Revista Apólice #216

revistaapolice

Ano 21

Número 216

Novembro 2016


editorial

Ano 21 - nº 216

Novembro 2016

Esta revista é uma

publicação independente da

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Os artigos assinados são de responsabilidade

exclusiva de seus autores, não

representando, necessariamente, a

opinião desta revista.

Esta edição da Revista Apólice é muito especial para todo o

setor de seguros: trazemos aqui a cobertura em texto e imagens

da sétima edição do Prêmio Melhores do Seguro. Esta edição foi

diferente porque, seguindo nossos princípios de sempre trazer

novidades para os leitores, em 2016 optamos por mudar a fórmula

do prêmio e reconhecer as histórias de sucesso dos corretores de

seguros.

Eles são o principal canal de distribuição do mercado, respondendo

pela maior parte dos negócios realizados. Por isso, Apólice

reconheceu que era preciso que estes profissionais mostrassem o

que estão fazendo para enfrentar estes tempos mais difíceis e para

ampliar sua penetração no setor ou região onde atuam.

Nas próximas páginas vocês terão a oportunidade de conhecer

alguns destes casos de sucesso. Para o próximo ano, planejamos

ainda mais novidades. Em nosso setor, mudanças nem sempre

são bem-vindas. Neste caso, elas foram.

Trazemos também nesta edição um especial sobre riscos diversos.

Vocês poderão saber mais sobre a situação de vários riscos

que dependem de apólices desenhadas de forma mais específica,

como é o caso dos riscos climáticos ou do setor de óleo e gás.

Mostramos ainda a cobertura de recall, com o exemplo da empresa

Samsung, que passou por dois eventos globais do tipo nos

últimos dois meses.

Aproveite a leitura!

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sumário

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painel

gente

prêmio

Revista Apólice inova mais uma vez e recebe mais de 50 inscrições para

a primeira edição da premiação exclusiva para corretoras de seguros

homenagens

premiados

flashes

cases premiados

»»

Grupo YBA – Associação de Corretores

»»

Minuto Seguro – Treinamento para Qualidade

»»

CredRisk – Parceria Internacional

»»

Kijiro Corretora de Seguros – Longevidade do Negócio

»»

Mister Liber – Cobertura Profissional

»»

Rodobens Corretora de Seguros – Ação nas Revendedoras

»»

Madalozzo Corretora de Seguros – Aposta em Especialistas

riscos diversos - clima

riscos diversos -produtos

riscos diversos -óleo e gás

riscos diversos -estabelecimentos

comunicação

16

À medida que a frequência dos eventos climáticos se intensifica, a procura

por coberturas vinculadas à natureza tende a aumentar

O seguro de recall ajuda as empresas a minimizar suas perdas, diminuir os

transtornos causados aos clientes e gerenciar os danos à sua reputação

A onda de retomada chega ao mercado de petróleo e seguradores e

corretores especializados no setor se preparam para ajudar a impulsionar

a carteira

Além de amparar pequenas, médias e grandes empresas em caso de

desabamentos e desmoronamentos, os riscos diversos têm relação

direta com a expansão da construção civil no Brasil

4


5


painel

• nestudo

Beneficiários querem mudar

de plano de saúde

A saída de aproximadamente dois milhões de

usuários dos planos de saúde, em função da recessão e

desemprego, descongestionou vários serviços e fez com

que os consumidores passassem a avaliar um pouco melhor

seus planos de saúde e a apontar menos problemas.

Em relação a 2015, o número de pessoas que dizem

não ter tido problemas com seus planos aumentou de

36,6% para 42,9% e a nota do setor subiu de 6,67 para

7,00. Mesmo assim, se fosse fácil e descomplicado,

72,9% mudariam de operadora. Desses, 81% gostariam

de ter um preço mais baixo e 19% um serviço melhor.

Essas são algumas das conclusões do novo Estudo

Planos de Saúde 2016, da CVA Solutions, que entrevistou

7.090 usuários de todo o País.

“Diferentemente de outros seguros, os planos de

saúde são bastante usados pelos usuários. As pessoas

têm contato com o plano e usam. E começam a crescer

os serviços oferecidos, como descontos em medicamentos,

clube de vantagens, programas de prevenção

e promoção da saúde. Mas, falta comunicação. As

empresas precisam comunicar a existência desses serviços,

pois o usuário que conhece, avalia melhor o seu

plano de saúde”, afirma Sandro Cimatti, sócio-diretor

da companhia.

Outro problema detectado foi o uso do Pronto

Atendimento como busca para problemas que poderiam

ser resolvidos em uma consulta médica. Nos últimos

12 meses, 64,8% dos entrevistados afirmaram que ele,

ou alguém da sua família, foi ao Pronto Atendimento.

“Se os planos fossem mais ágeis em marcar consultas,

o uso do pronto atendimento seria menor”, explica

Cimatti, lembrando que 20,7% dos entrevistados reclamam

da demora ou burocracia para agendar consultas.

• nmercado

Brasil tem 104 mil corretores

cadastrados

Dados disponibilizados

pelo site da Fenacor indicam que

estão cadastrados para operar no

mercado brasileiro 104.115 corretores

de seguros. Desse total,

38.644 são pessoas jurídicas e

65.471, pessoas físicas.

A região com o maior número

de profissionais e empresas

em atividade é o Sudeste, com

66.565.

São Paulo conta, no momento,

com 43.773 corretores

de seguros cadastrados.

• ndistribuição

Comissões convocam Youse para

audiência na Câmara dos Deputados

As Comissões de Finanças

e Tributação e de Defesa

do Consumidor aprovaram

requerimentos do deputado

Lucas Vergilio (SD-GO),

vice-presidente Institucional e

de Relações com o Corretor de

Seguros, convocando a Youse

Seguros para audiência pública

na Câmara dos Deputados.

A empresa terá de dar

explicações sobre a venda de

seguros pela internet, mesmo

sem autorização da Superintendência

de Seguros Privados

(Susep), órgão regulador do mercado.

O deputado afirma não ser contra a inovação e a modernidade.

“Somos contrários, e jamais deixaremos de combater com todas as

nossas forças, a marginalização e a ilegalidade. Uma seguradora

online e sem registro é uma ilusão perigosa que pode afetar os

consumidores”, disse.

Trata-se de um desafio ao Código de Defesa do Consumidor,

pelos riscos que acarreta para quem é enganado na compra de

produtos, além de um desrespeito com a profissão de corretor de

seguros, devido à propaganda desrespeitosa.

Além da Youse, foram aprovados convites para que representantes

da Caixa Seguridade Participações, da Caixa Econômica Federal

e da Susep também participem das audiências.

6


painel

• naniversário

Sincor-PR comemora 50 anos de atuação

Para comemorar seus 50 anos de criação, o Sincor-PR

reuniu cerca de 700 pessoas, em Curitiba, no dia 11 de outubro.

Marcaram presença corretores, seguradores, personalidades

do mercado e autoridades.

Na ocasião, foi mostrado um vídeo sobre a evolução da

entidade, destacando o embrião do Sindicato – a Associação

Profissional dos Corretores de Seguros, em 1963. Destacou-

-se também a obtenção da Carta Sindical, em 1966, que deu

origem ao Sincor-PR.

A cerimônia contou ainda com o lançamento do selo dos

50 anos da entidade, produzido pelos Correios especialmente

para a data. Todos os participantes também puderam escrever

uma mensagem, que será incluída na Cápsula do Tempo e

aberta na cerimônia de comemoração dos 70 anos do Sindicato.

O evento contou com homenagens à diretoria atual, a ex-

-dirigentes e a familiares dos que, já falecidos, contribuíram

na construção da entidade. Foram homenageados ainda funcionários

e fornecedores.

• ndistribuição 2

Venda de seguros chega ao shopping center

Em pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Shopping

Centers (Abrasce), em 2015, o setor de serviços cresceu

6% dentro destes estabelecimentos. A expectativa da entidade

é que em 2016 siga a mesma proporção de crescimento.

De olho nessa tendência, a San Martin abriu uma corretora

de seguros dentro deste estabelecimento. A loja foi inaugurada

no dia 12 de outubro, no Plaza Avenida Shopping, em São José

do Rio Preto.

A empresa, que entrou para o franchising em 2014, aposta

neste novo modelo de negócio e espera obter um aumento em

vendas de seguros de aproximadamente 20%, devido ao grande

fluxo de pessoas nos shoppings.

“É uma aposta com expectativas muito positivas. Temos

mais de 120 produtos para oferecer, conhecemos muito bem

o mercado de seguros e nosso público consumidor. Por que

não levar tudo isso para o shopping?” conta o diretor Carlos

Alexandre Gomes.

A proposta se deve à mudança de comportamento do

público consumidor dos shoppings centers. Muito pela segurança,

convivência e horário de funcionamento, as pessoas

procuram por um número de serviços cada vez maior dentro

destes estabelecimentos. O setor de serviços já conta com lavanderia,

petshop, agência de viagem, academia e até mesmo

consultas médicas e exames laboratoriais. A corretora vem

para complementar essas opções e tornar a visita ao shopping

ainda mais produtiva.

“Para nós, é um ponto comercial muito interessante. No

Brasil, são mais de 400 milhões de pessoas ao mês circulando

por esse ambiente”, complementa Gomes.

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9


painel

• nreconhecimento

Jornalista vence novamente

Prêmio Especialistas

Com o objetivo de reconhecer os jornalistas que contribuem

com a sociedade na escolha e multiplicação de informações

setoriais com qualidade, o Prêmio Especialistas – Negócios da

Comunicação 2016, promovido pelo CECOM – Centro de Estudos

da Comunicação e pela revista Negócios da Comunicação,

chegou a sua segunda edição e anunciou os vencedores em 33

segmentos da economia.

Ele valoriza o papel dos profissionais da imprensa que

atuam em uma determinada área ou setor da economia e que

são reconhecidos pelo conhecimento e propriedade com que

tratam os assuntos de sua especialidade.

“Esse reconhecimento

contribui e valoriza quem está

lidando com as empresas no

seu dia a dia, levando informações

setoriais para a sociedade”,

diz Márcio Cardial,

publisher da revista Negócios

da Comunicação.

A escolha dos ganhadores

foi realizada por meio de voto

livre e direto dos jornalistas e

profissionais de comunicação

que indicaram espontaneamente

até três jornalistas por

categoria.

Na categoria Seguros, pela segunda vez a editora Kelly

Lubiato foi uma das vencedoras, junto com Boris Ber, do

Programa Seguro, e Antonio Penteado Mendonça, do jornal O

Estado de São Paulo.

• nreconhecimento 2

Autoglass conquista

Prêmio Época Reclame Aqui

A Autoglass foi uma das vencedoras do Prêmio Época

Reclame Aqui – Melhores Empresas para o Consumidor

2016. A empresa foi destaque na categoria Peças e Acessórios

Automotivos.

A premiação aconteceu no Espaço das Américas, em

São Paulo, no dia 7 de novembro. A Autoglass concorreu

pela primeira vez, recebendo quase 26 mil votos (49,51%)

populares na categoria indicada.

Além da premiação, o evento contou com a presença

do maestro João Carlos Martins.

• nconquista

Apólice é destaque no 2º Prêmio

Sincor-GO de Jornalismo

Três matérias da Apólice conquistaram o 2º Prêmio

Sincor-GO Jornalismo. O primeiro lugar na categoria Webjornalismo

ficou com a jornalista Lívia Sousa, que assina a

matéria “Goianos despertam para o seguro”, publicada no

Portal da Revista.

Já na categoria Mídia Especializada, a Apólice levou

dois prêmios. O primeiro lugar, com “As oportunidades do

Cerrado”, de Amanda Cruz; e a segunda colocação para a

editora Kelly Lubiato, com a reportagem “Uma alternativa

para a proteção veicular”. Seguindo o tema “Viver (com)

Seguro”, as matérias abordaram a importância do desenvolvimento

do mercado de seguros na região Centro-Oeste

e a valorização do corretor de seguros.

Esta não é a primeira vez que a publicação recebe o

reconhecimento do Sindicato. Na primeira edição do Prêmio,

em 2015, a Apólice também conquistou o primeiro lugar

nas duas categorias.

Donaldo Oliveira, gerente

da Central de Atendimento

Autoglass, recebe o prêmio

10


painel

• nsaúde

Caribe: a nova onda da Ameplan

Lançada em janeiro deste ano, em evento para mais

de 500 convidados especiais, a campanha tem seu término

previsto para o mês de novembro e contemplará vendedores,

supervisores, gerentes, funcionários administrativos e

empresários das corretoras parceiras da operadora, com um

cruzeiro de oito dias em águas caribenhas, já reservado para

abril de 2017.

Além dos campeões de vendas dos produtos PME da

Ameplan, também serão contemplados os campeões de

vendas das administradoras de benefícios parceiras da operadora,

Corpore, Divicom e Quântica e a Dentalpar, parceira

de odontologia.

Além deste cruzeiro, com direito a acompanhante e tudo

incluído, um valor estimado de R$ 200.000,00 em dinheiro

será entregue aos vencedores, de acordo com o ranking dos

campeões de vendas confirmadas em planos PME Ameplan.

Marcelo Belber, gerente de Vendas da operadora e idealizador

da campanha “Caribe, a nova onda da Ameplan”,

informa que no início de novembro foi divulgado um ranking

parcial dos possíveis contemplados, para que todos já deixem

sua documentação preparada, inclusive os passaportes em

dia. Na ocasião, também foi anunciada a data do evento de

premiação, prevista para a terceira semana de janeiro de 2017.

Ele comenta também que ainda há dois meses de campanha

e pode haver mudanças no ranking de vendas. Ele faz

um convite aos corretores para que acreditem em si mesmos

e corram atrás de seus objetivos, sempre contando com a

Ameplan Saúde. Belber comenta que estas campanhas são

uma forma da Ameplan Saúde mostrar o reconhecimento e

o merecido valor para estes profissionais que contribuem e

perseveram em um mercado tão competitivo quanto este,

e aproveita para deixar registrado que o departamento comercial

da Ameplan Saúde estará sempre à disposição para

alavancar os negócios das suas corretoras parceiras.

