, melhora os resultados

nos pacientes com cancro da mama.

A metformina parece funcionar, neste caso,

independentemente da sua capacidade de

melhorar a sensibilidade à insulina e açúcar

no sangue. 11111

sistemática de 1 O relatórios de 11 reg10es

diferentes nos EUA, Canadá e Europa que

adotaram as leis antifumo. Os resultados,

publicados na revista científica ''journal of the

American College of Cardiology", indicam que

o número de ataques cardíacos diminuiu até

26% por ano depois da adopção das leis.

De acordo com os cientistas, os benefícios

cardíacos aumentam conforme o tempo de

vigência das leis. 11111

"

de infecção

U

ma vacina experimental contra a SIDA

diminuiu, pela primeira vez, o risco de

infecção pelo vírus HIV, afirmam cientistas.

A vacina- uma combinação de duas vacinas

experimentais já testadas - foi administrada

a 16 mil voluntários na Tailândia, no maior

teste já realizado com uma vacina contra

esta doença.

Os pesquisadores concluíram que a vacma

reduziu em quase um terço o risco de contrair

o vírus H IV.

O resultado está sendo visto como um

avanço científico significativo, embora uma

vacina global esteja ainda distante.

O estudo foi realizado pelo Exército americano

com o governo da Tailândia e durou

sete anos. Todos os voluntários - homens

e mulheres com idades entre 18 e 30 anos

- não eram portadores do HIV e viviam

em algumas das regiões mais afectadas da

Tailândia. Entre os voluntários que receberam

a vacina, o risco de infecção pelo

HIV foi 31,2% menor do que entre os que

tomaram o placebo. 11111

8

9


21° lugar


na

1ores

uro

Uma organização

de consumidores sueca

- a Health Consumer

Powerhouse (HCP) - deu

o 21 º lugar a Portugal

no índice europeu que avalia

alguns parâmetros da saúde

em 33 países, divulgado

recentemente em Bruxelas.

A

organização sueca que, originalmente

atribuíra o 25° lugar ao sistema de

saúde de Portugal corrigiu a avaliação após

ter detectado alguns erros, passando o nosso

país para 21° lugar. E este lugar, num ranking

que engloba 33 países, deve-se aos elevados

tempos de espera e à falta de acesso

rápido ao médico de família.

Neste índice europeu do consumidor e dos

cuidados de saúde elaborado pelo Health

Consumer Powerhouse, com o apoio da

Comissão Europeia, Portugal não foi além

dos 574 pontos em mil possíveis, o que o

colocava atrás de países como a Macedónia,

a Croácia ou a Espanha e á frente de países

como a Polónia, Malta, Eslováquia, Lituânia,

Albânia, Roménia e Bulgária

O estudo foi feito a partir de 38 indicadores

de qualidade, nos quais os países podem obter

bom, médio ou insuficiente, distribuídos

por seis categorias: os direitos dos pacientes

e a informação, e-Saúde, o tempo

de espera por tratamento, os resultados do

tratamento, a variedade e alcance dos serviços

prestados e o acesso à medicação.

No que se refere aos tempos de espera, Portugal

é o único país que não cumpre a meta

europeia de menos de sete dias para aceder

ao especialista de um determinado trata-

menta, necessitando em média de até duas

semanas para o concretizar.

Portugal tem ainda má nota no acesso ao

médico de família no próprio dia e nas

cirurgias programadas que demoram mais

de três meses, bem como no acesso a novos

medicamentos para as doenças oncológicas.

A nota é média no que respeita à comparticipação

do Estado no valor dos medicamentos.

Boa nota

Portugal só colhe boa classificação no que

respeita a redução da taxa de mortalidade

infantil e o número de transplantes de rins

por milhão de habitantes.

Noutro indicador, Portugal aparece bem

classificado pelo facto de "quatro milhões

de pessoas na região de Lisboa" poderem

marcar consultas via Internet.

De resto, "há um contínuo declínio" no

sistema de saúde português, bem como no

espanhol e no grego, nota a organização que

elaborou o estudo.

No topo da tabela aparece a Holanda,

seguida da Dinamarca e da Islândia, sendo

que, no caso dos dois primeiros, são lugares

que repetem, já que no ano passado tinham

obtido a mesma apreciação.

A organização diz que o seu objectivo é

"tentar medir e avaliar o desempenho dos

sistemas de saúde do ponto de vista do consumidor".

Este ano até houve uma ligeira melhoria,

mas nem isso terá sido suficiente para convencer

os autores do estudo, que se mostram

muito críticos relativamente ao desempenho

do sistema português. Com 574 pontos em

mil possíveis, Portugal tem "um desempenho

absoluramente insuficiente", consideram.

"Desde que começámos as nossas comparações

há cinco anos, Portugal tem-se mantido

em estagnação em relação a outros sistemas

de cuidados de saúde que têm melhorado",

defende Ame Bjornberg, responsável pelo

índice. "É um país que necessita de uma profunda

reforma dos cuidados de saúde. Portugal

tem o desempenho mais ineficaz da Europa

Ocidental. Esta situação difícil poderá

até piorar com a crise financeira", avisa.

Ministério não comenta

O Ministério da Saúde recusou-se a comentar

os resultados do relatório e os responsáveis

por dois movimentos de utentes de

saúde consideraram que estas conclusões

não correspondem à realidade nacional ou

são, no mínimo, exageradas. "Não tenho

indicações de que estes indicadores estejam

tão maus", diz Castro Henriques, do Movimento

de Utentes dos Serviços de Saúde.

"Rejeito essa classificação. Tomara muitos

países do m undo terem um Serviço N a­

cional de Saúde como o nosso", corrobora

Santos Cardoso, do Movimento de Utentes

de Saúde. A HCP adverte também que é necessário

interpretar estes dados com cautela,

até porque há problemas na qualidade da

informação trabalhada. rm

IO

II


Eduardo Sá Ferreira à GH:

"Numa época de grande convulsão

social também nos envolvemos

em movi mentas de contestação

Eduardo Sá Ferreira foi o primeiro presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH).

Desde a sua criação, até aos dias de hoje, este administrador hospitalar recorda momentos relevantes da APAH.

Gestão Hospitalar - O Doutor Eduardo Sá

Ferreira foi o primeiro presidente da APAH.

Desde então, até agora, como considera que

tem evoluído a Associação?

Eduardo Sá Ferreira - A resposta à pergunta

que coloca obriga-me a falar um pouco das

razões pelas quais se criou a APAH. Em 1971,

já como Administrador Geral do Hospital de

S. João do Porto, tive conhecimento, através

da revista "Gestion Hospitaliére" da existência

da "Association Européenne dés Directeurs

d'Hôpitaux" (AEDH), sediada em Strasbourg,

a qual integrava, como membros activos, as

Associações de Directores ou Administradores

Hospitalares de diferentes países europeus, admitindo,

no entanto, membros passivos a título

individual. Pedi a minha admissão que foi aceite

em 1973. Comecei a participar nos Congressos

e Assembleias Gerais da AEDH. Mesmo antes

do 25 de Abril, a AEDH pressiona-me para a

criação de uma Associação em Portugal, que

pudesse ser inscrita como membro activo. Surge

assim um movimento de Administradores

Hospitalares que trabalha no associativismo da

classe, o que na altura era complicado.

Após o 25 de Abril os Administradores reúnem­

-se várias vezes para discutir assuntos de interesse

da gestão hospitalar e da classe. Discutiram-se

»> "Nos primeiros tempos a APAH privilegiou

aspectos sindicais"

diversas formas de associativismo e qual a forma

que se deveria adaptar. Venceu a da criação

de uma Associação com fins sindicais. As razões

pelas quais esta opção venceu ligam-se ao facto

de, não só se tratar de uma nova carreira que

primeiro se deveria impor, tornar-se visível e necessária,

mas também por se tratar de um grupo

profissional reduzido sem grande poder negocial

ou de pressão.

Criada a AP AH e empossada a 1 ª Direcção, a

que tive honra de presidir, fez-se um trabalho

que eu considero de elevado nível. Numa época

de grande convulsão social, também nos envolvemos

em movimentos de contestação, porque

nos considerarmos uma classe mal tratada pelo

Poder Central (deficiências na estruturação e

gestão da carreira; regime remuneratório abaixo

do que se entendia justo; tomadas de posição

denunciando a colocação de administradores

ao arrepio da carreira, etc). Assim nos seus

primeiros tempos a APAH privilegiou aspectos

sindicais. Contudo não descurou os temas mais

técnicos da gestão hospitalar, dentre os quais

quero salientar: a criação e publicação da Revista

"Gestão Hospitalar"; tomadas de posição sobre

a reestruturação da SES e nomeação de novos

Directores Gerais por se entender que esse não

era momento oportuno (transição governamental);

conferência de imprensa para contestar aspectos

negativos de dois diplomas que visavam a

reforma da organização interna dos Hospitais e

agendados para aprovação no Conselho de Ministros,

pese embora a opinião crítica da APAH

a qual não foi tida em consideração; admissão

da APAH como membro de pleno direito na

AEDH; acções de reciclagem e participação em

Congressos e Encontros internacionais; realização

do 5° Congresso daAEDH no Porto.

Produziu-se um grande trabalho de fortalecimento

da nossa classe profissional, que passou a ser

vista com outros olhos. E quanta dificuldade foi

necessário ultrapassar para se conseguir algo de

positivo. Desejo referir que fui um felizardo porque

tive a sorte, a honra e o prazer de trabalhar

com profissionais de grande categoria quer na Direcção,

quer na Assembleia Geral e Conselho Fiscal.

