Revista Apólice #212

revistaapolice

editorial

Ano 21 - nº 212

Julho 2016

O risco de

Esta revista é uma

publicação independente

da Correcta Editora Ltda

e de público dirigido

estar no Brasil

Diretora de Redação:

Kelly Lubiato - MTB 25933

klubiato@revistaapolice.com.br

Diretor Executivo:

Francisco Pantoja

francisco@revistaapolice.com.br

Repórteres:

Amanda Cruz

amanda@revistaapolice.com.br

Lívia Sousa

livia@revistaapolice.com.br

Executiva de Negócios:

Graciane Pereira

graciane@revistaapolice.com.br

Diagramação e Arte:

Vitoria Bernardes

arte@revistaapolice.com.br

Articulistas:

J.B. Oliveira

Tiragem:

15.000 exemplares

Circulação:

Nacional

Periodicidade:

Mensal

CORRECTA EDITORA LTDA

Administração, Redação e Publicidade:

CNPJ: 00689066/0001-30

Rua Loefgreen, 1291 - cj. 133

V. Clementino

Cep 04040-031 - São Paulo/SP

Telefones (11) 5082-1472 / 5082-2158

Os artigos assinados são de responsabilidade

exclusiva de seus autores,

não representando, necessariamente,

a opinião desta revista.

Acesse nosso site

www.revistaapolice.com.br

Siga nosso

twitter.com/revistaapolice

Curta nosso

Revista Apólice

Os Jogos Rio 2016 começam daqui a pouco e as delegações de atletas

estrangeiros e jornalistas já estão por aqui. Logo, começam a aportar os

turistas que virão para assistir as competições.

As autoridades insistem em dizer que as questões sanitárias e de segurança

estão sob controle, mas só saberemos se isto é verdade quando o

evento, efetivamente, começar.

Por enquanto, o que sabemos é que a cidade vive uma realidade de caos

urbano, com guerra entre traficantes, balas perdidas para todos os lados,

obras inacabadas ou acabadas sem qualidade nenhuma (vide a ciclovia Tim

Maia). A linha 4 do metrô, que seguirá até a Barra da Tijuca, será inaugurada

apenas para atender a família olímpica (atletas, colaboradores e público das

competições). Depois deste funcionamento é que será feita uma pausa para

ajustes. Quando foi inaugurado o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), houve

falhas no primeiro dia útil de operação.

Em relação à segurança, um dos maiores temores dos organizadores

é o terrorismo. O Brasil será o foco da atenção do mundo e, apesar de não

ser o alvo direto, recebe delegações de mais de 100 países, muitos deles

em conflito declarado com outras nações participantes dos Jogos Rio 2016.

A segurança será reforçada por mais de 20 mil soldados do exército

brasileiro, que devem ocupar locais de competição, vias públicas e pontos

turísticos. Além destes, forças internacionais também devem participar do

esquema de segurança.

Só saberemos se tudo isso irá funcionar no momento em que a Olimpíada

começar. Os cariocas não estão muito animados e os outros brasileiros não

se envolveram como a organização esperava. Agora, falta pouco.

Neste número da Revista Apólice vamos mostrar os riscos que podem

ser garantidos pelo mercado de seguros num evento deste porte. Além

disso, também mostramos como é o seguro de vida para atletas, de todas

as modalidades e independente das competições.

Aproveite. Boa leitura!

Diretora de Redação

Mande suas dúvidas, críticas e sugestões para redacao@revistaapolice.com.br

3


sumário

28 atletas

32 manaus

14 PME Pequenas e médias empresas têm grandes

oportunidades quando grandes eventos

36 tecnologia

acontecem, mas precisam se preparar para

atender as demandas

20 esporte

39 evento

Grupo Bradesco Seguros está pronto para

atuar nos Jogos Rio 2016 como patrocinador

e representante do mercado de

seguros

6 | painel

24 riscos 10 | gente

40 | painel saúde

Eventos de grande porte envolvem uma

série de riscos que preocupam organizadores

e empresas. Saiba como o mercado

de seguros pode contribuir

42

|

Profissionais e amadores precisam

de seguros individualizados, que

atendam os diferenciais da vida de

quem pratica esportes

Corretores e personalidades do setor

discutem oportunidades do mercado

diante dos atuais consumidores,

dos novos produtos e da tecnologia

O mercado de seguros irá aceitar

e absorver as novidades que uma

disrupção tecnológica apresentará

ao setor. É só uma questão de tempo

Seguradora se renova e apresenta

nova marca para o Brasil, com

intenção de dobrar seu tamanho

no País

comunicação

4


5


painel

• nassistência

Novo site e loja virtual

A Fácil Assist apresenta ao mercado seu novo site institucional:

www.facilassist.com.br.

Totalmente reformulada, a homepage conta agora com novo visual e layout

mais moderno e atrativo, para facilitar a navegação dos usuários.

Outra novidade é a nova Loja Virtual - um novo serviço criado pela empresa

para oferecer ao consumidor uma série de produtos e serviços de assistência

personalizados, que podem ser adquiridos sob demanda.

• nvida

Envelhecimento

da população

• naeronáutico

Companhia ingressa em novo segmento

A AXA oferecerá aos seus clientes

um novo produto. Trata-se do seguro

Aeronáutico, com apólices que garantem,

além da cobertura básica para casco,

Responsabilidade Civil Facultativa –

LUC e Responsabilidade do Explorador

e Transportador Aéreo (RETA), Responsabilidade

Civil de Hangares, incluindo

qualquer operação relacionada à atividade

aeroportuária e desenvolvida dentro

das áreas restritas dos aeroportos.

Segundo Mary Helen de Conti, ge-

rente de subscrição aeronáutica da companhia,

o diferencial da empresa será o

atendimento. “Atuaremos, como sempre,

estimulando as nossas parcerias com os

corretores, criando nichos específicos, o

que fortalecerá a nossa operação. Além

disso, daremos foco especial no retorno

rápido e ágil aos nossos clientes, uma demanda

recorrente no setor”, explica Mary.

“Nesse primeiro momento, a expectativa

da AXA é emitir até o final do ano

cerca de R$ 8 milhões. Entendemos que

o setor aeronáutico brasileiro, o segundo

maior mercado do mundo depois dos

Estados Unidos, na frente inclusive do

mexicano, apresenta um enorme potencial.

A nossa expertise em outras regiões

do mundo sem dúvida é um diferencial

importante“, finaliza Jean-Marc Radureau,

Vice Presidente Técnico de Grandes

Riscos da AXA.

Com o aumento da expectativa de

vida, os brasileiros buscam formas para

garantir o bem-estar na maturidade. Um

dos caminhos é optar por seguro de vida

e pela previdência complementar. Foi o

que apontou recente pesquisa da MetLife,

que mostra que 40% dos funcionários

de grandes empresas no Brasil possuem

esses produtos.

