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8 months ago

Revista Curinga Edição 19

Revista Laboratorial do Curso de Graduação em Jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto.

Watu hoje No estudo

Watu hoje No estudo feito pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Universidade Federal do Rio Grande (FURG) e Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) em abril de 2016, identificou-se as principais mudanças causadas no ambiente marinho e apontou os possíveis impactos ambientais, como níveis de nitrato muito acima do estabelecido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Dessa forma, três espécies de peixes (roncador, linguado e peroá) e duas espécies de camarão (rosa e sete barbas), em especial, passaram por análises. Grande percentual das amostras de espécies coletadas apresentou níveis de metais como chumbo, cádmio, manganês e arsênio acima do estabelecido pela legislação ambiental. Em 75% das amostras de camarão rosa e em 100% das amostras analisadas de peroá foram constatados níveis elevados de arsênio. Além da contaminação, os relatórios apontaram a existência de estresse fisiológico nas espécies, além de outros fatores como o risco de eventual contaminação humana pelo consumo do pescado. Ecos do Sistema Dentre as consequências do acidente que afetaram outros usos da água podem ser destacados: impactos na geração da energia hidrelétrica; na atividade industrial; na irrigação e pecuária; na balneabilidade e turismo e na pesca. De doce agora, só carrega a esperança. Como dizia Drummond, “pedras de sangue e choro macularam a vertente”, sua água corre escura, densa e triste. Sofre sim, e há tempos sentia-se fraco. Hoje há uma dualidade de sentimentos na população acerca do futuro do rio Doce, para muitos a solução está na pesquisa idônea e independente, onde o foco não seja defender interesses de corporações e grupos políticos, mas sim preocupações da população e a busca por soluções viáveis e bem fundamentadas tecnicamente para amenizar os danos ambientais e recuperar a saúde ambiental dos rios afetados.

Comum texto: priscila ferreira foto: janaína oliveira arte: fabiano alves Limiar da mineração A primeira capital de Minas Gerais nasceu quando bandeirantes paulistas acharam ouro e outros tipos de minério em seu território. Os extrativistas vieram e ficaram. Isso aparece na missão da mineradora Samarco, que surgiu em 1977: “Produzir e fornecer pelotas de minério”. Os bandeirantes acreditavam neste mote. Extraíram as riquezas da colônia e exportaram para o império. Mariana traz no seu DNA a cultura da extradição: “O local se transformou em um dos principais fornecedores de minério para Portugal”, diz o website oficial da Prefeitura. A cultura da extradição é real, mas segundo o historiador Danilo Souza Ferreira, ela é também construção de uma classe que não aceitava ser reconhecida de outra forma. “A história de que Minas Gerais sobrevive só de mineração não condiz com a realidade. É uma formação de um mito criado pela nobreza daquela época”. CURINGA | EDIÇÃO 19 33

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