Refiro-me Moreno Rodrigues, João Urbano,

Jorge Varanda, Júlio Reis, Santos Cardoso, Lopes

Martins, Fernanda Dias, Reis Oliveira, Janeiro da

Costa, Gil Barreiros, Marina Silva.

Em 1988 e após a entrada em vigor do DR

3/88 há um período que considero negativo na

vida da administração hospitalar e da AP AH.

Os lugares de Administrador Delegado foram

um isco que levou a que ninguém contestasse

o diploma porque todos estavam na esperança

de serem contemplados, o que possibilitaria

o salto por cima dos lugares da carreira. Penso

que a APAH deveria ter tido urna atitude mais

enérgica junto do Poder Central na contestação

do diploma. O topo da carreira tinha sido decepado.

O que se verificou é que foram admitidos

muitos gestores com "perfil adequado" que não

eram da carreira o que a meu ver não trouxe

13


à sua criação. Tudo começa nos anos 60 com as

tribuídos pelos Hospitais. Assim foi. Em 1972

Direcções e o próprio Poder Central, reclamam a

melhorias aos Hospitais. Na minha perspectiva,

em muitos casos, bem pelo contrário. A criação

dos lugares de Administrador Delegado parece

ter sido uma encomenda da "clientela eleitoral".

Terá sido? Tenho essa impressão.

Muitos desejam e afirmam serem capazes de dirigir

Hospitais. Mas gerir estabelecimentos hospitalares

é um grande desafio em que o gestor

tem de ter uma preparação adequada. Na minha

opinião este foi o período negro da nossa carreira

e da nossa Associação, porque foi o mçmento

da machadada e onde a APAH não teve uma posição

de forre contestação, como lhe competia.

Hoje verifico que a presença de profissionais de

carreira é mais reclamada pelos Órgãos de Gestão

dos Hospitais e penso que aí a APAH tem

tido, e deve continuar a ter, uma intervenção

importante. Pelo que li no programa da nova

Direcção, a afirmação dos administradores hospitalares

é um dos seus primeiros objectivos,

bem como o da revisão da carreira.

Parece-me fundamental que a carreira dê um

passo mais à frente no sentido de que o "perfil

adequado" aponte expressamente como

primeira opção a nomeação de pessoal com

formação na área administração hospitalar. É

evidente que a carreira tal como está concebida

parece já não ter cabimento.

Aos profissionais e à APAH compete o estudo

de uma nova carreira, que deverá possibilitar o

acesso às funções mais elevadas da administração,

e não simplesmente com vista a serem utilizados

na gestão de serviços dos apoio. Contudo,

globalmente e, ressalvando aquele período que

considero negativo, a acção da APAH na minha

opinião tem sido tendencialmente positiva.

Gestão Hospitalar - E a carreira de Administrador

Hospitalar? Pensa que ganhou prestígio

e consideração ou, pelo contrário, está a

ser absorvida pelo curso de gestão normal?

ESF - A resposta a esta pergunta leva-me de

novo a abordar os tempos do arranque da

APAH, para se perceber as razões que levaram

"Muitos desejam

e afirmam serem

capazes de dirigir

Hospitais. Mas gerir

estabelecimentos

hospitalares é um

grande desafio"

reformas da gestão hospitalar que implicaram

uma qualificação dos quadros da área da gestão

hospitalar. O grande mentor destas reformas foi

o Prof Coriolano Ferreira, então Director Geral

dos Hospitais, e que começou pela reestruturação

da própria Direcção Geral. Criou Departamentos

específicos (chamados de Inspecções

Superiores), Direcções de Zona (Sul, Centro e

Norte) e mais tarde o SUCH, onde se implementaram

sectores de Informática e de Organização

e Métodos, técnica de que se falava muito

na época. Os quadros destes serviços foram

reforçados com técnicos (apelidados na altura

Técnicos de Organização e Administração) que

tinham funções de análise económico-financeira,

de intervenção na organização de serviços e

dos quadros de pessoal dos Hospitais públicos

e das Misericórdias, e não só, já que intervenção

abrangia o planeamento, as instalações e equipamentos,

e até medicina e enfermagem.

A DGH procurou dar formação a estes quadros

(incluindo os Dirigentes) nas mais diversas valências

através de acções monitoradas por técnicos

estrangeiros e que eram realizadas geralmente

em instalações do Hospital de Santa Maria.

Lembro-me de ter assistidos acções sobre, Contabilidade

e Plano de Contas Hospitalar Francês,

Planeamento, Financiamento, Estatística e

Aprovisionamento Hospitalar, Organização e

Métodos, Informática, Gestão Hospitalar e Sistemas

de Saúde. Criou-se assim um "staff cada

vez mais exigente quanto à:

- forma, como os Hospitais deviam apresentar os

dados para análise económico-financeira que serviam

de suporte aos cálculos do financiamento;

- necessidade de aplicarem uma contabilidade

patrimonial e de custos;

- aplicação de esquemas normalizados na organização

dos seus quadros de pessoal;

- alteração da estruturas física do hospital, etc.

Em 1968 a DGH oferece 6 bolsas para a obtenção

do diploma de Director de Hospital na

Escola Nacional de Saúde Pública de Rennes,

em França. Destes 6 bolseiros, um tinha o compromisso

de no regresso ser o responsável pela

criação e implementação da Cadeira de Administração

Hospitalar na Escola Nacional de

Saúde Pública de Lisboa, dando assim início à

formação na área da AH. Os outros seriam dis-

é publicada a nova Carreira de Administração

Hospitalar, o que correspondeu a um triunfo e

ao reconhecimento da nossa formação.

Rapidamente os Directores dos Hospitais Centrais

e Provedores das Misericórdias que geriam

estabelecimentos hospitalares, perceberam que

nos seus Hospitais a gestão, para mudar as rotinas

e aplicar as novas regras, deveria integrar

administradores hospitalares mas diplomados

com o curso de AH. Não só aplicavam métodos

condizentes com as novas obrigações de gestão,

mas também, e isso entendo como muito importante,

possuíam uma mentalidade diferente

e muito recepciva aos aspectos ligados à humanização.

Foi um período de grande desenvolvimento

da nossa profissão, que lhe deu prestígio,

e que durou até 1988. É evidente que nem tudo

correu bem. Houve casos em que o sucesso não

foi grande, mas na maioria os profissionais de

AH que ocuparam os diversos sectores da administração

dos hospitais tiveram êxitos consideráveis,

cuja acção proporcionou um notável

desenvolvimento do sistema hospitalar.

Foi pena que o prestígio conseguido com muita

luta, muito empenho, e muito interesse, tenha

sido fortemente abalado pela abertura à possibilidade

legal de recrutar para o cargo de Administrador

Delegado "gestores de reconhecido

mérito, vinculados ou não à função pública com

currículo adequado às funções ...".

Abriram-se as portas à entrada de gestores doutras

áreas profissionais, alguns deles certamente

com valor, mas sem a preparação específica para

gerir um estabelecimento com tantas diferenças

nos recursos, nos aspectos humanos e sociais

como são os Hospitais.

O lugar de Administrador Delegado era apetecível

para as clientelas eleitorais e assim o "currículo

adequado" para gerir Hospitais deu rapidamente

lugar a outros critérios. Confesso que as vantagens

que notei não foram grandes. O que noto é que,

por razões de compromissos partidários, os meios

postos à disposição dessas Administrações é bem

diferente do que era no meu tempo, em que havia

lutar e muito, para se obterem financiamentos,

autorizações, etc. E não tínhamos as mordomias

que hoje existem. Felizmente que me parece

que este menosprezo pelos AH diplomados está

lentamente a inverter-se e que, cada vez., mais, as

presença de AH nos órgãos de gestão. Mas temo

que esta atitude, por uma razão ou outra, possa

vir a esbater-se e que os cursos de gestão normal

continuem a ter peso nos Hospitais, e até porventura

aumentar esse peso.

Gestão Hospitalar - Como vê o futuro da

carreira de administração hospitalar?

ESF - O futuro da carreira de administração

hospitalar será o que os administradores quiserem.

Como referi no início houve um grande

trabalho para consolidar a nossa profissão no

sentido de nos apresentarmos como parceiros

privilegiados para realizar a gestão de serviços de

saúde. Para o efeito deram-se passos imponantes

Convirá no entanto referir que essa acção de

consolidação teve apoios fundamentais. Falo do

Prof. Coriolano Ferreira e do Dr, Augusto Mantas.

que acreditavam e defendiam que a administração

hospitalar deveria pertencer ao nosso

grupo profissional

Atingiram-se muitos objectivos, e a verdade é

que a AH conseguiu prestígio. Os administra-

15


dores hospicalares tinham grande audição nos

Mancas, nem me parece que hajam substiruros.

gestão de uma qualquer empresa. Definição

.•

de ter qualquer sentido. Mais uma vez refiro que

hospitais. As outras classes profissionais ouviam

Os profissionais e a APAH têm de demonstrar

de objectivos, elaboração de planos de acção,

esta é uma posição muito concreta que a AP AH

muito a opinião dos administradores. Viveu-se

muito bem a raz.ão de ser e para que serve a nossa

aplicação de modelos de controlo da gestão,

tem de tomar e que, tenho a certeza, vai tomar.

uma época de grande impacto, apesar de sermos

um grupo reduzido. Não foi por acções externas

que conseguimos o interesse dos hospitais em

nos integrar nas equipas de Direcção. Era porque

se sabia que com a integração desces profis­

profissão, e a parrir daí defenderem uma nova carreira

em que o AH seja a figura central da gestão

hospicalar. Reforço a ideia de que a acrual carreira

escá ultrapassada. Julgo que rapidamente deve ser

esrudada urna nova carreira, construída de forma

de recursos humanos, de aprovisionamento e

económico financeiro. Porém, a administração

dos hospitais vai para além disso. Desde logo os

actos de gestão exigem uma acenção muico especial

para a área da produção de um bem muito

Gestão Hospitalar- Pensa que os alunos dos

cursos de gestão hospitalares deixam as escolas

preparados para o que vão encontrar

nos hospitais portugueses?

sionais roda a organização era alterada, melhora­

a viabilizar o acesso aos lugares de topo da hie­

específico: cuidados de saúde.