A campanha atingiu todos objetivos da operadora, que

já está preparando uma nova ação para 2017, que promete

ser muito mais ousada e emocionante.

• njoint venture

Nasce nova seguradora de

grandes riscos

A Swiss Re e a Bradesco Seguros assinaram um acordo

para a criação da Swiss Re Corporate Solutions Brasil Seguros.

Desta forma, a empresa recebeu a carteira de grandes riscos

da Bradesco. Os contratos incluem o acesso exclusivo da

SRCSB à rede de distribuição da Bradesco Seguros. Com o

fechamento da transação, a Bradesco Seguros assumirá 40%

da participação acionária na SRCSB, enquanto a Swiss Re

Corporate Solutions Ltd reterá 60% de participação. Como

resultado da integração,

a SRCSB se

tornará uma das líderes

no mercado de

seguros comerciais

de grandes riscos

no Brasil.

A rede de distribuição

da Bradesco

Seguros é

composta por mais

de 4.600 agências

do Banco Bradesco

em todo o Brasil e cerca de 40 mil corretores e agentes de

seguros cadastrados na Bradesco Seguros. Como parte da

transação, a equipe de profissionais da Bradesco Seguros,

responsável pelo negócio de grandes riscos em São Paulo e

no Rio de Janeiro, irá integrar a SRCSB.

Agostino Galvagni, CEO da Swiss Re Corporate Solutions

e membro do Comitê Executivo do Grupo Swiss Re,

comenta: “Temos grande satisfação em unir forças com a

Bradesco Seguros para criar uma das cinco maiores seguradoras

comercial de grandes riscos no mercado brasileiro.

O contrato contribui para a execução da nossa estratégia

de expandir nossa plataforma e fortalecer nossa posição

de mercado na América Latina. O conhecimento local e

os canais de distribuição da Bradesco Seguros, somados

à nossa capacidade e expertise global de subscrição, nos

permitirão entregar produtos de primeira linha aos nossos

clientes brasileiros e internacionais.”

Randal Luiz Zanetti, presidente do Grupo Bradesco

Seguros, afirma: “Esta transação confirma a visão estratégica

do Grupo de proporcionar a seus clientes o maior e

melhor leque de produtos em todas as linhas de seguros. A

escolha da parceria com a Swiss Re Corporate Solutions

está alinhada com a nossa estratégia na medida em que nos

agrega ainda mais expertise e amplitude. Nossa participação

relevante na joint venture reforça nossa convicção de que o

seguro de grandes riscos é um negócio promissor no Brasil.”

A conclusão da transação está sujeita à aprovação

das autoridades competentes e demais condições precedentes

usuais.

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• negócios

Corretora adquire

empresa de gestão de

riscos cibernéticos

A Aon adquiriu a Stroz Friedberg Inc., empresa

de gestão de riscos cibernéticos. A união

ampliará a posição global da Aon na área de

consultoria e corretagem de riscos cibernéticos.

“Esta aquisição permitirá que nossos clientes

tenham acesso a soluções e perspectivas

mais avançadas na indústria, melhorando a

postura proativa de cada um deles em enfrentar

o risco virtual e responder de forma mais eficaz

em caso de ataque”, explica John Bruno, CIO

e vice-presidente executivo da Aon inovação

empresarial.

Dentre os setores mais afetados pelo risco

cibernético estão saúde, instituições financeiras,

empresas de tecnologia, atacado e varejo,

indústrias e setor de energia elétrica. No ano

passado, o setor industrial sofreu globalmente

perdas de 21% em propriedade intelectual,

e estima-se que o ramo seja um dos maiores

alvos com a probabilidade de uma empresa ser

afetada a cada 3,2 ataques virtuais.

Hoje, praticamente todas as empresas

trabalham com dados pessoais e corporativos,

como número de cartão de crédito, identidade,

endereço, registros médicos, passaportes,

entre outros. Na área de varejo eletrônico, por

exemplo, o ataque cibernético pode provocar

a interrupção da rede, causando a perda ou

atrasos na prestação de serviços e nas vendas,

além de gastos para restaurar a informação

perdida ou aplicações danificadas decorrentes

de ataques maliciosos.

• nmotivação

Seguradora anuncia mudanças em

campanhas de incentivo

A Liberty Seguros apresenta novidades em suas campanhas de

incentivo. As principais mudanças são no Conexão Mundo e Conexão

Brasil, que premiam corretores de todo o País com viagens nacionais e

internacionais.

As ações fazem parte do Programa Conexão, iniciativa de relacionamento

entre a seguradora e corretores. O programa é baseado em

cinco pilares que mantém os profissionais bem informados, treinados,

incentivados, encantados e motivados a inovar.

A campanha Conexão Mundo, que premiará corretores com viagens

para Los Cabos, no México, acontece entre outubro de 2016 e fevereiro

de 2017. Já a Conexão Brasil, que acontece entre outubro de 2016 e janeiro

de 2017, além de levar os vencedores para Cabo de Santo Agostinho,

em Pernambuco, vai premiar corretores com vouchers de R$ 1.500 para

o resgate de prêmios no catálogo de produtos.

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GENTE

Novo líder para a América Latina

O Lloyd’s nomeou Daniel Revilla como Líder Regional

para América Latina. O executivo será responsável por ampliar

as relações comerciais em toda a região. Ele também assume a

posição de diretor-presidente para o México e ficará baseado na

Cidade do México.

“Estou entusiasmado com a oportunidade de apoiar o

desenvolvimento do Lloyd’s na América Latina, um mercado

diversificado e dinâmico. Com

o crescimento econômico da

região, o valor dos ativos que

necessitam de cobertura também

aumenta e enxergamos

um potencial significativo

para o desenvolvimento do

mercado de seguros e resseguros

especializados. O

Lloyd’s pode contribuir para

apoiar a expansão da penetração

de seguros em toda a

América Latina e proteger as

economias nas fases críticas

de crescimento”, diz Revilla.

Susep anuncia mudanças

Funcionário aposentado do Banco Central, ex-diretor e ex-superintendente

da Susep, Paulo dos Santos está de volta à autarquia.

Ele foi nomeado pelo presidente da República, Michel Temer,

para ocupar uma das diretorias do órgão regulador e fiscalizador

do mercado de seguros, resseguros, capitalização e previdência

complementar aberta.

Até o dia 26 de outubro, Paulo dos Santos ocupava o cargo de

presidente do Ibracor, a autorreguladora da corretagem de seguros,

cargo que deixou para assumir uma nova missão, agora na Susep.

O advogado Marcelo

Rocha foi nomeado para o

cargo de Chefe de Gabinete

da Superintendência de Seguros

Privados (Susep).

Rocha foi assessor Jurídico

da Federação Nacional

dos Corretores de Seguros

(Fenacor) e membro do Conselho

de Recursos do Sistema

Nacional de Seguros Privados,

de Previdência Privada

Aberta e de Capitalização

(CRSNSP). A nomeação

foi publicada no início de

novembro, no Diário Oficial

da União (DOU).

Mulheres no marketing

A Global Travel Assistance anunciou Leila Vieira

como nova gerente de marketing. A executiva traz na

bagagem experiência em empresas como Grupo Fiat,

Grupo Pão de Açúcar, Drogão, Drogaria São Paulo e

epay Brasil, atuando nas áreas comercial, marketing e

trade marketing.

Leila será responsável

por desenhar

os próximos

planejamentos estratégicos

da empresa,

reportando-

-se ao diretor comercial

Gelson

Popazoglo. Além

da formação em administração

de empresas,

com habilitação

em Comércio

Exterior, ela tem

MBA pela Escola

Superior de Propaganda

e Marketing.

Troca de comando

O atual presidente e CEO da Prudential do Brasil,

Fabio Lins, comunicou sua intenção de deixar a empresa

no final de março de 2017, com o objetivo de dedicar-se

a projetos pessoais.

Como resultado do anúncio, a companhia nomeou

Marcelo Mancini Peixoto, atual vice-presidente executivo,

como presidente e CEO adjunto.

Mancini e Lins

trabalharão juntos

nos próximos meses

e Mancini assumirá a

posição de presidente

e CEO. Mancini está

na empresa há mais

de dez anos, envolvido

em todos os aspectos

do negócio. Ele lidera

a aquisição (ainda

pendente) da empresa

de seguro de vida em

grupo do Itaú. Antes

disto,era o CFO da empresa.

A liderança para

o negócio de vida em

grupo será anunciada

em algumas semanas.

14


Diretor de resseguros

A Chubb nomeou Oliver Hills como Reinsurance

Regional Director para a América Latina. O executivo

se reportará a Marcos Gunn, COO e Regional President

North Latin America, e a Neil Bennet, EVP,

Global Reinsurance Chubb Overseas General.

Nesta função, Hills fará a supervisão matricial

das equipes locais de resseguro e será responsável pela

redefinição e execução da estratégia de resseguro para

a região, com foco no México e Brasil.

Origem italiana

A Generali anunciou Andrea Crisanaz como seu novo CEO

no Brasil. O executivo é o responsável pelo segmento de mercados

individuais nas Américas. Atuário e italiano de Trieste, o executivo

está no Grupo Generali desde 1990. Ele iniciou a sua carreira na

Área de Vida no Head Office

(Matriz Trieste).

Crisanaz terá papel

preponderante na expansão

dos negócios da empresa,

que acaba de fechar um

contrato de 20 anos com o

Banco BMG para vender

seguros massificados numa

rede que compreende 17

agências, cerca de 3.000

correspondentes e mais

de 400 lojas de crédito

da rede Help!. A parceria

prevê trabalhar o mercado

de servidores públicos,

aposentados e pensionistas,

que tem grande potencial.

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prêmio | resumo

Corretoras reconhecidas

Revista Apólice inova

mais uma vez e recebe

mais de 50 inscrições

para a primeira edição

da premiação exclusiva

para corretoras de

seguros

Kelly Lubiato

Esqueça tudo com o que você estava

acostumado. Depois de seis

edições do Prêmio Melhores

do Seguro convencional, que

jogava luzes sobre empresas de diversos

setores, a Revista Apólice resolveu que

era o momento de inovar. Ficou decidido

que a fórmula seria mudada, para um

modelo que privilegiasse os principais

atores deste setor: os canais de distribuição/

corretores de seguros.

A inscrição de cerca de 50 cases,

com a premiação de 18 deles, mostrou

que a iniciativa foi acertada. Marcelo

Blay, diretor da Minuto Seguros e um dos

premiados, disse que a importância do

prêmio está no fato dele ser direcionado

aos corretores de seguros, porque há muitas

ideias que podem ser compartilhadas

neste meio.

Carlos Ronaldo Ferreira, diretor

da Rodobens, achou genial a idéia de

premiar as corretoras, porque o mercado

tem um histórico de reconhecimento do

trabalho das seguradoras, “mas havia

uma lacuna muito bem reconhecida pela

Revista Apólice, de buscar identificar

e estimular os corretores a falarem de

suas experiências, principalmente num

momento tão difícil”.

Outro reconhecimento importante

foi para a Madalozzo Corretora de Seguros.

“Para nós é uma honra, depois

de 84 anos de atuação e quatro gerações

trabalhando, receber um prêmio que

16

escolhe poucas corretoras de seguros em

nível nacional. As seguradoras têm grande

prestígio e nós sempre as apoiamos.

Agora, a iniciativa da Apólice nos deixa

emocionados por sermos reconhecidos

em São Paulo, em nível nacional”, disse

Daniel Madalozzo.

Felipe Sousa, diretor da Mister Liber,

comemorou o prêmio porque é a única

premiação feita para os corretores, que

são a elite do mercado segurador. “O que

é o seguro no Brasil sem o corretor de

seguros? A base é o corretor, porque sem

ele o mercado não existe”, sentenciou.

O diretor da Propay, Ricardo Lopes

ressaltou que a mudança feita pela

Apólice qualifica ainda mais um grupo

de empresas que procuram, através do

investimento em tecnologia, pessoas e

estrutura, oferecer uma proposta melhor

de serviços para os clientes.

A conexão da Apólice com os corretores

de seguros foi essencial para que

a premiação tivesse êxito. Um dos corretores

que nos sugeriu a mudança foi o

presidente da JLT Re, Rodrigo Protasio,

que já havia participado de outras edições.

“A Revista Apólice é um ícone do

nosso mercado, ela tem um informativo

muito importante e competente online

e impresso. Eu sempre senti falta da

premiação do corretor nos eventos da

Apólice, porque os corretores têm fator

predominante neste mercado, como

representantes dos consumidores. Em

resseguro, é muito importante a figura

do broker, opcional, e nós tentamos ser

escolhidos na operação, através de um

trabalho atencioso, atuarial, técnico, de

avaliação de mercado e cenários econômicos

para a seguradora comprar o

melhor programa”, completou Protásio,

lembrando que resseguro é uma atividade

importante, cuja abertura comemora 10

anos em 2017.

Nesta linha de estímulo às atividades

dos corretores, o diretor da Willis Towers

Watson, Marcio Correa, declarou que

este evento trouxe um alento para a classe

e um desafio maior para manter o compromisso

relevante de oferecer serviço de

alto valor agregado aos clientes.

Gabriel Fernando Barbosa, diretor da

Bonaeres do Rio de Janeiro, disse que este

prêmio possui caráter especial para quem

tem o papel árduo de conectar o consumidor

à seguradora. “O corretor não é um

mero entregador de apólice. Ele tem que

agregar valor à contratação de seguro. Este

evento premia justamente quem consegue

trazer inovação, mais eficiência e soluções

criativas para o mercado”.

Aderbal Humberto Amaro, diretor

da Áthina Corretora, de Blumenau, disse


que “as seguradoras são a razão de existir

dos corretores e é importante estar aqui

com tantos representantes. As corretoras

estão investindo para se preparar para o

momento da retomada, por isso é preciso

incentivá-las a mostrar o que estão fazendo

para vencer, em sua região, a crise

que teima em derrubar nosso mercado e

o país”, conclamou.

Mesmo um veterano das premiações

da Apólice, o vice-presidente da Rede

Lojacorr, Diogo Arndt, elogiou a iniciativa

e parabenizou a publicação pelos 21

anos de empreendedorismo e inovação,

com novidades neste prêmio e reconhecimento

aos corretores de seguros.

