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9 months ago

Revista Curinga Edição 21

Revista Laboratorial do Curso de Graduação em Jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto.

Opinião Por trás da

Opinião Por trás da história São os homens que fazem as palavras ou o contrário? Nossa sociedade se baseia num ciclo vivencial, no qual o homem faz a palavra, e a palavra faz o homem. No mundo contemporâneo, isso fica ainda mais evidente, principalmente com a facilidade de registrar mensagens em diversos meios ou memórias. Assim, pessoas se tornam figuras históricas através de seus discursos, mas muitas vezes não vamos além de suas palavras, e deixamos de lado fatos que vão na contramão da imagem criada por elas. Exemplo disso é Belchior, compositor de diversas canções eternizadas pela voz de Elis Regina e outros intérpretes. Sua figura sempre foi colocada à margem, correndo para o lado oposto da fama. As mensagens gravadas em suas músicas são pensamentos de resistência contrários ao mercado econômico, à alienação social e até à indústria cultural. Porém, ao longo do tempo Belchior sofreu uma mutação de marginal para desaparecido, talvez incoerente. Ele abandonou até mesmo a pensão alimentícia de seus filhos, ignorando as tarifas de hotéis, contas bancárias e vivendo hospedado em casas de fãs, juntamente a sua amada Edna. Outro personagem consagrado com uma crítica também voltada à exploração social é Gandhi. Ele foi responsável por motivar milhares de pessoas a abandonarem suas diferenças e sair pelas ruas da Índia em uma caminhada histórica, na busca de sua independência governamental. Pessoas se tornam referências históricas através de seus discursos, mas muitas vezes não vamos além de suas palavras No entanto, essas figuras ganharam uma nova face com o decorrer da história. Em sua biografia escrita por Ashwin Desai e Goolam Vahed, lançada após 60 anos de sua morte, um novo lado de Gandhi foi mostrado, sendo encaixado no papel de agressor de mulheres no convívio com sua família e racista em sua passagem pela região sul da África. Atitudes que contradizem a sua filosofia de não-violência. Esses personagens estarão sempre no imaginário coletivo. Na maioria das vezes, serão lembrados por suas mensagens deixadas há um bom tempo. Mas há uma parte de suas biografias que não será lembrada por muitos, pois também, não somos tudo aquilo que dissemos. Há sempre algo bom ou ruim em nós que ultrapassa nossa imagem. Texto: Guilherme oliveira Arte: Mariana Viana

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