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5 months ago

Revista Curinga Edição 18

Revista Laboratorial do Curso de Graduação em Jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto.

Especulando sobre as

Especulando sobre as consequências que poderiam ser acarretadas pelo retorno ao passado ou ida ao futuro, pesquisadores propõem hipóteses denominadas “paradoxos” – contradições lógicas associadas à ideia de viagem no tempo. Veja abaixo um resumo dos mais utilizados e citados pela ficção: Paradoxo dos Gêmeos: dois gêmeos hipotéticos, um deles fica em casa, na Terra, enquanto o outro viaja ao espaço em um foguete ultrarrápido. Quando os gêmeos se reúnem, o gêmeo que viajou está mais novo que seu irmão. Paradoxo Ontológico: quando um item, pessoa ou informação é mandado de volta ao tempo, criando um loop infinito em que não há origem discernível para o objeto. Acontece na série “O Exterminador do Futuro”. Paradoxo da Predestinação: ocorre quando as ações de um viajante do tempo causam o evento que ele estava tentando evitar, criando um loop de causalidade. Ocorre no filme “A Máquina do Tempo”. Paradoxo de Polchinski: uma bola de bilhar entra por um buraco de minhoca e sai no passado, a tempo de colidir consigo mesma e impedir que ela entre no portal. Ocorre de forma semelhante no filme “Interestelar”. Gato de Schrödinger: um gato é colocado numa caixa lacrada junto com um frasco de veneno. Enquanto a caixa não for aberta, é impossível saber o estado do animal – então, de acordo com a Física Quântica, ele estaria vivo e morto ao mesmo tempo. A provocação foi sugerida pelo físico Erwin Schrödinger para discutir a observação de feixes de elétrons.

Sociedade alternativa vida. O conceito de viagem no tempo através de meios tecnológicos foi popularizado pela primeira vez no romance de H. G. Wells, “A Máquina do Tempo” (1895). Em geral, as narrativas de viagem no tempo estão focadas nas consequências de viajar para o passado ou futuro. A premissa central para as jornadas no tempo envolve, muitas vezes, a alteração da História, intencionalmente ou por acidente, e como ela cria um presente alternativo para o viajante quando ele retorna ao seu tempo. Algumas narrativas focam apenas nos paradoxos , consequências e cronogramas paralelos causados pela modificação do tempo, sem demonstrar a viagem em si. Essas histórias, muitas vezes, fornecem algum tipo de comentário social, permitindo que a ficção científica aborde questões contemporâneas de forma simbólica e metafórica. A ficção há muito empresta uma ideia de “outro mundo” de mitos e lendas. Céu, Inferno, Olimpo e Valhalla, o mundo dos heróis nórdicos, são todos “universos alternativos”, diferentes da dimensão material. O conceito de universos distintos também se coloca no quadro da mecânica quântica, como encontrado em “O Jardim de caminhos que se bifurcam”, conto de Jorge Luis Borges publicado anteriormente à hipótese do multiverso. Na história, o tempo é um labirinto e as coisas acontecem paralelamente, de formas infinitamente ramificadas. Há muitos exemplos em que os autores criaram explicitamente dimensões espaciais adicionais para suas personagens transitarem, viajando a universos paralelos. No seriado Doctor Who (no ar desde 1963), o protagonista é capaz de viajar pelo espaço-tempo. Douglas Adams, no último livro da série “O Guia do Mochileiro das Galáxias” (2009), usa a ideia de probabilidade como um eixo adicional para as dimensões, semelhante à descrita pela Interpretação de Muitos Mundos. Na maioria desses casos, as dimensões podem ser visitadas com o uso de máquinas e aparelhos. Uma descrição notável de um universo paralelo em filmes está em “De Volta para o Futuro II”, que mostra um presente alternativo criado acidentalmente. Outro exemplo está no longa “Donnie Darko”, que lida com o que chama de um “universo tangente” que irrompe do nosso próprio universo. Os atuais filmes de “Star Trek” se passam em um universo alternativo criado por um vilão que volta no tempo, permitindo que a franquia seja refeita sem afetar a continuidade de qualquer outro produto da saga. Em sua obra “Uma Breve História do Tempo” (1988), Stephen Hawking afirma que o passado, assim como o futuro, é indefinido e existe apenas como um espectro de possibilidades. Viagem no tempo, buracos de minhoca, múltiplos universos – conceitos estranhos, que aparentam ter saído diretamente da ficção. Mas, nesse caso, a arte pode estar imitando a vida. CURINGA | EDIÇÃO 17 18 33

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