Repercussão

“É raro o trabalho do CVG ser

reconhecido tão abertamente no

mercado. Esta é uma mídia que

tanto repercute os cursos, eventos

etc e que reconhece o trabalho

de 35 anos de existência. O Prêmio

Melhores do Seguro muito

nos honra e nos orgulha e, ainda,

impulsiona a trilhar mais 35 anos

agregando os players, melhorando

produtos do mercado e permitindo

o livre intercâmbio de ideias

entre corretores, seguradoras e

consumidores.”

Dilmo Bantim Moreira,

presidente do Clube Vida em

Grupo de São Paulo

“Parabenizo a Apólice por esta

premiação, que se voltou para os

corretores de seguros e suas atividades

de inovação. É uma edição

que reconhece a grande mola

propulsora do mercado. Estamos

muito felizes pela deferência à

minha pessoa e à instituição que

eu dirijo.”

Robert Bittar, presidente da

Escola Nacional de Seguros.

“Este é um momento de renovação,

de comemoração e de confraternização.

Eu parabenizo a Apólice, em

nome do Sincor-DF, por este evento

que comemora uma conquista do

mercado nacional. Eu vejo hoje, com

bastante emoção, esta mudança e

congratulo-me por entender que os

corretores são figuras de destaque

no cenário nacional. Sentimo-nos

lisonjeados e envaidecidos pelo reconhecimento

do mérito e do trabalho

dos corretores de seguros.”

Dorival Alves de Sousa,

presidente do Sincor-DF

“É louvável a iniciativa de reconhecer

o trabalho dos corretores de

seguros de todo o Brasil, que mostram

que a categoria é importante

e fundamental para que o mercado

de seguros atinja um novo patamar.”

Érico Mello,

presidente do Sincor-SE

“Esta é uma significativa mudança

para melhor no Prêmio,

porque é preciso valorizar os corretores

de seguros. O Sincor-SC sempre

trabalha pela valorização do

profissional corretor de seguros.”

Auri Bertelli,

presidente do Sincor-SC

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homenagem | Escola Nacional de Seguros

O seguro cresce na Escola

Fundamentar

a educação

financeira e

em seguros é a

meta da Escola,

que educa e

promove ações

sociais levando

à qualificação do

setor

A

história de centenas de corretores

de seguros passa pela Escola

Nacional de Seguros. Por isso, o

ano no qual a Revista Apólice

decide premiar o desempenho desses profissionais,

a Escola se destaca como um das

homenageadas do ano.

Fundada em 1971, a entidade chega

aos seus 45 anos de existência contribuindo

efetivamente em espalhar o conhecimento

sobre seguros, administração, além de

oferecer programas educacionais que dialogam

com outras instituições brasileiras

e do exterior.

Com sede no Rio de Janeiro, e mais 12

regionais, em 2016 a Escola ampliou as suas

instalações em São Paulo com intuito de estar

mais perto daqueles que querem aprender.

Para os locais que ainda não têm espaço

físico da instituição, o ensino a distância

conta com os mesmos métodos utilizados

nas aulas presenciais.

A responsabilidade social, portanto, está

presente no cotidiano da Escola Nacional de

Seguros por meio de seus cursos, mas, indo

um pouco além, outros projetos ampliam a

sua participação no fomento da cultura do

seguro junto a toda a sociedade.

Robert Bittar, presidente da Escola Nacional de Seguros, recebe homenagem pelos 45 anos da entidade,

❙❙dos diretores da Revista Apólice Kelly Lubiato e Francisco Pantoja

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homenagem | Clube Vida em Grupo - SP

35 anos de qualificação em

seguros de pessoas

Entidade é reconhecida por estimular o debate

sobre a cultura do seguro e a busca por

soluções para o mercado

Os 35 anos de existência do

Clube Vida em Grupo de

São Paulo – CVG-SP – são

marcados pela participação

no mercado de seguros com atividades

orientadas ao mercado segurador de pessoas,

saúde, odontológico, capitalização

e previdência complementar, como a

realização de cursos e palestras realizados

em encontros mensais, para debater

o mercado de Benefícios.

São 22 seguradoras filiadas, 3 resseguradoras,

2 corretoras e 3 empresas

prestadoras de serviços que, juntamente

com 1,5 mil sócios, ajudam a encontrar

soluções e promover o estudo técnico

sobre os desafios do mercado.

A relação que a entidade tem com os

demais players do setor vem do reconhecimento

das companhias que acompanham

o trabalho da entidade. Com isso,

o CVG-SP conquistou o credenciamento

pela Susep para promover a Certificação

Técnica de profissionais em 2005.

Os cursos ministrados na área de Benefícios

já atendeu milhares de profissionais,

formando-os e especializando-os.

Sem fins lucrativos, a arrecadação que a

entidade faz das associadas beneméritas

é revertida para a manutenção dessas

iniciativas de capacitação. Outra ação

que deverá se concretizar em breve, após

a reformulação do site da entidade, é a

plataforma de serviços, que contará com

inclusão de currículos e vagas para quem

busca colocação no mercado.

O CVG-SP também conta com diversas

parcerias, como com o Sindicato dos

Securitários desde 2002; convênio com

instituições de ensino como o Mackenzie,

oferecendo descontos em cursos de

graduação e pós-graduação.

A Revista Apólice homenageia o

Clube Vida em Grupo de São Paulo na

figura do atual presidente, Dilmo Bantim

Moreira, pelo empenho em estimular a

compreensão da importância da cultura

do seguro na sociedade e da incansável

proposta de trazer à tona o que precisa

ser discutido no mercado.

❙❙Dilmo Bantim Moreira, presidente do CVG-SP, e seus diretores recebem homenagem pelos 35 anos da entidade

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premiados

Leandro Dantas, Maurício Bandeiras (Executivo e Gerente de

Produtos Financeiros) e Maurício Masferrer (VP Riscos e

Seguros Corporativos) da Aon recebem o prêmio de

José Marcelino Risden, presidente da Berkley, pelo case

❙ ❙“Expansão do seguro de D&O”

❙ Hélio Kinoshita, presidente e Flavio Zopello (à direita) diretor

Alberto da Silva (presidente) e Francisco Sesquini Jr. (vice) do

❙❙Grupo Yba, pelo case ”Unificação de processos internos”

❙ comercial da Mitsui Sumitomo, entregam o troféu para Carlos

❙ Gustavo Toledo, diretor Comercial da Metlife, entrega

❙ ❙Corretora, pelo case “Crescimento vertical”

❙ o troféu para Aderbal Humberto Amaro, diretor da Áthina

❙ Gabriel Fernando Barbosa, diretor da Bonae Res, recebe o

❙ ❙pelo case “Soluções em seguros”

❙ troféu das mãos de Érico Melo, presidente do Sincor Alagoas,

❙ Cláudio Macedo, diretor comercial da CredRisk, recebe

❙ ❙Hollanda, presidente do CVG-RJ

❙ o prêmio pelo case “Parceria internacional” de Marcello de

Alvaro Angelo de Lima, presidente da GC do Brasil, recebe

o prêmio de Tércio Polli da Sompo Seguros, pelo case

❙ ❙“Plataforma de treinamento e desenvolvimento”

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Carlos Nardone, diretor da It’sSeg, recebe troféu pelo case

“Gestão integrada de saúde” das mãos de Paulo Lima,

❙❙diretor da Icatu Seguros

Rodrigo Protásio, CEO da JLT Re, recebe o troféu da diretora

redação da Revista Apólice, pelo case “Colocação

❙❙de riscos declináveis”

❙ Kijiro Fujii, da Kijiro Corretora, recebe o troféu pelo

❙ ❙superintendente Comercial da Bradesco Seguros

❙ case ”Longevidade do negócio” de Leonardo Freitas,

Leonardo Freitas entrega também o troféu para os diretores

da Madalozzo Corretora, Lucas, Alcides e Daniel Madalozzo,

❙❙pelo case “Aposta em especialistas”

Francisco Pantoja, diretor executivo da Revista Apólice,

entrega o prêmio para os diretores da Marsh, Eduardo

Marchiori, Eduardo Marques e Raul Nechar pelo case

❙ ❙“Excelência operacional”

Marcelo Blay, CEO da Minuto Seguros, recebe o troféu das

❙ mãos de Wilson Lima, diretor comercial regional SP da


❙ Sompo Seguros, pelo case “Treinamento para a qualidade”

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premiados

❙ Silas Kasahaya, diretor comercial da Icatu Seguros, entrega

❙ ❙Mister Liber Brasil, pelo case “Cobertura profissional”

❙ o troféu para Felipe Eduardo Rodrigues de Sousa, diretor da

❙ Diogo Arndt, vice-presidente da Rede Lojacorr, recebe o

❙ ❙superintendente comercial da Bradesco Seguros

❙ troféu pelo case “Expansão de negócios” de Leonardo Freitas,

❙ Osmar Bertacini, presidente da Associação Paulista

❙ ❙pelo case “Trabalho para vencer desafios”

de Técnicos de Seguros, entrega o prêmio para Denise

❙ Castrogiovane, da Sodexo e Ricardo Lopes, diretor da Propay

❙ Auri Berteli (terno cinza), presidente do Sincor SC, entrega

Ronaldo Paes Ferreira e Olcimar Zerbato da Rodobens

❙❙Corretora, pelo case “Ação nas revendedoras”

❙ o prêmio para Rogerio Pagotto, Vanessa de Oliveira, Carlos

❙ Dorival Alves de Souza, presidente do Sincor DF, entrega

❙ ❙Seguros, pelo case “Corretora cativa”

❙ o troféu para Jackson Prata, diretor da Terraço Corretora de

Marcio Correa, head of Client Management da Willis Towers

Watson, recebe o prêmio de José Marcelino Risden,

❙❙presidente da Berkley, pelo case “Uma nova marca”

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flashes

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flashes


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case premiado | Grupo Yba

Diretoria do Grupo Yba recebe o prêmio da Revista Apólice, com o case de Unificação de Processos Internos

Associação de corretores

Com o objetivo de se tornar referência

no setor, corretores de

seguros do interior paulista se

uniram para formar o Grupo

Yba. Estas empresas estão estrategicamente

posicionadas no estado de São

Paulo, que apresenta o maior PIB do País.

15 corretores fazem parte do Grupo,

que foi oficialmente fundado em 2013,

mas que há mais de 20 anos já fazia

parte do ideário do seu atual presidente,

Carlos Alberto da Silva, e do atual vice-

-presidente, Francisco Sesquini Junior.

Mesmo antes da fundação, as corretoras

de seguros atuavam em parceria.

Desta forma, foi possível unir a Abens

em Tupã, Centro Oeste em Presidente

Prudente, Precisa em Promissão, Karseg

em Avaré, Lemecor em Leme, Mogiana

em São Joaquim da Barra, Resseguros

em Marília, MS Solssia em Araraquara,

Valor em Ourinhos, Viotto em Franca,

Sesquini em Bauru, Atoprime em Fernandópolis,

Noiva da Colina em Piracicaba,

Santa Cruz em Santa Cruz do Rio

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Pardo, e MM em Igarapava. “Buscamos

fortalecer nossos vínculos, qualificar os

nossos processos e ampliar o relacionamento

comercial com os nossos públicos.

Acreditamos que o papel do corretor de

seguros, desempenhado com excelência,

contribui para a garantia do bem estar de

toda a sociedade”, afirma Carlos Alberto

da Silva, no site do Grupo. Em um cenário

de mercado promissor, é sempre importante

incentivar a união das corretoras

para promover o desenvolvimento sustentável,

com o objetivo de acompanhar

as tendências de crescimento econômico

e constante necessidade de aperfeiçoamento.

A consolidação do Grupo Yba

aconteceu em duas fases distintas. Primeiro,

onze corretores, indicadas pelos

parceiros seguradores que identificaram

as mesmas necessidades, fecharam um


acordo com missão, visão e valores

convergentes. Neste ponto se destacou o

perfil empreendedor dos envolvidos. “Os

quatro corretores que se juntaram posteriormente,

vieram ao Grupo e passaram

por diversas entrevistas e entendimento

do compromisso de se unir a um Grupo

já em andamento”, explica Silva. A opção

pelo interior de São Paulo veio de

uma estratégia de estar sob uma única

diretoria das seguradoras, o que fortalece

as negociações comerciais. “O mix de

carteira do Yba é bastante diversificado,

mas ainda tem a predominância do seguro

de automóvel individual”, conta Silva.

O foco no seguro de automóvel é natural

para a maioria das corretoras de seguros.

Há bastante tempo o veículo é o

sonho de consumo dos brasileiros

e a proteção deste bem já está

arraigada na sociedade.

Esta mentalidade

é ainda bastante forte

no interior do estado de

São Paulo, principalmente nas regiões

onde a agroindústria é forte e o Índice

de Desenvolvimento Humano é alto.

Para enfrentar a grave crise que o setor

de seguros de automóveis enfrentou em

2016, o Grupo Yba investiu no desenvolvimento

de processos, principalmente

daqueles que envolvem diretamente o

relacionamento com os clientes. “Buscamos

a aproximação com os consumidores

de diversas formas: seja por mensagem

de texto, e-mail, aplicativo, redes sociais

etc. Por outro lado, também investimos

em processos capazes de melhorar a

nossa performance e o resultado final

dos negócios”, esclarece o presidente.

Os sérios problemas do seguro de auto

❙ Corretoras de seguros


parceiras do Grupo Yba

ocupam todo o interior

❙ do estado de São Paulo

❙❙Escritório do Grupo Yba em Bauru (SP)

individual também foram sentidos no

auto-frota, pois houve uma significativa

queda das margens de lucro. Mesmo

assim, os prêmios emitidos pelo Grupo,

em 2016, devem alcançar crescimento

na ordem de 13,33%. Este valor esta

muito acima da média de crescimento do

mercado de seguros como um todo, que

deve ficar em torno dos 6,5%. Para 2017,

o Grupo Yba pretende focar seus esforços

em fortalecer ainda mais o apoio aos

corretores na promoção

do cross-seling, com o

intuito de impulsionar

as vendas de produtos

de benefícios e seguros

patrimoniais.

