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Revista Curinga Edição 18

Revista Laboratorial do Curso de Graduação em Jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto.

“Mesmo com uma longa

“Mesmo com uma longa distância de casa e em sistemas familiares e de relacionamento diferenciados, havia um esforço enorme por parte dos libaneses para (nós descendentes) mantermos a cultura, aprendermos a língua. Sempre que vinha alguém do Líbano, havia um almoço especial para celebrar a vinda de um patrício. Um exemplo de boas vindas”, completa. João Paulo Vizioli mora há vinte anos no Japão e namorou à distância em três ocasiões. Ele já utilizou redes sociais e aplicativos para se relacionar, mas, no primeiro relacionamento, as ligações telefônicas foram o principal meio de romper as barreiras geográficas. “Cada relacionamento teve suas particularidades. A minha primeira relação a distância foi lá pelos anos de 1999/2000. Conheci a garota quando voltei ao Brasil para tirar a carta de motorista. Eu estava em Brasília e ela em Anápolis. Conheci-a enquanto fui visitar uns parentes nesta cidade.” A lamentação de João Paulo foi o custo-benefício da telefonia, um dos meios de comunicação que serviu de apoio para o casal. “A gente conversava por telefone e eu ia visitar ela toda semana. Porém, tive que voltar ao Japão e ela ficou no Brasil. Nos primeiros meses, a gente se comunicava por carta e telefone público para ter maior privacidade na conversa. Eu comprava cartões pré-pagos, que eram caros (cerca de 30 reais) e duravam pouco (no máximo 20 minutos).” João Paulo afirmou que era inviável utilizar os novos meios. Na época, a internet ainda não era tão popular no Brasil e a amada não tinha computador em casa. “Mas não durou muito. Cerca de dois meses depois que voltei ao Japão, a gente terminou.” Amor com novas tecnologias Nathalie Gonçalves de Melo e Fernando Lopes de Melo se conheceram em 2008 e ambos são do Rio de Janeiro. Fernando adicionou Nathalie no MSN, programa on-line de mensagens instantâneas. Segundo a entrevistada, o perfil do desconhecido impossibilitava saber quem era o usuário. Mesmo assim, ela aceitou o convite de Fernando. Não conversaram durante 30 dias, até ele se identificar. Depois do primeiro contato, não pararam de conversar, e hoje estão casados. “Nós nos conhecemos dia 16 de abril. No dia 21 do mesmo mês, ele retornou de viagem dizendo que não conseguia ficar um minuto sem mim. E, no dia primeiro de maio, ele estava morando comigo na casa dos meus pais. Minha mãe achou que eu estava louca, eu nunca tinha tomado uma decisão dessa magnitude. Meus pais acharam que eu estava com alguma alteração comportamental.” Uma pesquisa de 2013 da Universidade Northwestern, dos Estados Unidos, aponta que três cartas são suficientes para deixar o relacionamento mais feliz.

Texto: João Vitor Marcondes Foto: Eduardo Rodrigues Arte: Letícia Cristiele Em dezembro de 2008, sete meses depois, Fernando pediu Nathalie em noivado. Em agosto de 2009, o casamento no cartório estava consumado. Em setembro do mesmo ano, ocorreu a cerimônia religiosa. O engenheiro Renato Passos entrou no Tinder em 2015 passado, após um fim de namoro que, segundo ele, foi traumático. “Minha ex-namorada se mudou no meio de nosso relacionamento – e isso foi parte da ruína dele. Utilizava, basicamente, WhatsApp e telefone (aplicativo de mensagens instantâneas) para me comunicar diariamente com ela.” O principal motivo para ele ter começado a utilizar o recurso foi o anseio por conhecer gente nova e ter atividades diferenciadas depois do término do namoro. Renato disse que alguns amigos da faculdade usavam o Tinder, então decidiu se juntar a eles. Ele afirmou também que o aplicativo é um método moderno de conhecer pessoas fora dos lugares comuns. Questionado sobre a possibilidade de ter um relacionamento sério, o morador de Belo Horizonte acredita que nada é impossível, e não descarta essa possibilidade. Em 12 meses, ele se relacionou com 20 mulheres. “As pessoas precisam se desapegar de preconceitos e se adaptar aos novos tempos.” O psicólogo Cristiano Nabuco comentou em seu blog, que recebe o nome do próprio especialista, sobre as relações no Tinder e seus efeitos. “A personalidade eletrônica possibilita uma oportunidade para que as vivências da vida virtual possam se sobrepor às limitações encontradas no cotidiano.” O Tinder se alastrou pelos smartphones. Segundo o seu cofundador, Justin Mateen, a criação dessa ferramenta promove “o fim da rejeição” por se tratar de uma plataforma de descoberta social. O Brasil é o terceiro país que mais utiliza o aplicativo, sendo responsável por 8% das contas. Estados Unidos e Reino Unido são, respectivamente, primeiro e segundo colocados. Conforme nota da instituição, “a maior faixa etária é de 18 a 24 anos, e mais de 93% dos usuários nunca foram casados, de acordo com o Instituto Nacional de Estatísticas do Reino Unido”. O Brasil é o terceiro país que mais utiliza o Tinder, sendo responsável por 8% das contas.

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