No entanto, boa parte dessa parcela

mantém o benefício por meio da empresa

em que trabalha e não por iniciativa

pessoal. Nesse caso, é importante que o

segurado pense sobre o padrão de vida

que gostaria de manter quando precisar

do benefício. Será que o valor da apólice

atual é suficiente para que o beneficiário

e sua família não reduzam despesas

ou interrompam atividades que fazem

parte de sua rotina? “É importante que

as pessoas invistam cada vez mais no

planejamento financeiro pessoal. O orçamento

familiar, muitas vezes, depende

de apenas uma fonte de renda, por isso

é fundamental que a família tenha uma

reserva ou um seguro para se financiar

em casos emergenciais”, afirma Eduardo

Deperon, diretor comercial da MetLife.

O seguro de vida oferece benefícios

complementares por meio de vários tipos

de assistências. Para quem é esportista,

gosta de viajar, precisa de um chaveiro ou

até mesmo de cuidados com animal de

estimação, as assistências são um caminho

para agilizar a vida do consumidor.

6


• nbalanço

Prêmios de seguros crescem no mundo

Os prêmios de seguro globais aumentaram

3,8% em termos reais em

2015, em meio a variações nas taxas de

crescimento regional, de acordo com o

relatório sigma mais recente da Swiss Re.

O desempenho geral foi estável após um

ganho de 3,5% nos prêmios de seguros

diretos subscritos em 2014, e vindo em

um ambiente de moderado crescimento

econômico global (2,5%), este último um

motor essencial da demanda de seguro.

Houve uma ligeira desaceleração no setor

de vida em 2015, com o crescimento

dos prêmios globais caindo para 4,0%

(de 4,3%) devido ao fraco desempenho

nos mercados avançados. Quanto ao

não-vida, o forte crescimento nos mercados

avançados da Ásia e a melhoria

na América do Norte e Europa Ocidental

contribuíram para um aumento de 3,6%

nos prêmios de seguros globais, acima

do aumento de 2,4% em 2014.

A previsão é de um ligeiro aumento

no crescimento dos prêmios de vida nos

países avançados em 2016, porém lento

nos mercados emergentes. A pequena

melhoria nos mercados avançados virá de

uma recuperação esperada na Oceania e

da melhoria modesta na Europa Ocidental.

Nos mercados emergentes, o ritmo de

crescimento reflete o forte desempenho

sustentado nos países emergentes da

Ásia. Apesar de estar apresentando uma

desaceleração, o crescimento dos prêmios

na China deverá manter-se forte.

Espera-se que o crescimento do

segmento não-vida global se enfraqueça

devido à atividade econômica moderada

e aos preços reduzidos, principalmente

nos mercados avançados. A perspectiva

para os mercados emergentes é variada. O

crescimento do segmento não-vida tende

a ser forte nos países emergentes da Ásia,

sustentado principalmente pela China.

Em algumas outras regiões, no entanto, a

previsão é de enfraquecimento ou mesmo

redução do crescimento.


painel

• nempresas

Reembolso por

acidente de trabalho

• nlegislação

Seguro para

obras públicas

• nproduto

Aluguel para

universitários

O PASI – Plano de Amparo Social

Imediato, no mês em que completa 27

anos, passa a oferecer uma inédita cobertura

intitulada, REAL – Reembolso à

Empresa por Acidente Laborativo.

A cobertura REAL, tem por objetivo

cobrir as despesas oriundas da

obrigação das empresas, quanto ao

pagamento nos primeiros 15 dias de

afastamento por acidente de trabalho

do empregado. Serão reembolsadas ao

empregador as despesas efetivamente

comprovadas, com o salário e encargos

trabalhistas, bem como outras despesas

diretamente vinculadas ao evento que

deu causa ao afastamento, respeitando

o limite máximo da cobertura contratada.

Também poderá ser oferecida

ao trabalhador afastado uma complementação

salarial referente ao valor da

remuneração que receberia se estivesse

trabalhando, obedecendo aos critérios

da cobertura.

A REAL em breve estará disponível

para contratação em todo território nacional.

O objetivo do PASI é levar através

dos corretores de seguros esta cobertura

para o maior número possível de empresas

e trabalhadores.

• nautomóvel

Livre escolha

O senador Fernando Bezerra Coelho

(PSB-PE) afirmou que o projeto de

revisão da Lei de Contratos e Licitações

que está sendo discutido no Senado vai

determinar que licitações para obras

públicas apresentem apólices de seguro

para garantir a execução dos contratos.

“Estamos trazendo o seguro de obra

pública, mecanismo que existe em países

desenvolvidos como os Estados Unidos,

o mercado europeu e o Japão. Em vez de

trabalhar com cauções, que são 1% do

valor da obra, trazem problemas na execução

da obra e levam o poder público

a refazer a licitação sempre a um preço

mais caro, queremos criar condições.

Temos falado com a indústria de seguros,

que está nos ajudando na elaboração de

uma proposta que seja factível e efetiva”,

disse Coelho.

A proposta também deve manter o

Regime Diferenciado de Contratações

(RDC) para obras acima de R$ 500 milhões.

O RDC é um mecanismo que dispensa

projetos executivos e plano de execução

de obras. “Na realidade, estamos, de

novo, querendo prestigiar a elaboração de

projetos básicos e de projetos executivos

e o RDC dá um drible nisso”, declarou.

O consumidor que utilizar serviços de seguradora de veículos terá o direito de

escolher qual oficina executará os reparos, sem limitação à rede credenciada pela

seguradora de veículos. É o que determina o Projeto de Lei 5097/16, do deputado

Cabo Sabino (PR CE), que assegura a livre escolha tanto para danos no carro do

segurado quanto nos danos a terceiros. Segundo o projeto, a livre escolha tem

de ser respeitada ainda que o segurado e o terceiro escolham oficinas diferentes.

Neste caso, a seguradora precisa cobrir os serviços nos estabelecimentos diferentes.

E deverá informar aos consumidores, nos contratos e no momento do

sinistro, da livre opção do prestador de serviço. A livre escolha garante serviços

de mecânica, de lanternagem, de pintura, de recuperação e limpeza de interior

ou outras similares. No entanto, a oficina precisa ser legalmente constituída com

esta finalidade e precisa apresentar um orçamento compatível com os preços

médios praticados pelas empresas.

Com a chegada do segundo semestre

de aulas, muitos universitários começam

uma nova fase com a mudança para outra

cidade e com a busca por um local que

se identifique para alugar e morar. Mas

conseguir um fiador não é uma tarefa tão

fácil, principalmente quando o jovem não

tem, na nova cidade, parentes e amigos

que possam ser seus fiadores para fechar

o contrato de locação.

