Views
9 months ago

Revista Apólice #213

saúde no ou melhoria da

saúde no ou melhoria da qualidade de vida da população, por exemplo). “Dessa forma, será possível construir uma política adequada de concessão dos benefícios, com critérios estabelecidos de acordo com as características e necessidades da empresa e com o perfil dos colaboradores e fundamentados nos benefícios efetivamente valorizados pelos funcionários. Assim, poderá ser definido um pacote de benefícios compatível com os objetivos da empresa e promover a satisfação dos colaboradores, sem desperdícios”, afirma a Divisional Director – Multinational Connection – H&B (Health & Benefits) da Willis Towers Watson, Lígia Parise. O trabalho das operadoras Irlau Machado, presidente do Grupo NotreDame Intermédica, constata que as companhias atuantes nos segmentos de serviço e varejo são as mais impactadas pela atual conjuntura econômica, visto a mudança de comportamento dos clientes que, agora, se encontram comedidos e seletivos em suas escolhas no momento da compra. Junto com as consultorias de benefícios, a operadora trabalha para auxiliar as corporações a diminuir o impacto dos planos de saúde corporativos na folha de pagamento e a manter o produto contratado. Nesses momentos, a maior ajuda que as operadoras podem oferecer, segundo ele, é adotar um posicionamento de gestão de custos assistenciais por meio de atitude proativa no acompanhamento ❙❙Lígia Parise, da Willis Towers Watson 30 ❙❙Irlau Machado, NotreDame Intermédica dos elementos que afetam a dinâmica de custos dos planos de saúde. “Inúmeras alternativas otimizam os gastos e uma delas é a estruturação de produtos”, afirma Machado, garantindo que é possível ofertar um bom plano com um mapeamento adequado da área de cobertura da rede assistencial. “Planos com abertura nacional, por exemplo, são mais caros e não necessariamente essenciais as atividades da empresa. Se a abrangência geográfica for nacional, é possível alterar para um plano regional. Do mesmo modo, planos que preveem a livre escolha de prestadores e reembolsos são mais caros”, explica. A SulAmérica, por sua vez, aposta em uma gestão próxima do beneficiário, com a conscientização sobre o uso responsável do produto pelos colaboradores e a gestão da saúde no ambiente organizacional. Aos clientes, a companhia oferece um conjunto de iniciativas de incentivo à saúde e ao bemestar. O programa parte do mapeamento de estado de saúde, estilo de vida e riscos de cada segurado para determinar o encaminhamento dos beneficiários a programas específicos de estímulo ou mudança de comportamentos. O objetivo é oferecer o recurso certo, no momento exato, por meio de conscientização, orientação e monitoramento, seja para pessoas saudáveis, portadores de doenças crônicas ou em casos de maior complexidade. As iniciativas são implantadas de acordo com as necessidades do colaborador e a cultura da empresa em gestão de saúde e bem-estar. Para facilitar o cotidiano das empresas, a seguradora possibilita, em seus produtos Saúde e Odonto PME, que a área de Recursos Humanos acompanhe as movimentações de colaboradores ocorridas no mês por meio de um portal. “A plataforma oferece acesso à consulta de dados de faturamento, segunda via de boleto, relação dos segurados ativos, consulta à rede referenciada por geolocalização e acompanhamento de internação dos funcionários”, explica o diretor de Projetos de Saúde e Odonto, Manoel Cardoso. No caso dos clientes corporativos da Amil, a principal demanda é por soluções que levem a uma redução das despesas, sem mudanças significativas no perfil do produto contratado e com a manutenção da qualidade na assistência. Para isso, a operadora foca em produtos que aliem o controle de custos à oferta de valor e desenvolve comitês de saúde multidisciplinares, que atuam no levantamento de estatísticas de eventos médicos, estudos epidemiológicos e prevalência de doenças, utilizados como base para a customização dos programas a serem oferecidos. “É fundamental que as operadoras atuem em parceria com os gestores de Recursos Humanos, buscando desenvolver soluções que proporcionem maior qualidade e resolubilidade na assistência, com o uso racional dos recursos. Dessa forma, contribuímos para que esses profissionais possam gerir os custos com os planos de saúde dos colaboradores, que representam cerca de 10% da folha de pagamento”, destaca o diretor corporativo, Marco Antonio Ferreira. ❙❙Manoel Cardoso, da SulAmérica

