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Revista Curinga Edição 18

Revista Laboratorial do Curso de Graduação em Jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto.

A valsa dos astros Foi

A valsa dos astros Foi com os gregos que os apontamentos astronômicos tomaram rumos sofisticados. Em sua cultura, foi concebida a primeira compilação das estrelas e medições mais precisas do percurso de corpos celestes. O catálogo estelar foi elaborado no Almagesto (séc. 2 d.C.), uma obra de arte do acervo científico mundial de valor único para a teoria geocêntrica, em que a Terra estaria no centro do Universo. Sua autoria é de Cláudio Ptolomeu, cientista grego que frequentemente mesclava tons de ciência e misticismo numa coisa só. Era apaixonado pelos céus e chegou a afirmar que ao seguir, a seu bel prazer, rumo à densa multidão das estrelas, os pés deixavam de tocar a Terra. Perdido na grandeza teatral do Universo, bem como as sondas do Voyager. A teoria geocêntrica foi aceita e repercutida durante 14 séculos, até ser completamente refutada pelas teorias de Copérnico (séc. 16) e Galileu (séc. 17). Equipamentos que suportam esse tipo de viagem, brutal em duração, distância e condições, tiveram uma longa linhagem de desenvolvimento tecnológico, partindo de linguagens simples como a da luneta. Saltando no tempo conforme os estudos seguiam com expectativas e alguns prejuízos, Galileu foi um dos pioneiros a se aventurar na contemplação do céu noturno por meio de um dispositivo óptico. Em 2012, a sonda Voyager I adentrou o espaço interestelar, até então nunca visitado. Sua sondairmã tem como expectativa alcançar a mesma zona desconhecida para enriquecer as pesquisas. Estimase que os sinais continuarão a se comunicar com a base da Nasa até meados de 2030, quando o contato provavelmente estará perdido. Uma questão de sorte ou de tempo? Uma porção de cada, quem sabe. Buscamos incessantemente compreender do que fazemos parte, da maneira mais competente que nossos recursos conseguem atender. O que pode acontecer em cem anos? Quantas são as formas de estar vivo? Em quantos mundos? Estamos sozinhos? Como o tempo nos rege? A curiosidade, ingrediente principal da imaginação, estimula diretamente nossos questionamentos enquanto espécie e sujeito. Em fevereiro de 2015, a Voyager 1 marcava a distância de 19,5 bilhões de km da Terra, de onde era senão um “pálido ponto azul”, como definiu o célebre cientista Carl Sagan na época. Quem é o homem na colcha de retalhos do Universo? Com a engenharia refinada que originou o telescópio, Galileu pôde ver as irregulares crateras da Lua, os numerosos satélites de Júpiter, as manchas solares e as fases de Vênus. O telescópio veio a se popularizar ainda mais através de Isaac Newton, também no século 17, a cabeça por trás da Lei da Gravitação Universal. Nela, está descrita a teoria mecânica celeste: todo corpo se atrai. Segue a dança de todas as coisas, harmoniosa e orquestrando com grandezas.

Entender o movimento dos astros é percorrer o entendimento do homem entre uma infinita sequência de possibilidades. “Existem estrelas que, se colocadas no lugar do Sol, iriam quase até a órbita de Saturno”, conta o estudante de Estatística Bruno Fernandes, integrante do projeto “O Céu ao Alcance de Todos”, do IFMG de Ouro Preto. Curioso pelo espaço desde criança, Bruno idealiza que “seria incrível que, como pessoas, crescêssemos à medida que observamos a maravilhosa máquina do Universo”. Touro com ascendente em câncer Todo planeta do Sistema Solar representa algo dentro de nós. Em cada mapa astral, o Sol, que é o centro do Sistema Solar, representa quem nós somos, ou seja, nosso signo. Aquela constelação que aparece ao leste do mapa é o seu ascendente. É ele que vai mostrar sua atitude diante da vida e das pessoas. A posição da Lua naquela hora vai representar a energia que você carrega, seu estado de humor. Uma “fotografia” do céu no momento do nascimento não basta. É preciso uma gama de cálculos matemáticos para se chegar a quem a pessoa é e estará propensa a ser daqui para frente. Pode-se dizer que, apesar de trabalhar com interpretações simbólicas, é com régua, compasso e bastante história que cada um de nós consegue saber quais astros nos influenciam durante todo o nosso tempo na Terra. A astróloga Thaíse Rodrigues explica que a astrologia tem relação direta com o tempo, porém, sempre voltada para a pessoa. Um exemplo, segundo ela, é o da Progressão. “Dá para ver a tendência da vida de uma pessoa. Desde bebê, adolescente, jovem, adulto, velho”, esclarece. Como afirma Thaíse, essa área de estudos ajuda a lidar melhor com dificuldades e a aceitá-las, uma vez que ela é muito mais usada, na prática, como autoconhecimento. Com um mapa astral, pode-se fazer um estudo mais elaborado sobre si mesmo. Existem clientes que fazem mapas, levam até o psicólogo e discutem aquilo que foi revelado durante a consulta com o astrólogo. Durante a análise, o paciente reflete sobre metas, posturas e disciplinas. É possível perceber o quanto a ligação da astrologia com a psicologia é forte. O psicólogo Luiz Duarte afirma que estudos mais sistemáticos sobre o assunto, como os do psiquiatra e psicólogo Jung, comprovam a existência de uma sincronicidade entre a vida humana e o posicionamento dos astros. “Como a astrologia é representada por meio de símbolos e mitologias, assim como a nossa vida intrapsíquica, a leitura de mapas astrológicos torna visível essa relação, desnudando aspectos da personalidade da pessoa”. Luiz explica que essa sincronicidade permite leituras do funcionamento inconsciente do indivíduo. Por trabalhar com símbolos, a interpretação dos astros costuma não ser muito bem recebida por algumas pessoas. “Para grande parte dos psicólogos, a astrologia é vista como perda de tempo, como se a pessoa quisesse enganar-se para achar respostas prontas e se desresponsabilizar da própria vida, dizendo que tudo é culpa do destino”, afirma Luiz. Como conta a jornalista Cláudia Rocha, libriana e paulista, existe bullying entre os signos. “Tem gente que realmente deixa de conhecer alguém legal por causa do signo e faz todo o mapa astral da pessoa antes de três encontros. Além disso, culpa os signos pelas atitudes dela.” Ela ainda completa que algumas características podem ser relacionadas a cada signo, porém todo ser humano é único, e, por isso, seu mapa astral não deve ser feito a esmo, pois é um assunto sério. “Hoje em dia, as pessoas levam a sério até demais, comprometendo a sanidade e a convivência social, fechando-se em mundinhos em que apenas existem os signos ‘aceitáveis’ por elas.”

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