Uma das soluções para esses casos é o

Seguro Aluguel, que substitui o fiador e oferece

benefícios e vantagens para viabilizar

a locação e dar segurança, independência e

tranquilidade aos jovens. “Além de tornar o

fechamento do contrato mais ágil, por meio

de facilidades oferecidas para os estudantes,

o seguro concede aos jovens uma ampla

assistência e atendimentos emergenciais de

acordo com as necessidades que podem

surgir no dia a dia”, afirma Luiz Henrique,

superintendente de Riscos Financeiros e

Capitalização da Porto Seguro.

Dentro da gama de benefícios do

produto estão descontos com empresas

de transporte de mudanças, mão de obra

de encanador para a pia que entupiu,

eletricista para o chuveiro que queimou,

além de chaveiro e assistência para

equipamentos eletrônicos, como computadores,

notebooks, tablets, TVs com

acesso à internet, videogames, celulares

e smartphones, entre outros serviços.

Os serviços são válidos somente para

Pessoa Física com locação residencial.

8


• nAmérica Latina

Diminui gap de proteção

O gap de proteção de seguro foi

reduzido na maioria dos países da

América Latina nos últimos dez anos

em relação ao tamanho de seus mercados

seguradores. É o que afirma o mais

recente relatório elaborado pelo Serviço

de Estudos da Fundación Mapfre,

intitulado “Tendência de crescimento

dos mercados seguradores na América

Latina para 2016”.

Essa lacuna a que se refere a seguradora

é a diferença entre a cobertura

seguradora considerada ideal para cada

uma das economias e a que se tem na

realidade. De acordo com a pesquisa

realizada pela Fundación Mapfre, sob

a direção geral de Manuel Aguilera, e

também com a participação de Begoña

Gonzalez, José Brito Correia e Isabel

Carrasco Carrascal, no ano de 2015 o se-

guro latino-americano registrou receitas

de prêmios de quase US$ 139 milhões,

apesar da desaceleração de algumas

economias, que representam 2,86% do

Produto Interno Bruto da região.

O relatório garante que de uma perspectiva

qualitativa, o gap tende também

a diminuir à medida que os mercados

ficam mais sofisticados e se tornam mais

maduros. Afirma ainda que “o índice de

penetração de seguros na região se elevou

em 2,86% em 2015, para um aumento de

1.02 pontos percentuais nos últimos dez

anos. O estudo diz que na última década

diversos elementos contribuíram para

o desenvolvimento do setor de seguros,

permitindo assim um aumento no grau

de cobertura de seguro na região. Entre

esses elementos, destaca-se o crescimento

econômico sustentado pela maioria

dos mercados em um contexto de baixa

inflação, o aumento da renda pessoa disponível,

o desenvolvimento dos sistemas

financeiros, as melhorias no marco regulatório

e as políticas ativas destinadas a

incrementar a cultura financeira.

9


GENTE

Novo presidente

A Caixa Seguridade, que reúne as participações

da Caixa Econômica Federal em seguros

e previdência, anunciou que seu Conselho de

Administração nomeou Raphael Rezende

Neto como novo diretor presidente da companhia.

Rezende Neto, que assume para um

mandato de dois anos, podendo ser reeleito, a

vai substituir Josemir Mangueira Assis, que está

se aposentando, segundo comunicado enviado

à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Renovação na

América Latina

Direção

comercial

A Yasuda Marítima anunciou

Eduardo Fazio de Arecippo

Lima como diretor comercial

da companhia responsável

pelo Rio de Janeiro, Espírito

Santo e regiões Norte e Nordeste.

O executivo chega para

contribuir com a estratégia da

empresa de expandir atuação,

aumentar o share de mercado e

dar suporte às oportunidades de

negócios por conta da ampliação

do portfólio de produtos da

seguradora.

A Swiss Re Corporate Solutions

nomeia Axel Brohm como CEO da

América Latina. Brohm irá assumir a

posição imediatamente e será realocado

de Zurique a Miami nos próximos meses.

Em sua nova posição, ele será responsável

por executar a estratégia de expansão da

companhia na América Latina. Como

head of Corporate Development desde

2012, ele foi responsável pelas iniciativas

estratégicas e operacionais de Corporate

Solutions, incluindo a aquisição e o processo

de integração em andamento da

Seguros Confianza na Colômbia.

Diretor de Auto

e Residência

Mario Cavalcante é o

novo diretor de Auto e Residência

da Liberty Seguros. O

executivo será responsável

pela estratégia, desenvolvimento

e lançamentos de produtos

e serviços dessas áreas.

10


GENTE

Reforços no Sudeste

José Cláudio Milhori é o novo gerente

comercial da Berkley no estado de Minas

Gerais. O executivo atuará na consolidação

da companhia em Belo Horizonte, assim

como em todo o estado de Minas Gerais,

através da parceria com os corretores da

Gerente de Subscrição de Marine

região e com o Sincor MG. A filial RJ/ES

também traz novidades na gerência. Com 18

anos de experiência no mercado segurador,

Maria Nazareth Ayres Carneiro Filha é

a nova gerente da Filial do Rio de Janeiro e

Espírito Santo da companhia.

A operação de seguros da XL Catlin

nomeou Paulo Robson Alves como gerente

de Subscrição de Marine para o Brasil. Em

sua nova função, ele subscreverá seguros de

transportes e ampliará a carteira de clientes

da companhia. Alves ficará baseado em São

Paulo e se reportará a Mauricio Giuntini,

gerente regional de Marine para a América

Latina; e a Renato Rodrigues, gerente Geral

para o Brasil.

Comentando a nomeação, Renato

Rodrigues, diretor geral para o Brasil,

afirmou que “a experiência robusta que o

Paulo traz para nossa equipe fortalece nossas

operações no Brasil e nos permite atender

melhor os nossos clientes e corretores.

Nossa equipe de subscrição de marine, altamente

experiente, tem um conhecimento

profundo das regulamentações e dos mercados

nacional e internacional - um ativo

valioso para ajudar as empresas a gerenciar

os complexos e sempre cambiantes riscos

em um mercado global.

CEO para o Brasil

Edson Franco, atual diretorpresidente

(CEO) do negócio de

seguros de vida da Zurich na América

Latina, foi nomeado para a função de

CEO da companhia no Brasil, integrando

os negócios de seguros gerais, vida,

previdência e capitalização. Em sua

nova função, o executivo se reportará

a Claudia Dill, CEO da Zurich LatAm,

e na estrutura de sua equipe contará

com David Colmenares, que como

CEO de Seguros Gerais no Brasil permanece

na condução dos negócios

deste segmento. A nomeação está

relacionada à intenção da companhia

de simplificar a sua estrutura, dando

continuidade ao anúncio de Mário

Greco como CEO Global do Grupo.

O negócio no País passará a ter uma

estrutura voltada para a oferta de produtos

e serviços diferenciados e para

a qualidade na prestação de serviços

a seus clientes e parceiros comerciais.