❙❙Cícero Barreto, do Grupo Omint O Grupo Omint também investe em um programa de mapeamento da saúde de seus associados e, a partir disso, realiza um trabalho preventivo. A operadora orienta os clientes no tratamento de doenças crônicas, acompanhando continuadamente os associados nesta condição, contribuído para diminuir a sinistralidade e melhorar a qualidade de vida. “Isso é muito significativo e impacta no bolso do cliente”, lembra Cícero Barreto, diretor comercial e de marketing da operadora. Planos de coparticipação Uma das ferramentas mais utilizadas em momentos de redução de custos, a introdução de mecanismos de compartilhamento de custos entre empresa e empregado se mostra eficiente na criação de um ambiente de parceria e responsabilidade conjunta. Os planos de saúde por coparticipação, por exemplo, permitem às empresas manter a assistência médica de seus funcionários com custos menores e compartilhados. Em alguns casos, a medida reduz os custos em até 15% no comparativo com os planos empresariais tradicionais. “Não é possível deixar de envolver todos os colaboradores no assunto, pois o uso consciente do benefício é fundamental. É como diz o velho ditado popular: sabendo usar, não vai faltar”, lembra Machado, do Grupo NotreDame Intermédica. É importante lembrar que a coparticipação não busca compor a arrecadação da operadora. Em algumas situações, inclusive, esta receita fica revertida para ❙❙André Rosas, do Hapvida a própria empresa contratante com o objetivo de diminuir seu investimento mensal. Assim, o único e verdadeiro objetivo deste tipo de plano é educar o usuário para que ele não faça, por exemplo, três consultas a um oftalmologista num mesmo período a fim de confirmar se suas receitas estão certas. “A modalidade se torna vantajosa para todo o setor. As empresas contratantes conseguem pagar o plano, o colaborador tem acesso à saúde e a operadora evita grandes embates com as companhias clientes, em busca de altos reajustes ou aportes pontuais, para o colaborador e para a operadora que presta o serviço”, pontua André Rosas, diretor superintendente comercial/empresarial do Hapvida. Mudança de modelo Há vários casos de sucesso, com diferentes soluções. Dentre eles, o de uma empresa de grande porte, do segmento Life & Science, que buscava uma alternativa viável no mercado para reduzir os custos do benefício saúde. A companhia mantinha a assistência médica na modalidade de pré-pagamento, que prevê um prêmio fixo per capita, passível de reajustes técnico e financeiro a cada 12 meses. Proposto pela Willis Towers Watson, o projeto avaliou alternativas e, considerando tratar-se de um grupo com mais de 10.000 beneficiários, optou pelo estudo de viabilidade da migração do plano para o modelo de pós-pagamento, em que a empresa assume o risco e se responsabiliza pelo pagamento integral do valor As companhias que desejam continuar a oferecer o benefício saúde devem recorrer a trabalhos como: • n Aconselhamento especializado: verifica o melhor desenho e modelo de financiamento dos benefícios • n Melhoria de processos e otimização do tempo: disponibilidade de sistemas desenvolvidos para a gestão de benefícios, reduzindo a carga operacional para o RH e aprimorando expressivamente as rotinas e processos, o que representa economia de tempo e redução de custos; • n Redução de custos: Equipes especializadas em análise e gestão de risco avaliam e identificam os pontos que necessitam de atuação para mitigação do risco e custos; • n Informações gerenciais consistentes: Interação com os fornecedores para a obtenção de bases de informações que permitam gerar relatórios gerenciais; • n Gestão efetiva dos benefícios: identificação precoce de prováveis pacientes crônicos, de desvios na frequência de utilização dos serviços e/ou dos custos a eles associados, perfil do risco saúde da população e recomendação consistente de medidas preventivas e corretivas são ações fundamentais e que exigem a atuação de equipe especializada. correspondente aos sinistros pagos pela operadora, acrescido da taxa de administração aplicada pela administradora. Estabelecidas as premissas para o estudo, foi realizada a análise da série histórica da empresa, considerando número de beneficiários, prêmio e sinistro no período de quatro anos. Com base nos resultados, foram realizadas as projeções de custos no pós-pagamento para um período de três anos, comparativamente ao crescimento estimado dos prêmios para o mesmo período. “As projeções indicaram economias significativas para a empresa, que optou por concretizar a mudança de modelo”, conclui Lígia Parise. 31