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case premiado | Minuto Seguros

Treinamento para qualidade

A

Minuto Seguros tem uma premissa:

o atendimento como

diferencial para atrair e manter

clientes. No entanto, a

empresa entende que o bom atendimento

precisa ser praticado todos os dias, por

todas as áreas. Somente desta forma

receberá a confiança necessária dos

clientes, que buscam por um parceiro

com credibilidade quando o assunto é

o seguro de um bem. Este foi o tema do

case premiado pelo “Prêmio Melhores do

Seguro – Corretoras”.

“Apesar de sermos uma corretora

online, aprendemos que os clientes não

fecham os negócios totalmente online. Em

100% das vendas de seguro de automóvel

que concretizamos até agora, tivemos a

participação fundamental de um consultor

de seguros, do elemento humano. O prêmio

é o reconhecimento deste trabalho”,

alega Marcelo Blay, CEO da empresa.

A corretora, que já investia em uma

área dedicada ao treinamento de seus

consultores, intensificou o feito entre o

final de 2015 e o início deste ano, quando

desenvolveu internamente 17 módulos

voltados ao atendimento, vendas, postura

em ligação com o segurado e cultura da

empresa. Os módulos apresentam conteúdo

lúdico, exemplos práticos, vídeos,

imagens e sons. “Optamos pela produção

de slides com empresas especializadas

em apresentações animadas”, comenta

o executivo. Na confecção do material, a

empresa pode refletir sobre seus valores,

sua essência e transportar estes princípios

para o discurso de vendas.

Para a elaboração dos módulos,

foram unificados os discursos de mais

de 150 consultores. A empresa também

agregou seu conhecimento específico de

seguros, produzindo um livro sobre o

tema. Desde então, os novos funcionários

passam por treinamentos assim que

chegam à companhia. Colaboradores

veteranos da equipe de vendas também

foram treinados. “Tivemos um ótimo

feedback de nossos colaboradores, que

puderam incorporar novas ferramentas

em seu repertório”, alega o CEO.

Foram buscadas ainda fontes de vendas

por telefone e pela internet – um desafio,

considerando que há pouca literatura

e referência nacional ou internacional

específicas sobre o assunto. A solução?

“Devorar” mais de seis livros correlatos

e agregar o conhecimento em seguros.

Um passo importante

Pela primeira vez desde a sua fundação,

há seis anos, a Minuto Seguros

contratou um grupo de pessoas sem experiência

em seguros. Para esta preparação,

lançou recentemente a Escola Minuto.

“Contratamos a Escola Nacional de

Seguros para ministrar módulos in company

de treinamento em seguros. Passaremos

nosso módulo de vendas, citado

anteriormente, além de aulas específicas

de seguro de automóvel dadas pessoalmente

por Manes Erlichman, sócio da

Minuto. É um belo desafio”, diz Blay.

Para os consultores experientes, a

corretora busca constantemente aprimorar

suas técnicas e conhecimento, além

do processo de coaching com empresas

especializadas.

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case premiado | CredRisk Seguros

Em pé, da esquerda para direita: Carolina Rodrigues, Wagner Justino, Ricardo Eminente, Antonio Delbianco, Claudio Macedo e

Eliana Batistella. Sentados, da esquerda para direita: Cristina Dias, Flavio Barros, Philip Krinker e Leiko Kusaba

Parceria internacional

A

CredRisk Seguros abriu recentemente

uma corretora de

seguro de crédito em Londres,

em parceria com três corretoras

europeias. A inauguração da empresa,

chamada Keystone Trade Credit, se deveu

à necessidade de atendimento adequado

ao perfil dos clientes, fato igualmente

verdadeiro para os parceiros que também

são empresas nacionais, com alto nível

de especialização e conhecimento de

seus mercados locais de atuação. Através

destes parceiros, a companhia busca dar

continuidade à qualidade dos serviços nos

outros locais em que seus clientes atuam.

“Focamos no atendimento ao segmento

industrial e comercial, o que inclui as

multinacionais brasileiras que possuem

escritórios e fábricas em diferentes países.

A necessidade de parcerias com empresas

estrangeiras nasceu como resposta à

demanda de nossos clientes”, explica o

diretor comercial, Claudio Macedo Pinto.

Para o executivo, o “Prêmio Melhores

do Seguro 2016 – Corretoras” não só

indica o reconhecimento pelo mercado

como motiva a corretora na busca pela

melhoria contínua. Entre os diferenciais

que permitiram a conquista, ele lista a

qualidade no atendimento – o que inclui

a agilidade na regulação e liquidação de

sinistros e o gerenciamento adequado dos

seguros e suas condições – e o investimento

na área de consultoria em Crédito

e Cobrança, hoje integrada à parte de

corretagem.

Vale destacar que a atuação local

também foi ampliada com a abertura da

CredRisk Marine, corretora voltada aos

seguros de transportes nacionais e internacionais.

A CredRisk Seguros acredita

na sinergia entre os ramos que tradicionalmente

atende e a área internacional

representada pelos seguros de transporte

internacional, importação, exportação e

demais ramos. “Nossa proposta de valor

é atuar no comércio internacional, onde

conseguimos trazer soluções para as

empresas desde a importação de uma

matéria prima até a venda, à prazo, onde

entra o nosso expertise no seguro de

crédito”, diz Macedo.

Panorama do mercado

O ano de 2016 foi especialmente

difícil para o seguro de crédito em razão

do panorama econômico como um todo.

A inadimplência crescente fez com que as

seguradoras se tornassem mais restritivas

quanto à concessão de limites de crédito

e que as taxas utilizadas para cálculo dos

prêmios tivessem ligeira piora, apresentando

patamares mais elevados.

Números recém-publicados a respeito

deste segmento indicam um

crescimento positivo. Entretanto, uma

análise mais criteriosa revela que, para

o segmento específico de atuação da

corretora, o crescimento foi praticamente

inexistente e a sinistralidade foi

crescente. Ainda assim, a CredRisk

Seguros conseguiu manter o ritmo de

evolução com um índice de renovação

próximo dos 95%.

Apesar das dificuldades, a companhia

demonstra otimismo quanto à 2017. Afinal,

em um ambiente econômico árduo, o

seguro de crédito representa proteção e

garantia para as empresas.

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case premiado | Kijiro Corretora de Seguros

Longevidade do negócio

Em tempos de crise e concorrência

acirrada, dar longevidade

ao negócio se torna uma tarefa

ainda mais complexa. A Kijiro

Corretora de Seguros, no entanto, prova

que é possível alcançar bons resultados

mesmo quando o cenário se mostra extremamente

desafiador. Por esta razão,

conquistou lugar de destaque no “Prêmio

Melhores do Seguro 2016 – Corretoras”.

Administrador da corretora, Kijiro

Fujii afirma que o reconhecimento só foi

possível graças ao envolvimento de todos

os colaboradores e parceiros. “Recebemos

o prêmio com honra. Ele é resultado

de muito trabalho, disciplina e dedicação

32

Nova fachada (acima)

e antiga fachada

(à direita) da Kijiro

Corretora de Seguros

na construção da reputação da empresa

e a ratificação do propósito de sermos

referência na prestação de serviços de

seguros”, argumenta.

Tornar um negócio longevo significa

fidelizar clientes. Presente em Mogi das

Cruzes e região desde 1998, a corretora

conta com uma carteira de quatro mil

segurados pessoas físicas e 250 pessoas

jurídicas. Mantê-la, porém, exige total

atenção e cuidados especiais. Conhecer

o público consumidor, atender as suas

demandas, estar constantemente em

contato com os segurados e fazer com


que permaneçam satisfeitos são fatores

indispensáveis neste sentido. “É necessário

estar sempre um passo à frente da

expectativa do cliente. Isso só é possível

inovando em produtos e serviços para

atender os desejos e as necessidades do

consumidor de maneira cada vez mais

surpreendente”, salienta o executivo.

Na busca pela inovação, a Kijiro

ampliou serviços e agora promove no

mínimo três produtos por cliente (entre

seguros de vida, residencial, saúde,

automóvel e previdência privada). Para

isso, selecionou poucas seguradoras do

mercado, mas com expertise em determinados

ramos. Um grande desafio, pois

algumas dessas companhias ainda não

aceitam produtos além do seguro auto,

o que obrigou a corretora a buscar por

outras seguradoras que atendessem a um

mesmo cliente.

A contribuição à comunidade nos

setores de esporte, cultura, meio ambiente

e responsabilidade social também entra

como uma estratégia neste processo.

“Percebe-se que a experiência de atendimento

é um fator chave para fidelizar

os consumidores. É preciso tratá-los

com zelo e empatia. O engajamento e a

motivação da equipe são fundamentais e

consistem no principal ponto de contato

entre a empresa e seu público-alvo”, declara

Fujii, pontuando ainda a oferta de

produtos e serviços de qualidade e com

preço justo.

Longevidade e fidelização:

qual o segredo?

A Kijiro acredita que a sobrevivência

do negócio está atrelada a pilares específicos.

Um deles é a sucessão empresarial,

processo já em andamento na corretora.

“Promover colaborador a sócio: concedemos

parte da sociedade a dois corretores

em 2010, oficializamos em contrato social

a cláusula de sucessão, onde o sócio majoritário

define a compra da cota através

do recebimento da indenização. Assim,

os familiares que não entendem de seguro

ficam fora da gestão”, explica Fujii.

Se destacam ainda o marketing e o

patrocínio nos principais eventos da cidade,

além da qualificação da equipe através

da atualização e do aperfeiçoamento e a

busca por novas formas de aprendizagem,

❙❙Kijiro Fujii ao lado dos diretores da Revista Apólice

que possibilitem o exercício da atividade

em sintonia com as exigências do mercado.

Também é necessário manter-se

competitivo com sistemas de Gestão

(Otimização).

Tão importante quanto reconhecer

habilidades e dificuldades é a capacidade

de administrar e gerir o negócio. Para

manter a estabilidade, um maior conhecimento

sobre ferramentas e técnicas de

gestão é necessário. Portanto, a empresa

continuará investindo na capacitação dos

gestores através de cursos e participações

em seminários e congressos.

Aberta a firmar novas parcerias

para otimizar e alavancar os negócios, a

corretora aposta na contratação de uma

empresa de marketing e publicidade para

estudar o mercado e obter processos

bem definidos. A ideia é que isso seja

feito com a padronização de documentos,

automatização de processos, atualização

de ferramentas e equipamentos. Entre

os planos futuros, estuda potencializar

formas de fidelizar os clientes por meio

de cartão de relacionamento moderno.

Solidez

Kijiro Fujii avalia que o crescimento

superior a 8% nos últimos 12 meses é

uma conquista, considerando a retração

do mercado. Com medidas otimizadas e

customizadas, ele garante que os resultados

da corretora avançarão ainda mais.

“Não basta contratar seguro. O produto

precisa ser mensurado de acordo com o

tamanho e o risco da Kijiro Corretora de

Seguros”, conclui.

33


case premiado | Mister Liber Corretora de Seguros

Cobertura profissional

Equipe da Mister Liber Corretora de Seguros presente no evento de premiação da Revista Apólice

Em 1994, os profissionais liberais

ganhavam mais representatividade

no mercado de seguros. A

corretora Mister Liber chegava

ao mercado para atender profissionais que

precisavam de apólices mais personalizadas

às suas necessidades, como médicos,

por exemplo, que não encontravam no

País seguros para seus honorários, erros

médicos ou majoração de membros

essenciais para o desempenho de suas

funções, incapacidade temporária, entre

outros. O fundador da empresa, Josusmar

Alves de Sousa, começou a desenvolver

esses produtos em 1984, em outras companhias

por onde passou, mas dez anos

depois foi o momento de dedicar sua

expertise em seu próprio negócio.

Ele lembra que, na época, o Brasil

não oferecia esses tipos de coberturas,

34

obrigando os clientes a procurarem esses

produtos em outros países. “No Brasil,

os produtos para profissionais liberais

chegaram com a Mister Liber. Hoje quase

todas as seguradoras oferecem, mas houve

bastante resistência para trazê-los ao

País. Temos muito orgulho de termos sido

pioneiros”, conta, referindo-se principalmente

ao seguro de Responsabilidade

Civil para cobertura de erros médicos.

“Demorou dez anos para que essas coberturas

fossem aceitas pelas companhias

daqui”, complementa.

2010 foi o ano em que a Mister Liber

passou de corretora única para ser um

grupo, após a aquisição de corretoras e

consultorias e da diversificação das áreas

de atuação.

O pioneirismo é, portanto, um case

de sucesso que a corretora desenvolve

há 22 anos, sendo agora reconhecido

pelo prêmio Melhores do Seguros – Especial

Corretoras. “Para mim, receber

o prêmio é o reconhecimento de todo o

nosso trabalho e empenho pelo mercado”,

comemora.

Já consagrada no mercado, a empresa

hoje tem uma matriz e duas filiais em

São Paulo, além de duas filiais no Rio

de Janeiro, uma em Salvador e traz nos

planos, além de Brasília, ultrapassar as

fronteiras brasileiras. “Estamos abrindo

uma filial em Miami e outra em Nova Iorque,

que já estão na fase de regularização

de documentação que deverão começar a

funcionar entre junho e julho de 2017”.

A venda consultiva também é parte

importante no desenvolvimento da corretora,

contando com o papel do Consultor

de Contas, profissional responsável por


fazer o planejamento, a organização e

a administração, representando o canal

direto entre o cliente e a estrutura de

atendimento da empresa.

Diferenciação e vida

Em um mercado que ainda tem tanto

para crescer, ao invés de pensar em concorrência

a Mister Liber resolveu investir

em educação. A começar por sua equipe,

que recebe treinamento e especialização

nos serviços e produtos oferecidos pela

corretora aos profissionais liberais. Além

disso, há o Programa Mentor, que oferece

diretrizes a corretores que vêm de todos

os cantos do país participar, aprender e

desenvolver suas habilidades para o setor.

“O corretor precisa ter desprendimento,

parar de pensar nos colegas de profissão

como ameaça, concorrência. Para crescer,

todas as pessoas precisam de um

mentor e é isso que oferecemos com esse

programa”, afirma Josusmar.