ESF - Penso que sim. É evidente que isto tam­

da e tornada mais eficiente.

rarquia hospitalar não por critérios "de perfil ade­

A nossa função tem de se centrar, não só nos

bém depende de muita coisa, nomeadamente

M as nem todos pensavam assim. Houve sem­

quado" mas sim de "preparação adequada"

aspectos atrás referidos dado o volume de negó­

das razões pelas quais o aluno foi para o curso de

pre por parte de variadas pessoas e classes um

cios envolvido, mas cambém, ter uma atenção

AH. Para ganhar algum? Só para conseguir um

mal estar contra a nossa classe. Estranhamente,

no meu entendimento, a classe profissional dos

administradores hospitalares nunca foi apoiada

por elementos que estiverem nos Ministérios da

Saúde, e são desta área profissional.

Tenho a sensação que há algum tipo de inveja

Gestão Hospitalar - Considera que há diferenças

reais num hospital gerido por um administrador

hospitalar com curso e carreira

específica, e outro hospital onde o gestor

não tenha cursado a Administração Hospitalar?

Porquê?

muito especial sobre os consumos resultantes

da prestação dos serviços, sem perder de vista a

sua qualidade e os fins a que se destinam. Por

outro lado, a diversidade de áreas profissionais

existentes na saúde, o facto do nosso trabalho

visar uma população especial que é o doente ou

emprego? Porque ouviu falar e vai experimentar?

Se não frequentar o curso mentalizado para

apreender as técnicas da AH, dificilmente será

um bom administrador. Mas quero crer que na

sua grande maioria os alunos, muito embora

possam iniciar o curso com uma mentalidade

que faz com que a Administração Hospitalar

ESF - Logicamente não entendo que ser diplo­

potencial doente, para o qual é necessário um

menos positiva, rapidamente são absorvidos

tenha de ser abatida. Mas se assim é, então para

mado em AH é condição necessária e suficiente

atendimento humano muito especial, a organi­

pela perspectiva de uma área profissional muito

que existe o Curso de AH? Para que se estão adi­

e única para que os Hospitais sejam bem geri­

zação complexa e diversificada dos serviços, leva,

bonita, absorvente e preenchida.

plomar técnicos? Para gerir o Aprovisionamento,

o sector Financeiro ou o de Recursos Humanos?

Para isso haverá necessidade deste curso? É aqui

que a APAH tem uma função determinante e

um longo e difícil caminho a percorrer. Já não

dos. Admito que hajam alguns Hospicais bem

geridos por gestores sem o curso de AH. Não

vou a esse radicalismo. Mas penso que os diplomados

em AH estão em melhores condições

para gerir serviços de saúde.

a meu ver, a que a sua administração deva competir

a técnicos com uma preparação especifica,

a qual, para já, só vejo ser facultada nos cursos de

AH, seja de que estabelecimento for.

Exige-se a gestão por profissionais habilitados

Gestão Hospitalar - A gestão dos hospitais

mudou muito, em pouco tempo. Considera

que os hospitais estatais portugueses estão

bem geridos?

existem, infelizmeme, o Prof Coriolano e o Dr.

A gestão de Hospitais cem muito do que é a

para o efeiro e não por um qualquer "pára­

ESF - Acho que na generalidade têm bons re­

quedistà', isto para utilizar um termo que um

sultados. Os índices e estatísricas publicadas

Chefe de Gabinece de um dos Ministérios da

apontam para uma boa gestão na maioria dos

Saúde utilizou ao referir-se à nossa classe. N a

casos. Os Hospitais estão hoje bem equipados

altura para ele os "pára-quedistas" éramos nós.

e bem preparados para responder a muitas das

Mas o facto de se conseguir o diploma não im­

necessidades da população. É justo reconhecer

plica forçosameme um bom desempenho na

que o SNS tem tido uma boa prestação:

administração do serviço. H á AH excelentes,

- Formaram-se e qualificaram-se recursos

bons, e medíocres. Mas também nos gestores

humanos;

com o curso normal acontece o mesmo. Há

- Melhoraram-se os sistemas de financiamento;

excelentes, bons e medíocres. O que é preci­

- Atribuíram-se verbas vulruosas para constru-

so é comparar dentre os excelentes e os bons

quem está na "pole posirion" para arrancar com

uma boa administração. E entre 2 maus qual

o que fará menos mal. Por isso considero que

à partida os AH estão melhor preparados para

gerirem bem os hospitais.

Gestão Hospitalar - Que imagem tem do

curso de gestão e administração hospitalar

da Escola Nacional de Saúde Pública? Fazia

alguma alteração ao curso em questão?

ESF - Como se sabe estou há anos em situação

de aposentado e certamente que não tenho co-

nhecimento tocal da realidade actual, mas quer­

-me parecer que o curso de AH continua a dar

uma formação de muita qualidade, e totalmente

condizente com as necessidades dos sistema de

saúde e que continua a ser reconhecido no país

e até no estrangeiro. Os profissionais que saem

do curso tinham, e julgo continuam a ter, uma

preparação de nível elevado.As notícias que tenho

são altamente abonatórias das capacidades

dos profissionais que saem do Curso e estão no

terreno. É evidente que poderão sair diplomados

menos bons, menos capazes. Mas isso passa-se

com todos os cursos. Não são esses menos bons

que devem ser o barómetro de avaliação do curso

de AH e dos AH.

Um facto é que o Curso de AH português era no

meu tempo, e parece que continua a ser, classificado

como um dos melhores. Mais uma nota

neste ponto. Os diplomados são preparados

para gerir Hospitais. Será má utilização de recursos

aproveitá-los só para áreas de apoio e onde

não podem aplicar todos os seus conhecimentos.

Se se continuar a entender que basta um

"perfil adequado" para os órgão de gestão dos

hospitais, sem cuidar de saber como esse perfil

é determinado, temo que o Curso de AH deixe

ção e recuperação de estrururas;

- Possibilitaram-se grandes investimentos em

equipamento de avançada tecnologia;

- Foram racionalizados serviços que tinham menor

rentabilidade, etc.

Todas as melhorias do SNS possibilitaram

certamente aos Hospitais bons resultados.

Haverá excepções, mas no grosso do conjunto

hospitalar parece-me ser evidente, e justo

reconhecer, que houve melhorias nos resultados.

Mal era se assim fosse. No entanto, está

por demonstrar se não teriam melhores resultados

se tivessem sido adoptadas medidas di-

17


ferentes na constituição dos órgãos de gestão.

Penso que, para uma correcra resposta à questão

que me formula, há ainda um trabalho muito

rentes, podendo ser até antagónicas, mas que

normalmente se resolvem com diálogo e explicação

das posições de cada uma das partes.

l

importante a fazer no âmbito da avaliação dos

Tive a honra de trabalhar com médicos de ele­

CN.s. Só a partir daí se poderá ter uma ideia

vada craveira científica e profissional, muitas

muito concreta da forma como estão a ser ge­

vezes defendendo posições contrárias e nunca

ridos os Hospitais estatais. Cumpriram com

senti qualquer posição de "guerra" por parte

os objectivos estabelecidos e de acordo com as

da classe médica. No final de contas os objec­

orientações recebidas e fins do estabelecimento?

tivos que procuram os administradores, mé­

Os resultados foram os previstos? Como exerce­

dicos ou outra qualquer classe são os mesmos,

ram a função e a custo de quê?

ou seja, que o Hospital funcione bem e com

Tenho conhecimento de que se constituiu uma

aproveitamento máximo dos recursos. Po­

Comissão para estudar, se é que já não estudou,

derão ser diferentes os caminhos apontados,

os critérios a que deve obedecer a avaliação dos

mas, a meu ver, nada que um diálogo franco,

CN.s. Só com base nessa avaliação será possível

aberto e muitas vezes ousado não resolva, sem

saber se a gestão é bem ou mal feita. Neste mo­

se chegar à necessidade da "guerrà'.

mento, como simples observador, parece-me

poder afirmar que tem havido, em grande parte

Gestão Hospitalar - A necessidade de con­

dos hospitais, melhorias na sua gestão. Mas com

tenção orçamental, na Saúde, traz proble­

a ressalva feita atrás.

Gestão Hospitalar - Considera que o poder

mas para os hospitais? A que níveis?

ESF - É sabido que os gastos na saúde têm crescido

acima do crescimento económico em todos

político, na generalidade, olha para o admi­

os países da UE, representando uma percenta­

nistrador hospitalar como um parceiro, ou

gem muito considerável do PIB desses países.

ainda o vê como um elemento que o vai aju­

Portugal não é diferente. As razões são por de­

dar a cortar nas despesas?

