Revista Apólice #218

revistaapolice

Ano 22

Número 218

Fevereiro 2017


editorial

Ano 22 - nº 218

Fevereiro 2017

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Articulista

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Periodicidade:

Mensal

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Os artigos assinados são de responsabilidade

exclusiva de seus autores, não

representando, necessariamente, a

opinião desta revista.

Já chegamos ao

fundo do poço

Parece que agora a economia parou de andar para trás. Depois

de um ano difícil, com queda vertiginosa da atividade econômica,

temos uma oportunidade pequena de tentar respirar mais fundo

para encontrar uma ponta de esperança.

O mercado de seguros fechou o ano de 2016 com crescimento

de 9,2% em relação ao ano anterior, o que não é ruim se considerarmos

que o PIB regrediu em 3,5%. 2017, mesmo com todos os

problemas políticos que o País enfrenta, pode ter um avanço do

PIB em 0,5%, segundo os especialistas em economia.

O setor de seguros sentiu em 2016 o desafio de ver sua maior

carteira de outrora estagnar. Os seguros de automóveis sofreram

muito e tiveram queda de 2,4% em 2016 em relação a 2015, com

participação reduzida para 13,3%. Para reagir a esta realidade,

algumas seguradoras lançaram o seguro auto popular, que não representará

uma recuperação para o mercado, mas uma alternativa

para a sangria da carteira.

Com tudo isso, o mercado ainda espera crescer entre 9% e 11%

em 2017. As seguradoras buscam alternativas para tornar este número

real. Para auxiliá-las, várias empresas prestadoras de serviços

oferecem produtos para modernizar e agilizar o seu trabalho. Nesta

edição especial de serviços você poderá conhecer um pouco mais

das necessidades das seguradoras e corretoras. Em um momento

em que as palavras de ordem são ‘inovação e mudanças disruptivas,

certamente quem começar primeiro vai levar vantagem.

Boa leitura!

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Revista Apólice

Diretora de Redação

Mande suas dúvidas, críticas e sugestões para redacao@revistaapolice.com.br

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sumário

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especial serviços

11 | addvalora

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painel

gente

capa

Colaboração e compartilhamento fazem da Rede Lojacorr

um parceiro de negócios que facilita a atuação dos corretores

de seguro de todo o País

Reguladora de Sinistros atua há seis anos no Brasil e pretende

investir em novos segmentos em 2017

atendimento

As prestadoras de serviços tornaram-se cruciais no atendimento

de segurados e podem ajudá-los a decidir se ficam

ou deixam uma companhia de seguros

eBaotech

Empresa mostra que é possível criar soluções para encurtar

o caminho entre as seguradoras e os consumidores finais e

corretores

prestadores

Os fornecedores são responsáveis pelas parcerias que resultam

em um cliente bem atendido, satisfeito e fidelizado

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24

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34

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ética

A transparência na comunicação entre seguradores e corretores

é a maneira mais adequada de atingir positivamente

os segurados e fomentar a cultura do seguro

encontro de líderes

Evento organizado pela CNseg reuniu executivos de seguradoras

dispostos a saber qual é o seu papel para impulsionar

a sociedade

painel saúde

comunicação

4


painel

• nglobalização

Advogados se unem para prestar

serviços mundiais de seguros

Empresas de advocacia em quarto países criaram uma

aliança para prestar serviços legais internacionalmente para

seguradoras e seus clientes.

As companhias participam agora da Legalign Global,

que conta com escritórios de Nova York (EUA), Colonia

(Alemanha), Londres (Inglaterra) e Sidney (Austrália).

Juntas, essas empresas têm cerca de 2 mil advogados

em 58 escritórios espalhados pelos EUA, Europa, América

Latina, Austrália, Nova Zelândia e Singapura.

O grupo terá como foco as coberturas, necessidades de

defesa, regulamentação e compliance das companhias de

seguro e resseguro.

“A globalização da nossa economia resultou em um

crescente número de companhias conduzindo seus negócios

em diferentes jurisdições,

requerendo programas de

seguros multinacionais e

criando uma demanda por

alta qualidade e representação

legal consistente para

disputas jurídicas que ultrapassam

fronteiras”, afirma

Daniel J. McMahon, chairman

do Wilson Elser, um

dos escritórios participantes.

• nsinistro

40% dos acidentes de carro

ocorrem na manobra ou

estacionamento

Cerca de 40% dos acidentes veiculares que resultam em

perdas ou danos materiais ocorrem ao manobrar ou estacionar

o carro, aponta pesquisa realizada pelo Centro de Tecnologia

Allianz (AZT) e a Continental AG. O estudo analisou cerca de

3.500 casos.

“A frequência dos acidentes que ocorrem durante o estacionamento

e as manobras aumentou mais de 30% nos últimos

dez anos e correspondem a 44% dos incidentes com perdas ou

danos materiais e 39% das colisões físicas de danos plenos”,

conta Rüdiger Hackhausen, chefe de Reivindicações da Allianz

Versicherungs-AG.

O aumento dos acidentes durante o estacionamento e as

manobras pode ser atribuído às mudanças nos formatos dos

veículos e ao crescimento contínuo da urbanização. Nas últimas

décadas, os carros ficaram mais largos e compridos, enquanto

o tamanho das vagas permaneceu o mesmo.

A maioria dos incidentes ao estacionar ou manobrar

acontece quando se dá marcha à ré. Situações como essa são

responsáveis por mais de 70% dos sinistros e cerca de 85% dos

pedidos de indenização por danos materiais plenos.

Quase a metade de todos os pedidos de indenização analisados

pelo estudo (41,7%) resultou de batidas de um veículo

contra outro parado, sendo que o primeiro estava estacionando

e dando marcha à ré. A pesquisa também apontou que uma a

cada cinco manobras envolveu dois carros que colidiram quando

ambos estavam parando de marcha à ré.

n • produto

Empresa lança rastreador com seguro

para motos

As vendas de veículos leves devem crescer apenas 2,31% em 2017, enquanto

as de motos devem aumentar 4,4%, segundo a Federação Nacional

da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

A tendência de troca de carros por motos nas grandes cidades é ainda

maior devido à facilidade de locomoção e menor investimento. Mas o problema

enfrentado pelos usuários é o maior risco de roubo e furto. Afinal, há

no mercado poucas opções de seguro para motos.

Atenta a essa demanda, a Ituran deve ampliar a cobertura do Ituran com

Seguro no mês de fevereiro: motos de qualquer modelo poderão contratar

os serviços da empresa. A companhia trabalhará com seu rastreador para

motos com vendas na Grande São Paulo, Campinas e Baixada Santista, tendo

a garantia da seguradora QBE Brasil.

“Caso a sua moto seja roubada e não localizada, a QBE Brasil fará a indenização

de 90% do valor da tabela Fipe”, destaca Roberto Posternak, diretor

comercial da Ituran, explicando que “a cobertura contempla motos a partir

250 cilindradas, de até dez anos e R$ 50 mil”.

5


painel

• nlongevidade

Brasileiros estão

menos preparados

financeiramente para a

velhice

Estudo do Banco Mundial aponta que

apenas 4% dos brasileiros poupam recursos

para a velhice. Entre os 143 países avaliados,

o Brasil está na 132ª posição, perdendo para o

Congo, Maláui e Togo, por exemplo, com PIB

per capta 15 vezes menor. Já na Tailândia, com

PIB per capta semelhante ao do Brasil, a taxa

de poupança para a velhice é de cerca de 60%.

Entre as razões apontadas por especialistas

para esse baixo índice de poupança dos brasileiros

para a velhice está a memória do período

de elevada inflação, que durou até os anos 1990.

“Há 20 anos, mal era possível se planejar para

o fim do mês”, afirmou Paulo Valle, vice-

-presidente da FenaPrevi.

Mas por mais que os especialistas destaquem

a importância da educação financeira para

o hábito da poupança, também afirmam que isso

só não basta, ressaltando a importância de ações

diretas sobre o comportamento.

O economista-chefe do time de pesquisa

em finanças e setor privado do Banco Mundial,

Leora Klapper, cita os exemplos de Gana e

Bangladesh, onde os salários dos trabalhadores

são entregues sempre com um lembrete para

que poupem. Em Gana, 55% têm o hábito de

poupar e 13% economizam para a velhice. Em

Bangladesh, são 24% e 6%, respectivamente.

• nproduto 2

Entidade apresenta seguro de vida para

jornalistas

A Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) apresentou um novo

sistema de seguros de vida para profissionais da mídia. Depois de negociar

com empresas seguradoras de todo o mundo, a entidade colaborou

com a IOMA Insurance e com o Lloyd’s de Londres, ajudando a criar o

Insurance for Journalists.

Essa modalidade de seguro tem preços mais baixos em relação

aos do mercado e cobertura para todos os trabalhadores de mídia sem

restrição, em qualquer parte do mundo – incluindo zonas de guerra.

Há seguradoras que recusam seguros de vida para profissionais de

mídia que trabalham em zonas perigosas ou cobram caro demais. Por

isso, é comum que repórteres, cinegrafistas, fotógrafos e freelancers

façam coberturas em países perigosos sem uma apólice de seguro.

Toda apólice da “Insurance for Journalists” cobre morte acidental e

mutilação, emergências e evacuação em caso de doença e repatriação

de qualquer lugar do mundo (incluindo áreas hostis).

O seguro “Insurance for Journalists” cobre jornalistas que estejam

trabalhando ou viajando nos países da cobertura selecionada. A seguradora

dividiu os países em áreas de risco extremo, risco severo, risco

alto, risco médio e risco baixo.

A seleção em uma categoria de risco alto permite que também se

tenha cobertura do seguro em áreas de risco médio e baixo.

Segundo a tabela da seguradora, o Brasil é considerado um país de

baixo risco. A cobertura varia de US$ 100 mil a US$ 500 mil e o preço é

tabelado de acordo com o número de semanas no local.

6


• nserviço

Seguradora lança serviço de carro por

assinatura no Brasil

A Porto Seguro apresentou o produto “Carro Fácil”, um modelo de negócio

ainda inédito no Brasil, que funciona como um carro por assinatura. Com ele,

você paga uma mensalidade e a seguradora se encarrega dos demais processos,

como documentação e seguro. Iniciativa inclui também uma série de serviços.

O novo sistema de assinatura de veículos entrega conveniência de rodar

com um carro novo, sem ter a necessidade de investir na aquisição de um

automóvel. Após projeto piloto inicial, a empresa oficializa a oferta do carro

por assinatura no Estado de São Paulo e principais regiões do Rio de Janeiro.

O modelo foi aprovado pelos corretores que adquiriram o produto ao longo

do período experimental, conforme menciona o gerente do Porto Seguro Carro

Fácil, Marcelo Rosal. “A aceitação é positiva, principalmente para profissionais

liberais e empreendedores que precisam do carro no dia a dia, nos trajetos pela

cidade e municípios vizinhos. Outro fator apontado foi o empacotamento de

todos os custos rateados nas mensalidades do contrato, pagas com cartão de

crédito, o que gera maior controle de despesas”, diz.

Segundo Rosal, “há tempos que a aquisição de um carro deixou de ser um

investimento, sobretudo se calcularmos os juros de financiamento e a desvalorização.

Estamos vivendo o começo de uma mudança de comportamento do

‘ter’ para o ‘usar’”.

7


painel

• nconsumidor

Proposta protege direito de

segurado em caso de falência

de seguradora

Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de

Lei Complementar 220/16, da Comissão de Defesa do

Consumidor, que protege os direitos dos segurados de

planos operados por seguradoras, operadoras de plano

previdenciário e sociedades de capitalização.

O objetivo da proposta é fortalecer o segmento

financeiro, com a possibilidade de redução ou eliminação

do impacto financeiro para o consumidor no caso

de falência da empresa seguradora.

A proteção, pela proposta, é feita pela afetação

de uma parte do patrimônio das empresas, ou seja,

da separação de parte dos bens que a seguradora tem

exclusivamente para quitar eventuais obrigações com

os segurados.

As regras da proposta não valem para seguradoras

e demais entidades sob intervenção, em liquidação

extrajudicial ou falência quando o texto for transformado

em lei.

Susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep)

será a responsável por definir qual parte do patrimônio

da seguradora será afetada para garantir recursos

aos segurados. Ela também irá estabelecer regras de

contabilização para não confundir esse patrimônio a

outros das seguradoras.

Pela proposta, os bens e direitos do patrimônio

de afetação serão vinculados à Susep e poderão ter

sua movimentação suspensa pelo órgão. Além disso,

a entidade é quem decidirá se os bens poderão ou não

ser alienados.

A Susep, pelo texto, também deve fixar critério

para definir o nível mínimo do patrimônio de afetação

de cada empresa e fiscalizar se o valor está sendo

mantido. A proposta impede qualquer ação judicial que

possa fazer com que o patrimônio separado para honrar

dívida com o segurado fique abaixo do nível mínimo.

• nlegislação

Seguradora deve informar recusa de

contrato em 48 horas

A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados

aprovou proposta que obriga as empresas fornecedoras de seguros

a informar ao consumidor o motivo da recusa na contratação

do seguro no prazo máximo de 48 horas. O prazo começará a ser

contado a partir do prazo solicitado pela seguradora para avaliação

da proposta de seguro. A medida está prevista no Projeto de Lei

5541/16, do deputado Rômulo Gouveia (PSD-PB).

Pela proposta, a obrigação vale para as seguradoras que atuam

nos ramos de seguro para cobertura de riscos sobre quaisquer

tipos de bens, sejam móveis ou imóveis. A informação deverá ser

prestada por escrito ao consumidor, sendo permitido o envio de

mensagem para endereço eletrônico comprovadamente fornecido

pelo contratante.