O conhecimento adquirido como

membro do MDRT – Million Dollar

Round Table, uma associação global

voltada para profissionais financeiros

que agrega mais de 500 companhias em

❙❙Momento de entrega do troféu

❙❙Josusmar Alves de Sousa representando o País em Congresso Internacional

70 países, intensificou o trabalho do corretor

em trazer para o País as novidades

pujantes do mercado. “Muito do nosso

sucesso se deve ao fato de ser membro do

MDRT, que possui esse selo de qualidade

mundial”, afirma. Isso porque a entidade é

rigorosa e reconhecida internacionalmente

por contar com membros com qualidade

profissional excepcional tanto nos ramos

financeiros quanto do seguro de vida.

Para o futuro, a corretora deverá

investir ainda mais nos seguros de Vida,

principal foco tanto na venda quanto no

ensino. “Vender vida ainda é um tabu no

Brasil, é preciso dar educação e qualificação

para o corretor conseguir vender

esse seguro”, aposta. Uma vez por mês,

a corretora promove esse encontro para

corretores iniciantes e também aqueles

que já têm experiência, mas precisam

aprimorar suas técnicas e conhecimentos.

Ele adianta que muitas novidades estão

chegando no País e que isso deverá movimentar

esse mercado, como é o caso de

um seguro voltado aos portadores do mal

de Alzheimer, que entrega a indenização

caso o segurado seja diagnosticado com a

doença. “O mercado de Vida representa

apenas 0,12% do PIB, o que é quase nada,

é preciso mudar isso”, ressalta o corretor.

Essa disseminação da modalidade

deverá vir em palestras e soluções que

serão trazidas pela Mister Liber em parceria

com uma grande seguradora, que

contará com palestra e discussões sobre

o que existe em outros países e que pode

ser aplicado por aqui.

“Nós procuramos ajudar não somente

quem colabora conosco, mas o mercado,

o pequeno corretor, destacando a

Mister Liber dentro dessa indústria. Essa

é parte da filosofia da nossa corretora”,

finaliza Josusmar.

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case premiado | Rodobens Corretora de Seguros

Ação nas revendedoras

O

cenário restrito de oportunidades

de seguros para

automóveis novos, principalmente

caminhões, não

intimidou a Rodobens Corretora de Seguros.

A empresa, que atua fortemente no

setor de veículos comerciais, obteve uma

produção de Auto/RE de R$ 162 milhões

em 2015, com participação histórica de

caminhões – que representaram 72%

desse volume.

Destaque com o case “Ação nas

revendedoras” no Prêmio Melhores do

Seguro 2016 – Corretoras, a companhia

atribui o reconhecimento a dois fatores:

“entendemos que a conquista tem um

forte componente quantitativo, pois registramos

crescimento de dois dígitos em

nossa produção de frotas em 2015/2016; e

qualitativo, com a percepção de seguradoras

e mercado da mudança de atitude

e foco por parte da equipe da Rodobens

em relação a esse segmento, antes trabalhado

de forma menos intensa do que nos

últimos meses”, pontua o diretor Carlos

Ronaldo Paes Ferreira.

Para chegar até aqui, foi estabelecido

um pipeline de vendas, que concentrou

❙❙Carlos Ronaldo Paes Ferreira

❙❙Portaria da sede da Rodobens, em São José do Rio Preto/SP

diversas ações comerciais nas revendas

próprias e parceiras. Entre as iniciativas

implementadas estão a recuperação

de clientes não renovados em anos

anteriores, abordagens a empresas que

deixaram de fechar seguros de frota em

outras oportunidades, além da oferta de

produtos de outros ramos para segurados

da própria carteira

Como fator adicional, para motivação

das equipes comerciais envolvidas

– tanto da própria corretora quanto das

revendas próprias e parceiras –, foram

implementadas campanhas de incentivo/

reconhecimento, com o pagamento de

valores adicionais no caso de fechamento

de novas operações de frotas e/ou outros

ramos.

Como em todo e qualquer processo

inédito, a empresa esbarrou em alguns

entraves: o principal deles, segundo Ferreira,

foi o desafio cultural. “Ao propor e

implementar um novo modelo de atuação,

a equipe comercial passou a sair das revendas

próprias e parceiras para ir a campo

visitar clientes e prospects e buscar

oportunidades de seguros em ramos onde

operávamos de forma pontual”, revela.

Com a implantação do pipeline de

vendas, que prioriza um relacionamento

mais próximo e efetivo com a base de

clientes, a produção nos ramos selecionados

vem superando o patamar de 15%

em 2015/2016.

O diretor destaca ainda o crescente

interesse e a consistente contribuição

por parte de toda equipe comercial, que

“comprou” este novo e necessário modelo

de atuação.

A empresa já sinaliza que as novidades

não devem parar por aí. “Os próximos

passos estão relacionados ao maior

conhecimento e especialização da equipe

comercial e técnica, via treinamento nos

ramos de seguro que pretendemos intensificar

nossa atuação, para trabalharmos

cada vez melhor na identificação de

oportunidades e busca de alternativas na

base de clientes da Rodobens”, conclui

Ferreira.

36


case premiado | Madalozzo Corretora de Seguros

Aposta em especialistas

Cada ramo de seguro possui suas

particularidades e é importante

que eles sejam atendidos por um

especialista, não mais pela figura

de corretores generalistas. O formato

organizacional da Madalozzo Corretora

de Seguros possibilita um atendimento

com foco de cada setor em sua respectiva

área, comandadas por diretores especialistas

nos seguros de riscos elementares,

benefícios (vida, saúde e odontológico)

e frota de veículos. “Nossos primeiros

especialistas vieram do mercado segurador.

Convidamos diretores, gerentes e

especialistas de seguradoras para desenvolver

os departamentos”, revela Lucas

Madalozzo, diretor da companhia.

Os especialistas e as equipes atendem

todas as demandas referentes ao

seu produto. Ao surgir uma solicitação,

o departamento inicia o atendimento

e realiza visitas, define o desenho da

proposta e a negocia junto à seguradora

e ao cliente. Após o fechamento, ficam

responsáveis pela gestão da conta durante

toda a vigência, sempre em conjunto com

o Departamento de Sinistros. “Sabendo

que possuem o apoio dos especialistas e

demais departamentos operacionais, os

corretores podem se concentrar na prospecção

de negócios”, garante o executivo.

Após a adoção deste modelo, a carteira

(antes concentrada no ramo de automóveis)

foi diversificada. Considerada

o principal motivo para que a corretora

mantivesse bons resultados em meio à

crise econômica, a aposta ainda

traz a expectativa de que a Madalozzo

encerre o ano com 35%

de acréscimo em receita ante

ao período anterior. “Também

temos grande convicção de que

nos próximos anos o mix de

produtos não será apenas um

diferencial, mas sim questão de

sobrevivência”, aposta Lucas.

Desafios e expansão

O investimento inicial foi destinado

aos profissionais e à adequação de novos

fluxos de atendimento, que substituiu a

antiga cultura de cada corretor acionar

diretamente a seguradora para mobilizar

os especialistas. “Agora, os comerciais

entendem que o papel dos especialistas é

ofertar o melhor para o cliente, expondo

os pontos positivos e negativos de cada

seguradora para identificar o que se

encaixa melhor para a necessidade do

consumidor”, salienta Daniel Madalozzo,

também diretor da corretora.

Há 84 anos no mercado, hoje a Madalozzo

é comandada pela quarta geração

da família que, além de concentrar os

esforços nos especialistas, investe na

expansão da corretora. Entre 2015 e 2016

foram abertas cinco novas filiais (situadas

no Paraná e em Santa Catarina), totalizando

nove unidades que atendem todo

o território nacional.

“Certamente, foi um grande prestígio

sermos reconhecidos pelo Prêmio

❙❙Daniel e Lucas Madalozzo

Melhores do Seguro 2016 – Corretoras.

É o que realmente buscamos. Nossa expansão

está no início e o prêmio mostrou

que estamos no caminho certo”, diz ele,

destacando que 2017 será um ano de

aperfeiçoamento e de enraizamento nas

últimas cidades, onde a empresa investirá

na equipe atual e manterá os olhos abertos

para oportunidades do mercado. “A

expansão faz parte da nossa rotina, mas

precisa ser feita com qualidade”, reforça.

Segundo Daniel, a estratégia da

corretora difere do modelo de parcerias

e associações de corretores vistas no mercado.

Os investimentos são direcionados

em estrutura e força comercial própria,

fiéis a uma única marca e objetivos, com

gestão centralizada que mostra ganho em

eficiência operacional, evita anti-seleção

de negócios, facilita o cross-selling de

produtos e permite que a Madalozzo

continue investindo na qualidade dos

serviços prestados ao cliente.

❙❙Matriz em Ponta Grossa/PR

❙❙Filial em Curitiba/PR

37


especial riscos diversos | clima

Desastres naturais aumentam

busca por seguro

Apenas em 2015, 198 catástrofes ocorreram no mundo. À medida

que a frequência dos eventos climáticos se intensifica, a procura

por coberturas vinculadas à natureza tende a aumentar

A

natureza demonstra sinais

cada vez mais claros de desgaste,

com eventos climáticos

que deixam grandes rastros

de destruição por onde passam. Considerado

um dos cinco mais mortais e

mais caros em escala mundial, o furacão

Katrina trouxe ventos de até 250

quilômetros por hora, somando 1,8 mil

mortos e um milhão de desabrigados em

Nova Orleans, costa leste dos Estados

Unidos, em 2005. Tido também como

o pior desastre natural da história dos

norte-americanos, registrou prejuízos

estimados em US$ 150 bilhões tanto às

propriedades privadas quanto à infraestrutura

pública.

O mais recente aconteceu em outubro

passado, no Haiti, em que mais de mil

vidas foram perdidas com a passagem

do furacão Matthew. Com milhares de

casas, plantações e pequenas criações

de gado destruídas, além da ausência

de comida e água potável, o local ainda

foi castigado pela cólera. Em seis dias, a

Organização Mundial da Saúde (OMS)

38

Lívia Sousa

contabilizou 200 casos suspeitos da doença

no sudoeste do país. A Organização

das Nações Unidas (ONU) classifica o

evento como a pior crise humanitária no

país desde o terremoto de 2010, quando

220 mil pessoas morreram.

À medida que a frequência dos eventos

climáticos se intensifica, a procura

pelas coberturas vinculadas aos eventos

da natureza tende a aumentar. No entanto,

ainda está aquém do necessário. Segundo

o estudo sigma 1/2016, realizado pela

Swiss Re, apenas em 2015 ocorreram um

total de 198 catástrofes naturais no mundo,

que representaram perdas econômicas

de cerca de US$ 80 bilhões. Somente US$

28 bilhões (35%) estavam seguradas.

Já no primeiro semestre deste ano, o

valor total das perdas econômicas mundiais

apuradas pelo levantamento foi de

US$ 71 bilhões, das quais US$ 31 bilhões

(44%) estavam seguradas. Isso representa

um aumento de 38% em relação ao mesmo

período de 2015. Só as catástrofes

naturais representaram um valor US$ 68

bilhões (em comparação a US$ 46 bilhões

no mesmo período de 2015). Os US$ 3

bilhões restantes foram resultantes de

desastres provocados pelo homem.

Riscos diversos

Nestes casos, um seguro de riscos

diversos, que busca atender necessidades

específicas de cobertura não encontradas

nos ramos tradicionais de seguros, pode

funcionar bem. Este tipo de produto

oferece várias modalidades e coberturas

para os riscos de perdas e danos materiais

decorrentes de causa externa, exceto

aqueles expressamente excluídos.

“As apólices cobrem danos materiais

e de lucro cessante para todos esses

eventos de catástrofes naturais, como

furacões, tornados, terremotos, tsunamis

e alagamentos, entre outros, em diferentes

classes de negócio: Property (tanto

para residências quanto para edificações

comerciais ou industriais), Marine

(embarcações, transportes), Energy (incluindo

onshore ou offshore), Riscos de

Engenharia etc.”, pontua Bruno Freire,

CEO da resseguradora local Austral Re.

Por conta do acúmulo de riscos afetados

pelo mesmo evento, as seguradoras

expostas compram grandes contratos de

resseguro para diluir as perdas. O grande

furacão nos Estados Unidos e no Caribe,

o Matthew, tem perdas seguradas totais

estimadas em mais de US$ 8 bilhões.


❙❙Bruno Freire, da Austral Re

Eventos anteriores, como o Katrina,

tiveram perdas ainda maiores. “Países

mais desenvolvidos tendem a ter uma

penetração de seguros maior para essas

perdas, enquanto países mais pobres,

como o Haiti, têm um percentual mínimo

desses prejuízos segurados”, acrescenta.

Brasil não está ileso

Embora não esteja exposto a este

tipo de catástrofe, o Brasil abriga outros

eventos climáticos que, apesar de menos

divulgados que os terremotos, também

causam grandes perdas econômicas e

humanas. Um deles é a seca, que afeta

principalmente a atividade agrícola. As

exportações de café, por exemplo, caíram

90% entre setembro de 2015 e o mesmo

mês de 2016 em razão da seca que afetou

a produção por dois anos. Assim, a indústria

se viu obrigada a demitir transportadores,

processadores e armazenadores.

Igualmente afetado foi o cultivo de

milho safrinha no estado de Goiás, em

maio deste ano. Apesar de aumentar

a área plantada em aproximadamente

12% (o equivalente a 100 mil hectares a

mais), a expectativa inicial de produção

foi reduzida de nove milhões de toneladas

para cinco milhões e a estimativa de

produtividade, de 6,5 mil para cerca de

4,9 mil quilos por hectare.

Vendavais e ciclones também são

riscos reais por aqui, especialmente na

região Sul. O maior deles atingiu Santa

Catarina em março de 2004, sendo

batizado inclusive como o primeiro

furacão brasileiro, após se transformar

em um ciclone tropical intenso. Foram

27,5 mil desalojados, quase 36 mil casas

danificadas, 518 feridos e 11 mortos. 14

municípios decretaram estado de calamidade

pública e os prejuízos chegaram a

aproximadamente R$ 1 bilhão.

Há de se considerar ainda as inundações,

os desmoronamentos, os deslizamentos

de terra e as enchentes, todos

causados por tempestades. “Um seguro

de riscos diversos também pode ser contratado

para enchentes”, pontua a gerente

de Riscos da Terra Brasis Resseguros,

Tatiana Bianco.