ESF - Parece-me realmente que da parte do

mais conhecidas sendo as principais:

- O crescimento económico que conduz a um

Poder Político tem havido sempre um raciocí­

acréscimo dos encargos de saúde;

nio errado, que é muitas vezes assimilado pelas

-A evolução da tecnologia e o seu efeito gerador

Direcções dos estabelecimentos. Haverá porven­

do aumento da procura

gastos consideráveis e evitáveis;

Gestão Hospitalar - A evolução tecnológica

meu tempo com os que têm agora, É adqui­

tura intervenientes políticos ou outros que não

- As exigências cada vez maiores das populações,

- Continuação de medidas na área do consu­

diária que a Saúde atravessa obriga a que o

rido que esta transformação teve repercussões

pensarão assim. M as tenho a sensação que na

que hoje conhecem muito bem os seus direitos.

mo do medicamento, na sequência de algu­

gestor de um hospital tenha de estar mais

no volume das prestações, na diversificação das

maioria dos casos não se pretende retirar do AH

as capacidades da sua formação, mas pretende-se

A contenção deste constante aumento dos gastos

em saúde, tem sido feita, sobretudo, com o

m as já tomadas.

Mas isto tem a ver com a força política e o

atento a problemas clínicos e a inteirar-se da

realidade médica? Como se pode fazer essa

áreas profissionais e dos serviços e, obviamente,

nos resultados.

somente que seja "um corta despesas". Alguém

tem de reduzir encargos, então que seja o AH.

recurso a uma sub-orçamentação.

Julgo deverem ser tomadas medidas para que si­

entendimento que os diversos sectores da

sociedade possa ter sobre o interesse em tor­

formação?

ESF - É uma evidência os grandes avanços

Comparando com o meu tempo, hoje os problemas

e exigências que se põem aos gestores

Que seja ele o mau da fita.

tuação, não digo termine porque é difícil admi­

nar sustentável ou não o SN S. Sem medidas

tecnológicos dos últimos anos e os enormes

dos hospitais são completamente diferentes e

tir este cenário, mas pelo menos para conter os

agressivas no sistema, julgo que os Hospitais

benefícios que trouxeram à vida de cada um.

evoluem muito rapidamente. Os gestores têm

Gestão Hospitalar - A "guerra" entre médicos

e administradores é algo intrínseco e

desperdícios que sabemos existirem. Estou-me a

lembrar de:

vão sofrer a todos os níveis de funcionamento

com as restrições das verbas que lhe são

O s H ospitais não podem fugir a esta regra, e

têm sido dos grandes beneficiários desses avan­

de estar preparados para acompanhar a mudança

de forma a saberem muito claramente qual

que vai continuar ou é possível estabelecer

regras com vista ao bom entendimento en­

- Medidas de racionalização da rede que em

determinada altura avançaram, mas que logo

atribuídas. Se continuamos a exigir tudo dos

Hospitais do SN S sem nada se fazer, é forçoso

ços. Já nem falo da tecnologia nos serviços de

gestão. Refiro-me sobretudo ao avanço tecno­

uso que se dá a estas novas tecnologias, sobretudo

nos aspecros ligados à sua rentabilidade, à

tre ambos?

ESF - Eu não diria que há uma "guerrà' entre

médicos e administradores e muito menos que é

foram retiradas por razões conhecidas;

- Maior controlo na gestão dos recursos;

- Maior recurso à figura de hospital de dia ou à

que h aja financiamentos acima das possibilidades

do país e alguém tem de pagar.

As opções políticas têm de ir no sentido do

lógico na medicina.

Basta referir o que se passa nos meios complementares

de diagnóstico e terapêutica e muito

utilização dos dados clínicos das observações ou

da investigação científica. Como deve ser feita

essa formação depende de muitos factores. Mas

algo de intrínseco. Exerci muitos anos a profissão,

estive à frente de Hospitais importantes, e

nunca senti que existisse guerra entre os médicos

(ou outra classe qualquer) e os administradores.

cirurgia ambulatória;

- Uma intervenção forte no âmbito do planeamento,

programação e coordenação dos serviços

em ordem a evitar duplicações nos equipamen­

corte dos desperdícios, in trodução de novos

métodos de gestão, um melhor aproveitamen

to dos recursos, uma boa racionalização

dos consumos clínicos e dos medicamentos,

particularmente na imagiologia. Mas não só.

Podemos mencionar dentre outras a área da

endoscopia digestiva, a cirurgia laparoscópica e

robótica, etc. Não se pode de forma nenhuma

há sempre espaço para formação de acrualização,

participação em eventos, troca de experiências

com colegas nacionais e estrangeiros, discussões

de casos com profissionais do seu ou doutros es­

Eu diria que muitas vezes as posições são dife-

tos e na realização de exames donde derivam

como atrás referi.

comparar os meios que os Hospitais tinham no

rabelecimemos.

19


Esta questão leva-me de novo à pergunta sobre a

"guerra com os médicos", porque rudo isto exige

do gestor uma grande capacidade de diálogo e

bom senso nas decisões. A gestão feita por uma

só cabeça terminou. Hoje a gestão do hospital

pertence a uma equipa pluridisciplinar, onde o

administrador tem uma importante função de

exigência, análise, moderação e bom senso.

Gestão Hospitalar - Considera que o SNS

tal como o conhecemos tem condições para

continuar a existir, ou pode vir a ser engolido

pelo sector privado? Porquê?

FSF - Julgo que nunca virá a acontecer uma

situação tão radical, que não é desejada por ninguém

e nem por qualquer Governo que esteja

no Poder. Estou convicto que no sistema hospitalar

português haverá sempre lugar para o SNS.

Admito no entanto que se o SNS não for objecto

de grandes reformas que ultrapassem as reacções

que daí possam advir, poderá perder posição

face a um sector privado cada vez mais forte.

Quero crer que os Governos sempre terão o

SNS como uma bandeira e que não se intimidarão

em fazer as reformas necessárias, muito

embora saibamos, até por experiências bem

recentes, que algumas dessas reformas implicam

o fim ou a redução de interesses instalados

provocando reacções muitas vezes difíceis de

controlar pelo Poder.

Só mais uma nota sobre a privatização da gestão

de alguns hospitais. Parece-me que seria oportuno

e conveniente, diria mesmo imprescindível,

haver um bom sistema regulador da actividade

das empresas que gerem hospitais públicos,

acompanhado de um bom sistema de avaliação.

Pelo que sei a ERS não tem feito muitas intervenções

neste capítulo. Nem talvez a sua área

seja ex:actamente essa. Não se houve falar muito

da sua actividade, e se isto é bom para os árbitros

do futebol, já não o é nestes casos. Em conclusão,

se as reformas necessárias não forem feitas e

as. entidades que devem regular não funcionem,

aí sim, possivelmente vai se verificar uma degradação

do SNS e o consequente avanço do sector

privado. Vamos esperar que não.

>>>"Se as reformas necessárias não forem feitas

e as entidade que devem regular não funcionem, aí

sim, vai verificar-se uma degradação do SNS"

"Hoje a gestão do

hospital pertence

a uma equipa

multidisciplinar, onde

o administrador tem

uma importante

finção de exigência,

análise, moderação e

bom senso."

Gestão Hospitalar - Como gostaria que fosse

o hospital do futuro?

FSF - Claro que o que eu gostaria mesmo era que

o Hospital do futuro fosse aquilo porque lutámos

e não conseguimos ainda atingir: um local de alta

tecnologia capaz de satisfazer as necessidades dos

utentes, no mais curto espaço de tempo, com

excelentes resultados sem prejuízo de um atendimento

personalizado e humaniz.ado.

Agora a sua pergunta não é de fácil resposta

porque a evolução dos hospitais é tão grande

que hoje o que se diz, amanhã pode estar ultrapassado.

Emitir uma opinião sobre "como

gostaria que fosse o hospital do futuro" poder-me-ia

colocar numa situação falsa resultante

do facto de ter dado um parecer que

rapidamente seja ultrapassado. No entanto, e

para não ficar em branco este ponto, farei algumas

considerações sobre o que perspectivo

quanto aos pontos a que o hospital do futuro

tem de acender.

As premissas são sempre as mesmas: eficiência,

qualidade técnica e satisfação dos utentes. Os

poderes públicos devem tirar os ensinamentos

das reformas realizadas, privilegiando a concertação,

a redefinição do níveis de intervenção, da

contratualização, da avaliação e da mudança das

boas práticas. Para além disto parece-me de ter

em atenção mais os seguintes aspectos:

- Reorganização interna dos hospitais, com

a mobilização do pessoal, e o diálogo interno

como forma de desenvolver o trabalho colectivo;

- Melhorar o quadro regulamentar no sentido

de conceder maior autonomia aos hospitais;

- Recentrar o lugar do hospital no sistema de

saúde tendo em conta as alterações da oferta e

da procura;

- Escudar sistemas de financiamento que tenham

não só em conta a produtividade, mas

também o grau de satisfação dos utentes;

- Ter em conta o grau de envelhecimento e de

recursos das populações em ordem a um melhor

e maior acendimento social;

- Tomar os hospitais mais humanos e onde as

populações se sintam bem e sem medo de lá

entrarem;

- Aumento da tecnologia que favoreça o diagnóstico;

- Incremento dos sectores ambulatórios;

- Uma atenção muito especial ao atendimento

das crianças e grávidas.

Gestão Hospitalar - Que mensagem deixa

para os sócios da APAH?

FSF - Que nos seus locais de trabalho procurem

demonstrar todas as capacidades para que foram

formados, que apoiem a Direcção da APAH no

sentido de fonalecer o sentimento de grupo,

e a forcem ao cumprimento do seu programa

eleitoral, porque desse cumprimento resultarão

vantagens para a carreira, para a formação, para

a inovação da AH e no fim de contas para o Sistema

de Saúde.

Queria aproveitar esta oportunidade para afumar

que foi para mim uma grande honra e um privilégio

ter sido Presidente da APAH, ser um dos

seus sócios fundadores e sócio nº 1, ter trabalhado

com colegas de elevada craveira pessoal e profissional

e ter representado uma grande classe.

Gestão Hospitalar - E para os alunos de Administração

Hospitalar?