Conforme o texto, o descumprimento da medida sujeitará

os infratores às penalidades previstas no Código de Defesa do

Consumidor (Lei 8.078/90), que vão desde multa à interdição do

estabelecimento.

O relator da proposta na Comissão, deputado Cabo Sabino

(PR-CE), recomendou a aprovação da proposta. Na avaliação do

parlamentar tem sido recorrente a prática de as seguradoras não

prestarem informação adequada aos cidadãos que utilizam ou que

buscam seus serviços.

• nevento

Sincor-SC promoverá Ecosegs

regionais

O Sincor-SC realizará em

2017 os Encontros dos Corretores

de Seguros Regionais em substituição

ao Ecoseg tradicional.

Ao todo serão sete encontros,

em formato que permitirá aos

corretores debater as dificuldades

encontradas no exercício da

função no mercado segurador.

“Em breve vamos divulgar

regionalmente as datas e locais,

bem como a programação de

cada um dos Ecosegs Regionais”,

diz Auri Bertelli, presidente da

entidade.

Uma ferramenta será desenvolvida para que os profissionais,

regionalmente, indiquem os problemas e dificuldades em seu dia

a dia no mercado de seguros. Ao final dos eventos, haverá uma

radiografia do mercado, por seguradora, em diferentes regiões do

estado. Um documento final também será entregue às seguradoras

no segundo semestre de 2017.

8


GENTE

Novos gerentes

Monique Andrade assumiu o cargo de gerente

de contas na Berkley, responsável pelo atendimento

comercial aos corretores do Rio de Janeiro e Espírito

Santo. “Vejo a oportunidade na Berkley como um grande

desafio, em um momento oportuno de crescimento

da companhia, com

divulgação dos nossos

produtos. Espero

poder somar experiências

e aprendizados

junto aos meus

colegas de trabalho.

Estou bastante animada

e disposta a

dar o meu melhor”,

diz a executiva, formada

em Ciências

Atuariais, pela Universidade

Estadual

do Rio de Janeiro.

Titular da capitalização

Carlos Alberto dos Santos Corrêa é o novo

diretor executivo da Federação Nacional de Capitalização

(FenaCap). Com experiência nas áreas contábil,

tributária e de controladoria, ele substitui José Ismar

Torres, que estava no cargo desde 2011. O executivo

atuou em diversas empresas do mercado segurador,

como a Brasilveículos, onde foi gerente de Controle,

e a Icatu, onde exerceu o cargo de diretor de Contabilidade

e Tributos.

Troca de benefícios

A Mercer Marsh Benefícios contratou Marcelo Borges

como novo diretor técnico de benefícios da consultoria. O executivo

terá papel fundamental na gestão das áreas de Placement,

Proposta de Valor, Produtos & Gestão de Saúde Qualidade de

Vida, agregando conhecimento técnico e visão do cliente a

todas estas frentes.

Baseado em São Paulo, Borges se reportará a Eduardo

Marchiori, diretor da Mercer Marsh Benefícios e da Marsh

Consumer, e integrará o Comitê Executivo da Marsh Brasil.

Mudança em operações

A BR Insurance anunciou a contratação de Flávio Alexandre

de Sá como diretor de operações. Ele possui profunda

experiência, tendo

atuado por quase

duas décadas diretamente

com o

segmento de saúde.

De acordo com o

presidente da BR

Insurance, Luiz Roberto

de Salles Oliveira,

“a chegada

de um profissional

com o gabarito do

executivo Flávio,

além de fortalecer

nossa filosofia de

trabalho, vai tornar

nossa empresa ainda

mais preparada

para os desafios futuros”,

comenta.

9


GENTE

Gerente de marketing

Priscila Fernandes é a

nova gerente de Marketing

da Tokio Marine. Com quase

15 anos de experiência

na área, a profissional estará

à frente das estratégias

de marketing, comunicação

e relacionamento da

companhia, reportando-

-se diretamente ao superintendente

de Estratégia

de Crescimento, Apoio

Comercial e Marketing,

Flávio Otsuka.

A executiva tem em

seu currículo empresas

como Citibank Brasil, Credicard

e Itaú, onde atuou

nas áreas de Marketing,

Comunicação e Digital.

Mudança na

superintendência

A Delphos informa que Carlos Trindade, atual

gerente de Tecnologia, passa a ser o novo superintendente

de Tecnologia da Informação e Comunicação

(TIC) da empresa.

O executivo já fazia parte da companhia. Ocupou

a coordenadoria de sistemas, gerência de projetos e,

por último, a gerência geral de TI.

Do resseguro para o seguro

A Markel Seguradora, que obteve autorização da Superintendência

de Seguros Privados (Susep) para atuar no

Brasil, será presidida por Leonardo Paixão, ex-presidente

do IRB Brasil Re. A empresa nasce com capital social de R$

48 milhões. O valor mínimo exigido pela Susep é de R$

15 milhões. O grupo já conta com uma resseguradora no

País. A equipe da seguradora ainda está sendo constituída.

Relacionamento com corretores

Leonardo Pereira de Freitas assumiu em dezembro a

diretoria de Mercado do Grupo Bradesco Seguros, responsável

pelo relacionamento com mais de 22 mil corretores no Brasil.

O foco da área é a massificação e disseminação da cultura do

seguro e o desenvolvimento

dos corretores.

“Os principais desafios

estão relacionados à

consolidação do modelo

da organização de

vendas, possibilitando

uma visão única de

clientes e corretores”,

afirma.

Para ele, é preciso

aumentar a viabilidade

de cross-selling e

contribuir para a melhora

dos índices de

renovação e retenção de

clientes. “Estarei muito

próximo dos corretores

de seguros e atento aos

seus anseios e aos movimentos

do mercado

para aproveitarmos melhor

as oportunidades”,

pontua o executivo.

10


especial serviços | addvalora

O desafio de chegar e

manter a liderança

Reguladora de Sinistros atua há seis anos no Brasil e

pretende investir em novos segmentos em 2017

Seis anos de atuação no Brasil

serviram de marco para a Addvalora.

A empresa espanhola

iniciou sua atuação por aqui

através da regulação dos sinistros de

Property de grande porte. A primeira

operação brasileira foi montada no Rio de

Janeiro, já capitaneada por seu Diretor/

Procurador, Regulador Sênior, William

Fernandez.

Em menos de seis meses a empresa

já atingia entre seus clientes a maioria

das grandes seguradoras do mercado, o

que a levou a começar a atender sinistros

de menor valor agregado e a abrir o primeiro

escritório em São Paulo. Hoje, sua

presença geográfica espalha-se pelos 9

principais estados brasileiros, com 16 escritórios

estrategicamente localizados, o

que agiliza o atendimento aos sinistros e

diminui os custos. Todos os 16 escritórios

são capitaneados por um Coordenador

experiente e com poder de decisão.

❙❙William Fernandez, diretor/procurador

Clodoaldo Azevedo, vice-diretor

da Addvalora no Brasil, afirma que o

diferencial da atuação no mercado local

é justamente a capilaridade da empresa,

que permite que ela atenda com rapidez

às demandas dos clientes dos corretores

de seguros. “Nossa parceria e bom relacionamento

são reflexo do trabalho sério,

que sempre coloca uma pessoa no local

do sinistro, disposta a dar agilidade e

eficiência ao processo”.

A partir de 2016, houve um desenvolvimento

considerável da carteira de

Seguros de Responsabilidade Civil Profissional,

um produto muito específico,

bem como de Massificados.

Para atender a cada tipo de demanda,

Massificados, Pequenos, Médios e

Grandes Riscos, a Addvalora Brasil conta

com profissionais capacitados e técnicos

de diversas áreas, como engenheiros,

advogados, economistas, contadores,

administradores, sendo que vários com

fluência nos idiomas inglês e/ou espanhol,

enfim, pessoas adequadas para atender a

cada tipo de evento.

Atualmente, 104 profissionais compõem

o quadro de Colaboradores da

Addvalora, sendo que a empresa não

terceiriza seus trabalhos. Este número

deve aumentar de acordo com as novas

demandas, que podem chegar de produtos

Massificados, por exemplo, que é uma

grande aposta em 2017, assim como o RC

Profissional e Geral, além do Garantia.

“Nosso setor recebe mais demandas

em época de crise. Apesar dos problemas

econômicos terem afetado os

produtos nos seguros de obras, property,

engenharia. Entretanto, as áreas de RC

Profissional e Massificados acabaram

compensando”, frisa Clodoaldo.

Para 2017, os executivos da Addvalora

explicam que o foco será nos

produtos ligados ao Seguro Garantia e

RC Geral. A empresa montou um novo

escritório em Curitiba, no segundo semestre

de 2016, contratou especialistas

na área, e já espera o desenvolvimento

destas carteiras no decorrer deste ano.

O escritório brasileiro da Addvalora,

em pouco tempo, já responde por

cerca de 25% dos negócios globais do

Grupo Addvalora e 80% das operações

na América Latina.

O sistema operacional desenvolvido

pelo escritório brasileiro (Baruc),

por suas grandes vantagens em relação

a outros sistemas, foi escolhido e está

sendo utilizado mundialmente por todo

o Grupo. O Baruc faz o controle dos

sinistros, emite relatórios, entre outras

funções e, no futuro, poderá ser acessado

pelas Seguradoras e Corretores de

forma remota.

❙❙Clodoaldo Azevedo, vice-diretor

11


capa | lojacorr

Expansão da Lojacorr

chega a todas as

regiões do Brasil

Colaboração e

compartilhamento

fazem da Rede Lojacorr

um parceiro de

negócios que facilita a

atuação dos corretores

de seguro de todo o

País

A

expansão da Rede Lojacorr

tem um objetivo claro: preparar

a empresa para enfrentar

os anos e desafios que vêm

pela frente. Em seus 20 anos de existência,

a grande preocupação sempre foi

tornar o negócio sustentável e perene para

os parceiros. Hoje, ela representa a maior

rede de corretores de seguros do Brasil,

formada por mais de 900 profissionais

habilitados e produção superior a US$

100 milhões no varejo, em 2016.

Este processo começou com a reestruturação

das diretorias regionais, com

o objetivo de cumprir o planejamento estratégico,

atingindo a cobertura nacional.

“Aproveitando o slogan ‘Nossa missão é

proteger’, queremos cobrir o Brasil do

Oiapoque ao Chuí”, explica Diogo Arndt,

vice-presidente da Rede Lojacorr.

No modelo anterior havia diretorias

regionais por estado. Agora, o Brasil foi

dividido em cinco regionais, para melhorar

a comunicação e a produtividade

de todo o processo. A configuração ficou

assim: Regional Sul (Rio Grande do Sul,

Santa Catarina e Paraná), Centro-Oeste

12

Kelly Lubiato

(Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás,

Tocantins e Rondônia), Sudeste (Rio

de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo),

São Paulo (Estado) e Norte-Nordeste

(com todos os demais estados).

Neste mesmo processo, aconteceu

uma reestruturação das diretorias dentro

da matriz. Agora, Geniomar Pereira e

Luiz Longobardi integram a diretoria

estatutária da empresa. Gênio ficou

com a diretoria comercial e Longobardi,

passou a atuar como diretor de mercado

e operações, sendo o interlocutor junto

ao mercado das seguradoras e responsável

pela elaboração de novos produtos.

“Ele monta o menu e se certifica de que

será entregue para os corretores, com

qualidade e velocidade”, afirma Diogo,

acrescentando que o processo tem grande

necessidade de atuação junto às seguradoras,

principalmente no que se refere aos

contratos e condições comerciais.

“Nunca colocamos as condições

comerciais como principal atrativo para

a Rede porque este seria um argumento

fraco. Não podemos vender o que não

é nosso. Entretanto, podemos ter um

modelo de negócios sólido e consistente

que gere melhores condições para os

corretores e seguradores”, analisa Diogo.

Hoje, a Rede Lojacorr é um canal de distribuição

das seguradoras, consolidando

900 corretores em uma estrutura única,

o que traz ganho de escala e eficiência

operacional para o corretor que opera

com a empresa.

A proposta de valor para os corretores

parceiros é o acesso ao mercado

(número maior de seguradoras) com

maior quantidade de produtos exclusivos

e com mais eficiência operacional através

do compartilhamento de back-office,

que acontece pelo sistema Broker One,

integrado, que consolida toda a gestão da

carteira do corretor em uma única plataforma.

“Podemos fazer uma analogia da

Lojacorr com o Uber, porque administramos

a carteira dos corretores, que buscam

conosco uma solução de acesso para

poder crescer, se desenvolver e atender

com maior velocidade as demandas dos

segurados, porém sem realizar a venda

direta”, aponta Diogo.

A Rede é formada por escritórios e

unidades, que oferecem todas as soluções

que o corretor precisa buscar no mercado:

produtos de 40 seguradoras, sistema

próprio, multicálculo, canais estratégicos

etc. “ Em 2016, foram quase 2 mil horas

de treinamento para os corretores”, destaca

Gênio.

Somos um!

A Rede Lojacorr criou alguns parâmetros

de gestão e as regionais vão ajudar

as unidades de negócios a atingirem

seus objetivos. Assim, eles auxiliam no

desenvolvimento do corretor, no melhor

espírito da Rede: colaboração. A partir

Principais desafios

da missão 2021

➥➥Ter um bilhão de

reais de produção anual;

➥➥Ter pelo menos

um representante da

Rede Lojacorr em cada

estado da União.


