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10 months ago

Revista Apólice #220

débito automático

débito automático ❙❙Rogério Gomes, da RGSegs no Manual da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).” Também procurada, a Febraban disse que a cada novo contrato com a seguradora é necessário que o cliente autorize novamente o débito automático em sua conta corrente – mesmo que esse débito tenha sido autorizado no ano anterior, pois trata-se de um contrato novo. O Itaú não se pronunciou até o fechamento desta edição. Minimizando os impactos As seguradoras passaram a adotar mecanismos específicos para atender aos casos de rejeições bancárias por falta de autorização. A Liberty Seguros, por exemplo, comunica os clientes, corretores e sua força de vendas quando o banco informa que não houve autorização do correntista. “Nesse caso, geramos um novo boleto, sem cobrança de juros, e com a prorrogação da data de pagamento para o cliente”, explica a superintendente de Tesouraria da companhia, Neide Pinotti. Os boletos são emitidos com mais sete dias de prazo para serem quitados. Já a Sompo só é informada de que a operação não está autorizada após tentativa de débito. Três dias antes da data do pagamento, a seguradora envia mensagens via SMS e e-mail ao cliente e ao corretor informando sobre o vencimento e a necessidade de autorização. Se a situação não for regularizada, no dia posterior à rejeição do débito pelo banco são enviadas outras mensagens via SMS e e-mail para informar sobre a negativa e que é necessária a autorização. 30 Caso a situação persista, é enviado outro e-mail informando que, novamente, não foi efetuado débito da parcela por falta de autorização. Nesse momento também é solicitado ao segurado e ao corretor que entre em contato com a seguradora a fim de evitar o cancelamento da apólice. Em paralelo, a Sompo efetua o contato via telefone com o segurado para, mais uma vez, prestar esclarecimentos sobre a situação e, se necessário, instruí-lo sobre as medidas cabíveis para autorizar o débito e regularizar a situação. “Devido a esta ação específica, a inadimplência por este motivo é inferior a 3%, um índice satisfatório para empresas que trabalham com grande volume de cobranças via débito automático ou boleto bancário”, afirmou a companhia, em nota. Outra companhia que adotou o aviso via SMS é a Tokio Marine. A mensagem é enviada quatro dias antes do pagamento. Além disso, quando o corretor informa no sistema de cotação da seguradora que a cobrança será via débito em conta, a companhia apresenta uma mensagem reforçando a necessidade de autorização prévia junto ao banco do segurado. No Portal Nosso Corretor, os profissionais também têm acesso a uma relação de clientes que estão com as parcelas pendentes de autorização de débito. “Se mesmo após os alertas não ocorrer o débito, alteramos a forma de cobrança da parcela para boleto, emitido automaticamente pelo nosso sistema, e enviamos via e-mail para o corretor, para que o mesmo envie ao segurado e esse possa efetuar o pagamento, evitando assim o cancelamento”, explica José Adalberto Ferrara, presidente da companhia. Como alternativa aos segurados, a Tokio instituiu no ano passado o pagamento sem juros no cartão de crédito para os produtos Automóvel Individual, Residencial Premiado e Empresarial – Pequenas Empresas. A nova forma de pagamento, segundo o presidente, ajuda os corretores a reduzirem problemas de inadimplência em suas carteiras. A Porto Seguro, por sua vez, lembra que o procedimento de pré-autorização para os débitos em conta-corrente é um processo de relacionamento exclusivo entre banco e correntista, protegido por ❙❙Arthur D’Amoed Neto, da SulAmérica sigilo e totalmente independente da contratação do seguro. Em nota, a companhia declarou que no momento da transmissão da proposta de seguro alerta o corretor para a necessidade de pré-autorização do débito, além de disponibilizar um manual, fornecido pelos bancos, com orientações para o segurado. “Quando o débito não é efetuado por ausência de pré-autorização, a Porto Seguro prorroga a data de vencimento da parcela e encaminha um boleto bancário, sem cobrança de qualquer encargo adicional, viabilizando outro meio para que o segurado possa regularizar a parcela e manter a cobertura securitária”, esclareceu no documento, que também responde pelas empresas Azul Seguros e Itaú Seguros. Vice-presidente de Relações com Investidores da SulAmérica, Arthur Farme D’Amoed Neto declara que os bancos vêm, corretamente, adotando medidas para reduzir a frequência de casos de fraudes em meios de pagamentos. Nesse âmbito, adotaram procedimentos com relação à modalidade de pagamento por meio de débito em conta-corrente para compras de produtos e serviços que exigiram, no caso da indústria de seguros, alguns ajustes nos respectivos processos de cobrança.“Entendemos que o cenário já se encontra estabilizado, com grande parte do mercado envolvido também nas providências necessárias à adaptação de seus processos para a próximas fases de cobrança registrada, em linha com um movimento promovido pela Febraban com o mesmo objetivo”, conclui o executivo.