Atualmente, exerce também o cargo

de presidente da Federação Nacional

de Previdência Privada e Vida (Fena-

Previ) e é vice presidente do Conselho

Diretor da CNSeg.

12


PME | produto

PME’s são a grande

oportunidade do momento

Quando o País se torna palco de um grande evento,

as pequenas e médias empresas precisam estar

preparadas para atender demandas com segurança

Amanda Cruz

14


Quando se para pra pensar em

pequenas e médias empresas

no Brasil alguns dados saltam

aos olhos: elas são as responsáveis

por 27% do PIB, por exemplo. Essa

importância se reflete na prestação de

serviços e no comércio, especialmente

quando o País é palco de grandes eventos.

Há muito o setor já olha atentamente

para esses empreendimentos, lançando

produtos específicos para contemplar

esse nicho. Mesmo assim, apenas 30%

das PME’s no Brasil têm algum tipo de

seguro e dessas muitas não contrataram

❙❙Eduardo Nóbrega, da LTseg

os produtos adequados e que podem fazer

a diferença. “No cenário brasileiro de

hoje, esse não é um tipo de negócio que

o seguro atinge intensamente ou com

facilidade. A penetração ainda é baixa.”,

pontua Eduardo Nóbrega, diretor operacional

da corretora LTseg.

O Grupo Bradesco Seguros afirma

que tem focado ações pontuais para pequenas

e médias empresas. “No Brasil,

existem mais de cinco milhões de estabelecimentos

que ainda não contam com

nenhum tipo de proteção e os pequenos

e médios empresários estão entre os

que mais temem a exposição a riscos,

especialmente patrimonial, que coloca

em xeque os investimentos de seus negócios”,

afirma Leonardo Pereira de Freitas,

superientendente-executivo.

Está dada, então, a oportunidade

para a mudança de cenário. Assim como

foi na Copa do Mundo de 2014, os Jogos

Olímpicos de 2016 deverão movimentar

diversos setores e alavancar o faturamento

dessas PME’s com aumento de

demanda que turistas, brasileiros e estrangeiros,

levarão aos empreendedores

cariocas. Diversos estabelecimentos

devem ser impactados com essa mudança

de fluxo: bares, restaurantes,

pousadas, hostels e até mesmo salões de

beleza, táxis e lavanderias. Os seguros

patrimoniais deverão ser alavancados,

especialmente no Estado do Rio de Janeiro,

à medida que o evento olímpico

se aproxima. À parte de toda preparação

oficial que está sendo feita, os pequenos

e médios negócios estão procurando o

melhor para atender os clientes. Jarbas

Medeiros, superintendente de ramos

elementares da Porto Seguro, afirma

que já acompanha um aumento nessa

movimentação, embora não estrondoso,

que permite dizer que haverá ganhos

para o mercado.

Um ponto que pode ser levado em

consideração quando se trata dessas

empresas é a maneira como elas são

estruturadas: geralmente são formadas

por um único dono ou poucos sócios,

a vida financeira delas não é simples

e muitas vezes precisam de um controle

diferenciado, que fica ainda mais

complicado quando se trata de seguro.

Os donos ainda encaram a contratação

como um custo. As decisões financeiras

são totalmente centralizadas nas mãos

do dono que não ficam restritos apenas

ao gerenciamento, mas participam de

todas as etapas da empresa. Por isso,

Restaurante

de hotel

O restaurante de um hotel

teve problemas com o fogão, que

acabou por causar um incêndio. A

fumaça se alastrou pela bancada

onde os alimentos eram preparados,

prateleiras que abrigavam

queijos e outros alimentos delicados,

enfim, por toda cozinha. Essas

comidas sensíveis foram contaminadas

pela fumaça, que alterou os

sabores, ficando inutilizáveis.

O contrato do cliente tinha cobertura

contra incêndio, com valor

do imóvel e dos móveis declarados:

teto, fogão, bancada etc. contratando,

inclusive, cobertura para esses

alimentos afetados. Só houve um

problema: o restaurante não tinha

controle de estoque. O proprietário

foi incapaz de dizer quanto exatamente

havia em alimentos danificados,

impossibilitando a indenização.

15


produto

❙❙Gustavo Toledo, da MetLife

as seguradoras contam com corretores

que possam dar o que esse perfil mais

precisa: atendimento personalizado.

“O mercado de seguros se desenvolve

pelo fator confiança e proteção e os pequenos

e microempresários exigem um

tratamento particular, personalizado,

capaz de compreender seu universo e,

sobretudo, estar próximo a ele. O cálculo

preciso de custo-benefício é essencial

para esse empresário”, destaca Freitas.

Na Metlife não tem sido diferente,

conforme afirma Gustavo Toledo,

diretor comercial da companhia. Com

bastante proximidade com o nicho, o

executivo destaca as empresas PME’s

que já tiveram que começar o processo

de preparação muito antes, como é o

caso das empresas de construção. “Nós

percebemos um movimento dessas

médias e pequenas empresas. O Rio

de Janeiro virou um canteiro de obras

e na construção civil, para poder prestar

serviço, existem acordos coletivos

que exigem a contratação do seguro

de vida em grupo, então percebemos

um aumento nessa procura”, afirma.

Mas, nesse aspecto, Toledo indica que

o aumento dessa carteira pode ter sido

sazonal, já que a empresa pode ter

contratado mais gente por causa dessas

obras específicas, mas deverá retomar

suas atividades normais com menos

gente na folha de pagamento.

16

O primeiro desafio é mostrar para

esse empreendedor que ele tem riscos

inerentes aos seus negócios. Fora isso:

acidentes acontecem mais do que se

imagina. Danos podem ser muito mais

prejudiciais para pequenos negócios.

Se uma indústria de grande porte

perde um container com mercadorias

pode não significar muita coisa, mas

um restaurante perder uma parte do

que há na geladeira pode fazer com

que ele feche as portas para o jantar.

Ser um empreendimento pequeno

não pode deixar margem para que o

comando com investimentos, estoque,

contratações seja descuidados. A falta

de controle pode trazer sérios danos.

Os tempos já foram melhores para

o Brasil. Há pouco mais de dois anos,

a empolgação com os grandes eventos

ainda era grande. O País se preparava

para receber a Copa do Mundo de 2014

e já se programava para as Olimpíadas de

2016, que agora finalmente chegaram. A

despeito de qualquer prognóstico desfavorável,

as PME’s podem ser empreendimentos

capazes de lucrar com esses

eventos. Para ajudar, o mercado oferece

soluções personalizadas para a variada

gama de situações possíveis: coberturas

para materiais utilizados, lucros cessantes,

responsabilidade civil etc., todos, em

Restaurante de

Frutos do Mar

Um sinistro aconteceu no estoque

refrigerado de crustáceos. Era

um restaurante de alto nível, com

estoque de lagostas e outros frutos

do mar. Durante a noite, depois que

o restaurante havia fechado, houve

um dano em um dos compartimentos

da câmara de refrigeração.