Proteção de Norte a Sul

do momento em que processos

e indicadores estão

padronizados é possível

fazer o acompanhamento e o

controle de maneira uniforme,

propiciando ao corretor

condições de se expandir.

Após passar pela reestruturação

completa,

desde o alto escalão até

as regionais, a mensagem

transmitida pela Rede é de

que ela está pronta para o

futuro. “Este é o momento

em que criamos

um Conselho,

como toda grande

empresa, para dar

suporte às decisões futuras”,

analisa Geniomar

Pereira.

Antes, os cargos de diretores

regionais já existiam, mas eram

responsáveis por Estados. Na mudança,

acompanhando a tendência do mercado,

a Rede dividiu a atuação em regionais e

ficou com apenas cinco diretores. Gênio

destaca que a grande mudança é que

estes diretores regionais farão a função

de forma exclusiva, além de serem profissionais

de mercado de primeira linha e

serem oriundos de grandes companhias.

A Rede pretende ter um alinhamento

completo das estratégias para que elas

cheguem até a ponta da linha com a

mesma intensidade. “Como regional, ele

passou a ser uma extensão da matriz, inclusive

em algumas tomadas de decisão”,

pontua Gênio.

Um segundo modelo de negócio

também participa desta

expansão. Aquelas

pessoas que trabalharam

a vida inteira com relacionamento

com corretores,

em suas respectivas regiões em unidades

de seguradoras, possuem o perfil

e podem levar o modelo da Rede para os

corretores. Diogo enfatiza que também

há um programa especial para os corretores

cuja produção ultrapasse R$ 500

Números

➥Presença ➥ em 16 estados e

Distrito Federal

➥550 ➥ municípios

➥38 ➥ unidades

➥430 ➥ corretoras pessoas jurídicas

➥900 ➥ corretores de seguros

➥+ ➥ de US$ 100 milhões em

produção /2016

➥10 ➥ unidades em fase préoperacional

mil por mês.

“Eles podem ser

uma unidade da

Lojacorr em sua região,

com o modelo

de negócio da Rede,

tornando-se uma referência

com capacidade para

aproximar outros corretores e,

assim, trabalharem em conjunto.

Nossa proposta é de aumento da

produtividade e prospecção de novos

parceiros. É um modelo bem sucedido,

porque a corretora consegue expandir

sua carteira e melhorar os controles e a

eficiência do negócio”.

Programa de objetivos

Implantado em 2016, o Programa

de Objetivos possui cinco indicadores

que medem o desempenho das unidades.

Entre eles, há dois itens que são trabalhados

com mais intensidade: prospecção e

produtividade. Em produtividade, o desafio

é tirar mais do mesmo (cross-selling,

up-selling); em prospecção, trazer mais

unidades e corretores para os negócios.

“A média do crescimento do mercado das

grandes corretoras em 2016 foi de 6%.

Para a Rede Lojacorr, o crescimento foi

de 28,52%, o que representa 4,5 vezes o

mercado”, avalia Gênio.

Para 2017, a previsão é de terminar

o ano próximo a 50 unidades. Hoje são

38. Após a convenção da Rede, que

acontecerá nos dias 9 e 10 de março,

serão inauguradas as unidades em João

Pessoa/PB, São Luis/MA, Aracaju/SE

e Divinópolis/MG, que já estão praticamente

prontas.

13


lojacorr

DIOGO ARNDT SILVA

Vice-Presidente

Sócio fundador e Vice-Presidente

da Rede Lojacorr com 21 anos de

experiência no mercado segurador.

Economista pela UFPR, com

Pós-Graduado em Planejamento

e Gestão Empresarial na FAE

Business School, MBA em Gestão

Comercial pela FGV, com Extensão

em Negócios e Gestão pela Universidade

da Califórnia Irvine.

SANDRO RIBEIRO DOS SANTOS

Diretor de Tecnologia

Sócio Diretor, com mais de 17 anos

de experiência em tecnologia e

inovação. Graduado em Administração

de Empresas pela FESP,

com MBA em Gerenciamento de

Projetos pela FGV, pós-graduação

em Logística Empresarial pela

FAE e Gerenciamento da Produção

e Manutenção pela UTFPR

e conhecimentos de Marketing,

Publicidade e Comunicação On-

-line pela UTP.

14

Quem é quem?

ANDRE OGLIARI DUARTE

Diretor Administrativo Financeiro

Sócio fundador da Rede Lojacorr,

oficial da reserva do Exército, economista

pela UFPR, pós-graduado

em Gestão da TI pela FAE Business

School, MBA em Gestão Estratégica

de Empresas e GBA em Finança

Estratégica, ambas pela FGV. Profissional

de seguros desde 2003.


Ao longo dos anos

sempre fomos

reconhecidos pela

nossa vanguarda em

tecnologia e inovação

no mercado segurador

e, com isso, buscamos

o melhor para a Rede.

Gerenciar a construção

do conhecimento

coletivo em um grande

número de pessoas

sempre é um desafio,

bem como implementar

e validar todas as ideias

e oportunidades de

negócios que surgem no

dia a dia em nossa Rede.

Fora isso, temos também

o lado operacional que,

com o aumento do

número de negócios,

requer cada vez mais

que os nossos sistemas

estejam otimizados

e integrados junto

aos nossos parceiros,

promovendo ganho de

agilidade e escala em

nossas operações.



A missão financeira da Rede Lojacorr

sempre foi um grande desafio, pois à

medida que crescíamos, os investimentos

aumentavam (no mínimo) na mesma

proporção. Contudo, nossa visão

empreendedora nos manteve sempre

focados no retorno de longo prazo. Abrimos

mão do lucro rápido, mantendo o foco na

solução que o negócio iria proporcionar

para os corretores e seguradores. O ganho

de escala se tornou uma necessidade

dicotômica, uma vez que não poderíamos

nos contentar com o tamanho da estrutura

de outrora que estancaria o modelo

e, consequentemente, faria com que

corrêssemos um sério risco de estagnar

e, por outro lado, esse modelo inédito,

equilibrado e eficaz, que começava a

chamar a atenção do mercado, tornou o

crescimento e a expansão da Rede uma

consequência espontânea.


GENIOMAR PEREIRA

Diretor Comercial

Executivo Comercial, 33 anos de

experiência no mercado segurador,

onde exerceu importantes cargos

em alguns dos maiores grupos

financeiros do País, graduado

em Ciências Administrativas e

Contábeis, pós-graduado pela

UFMG, UFJF e FGV, com especializações

em Negócios, Marketing

e Finanças, respectivamente. Tem

como expertise a gestão com foco

em resultados.

ANDRÉ MORENO

Diretor Regional São Paulo

Há 20 anos no mercado segurador,

com atuação na área comercial

de grandes seguradoras como

Bradesco Seguros, Real Seguros

e Tokio Marine, e desde 2011 na

Rede Lojacorr. Graduado em

Administração de Empresas pela

Faculdade Toledo P. Prudente, com

Pós-Graduação em Adm de Marketing

pela FAAP e MBA em Gestão

Empresarial pelo ISAE/FGV.


LUIZ ERNANI LEPCHAK

Diretor Regional Sul

Executivo comercial com 32

anos de experiência no mercado

segurador. Ocupou cargos de liderança

com equipes comerciais em

grandes empresas do segmento.

Graduado em administração pela

Unicentro /PR com especialização

em negócios pela FGV.

LUIZ LONGOBARDI JUNIOR

Diretor de Operações e Mercado

Executivo de seguros há 35 anos,

trabalhou em reconhecidas

seguradoras do mercado, com

sólidos conhecimentos nas áreas

comerciais, negócios, técnicas,

produtos e operações. Carreira

construída em diversos segmentos

do mercado segurador, tais como

varejo, corporate, banca assurance

e e-commerce.

RENATO GERALDINO JÚNIOR

Diretor Regional Centro-Oeste

Atua no mercado desde 1990.

Trabalhou em grandes seguradoras

como SulAmérica e Bradesco,

e foi professor na Escola Nacional

de Seguros.


Nossa diretoria irá

acompanhar os processos

desde a entrada e gestão

junto às seguradoras

que operam na Rede,

produtos, negociação de

contratos, campanhas de

vendas, bem como toda

infraestrutura necessária

para a operação no

tocante à emissão,

pendências, parcelas,

comissões e sinistros. Com

isso, teremos uma visão

única de cada seguradora

e seus impactos e níveis

de serviços em nossas

operações.

Outra missão muito

importante é a busca

constante de novos

produtos e serviços

para os corretores da

Rede Lojacorr. Alguns

novos produtos estão

em fase de negociação

para implementação

na Força de Venda,

visando a geração de

novas oportunidades

de negócios aos nossos

corretores.

Fotos:


MARCELO AMARAL

Diretor de Canais

Profissional com mais de 30 anos

de experiência na indústria de

seguros, onde ocupou cargos de

liderança executiva em mais de

25 anos. Colaborador de grandes

projetos para desenvolvimento

do mercado em empresas do

segmento financeiro, varejista

e indústria em geral, além do

próprio segmento de seguros.

ANTONIO CARLOS FOIS

Diretor Regional Sudeste

Executivo Comercial com 23 anos

de sólida experiência no mercado

segurador, com atuação numa das

maiores seguradoras da América

Latina, e há dois anos como

colaborador da Rede LOJACORR.

Cursou Direito, Administração e

Gestão Empresarial, com Pós-Graduação

em Gestão de Negócios e

MBA Executivo pelo IBMEC.


Na Diretoria de Canais

buscamos insistentemente

a ampliação das

oportunidades para o

corretor gerar novos

negócios e maior

longevidade no

relacionamento com

clientes, seja na exploração

de sua carteira ou na busca

de novos clientes. O mix de

ofertas e reconhecimento

de oportunidades são a

tônica de nossas ações.

Ao identificar essas

oportunidades, nosso

objetivo é transformar

clientes em parceiros de

negócios na distribuição

de produtos (seguros ou

serviços), sempre com a

presença do corretor.

Nossa missão 2021 passa

por consolidar esta

posição estratégica de

Canais no cotidiano de

nossa Rede, com desafio

de aculturação para que

o corretor visualize as

oportunidades de forma

mais criteriosa.


EUCRÉSIO NETO

Diretor Regional Norte/ Nordeste

Executivo com 28 anos de experiência

no mercado segurador,

atuando junto a grandes empresas

como Banorte Seguradora,

Bandeirantes e Bradesco Seguros.

Formado em Ciências Contábeis

e pós-graduado em Gestão Empresarial

pela FGV. Experiência em

gestão de resultados e pessoas.

Guto Pimentel

15


especial serviços | atendimento

Aumento de

performance

As prestadoras de serviços tornaram-se cruciais

no atendimento de segurados e podem ajudálos

a decidir se ficam ou deixam um companhia

de seguros

Amanda Cruz

16


A

tecnologia chegou, ficou e no

começo assustou o mercado

de seguros. Para driblar essas

inseguranças, os prestadores

de serviços que atuam com o setor foram

fundamentais. Não apenas os que fornecem

plataformas de tecnologia, mas

também outros tipos de serviços como

assistência 24 horas, regulação, vistoria,

prevenção de fraudes etc.

Esses são grandes aliados em momentos

de crise, como o que o Brasil enfrenta,

porque dão o tom do diferencial que as seguradoras

apresentam a seus clientes. No

ano de 2017, isso não deverá ser diferente

e, para intensificar a parceria, a palavra

do momento continua sendo a do ano que

passou: inovação.

O serviço de assistência tem grande

importância para o mercado. As empresas

de assistência emergencial, por

exemplo, falam com os clientes quatro

a cinco vezes mais do que as próprias

seguradoras, pois a necessidade de serviços

é muito maior do que a ocorrência

de sinistros. A forma como o cliente é

atendido interfere diretamente em sua

tomada de decisão no momento da renovação

da apólice. Os executivos desse

mercado têm consciência disso. João

Carlos Armesto, diretor Executivo Comercial

e de Marketing de uma empresa

especializada em assistência afirma

estar ciente que “um bom atendimento

emergencial gera clientes potenciais

para a renovação do seguro por mais

um ano, sendo menos sensível a decisões

❙❙João Carlos Armesto

baseadas apenas no preço”, observa.

Os prestadores representam a personificação,

a individualização de produtos,

ainda mais dos chamados massificados, de

prateleira, que são basicamente os mesmos

em todas as companhias e só se diferenciam

por causa de serviços agregados.

A máxima também vale para corretores

de seguros. Há, por exemplo,

um sistema tecnológico voltado para

organização comercial, construído com

direcionamento a vendedores de forma

geral, mas que pode ajudar os profissionais

da corretagem que precisam lidar

com transações mais complexas e que

ainda levam tempo para se concretizar.

“Essa é a realidade de muitos corretores

de serviço que atendem seguradoras”,

afirma Gustavo Paulillo, CEO da plataforma.

2017 trará ainda mais automatização

de processos, ampliando o uso de

aplicativos que facilitem em momentos

cruciais, como as ocorrências de sinistros,

sem que o cliente precise ligar para

seguradora, garantindo mais autonomia.

“Ele pode abrir um chamado, enviar

fotos do automóvel e a empresa já é

capaz de identificar suas necessidades

e determinar os próximos passos, como

indicação de oficina onde o carro poderá

ser consertado”, explica Luís Eduardo

Sirera, diretor de Vendas de uma empresa

especializada em soluções de tecnologia.

Ele acredita que, nesse momento, elevar o

nível de satisfação do cliente seja importante,

mas por conta da crise isso precisa

ser feito sem aumento de investimentos.

Para isso só há uma solução: a tecnologia.