evento | 6 0 encontro de resseguro Congresso mostra os desafios do resseguro 10 anos após a abertura 6º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro mostra que muita coisa mudou neste período, desde a reserva de mercado até a inovação em produtos Kelly Lubiato Uma comemoração e tanto para os dez anos de mercado aberto de resseguros. O 6º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro reuniu mais de 600 pessoas para mostrar como será o futuro desta operação em terras brasileiras. Na abertura, o presidente da Fenaber, Paulo Pereira, lembrou que, nesse período, o faturamento anual saltou de R$ 3,8 bilhões para R$ 10 bilhões. Hoje, atuam no país 128 resseguradoras, entre nacionais e estrangeiras, e ainda 24 corretoras de resseguro. Ele destacou o parecer da Receita Federal sobre o Imposto de Renda do ressegurador admitido, que, por esse entendimento, deve pagar o imposto como se fosse local. “O impacto pode ser muito grande, com consequências imprevisíveis”, afirmou. O presidente da CNseg, Marcio Coriolano, ressaltou que, apesar do ambiente recessivo, o crescimento nominal do mercado segurador sobe. “Com a queda da inflação, o setor já vive um crescimento real, em contraste com a relativa inércia de setores mais dinâmicos.” Para ele, a aprovação das reformas previdenciária e trabalhista será fundamental para criar um ambiente de confiança no país. O diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde (ANS), José Carlos Abrahão, pediu que a atuação do setor de resseguros seja estendido à saúde suplementar. “Vamos trabalhar essa ferramenta, que será mais um produto para as resseguradoras e uma garantia para o sistema.” Neste mesmo sentido, a presidente da Fenasaúde também conclamou os resseguradores a serem mais criativos na oferta de produtos. Entretanto, as companhias não sentem confiança no sistema regulatório das regras para este setor. Há um impasse. O cenário econômico atual foi mostrado pelo economista Alexandre Schwartsman, do Insper. Em seguida, a Plenária II debateu o projeto de lei 3.555, que visa a regular os contratos de seguro no país. Participaram os advogados André Tavares, João Marcelo Santos, Marcelo Mansur e Sergio Ruy Barroso de Mello. Alesandra Monteiro, subscritora do IRB-Brasil Re, mostrou que é possível ser feita uma parceria entre seguradoras e resseguradoras com o objetivo de criar novos produtos de vida e novas formas de aceitação do risco. “Os grandes desafios do mercado de seguros e resseguros são: encontrar soluções mais eficientes de subscrição, personalizando produtos sem perder a qualidade e a margem técnica”, destacou. É preciso fidelizar clientes e estabelecer relações de longo prazo, identificando padrões comportamentais do consumidor para desenvolver produtos mais adequados. No período de dez anos de abertura, Marcos Castro, CEO do Lloyd´s no Brasil, lembrou que 11 intervenções importantes ocorreram no marco regulatório, despertando insegurança entre os players. Segundo a Federação Europeia de Seguros e Resseguros, “resseguro é uma das indústrias mais globalizadas do mundo atualmente. A habilidade singular dos resseguradores de agrupar riscos e pagar sinistros em escala global tem, para empresas e consumidores, os mesmos efeitos de prosperidade do livre comércio, pois ajuda a estimular o crescimento econômico, empregos e fomenta a estabilidade”. Uma reflexão sobre isso precisa estar no radar de todos para um mercado cada vez mais próspero. 31