FSF - Aos alunos quero desejar-lhes muita sorte,

que assumam inteiramente a profissão, que

não a vejam como mero meio de vencer um

salário, mas que a ela se dediquem totalmente,

porque vão ter uma profissão absorvente, em

que não há rotinas porque c-.da dia é diferente

do anterior, onde o espírito de equipa é fundamental

e em que muitas vezes a resolução de

problemas graves está dependente do seu saber

e da sua capacidade de decisão. am

21


Prémio Melhor Publicação Científica 2008

Hospital Pulido Valente di, stingue trabalhos

sobre Tuberculose e Doen ça Card.iovascular

O

vencedor do Prémio Melhor

Publicação Científica 2008, organizado

pelo Hospital Pulido

Valente, de Lisboa, coube ao trabalho sobre

''Análise comparativa entre tuberculose multirresistente

e tuberculose extensivamente

resistente - epidemiologia e factores preditivos",

da autoria de Ana Sofia Vilariça, Carlos

Gomes e Jaime Pina.

Este prémio, criado pelo Departamento de

Pneumologia do Hospital Pulido Valente com

o apoio da farmacêutica nacional Bial, atribui

cinco mil euros ao melhor artigo aos vencedores

cujo trabalho foi publicado em revista

científica durante o ano de 2008.

No estudo, é feita a comparação entre doentes

com tuberculose extensivamente resistente

(TBXDR) e outros perfis de tuberculose multiresistente

(TBMR) relativamente às características

demográficas e epidemiológicas, factores

etiopatogénicos e evolução no internamento.

O trabalho incidiu em doentes internados no

Serviço de Pneumologia III do Hospital Pulido

Valente, entre Abril de 1999 e Junho de 2007,

tendo sido contabilizados 132 doentes com

TBMR, dos quais 52% com TBXDR.

De salientar que a TBXDR foi classificada pela

Organização Mundial de Saúde (OMS) como

uma emergente e grave ameaça à saúde pública

e ao controlo eficaz da tuberculose, assumindo

os contornos de uma autêntica pandemia

em algumas regiões do globo. As principais

conclusões do trabalho de investigação apontam

que os doentes com TBXDR apresentam

maior prevalência de retratamentos, maior duração

media dos tratamentos anteriores e elevada

coinfecção VIH/Sida e de mortalidade.

A TBXDR traduz as insuficiências dos mecanismos

de luta antituberculosa, nomeadamente

no que concerne ao diagnóstico precoce

e preciso da resistência e à implementação

de regimes terapêuticos eficazes adequadamente

supervisionados.

Menção

No âmbito do Prémio Melhor Publicação

Científica 2008 foi também atribuída uma

menção honrosa ao trabalho realizado por

José Pedro Boléo Tomé e Sara Salgado intitulado

"Prevalência de doença cardiovascular

numa população de doentes com síndrome de

apneia obstrutiva do sono". Neste estudo retrospectivo

os autores analisam a prevalência

das patologias cardiovasculares e a sua relação

com os vários graus de gravidade da síndrome

de apneia obstrutiva do sono (SAOS) . O trabalho

envolveu o estudo de 305 doentes com

diagnóstico de SAOS de gravidade variável.

Os resultados demonstram uma prevalência de

doenças cardiovasculares de 76,7%, sendo a hipertensão

arterial a mais frequente seguida da

cardiopatia isquémica. A prevalência de hipertensão

arterial é de 60% pelo que os autores alertam

para que num doente com diagnóstico de

hipertensão seja avaliada a existência de SAOS.

O objectivo deste prémio é incentivar e premiar

a investigação científica na área médica

e a consequente publicação de artigos de um

dos mais conceituados e representativos serviços

de Pneumologia do país.

O júri deste prémio integrou Maria João

Marques Gomes, professora catedrática da

Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa e

Chefe de Serviço do Hospital de Santa Marta;

Manuel Fontes Baganha, professor catedrático

de Pneumologia da Faculdade de Medicina

de Coimbra e Director do Departamento de

Ciências Pneumológicas e Alergológicas do

Hospital da Universidade de Coimbra (HUC)

e Ramalho de Almeida, Membro Efectivo e

Representante Português do ADMIT (Aerosol

Drug Management Improvement Team).

O apoio da Biala este prémio insere-se na forte

aposta da empresa em investigação, que se

traduz no investimento em investigação e desenvolvimento

de novos fármacos, que já está a

dar os primeiros resultados com o lançamento

do antiepiléptico Zebinix, e também no apoio

a actividades de investigação científica. D1D

22

23


Reuniões científicas em Lisboa

Guidelines junta peritos de todo o mundo

Vão decorrer entre os dias 30

de Outubro a 4 de Novembro,

em Lisboa, duas reuniões

científicas internacionais sobre

guidelines. A primeira acontece

nos dias entre 30 a 31 de

Outubro; a segunda entre

1 e 4 de Novembro. Estes

encontros são organizados

pelas duas e únicas redes

internacionais de guidelines.

O

primeiro encontro é da responsabilidade

do organismo ibérico (Iberica

GPC), e vai ter como ponto de

partida para a análise os guias Ibero Americanos

nos países que falam português e castelhano

(Portugal, Espanha e toda a América

central e do sul). O segundo encontro, tem

como organizador o Guidelinle Internacional

Network (GIN), que tem uma vertente anglosaxónica

e que neste momento integra cerca

de 40 países.

''A organização do primeiro encontro tem

sede em Espanha e presidência espanhola, o

segundo tem sede na Escócia e presidência escocesa'',

referiu à GH António Vaz Carneiro,

director do Centro de Estudos de Medicina

Baseada na Evidência da Faculdade de Medicina

de Lisboa, acrescentando: "Consegui

negociar conciliar estas duas reuniões e trazê­

-las para cá, na mesma altura, apesar de terem

reuniões independentes uma da outra".

De acordo com o clínico, estas reuniões "vão

abranger o mundo das guidelines. Hoje em

dia, as guidelines são instrumentos de qualidade.

São primordiais. São normas de orientação

clínica, que são igualmente muito importantes

na gestão e administração em Saúde. Uma

pessoa tem que saber como se trata o cancro

do cólon. Estas normas servem para isso mesmo:

para apoiar. Elas ajudam e dão informação

sintetizada para os médicos; ajudam os

sistemas de saúde a perceber um pouco melhor

o respectivo funcionamento e ajudam

os próprios gestores a estarem conscientes

da realidade sobre uma determinada área, no

ponto de vista do diagnóstico e terapêutica.

Até para os políricos de saúde as guidelines são

importantes para saber qual é ponto de situação

numa área clínica qualquer. Mas o grande

objectivo das normas de orientação clínica

é apoiar directamente a decisão clínica. São

instrumentos de qualidade para tratar doentes",

acentuou Vaz Carneiro, acrescentando

que estas reuniões vão "abranger todas as área.

Não nos vamos debruçar tanto sobre esta

ou aquela área mas sim sobre o instrumento.

Portanto, qualquer pessoa em Portugal -

qualquer médico, farmacêutico, enfermeiro

ou fisioterapeuta - que esteja interessado neste

instrumento, nestes documentos e nestes

textos, tem uma grande oportunidade de vir

encontrar-se com pessoas do mundo inteiro

que fazem investigação pública, disseminam

e implementam este tipo de instrumento de

qualidade que, como imagina, são extremamente

úteis. Não é para uma área específica;

há coisas de oncologia, há coisas de pediatria,

há coisas de saúde pública. No fundo, estamos

a olhar para a metodologia de escrita, de investigação

e de como se põe tudo em práticà'.

Ainda de acordo com o responsável, "a população

alvo para estas reuniões, são os profissionais

de saúde que estejam interessados em

saber mais sobre guidelines ou porque as escrevem,

e têm essa função; ou porque estão encarregues

de as propagar, de as disseminar; ou,

ainda, porque estão encarregues de as implementar.

No fundo, destinam-se a profissionais

que estejam interessados em saber mais sobre

esta metodologia. Hoje, não há revista científica

de qualidade que não apresente guidelines.

E elas servem para qualquer pessoa interessada

nesta área, porque é muito vasta".

As duas reuniões que vão decorrer em Lisboa,

contam com vários workshops e apresentações

sobre como adaptar as guidelines, como as

implementar e dão ainda indicações sobre as

regras que se devem ter para as implementar.

Para António Vaz Carneiro, "os clínicos não

seguem as guidelines tanto quanto seria desejável.Trata-se

de uma metodologia relativamente

nova e a sua implementação é ainda muito variável

no mundo inteiro. Em Portugal, há muitas

pessoas que escrevem estes documentos. A

Direcção Geral da Saúde (DGS) tem guidelines

sobre vacinação, que são obrigatórias. Os médicos

têm que estar em dia com estes conceitos,

mas há situações em que tal não se aplica. As

guidelines para o tratamento da hipertensão,

da Sociedade Portuguesa de Hipertensão, por

exemplo, só são seguidas por quem quiser.

As guidelines, em princípio, não devem ser

obrigatórias; elas devem ser vistas como um

instrumento de apoio à decisão. Apesar de os

analistas referirem que os doentes são dif erentes

uns dos outros, a verdade é que estes são

menos diferentes do que os médicos querem

fazer parecer. Não se pode, por exemplo, seguir

uma guideline sobre um medicamento a que

um doente é alérgico".