Resultado: os crustáceos descongelaram

e estragaram. Produtos

importados como esses, atrelados à

cotação do dólar, causam prejuízos

altíssimos. O faturamento dele costumava

ser de aproximadamente

R$5 milhões. Naquela noite R$1

milhão teria sido perdido se não

houvesse seguro.

❙❙Jarbas Medeiros, da Porto Seguro

diversas seguradoras, com o “codinome”

do estabelecimento.

“Os produtos existem e não são

caros. O que falta é conscientização”,

afirma Nóbrega. Se isso é o que falta,

Toledo diz que já enxerga mudanças

nesse tipo de profissional. Mesmo

porque as leis que obrigam a contratação

de determinados produtos ajudam

a notar a importância do seguro.

“Especialmente nesse momento que

estamos vivendo. Temos riscos que

podem acontecer e que despertam

a necessidade de proteção urgente.

O empresário ganha consciência de

proteger o colaborador e a si mesmo”,

afirma Toledo.

Um restaurante especializado em

frutas do mar, por exemplo, precisaria

de uma cobertura específica para danos

de produtos congelados? Exagero?

Não. Essa possibilidade existe e está

no clausulado de diversas companhias.

“O que precisamos lembrar é que o

corretor precisa ter sensibilidade. Nossa

função é, justamente, mostrar que isso é

realidade”, alerta o corretor. Ou seja, o

cliente acabará comprando uma apólice

que não serve completamente às suas

especificidades e se frustrará ainda mais

no momento do sinistro.

Se o corretor de um restaurante com

frigorífico se lembrar disso e informar

o cliente, este certamente se comprome-


terá em pagar um pouco mais para ter

as coberturas.

Aviso de piso molhado

Quando andamos por um shopping

é comum se deparar com a velha placa

amarela: Cuidado! Piso molhado. Muitas

vezes o chão já está seco há bastante

tempo, mas o aviso continua por lá. O

nome disso é: precaução. Se alguém escorrega

naquela local que acabou de ser

limpo, o dono do estabelecimento pode

ser confrontado judicialmente, já que sem

o aviso ele coloca a integridade física de

seus clientes em risco. Essa é uma maneira

básica de gerenciamento de riscos.

“Se eu fosse um empreendedor de uma

pequena ou média empresa que receberá

muitos estrangeiros, essas seriam minhas

duas medidas prioritárias: comprar a placa

de piso molhado e contratar um seguro

adequado” brinca Nóbrega.

Isso é importante porque há outro

Fratura em hotel

Entre os clientes estava um

hotel que recebia grande fluxo de

turistas. Um dos hóspedes sofreu

uma queda e fraturou o fêmur e, por

conta disso, contratou um advogado

internacional processou o estabelecimento.

Foi preciso acionar a

cobertura de Responsabilidade Civil

para terceiros.

ponto bastante sensível: receber turistas

estrangeiros. Não é só o fluxo e a demanda

que aumentam, mas a cultura. Não

há julgamentos de valores, há apenas

uma forma de encarar questões como

atendimento, noções de responsabilização,

cultura de judicialização entre

outros fatores. É fato: a maneira de

se relacionar e encarar essas questões

muda de acordo com o background

cultural. Um bom exemplo disso são os

norte-americanos. Por lá, as questões de

responsabilidade civil são encaradas de

maneira bastante rígida, a modalidade

é bastante difundida. “No Canadá, por

exemplo, se há neve acumulada na calçada

de sua loja e alguém cai e se machuca

quem sofreu o dano pode processar o

estabelecimento por não ter limpado a

neve”, ilustra Nóbrega.

A cobertura de Responsabilidade

Civil é imprescindível e deve ser contratada

com bons limites. “O dono de

uma pousada, por exemplo, não sabe

o porte do hóspede que receberá e se

essa pessoa sofrer um acidente dentro

do local impossibilitado de trabalhar ou

de voltar para seu local de origem, essa

cobertura garantirá o bem-estar dele e

também do estabelecimento”, afirma

Medeiros. O seguro de RC pode dar

conta de questões como intoxicações

alimentares causadas pela comida do

17


produto

prestador de serviços, danos por ataques

de animais ou insetos, acidentes

devido à prática de esportes dentro das

dependências ou sinistro ocorrido em um

passeio que tenha sido organizado pelo

hotel, por exemplo.

A necessidade de um processo judicial

para ser indenizado não desestimula

as pessoas a comprovar a responsabilidade

dos estabelecimentos comerciais.

Essas ações costumam acontecer

com mais rapidez em países que têm o

hábito de judicialização, no Brasil tramitam

com um pouco mais de lentidão,

mas um dia chegam. “Mesmo que a ação

demore cinco, sete anos para se concretizar,

a empresa carregará esse processo

enquanto a PME existir”, ressalta.

Outra cobertura que pode ser de

grande valia para o pequeno e médio

empreendedor é a de lucros cessantes.

Em alguma situação em que está tudo

pronto para receber clientes e algum

sinistro ocorre, toda expectativa de

ganhos fica frustrada. Em casos como

incêndios severos, por exemplo, o estabelecimento

pode ter que ficar fechado

por dias ou meses e ter essa contratação

pode cobrir o prejuízo de não poder

operar os negócios. “Se uma PME para

por um semestre, certamente, ela não

conseguirá manter-se”, opina Eduardo

Nóbrega, da LTseg. Nesse nicho, esse

tipo de contratação, em 90% dos casos,

os lucros cessantes estão atrelados à

cobertura básica. Ou seja, se o evento

que está coberto pela apólice básica

ocorrer, a cobertura de lucros cessantes

entra em vigor.

Há duas outras coberturas que

merecem atenção: a de indenizações

para bens e outra de indenizações para

valores de hóspedes, que são feitas separadamente,

a primeira é para qualquer

objeto que o cliente do estabelecimento

possuir e a outra para dinheiro em espécie.

“Hoje, em nossa base de clientes,

só 30% contratam a cobertura para os

bens dos hóspedes, enquanto a proteção

contra roubo de valores é ainda menor:

8%”, afirma o executivo da Porto Seguro.

Semelhante a isso, há uma cobertura

especial para arrastões, realidade muito

presente em diversas cidades do País.

Vestido indenizado

Ao servir uma taça de vinho, um

garçom derrubou a bebida em um

vestido de alta-costura, caríssimo, de

uma cliente. Ela exigiu ser ressarcida

e, por possuir uma cláusula de danos

a terceiros em sua apólice empresarial,

o restaurante pode indenizá-la

e não sofrer prejuízos.

Como bem lembra Jarbas Medeiros,

da Porto Seguro, existem assistências

que também podem ser essenciais para

os estabelecimentos. Um ar-condicionado

quebrado no Rio de Janeiro ou em

Salvador, por exemplo, ou um problema

de chaveiro, encanador, entre outros,

podem significar uma perda grande para

o empreendedor. Ela pode ser evitada se

ele tiver um seguro com assistência que

atenda essa emergência, o que será feito

de maneira mais rápida e com muito

menos custos.

