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Revista Apólice #213

❙ Sebastião Teixeira,

❙ Sebastião Teixeira, ❙ ❙ da Ava Corretora de Seguros dizer que não temos passado incólumes a ela, mas temos sofrido menos”, garante Ronaldo Pinho Rodrigues, coordenador de Marketing e Eventos do Sindseg MG/ GO/MT/DF. Espaço para crescer Das carteiras que se destacam na região está o seguro residencial. Explorando o ano de 2015, a participação de Minas no segmento foi de 6,7%, com crescimento de 0,5% e produção de R$ 161 milhões. De fato, nota-se uma pequena evolução e aceitação por parte dos clientes locais quanto a este tipo de proteção. “As pessoas estão se conscientizando sobre a importância do produto com a oferta de seguros alternativos, como o combo seguro residencial+seguro de automóvel”, declara a presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros de Minas Gerais (Sincor-MG), Maria Filomena Branquinho. A evolução deste tipo de proteção ocorre principalmente devido ao grande risco e insegurança de toda a população, que procura pelas coberturas de roubo e furto – umas das maiores preocupações por parte dos clientes atualmente. Justificam-se ainda a abertura, nos últimos anos, da liberação do credito imobiliário residencial, que reflete com o aumento da demanda; além do segmento de locações, em que de acordo com a lei do inquilinato se faz necessário a contratação de um seguro residencial, abordando as coberturas de incêndio e perda pagamento de aluguel. “As seguradoras investem e acreditam 40 muito nesse segmento. A contratação é rápida e simples e, na maioria dos casos, não precisa de vistoria. O custo na relação que o risco proporciona não chega a ser alto”, explica Sebastião Teixeira, diretor da Ava Corretora de Seguros. Praticamente todas as seguradoras operam fortemente com o seguro residencial. Na visão de Rodrigues, do Sindseg MG/GO/MT/DF, o caminho para as companhias que desejam evoluir neste produto é focar cada vez mais na prestação de serviço às residências, dando visibilidade e relevância a este tipo de seguro que tem baixa ocorrência de sinistro e, consequentemente, baixo custo de contratação. “Mesmo com toda a evolução, ainda existe um grande espaço a ser ocupado. Segundo a CNseg, apenas 9,1 milhões das residências no País – algo próximo a 6% – são seguradas e, portanto, as expectativas são ainda de grande crescimento deste segmento para os próximos anos”, destaca o executivo, acreditando que a melhor definição para evolução do segmento de seguros residenciais seja constante e longeva. “Digo isso porque os números apresentados em Minas evidenciam um cenário de crescimento na participação constante e sustentável. Outro mote é quanto o mercado mineiro deve amadurecer ainda”. Investindo na carteira Os corretores mineiros veem com bons olhos a evolução neste ramo de seguro e esperam que os clientes comprem ❙❙Ronaldo Pesso, da Wegman Seguros Ronaldo Pinho Rodrigues, ❙❙do Sindseg MG/GO/MT/DF a ideia, passando a considerar a necessidade de adquirir uma apólice não apenas pela cobertura do risco, mas também pelos serviços assistenciais que podem ser contratados no produto. Atentos a esse movimento, eles passaram a intensificar os investimentos neste tipo de produto. No entanto, Sebastião acredita que ainda assim necessitam oferecer mais. “Principalmente quando tratamos do seguro automóvel, é uma grande oportunidade para falarmos do seguro residencial. Temos um grande mercado que não está sendo explorado”, argumenta, indo de encontro com a opinião da presidente do Sincor-MG. Segundo ele, na própria carteira há muitos clientes que não possuem o seguro. “A contratação é rápida e simples e, na maioria dos casos, não precisa de vistoria”, lembra. Para auxiliá-los na diversificação de produtos, o Sincor-GO realiza treinamentos para que corretores e funcionários de corretoras explorem a carteira, desvinculando do foco de automóvel. “O Sincor e o mercado segurador tem a obrigação de aperfeiçoar esses corretores”, salienta Filomena. Entre outras ações estão ainda um treinamento específico de venda de seguros de pessoas que, finalizado este mês, mostrou os produtos disponíveis no mercado e a maneira adequada de comercializá-los. Para setembro próximo, já está programado um debate sobre seguro garantia e, para o ano de 2017, um encontro que abordará a simplificação de outros tipos de produtos.

educação | Cnseg Como educar o consumidor? Marco Barros, Marcio Coriolano, Solange Beatriz e Alexandre Leal Este é o grande desafio do Programa desenhado pela instituição que irá estimular os consumidores a tirar dúvidas e investir na aquisição de produtos O mutualismo como princípio fundamental do Seguro é o primeiro tema que fará parte do Programa de Educação em Seguros, apresentado pelo presidente da CNseg, Marcio Coriolano, em São Paulo. O tamanho do mercado coloca muitos desafios para os executivos do setor. “Nosso setor ainda é relativamente desconhecido.” O Programa de Educação em Seguros começou com o programa de educação financeira, desde 2010. A estratégia nacional de Educação Financeira estimulou a mobilização multissetorial dedicada ao desenvolvimento de ações na área de educação financeira no Brasil. Isso aconteceu em 2010 porque havia interesse do Governo em educar a população e havia renda para a população. Segundo a OCDE, Kelly Lubiato 35% dos brasileiros tinham algum tipo de educação financeira, o que colocava o Brasil em 65 0 lugar mundial. Coriolano ressaltou que o programa não tem data para terminar. O motivador é combater a desinformação em relação ao mercado segurador. Para por em prática, foram consideradas dúvidas recorrentes da sociedade relacionadas a temas como: reajustes contratuais, coberturas do seguro, redes referenciadas etc. “O desafio é fornecer informações relevantes aos consumidores e à sociedade em geral sobre seguros”, apontou Coriolano. O programa é um conjunto de iniciativas em Educação em Seguros voltado para a sociedade em geral. A intenção é ampliar o conhecimento e a percepção sobre seguros e sua importância na vida pessoal, familiar e na sociedade. Especificamente, fortalecer a noção de prevenção de riscos junto à população; ajudar a população no sentido de encontrar a melhor informação quando necessitar tomar decisões de proteção contra riscos; ampliar oportunidades de escolha do consumidor e a garantia para tomar a melhor decisão; prover os consumidores com o melhor entendimento possível sobre os fundamentos do seguro e as diferentes características do produto. Para medir a eficácia do programa, uma das métricas será a quantidade de reclamações dos consumidores. Até 2020, Coriolano adiantou que a entidade espera redução de 15% a 20% do índice de reclamações dos consumidores. Início em setembro Marco Barros, diretor executivo da CNseg, disse que não quer uma única medida principal. O Programa possui 21 iniciativas para atingir diferentes públicos. “A partir de setembro, entra no ar a rádio web (toca e protege), o lançamento nas mídias sociais, seminários e cartilhas, como processos de maior relevância. O programa permite que se coloquem algumas ações que já vinham sendo aplicadas. O consumidor é o foco principal”, explicou. 41