Depois, referiu-nos ainda o responsável pela

organização destes eventos em Portugal, "há

alguns processos intermédios, dependentes

dos sistemas de saúde; dos responsáveis que

as elaboraram e de onde são utilizadas: no

centro de saúde; no hospital; se abrangem

uma região ou não. No fundo, trata-se de

documentos que hoje em dia estão presentes

em tudo o que são organizações de saúde

modernas. Daí que esta seja uma oportunidade

única que os profissionais de saúde

deveriam ter e conhecer. Se alguém estiver

interessado, deve vir às nossas reuniões para

poder aprender ou actualizar-se com todos

os profissionais que vão estar no nosso País"

acrescentou. Ana Cruz lllD


Comparação IV

,

au e euro

, . .


varias ve oc1

A

GH continua a publicação doestudo

comparativo entre alguns

dos mais importantes aspectos dos

vários sistemas de saúde em vigor nos 27

Estados-membros da EU, como o financiamento,

a gestão, o número de profissionais

de saúde, o número de hospitais.

As características do financiamento, da cobertura

da população e da forma de gestão

são apenas alguns dos pontos em que os mais

novos e os mais antigos membros da União

Europeia divergem, diferenças essas ditadas

até pela própria dimensão dos países.

Nesta edição, apresenta-se a comparação

entre Dinamarca, Estónia, Hungria, Irlanda

e Itália.

Os dados foram compilados pela HOPE

- European Hospital and Healthcare Federation.

am

Países

Sistemas

Dinamarca

Estónia

5,4 milhões de habitantes 1,3 milhões de habitantes

% de financiamento 82,6% 76%

público

Financiamento Impostos Seguro de saúde obrigatório (68 %)

público e impostos (12 %)

Cobertura Cobertura universal e quase gratuita Cobertura universal baseada na residência,

da população

93 o/o da população abrangida

Público/Privado Coexistência de hospitais públicos e privados Coexistência de hospitais públicos e privados

N° de hospitais 67 hospitais 51 hospitais

N° de camas 16.800 camas de cuidados agudos 5.700 camas de cuidados agudos

Camas 96 o/o camas públicas; 89,9 o/o camas públicas;

públicas/ privadas 4 % camas privadas 1O,1 o/o camas privadas

Duração da estadia 3,4 dias 6,2 dias

Listas de espera Notáveis s.d.

Administração Hospitais públicos são geridos e pertencem às cinco Hospitais públicos são da propriedade do Estado

e gestão dos hospitais regiões ou à Corporação dos Hospitais de Copenhaga ou das autoridades locais

Entidades Hospitais públicos financiados pelas regiões. Os hospitais A Segurança Social e os hospitais negoceiam

financiadoras da Corporação de Hospitais de Copenhaga são financiados os contratos anuais que estipulam os serviços

pelos municípios de Copenhaga e Frideriksberg

fornecidos, capacidades e preço dos actos

Despesas hospitalares 870 dólares por habitante; s.d. por habitante;

(públicas e privadas) 30, 1 o/o do total das despesas de saúde 32,5 o/o do total das despesas de saúde

Profissionais de Saúde 96.400 funcionários do sector da saúde e da segurança social. s.d.

e Acção social 70.900 funcionários no sector hospitalar

Médicos hospitalares 14. 060 médicos hospitalares 2.180 médicos hospitalares

Remuneração e estatuto São assalariados. Especialistas recebem uma taxa por cada São assalariados. O Estado define uma remuneração

dos médicos hospitalares acto médico realizado

mínima e cada administração hospitalar fixa

o montante do salário

N° de equipamentos MRI: 10,2 MRI: s.d.

por milhão de habitantes Radioterapia: 6,3

Scanners: 14,6

Radioterapia: s.d.

Scanners: s.d.

s.d. - sem dados

27


P' ruses

Sistemas

Hungria

o/o de financiamento 71,8%

público

10, 1 milhões de habitantes

Financiamento público Seguros de saúde obrigatórios e impostos

Cobertura

da população

Público/Privado

Cobertura universal

Coexistência de hospitais públicos

e privados

N° de hospitais 179 hospitais

N° de camas '59.600 camas de cuidados agudos

Camas

públicas/privadas

Duração da estadia

Listas de espera

Administração

e gestão dos hospitais

Entidades

financiadoras

97,3 o/o camas públicas;

2,7 o/o privados

6,5 dias

Existem para algumas patologias

Hospitais são propriedade das

colectividades locais, desde 1990, com

excepção dos hospitais universitários

e de cuidados especializados que se

mantém na posse do Estado

Hospitais têm contratos com

Segurança Social

Irlanda

4,3 milhões de habitantes

78,5 o/o

Impostos

35% tem acesso a cuidados gratuitos;

65% participam no pagamento dos

cuidados ou têm um seguro voluntário

Coexistência de hospitais públicos

e privados

179 hospitais

11 .900 camas de cuidados agudos

s.d.

6,5 dias

Notáveis: 28.000 pacientes

em lista de espera

HSE (Health Services Executive)

gere os hospitais públicos

O HSE financia os hospitais, que

recebem verbas também dos seguros

privados e do co-pagamento

dos utentes

Itália

58,9 milhões de habitantes

76,4%

Impostos

Cobertura universal

-

Coexistência de hospitais públicos

e privados

1.296 hospitais

201.400 camas de cuidados agudos

77 o/o camas públicas;

23 o/o camas privadas

6,7 dias

Notáveis

Hospitais autónomos são propriedade

das regiões. Os restantes são geridos

pelas Unidades Locais de Saúde (ASL)

O Estado e as regiões

-

Fórum sobre Gestão do Medicamento em Meio Hospitalar

Doenças crónicas e ensaios

clínicos em análise

Decorreu no passado dia 16

de Outubro, o li Fórum Nacional

sobre Gestão do Medicamento

em Meio Hospitalar, no Hotel Tivoli

Oriente. Um evento organizado

pela APAH e que teve como

principais temas em analisae

os ensaios clínicos e as abordagens

da

''

gestão

E

da doença crónica.

m

Portugal o número de ensaios

clínicos, de fase 1 é menor do

que na União Europeia. Nos

Estados europeus, cerca de 20% dos ensaios são

suportados por outros promotores que não a Indústria

Farmacêutica, o que não acontece em Portugal.

O número de ensaios submetidos por ano,

em Portugal, tem-se mantido constante", referiu

na ocasião Vasco Maria, presidente do Infarmed.

Segundo este responsável, "em 2008 foram inspeccionados

21 centros de investigação e alguns

não estavam em conformidade com o que mandam

as regras, no que diz respeito a procedimentos,

recepção, armazenamento, dispensa e rastreio

dos medicamentos experimentais".

Segundo o presidente do Infarmed, "os principais

constrangimentos sobre os ensaios clínicos em

Portugal estão relacionados com a morosidade na

aprovação a nível hospitalar; com as dificuldades

de recrutamento; com o conflito entre protecção

de dados individuais e requisitos técnicos e, ainda,

com a escassez de incentivos, apoio e reconhecimento

à investigação, em especial à académica",

salientou o presidente do Infarmed. Vasco Maria

realçou na sua intervenção no evento da APAH,

que "as oportunidades em Portugal estão interligadas

com a experiência adquirida, de acordo

com o enquadramento vigente. Tem que existir

uma consistência na identificação de constrangimentos

e partilha de interesses por parte dos

agentes envolvidos", uma vez que "existem medidas

propostas pelo Infarmed - nomeadamente

o incremento da simplificação e transparência e

comunicação; análise das condições e exequibilidade

para avaliação acelerada de pedidos de ensaios

fase 1 e a promoção de acções de formação".

''A epidemiologia das doenças crónicas em Portugal

aponta para que existam 4 milhões de pessoas

com cárie dentária; 2,5 milhões com rinite;

2 milhões com depressão; 1,8 milhões com hipertensão;

1,5 milhões com obesidade; 1 milhão

com artroses; 1 milhão com asma e 700 mil com

diabetes", deu a conhecer Luís Campos, director

do serviço de Medicina Interna do Hospital

São Francisco Xavier, neste fórum. Isto significa

que "as doenças crónicas estão a aumentar numa

percentagem de um por cento ao ano, em geral,

subindo esse número para 2,5% se se analisar o

grupo com mais de 65 anos". De acordo com

este internista, "as estruturas não foram pensadas

na perspectiva do doente. Cada estrutura foi

pensada independente das outras - como o caso

dos cuidados continuados; os ACES e, mesmo,

as urgências", acrescentando que para os doentes

crónicos o futuro pode vir a ser ainda mais

complicado, uma vez que "em 2013, 50% da

população portuguesa passa a estar sem médico

de famílià'. Ana Cruz IBD

Despesas hospitalares

320 dólares por habitante;

s.d.

1.010 dólares por habitante;

(públicas e privadas)

29 o/o do total das despesas de saúde

44, 1 o/o do total das despesas de saúde

Profissionais de Saúde

100.800 funcionários no sector

124.500 funcionários do sector da

1, 1 milhão de funcionários do sector da

e Acção social

hospitalar

saúde e da segurança social; 68. 700

saúde e da segurança social; 660.600

funcionários do sector hospitalar

funcionários do sector hospitalar

Médicos hospitalares

14.690 médicos hospitalares

s.d.

131.590 médicos hospitalares

Remuneração e estatuto São assalariados. A remuneração varia

dos médicos hospitalares em função da experiência e qualificação

N° de equipamentos MRI: 2,6

por milhão Radioterapia: 2,7

de habitantes Scanners: 6,8

s.d. - sem dados

Os especialistas dos hospitais públicos

são assalariados

MRI: s.d.

Radioterapia: s.d.

Scanners: s.d.

Os médicos dos hospitais públicos

são assalariados

MRI: 10,2

Radioterapia: 4, 1

Scanners: 20,6


Carestream Health

Tecno o

A Carestream Health

tem vindo a implementar-se

no mercado português

dos equipamento~ e soluções

de radiologia e apresenta

algumas soluções inovadoras

que permitem fa~ilitar

a prestação de cuidados

de saúde.