Lacunas

Um tipo de hospedagem diferente, mas

que atrai muitos turistas, especialmente

mochileiros de fora do país, os hostels

passaram a ser uma opção com ótimo

custo para aqueles que viajam buscando

experiências mais diretas com a vida

do local de destino. A Revista Apólice

consultou dois hostels no Rio de Janeiro,

um no bairro de Santa Teresa e outro em

Copacabana, para saber um pouco mais

sobre o preparo dos estabelecimentos

quando o assunto é seguro e o constatado

foi: o básico está contratado. Incêndio,

raios e explosões, alguns, como o de

Santa Teresa que já passou por sinistros,

também se preocupam bastante com

riscos de enchentes e inundações.

Mas o preparo para por aí. Os consultados

disseram não contratar seguros

de Responsabilidade Civil, de roubo de

bens e valores e nada que vá muito além

do básico. Quando perguntados se conheciam

ou teriam interesse em incrementar

as proteções também foram distantes.

Isso mostra que o seguro ainda é

um ilustre desconhecido para alguns

segmentos. As pessoas até sabem que

existem opções, mas conhecem pouco e

não enxergam como isso pode ser efetivo

em seus negócios.

Nóbrega acredita que os pequenos e

médios empreendedores são tomadores

de risco, mesmo que nem sempre se enxerguem

dessa forma. “Ele abre um estabelecimento

sem saber se terá ou não

clientes. Então sabe que corre riscos”.

Para o corretor, agora o que é preciso

é que as PME’s olhem para o que vai

além disso.

18


19


marketing | esporte

Preparado para o

grande momento

Grupo Bradesco Seguros está pronto para atuar nos

Jogos Rio 2016 como patrocinador e segurador oficial

do maior evento esportivo mundial

Kelly Lubiato

Muitas iniciativas foram

postas em prática durante

o período que antecedeu

os Jogos Rio 2016. Agora,

em poucos dias começa o maior evento

esportivo mundial, que conta com o patrocínio

do maior grupo segurador brasileiro,

que registrou no primeiro trimestre de

2016 faturamento de R$ 15,2 bilhões nos

segmentos de seguros, capitalização e

previdência complementar aberta – evolução

de 11,4% em relação ao totalizado

no mesmo período de 2015.

Antes dos Jogos Rio 2016, o Grupo

Bradesco Seguros tem realizado ativações

tanto no Circuito da Longevidade quanto

na Ciclofaixa de Lazer. A preparação para

receber os parceiros e segurados destacou

a promoção Vai Brasil... Vai Você, que

levará 50 pessoas (e acompanhantes) aos

Jogos Olímpicos em um pacote especial.

Estas pessoas se cadastraram na promoção

20

e ganharam os pacotes. “Temos clientes

de todo o Brasil vencendo e o curioso

é que esta é uma forma de conceder

uma oportunidade às pessoas que não

tinham planejado assistir aos Jogos. Isso

é muito importante para nós, pois é uma

contrapartida que oferecemos aos nossos

clientes e parceiros, para o evento ser

ainda mais especial”, adianta Alexandre

Nogueira, diretor do Grupo Bradesco

Seguros. “Este será um pacote no qual

vamos oferecer o que há de melhor para

estas pessoas.”

Para levar o espírito olímpico às cinco

regiões do país e envolver a população no

maior evento esportivo mundial, o Grupo

Bradesco Seguros promove o Museu Itinerante

Se Prepara Brasil — O Caminho

do Esporte até o Rio. Com o projeto, duas

carretas passarão por 45 cidades em todo

o território nacional para apresentar uma

exposição gratuita sobre rodas, com mais

de 100 peças do acervo do Comitê Olímpico

Internacional (COI), do Comitê

Olímpico do Brasil (COB) e do Comitê

dos Jogos Rio 2016, além de coleções

particulares.

Welcome kit


Alexandre Nogueira, Diretor do

❙❙Grupo Bradesco Seguros

Juntos, os veículos, que partiram

de Vitória (ES) e Goiânia (GO) em 30

de abril, percorrerão cerca de 30 mil

quilômetros em dois roteiros distintos,

que se encontrarão em agosto no Rio de

Janeiro, onde o Museu ficará exposto

durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos,

nos Bulevares Olímpicos Parque

Madureira e Porto Maravilha. Mais de

75 mil pessoas já visitaram o Museu, e

a previsão é de 200 mil pessoas visitem

a exposição.

A seguradora é a patrocinadora

oficial do Time Brasil, que recebeu um

kit de saúde e odontológico com todas as

orientações e apoio necessário. De acordo

com informações do UOL, já são 464

esportistas que participarão do evento.

Vamos ter um canal diferenciado para

o atendimento dos atletas, respeitando

as regras complexas de segurança do

Comitê Olímpico Internacional”, explica

Nogueira.

O patrocínio do Grupo Bradesco

Seguros aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos

Rio 2016, assim como sua condição

de segurador oficial do evento, vai ao

encontro de sua estratégia de atuação

de difundir para a população a importância

da prática esportiva e da adoção

de hábitos saudáveis como pilares para

a conquista da longevidade, com saúde,

qualidade de vida e bem-estar.

O objetivo do Grupo Bradesco Seguros,

com este patrocínio, é criar uma

associação com os valores olímpicos naturalmente,

o que é muito poderoso. “Isso

reforça os atributos da marca. Além disso,

uma campanha com este porte almeja que

não clientes também intencionem adqurir

seguros para participarem da promoção

que oferece os pacotes de viagem como

prêmio”, acrescenta Nogueira.

Com a aproximação dos Jogos,

grande parte das informações a respeito

dos atletas, de modalidades esportivas,

curiosidades etc. são publicadas diariamente

na fanpage Bradesco Rumo aos

Jogos Rio 2016. Esta fanpage já conta

com mais de 540 mil participantes e

é um canal para que o público conheça

um pouco mais dos esportes. “Durante

os Jogos acreditamos que aumentará a

frequência do público”. Em pouco mais

de um ano a página registra mais de 3,1

milhões de interações do público, entre

compartilhamentos, comentários e curtidas

no Facebook. O Grupo Bradesco

Seguros também disponibilizou em

seu site uma ferramenta de contagem

regressiva para os Jogos.