A tecnologia

Em diferentes níveis, a tecnologia

está para os prestadores como eles estão

para as seguradoras. São parceiros e precisam

caminhar juntos para um objetivo

satisfatório. Os smartphones devem ser

o principal investimento neste ano que

se inicia, com aplicativos tornando o

atendimento mais eficiente e realizando

o monitoramento da execução do serviço.

“Visamos construir uma jornada 100%

eletrônica com nossos parceiros”, diz

João Carlos, sintetizando um sentimento

que parece ser único no mercado.

A Kodak Alaris, por exemplo, apesar

de ser oriunda de uma marca com um

histórico conhecido na área de fotografia,

expandiu suas operações e se tornou uma

start-up de tecnologia em 2013, levando

sua captura de informações, digitalização

de dados, scanner e softwares para o mercado

financeiro. A percepção de demanda

do mercado de seguros para essa solução

foi imediata. Tanto que Paulo Fernandes,

gerente de Produtos e Soluções, afirma

que o mercado está passando por uma

transformação: a digitalização de dados,

mesmo em grandes companhias, não é

algo tão difundido e o que era uma lacuna

se transformou em uma oportunidade

para a empresa. “Todos os portes de

empresas de seguros demandam essas

soluções e o mais importante é estar apto

a auxiliá-las nessa mudança”, afirma.

Essa é a premissa: trazer o dia a

dia para dentro dos sistemas, fazendo

com que eles sejam os grandes aliados

dos próximos passos no atendimento.

Para isso, é preciso se aprimorar e estar

sempre à frente. Em um mercado visto,

muitas vezes, como tecnologicamente

conservador, quem ousar demonstrar as

vantagens dos avanços garantirá sempre

uma fatia. Gustavo diz que a plataforma

de sua start-up, por exemplo, será aprimorada

e terá como foco dispositivos

móveis e funcionalidades que auxiliem

no aumento de performance e eficácia

das rotinas.

Luis Eduardo usa como exemplo os

chatbots (utilização de robôs em softwares

de respostas), que executam tarefas

❙❙Paulo Fernandes, da Kodak Alaris

17


atendimento

❙❙Gustavo Paulillo

pré-definidas facilitando a interação

de perguntas e respostas mais básicas

dos clientes. A solução é mais rápida e

baseada em inteligência artificial, sem a

necessidade de interação humana.

Em meio a tanta novidade, a segurança

é um fator que preocupa e, talvez, até

retarde um pouco esse avanço. Paulo, da

Kodak, que está diretamente ligada com

o uso de dados dos segurados, afirma que

agilidade é importante, mas a segurança

é vem antes. A empresa é especialista em

escaneamento de documentos, servindo

para todo o processo, desde o preenchimento

da apólice até a homologação de

um sinistro. Isso pode ser feito até com o

celular. As informações são organizadas

e enviadas para a companhia, tudo por

meio de sistema de armazenamento em

nuvem, impedindo que os dados fiquem

armazenados em local físico e caiam em

mãos mal intencionadas.

O paradoxo que parece estar sendo

facilmente quebrado nessa relação é

que quanto mais automatizado ficam os

sistemas, maior é a preocupação com o

atendimento próximo e humanizado.

Mantendo a proximidade

Quem acha assustador conversar com

robôs pode começar a se acostumar. Essa

tendência fará com que o básico seja automático,

elevando a necessidade de conhecimento

e qualificação de profissionais

humanos. Se esse já foi considerado um

mercado conservador no que diz respeito

à tecnologia, está deixando de ser graças

aos prestadores de serviços.

A comunicação com os clientes é um

18

incentivo para abraçar essas mudanças.

Em um mundo que pede tanta agilidade,

manter-se perto dos clientes é um desafio

que, sozinhas, as seguradoras não conseguem

manter. “A personalização no

atendimento é uma tendência dos dias

atuais, pois a qualidade das informações

disponíveis e acesso aos produtos e serviços

tornaram os clientes exigentes”,

reflete Gustavo.

A via é de mão dupla. Se o mercado

de seguros é alavancado para a modernidade

com os prestadores, também é

verdade que muitos segmentos sequer

existiriam sem os seguros. Pelo menos

é o que acredita João Carlos em relação

aos atendimentos emergenciais. “Foi

assim no Brasil e é assim em todo o

mundo. Existe uma forte tendência desse

mercado para a distribuição dos serviços

de assistência. As seguradoras dedicam

grande parte do seu tempo para participar

das decisões relacionadas aos assuntos

estratégicos de assistência emergencial”,

celebra. Ele acredita na intensificação

dessa reciprocidade.

É preciso mostrar o valor da solução,

fazer com que mesmo os mais tradicionais

vejam os benefícios de mudar de

postura. Mais do que comprar produtos

novos, o mercado quer resolver os seus

problemas. Essa é a era do caos de dados,

pois 90% das informações disponíveis

hoje foram criadas nos últimos dois anos

e eles só crescem. “O importante é como

as empresas vão utilizar esses dados. Dar

a eles a inteligência. É por esse caminho

que tentamos atender a demanda. O

importante é tratar o dado, para que as

❙❙Luís Eduardo Sirera

Os robôs já estão no

mercado

Robôs ocupando postos de trabalho

que antes pertenciam a humanos.

Filme de ficção? Não. Essa é uma

realidade que chegou ao mercado de

seguros no começo de 2017.

A seguradora japonesa Fukoku

Mutual Life está substituindo 34

de seus funcionários humanos por

robôs. O sistema de inteligência

artificial será utilizado para funções

como pesquisa de histórico médico

de pacientes, ajudando no cálculo

de indenizações de seus segurados.

A companhia prevê que essa

medida causará aumento de 30% em

sua produtividade.

empresas trabalhem com eles da melhor

forma possível”, aponta Paulo Fernandes.

E o já conhecido jargão do mercado

de seguros de que tempo de crise é também

tempo de oportunidades afetou as

prestadoras de serviços. Gustavo Paulillo

afirma que a busca por otimização de recursos

e redução de custos é o diferencial

que tem de ser oferecido; descobrir novas

demandas, desafios e acompanhamentos

diários. Dar autonomia, mas estar sempre

por perto, entregando exatamente o que o

cliente necessita. “O projeto só vai obter

resultados se for possível enxergar valor

no nosso trabalho”, reitera Gustavo.

A área de seguros tornou-se estratégica

para todos os prestadores entrevistados,

e para muitos outros que chegam

com novas ofertas aderentes ao mercado.

Não são mais soluções adaptadas ao

seguro, mas desenvolvidas para o setor,

específicas. As companhias também procuram

por diferenciais nos serviços, dando

preferência aos que têm esse conhecimento

do mercado. Muitos profissionais

acreditam que o pior da crise já passou

e que as empresas que resistiram juntas,

deverão fortalecer seus laços neste ano.

“As dificuldades trouxeram a necessidade

de reinventarmos o modelo. Juntos, acreditamos

que conseguimos passar bem

pelo momento mais complicado da crise

e saímos dela fortalecidos para enfrentar

um ano de 2017 igualmente desafiador”,

resume João Carlos.


Trabalhar desde o back-office

das seguradoras até o canal de

distribuidor para corretores e

consumidores é um desafio.

As seguradoras procuram no mercado

soluções para os seguros digitais, uma

tendência internacional que em breve

deve se firmar também no Brasil. “Queremos

diminuir a complexidade e os

custos operacionais e aumentar as vendas

através dos canais digitais”, explica

Rafael Rodrigues, diretor da eBaoTech,

uma empresa de tecnologia voltada ao

mercado de seguros, líder global em

soluções digitais para esta indústria.

Por ter seu foco exclusivo em seguros,

ela é capaz de visualizar claramente os

desafios deste setor, buscando sempre

meios de tornar mais amigável, rápido e

eficiente a operação e as vendas digitais.

Fundada no ano 2000, na China, ela

chegou ao Brasil em 2009, onde conta

com 30 colaboradores. Globalmente são

mais de mil.

O eBaoCloud é focado no middle-

-office. Atualmente, os sistemas de back-

-office podem ser engessados, inflexíveis,

demorando para evoluir, com troca muito

cara e demorada. “Com esta ferramenta

nós tiramos toda a complexidade, trazeespecial

serviços | eBaotech

Vendas digitais

menos complexas

eBaoTech mostra que é possível criar soluções

para encurtar o caminho entre as seguradoras e os

consumidores finais e corretores

Rafael Rodrigues, diretor e Ismael Guilherme, arquiteto de soluções da eBaotech

mos isso para um sistema mais poderoso

com o objetivo de habilitar os canais de

distribuição a usar os nossos serviços”,

acrescenta Rafael.

São três pilares: ele é extremamente

configurável (sendo possível criar desde

telas a serviços); todo orientado a serviços;

facilidade do cloud para aumentar

ou diminuir a capacidade de acordo com

a demanda. “O eBaoCloud é um poderoso

facilitador na comunicação entre seguradoras

e corretores, com uma fração do

custo do back-office”, argumenta Ismael

Guilherme, Arquiteto de Soluções da

eBaoTech.

Esta solução habilita as seguradoras a

ter acesso às tecnologias digitais e canais

digitais sobre a plataforma do back-office

através da nuvem, provendo vantagens

em cima de programas de transformação

de longo termo. “Em um mundo ideal, o

back-office suporta os clientes internos,

continua com os processos de compliance

e fica no middle-office a possibilidade de

criar produtos, versões novas, campanhas

dinâmicas, rápidas e configuráveis, com

flexibilidade de ter tudo orientado a serviços,

desde aplicativos de celulares até

operações em varejistas, por exemplo”,

explica Ismael.

Os usuários desta solução são um

público diverso, formado por seguradoras;

canais de distribuição tradicionais

(corretores, bancos e call centers); canais

eletrônicos, desde líderes de mercado até

pequenos websites e apps de corretores;

startups de seguros e inovadores; empresas

de marketing digital; e provedores

de serviços como assistências em geral.

Um exemplo: como toda venda de

seguros é feita por intermédio de um

corretor, no Brasil, se uma seguradora não

possui um portal específico para o corretor

realizar a venda, é preciso fazer tudo manualmente.

Ela pode receber as informações

de várias fontes, com a necessidade

de colocá-las no seu sistema, às vezes de

forma manual. O eBaoCloud proporciona

o lançamento de novos produtos aos canais

praticamente em tempo real, incluindo o

processo de venda, endosso, renovação,

sinistro, pagamento e cobrança.

“Alguns mercados ainda não estão

automatizados, por isso a ideia de utilizar

um fluxo com a participação de pessoas

reduzida ao mínimo. No limite, se

consegue chegar a um fluxo totalmente

automatizado em carteiras como seguro

viagem, garantia estendida, vida, transportes,

entre outras. Para os canais que

não suportam uma plataforma própria, nós

oferecemos uma de baixo custo, eficiente,

para trazer novos canais para este meio”,

pontua Rafael.

Esta solução pode ser aplicada em

operações B2B ou B2C. “A seguradora

não precisa desenvolver um aplicativo

próprio. Ela pode usar a plataforma de

varejistas ou vender em aplicativo como

o Waze”, exemplifica Rafael.

Os executivos acreditam que o País

tem apetite para soluções disruptivas, apesar

do mercado de seguros ainda estar um

pouco atrás do setor de bancos. Porém, eles

veem como tendência este avanço digital,

aproveitando a onda que vem do exterior.

“Hoje, em seguros, proativamente

as pessoas só compram seguro de automóvel.

Para os outros ramos ainda

existe um novo leque de produtos e a

possibilidade de atingir públicos novos.

Somos facilitadores e estamos abertos a

novas experiências, seguindo o lema internacional

da empresa: make insurance

easy”, finaliza Ismael.

19


especial serviços | prestadores

Suporte importante

para as seguradoras

Os prestadores

de serviços são

responsáveis pelas

parcerias que resultam

em um cliente bem

atendido, satisfeito

e fidelizado. Mas o

bom atendimento

ao consumidor não

é o único ponto

forte da relação

entre seguradoras e

fornecedores

20

Lívia Sousa

Principal elo das empresas com

o consumidor, os prestadores

de serviços também são responsáveis

por complementar

e otimizar os trabalhos e processos das

companhias, atuando como peças fundamentais

na busca pela manutenção da

excelência dos serviços oferecidos. São

eles que representam a marca no cotidiano

dos clientes.

Especialistas em seu ramo de atuação,

o trabalho de cada fornecedor é

essencial e fundamental para um bom

atendimento a quem contrata qualquer

tipo de produto. Mas, afinal, o que as

companhias seguradoras esperam quando

procuram por um prestador de serviço?

A Revista Apólice conversou com

seguradoras que atuam em diferentes

carteiras para saber o que elas realmente

buscam de seus prestadores e as expectativas

que possuem em relação ao serviço

prestado. Neste cenário, iniciativas para

auxiliar e capacitar os próprios parceiros

também aparecem com uma frequência

cada vez maior.

De antemão, elas deixam claro que o

bom atendimento ao cliente final não é o

único ponto forte dessa relação. É preciso

que os fornecedores também estejam

dispostos a investir em relacionamentos

de longo prazo, na confiança e no conhecimento

técnico.

Auto: investimento em

tecnologia e padronização de

infraestrutura

Nos últimos quatro anos, o setor

automotivo viu as vendas e a produção

de veículos desabarem em meio à economia

com poucas perspectivas de breve

retomada. Porém, o segmento esboça os

primeiros sinais de recuperação. Dados

recentemente divulgados pela Associação


Nacional dos Fabricantes de Veículos

Automotores (Anfavea), entidade que

representa os fabricantes de veículos

instalados no Brasil, mostram que a produção

de automóveis, comerciais leves,

caminhões e ônibus no Brasil cresceu

17,1% em janeiro ante o mesmo mês de

2016. Foram 174.064 unidades fabricadas

contra 148.693. A entidade, inclusive,

classifica o cenário como uma crise pontual

e prevê um crescimento próximo dos

dois dígitos em 2017.