A

empresa surgiu em Maio de 2007,

na sequência da compra da Kodak

Health Group pelo grupo ONEX,

fundo de investimentos canadiano presente

em várias indústrias. A Carestream Health é

uma companhia multi-nacional, representada

em 150 países.

A Carestream Health Portugal, está, sobretudo,

vocacionada para o mercado da radiologia,

focando-se em todos os produtos que se

relacionam com a imagem, a sua produção,

captura, distribuição e impressão, a n.!vel

hospitalar e clínico, para clientes privados e

públicos, cobrindo todo o Portugal.

Um dos maiores projectos realizados por esta

empresa - no valor de 750 mil euros - foi a

implementação do projecto PACS no Hospital

Nossa Senhora do Rosário no Barreiro,

que passou a ser uma unidade hospitalar totalmente

digital, sem impressão em película

ou papel.

Em fase de implementação está o projecto

que prevê a interligação de várias unidades

de saúde e que será "o maior projecto privado

de Saúde do AJgarve", revela o director

comercial da Carestream Health, Mário Garcia.

É um projecto 'multi-site' que engloba a

interligação digital e a distribuição de imagem

por várias clínicas e hospitais: o Hospital

Particular de Faro será ligado a outras


instalações em Portimão e Alvor.

Já no ano passado, a renovação e a digitalização

de 13 centros de saúde nos Açores ficou

a cargo desta empresa.

Estes são alguns exemplos da actividade da

Carestream que, conforme aponta Mário

Garcia, conta ainda com clientes como o

Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio,

Unidade Local de Saúde do Alto Minho, Litoral

Alentejano, Norte Alentejano, os Hospitais

da Universidade de Coimbra, Grupo

IMI, IPO do Porto e de Lisboa, entre muitos

outros.

A Carestream tem desenvolvido e colocado

no mercado uma vasta gama de produtos,

tanto na parte de soluções de software como

nas de radiologia digital directa.

Um dos produtos mais inovadores - o DRXl

- é um detector que permite converter uma

sala de raio-x convencional numa sala digital.

A imagem de raio-x é enviada directamente,

via wireless, para um posto de trabalho, sem

qualquer passo intermédio e sem que seja

necessário modificar o espaço ou instalar

mais do que este sistema de radiologia digital

directa. O que permite, também, um ganho

substancial, já que fica cerca de 70 por cento

• •

e anta na Ra 10 o

mais barato do que equipar e montar toda

uma sala de radiologia digital directa ..

Centros de suporte

Um outro produto comercializado com sucesso

pela Carestream são os sistemas PACS (Picture

Archiving and Distribution System), soluções

de software que facilitam todas as funções

em torno da radiologia ao proporcionar uma

maior acessibilidade na transmissão e arqui-

A Carestream Health está organizada por todo o mundo em "clusters". O "clusters" da

Europa do Sul incorpora o Ibérico, constituído por Portugal e Espanha, e também a

França, Itália, Bélgica e Grécia. Os outros "clusters" são os da Europa do Norte, Estados

Unidos, Ásia, América do Sul e Mercados Emergentes. No âmbito do software, a

Carestream Health providencia ainda um amplo e importante serviço de apoio. Existem

vários centros de investigação, desenvolvimento e supo~e que permitem fornecer esse

serviço de apoio, por exemplo, à radiologia ( teleradiologia) 24horas por dia, sete dias

por semana. Para a Europa, o centro de investigação e suporte localiza-se na Itália. Estes

centros procuram criar novos produtos inspirados pelas necessidades do mercado da

imagiologia, tendo actualmente desenvolvido uma solução de software de distribuição

de imagem adaptada à área da cardiologia.

vamento de imagens dentro das unidades de

saúde. Estas soluções permitem tambem a

partilha dos exames entre vários centros, potenciando

assim um diagnóstico remoto, conceito

base da Teleradiologia.

A Carestream Health, para além da parte médica,

fornece produtos em duas outras áreas

distintas. No âmbito da imagem molecular,

tem disponíveis radioisótopos e equipamento

para o estudo precoce de doenças, sendo o

diagnóstico molecular uma das apostas principais

para a medicina do futuro. Além disso,

distribui também películas e produtos específicos

para testes não destrutivos de equipamentos

para o mercado industrial.

Crescimento de 25% em 2008

De acordo com Mário Garcia, director comercial

da Carestream H ealth, a empresa comercializa

cerca de 65% de produtos e equipamentos

de software e 35% em produtos

de consumo associados à impressão, como

películas.

Vendas que resultaram num volume de negócios

de 7,652 milhões de euros no ano de

2008, "só na parte de Medical Imaging", e

que representaram um crescimento de 25%

da Carestream nesse mesmo ano, quando, em

2007, já tinha crescido 23% .

"Estamos gradualmente a inrroduzirmo-nos

no mercado radiologia dos três grandes, que

são a Siemens, Phillips e General Electric, contra

quem já ganhámos vários concursos públicos",

aponta Mário Garcia.

No ano de 2009 será mais difícil atingir

os valores do ano transacto, não só devido

à crise económico-financeira, mas também

devido à quase paralisia do investimento

público. "Em termos públicos não tem

havido concursos com volumes que sejam

significativos". O investimento nesta área

tem estado assegurado, sobretudo, pelos

quatro grandes grupos privados de saúde

que, considera o director comercial da

Carestream, "continuarão a apostar neste

mercado".

Mário Garcia faz, porém, uma ressalva,

referindo-se às parcerias público-privadas.

Os novos hospitais que serão lançados

a curto e médio prazo assegurarão boas

oportunidades comerciais, embora se possa

considerar que a maioria do investimento

é privado. 1111

30


Reflexão

Jantar Debate da APAH

Lançamento de livro

"O Balanced Scorecard em Hospitais"

AAssociação Portuguesa de Administradores

Hospitalares (APAH),

prossegue várias finalidades, conforme

determinação estatutária, sendo uma

delas a "discussão alargada de temas" da

área da Saúde.

Tem sido neste contexto que a Associação

tem levado a cabo várias sessões, nas quais

se enquadram os jantares-debate, que mais

não são do que um momento de reflexão

sobre assuntos da Saúde, tornando-se ao

mesmo tempo num encontro dos seus profissionais.

Reactivando esta tradição, a actual direcção

da APAH realizou mais um jantar-debate,

no dia 18 de Setembro do corrente ano,

na região Norte do país, em Vila Nova de

Gaia, no empreendimento turístico Quinta

da Boeira.

O jantar-debate teve como tema a apresentação

dos conteúdos dos programas eleitorais

dos cinco maiores partidos políticos

portugueses e respectiva discussão.

Assim, estiveram presentes o Partido Socialista,

representado pelo médico e acrual

Secretário de Estado da Saúde, Manuel

Pizarro; o Partido Social Democrata,· representado

pela farmacêutica, Clara Carneuo;

a Coligação Democrática Unitária,

representada pelo médico Sérgio Vinagre; o

Centro Democrático e Social/Partido Popular,

representado pelo Solari Allegro e, finalmente,

o Bloco de Esquerda, representado

pelo médico João Semedo.

As intervenções foram conduzidas por Lúcia

Gonçalves, jornalista da cadeia televisiva

SIC, do Porto, que proporcionou um debate

dinâmico, profissional e esclarecido.

Houve um primeiro momento, no qual os

representantes dos partidos políticos, acima

referidos, fizeram a leitura das suas propostas

políticas para a próxima legislatura e

posteriormente abriu-se o debate a todos os

presentes transformando-se num momento

de grande interactividade.

Foi extraordinário o número de inscritos

para o evento, cerca de 120 pessoas, bem

como o número de presenças que rondaram

os 100 participantes.

t de enaltecer o trabalho desenvolvido pelo

colega de direcção, Victor Herdeiro, o verdadeiro

responsável pela organização e logística

da realização.

Uma nota para referir o facto de o jantar­

-debate ter contado com as mais diversas

personalidades representativas da região

Norte do país, designadamente ARS, Hospitais

e respectivos Conselhos de Administração,

Centros de Saúde, ACEs, etc.,

bem como do resto do país, Bastonária da

Ordem dos Enfermeiros, representante da

APDH, Presidente da APFH, presidente

da APEGSaúde, etc., que permitiram uma

alargada e multidisciplinar participação dos

vários stackholders do sistema de saúde português.

Perdoem-me o atrevimento mas não posso

deixar de referir o prazer que foi ter encontrado

antigos colegas administradores hospitalares,

bem como outras personalidades

da área dà saúde que há tanto tempo não

tinha o prazer de contactar.

Uma menção final para o nosso resistente

colaborador Fresenius/Kabi-Labesfal, que

desde sempre tem partilhado connosco este

projecto vencedor. llD

Foi lançado, no passado dia

22 de Setembro, na FNAC

Norte Shopping,

em Matosinhos, o livro

"Balanced Scorecard

em Hospitais", da autoria

de Luís Matos e Isabel Ramos.

Esta obra pretende funcionar

como uma ferramenta

de medição da performance

as organizações e em

particular dos hospitais.

