Views
8 months ago

Revista Curinga Edição 20

Revista Laboratorial do Curso de Graduação em Jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto.

já passou por cirurgias

já passou por cirurgias para afinar o nariz, preenchimentos com Botox, implantes peitorais, lipoaspiração na mandíbula, pernas e panturrilhas. Em 2014, quase morreu devido à complicações de um implante de silicone nos bíceps, tríceps e braços. Apesar dos riscos, ele segue persistente com os procedimentos estéticos. Em 2015, afirmou ao site EGO que não desistiria: “Não vou parar. Tenho pavor de envelhecer, não de morrer”. O outro como espelho Tidos por muitos como um passaporte para a autoestima, os procedimentos cirúrgicos estéticos são amplamente realizados pelo mundo. Das quase cinco milhões de cirurgias contabilizadas em 2015 pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps), cerca de 1,2 milhão foram realizadas no Brasil, que perde apenas para os Estados Unidos, com cerca de 1,4 milhão. Com o segundo lugar no ranking, o país responde por 24,5% das cirurgias mundiais, sendo a lipoaspiração, o implante de silicone nos seios e a cirurgia da pálpebra os procedimentos preferidos dos brasileiros. A cirurgiã plástica Joyce de Souza Fiorini Lima conta que muitos de seus pacientes pensam em fazer os procedimentos estéticos para “se juntar à multidão”, e não se destacar delas. É o caso de cirurgias para aumento de seios e as de redução de orelha, ou otoplastia, que é considerada uma cirurgia reparadora. Quanto à posição do Brasil no ranking, Joyce acredita que a cultura e o clima são fatores de grande influência na busca pelas cirurgias. “Somos um país tropical, onde se anda de biquíni quase o ano todo. Copiamos muito os norteamericanos, e existe essa cultura do culto ao corpo e a forma, essa busca pela vaidade, pela aparência” Para a psicóloga Maria Inês Vieira, as cirurgias plásticas também podem estar ligadas a uma forma de reconhecimento pelo olhar do outro, de forma a promover no indivíduo um sentimento de valorização. “Hipoteticamente, há a conquista de um lugar de prestígio e uma saída da zona exclusão. Desta forma, a realização de frequentes procedimentos para fins estéticos leva a pensar em uma percepção de si desorganizada. Na contemporaneidade, onde a publicidade aliada aos padrões de beleza, a cirurgia é apresentada como uma forma de suprir o sofrimento, de se encaixar”.

O pecado de Eva e Alternativa a ira dos homens Texto: Janaína Oliveira foto: tainara Torres arte: daniela felix casting: clara lemos A violência de gênero faz parte da cultura e pode afetar as mulheres, em diversos graus. Além de influenciar na desigualdade social, os abusos podem ser de ordem psicológica, física e sexual. No Brasil, a taxa de feminicídios mata mais que o câncer: 4,8 mortes para cada 100 mil mulheres – a quinta maior no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), de 2015. Neste grupo, mulheres negras, com idade entre 15 e 25 anos, são as maiores vítimas. Em contraponto, os mesmos dados mostram que 91% dos homens consideram errado bater em mulheres, sob qualquer circunstância. As contradições das estatísticas são sintomáticas, mas os números contam apenas parte da história. CURINGA | EDIÇÃO 20 33

Revista Curinga Edição 15
Revista Curinga Edição 08
Revista Curinga Edição 21
Revista Curinga Edição 17
Revista Curinga Edição 18
Revista Curinga Edição 23
Revista Curinga Edição 05
Revista Curinga Edição 12
Revista Curinga Edição 11
Revista Curinga Edição 13
Revista Curinga Edição 19
Revista Curinga Edição 25
Revista Curinga Edição 16
Revista Curinga Edição 06
Revista Curinga Edição 00
Revista Curinga Edição 07
Revista Curinga Edição 01
Revista Curinga Edição 24
Revista UnicaPhoto - Edição 06 - Maio/2016
Revista Sotaque
Revista Em Diabetes Edição 10
Revista São Francisco - Edição 05
Índigo Fanzine #00 2017
Revista Curinga Edição 22
Revista Curinga Edição 14
Revista Curinga Edição 09
Revista Curinga Edição 10
Revista Curinga Edição 02
Revista Curinga Edição 04
Revista Curinga Edição 03