Ao mesmo tempo em que enfrentam

a baixa do setor, as seguradoras que

trabalham com a carteira de automóvel

sentem os reflexos da falta de padronização

de infraestrutura, considerando a

grande extensão territorial do Brasil e as

diferenças regionais. “Nos esforçamos

junto aos prestadores para padronizar

processos e usar de forma inteligente

as tecnologias existentes, em termos de

WebServices e mobile apps, de forma a

garantir um padrão de atendimento”, diz

o diretor de Automóvel e Massificados

da HDI Seguros, Marcelo Moura.

O vínculo da empresa com os fornecedores,

na avaliação do executivo, é

positivo e resultado de um relacionamento

construído à base da ética profissional,

quando ambas as partes cumprem com o

que é acordado no momento do aceite do

prestador dentro da seguradora. Agora,

com a perspectiva de retomada do mercado

automotivo, a companhia deve intensificar

os investimentos em tecnologia

junto aos prestadores para auxiliá-los na

manutenção do nível de serviço e, ainda,

reforçar os processos de capacitação dos

profissionais que contribuem na gestão

desses processos.

No entanto, ele lembra que todo modelo

de negócio é passível de mudança.

Por isso, os fornecedores necessitam

acompanhar a evolução tecnológica da

companhia, buscando atualizarem-se

constantemente e acompanhando as tendências

em tecnologia, principalmente

em termos de atendimento via aplicativos

móveis, para que a parceria continue

sendo próspera.

“Os fornecedores que não acompanharem

as inovações apresentadas cada

vez mais rapidamente nesse mercado

perderão sua capacidade de prestar os

Ricardo Henrique Beyer,

❙❙da Mitsui Sumitomo

melhores serviços e, automaticamente,

não terão seus contratos renovados”,

pontua Marcelo.

Enquanto isso, a HDI passa por uma

fase de estudos e avaliação do mercado

para lançar ainda este ano o Seguro Auto

Popular, oficializado pela Superintendência

de Seguros Privados (Susep) em

outubro passado. No momento, a companhia

analisa cada fornecedor para prestar

um serviço de qualidade ao cliente que

contratar o produto.

Transportes: rapidez na

ocorrência e recuperação

de roubos

Já impactado pela falta de investimentos

em obras de infraestrutura e as

más condições das estradas, o segmento

de transporte, área estratégica para o

desenvolvimento do País, foi um dos primeiros

a sentir os efeitos da instabilidade

econômica. Em 2015, ao mesmo tempo

em que o Produto Interno Bruto (PIB)

caiu 3,1%, a categoria encolheu 4,6%,

segundo o estudo Custos Logísticos do

Brasil, do Instituto de Logística e Supply

Chain (Ilos). Até outubro do ano passado,

a crise havia deixado 12 mil trabalhadores

do setor desempregados.

Com as baixas consecutivas e um

cenário em que o produto oferecido pelas

empresas é basicamente o mesmo, a

saída é conquistar novos clientes através

da prestação de serviços. É o que aponta

Ricardo Henrique Beyer, superintendente

de transporte da Mitsui Sumitomo.

A empresa trabalha com diversos

níveis de prestadores, dos gerenciadores

de risco aos prestadores de atendimento

nas estradas, e desde o ano passado mapeia

e faz um score entre os fornecedores,

avaliando-os como “ruim”, “bom” ou

“excelente”. A partir disso, estabelece

práticas e resultados para que eles tenham

a mesma sintonia que a companhia.

“O que temos de similar entre os dois

é tratar as ocorrências como se fossem

da própria empresa. É importante que

os prestadores não nos vejam somente

como um contratante, mas como parte

fundamental do mercado”, pontua.

Entre os reguladores, a busca é pela

rapidez na ocorrência e em quanto eles

conseguem converter a ocorrência em

pontos positivos. Já entre os gerenciadores,

o foco está na recuperação e frustração

da tentativa de roubo, hoje um dos

maiores problemas da área. Segundo a

NTC e Logística, que fornece informações

para a Confederação Nacional do

Transporte (CNT), a cada 10 mil viagens

no Brasil, seis delas necessariamente

serão alvos de criminosos.

“Com o prestador, podemos melhorar

o quanto a nossa marca está sendo

vista na ponta. A prestação do serviço

diferenciada melhora o nível de reclamação.

Nosso principal referenciador é

o cliente”, conclui Ricardo.

Saúde e odonto: diálogo

transparente

A marcação e o agendamento de

consultas, assim como o descredenciamento

de rede, estão entre as principais

reclamações dos beneficiários dos planos

de saúde. Muitas vezes, esses serviços não

são realizados diretamente pela seguradora

ou operadora de saúde.

É importante que as companhias

mantenham diálogo constante e transparente

com a classe médica, odontológica

e com a rede referenciada de hospitais,

ambulatórios e centros de diagnósticos

sobre temas de interesse da área, além de

trabalhar para expandir a rede referenciada

de atendimento e evitar a sobrecarga

em hospitais e consultórios.

A busca por ouvir e atender as necessidades

dos profissionais de saúde

e garantir que os procedimentos reali-

21


prestadores

❙❙Tereza Veloso, da SulAmérica

zados por eles atendam ao padrão de

qualidade da companhia e aos protocolos

reconhecidos pelos órgãos competentes,

bem como cultivar o relacionamento com

os prestadores foram as premissas que

permaneceram na SulAmérica também

em 2016, quando a Agência Nacional de

Saúde Suplementar (ANS) apontou menos

1,4 milhão de beneficiários na saúde

suplementar.

“Essa aproximação é essencial para

a melhora nos processos e atendimentos

ao cliente”, afirma Tereza Veloso, diretora

técnica Médica e de Relacionamento com

Prestadores de Saúde e Odonto. Ela defende

que o diálogo entre as partes é a melhor

ferramenta para a consolidação do futuro

sustentável do setor, pois disponibiliza

espaço para a construção conjunta de uma

cadeia de saúde suplementar que atenda

aos objetivos de todos os envolvidos.

Com o objetivo de incentivar o intercâmbio

de conhecimento entre os prestadores

de serviços de saúde e fortalecer os

vínculos com a companhia, a seguradora

lançou um canal digital para médicos e

profissionais da área. O portal traz conteúdo

técnico e informativo sobre medicina

e saúde, artigos, pesquisas sobre saúde

populacional e diretrizes da empresa.

Pela plataforma, o médico tem à disposição

serviços como consulta à rede de

prestadores por meio de geolocalização,

cadastro para recebimento de newsletters

e acesso a informações sobre benefícios e

descontos oferecidos para referenciados.

Os profissionais de saúde podem ainda

sinalizar interesse em ser um prestador e

22

indicar pacientes para o Programa Saúde

Ativa, conjunto de iniciativas focadas na

gestão integrada da saúde que oferece

atendimento especializado para o perfil

de saúde do segurado.

“Temos um bom relacionamento

com os prestadores, mas para a manutenção

dessa condição é necessário um

constante investimento em comunicação

transparente e direta com esse público”,

argumenta Tereza, garantindo que a

SulAmérica seguirá aprimorando os

canais para manter a interação com os

prestadores e demais públicos de interesse

da empresa.

Pessoas: empatia é

fundamental

Responsáveis por movimentar R$

25,24 bilhões de janeiro a outubro de

2016, de acordo com a Federação Nacional

de Previdência Privada e Vida

(FenaPrevi), os seguros de pessoas (que

incluem, entre outras modalidades, os

seguros de vida, acidentes pessoais,

educacional e prestamista) trabalham

exclusivamente com momentos e assuntos

sensíveis. Por esta razão, o diretor de

Operações e Sinistros da Liberty Seguros,

Dennis Milan, lembra a importância

de ser eficiente, mas com empatia.

“Quando falamos dos serviços oferecidos

aos segurados em vida, o foco é

proporcionar satisfação, acolhimento e

eficiência para conseguir resolver o problema

do cliente da maneira mais rápida

possível”, declara o executivo. “Nossas

parcerias focam no cliente. Estamos

sempre pensando em como podemos

fazer diferente para garantir a satisfação

dos segurados”, define.

A seguradora considera o serviço

prestado aos consumidores um diferencial

e espera que os fornecedores

estejam alinhados à política da empresa,

oferecendo atendimento cordial, gentil e

eficiente que traga, entre outros pontos, a

satisfação dos segurados. Para isso, foca

em iniciativas com parceiros em busca da

melhoria na proatividade de informações,

principalmente em situações que fogem

de um atendimento padrão por alguma

circunstância.

No ano passado, por exemplo, revisitou

os indicadores de nível de serviço

e SLAs, acompanhou os indicadores de

satisfação do cliente, traçou planos de

ações específicos para as oportunidades

encontradas e promoveu mudanças em

processos e produtos. Também apoiou

dois eventos de prestadores com o intuito

de fortalecer a parceria e reforçar a importância

de atender bem para garantir

tranquilidade aos segurados, além de promover

campanhas de premiação de qualidade

com atendentes dos prestadores.

As ações, segundo Milan, mostraram

a disposição dos parceiros em colaborar

com ideias e mudanças na operação. Em

contrapartida, evidenciaram a dificuldade

e a escassez de prestadores de serviços

com qualidade e disponibilidade longe

dos grandes centros comerciais. e intensificou

um treinamento como forma de

capacitação dos fornecedores envolvidos.

Para este ano, a Liberty – que em

2017 aderiu à gestão compartilhada dos

serviços, com pessoas alocadas dentro

das instalações dos principais parceiros

– pretende continuar trabalhando com

fornecedores para elevar a qualidade do

serviço prestado e trazer inovações que

impactem positivamente os segurados.

No caso do seguro viagem, que

também integra a carteira de pessoas,

a parceria é norteada pela flexibilidade,

transparência e proximidade. “Mesmo

diante de um cenário econômico marcado

por incertezas, procuramos estar sempre

próximo dos nossos parceiros. Entendemos

que o setor do turismo precisa de

uma nova abordagem no seguro viagem

❙❙Dennis Milan, da Liberty


❙❙Pedro Gutemberg, da QBE Seguros

e planejamos trabalhar junto aos parceiros

na rentabilidade do negócio”, revela

o diretor comercial – Personal Lines da

QBE Seguros, Pedro Gutemberg.

Tornando-se “cada vez mais uma

commodity”, ele diz que para manter

os clientes deste tipo de produto as seguradoras

devem ofertar serviços com

maior valor agregado, estar atentas às

oportunidades e tendências do mercado,

apostar na inovação de produtos e, claro,

preservar o relacionamento com as principais

empresas de cartões de assistência

que ofertam seguro para sua carteira.

“Isso permite maior solidez aos produtos

que vendem e garantia a seus clientes”.

Grandes riscos: planejando

ações com antecedência

Grandes obras em infraestrutura surgiram

nos altos da economia brasileira,

sobretudo em razão dos eventos mundiais

como a Copa do Mundo e as Olimpíadas,

que anos depois seriam sediados no País

e renderam muitos contratos às seguradoras

e resseguradoras. “Trabalhamos

em parceria com os fornecedores e

planejamos as ações para os grandes

eventos com muita antecedência. Isso

nos garantiu bastante tranquilidade e não

registramos nenhum problema”, declara o

CEO da Austral Seguradora, Carlos Frederico

Ferreira. Basicamente, a empresa

realizou um planejamento de prospecção

de clientes para demandas de seguros

relacionadas aos eventos. Durante os

mesmos, foi feita uma organização prévia

para emissão de apólices ou eventuais

vistorias e inspeções de risco.

Carlos acredita que a atuação ética

e profissional dos parceiros é um dos

principais ativos da companhia. Para ele,

as seguradoras podem e devem sempre

melhorar a prestação de serviço buscando

a excelência operacional.

Mesmo agora, em que as grandes

obras já não se encontram no mesmo

ritmo frenético de alguns anos atrás, o

mercado ainda conta com amplo espaço

para crescer. E uma das janelas de oportunidades

se abre no setor de petróleo. Em

2016, dados divulgados pela Petrobras

indicaram recorde histórico anual na

produção média de petróleo no Brasil,

com 2.144.256 barris diários – número

0,75% maior que o registrado no ano

anterior. Para 2017, a Agência Nacional

de Energia (AIE) projeta baixo consumo,

mas uma maior atividade da estatal, com

produção estimada em 2,85 milhões de

barris por dia.

O CEO, entretanto, lembra que o aumento

de produção não necessariamente

alavanca novos negócios, mas acredita

que novas rodadas da Agência Nacional

do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis

(ANP), assim como as mudanças

regulatórias no pré-sal, terão impacto

relevante no setor nos próximos anos.

Agro: uma via de mão dupla

Os prestadores ajudam as seguradoras,

mas ao que tudo indica o auxílio

ao prestador, partindo das seguradoras,

também está se tornando cada vez mais

❙❙José Cullen, da Swiss Re

❙❙Carlos Frederico Ferreira, da Austral

frequente. “Melhorar processos e otimizar

serviços traz benefícios para toda a

cadeia. E essa troca é natural para nós”,

diz o diretor de seguros rurais da Swiss

Re Corporate Solutions, José Cullen.

Há pouco mais de um ano, a companhia

iniciou os primeiros estudos de

desenvolvimento de um aplicativo com

o objetivo de aumentar sua eficiência

operacional. Os processos e formulários

de inspeções agrícolas já são padronizados

e, com a ferramenta, ganhariam um

aumento na qualidade das informações e

agilidade das inspeções.

