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Revista Curinga Edição 21

Revista Laboratorial do Curso de Graduação em Jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto.

Alternativa T Ti Tij

Alternativa T Ti Tij Tijo Tijolo Texto: Frederico Alves Arte: Caio Franco Tijolos do concretismo Compreender a poesia como imagem foi a inspiração para muitos artistas

Originada do Experimentalismo, a Poesia Concreta tem o objetivo de romper com modelos anteriores e criar novas formas de expressão literária. Busca valorizar a liberdade da palavra nos versos, a possibilidade de quebras nas estruturas dos poemas, e a exploração da visualidade da palavra para composições além de aspectos verbais. Augusto de Campos, Ferreira Gullar, Paulo Leminski, Décio Pignatari e Haroldo de Campos são alguns dos principais autores do movimento concretista no Brasil, criado na década de 1950. Para Maria Inês Duarte, professora de Jornalismo e Literatura da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC - SP), na Poesia Concreta temos uma ruptura das fronteiras entre a poesia e as artes visuais. Neste tipo de movimento, a eliminação do verso e o aproveitamento do espaço em branco da página para disposição das palavras são características muito presentes. Através do Concretismo, há a exploração dos aspectos sonoros, visuais e semânticos dos vocábulos, uso de neologismo (palavras novas), termos estrangeiros e a possibilidade de múltiplas leituras. É a partir dessa estrutura diferenciada que a Poesia Concreta se tornou uma expressão artística de ruptura. A palavra dentro do contexto poético do Concretismo é experimental. Os poetas colocam na leitura a possibilidade de interpretação do leitor, uma arte visual através da palavra escrita na poesia, criando novos sentidos. Ferreira Gullar descreve o movimento como “um mausoléu, tijolos ao léu na construção do espanto. O espanto é a poesia construída. O mausoléu é a herança do Concretismo”. Da década de 1960 em diante, os artistas extrapolaram os limites do hermetismo constituído pelo próprio Concretismo. A Poesia-Práxis, a Poesia Social, o Tropicalismo, a Poesia Marginal, os prosoemas e os metapoemas são resultados desse processo. Estes movimentos artisticos e literários independentes produziram novos formatos de expressão poética. Do Concretismo à Aldravia Criador do Movimento Aldravista de Arte e Literatura, Gabriel Bicalho é um dos poetas que participa do Concretismo brasileiro atual. Doutor Honoris Causa pela Academia de Letras Brasileira, foi o ganhador do primeiro prêmio literário Fernando Chinaglia, há 45 anos, com o livro “Criânsia”. Escreve Aldravias, que exploram ao máximo o significado da palavra. Tratase de uma corrente literária, genuinamente nacional, que valoriza a liberdade de interpretação do leitor, provocando-o. Na poesia Aldravista, busca-se despertar a experiência de leitura aliada à própria experiência de vida do leitor. Para Bicalho, em uma poesia “cada sílaba adquire um significado dentro de uma palavra só. A palavra traz uma carga semântica a ser explorada”. Gabriel utiliza o elemento visual desde o início de sua produção literária, em 1972. Em suas criações, o poeta afirma produzir um jogo verbal, um “achado poético”. De acordo com o poeta, a palavra é experimental. Dialoga com os diferentes códigos de mensagem visual e verbal. Deve ser vista como aquela que ultrapassa fronteiras e explora áreas híbridas da linguagem. Segundo Bicalho, o maior legado do movimento concretista foi mostrar para todo poeta que a palavra pode figurar na página com sentido gráfico visual, a palavra cai na página e significa alguma coisa. Para saber mais sobre o poeta Gabriel Bicalho e o Movimento Aldravista acesse: www.jornalaldrava.com.br CURINGA | EDIÇÃO 17 21 9 9

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