C C T

rata-se de um estudo elaborado

por mim e pela Professora

Doutora Isabel Ramos, da Universidade

do Minho, sobre a possibilidade de

aplicação do Balanced Scorecard a um hospital

público português, como instrumento para medir

os resultados das políticas de gestão. O análise

foi realizada tendo por base uma revisão da

bibliografia sobre o método bem como o estudo

de casos internacionais de aplicação do método

no sector da saúde. O mesmo foi levado a cabo

numa unidade hospitalar portuguesa e teve como

objectivo compreender a viabilidade da aplicação

do Balanced Scorecard a dois serviços dessa unidade

hospitalar", referiu à GH Luís Matos, autor do

livro. Segundo o autor da obra, a "metodologia

Balanced Scorecard (BSC) assenta no princípio

que as organizações actuais têm tanto mais sucesso

quanto melhor conseguirem investir e gerir

os seus bens intelectuais e os conhecimentos adquiridos

ao longo do tempo. Pela ligação entre a

missão, a visão e estratégia da organização é uma

ferramenta de medição do desempenho que evita

erros comuns, garante a interligação entre quatro

vectores essenciais de cada organização (clientes,

financeiro, processos internos e aprendizagem e

crescimento), contribuindo por isso decisivamente

para o sucesso da implementação das estratégias

organizacionais. Esta metodologia abandona

LUIS MATOS . ISABEL RAMOS

MEDIR PARA GERIR

O Balanced

Scorecard

em Hospitais

a ideia da preponderância dos resultados financeiros,

como única forma de medir a performance,

interligando com os outros 3 vectores. É uma

metodologia que mede o que se pretende fazer,

para onde estamos a ir e não o que já fizemos".

Com esta obra, salienta ainda, "pretende-se apresentar

uma ferramenta de medição da performance,

em particular dos hospitais. A medição

da performance é algo da maior importância, que

tem sido alvo da atenção de muitos com resultados

ainda insatisfatórios. O BSC afigura-se

como um instrumento que pode, de uma forma

simples, resolver esta questão. Assumindo como

inquestionável que só se pode gerir o que se mede,

os nossos hospitais têm procurado desenvolver diferentes

métodos para medir os seus resultados,

sem ter encontrado um meio satisfatório para todos

os stakeholders da organização".

Ainda segundo Luís Matos, os diferentes métodos

utilizados (e muitas vezes rapidamente abandonados),

não têm sido credíveis e têm mantido

o afastamento, artificial, entre prestadores de cuidados

e gestores do hospital, acrescentando que

"sendo a prestação de cuidados o nosso desígnio,

não podemos tentar medir os resultados sem

incorporar claramente a prestação de cuidados

nos nossos modelos de avaliação e na informação

que usamos para tomar as nossas decisões".

O método apresentado no livro, afigura-se como

a ferramenta ideal para medir a performance do

hospital numa perspectiva sistémica. "Por outro

lado, pretendemos desmistificar a ideia de "mais

e mais tecnologià'. Os péssimos resultados desta

estratégia, se é que lhe podemos chamar isso,

estão á vista de todos (não só na saúde como nas

organizações em geral) e não são bonitos".

Segundo o autor da obra, "a ideia surgiu de uma

coincidência de crenças com a professora Isabel

Ramos, segundo a qual o BSC é uma metodologia

com grandes potencialidades e que a sua aplicação

poderá traduzir-se em ganhos efectivos para

as organizações. A aplicação a hospitais apareceu

naturalmente pelo facto de eu ser Administrador

Hospitalar e ter a noção que, nos nossos hospitais,

a medição do que fazemos e a existência de informação

relevante, fiável e atempada para a tomada

de decisão deixa muito a desejar. Contrariamente

à opinião de alguns, os nossos hospitais estão a

abarrotar de dados e informação. O problema é

que a sua utilização para a tomada de decisão, é

muitas vezes diRcil, confusa e infelizmente dos

mesmos dados obtemos informações diferentes

e muitas vezes contraditórias". Para o administrador

hospitalar Luís Matos, os nossos hospitais

"necessitam de uma metodologia para medir os

seus resultados que seja, fácil, abrangente e .fiável.

Entendemos que o BSC é essa metodologià'. O

livro destina-se, pois a todos aqueles que têm funções

de gestão no hospital, nomeadamente administradores

hospitalares, médicos em funções

de chefia e de gestão, enfermeiros chefe e todos

os profissionais que dirigem serviços no hospital.

Por outro lado, é também destinado a alunos e investigadores,

que encontrem no BSC um tema de

estudo e estejam dispostos a pormenorizar algumas

das questões que o livro levanta. Ao longo do

livro é abordado todo o enquadramento teórico

do BSC e são apresentados casos práticos de aplicação

desta metodologia em diferentes hospitais.

Abordamos ainda a questão da automatização do

BSC. Que aplicações, quais as razões que devem

presidir à escolha da aplicação e s:uais os erros a

evitar. Abordamos ainda a questão do investimento

em tecnologias de informação e comunicação,

que não sendo o foco do livro, terá sempre

que estar nas nossas preocupações. am

32

33


--------~---- -·-

MAIS QUE UM SERVIÇO DE ALUGUER •••

DIÁRIO DA REPÚBLICA

A GH apresenta a legislação mais relevante publicada em Diário da República de 13 de Agosto a 25 de

Setembro.

Ministério da Saúde

Decreto-Lei n. 0 241/2009, de 16 de Setembro

Estabelece o regime de instalação, abertura e funcionamento de farmácia

de dispensa de medicamentos ao público nos hospitais do Serviço

Nacional de Saúde e as condições da respectiva concessão por concurso

público e revoga o Decreto-Lei n. 0 235/2006, de 6 de Dezembro

Decreto-Lei n. 0 242/2009, de 16 de Setembro

Dispensa a obrigatoriedade de atestado médico para efeitos de comprovação

da robustez física e do perfil psíquico exigidos para o exercício de

funções profissionais, públicas ou privadas, e revoga o Decreto-Lei n. 0

319/99, de 11 de Agosto

Portaria n. 0 1065/2009, de 16 de Setembro

Aprova o Regulamento do Ciclo de Estudos Especiais em Epidemiologia

Decreto-Lei n. 0

247/2009, de 22 de Setembro

Estabelece o regime da carreira de enfermagem nas entidades públicas

empresariais e nas parcerias em saúde, bem como os respectivos requisitos

de habilitação profissional e percurso de progressão profissional e

de diferenciação técnico-científica

Decreto-Lei n. 0

248/2009, de 22 de Setembro

Estabelece o regime da carreira especial de enfermagem, bem como os

respectivos requisitos de habiliração profissional

Decreto-Lei n. 0

253/2009, de 23 de Setembro

Aprova o Regulamento da Assistência Espiritual e Religiosa no Serviço

Nacional de Saúde

Ministério da Ciência, Tecnologia

e Ensino Superior

Portaria n. 0 969/2009, de 26 de Agosto

Cria o curso de pós-licenciatura de especialização em Enfermagem

Médico-Cirúrgica na Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico

de Setúbal e aprova o respectivo plano de estudos

Portaria n. 0 982/2009, de 02 de Setembro

Altera o plano de estudos do curso de pós-licenciatura de especialização

em Enfermagem de Saúde Infantil e Pediatria na Escola Superior de

Saúde do Vale do Sousa do Instituto Politécnico de Saúde do Norte,

aprovado pela Portaria n. 0 255/2007, de 9 de Março

Decreto-Lei n. 0 221/2009, 8 de Setembro

Altera o reconhecimento de interesse público do Instituto Superior de

Psicologia Aplicada de escola universitária não integrada para instituto

universitário e a sua denominação para ISPA- Instituto Universitário

de Psicologia Aplicada

Ministérios do Trabalho

e da Solidariedade Social e da Saúde

Portaria n. 0 965/2009, de 25 de Agosto

Estabelece as regras de articulação entre as unidades de saúde e os serviços

da segurança social e os instrumentos a milizar, considerando o

enquadramento desta matéria no âmbito da lei de protecção de crianças

e jovens em perigo e do despacho n. 0 31292/2008, publicado no

Diário da República, 2. ª série, n. 0 236, de 5 de Dezembro de 2008

Ministérios da Economia e da lnovacão

e da Saúde

"'

Portaria n. 0 1047/2009, de 15 de Setembro

Terceira alteração à Portaria n. 0 1016-N2008, de 8 de Setembro, que reduz

os preços máximos de venda ao público dos medicamentos genéricos

Assembleia da República

Lei n. 0 81/2009, 21 de Agosto

Institui um sistema de vigilância em saúde pública, que identifica situações

de risco, recolhe, actualiza, analisa e divulga os dados relativos a

doenças transmissíveis e outros riscos em saúde pública, bem como

prepara planos de contingência face a situações de emergência ou tão

graves como de calamidade pública

Lei n. 0 106/2009, 14 de Setembro

Acompanhamento familiar em intern

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Portaria n. 0 970/2009, de 26 de Agosto

Cria o curso de pós-licenciatura de especialização em Enfermagem de

Saúde Mental e Psiquiatria na Escola Superior de Saúde do Instituto

Politécnico de Setúbal e aprova o respectivo plano de estudos

Portaria n. 0 981/2009, de 02 de Setembro

Cria o curso de pós-licenciatura de especialização em Enfermagem de

Saúde Materna e Obstetrícia na Escola Superior de Saúde do Instituto

Politécnico de Bragança e aprova o respectivo plano de estudo

Lei n. 0

111/2009, 16 de Setemb.op.r... __ S_A_ú_D_E_P_u_ · B_L_l_C_A _ __.

Procede à primeira alteração ao Estat to da Ordem dos Enfermeiros,

aprovado pelo Decreto-Lei n. 0 104/9 de 21 de Abril

. o/0-11- o 1

Região Autónoma da Ma e1ra ~

Assembleia Legislativa

/ t

Decreto Legislativo Regional n.2 12~~ / , t_! ~ ~Cf:CCC A

Adapta à Região Autónoma da Madeir o Decreto-Lei n. 0 307 /2007, de

31 de Agosto, que estabelece o regime jurídico das farmácias de oficina

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