José lembra que o perito é uma peça

fundamental para o trabalho das seguradoras.

É ele que levanta as informações

necessárias para a tomada de decisão da

companhia. Portanto, é de extrema importância

que este profissional tenha ferramentas

modernas e capazes de aprimorar cada

vez o trabalho desenvolvido em campo.

O aplicativo ainda está em fase

de implantação. “Estamos recebendo

feedback da sua utilização no campo

e implementando alguns ajustes. É o

processo natural de uma mudança como

essa”, afirma ele, certo de que o uso da

tecnologia é um caminho sem volta também

para a indústria seguradora.

A expectativa é que, até o final do

primeiro semestre, 95% das inspeções

sejam realizadas com a ferramenta, reduzindo

o tempo do ciclo de cada transação

comparado com o modelo atual, representando

queda significativa no custo

operacional, padronização dos dados e

agilidade dos processos.

23


elacionamento | ética

Espírito de equipe

A transparência na comunicação entre

seguradores e corretores é maneira mais

adequada de atingir positivamente os segurados

e fomentar a cultura do seguro

Amanda Cruz

24


A

interação entre seguradores,

corretores e segurados pode

ficar abalada quando alguma

das partes usa de sua posição

para apontar falhas da outra sem que

haja diálogo ou chance de defesa. Alguns

clientes consultados pela Revista Apólice

afirmaram que não é incomum que corretores

de seguros e seguradoras acabem

divergindo sobre de quem é a responsabilidade

por alguma falha no atendimento;

seja no fechamento de uma apólice ou

no pagamento de um sinistro. Com isso,

acabam expondo ao cliente problemas

que deveria ser resolvido entre eles.

A maioria dos corretores trabalha

com diversas seguradoras, justamente

para poder ter flexibilidade na hora de

fazer as melhores escolhas para seus

clientes. Mas, apesar do papel do agente

não existir no Brasil oficialmente, há também

os corretores que são fiéis a apenas

uma companhia.

Para Bóris Ber, primeiro vice-presidente

do Sincor-SP, esse tipo de prática

não traz benefícios ao mercado e mesmo

ponderando sobre a fidelização em alguns

ramos, como Vida e Previdência, ele

não acredita que o setor está pronto para

essa dependência. “A liberdade traz o

equilíbrio ideal para o nosso desenvolvimento,

para a concorrência, que gera

sempre a constante melhora de nossos

produtos. Compare um seguro de automóvel

de antigamente e um de hoje. Veja

a quantidade e a qualidade dos serviços

oferecidos”, aponta.

Cada carteira tem suas particularidades

e, conforme lembra Fábio Cabral,

diretor Comercial da AIG Brasil, “alguns

atendimentos são mais automatizados e

diretos, enquanto outros necessitam de

mais interação com a companhia”. Isso

faz com que seja necessária a abertura

para orientar os profissionais em suas

dificuldades, assim como os corretores

ajudam as seguradoras levando as demandas

cotidianas de seus segurados até

elas. “A proximidade é essencial, ouvi-los

nos permite desenvolver novos produtos e

aperfeiçoar os que já existem. Essa troca

é, sem dúvida nenhuma, benéfica para o

mercado”, completa o executivo.

O corretor de seguros Álvaro Pio

de Queiróz, da Nomminal Corretora,

25


ética

❙❙Boris Ber, do Sincor-SP

26

prefere chamar para si responsabilidade

da entrega do serviço. “Acredito que sou

responsável por tudo. Eu sou o corretor.

Não acho que interesse ao cliente saber

dos entraves da transação. Procuro só

vender o produto que sei que poderei

atender adequadamente. Se é uma seguradora

com a qual não tenho um relacionamento

suficientemente bom, não faço

o seguro. Não adianta depois ir reportar

ao cliente problemas com a companhia”,

afirma. Ele ressalta que essa postura é

essencial para que o trabalho do corretor

tenha propósito. Segundo ele, se o corretor

simplesmente disser para o segurado

entrar em contato com a ouvidoria da

companhia em caso de problemas, estará

descartando sua própria função.

Para entregar bem o que o segurado

espera, o alinhamento com a seguradora

é crucial, conforme lembra Sandra Beccaro,

líder das Práticas de Automóvel,

Frota e Worksite da Marsh. “É preciso,

antes de escolher definitivamente uma

seguradora, sentar e conversar com todas

elas sobre como é possível diminuir os

ruídos na hora da entrega”, destaca. Ela

afirma que mesmo com um bom volume

de produção, na carteira de automóvel,

por exemplo, a Marsh atua com não mais

do que cinco companhias de seguro. “Se

nós colocamos nosso cliente em determinada

seguradora, ela precisa ter a entrega

adequada; além de funcionários capacitados

e bons prestadores de serviços à

disposição”, explica.

Uma dica importante para o profissional

da corretagem de seguros é colocar

o diálogo sempre em primeiro lugar; com

o foco na mediação, orientação e esclarecimento

de dúvidas em caso de diferenças

de indenização, esclarecimento de motivos

de depreciação e entendimento de

cláusulas. “É importante que o corretor

tenha em mente, antes de tudo, que ele é

um empresário. Assim sendo, adotar um

perfil dinâmico e empreendedor o ajuda

a incrementar seus negócios e, consequentemente,

apoiar o desenvolvimento

do mercado”, opina Fábio. O executivo

acredita que a busca por capacitação e

conhecimento, aliada a esse empreendedorismo,

pode ser a chave para construir

uma relação plena entre os players. Enxergando

a postura do segurador como a

de facilitador dos negócios.

Reputação

O que pode entrar em jogo nessa relação

é a reputação das companhias. Por

um lado, as seguradoras precisam dar aos

corretores ferramentas suficientes para

que desentendimentos não se tornem uma

rotina – se isso não for feito apenas pelo

bem do mercado, que se seja porque cada

corretor é um formador de opinião que

pode pesar, e muito, na decisão do cliente.

Afinal, conforme ressalta Fernando Grossi,

diretor comercial da Sompo Seguros, “o

corretor de seguros é o agente qualificado,

que orienta o segurado sobre as opções

de produtos mais adequadas”. Por outro

lado, o corretor precisa saber colocar a

intenção e a necessidade do cliente acima

❙❙Fábio Cabral, da AIG Brasil

❙❙Sandra Beccaro, da SulAmérica

das desavenças ou problemas que teve

com determinada seguradora no passado.

“Não podemos falar mal da seguradora.

Fazer isso é falar mal da nossa indústria.

É apenas uma questão de relacionamento”,

afirma Álvaro. Já Bóris Ber pondera que

o papel do corretor está mais ligado à

arbitragem, de maneira a acompanhar o

mercado e evitar conflitos “promovendo

o melhor entendimento entre as partes”.

A XL Catlin, por exemplo, oferece

a seus corretores parceiros e fornecedores

um material que explica a conduta

e as diretrizes da companhia, tratando

especialmente dos sinistros e individualizando

o atendimento de acordo com as

necessidades, principalmente na área de

grandes riscos. “Caso a dúvida apareça

durante a regulação, entre seguradora e

corretor, nosso objetivo é esclarecê-la

prontamente para que o parceiro possa

transmitir ao nosso cliente comum”,

afirma Marcelo Zampronha, diretor comercial

da operação brasileira de seguros

da XL Catlin.

Idealmente, não importa de quem

seja a falha, importa como ela será

resolvida. Cada corretora de seguros

tem sua própria maneira de lidar com a

situação, seja informando primeiro ao

cliente sobre a dificuldade encontrada,

seja tratando antes com a seguradora. O

que pesa, na verdade, é a maneira como

isso é comunicado.

Para Valmir Rodrigues, diretor

comercial executivo da Tokio Marine, o

ideal é que, se possível, corretor, segurado


e segurador se reúnam e conversem, que

alcancem a solução mais pertinente ao

segurado e não percam tempo apontando

culpados. Sem o envolvimento de alguma

das partes a relação não será duradoura

e a defesa da parte excluída virá á tona

causando desconfortos sem resolver as

questões mais relevantes.

O corretor é o representante da seguradora.

Se ele orientar um segurado a

não contratar determinada companhia,

ele poderá até mudar um dia de corretor,

mas sempre se lembrará dessa ressalva.

Portanto, ele é capaz de ajudar ou

prejudicar uma seguradora, dependendo

de sua postura. O contrário também é

verdade: se a seguradora começa a querer

ir diretamente até o cliente, ela coloca em

dúvida a necessidade de um consultor, o

que pode acarretar em má contratação

que trará dores de cabeça no futuro. Valmir,

que hoje está no papel de segurador,

já esteve do outro lado, atuando durante

anos como corretor. Ele conta que chegou

a perder a conta de uma grande empresa

brasileira porque a companhia queria

trabalhar com determinada seguradora

e descartou a sua consultoria quando ele

avisou que, para o atendimento nacional

da empresa, aquela não era a opção mais

indicada. “Eu avisei que a seguradora

não atenderia a expectativa e fiquei de

fora do negócio. Algum tempo depois

a empresa interrompeu o seguro porque

não conseguia atuar no nível necessário

em todo Brasil”, conta o executivo.

Tanto para corretores quanto para

❙❙Fernando Grossi, da Sompo

❙❙Marcelo Zampronha, da XL Catlin

seguradores entrevistados, o critério é

muito simples: transparência. Essa é a

premissa para a ética no mercado. “Afinal,

a seguradora conta com o corretor como

um canal de vendas. Desta maneira, a

companhia pode direcionar seus investimentos

para outras áreas, como marketing

e novas tecnologias”, pontua Marcelo

Homburger, vice-presidente Executivo da

Aon Brasil. O executivo também acredita

que a ação de despreparo ou má-fé de um

profissional da corretagem pode, sim,

manchar a identidade de uma companhia

de seguros.

Os moldes éticos cabem em todas as

situações. Há aqueles que, em face de um

problema, esgotam as possibilidades de

resolução antes com a seguradora, como

é o caso do corretor de seguros José Luiz

Souza, da Rondon Seguros. “O problema

está, justamente na falta dessa transparência.

As companhias seguradoras não

costumam ser claras em suas negativas,

seja na hora da contratação ou na hora

do sinistro”, aponta, ressaltando que a

proximidade do corretor com o cliente

final faz com que ele seja apontado muito

mais como responsável, ou que, pelo menos,

seja o mais cobrado. O profissional

exemplifica algumas ocorrências que são

prejudiciais, como a regulação de sinistro

demorada e prestadores terceirizados que

não atendem às boas práticas esperadas

tanto de um lado quanto de outro.

A valorização do corretor, portanto,

parece ser a chave para que esse relacionamento

tenha fluidez. É o que lembra

Zampronha, que cita os corretores de

grande risco como exemplo: “no mercado

de grandes riscos, os corretores atuam de

forma independente e provêm soluções

de alta complexidade, que muitas vezes

envolvem mais de uma seguradora ou

resseguradora”, explica. Para continuar

no negócio, é preciso zelar pelo bom

relacionamento.

Para colocar isso em prática, todas as

seguradoras têm seus treinamentos e ações

especiais, sejam campanhas de incentivo,

encontros para discussão de novos produtos

e diretrizes ou disponibilidade dos

executivos para sanar dúvidas. “Quanto

mais preparado estiver o corretor, mais

perfeita será a consultoria que ele dará

ao segurado. Se uma venda é perfeita, ela

conduz à satisfação, que se transforma em

renovação”, comenta Valmir.

Os erros de entendimento da apólice

também podem levar a problemas maiores

do que deveriam ser. Para Homburger,

pode ocorrer demora de atendimento da

seguradora e, nesse momento, o corretor

será crucial para que a negociação continue

saudável. “É necessário que as partes

envolvidas interajam a favor de um único

objetivo: atendimento eficiente e com o

menor tempo de resposta possível, para

que o cliente possa acompanhar, passo a

passo, as ações que o corretor está tomando

para defender seus interesses”, indica.

O quarto elemento

Seguradores, corretoras e segurados.

Há algum tempo mais um componente

❙❙Valmir Rodrigues, da Tokio Marine

27


ética

❙❙Marcelo Homburger, da Aon Brasil

foi somado a essa conta: o prestador de

serviços. Embora algumas companhias

do mercado internalizem seus serviços,

muitas terceirizam esses profissionais

para conseguir ter mais abrangência

em um país de dimensões continentais

como o Brasil. Para garantir o atendimento

satisfatório, essas companhias

fazem acompanhamento em tempo real

dos atendimentos e as corretoras estão

seguindo o mesmo caminho, ajudando na

fiscalização. Álvaro Queiróz conta que,

na corretora dele, os colaboradores são

os responsáveis por acionar os serviços,

justamente para evitar acontecimentos

como a solicitação errada e o mau atendimento.

“Vale a pena os prestadores de

serviços passarem por uma reciclagem.

Não adianta colocar meu cliente em uma

companhia em que ele seja apenas mais

um. O segurado que é mal atendido pelo

prestador que representa a companhia

não quer mais trabalhar com ela”, alerta.

Sandra diz que na Marsh essa excelência

também é bastante cobrada. Um

segurado que precisar pedir um guincho

em local perigoso precisa ter a certeza de

que está seguro, mas nem sempre uma

seguradora que é eficiente na entrega de

seus produtos conta com prestadores que

acompanham seu nível.