O problema é que, em algumas das

áreas mais expostas a esses riscos, como

as próximas de rios, a penetração de

seguros com essas coberturas é baixa.

“Infelizmente, grande parte destes eventos

poderia ter cobertura de vários tipos

de seguro, entre eles de riscos diversos e

de riscos ambientais, mas não tem”, diz

a executiva.

Em parte, as seguradoras têm receio

de oferecê-las e, em outras vezes, os

próprios segurados não estão dispostos

a pagar o preço. Programas de resseguro

bem estruturados, e mesmo seguros

paramétricos, podem ser uma solução

para a melhor alternativa de cobertura.

No entanto, o diretor P&C e Specialties

da Swiss Re Corporate Solutions, Silvio

Steinberg, diz que o principal propósito

de longo prazo é contribuir para que a sociedade

se torne cada vez mais resiliente

a catástrofes naturais.

❙❙Silvio Steinberg, da Swiss Re

❙❙Tatiana Bianco, da Terra Brasis

“Temos o desafio de encontrar

maneiras de obter maior penetração do

seguro, para garantir que as perdas decorrentes

de eventos inesperados estejam

seguradas”, afirma ele, que no geral vê um

aumento na consciência de que o Brasil

não está imune aos riscos da natureza

e, com isso, boas perspectivas para o

crescimento dos seguros patrimoniais

no País (a carteira de riscos diversos

também faz parte dos chamados seguros

patrimoniais).

Em termos de prêmios, os economistas

da companhia estimam que a carteira

de seguros patrimoniais, que totalizou R$

15,8 bilhões em prêmios subscritos em

2015, poderá quase dobrar de tamanho

até 2020, alcançando R$ 27,7 bilhões.

Já Bruno Freire, da Austral Re, aponta

para outro problema: muitas das áreas

mais afetadas são carentes e com menos

condição financeira de comprar seguro.

Neste caso, a solução estaria nos governos

(estados, municípios, por exemplo) comprarem

uma cobertura ou uma distribuição

mais massificada por afinidade.

Maquinários e equipamentos

No caso dos equipamentos, o seguro

de riscos diversos garante o objeto

segurado contra qualquer dano de causa

externa, incluindo danos da natureza.

“Os riscos catastróficos estariam contemplados

no produto, cabendo apenas

em alguns casos negociações específicas.

Este tipo de proteção pode ser contratada

por equipamento ou para um grupo de

39


clima

Eduardo Figueiredo,

❙❙da Willis Towers Watson

equipamentos”, explica Eduardo Figueiredo,

Property & Casualty Director da

Willis Towers Watson.

Nos seguros oferecidos por algumas

companhias, especificamente para

equipamentos de uso de construção,

industrial e agrícola, são garantidos os

danos decorrentes de eventos climáticos

como vendaval, furacão e alagamento. A

exceção fica por conta dos equipamentos

estacionários. Em termos de resseguro,

quando o montante de prejuízos excede

a prioridade da seguradora, é acionada

a cobertura de resseguro por catástrofe.

Dados da Superintendência de Seguros

Privados (Susep) sobre este tipo de

proteção indicam que, de 2014 até agora,

a carteira registrou uma sinistralidade de

28%. “Entendemos que é uma carteira de

pouca influência no mercado segurador

como um todo, com tendência de manutenção

deste status”, diz o executivo, defendendo

que este nicho seja trabalhado

de forma específica, com foco, buscando

soluções diferenciadas para cada segmento

de mercado.

Otimismo

Com os eventos climáticos ganhando

cada vez mais força também no Brasil,

surge a dúvida: será que os setores de

seguros e resseguros terão capital suficiente

para absorver todas essas perdas

em alguns anos?

Os executivos apontam para um futuro

promissor. Tatiana Bianco, da Terra

Brasis, assegura que há, sim, fundo suficiente,

pois além de contar com um forte

mercado segurador e ressegurador local,

o País detém uma grande capacidade

internacional. Já Bruno Freire, da Austral

Re, não só compartilha da opinião

como alega que hoje existe um excesso

de capital no mercado de resseguros.

Entretanto, o ponto crucial é conseguir

uma maior distribuição do produto para

mais pessoas estarem protegidas.

“As seguradoras e as resseguradoras

têm que focar em aumentar a distribuição

dos produtos em associação com os

governos, principalmente nas áreas mais

necessitadas. Porém, esse tipo de associação

público-privada é sempre complicada

de se colocar em prática”, lembra.

Eduardo Figueiredo, da Willis Towers

Watson, aponta que o mercado de

seguros baseia-se no mutualismo e em

avaliações estatísticas de longo prazo,

tentando prever a recorrência de eventos

desta natureza e que, por esta razão,

seja possível absorver as perdas futuras.

“Estes estudos servem de base para a

determinação de capacidade e lastro para

suportar tais eventos”, diz.

Há ainda situações diferenciadas

não naturais, difíceis de serem previstas,

que podem causar danos catastróficos ao

mercado de seguros, como foi o caso do

atentado às Torres Gêmeas, em setembro

de 2001. “Mesmo nestes casos, o mercado

mostrou resiliência suficiente para manter-

-se operando”, conclui Figueiredo.

Riscos diversos também no entretenimento

As coberturas para Riscos Diversos

também são válidas para o setor de

entretenimento, considerando as linhas

de Eventos e Filmagem. Em eventos,

as coberturas podem ser contratadas

desde para um casamento até um

grande festival. Já na parte de filmagem,

abrangem desde comerciais para

TV até a filmagem contratada por uma

produtora de Holywood. “Neste setor,

o mercado praticamente só contratava

coberturas de Responsabilidade Civil e,

às vezes, Acidentes Pessoais”, recorda

Juliana Santos, responsável pela

carteira de Entretenimento da Chubb.

A seguradora passou a oferecer

um clausulado com coberturas para

Riscos Diversos, contemplando tanto

eventos quanto filmagens. Assim, os

equipamentos também passaram a ser

cobertos. “Ao contrário do que muitos

imaginam, as apólices de Responsabilidade

Civil não protegem equipamentos,

ainda que sejam de terceiros”, frisa.

A cobertura para equipamentos

também beneficiou a área de filmagens,

pois as produtoras costumam utilizar

instrumentos caros, sejam próprios ou

de terceiros. Os riscos variam, considerando

que as filmagens envolvem cenas

externas e por vezes em ambientes

desfavoráveis. Nesse segmento, outro

risco coberto por este tipo de seguro

é o possível prejuízo por regravação de

cenas em função da ausência repentina

de um ator por questões de acidente,

doença ou morte.

Entretanto, o cancelamento de um

evento representa o risco mais severo,

pois o prejuízo envolveria praticamente

todos os gastos com a realização do

projeto (cachê, locomoção, hospedagem,

aluguel do palco, funcionários,

contratação de terceiros, investimentos

em publicidade, entre outros itens). “O

acontecimento, que pode significar a

falência da empresa responsável pelo

evento, admite cobertura de uma apólice

de Riscos Diversos”, afirma Juliana.

40


41


especial riscos diversos | produtos

Saindo de cena

Quando um produto

não sai conforme o

planejado, um seguro

de recall ajuda as

empresas a minimizar

suas perdas, diminuir

os transtornos

causados aos clientes

e gerenciar os danos

à sua reputação

42

Amanda Cruz

Na Índia, em 2015, a gigante

do ramo alimentício Nestlé

precisou incinerar 400 milhões

de pacotes de macarrão

instantâneo que estavam contaminados

por metais tóxicos. 27 mil toneladas do

produto foram retiradas das prateleiras

e também das mãos de distribuidores e

consumidores. O custo da operação de

recall ficou em torno de US$ 50 milhões

e durou meses até a conclusão de todo o

processo.

Em 2016, foi a vez de outra gigante

ser manchada: a Samsung passou não

apenas por um, mas dois processos de

recall. O primeiro por causa do Galaxy

Note 7, lançado no início de agosto deste

ano e descontinuado em outubro, após a

impossibilidade de deter os prejuízos.

Os aparelhos pegavam fogo ao serem

colocados para recarregar e a companhia

precisou fazer um recall de 2,5 milhões

de unidades. Esse foi o pior recall de

smartphones de todos os tempos e, segundo

estimativas da Reuters, pode ter

custado à Samsung cerca de US$ 17 bilhões,

incluindo também o que a empresa

deixou de vender.

O que a companhia não esperava é

que o smartphone que a fez perder cerca

de US$ 26 bilhões em valor de mercado,

de acordo com a consultoria Factset, não

seria sua única preocupação. Ela anuncia

agora um novo recall de 2,8 milhões de

máquinas de lavar, depois que mais de

700 pessoas afirmaram que os aparelhos

explodiram. Esse caso afetou 34 modelos

diferentes de equipamentos que

foram vendidos entre 2011 e 2016. Até

o fechamento dessa edição, ainda não

havia estimativa de quanto esse novo caso

deverá custar à sul-coreana.

Fernando Paes, diretor da divisão

grandes riscos especiais do Grupo Liber-


❙❙Fernando Paes, da Liberty

ty – LIU – explica que essas ocorrências

acabam acontecendo não por falta de cuidado,

mas porque há um longo caminho

entre os testes feitos por quem idealiza

o produto até maneira como ele será

usado pelos clientes. O desenvolvimento

de um produto é feito em laboratório,

em ambiente controlado, dentro do qual

é realizada uma série de testes, expondo

seu produto a um grupo de pessoas

previamente selecionadas. São consumidores

de diferentes costumes, classes

sociais, nível de escolaridade etc. Ou seja,

a maior diversidade possível. “A partir do

momento que esse produto é colocado à

venda no mercado, a companhia perde

esse controle e o produto passa a estar

sujeito a ainda mais diferentes condições

de uso, de percepção, de exposição, de

cuidados e de manutenção. Esse ambiente

controlado é um dos fatores que leva à

perda segurada pelo produto de recall”,

ensina o executivo.

O tangível e o intangível se misturam

quando o assunto é Responsabilidade

Civil Produtos e/ou recall. A operação

pode ser assegurada de duas maneiras:

dentro da apólice de Responsabilidade

Civil ou em uma apólice do tipo stand

alone. Essa segunda, mais elaborada,

requer um pouco mais de atenção na hora

de fechar os pormenores das coberturas.

Já a mais simples é uma velha conhecida

dos corretores, especialmente aqueles que

fecham mais seguros de RC, e geralmente

tomam de 10% a 20% da cobertura básica.

É o que explica Marcio Guerrero,

presidente da Comissão de Responsabilidade

Civil da Fenseg. “Dentro desse

produto existem coberturas que protegem

a reputação. Não há uma indenização

fixa desse custo, porque é difícil colocar

um preço nele, mas existem cláusulas de

perdas financeiras, lucros cessantes etc.

Já nas apólices específicas de recall, isso

pode ser mais bem desenhado”, afirma.

A cobertura acessória, sublimite, é bem

mais restrita.

O seguro de recall cobre os custos

para a retirada do produto, custo do produto

e os danos causados. “No Brasil, é

um seguro recente e com baixa adesão

por parte das empresas, apesar de disponível

para os mais diversos ramos.

Mesmo quando é procurado, a decisão

de compra enfrenta uma barreira grande”,

afirma Anderson Romani, diretor

administrativo de especialidades da JLT

Brasil Seguros. O executivo afirma que

acredita no crescimento da carteira, especialmente

pela repercussão dos casos

que vêm acontecendo ao redor do mundo

e sendo divulgados. Além disso, a probabilidade

é de que com o tempo o seguro

fique mais completo.

Há seguro para todo mundo, mas a

tendência é tão forte que há seguradoras

que já fazem a especialização do nicho,

como é o caso da AIG, que disponibiliza

ao mercado brasileiro o seguro Produtos

Contaminados desde 2009, com grandes

empresas nacionais e internacionais do

segmento como clientes. “O seguro ampara

custos de comunicação em âmbito

mundial e conta com a ajuda de consultores

especializados para isso. A perda

de receita do segurado, que pode ser um

dos maiores prejuízos após um evento de

recolhimento, também pode ser amparada

pela apólice”, afirma Camila Santos,

gerente de Seguros de Responsabilidade

Civil da companhia.

O caso do macarrão na Índia ainda

não foi suficiente para impactar o ramo

alimentício brasileiro que, mesmo observando

estes problemas, tem poucas

empresas contratantes no País. “Hoje,

temos também o recall para o setor automotivo,

mas nem esse produto é muito

comprado”, lamenta Romani.

A preocupação se estende por toda a

cadeia. É verdade que há a possibilidade

de contratação de coberturas que cubram

terceiros, especialmente se a indústria

faz seu produto final para que outros

o utilizem como parte de sua linha de

produção. “Sendo assim, a empresa pode

contratar o seguro para o produto que ela

está fabricando e vendendo com uma cobertura

de RC para terceiros, abrangendo

eventuais perdas que possam ser causadas

pelo seu produto utilizado”, explica Paes.

Isso reforça a segurança, mas cada integrante

da cadeia produtiva deve ter sua

própria apólice, porque os riscos de cada

atividade são específicos.

Antes que seja tarde

Bom gerenciamento de riscos e plano

de contingência eficiente. Essas são as

duas respostas para que uma empresa

seja bem aceita no seguro de recall, seja

dentro do RC ou em uma apólice específica.

A contratação, portanto, está muito

mais ligada ao preparo e à percepção

de necessidade das empresas do que ao

seu segmento de atuação ou tamanho

da empresa. Pois, ao contrário do que

muitos imaginam, esse produto não é

direcionado para empresas de grande

porte, embora elas sejam, atualmente, a

maioria entre os segurados. “A maior procura

é por empresas de grande porte, com

alto controle de qualidade e certificações

internacionais. Porém, já observamos

que os pequenos e médios empresários

também se preocupam com a garantia de

um seguro para a continuidade de seus

negócios”, afirma Camila.

