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Revista Curinga Edição 22

Revista Laboratorial do Curso de Graduação em Jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto.

Facebook, na qual ele é

Facebook, na qual ele é seguido por mais de 90 mil pessoas. “Apenas comecei a agir dentro do bar da forma que agia no dia a dia. A fama veio como consequência. Não foi nada planejado”, conta. Infelizmente, nem toda situação pode ser vista pelo humor e pelas sátiras. Em levantamento feito pela Delegacia de Estelionato, em 2016, com registros de ocorrências na Polícia Civil Judiciária do Estado do Mato Grosso, os golpes mais aplicados por estelionatários são o falso sequestro, compra e venda de objetos em sites na internet, o bilhete premiado e gincana de programas de TV. O geólogo Sérgio Yngor, 28, quase caiu no golpe do sequestro em 2014. O trote é passado pelo telefone e o estelionatário espera a vítima fornecer informações para que possa prosseguir. “Era um dia normal quando o telefone tocou depois do almoço. O código da ligação era 21 e minha irmã, Iara, tinha ido ao Rio de Janeiro no dia anterior. A ligação estava ruim e na linha estava uma mulher chorando, então logo chamei pela Iara”, conta Sérgio. Assim que o mineiro chamou a irmã pelo nome, o golpista desligou e passou a ligar várias vezes com instruções, como enviar determinada quantia de dinheiro. O geólogo já estava pronto para enviar a quantia quando sua esposa conseguiu falar com Iara. Segundo o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, o crime de estelionato, art. 171, consiste em atentado contra o patrimônio e exige quatro requisitos para sua caracterização: obtenção de vantagem ilícita; causar prejuízo a outra pessoa;​​uso​de​​artimanha;​​enganar alguém ou levá-lo ao erro. De acordo com Luiz Henrique Manoel da Costa, especialista em Direito Penal e Promotor de Justiça do MPMG, dificilmente alguém irá preso por causa desse crime, que é considerado de “médio potencial ofensivo”. “Sendo réu primário, o acusado tem direito de suspensão condicional do processo, desde que aceite condições,​​como​ reparar​​o​​dano​​causado​​à​​vítima,”​​afirma. O caso do mineiro Guilherme Tardin evidencia essa brecha na lei brasileira. Guilherme mudouse para Belém, no Pará, em 2016. Devido ao aluguel superfaturado da cidade, decidiu colocar um anúncio na internet divulgando uma vaga em seu apartamento. “Um cara entrou em contato comigo, me contou uma história sobre ele, e mudou pra minha casa. No primeiro mês que dividimos o apartamento, paguei o aluguel e ele ficou de pagar as outras contas. Ele me enviou diversos comprovantes que logo se provaram falsos”, relata. Guilherme chegou a verificar com a síndica o que estava acontecendo, mas ela se confundiu dizendo que as contas estavam pagas. Ao descobrir que os comprovantes eram realmente frios, tudo na casa já estava para ser cortado. “Quando percebi o que estava acontecendo de fato, mandei o cara embora. Pouco tempo depois descobri que quatro pessoas já haviam feito B.O. contra ele, por roubo”, relembra. No caso de Guilherme, e de muitos outros brasileiros que sofreram o golpe do estelionato, não houve qualquer tipo de ressarcimento. Os índices de crimes de estelionato crescem a cada ano. De acordo com a estatística do Instituto de Segurança Pública (ISP), no Rio de Janeiro, apenas nos primeiros cinco meses de 2017, foram registrados 10.115 casos de estelionato pela Polícia Civil. O número equivale à totalidade de casos registrados em todo o ano de 2003. O historiador Alessandro Augusto ressalta que uma possível solução para os desvios de conduta seria a reeducação da sociedade. “Seria necessário uma mudança estrutural enorme e não seriam ações com resultado imediato”.

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