A busca pela padronização, portanto,

apesar de ser uma realidade, ainda não

pode ser plenamente concluída, devido a

essas discrepâncias. “O nosso segurado

pode, por exemplo, estar em um local de

difícil acesso. Neste caso, o prestador que

28

encontraremos lá talvez seja exatamente

o mesmo que ele contrataria com seu

próprio dinheiro. Não há como deslocar

outro tipo de guincho, por exemplo, para

atender determinadas expectativas, há

uma realidade que limita. Mas ainda há

espaço para evoluir. Atingir o mais alto

nível de exigência tem que ser a preocupação

de todo prestador de serviço”,

opina Valmir.

Balanço da relação

As seguradoras procuram manter

um bom número de corretores fechando

negócios com elas, mas a competição é

acirrada. O mercado está bem equilibrado

no País, desde seguradoras mais especializadas

até as multilinhas procuram

trabalhar de forma semelhante para não

ficar para trás.

Para seguradores e corretoras, há a

obrigatoriedade de trabalhar em conjunto.

Ainda que ambos possam decidir por

um ou outro profissional para se relacionar

comercialmente, a verdade é que o

barco é um só. Então, o que falta para

que essa relação ganhe um pouco mais de

equilíbrio? Para Bóris Ber, ela precisa ser

mais valorizada, ter manutenção, como

toda relação longa. Ele dá o exemplo

de um sistema utilizado no Sincor-SP,

chamado Disque Sincor, que tem ajudado

a reverter as negativas das companhias.

“Muitas vezes, uma seguradora nega um

sinistro pela simples falta de informações

mais precisas”, opina.

As seguradoras procuram manter

seus parceiros atualizados e treinados, e,

embora contem com seus próprios produtos

para fazer esse acompanhamento,

isso acaba por contribuir para o mercado

como um todo, formando melhor os

profissionais. Em contrapartida, os corretores

que percebem essa valorização

costumam ter mais afinidade e, de forma

natural, acabam por lembrar mais desse

tipo de postura na hora de recomendar o

seguro. “O objetivo é municiá-los com

técnicas para a atuação como consultores

de seguros, o que propiciará um

atendimento mais qualificado”, afirma

Fernando, da Sompo. Valmir também

observa isso. Ele acredita que ajudar os

corretores, ainda que seja orientando-os

em carteiras com as quais a seguradora

❙❙José Luiz Souza, da Rondon

não trabalha, faz com que eles dêem

mais valor à companhia e que fiquem

“com vontade de retribuir”, acredita.

No mercado, menos é mais. Os corretores

de seguros mais jovens tendem

a querer conhecer todas elas, mas se ter

profundidade em todos os serviços de

uma seguradora já é difícil, conhecer a

todas profundamente é tarefa impossível.

“O mais importante é que o corretor

saiba escolher suas parceiras, que honre

os contratos. Todos os três precisam

fazer o seu melhor. Não há negócio

milagroso, nem há como apenas um dos

lados ter vantagem muito maior sobre

o outro e isso ser parte de uma relação

honesta, duradoura”, aconselha Valmir.

O trabalho é coletivo, em prol do

mesmo objetivo. Há muito trabalho a

ser feito e muita educação e cultura

de seguro a ser disseminada até que a

relação esteja em total harmonia. Sempre

existirá uma aresta a ser aparada e

para isso, Fernando, da Sompo, lembra

que a solução é, na verdade, bastante

simples: “é importante, cada vez mais,

que corretores e seguradores estejam

juntos em debates sobre soluções que

podem ser adotadas para vencermos

os percalços a serem enfrentados no

desenvolvimento do setor”. Sandra

concorda e vê as dificuldades e obstáculos

com muito valor. “Todo ruído

é um tema para uma melhoria. E todo

dia há alguma novidade, uma situação

diferente que pode ser conversada e

resolvida”, finaliza.


evento | encontro de líderes

Líderes buscam soluções

para o mercado de seguros

Encontro organizado pela

CNseg reuniu executivos

de seguradoras dispostos a

saber qual é o seu papel para

impulsionar a sociedade

Kelly Lubiato

Marcio Coriolano, presidente da

CNseg, na abertura do evento

O

tempo presente das coisas

passadas no Brasil, e o seu

impacto no futuro. Difícil

assimilar o raciocínio e

passar os olhos sobre alguns pontos que

mostram onde chegamos, como sociedade,

e para onde vamos. Esta é a proposta

do 22º Encontro de Líderes do Mercado

Segurador, organizado pela CNseg, em

Florianópolis (SC), que contou com a

presença de executivos da maioria das

seguradoras do mercado. O evento foi baseado

em três temas centrais: sociedade,

economia e política.

O economista e ecologista Sergio

Besserman afirmou que não devemos cair

na ilusão de que os desafios econômicos,

estruturais e sociais são novos. “Nossa

sociedade é uma das mais desiguais

no mundo, fato que afeta até as taxas

de juros. Todos que trabalham sobre a

desigualdade procuram a similaridade

que a explicam. Acho que a desigualdade

é a cicatriz mais profunda da sociedade

brasileira. Somos assim porque somos

um reflexo do mundo. Somos iguais ao

mundo. A desigualdade não é só de renda:

somos uma sociedade profundamente

hierárquica e patrimonialista. As coisas

presentes do tempo passado estão vivas

e ativas”.

Carlos Melo, cientista político e professor

do Insper, fez uma interpretação

das instituições no Brasil. De início, ele

avisou que nas análises atuais de conjuntura,

não conseguia levar boas notícias.

“Está difícil levar uma mensagem de

otimismo sobre o Brasil atual”, declarou.

“Quando falo de instituições cito como

referência Douglass North, nobel de economia,

porque ele diz que as instituições

são mais importantes que as descobertas

científicas ou recursos naturais, pois garantem

o desenvolvimento econômico,

símbolo de eficiência institucional. Sem

elas, não é possível promover o desenvolvimento

econômico e social. O conceito

que ele trabalha é de Matriz Institucional,

com conjunto de leis, organizações, regras,

história e cultura”, elencou Carlos.

Para ele, no Brasil os avanços institucionais

aconteceram, o País está melhor

que si mesmo no passado e é o mais

avançado dentre o BRICS. Carlos lembra

que mesmo países de instituições consolidadas

passam por crises. “A sociedade

agora é mais aberta, informada e mais

ativa (vide imprensa e mídias sociais).

Há também a mudança de mentalidade

de coisas que se consolidaram e que não

existia no passado”.

A eleição é um processo básico para

limitar quem controla as instituições,

29


encontro de líderes

mas estas são amplamente pensadas,

não se limitam a Órgãos de Controle.

“A sociedade civil não existe mais como

termo de uso, mas ela encolheu e é avessa

à política”, opinou Carlos. O corporativismo

ainda é um forte componente político,

com influência sobre as instituições. A

Justiça não pode ser avaliada por uma

única instância, comarca ou processo. “Se

a gente personaliza a Justiça está errado.

Temos que respeitar a lei e não o juiz”.

Samuel Pessoa, economista pesquisador

da FGV, disse para olharmos

a redemocratização como um avanço

para passarmos para uma sociedade

aberta, com acesso a serviços públicos e

capacidade para exercer uma função e se

construir como pessoa.

O caminho das instituições parece

bom, na visão dele. “Temos um desenho

institucional com presidencialismo

forte em sua capacidade de organizar o

Congresso, muito fragmentado partidariamente.

O presidente deve construir a

coalisão”.

A melhora do desenho institucional é

melhor do que a melhora da economia. A

mediana da sociedade quer muito atacar

o problema de distribuição de renda. “No

❙❙Painel Sociedade

longo prazo percebemos que não há um

trade off entre crescimento econômico

e equidade social. O eleitor mediano no

Brasil vota por aumento da carga tributária

e serviços sociais. O problema é que

temos o conflito entre o país patrimonialista

e a agenda do eleitor mediano, que

pede bolsa família, regulação do salário

mínimo. Estas duas pressões estão nos

levando ao descontrole econômico”,

destacou Samuel.

Por que a coisa desandou? A sociedade

de forma coletiva vai criando as narrativas

de como as coisas funcionam. Por

acaso, tivemos no centro da formulação

da política econômica, estimulada pelo

presidente Lula, uma leitura do processo

do desenvolvimento econômico que nos

colocou no desvio.

Todo o cenário econômico depende

A divisão em federações da CNseg completa 10 anos. A partir da esquerda: Edson Franco, presidente da FenaPrevi; João Francisco

da Costa, presidente da FenSeg; Joaquim Mendanha, superintendente da Susep; Marcio Coriolano, presidente da CNseg; Solange

Beatriz, presidente da FenaSaúde e Marco Barros, presidente da FenaCap.

30


Seguro rural e a possível volta do seguro de acidentes do trabalho

O mercado de seguros enfrentou,

em 2016, um tsunami de condições

desfavoráveis ao seu crescimento. A

produção industrial diminuiu, o desemprego

aumentou, o crédito encolheu.

Estes fatos impactaram diretamente

no setor, porque a queda da atividade

econômica faz encolher o número de

itens segurados e agrava os riscos.

O presidente da CNseg, Marcio

Coriolano, afirmou que, ainda assim,

alguns ramos apresentaram boas notícias.

O crescimento do mercado em

2016 foi de 9,2%, com destaque para

o seguro de vida e o seguro rural. Este

último continua sendo uma das apostas

para 2017, pois o setor do agronegócio

estima uma superprodução de grãos

para este ano.

Marcio Coriolano enfatizou que a

palavra de ordem continua sendo ´resiliência´.

“Buscamos enxergar aquilo que

os analistas estão vendo. Eles afirmam

que mesmo com os defeitos, o governo

tem um diagnóstico mais homogêneo

da economia e que o Banco Central

adquiriu autonomia que não existia no

governo anterior, além de promover

a discussão de assuntos importantes,

como a reforma da previdência”.

2017 será um ano de desafios e

sem grandes surpresas. Entretanto, o

presidente da entidade acredita que

será positivo. O País deve sair de um

PIB negativo de 3,4% para um positivo

de 0,5%. “Já é um salto favorável”. Por

isso, Marcio estima que o mercado de

seguros deva crescer entre 9% e 11%

neste ano.

A carteira de automóveis pode ter

alguma esperança de recuperação cultivada

pelos produtos de seguro auto

popular. Por enquanto, apenas duas seguradoras

lançaram produtos. Algumas

ainda temem ações na justiça geradas

por má interpretação do contrato, como

acontece com o seguro saúde.

“Tão importante quanto os ramos

cresceram é prepararmos as condições

para que isto aconteça. O seguro de

vida universal ainda tem um caminho

a percorrer, pois ainda há pendências

tributárias que ainda dependem de

regulamentação”, explicou Marcio.

Ainda embrionário está o projeto

para retorno do seguro de acidentes

do trabalho para a iniciativa privada. As

discussões começaram agora e a CNseg

apenas apresentou algumas premissas

para um futuro projeto. O grande embate

para este tema deve ser quem ficaria

com o run-off da operação.

A Susep abriu uma Comissão Especial

com objetivo de estreitar o debate

sobre produtos, problemas e o progresso

do sistema de seguros privados. Ao

mesmo tempo, na área de produtos

foram criadas três comissões: vida, capitalização

e seguros patrimoniais.

da aprovação de medidas aprovadas no

Governo Temer. O Congresso Nacional,

que tirou a presidente, está convencido da

necessidade de reformas. Há um processo

evolutivo na sociedade brasileira, que

aprende com seus erros.

“O nosso desenho institucional maior

está mais evoluído que a economia, que

tem problemas de modelos mentais e

ordem ideológica. Isso pode nos levar

para a evolução, por um caminho meio

fácil de saber. “O inferno somos nós”,

concluiu Samuel.

Economia

O economista Luiz Roberto Cunha

mostrou como a economia precisa passar

por ajustes pois, na era pós-real, foi de

estabilidade e ajuste estrutural. Já o primeiro

mandato do Lula foi pragmático

e teve estabilidade com inclusão social.

Dilma, em sua visão dogmática, valorizou

a nova matriz e o intervencionismo.

Em outra fase Dilma, a economia foi a

do ‘cavalo de pau’ e pedaladas’. O Governo

Temer está na fase das incertezas

e oportunidades.

Sérgio Vale, economista chefe da

❙❙Luiz Roberto Cunha, economista

MB Associados, disse que o seu otimismo

prevê um crescimento de 1% em 2017

e talvez 2,5% em 2018. “A incerteza

está aumentado, principalmente com a

eleição de Donald Trump”. O protecionismo

entrou na agenda e pode significar

o aumento dos preços de produtos

americanos. As questões de imigração

e diplomacia também impactam, mas de

forma mais amena. A política fiscal pode

ser complicada, pois pode elevar a taxa

de juros e, consequentemente, apreciar

o dólar em relação às outras moedas do

mundo.

“Na comparação dos cenários de

2017 com 2016, podemos verificar algumas

diferenças. O nível de desemprego

continua alto, mas a boa safra agrícola

pode ter impactos na inflação, renda e

exportações”, sinalizou Sérgio.

31


saúde

Número

ANS cria grupo de

trabalho para aperfeiçoar

fiscalização

A ANS, por meio da Diretoria de Fiscalização

(DIFIS), instituiu um grupo de trabalho (GT) para

discutir e aperfeiçoar a fiscalização que realiza

junto às operadoras de planos de saúde.

O GT Debates Fiscalizatórios reunirá representantes

de operadoras, de prestadores de serviços

de saúde e de órgãos de defesa do consumidor.

A ideia é que, ao final das atividades, seja

criado um novo modelo de fiscalização para a

agência, centrado na racionalidade, proporcionalidade

e eficiência das ações e na efetividade

de seus resultados.