“A empresa, para ser atendida, não

❙❙Marcio Guerrero, da Fenseg

43


produtos

precisa ser uma multinacional. Pode ser

uma empresa local que, por um conceito

interno, chega à conclusão de que precisa

ter esse seguro para atender eventuais

problemas que possa ter com a venda

ou entrega do seu produto”. O tamanho

pode ser importante para a quantificação

do risco, já que uma empresa de porte

maior com distribuição nacional, e até

mundial, significa, provavelmente, um

risco de perdas maiores.

Isso mostra que não é só o valor

da apólice que conta. “Costumo dizer

que de nada adianta uma apólice de R$

10 milhões para a cobertura. Há danos

causados à imagem do produto que, para

recuperá-los, seria necessário investimento

na ordem de centenas de milhões e

quase nenhuma empresa do mercado tem

essa disponibilidade em caixa. Portanto,

não ter seguro para reputação, recall e

imagem é certamente um suicídio anunciado.

Nenhuma empresa está longe de

falhas, inclusive empresas que possuem

marcas consagradas como Samsung,

Nestlé, BRF etc.”, enfatiza o executivo da

JLT, Romani. O motivo para esse alerta

é que todo o processo do recall é caro: o

anúncio para a retirada, os custos do produto,

mas o dano à imagem e à reputação

pode levar à falência empresas ou linhas

de produtos. “Por incrível que pareça, as

empresas não perdem o sono com isso.

A maioria ainda compra seguro como

faziam há 30 anos”, completa.

O impacto à reputação pode ser

devastador. Um caso em que o seguro

❙❙Anderson Romani, da JLT Brasil Seguros

44

“Hoje, diversos canais

de mídia podem acabar

com a reputação de

qualquer empresa ou

produto em pouco

tempo. As empresas se

preocupam com alguns

riscos, mas esquecem

que esses riscos

mudaram. Elas precisam

pensar esses novos

riscos, principalmente

os de imagem. Essa

deveria ser a apólice

número um das

empresas atuais”

Anderson Romani

certamente seria negado, mas que mostra

muito bem como as empresas podem se

comprometer, é o da Volkswagen, ocorrido

em 2015. A empresa, que foi denunciada

por adulterar resultado da emissão

de poluentes dos seus modelos a diesel,

assumiu a fraude, com seu presidente

nos EUA, Michael Hom, tendo afirmado

categoricamente que “estragamos tudo.

Nossa empresa foi desonesta”. Esse dolo

não teria seguro porque os próprios

diretores e demais participantes da alta

cúpula da montadora sabiam e compactuaram

com o ocorrido, excluindo qualquer

cobertura que pudesse ter sido feita. Seria

diferente de um dolo cometido apenas por

funcionários, conforme lembra Guerrero.

“É claro que esse é um exemplo, mas que

sabemos também que empresas como a

Volkswagen devem ter um autosseguro

que não dependem exclusivamente de

uma apólice. Mas é uma empresa de

longa relação com o mercado segurador

e ressegurador. Nas apólices de RC Geral,

por exemplo, o ato do dolo cometido pelo

empregado é coberto, mas o do gestor não

é”, comenta.

Sendo tão essencial, porque a penetração

ainda é tão baixa? Se grandes

empresas erram feio, porque as menores

acreditam que estão isentas de passar

por algum problema sério que com-

❙❙Camila Santos, da Aig

prometa a sua atividade? É nisso que

as companhias vêm trabalhando. Tanto

seguradores quanto corretores precisam

conhecer o que estão fazendo. Quando a

cobertura é parte do RC, mais simples, o

conhecimento é quase geral, mas quando

a apólice é específica fica mais fácil de

errar e o dano pode ser maior. Além disso,

muitas companhias do mercado sugerem

confidencialidade na contratação do recall.

“Normalmente é algo tratado com a

diretoria e os responsáveis do marketing.

É restrito dentro da própria empresa.

Isso serve para evitar que o gerente de

produção ou de controle, ou ainda outro

funcionário, acabe relaxando em seus

deveres por saber que se um sinistro

ocorrer a empresa estará coberta pelo

seguro”, alerta Guerrero.

O seguro de RC, recall, danos à reputação

ou qualquer outro que caminhe

nesse sentido de proteção é flexível, cheio

de análises e de detalhes que podem

fazer a diferença em momentos críticos.

É a certeza de uma empresa de que um

infortúnio não será sua derrocada. Romani

reforça também que, nos dias atuais,

deveria ser impensável não contratar esse

tipo de produto, especialmente nas pequenas

empresas. “Hoje, diversos canais de

mídia podem acabar com a reputação de

qualquer empresa ou produto em pouco

tempo. As empresas se preocupam com

alguns riscos, mas esquecem que esses

riscos mudaram. Elas precisam pensar

esses novos riscos, principalmente os de

imagem. Essa deveria ser a apólice número

um das empresas atuais”, opina.


especial riscos diversos | óleo e gás

Otimismo sedimentado

A onda de retomada

chega ao mercado

de petróleo e

seguradores

e corretores

especializados no

setor se preparam

para ajudar a

impulsionar a carteira

Amanda Cruz

A

companhia petroleira francesa

Total dispõe de US$ 1

bilhão para investir no Brasil

e fará isso a partir de 2017

no campo de Libra, a maior reserva do

pré-sal brasileiro, a 183 km da costa do

Rio de Janeiro. Essa é apenas uma das

notícias que trazem à tona a ideia de

que o petróleo voltou a ser uma aposta

garantida da economia brasileira. De

janeiro a setembro de 2016, o montante

em prêmios de seguros no setor de riscos

de petróleo foi de R$ 295 milhões, bem

abaixo do mesmo período de 2015, que

contou com R$ 448 milhões, de acordo

com dados da Susep. Se o setor ficou

combalido em meio às crises políticas e

econômicas, agora ele volta a recuperar

espaço, ainda que essas questões não

estejam resolvidas.

Tanto é que a Petrobrás voltou a ser a

segunda maior empresa com maior valor

de mercado na Bolsa de Valores brasileira

em outubro deste ano. Os números podem

ser ainda oscilantes, mas já denunciam a

expectativa da volta do petróleo como um

ator de destaque no cenário econômico.

Com isso, o mercado de seguros

também reanima o interesse pela carteira

de Óleo e Gás, que estava apagada. As

mudanças na legislação, como a retirada

da obrigatoriedade da estatal brasileira de

participar ativamente da operação em todos

os campos de exploração, devem abrir

as portas petrolíferas para o mercado

internacional. Não apenas a Total, citada

45


óleo e gás

anteriormente, aposta alto nesse setor no

Brasil. “A última rodada realizada, a 13ª,

foi um fracasso. As áreas eram ruins, de

pouca atratividade para os players de fora.

A expectativa é que em 2017 as rodadas

sejam melhores, em locais melhores e

os grandes players voltem ao Brasil com

mais apetite”, afirma Julio Costa, sócio e

líder em seguro e resseguro do Tauil &

Chequer Advogados, escritório que dá

assessoria para diversas empresas ligadas

ao suporte de serviços da Petrobrás.

Segundo ele, outras grandes companhias

também já cobram da estatal brasileira

maiores parcerias nos próximos leilões.

Complexidade

A questão-chave para o desenvolvimento

dessa carteira no mercado de

seguros é a mesma que atinge diversas

outras áreas: a complexidade da operação

aliada à necessidade especialização. Um

produto que se propõem a ser abrangente

acaba por se tornar restrito aos poucos

players de seguros gabaritados a oferecê-

-lo. As equipes de gerenciamento de

riscos e subscrição são cruciais para uma

apólice alinhada. “Essa é uma carteira

com riscos que não têm muita frequência

de sinistros, mas quando eles acontecem

são severos”, analisa Enilson Guerra,

diretor da Galcorr.

“Os seguros de riscos de petróleo

são bem abrangentes, vão desde a construção

dos equipamentos e plataformas

até a fase operacional, seja de exploração

ou produção propriamente dita, no mar –

offshore - ou em terra - sondas onshore”,

conforme simplifica Sidney Cezarino,

diretor de Property, Riscos de Engenharia

e Energy da Tokio Marine.

São diferentes apólices para as diferentes

fases do negócio. Algumas coberturas

podem ser inseridas no produto de

óleo e gás, principalmente aquelas ligadas

aos riscos operacionais, mas outras

precisam ser contratadas à parte. “Por

exemplo, para a construção de navios e

plataformas há uma apólice que se chama

builders risk, com o clausulado Welcar*.

Ela cobre desde o transporte dos equipamentos,

do material a ser implantado,

utilizado na construção do navio ou da

plataforma, e termina no momento em

que eles vão para o mar”, conta Guerra.

A Responsabilidade Civil para

terceiros também pode ser incluída na

apólice, cobrindo danos que essas construções

possam causar a outras pessoas.

“Em termos de ativos, como refinarias,

frotas de tratamento de gás, você tem

um seguro chamado de riscos de petróleo,

que oferece cobertura all risks para

toda a existência e operação da planta”,

completa o executivo da Galcorr. Essa

apólice pode sanar questão como a de

lucros cessantes, por exemplo, caso a refinaria

sofra algum acidente que paralise

suas atividades.

Além dos riscos tradicionais, também

são contratadas apólices específicas

do setor, como aquelas que garantem

proteção em operações conhecidas como

Energy Package, que incluem a cobertura

para riscos de sondagem, exploração,

perfuração, construção e controle de

poço, conforme explica o líder da prática

de Energy & Mining da Marsh no Brasil,

Wellington Zanardi. “Uma particularidade

interessante é que no caso de óleo e

gás é comum termos investimentos com

participação de mais de uma empresa

no mesmo risco, o que torna possível

contratar seguros separados de acordo

com o interesse da empresa em projetos

ou ativos”, conta.

Como advogado que conhece o clausulado,

Costa faz uma ressalva ao que diz

respeito às modalidades de contratação.

“Os editais e licitações estão focados na

questão de desempenho, das garantias

financeiras, de produção. Mas essa [óleo e

Circular Susep 470/2013

Art. 4º Incluem-se nos riscos de

petróleo as coberturas de responsabilidade

civil, à base de ocorrência ou

reclamação, e as perdas financeiras

vinculadas a eventos relacionados

com as atividades descritas no Art. 3º

desta Circular

gás] é uma apólice sofisticada, que precisa

de mais. É necessário que seguradores e

corretores tenham assessorias que possam

fazer análises de contratos, tipos de

cláusulas etc”, comenta.

Outro ponto importante que está

ganhando a atenção dos seguradores

é a contratação do RC Ambiental. A

apólice padrão de óleo e gás pode conter

apenas cobertura para poluição súbita,

decorrente de acidentes e com origem

imprevistas. Para o que é decorrente da

própria atividade, a apólice é a específica.

“As coberturas são bem amplas e existem

para cada faixa de processo. Saindo o

petróleo da refinaria, há ainda outros

produtos de seguro como o transporte

marítimo, nacional, internacional, cabotagem,

ou seja, o que for necessário de

acordo com o modal que será utilizado”,

observa o executivo da Galcorr.

O clausulado de seguros brasileiro

para esse produto, semelhante ao que é

executado em outros países, não conta

com nenhuma obrigatoriedade de contratação

de produtos estabelecida pela

*Welcar

Estabelecida em 2001, esse clausulado de apólice prevê o custeamento de

reparação ou substituição do que é segurado após danos físicos provocados por

fatores externos durante a vigência da apólice. Ela não cobre, entretanto, peças

danificadas ou defeituosas por conta de falhas internas da própria peça, mas sim

de seu material ou design.

46

❙❙Sidney Cezarino, da Tokio Marine


Provável duração das reservas de Petróleo

No Brasil, a produção aumentou em relação a 2014. Enquanto isso, pesquisas

e descobertas de novas possibilidades de exploração e reservas ficou

praticamente estagnada. Fechando a conta, apesar de ter crescido no mundo,

a longevidade do recurso, por aqui, diminuiu.

Veja os números aproximados para a duração do recurso nos próximos se

novos locais de exploração não forem descobertos:

Reservas Produção Barris/dia Duração/anos

Mundo 1700 bilhões 91,7 milhões 50

Arábia Saudita 266,6 bilhões 12 milhões 60

❙❙Wellington Zanardi. da Marsh

Susep. O que existe é uma circular –

470/2013 – que dá as diretrizes sobre

o que deve ser contratado. O mercado

acaba sendo regulado pela complexidade

e magnitude dos riscos que envolvem o

setor, assim como pela concorrência.

A responsabilidade dessas contratações

de seguros fica por conta do dono do

ativo, de quem possui a plataforma que

irá explorar o petróleo, mesmo que essa

plataforma seja locada para a Petrobrás.

Já o seguro de controle do poço explorado

é contratado pelo concessionário que

entrou e venceu o leilão e as licitações

da Agência Nacional do Petróleo – ANP.

Renovação e futuro

O que pausou o mercado foi o receio

de que os problemas mais graves de confiança

acertassem em cheio as operações.

Agora, o momento é estratégico. Assim

como aqueles que continuaram apostando

nas ações da estatal quando ela estava em

baixa agora recebem os lucros, os players

do mercado que voltarem a enxergar o

potencial do setor a tempo deverão surfar

nas boas ondas que se formam agora. A

Marsh, por exemplo, conversa com importantes

clientes e operadores do setor

e, conforme afirma Zanardi, o otimismo

deles é perceptível, especialmente com a

não obrigatoriedade de participação da

Petrobrás. “Grande parte das empresas

que atuam no setor já acredita em um

cenário geral mais otimista, se compararmos

com os últimos dois anos. Com

relação aos seguros, continuamos a ter

Brasil 13 bilhões 2,5 milhões 14

❙❙Julio Costa, da Tauil & Chequer

grande volume de capacidade disponível

e um cenário competitivo em relação

às condições de coberturas, franquias

e, principalmente, custos”, enfatiza o

executivo.

Assim sendo, as plataformas podem,

finalmente, voltar a navegar em águas

um pouco mais calmas. Mas por quanto

tempo isso será sustentável? Muito se fala

em novas energias e algumas seguradoras

já estão ampliando seus portfólios para

abraçar recursos renováveis. Ou seja,

energia eólica, solar, combustíveis menos

poluentes etc estão batendo à porta, mas

ainda não se caracterizam como uma

ameaça real à necessidade que o mundo

tem hoje quando o assunto é petróleo.

