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Revista Curinga Edição 20

Revista Laboratorial do Curso de Graduação em Jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto.

um “bom partido”.

um “bom partido”. Foi traída muitas vezes e viveu em seu primeiro casamento uma relação machista, quando passou por violência psicológica. Às vezes, seu ex-marido dizia preferir deitar-se com os animais do que ao lado da esposa. Quase 20 anos depois, sente que todas dificuldades que enfrenta na sua vida são um fardo, um castigo pela conduta. O atual marido não confia nela, em todas as brigas repete: “você é professora na arte de trair”. Ela afirma que, assim como nunca mais conseguiu ser feliz, nunca mais traiu e também nunca mais foi respeitada, nem por seus colegas, tampouco por seu cônjuge - mas que talvez mereça por não ter respeitado seu marido. Segundo a psiquiatra Dra. Laís Mendes Guimarães, medo e culpa são fatores de adoecimento. A pessoa adoece quando deixa esses sentimentos tomarem conta de suas vidas. O medo pode desenvolver patologias como Transtorno Obsessivo- Compulsivo (TOC) e até surtos psicóticos. A médica explica que muitos tendem a ter uma relação de confiança com os representantes religiosos, e tomam o que dizem como verdade como se fosse alguém da família. A médica explica que “a doença é um sofrimento tamanho que a pessoa deixa de viver a vida dela, e fica em função daquele sofrimento”. É fundamental o processo de auto-perdão, e é preciso trabalhar essa culpa para que a pessoa possa se perdoar. Quando a religião tem um diálogo pacífico, pode até ser uma aliada no tratamento tomando por base a confiança. projetos a curto prazo, como a construção da casa própria. Apesar da ausência do ex-parceiro como pai, ela não deseja o mesmo para os filhos que ele teve depois. Deseja apenas o bem e o amor, e sente que esse desejo se reflete em sua vida. O perdão, assim como os sete pecados, associase a ideia de ética, pois envolve as relações sociais. Quando se perdoa, pode-se viver. Segundo a psiquiatra Laís Guimarães, ficar obcecado por alguém é adoecedor, podendo atingir proporções tão grandes, que a pessoa passa a viver em prol de uma única questão, esquecendo-se da vida e do convívio social. É quando entra a necessidade de se perdoar. Dar e receber perdão é um ato libertador e de cura. Mesmo em perspectivas religiosas distintas, é fundamental praticá-lo para viver em paz. O ato de perdoar é desprender-se de uma mágoa ou de uma culpa. Quando se perdoa de fato, não há necessidade de penitência, porque a penitência simboliza a rememoração do erro. *nome fictício para preservear a imagem da fonte A culpa é um sofrimento tamanho que a pessoa deixa de viver a vida dela e fica em função daquele sofrimento. Dra. Laís Mendes Guimarães Liberdade no perdão Para Antônia*, 38, o perdão é algo essencial para se ter paz. Há 11 anos, quando engravidou, seu parceiro não quis assumir a paternidade da criança. Além da decepção, Antônia enfrentou dificuldades com o pai, que concordou com o ex-parceiro. Ao fazer a certidão de nascimento, foi orientada sobre seus direitos e a viabilidade de fazer um teste de DNA, que comprovou posteriormente a paternidade e garantiu que a criança fosse registrada em cartório pelo pai. Antônia conta que poucos meses depois da notícia da sua gravidez, seu ex-parceiro se casou com outra mulher e adquiriu outra família, que por fim também se desestruturou. Ao mesmo tempo, ela encontrou quem considera ser “o grande amor da sua vida”, com quem formou uma nova família. Foram nove anos de mágoa e sentimentos ruins, uma tristeza que só a prejudicava. Seu filho sabe quem é seu pai biológico e não carrega nenhum sentimento de raiva. A mãe nunca contou sobre a rejeição e o filho considera o padrasto como pai. Mas o perdão por parte dela só veio há três anos, quando finalmente conseguiu estabelecer uma comunicação harmônica com o ex-parceiro e a vontade de vingança ficou para trás. Antônia diz que a partir daí as coisas começaram a andar pra frente, ela passou a ter prosperidade e a realizar

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