Completando este círculo virtuoso,

o Grupo Bradesco Seguros conta com os

Já temos campeões

O perfil de cada um

dos atletas pode ser

visto no site

www.cob.org.br,

na aba de atletas

embaixadores da marca, os medalhistas

olímpicos Leila e Giba, do vôlei. Para

o Grupo, é importante associar os seus

valores com atletas tão bem sucedidos

e empáticos com o público. Mais próxima

ainda à realidade brasileira está a

equipe de Atletas Bradesco Seguros, que

participa do Circuito da Longevidade e

das principais competições nacionais e

internacionais. Aliás, o Grupo Bradesco

Seguros prepara uma atração muito

especial para o período compreendido

entre o fim dos Jogos Olímpicos e o

início dos Paralímpicos: a Etapa Rio de

Janeiro do Circuito da Longevidade será

realizada em parte do percurso por onde

passará a maratona dos Jogos Rio 2016,

modalidade esportiva que simboliza

o maior evento esportivo mundial.

A promoção Vai Brasil... Vai Você já carimbou alguns passaportes para

participarem dos Jogos Olímpicos Rio 2016. O curitibano Adriano José dos

Santos, cliente de seguro auto da Bradesco Seguros há dois anos, já prepara as

malas. Junto com sua noiva Priscila Wutkiewicz, ele vai viajar ao Rio de Janeiro.

“Estou muito ansioso porque é um momento importante. Além disso, é a minha

primeira viagem de avião”, comemora o fã de futebol e torcedor do Coritiba.

Ele se cadastrou no site da promoção em março deste ano. “Não acreditei

quando uma moça da Bradesco Seguros me ligou para contar que eu havia

ganhado. Acho que fui até meio mal educado, no momento em que ela ia

me dar uma boa notícia”,

lembra. Funcionário do

departamento administrativo

de uma escola em

Curitiba, Adriano diz que

pretende acompanhar

as competições de vôlei

(quadra e praia) e tênis.

Agora, é só segurar

a ansiedade e investir na

preparação. Boa viagem!

21


22


23


gerenciamento de risco | grande evento

24


O que está

em jogo no

Rio de Janeiro?

Um evento de grande porte como as Olimpíadas envolve uma

série de riscos que preocupam organizadores e empresas que vão

receber pessoas, prestar serviços etc. Como o mercado de seguros

pode contribuir para minimizar estes riscos?

Kelly Lubiato

A

expectativa de receber cerca

de 400 mil turistas, 25 mil

jornalistas e 10 mil atletas

durante os jogos olímpicos

e paralímpicos, no Rio de Janeiro, está

movimentado empresas que têm a possibilidade

de contribuir com produtos

de proteção para patrimônio e pessoas.

Os organizadores deste grande evento

estão preocupados com a possibilidade

de ataques terroristas, após o que aconteceu

na França, Bélgica e Estados Unidos.

Jean Paul Laborde, chefe de estratégia

da ONU para o combate ao terrorismo,

alertou que o Rio de Janeiro corre o risco

de se tornar alvo fácil. “A lógica de que

o Brasil não tem problemas com o terrorismo

não é a abordagem correta, pois o

problema são as pessoas que vêm para o

País com esta intenção”.

O Brasil tem certa fragilidade em

suas fronteiras e, na realização de um

evento grande, o controle realizado pela

Polícia Federal pode não ser suficiente.

Há também um relatório da Agência Brasileira

de Inteligência (ABIN) sobre essa

preocupação e o País já recebeu ameaças

em alguns sites do Estado Islâmico, em

língua portuguesa, sobre esse assunto.

O diretor de Riscos Corporativos

da Willis, Alvaro Igrejas, afirmou que

a corretora está alertando seus clientes

sobre a exposição a este risco pelo tipo

de atividade, principalmente para que

elas procurem medidas preventivas.

Algumas empresas estão preocupadas,

pelo seu tipo de exposição. Há ainda

embaixadas, consulados e outros órgãos

governamentais que irão receber chefes

de estado, atletas e autoridades de seus

respectivos países. “Toda a área ligada

a transporte (aeroportos, metrôs, terminais

rodoviários) receberá um grande

volume de pessoas, além, é claro, das

arenas esportivas e espaços olímpicos.

Haverá também maior concentração

de pessoas nos monumentos e pontos

turísticos”, calcula Igrejas. Há ainda

outros espaços com risco potencial

maior, como shoppings, hotéis, hospitais,

estações de tratamento e abastecimento

de água, além de áreas de armazenamento

de produtos inflamáveis, ou até

marcas icônicas ou uma empresa de

um determinado país contra o qual o EI

tem uma luta direta. “Estamos alertando

estas empresas sobre a sua exposição ao

risco”, observa Igrejas.

O executivo explica que o trabalho de

gerenciamento de riscos não é específico

para um evento deste tipo, mas segue

num contexto perene. O que a corretora

está fazendo, agora, é manter contato

com os clientes que já contrataram o

seguro e aqueles que ainda procuram

por algum tipo de proteção. “Estamos

discutindo com os clientes este trabalho

de gerenciamento de risco mais focado

no terrorismo”.

A maioria dos contratos de seguro

patrimoniais já cobre os riscos de danos

materiais e de outros decorrentes de atos

25


grande evento

terroristas. A cobertura específica de

terrorismo tem algumas particularidades.

Em média, o atendimento é feito até 72

horas após o ato para cobrir os danos sofridos

por ataques terroristas, envolvendo

a parte de remoção de entulho, proteção

dos salvados e a estrutura de salvamento

(contratação de bombeiros especializados,

por exemplo) e a cobertura de danos

materiais para o segurado ou terceiros.

Nas apólices também está incluída a

cobertura para interrupção de negócios,

que envolve lucros cessantes.

Por enquanto, a aquisição desta

cobertura ainda não explodiu, mesmo

porque ela representa um custo adicional

para as apertadas contas das empresas.

“O empresário avalia com muita atenção,

porque este é um momento em que as

pessoas estão tentando reduzir custos. Os

executivos procuram formas de acertar

os gastos para encaixar a cobertura no

orçamento”, avalia Igrejas, acrescentando

que a proximidade do grande evento deve

fazer a procura crescer. As contratações

devem ficar dentro dos limites da capacidade

do mercado brasileiro.

Por outro lado, algumas empresas

multinacionais já possuem esta cobertura

em seu pacote global de seguros.

Entretanto, neste caso é necessária uma

avaliação da forma como se deve proceder

a questão do pagamento de indenizações.

“Para o dinheiro chegar ao Brasil, em caso

de sinistro, tem a questão dos impostos.

Estamos apresentando isso aos nossos

clientes e deixando que eles avaliem se

devem ou não adquirir uma apólice local”.

Alvaro Igrejas, diretor da Riscos

❙❙Corporativos da Willis

26

❙❙Giuliano Maisto, CEO da AGCS

Esta aproximação com os clientes

envolve uma conversa com aqueles

que tem potencial de risco, porque a

exposição será grande. Além da cobertura

de terrorismo, as coberturas para

tumultos e greves também podem ser

mais utilizadas.

O Brasil está passando por um momento

de transição, de mudança na forma

de fazer negócios e de como encarar a exposição

aos riscos cotidianos. “Apesar de

vivermos em algumas cidades com uma

série de situações de insegurança, ainda

não se vê a questão do ato de terrorismo.