Advogado da Tauil & Chequer, Julio

Costa afirma que um esboço de competição

esteja se desenhando, mas o respiro

é grande. “A verdade é que ainda é um

mercado que durará por, pelo menos,

mais 20 ou 30 anos e a sobrevivência

dele vai demandar mais esforço do setor

para pensar em custos de produção e

outros aspectos que permitam que ele se

mantenha competitivo”, aposta.

A Arábia Saudita, um dos maiores

produtores do mundo, quer diversificar

suas operações para além do petróleo,

pois sabe que esse é um recurso finito.

Se as reservas mundiais continuarem

como estão segundo os danos da Agência

Nacional do Petróleo – ANP -, com 1,7

trilhão de barris de petróleo, e for mantida

a produção diária, segundo dados do

mesmo órgão, de 91,7 milhões de barris

por dia, a cota de petróleo no mundo dará

para, aproximadamente, mais 50 anos.

Em 2014, a conta da reserva fecharia

em 40 anos. Apesar desse aumento de

longevidade, o recurso é finito e deverá

ser substituído, enquanto os impactos ao

meio ambiente também devem ser levados

em consideração.

Cezarino, da Tokio Marine, ressalta

a importância do petróleo como fonte

de energia. “Principalmente porque

está disponível na natureza, precisando

apenas ser extraído”, afirma. Para ele, é

preciso se preparar para o futuro e pensar

em formas responsáveis de extração,

minimizando os riscos ao meio ambiente

e se preparando para quando esse recurso

se esgotar. “Acredito que ainda temos

muitos anos para usufruir do petróleo e

de seus derivados”.

47


especial riscos diversos | estabelecimentos

Um olhar mais atento

ao produto

Além de amparar

pequenas, médias e

grandes empresas

em caso de

desabamento e

desmoronamento,

riscos diversos tem

relação direta com

a expansão da

construção civil no

Brasil

Lívia Sousa

Há várias modalidades de seguros

agrupadas no ramo de riscos

diversos, como cobertura

compreensiva para objetos de

arte, deterioração de mercadorias em ambientes

frigorificados, inundação e alagamento.

Cada uma delas possui condições

especiais, critérios específicos de taxação

e determinado número de riscos cobertos.

A indenização, por parte da seguradora, é

garantida em função da ocorrência de um

dos riscos previstos nas apólices.

Entre as modalidades regulamentadas

no ramo também estão o desabamento

e o desmoronamento, que contabilizam

inúmeros casos em pequenos e, principalmente,

grandes estabelecimentos. “As

apólices de riscos diversos são disponibilizadas

quando o mercado não encontra

em seu portfólio um produto específico

para a comercialização”, explica Claudio

Rotava, administrador da Certa Corretora

de Seguros. Hoje, o seguro de desmoronamento

também é comercializado em

apólices de grandes riscos empresariais,

facultativos e compreensivos.

Devido ao fato de o mercado não

possuir apetite para esta cobertura em

48

pequenos negócios, este tipo de produto

também é tratado como seguro de grandes

riscos. “Ele possui baixa aceitação

junto ao mercado segurador. As seguradoras

não aceitam com frequência este

tipo de seguro principalmente porque os

produtos compreensivos englobam em

suas apólices boa parte das coberturas

encontradas no ramo de riscos diversos”,

diz Rotava, acrescentando que nos

seguros vultuosos é possível identificar a

colocação de coberturas mais específicas,

como a de desmoronamento. Porém, a

atuação de corretores especializados

pode contribuir para a comercialização

da proteção.

Estabelecimentos de pequeno

porte

As grandes empresas conhecem bem

seus riscos e não deixam de contar com

um seguro. Entre os pequenos empresários,

a conscientização da importância

de se ter um seguro vem melhorando ao

longo do tempo. No entanto, uma quantidade

significativa não está preparada para

suportar ou não estaria amparada em caso

de eventual ocorrência. Em novembro

de 2015, por exemplo, um depósito foi

destruído e duas empresas tiveram grandes

prejuízos após um desmoronamento

causado pelas chuvas em Campo Mourão,

no Paraná. O estoque de outra empresa

também deslizou e caiu sobre um caminhão

estacionado no estabelecimento

vizinho. Felizmente, não houve feridos.

Quatro anos antes, uma pizzaria

localizada em Mairiporã, na Grande São

❙❙Claudio Rotava, da Certa Corretora


❙❙Tulio Carvalho, da BB e Mapfre

Paulo, foi atingida por um deslizamento

de terra após um barranco próximo ao

estabelecimento desmoronar e provocar

a queda de uma parede. Diferentemente

do anterior, o incidente deixou uma

vítima fatal.

Estes são somente dois dos inúmeros

casos registrados no País. O superintendente

executivo de Massificados do

Grupo Segurador Banco do Brasil e

Mapfre, Tulio Carvalho, estima que em

torno de 70% das pequenas e médias

empresas ainda operam sem a realização

do seguro. “Muitos desses empresários

acreditam que as ocorrências não acontecerão

com suas empresas, mas recebemos

médias e grandes ocorrências diariamente

que, infelizmente, não têm a condição da

indenização, do amparo do seguro. Dificilmente

esse empresário conseguiria, de

fato, manter seu negócio, porque muitas

vezes ele emprega todo o seu capital na

empresa e, em caso de algum sinistro,

existe a perda total do patrimônio”, afirma.

No caso específico dos desmoronamentos,

os empresários que contratam

o produto são amparados pela visita de

peritos no local do incidente (em alguns

casos, até mesmo junto da Defesa Civil),

que fazem uma avaliação técnica da

possibilidade ou não de reconstrução

do imóvel, dependendo da gravidade e

da situação. Caso a reconstrução seja

possível, verifica-se o valor e o custo para

sua realização. Caso não, calcula-se o

custo das perdas financeiras e o custo de

reconstrução com as devidas adequações

da estrutura. Apurado o custo, o cliente

é indenizado.

Assim como em qualquer tipo de

seguro, para contratar esta apólice é

necessária a avaliação e a subscrição do

risco, em que são consideradas a condição

do imóvel, da atividade, o local em que

o estabelecimento se encontra e se ele

está exposto a riscos. Aceitos todos os

requisitos, é feita uma inspeção no local.

Se o imóvel não apresentar problemas,

é aceito pela seguradora. “Não há uma

regra padrão porque vai depender do caso

e da solicitação, mas geralmente funciona

desta maneira”, resume Carvalho.

Construção e equipamentos

No ramo de construção, os riscos diversos

tem relação direta com a expansão

da construção civil no Brasil. Em 2013,

ocorreu o melhor momento do setor de

venda e locação de equipamentos para

construção, cenário fomentado pela

necessidade de estrutura e obras de mobilidade

urbana para a Copa do Mundo

e as Olimpíadas, realizadas em 2014 e

2016, respectivamente.

Em contrapartida, o atual cenário

político econômico é delicado, com situações

que geram recessão no setor de

infraestrutura. Construtoras com ritmo

desacelerado, equipamentos fora da

operação e a alta sinistralidade acendem

a luz amarela para as seguradoras que

operam com o segmento. Entretanto,

considerando a diversidade dos tipos de

equipamentos existentes, trata-se de um

mercado extremamente importante.

“Ele sofre influência da situação

econômica do País, mas é muito antigo

e conta com forte investimento dos

fabricantes de equipamentos, tanto da

linha verde, ligados à agricultura em

geral, quanto da linha amarela, ligados

às obras e construções”, declara Alexandre

Jardim, consultor em Property e

Responsabilidade Civil da Aon Brasil.

“Mundialmente falando, o mercado de

seguro para equipamentos é muito grande

e possui know how milenar e muito criativo

em apresentar soluções diferenciadas

com apetite para determinados riscos”,

completa o executivo.

Nestes setores, o seguro visa atender

principalmente as empresas que possuem

❙❙Alexandre Jardim, da Aon Brasil

frotas de equipamentos, seja para usar em

seu próprio negócio ou para locação, e

ainda os grandes fomentadores financeiros

como bancos, fabricantes e cooperativas.

Obrigações contratuais com agentes

financeiros, minimização do impacto

financeiro de caixa por conta dos elevados

valores de alguns equipamentos em

caso de sinistro, além da reposição rápida

do bem em caso de grandes sinistros, são

algumas das razões para que o produto

seja contratado.

Uma gama de coberturas podem

ser contratadas – das mais simples, que

garantem os danos sofridos pelos equipamentos

em decorrência das operações

em terra ou água, até danos causados a

terceiros, passando por perda de receita

quando se trata de empresa de locação.

Porém, Jardim considera mais comum

a contratação do seguro que garanta a

reposição dos equipamentos, seja por um

acidente como colisão ou tombamento

ou até mesmo incêndio, roubo e danos

elétricos.

Para os equipamentos de baixa complexidade

e valor, há uma demanda que

é absorvida pela maioria dos corretores

com os produtos de “prateleiras” de algumas

seguradoras. “Mas quando falamos

de grandes frotas de equipamentos agrícolas

ou do setor de Construção Civil/

Montagem de Equipamentos, são poucos

os corretores e seguradoras que conseguem

tramitar de forma estruturada, com

conhecimento e foco em buscar soluções

sob medida para cada caso”, finaliza.

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comunicação e expressão

por J. B. Oliveira*

Juizeco e Chefete...

A estes dois termos recorreu recentemente o presidente

do Senado – e do Congresso Nacional – Renan

Calheiros, para referir-se ao juiz federal de primeiro

grau Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara do Distrito

Federal, e ao ministro da justiça Alexandre de

Morais. A resposta política ao pronunciamento veio

de duas fontes. O presidente da Associação dos Juízes

Federais Roberto Veloso retrucou: “É inaceitável que

numa democracia haja esse tipo de tratamento entre os

membros dos poderes. Da mesma maneira que um senador

é membro do Poder Legislativo, um juiz é membro

do Poder Judiciário. Devem se respeitar mutuamente; é

isso que esperamos do presidente do Senado Federal. E

a ministra Carmen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal

Federal, arrematou: “Todas as vezes que um juiz

é agredido, eu e cada um de nós juízes é (sic) agredido

e não há a menor necessidade de, numa convivência

democrática, viva e harmônica, haver qualquer tipo de

questionamento que não seja nos estreitos limites da

constitucionalidade e da legalidade. ”

Já paramos um bocadinho aqui para explicar esse

termo que aí está entre parênteses. Sic é um vocábulo

latino que significa “assim” e é usado para deixar claro

que se procedeu a uma citação textual, ao pé da letra,

de algo que pode ser incorreto, não recomendável ou

duvidoso. No caso presente, a concordância verbal

usada por Sua Excelência não primou por sua excelência

gramatical! A flexão deveria ser somos! Por

duas razões: a primeira e mais singela é que o verbo

se refere a um sujeito composto: eu e cada um de nós

juízes. Logo, por se tratar de mais de um sujeito, o

verbo vai obrigatoriamente para o plural. Em segundo

lugar, pela “hierarquia dos pronomes pessoais do caso

reto” (é, na gramática também existe essa ordem...).

A presença do pronome eu leva sempre o verbo para

a primeira pessoa do plural: “tu (segunda pessoa),

nosso filho (terceira pessoa) e eu (primeira pessoa)

constituímos uma família”. A razão é que, estando o

pronome eu junto a qualquer outro do caso reto, ele

leva à utilização do pronome pessoal do caso reto, na

primeira pessoa do plural: nós!

Embora seja advogado, vou me restringir ao aspecto

gramatical da questão, uma vez que os tais vocábulos

causaram estranheza...

Renan Calheiros usou o Grau Diminutivo do

Substantivo em sua fala. Se estão lembrados da matéria

– estudada em Morfologia, na parte de Flexões do

Substantivo – o grau pode ser normal, aumentativo ou

diminutivo (é assim: diminutivo e não diminuitivo, como

já tive o desprazer de ouvir mais de uma vez...). Pois bem,

esse tal diminutivo pode ser analítico – quando formado

com a ajuda de um adjetivo – ou sintético – pela junção

dos sufixos inho ou zinho. Então, no primeiro caso, as

expressões seriam juiz pequeno e chefe pequeno. No

segundo, na forma analítica, seriam juizinho e chefinho

ou chefezinho...

Porém..., ao lado dessas formas populares, há as

eruditas, formadas com sufixos mais raros e incomuns.

Entre eles eco (jornaleco, livreco) e ete (ramalhete, palacete).

Foi desses que o senador se valeu para, do alto

de sua imponente cadeira de chefe do Poder Legislativo,

expressar sua pouca consideração aos dois outros Poderes

da República, definidos no artigo 2º da Constituição

como “Independentes e harmônicos entre si”!

O interessante, é que o diminutivo nem sempre tem

sentido pejorativo, negativo! Ocorre que especialmente

nós, brasileiros, usamos muito a chamada linguagem

afetiva, em que o diminutivo expressa carinho, afeto,

afago. É o que ocorre quando falamos benzinho, amorzinho,

amoreco. Esse carinho está presente até mesmo

em palavras como neguinho, pretinho, baixinho, pixote...

Essa mania de aplicar o diminutivo acaba gerando

atropelos à sisuda Gramática que, por exemplo, nos

ensina que o Advérbio – palavra que modifica o Verbo

– é invariável. Para indicar uma distância, deveríamos

usar o adverbio longe, ou perto e pronto. Em relação a

tempo cronológico, cedo e basta. Mas é comum dizermos

pertinho, longinho, cedinho...

Em casos extremos, já ouvi, no Rio de Janeiro –

imaginem – o diminutivo do pronome pessoal do caso

reto: elazinha, elezinho, euzinho... E aqui no interior

de nosso estado, em Itapetininga, colhi o exemplo do

diminutivo do gerúndio! “Hoje está chovendinho”! e

“Aí, hein? namorandinho!”

Agora, cá entre nós, certamente não foi nesse sentido

de ternura que Renan Calheiros manejou os referidos

diminutivos... Pelo menos em relação àqueles dois representantes

da trilogia republicana brasileira!

* J. B. Oliveira é Consultor de Empresas, Professor Universitário, Advogado e Jornalista.

É Autor do livro “Falar Bem é Bem Fácil”, e membro da Academia Cristã de Letras

www.jboliveira.com.br – jboliveira@jbo.com.br

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