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8 months ago

Revista Apólice #213

doenças crônicas cado

doenças crônicas cado de seguros norte-americano começou a mudar essa visão pré-estabelecida. A AEqualis, uma companhia formada com intuito de remover as barreiras e criar condições de igualdade para soropositivos junto ao mercado de seguros apenas indagou: “Se o mercado já oferece seguro de vida para portadores de diversas doenças crônicas, por que não para aqueles que têm HIV?” A partir daí conseguiu parceria com a Prudential local e passou a oferecer o produto para esse grupo. Essa é uma mudança de legislação, econômica e também social e política que leva educação e conhecimento ao público. Para aprofundar ainda mais a compreensão, a empresa criou uma Fundação – AEqualis Foundation – para ajudar as pessoas e acabar com a ignorância a respeito do tema. É claro, existem critérios para ser aceito em uma aplicação para o seguro (conforme pode ser visto no quadro a seguir), mas o engajamento dessa iniciativa é, conforme declara a empresa, um sinal claro de que mudanças nesses sentido podem ser feitas. O slogan “superando todas as probabilidades” é a marca dessa nova possibilidade que integra proteção e ganhos. Se isso já está sendo feito, o que impede que seja replicado no Brasil? “Acredito, verdadeiramente, que o que ocorre no País não é o preconceito, mas questão técnica, de mercado. Acredito que o mercado de seguros pode desenvolver qualquer produto, para qualquer fim, mas é preciso uma evolução conjunta como sociedade para que isso ocorra”, afirma a diretora da corretora, Bruna Timbó. A posição do mercado depende do apetite, que está atrelado à cultura, ao amadurecimento. Se um empresário tem, entre seus funcionários, alguém com uma doença crônica impeditiva, como ele deve agir para conseguir atender a todos os seus funcionários, em uma apólice de vida em grupo? Primeiramente, é preciso entender aquele grupo, os seus componentes, quais são as necessidades que eles apresentam e as soluções que precisam. “Nessa composição, não é considerado somente se há alguém com doença crônica ou não, mas também fatores como o capital segurado, a quantidade e a idade das pessoas do grupo segurado, o ramo de atividade, entre outros”, destaca Edglei Monteiro. Cada fator tem uma contribuição na determinação do risco a ser considerado. Se a subscrição não é individual, na maioria dos casos, não há motivos para qualquer tipo de constrangimento para aqueles que são portadores de determinadas doenças. “O problema que muitos Critérios para coberturas do seguro de vida para portadores de HIV • n Idade entre 30 e 60 anos no momento da aplicação para o seguro • n Que o vírus não tenha sido adquirido por transfusão de sangue ou utilização de drogas injetáveis • n Que a menor contagem de CD4 registrada seja maior do que 200 e que não exista histórico de desenvolvimento de condições associadas à AIDS • n Mais de 1 ano desde que foi diagnosticado com HIV e, se estiver sendo tratado, mais de seis meses depois de iniciado tratamento com a terapia de anti-retroviral • n Contagem de CD4 e carga viral registradas no prazo de seis meses do momento da aplicação • n Contagem de CD4 de 350 ou superior na última análise • n Carga viral menor do que 200 células/ml • n Que esteja livre de hepatite B • n Que esteja livre de hepatite C • n Livre de infecção de tuberculose ❙❙Alessandra Monteiro, do IRB Brasil Re pacientes com doença crônica poderiam causar no grupo seria um aumento de sinistralidade e o consequente aumento no custo na renovação”, pontua Alessandra. Em uma empresa multinacional com, por exemplo, 10 mil funcionários e entre eles 10, 15, 20 portadores de doenças crônicas esse risco se dissolve facilitando a contratação. “Mesmo assim, acho complicado que essa conta feche”, declara Bruna. Uma palavra, portanto, pode definir o que os especialistas veem no oferecimento desse tipo de produto: evolução. Seja uma questão de pouco ou de muito mais tempo, eles acreditam que o mercado irá absorver essa demanda. “Estamos atentos a tudo o que acontece, buscando novas alternativas para que possa atender o maior número de pessoas possível. Mas ainda trabalhamos para oferecer soluções preventivas”, afirma Monteiro. Por conta disso é que o seguro deve fazer parte do planejamento financeiro das pessoas. Tanto para a contratação do seguro de Vida, quanto o de automóvel, residencial, empresarial, saúde ou de qualquer outro ramo. A máxima “É melhor prevenir do que remediar” pode ser bastante velha e citada, mas continua atual e verdadeira. “Nunca se sabe o que o amanhã nos reserva. E o seguro de vida é uma forma de ter garantias de que você ou seus dependentes terão apoio financeiro para o restabelecimento ou para atender às necessidades se algo que aconteça lhe impeça de exercer suas atividades”, finaliza o executivo. 26

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