A agenda de Debates Fiscalizatórios foi iniciada

em 2016, com a realização de encontros

promovidos pela DIFIS. Formalizado como GT, o

grupo aprofundará estudos, analisará propostas e

contribuições e promoverá discussões e debates

sobre os procedimentos adotados pela agência

para a estruturação e realização de suas ações

de fiscalização.

de beneficiários estável

Em dezembro, a saúde suplementar registrou 47.898.787 beneficiários

em planos médico-hospitalares e 22.031.342 em planos exclusivamente

odontológicos. A comparação com o mês de novembro mostra que

o número de consumidores em planos de assistência médica manteve-se

estável – cerca de cinco mil beneficiários a menos que o mês anterior.

Os dados são da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Já os planos exclusivamente

odontológicos

seguiram a

tendência de crescimento,

com 79,7 mil

beneficiários a mais

que no mês anterior.

Em um ano -

comparando dados

de dezembro de

2015 com dezembro

de 2016 - o número de beneficiários em planos de assistência médica

registrou queda de 2,8% (cerca de 1,4 milhão). Já o número de beneficiários

em planos exclusivamente odontológicos cresceu 3,8% (815,3 mil).

Dezesseis Unidades Federativas apresentaram aumento de beneficiários

na comparação com novembro: Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia,

Ceará, Distrito Federal, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí,

Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e

Tocantins.

Mais de 50% das mulheres não

realizam mamografia

Principal ferramenta para a detecção precoce do câncer de

mama, o exame de mamografia ainda é ignorado por milhares

de mulheres. A Bradesco Saúde alerta para o percentual de

mulheres que não fazem anualmente o exame. Segundo dados

do Comitê de Saúde da seguradora, no último ano, 51,46% das

mulheres acima de 40 anos não realizaram a mamografia em

12 meses, conforme protocolo recomendado pela Sociedade

Brasileira de Mastologia. Esse percentual cai para 38,75%

quando o período avaliado é de 24 meses passados.

O universo da pesquisa envolve 2,2 milhões de segurados

que fazem parte das empresas que participam do Comitê de

Saúde. O câncer de mama é o principal causador de morte na

população feminina. De acordo com estimativas do Instituto

Nacional de Câncer (Inca), aproximadamente 58 mil casos da

doença foram diagnosticados no Brasil em 2016.

Operadora inaugura centro

médico no Rio de Janeiro

A Baixada Fluminense foi a região escolhida para marcar

a chegada do primeiro centro médico do plano Next Saúde

no Rio de Janeiro, inaugurado no dia 1º de fevereiro, em

Duque de Caxias.

Com capacidade de realização de até 12 mil consultas

mensais, a unidade disponibiliza especialistas em 19 áreas,

entre elas angiologia, ortopedia, mastologia, urologia, neurocirurgia,

endocrinologia, infectologia, psiquiatria, reumatologia

e cirurgias diversas (cardíaca, infantil, plástica reparadora,

de cabeça e pescoço, craniomaxilofacial e ginecológica).

No estado do Rio, o plano de saúde começou a ser comercializado

em janeiro, voltado para clientes corporativos.

O modelo do produto é baseado no atendimento em rede

própria regional, composta por consultórios, unidades de

pronto atendimento e pelo Hospital Pasteur (Méier), Hospital

de Clínicas Mário Lioni (Duque de Caxias), Hospital Pan

Americano (Tijuca) e Hospital de Clínicas de Jacarepaguá.

“A Baixada Fluminense é apenas a primeira região do estado

a ser contemplada com uma unidade ambulatorial. Nosso

objetivo é que, até o fim deste ano, tenhamos formado uma

rede satisfatória no Rio de Janeiro, que proporcione a cada

um de nossos beneficiários serviços de qualidade e facilidade

de acesso”, ressalta o diretor da operadora, Heraldo Jesus.

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Benefício odontológico deve

crescer em 2017

Um levantamento realizado pela Aon mostra que, em 2016,

o mercado de odontologia suplementar apresentou um aumento

de 2,6% em número de beneficiários assistidos, mesmo com

projeções macroeconômicas pessimistas.

O benefício continua com grande potencial de crescimento,

pois é valorizado pelas empresas para atração e retenção de

talentos, com baixo impacto na folha de pagamentos. Além

disso, apenas 11% da população brasileira tem acesso ao plano

odontológico.

Algumas regiões do País possuem oportunidades de desenvolvimento

ainda maiores, como o Sul, com 7,96% da população

coberta, e o Nordeste, com 7,94%.

Gerente de odontologia

da Aon Brasil,

Eliane Santoro explica

que com índices negativos,

como a variação

do PIB em -3,5% e a

taxa de desemprego

em 11,8% no trimestre

encerrado em novembro,

pode-se dizer que o setor se diferencia dos demais, onde

operadoras têm que se reinventar para conduzir os reajustes e

renovações de contratos com clientes que possuem o benefício,

mantendo-os dentro das expectativas e limitações financeiras.

Proposta obriga hospital a

encaminhar paciente

a outras unidades

Em análise na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei

5706/16, do deputado Hildo Rocha (PMDB-MA), obriga o serviço

social das unidades privadas de saúde a encaminhar o paciente

que não puder ser atendido para outros hospitais.

Pelo texto, o atendimento prestado e todo o processo

envolvido em seu encaminhamento deverão ser registrados

em relatório a ser arquivado no serviço social do hospital, sob

sigilo profissional.

Na avaliação de Rocha, é de extrema relevância haver

estruturas que se responsabilizem por assegurar que os pacientes

sejam encaminhados de forma adequada a serviços que

tenham condição para prestar-lhes o atendimento necessário.

Segundo o deputado, os profissionais mais habilitados para

tanto são os assistentes sociais, “cuja formação acadêmica os

prepara tanto para uma adequada abordagem do paciente

quanto para a melhor compreensão de sua situação como

um todo”.

A proposta será analisada de forma conclusiva pelas comissões

de Seguridade Social e Família; e de Constituição e

Justiça e de Cidadania.

Ameplan lança campanha de

vendas para 2017, ano de seu

Jubileu de Prata

Jubileu Premiado Ameplan é o nome da nova campanha

de vendas da operadora Ameplan Saúde, para 2017.

Não por acaso, a campanha faz alusão ao aniversário de

25 anos da operadora, com o slogan “A Ameplan faz aniversário

e quem ganha o presente é você!”.

Com período de duração de fevereiro a agosto deste

ano, a campanha vai entregar aos melhores no ranking de

vendas, 15 viagens para um resort na Paraíba, com direito

a acompanhante e serviço all inclusive. A viagem está programada

para ocorrer ainda este ano, no mês de outubro.

Como é tradiçao na Ameplan, as campanhas buscam

reconhecer todos os profissionais envolvidos no processo

de venda de seu plano de saúde, premiando os 3 melhores

vendedores, o melhor supervisor, o melhor gerente e o

empresário da plataforma campeã, que ainda indica um

funcionário administrativo. Mas este ano a campanha traz

uma novidade muito interessante: “Pendência Zero” é uma

premiação para o vendedor e outra para um funcionário(a)

administrativo da plataforma com o menor número de devoluções

e reclamações dentro da operadora, ou seja, que

tiverem o menor número de devoluções e reclamações nas

propostas comerciais. Além disso, serão sorteadas 3 viagens

para os corretores participantes que comercializarem

acima de 100 vidas no período, somados PME, Adesão e

Pessoa Física.

A Campanha “Jubileu Premiado Ameplan” foi lançada

em um mega evento no dia 19 janeiro, com a presença de

700 convidados do setor. Na ocasião, o diretor comercial

da operadora, Laureci Zeviani, apresentou os numeros

de 2016: aumento de 12% de beneficiários e 27% de

crescimento financeiro. Os planos de pessoas físicas na

companhia representaram 26% dos negócios, enquanto

aqueles voltados às pessoas jurídicas ficaram com 76%

da fatia. “Hoje é, certamente, a última vez que falamos de

uma Ameplan de médio porte”, afirmou Laureci na ocasião.

Os detalhes do regulamento da nova campanha podem

ser obtidos no site da operadora: www.ameplansaude.com.br.

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comunicação e expressão

por J. B. Oliveira*

No princípio, era o Verbo...

O excelente programa “A cara do povo”, da Rádio Capital

AM, é apresentado todos os sábados, das 10 às 12 horas pelos

amigos Andrea Matarazzo e Luís Ribeiro. Vez por outra estou

por lá, para falar sobre nossa gloriosa Língua Portuguesa.

Recentemente, durante a entrevista, pediu-me o Andrea que

falasse sobre o verbo e suas características...

Comecei por falar da enorme diferença entre o verbo e

todas as outras classes de palavras. Aquelas, de modo geral,

representam a coisa no espaço. O verbo a representa também

no tempo. Além disso, enquanto as demais palavras têm, no

máximo, três flexões: gênero, número e grau, o verbo tem seis:

modo, tempo, pessoa, número, voz e formas nominais! Por

isso, se alguém for a um país cuja língua não domine, procure

conhecer os verbos, e terá como atender as necessidades

básicas! To eat, essen, manger, mangiare são verbos que se

traduzem por comer em inglês, alemão, francês e italiano

respectivamente. Da mesma forma que to drink, trinken,

boire e bere significam beber...

O Evangelho de São João se abre com estas palavras: “No

princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus e o Verbo

era Deus”. A palavra verbo aqui tomada em sentido teológico,

é tradução de logos, forma usada no original grego (koiné).

Refere-se ao fato de Deus – apenas pela palavra – ter criado

o mundo (E disse Deus...). No caso específico da gramática,

o termo verbo vem do substantivo latino, neutro, da segunda

declinação verbum, verbi, que significa palavra e, como

vimos, é a mais rica e flexível das classes de palavras, que

são: substantivo, adjetivo, artigo, numeral, pronome, verbo,

advérbio, preposição, conjunção e interjeição (e a “agregada”

palavra denotativa!).

Aproveitei para fazer um rápido comparativo entre o

Inglês – língua sintética, concisa por excelência – e o Português,

que é analítica, detalhista. Em Inglês, só há DOIS

tipos de verbo: regular e irregular. No caso do regular – que

representa a maioria – toma-se o Infinitivo e se acrescenta

ED para formar o Pretérito e o Particípio. Assim to walk,

walked, walked; to love, loved, loved, to kiss, kissed, kissed.

Se for irregular, aí sim, é necessário conhecer os dois outros

tempos primitivos, como em to go, went, gone; to be, wasbeen;

to see, saw, seen.

Já em nossa língua tupiniquim, temos nada menos que

seis tipos de verbo: regular, irregular, anômalo, defectivo,

abundante e auxiliar! É fácil imaginar quantos erros grama-

ticais se devem a esse detalhe... Que tal “um passeio” por esse

universo, para recordar um pouquinho essa matéria?

Regular é o verbo que não sofre alteração em seu radical

durante toda a conjugação. O verbo vender, por exemplo, tem

como radical vend, e assim se conjuga: eu vendo; tu vendes; ele

vende; nós vendemos; vós vendeis; eles vendem. Vendia; vendias;

vendia; vendíamos; vendíeis; vendiam. Vendi; vendeste;

vendeu; vendemos; vendestes; venderam. Venderei; venderás;

venderá; venderemos; vendereis; venderão etc.

Irregular, o verbo fazer tem por radical faz, e esta é sua

conjugação: eu faço; tu fazes; ele faz; nós fazemos; vós fazeis;

eles fazem. Fazia; fazias; fazia; fazíamos; fazíeis; faziam.

Fiz; fizeste; fez; fizemos; fizestes; fizeram. Farei; farás; fará;

faremos; fareis; farão...

Anômalo apresenta problema um pouco mais sério: sua

irregularidade é profunda, uma anomalia. É o caso do verbo

ser. Logo de início, seu radical é apenas s! Sua conjugação

é um desastre: eu sou; tu és; ele é; nós somos; vós sois; eles

são. Era; eras; era; éramos; éreis; eram. Fui; foste; foi; fomos;

fostes; foram. Serei; serás; será; seremos; sereis; serão...

Defectivo, por sua vez – como o nome sugere – é o que

apresenta um defeito, uma falha, ou seja; não possui todas as

flexões. Casos típicos são os verbos colorir (eu coloro? coluro?);

reaver (eu reavo? reavejo?); falir (falo? falejo?) entre outros.

Abundante é o seu oposto: possui mais de uma forma

para a mesma flexão. Isso se verifica mais facilmente no Particípio,

como nestes exemplos: pegado e pego; pagado e pago;

fritado e frito; secado e seco; extinguido e extinto; exaurido

e exausto etc. Convém lembrar, porém, que essa dualidade

correta não se aplica a todos os verbos: apenas aos abundantes.

Por isso é absolutamente errado dizer “Ele já tinha chego”!

Auxiliar, por fim, cumpre aquilo que seu nome diz:

auxilia a conjugação de outros verbos. Em Português, temos

quatro auxiliares essenciais: ser, estar, ter e haver. Na maioria

das outras línguas, são apenas dois: To be e to have; Sein e

haben; Être e avoir ; Essere e avere, respectivamente em

Inglês, Alemão, Francês e Italiano.

Não somente em outros idiomas, mas também em Português,

ampliar o conhecimento do verbo traz, como consequência

natural, a melhoria da comunicação, a extinção de

dúvidas e a eliminação de erros gramaticais primários ou

graves, mas sempre desagradáveis...

Afinal, “No princípio, era o Verbo...”!

* J. B. Oliveira é Consultor de Empresas, Professor Universitário, Advogado e Jornalista.

É Autor do livro “Falar Bem é Bem Fácil”, e membro da Academia Cristã de Letras

www.jboliveira.com.br – jboliveira@jbo.com.br

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