Se formos avaliar, o Brasil com toda a sua

diversidade religiosa, é um país bastante

tranquilo. Só que agora estamos em um

momento em que vamos trazer para o Rio

de Janeiro os conflitos do mundo inteiro”,

enfatiza Igrejas.

Onde o mercado

pode investir?

Outros produtos do mercado de

seguros podem ser mais oferecidos e

utilizados pelos cidadãos e empresas

que passarão pelo Rio de Janeiro no mês

de agosto. Os seguros de engenharia já

foram bastante utilizados no momento

de preparação da infraestrutura para os

jogos. Agora, é a vez das cobertura de

Responsabilidade Civil, linhas financeiras

e seguros ligados às propriedades.

Mas, aqueles que vêm assistir, ainda

devem trazer o seguro viagem. Como

serão realizados muito eventos paralelos

(diversos países criarão suas “casas” para

receber turistas, autoridades e atletas),

vale se precaver.

Giuliano Maisto, CEO da AGCS,

uma das resseguradoras da apólice de

D&O do Comitê Olímpico, ressalta que

nem só os turistas estarão expostos aos

riscos. “Os atletas, delegações olímpicas,

integrantes do Comitê Olímpico, autoridades

que participarão das cerimônias de

abertura e encerramento estão expostos.

Há também os cerca de 25 mil profissionais

de imprensa que vão trabalhar

na transmissão, como repórteres, operadores

de câmera, por exemplo e os 40

mil voluntários. As forças de segurança

devem ultrapassar a marca de 25 mil

pessoas. Não podemos esquecer também

da própria população da cidade do Rio

de Janeiro, que faz parte desse grande

público que participa do evento”.

A apólice de D&O do Comite

Olímpico cobre tanto erros e omissões

durante a transmissão dos Jogos

Olímpicos quanto dos Paralímpicos. A

nossa apólice de D&O cobre o Comitê

Olímpico durante ambos os eventos.

Importante ressaltar que a AGCS é uma

das resseguradoras dessas apólices e não

exclusiva”, explica Maisto.

As coberturas são as mesmas de

todos os contratos de D&O. O objeto

do contrato é o mesmo. O que ocorre é

que devido à proporção e tamanho de

um evento como as Olímpiadas, em que

a exposição ao risco é maior do que em

situações convencionais, as coberturas

acabam sendo maiores para custos de defesa,

riscos de reputação etc. Mas trata-se

apenas de uma questão de valor de cobertura

devido à grandiosidade e exposição

internacional de um evento como esse.

“Outro ponto importante que podemos

destacar é que o mercado segurador

local ganhou força e amadureceu para

atender às demandas das Olimpíadas.

Para fazer parte desse evento e fornecer

soluções que atendam às demandas do

Comitê Olímpico, a cultura do seguro é

uma premissa fundamental”, completa

Maisto.


❙❙Estela Pletsch, da Europ Assistance

Ciclovia RJ - foto Fernando Frazão - Agência Brasil

Movimentos planejados

Receber esta quantidade de estrangeiros,

sejam turistas, atletas, jornalistas

etc, vai requerer um esquema especial

também das empresas de assistência 24h.

O planejamento envolve desde equipe de

atendimento bilíngue até o reforço das

equipes de campo.

Estela Pletsch, gerente executiva de

operações da Europ Assistance explica

que a empresa aumentou a quantidade de

prestadores de serviços disponíveis. Foram

cadastradas mais ambulâncias e hospitais,

trabalhando com o posicionamento

estratégico de reboques e estabelecendo

rotas para os deslocamentos mais difíceis.

“Temos que pensar no alinhamento dos

prestadores, treinamento e aumento da

rede”.

Segundo a executiva, a empresa de

assistência projeta aumento de 20% dos

atendimentos, com a maior demanda partindo

dos atendimentos médicos. “Como

será um período de férias escolares, o

trânsito deve ficar mais tranquilo, mas

calculamos aumento da demanda também

para o atendimento de automóveis”.

Além dos atendimentos para fatos

já ocorridos, Estela acredita que haverá

bastante trabalho também para o serviço

de concierge. Para atender a estes

clientes do mundo inteiro que estão

vindo para o Brasil, a empresa prepara

um roteiro turístico e cultural da cidade

sede do evento.

A rede médica que atenderá tanto

aos turistas como as delegações e

atletas de todo o mundo cobertas pela

Europ Assistance foi ampliada. Além

dos médicos do chamado “homecare” –

que vão até o local da ocorrência para

prestar o atendimento – serão mais de

40 ambulâncias à disposição dos clientes

e 37 hospitais cadastrados no Rio de

Janeiro e em cidades que receberão os

jogos de futebol. O atendimento saúde

é um benefício que traz tranquilidade

ao cliente que está fora de seu país de

origem. Ele está atrelado a contratos

de seguro saúde internacional e seguro

viagem internacional e sua contratação

é feita nos países de residência, com

cobertura para a localidade de destino”,

completa.

27


esportes | atletas

Competir

é preciso

28


Atletas profissionais e amadores

precisam de seguros individualizados,

que atendam as particularidades da

vida de quem pratica esportes

Amanda Cruz

Os seguros de vida, saúde,

seguro viagem estão disponíveis

para todas as pessoas

que querem se proteger e

proteger suas famílias de contratempos

e imprevistos que podem ser fatais. Mas

e quando a proteção precisa ser ainda

mais minuciosa? É o caso dos atletas,

profissionais e também aqueles de finais

de semana. “O importante é que a companhia

de seguros seja baseada em cima

da necessidade de cada cliente. Ou seja,

dando segurança financeira para o atleta

que ficar impossibilitado de atuar”, explica

Sidney Calligaris, diretor comercial da

Prudential Seguros.

Quem pratica esportes garante melhor

condicionamento físico e uma vida

mais saudável, mas, ao mesmo tempo,

está mais sujeito a sofrer lesões e, se não

estiver bem preparado, levar seu corpo

além dos limites.

Não é à toa que grandes atletas fazem

seguro das partes mais importantes

de seu corpo: o piloto de Fórmula 1,

Fernando Alonso, por exemplo, segurou

seus polegares em $ 10 milhões de euros.

No futebol, não faltam mais exemplos.

Quando o Corinthians contratou o jogador

Ronaldo, fez um seguro especial para

o joelho do jogador e Cristiano Ronaldo,

atacante português, tem suas pernas seguradas

em $100 milhões de euros.

Pode parecer exagero, mas esses são

esportes que movimentam bilhões e o

desfalque em competição pode ser decisivo

para a carreira de um atleta. Outras

modalidades são bem mais modestas e

muitos atletas passam por dificuldades

para garantir patrocínio e conseguir treinar,

arcar com material e chegar às competições

mundiais, como as Olimpíadas.

O mercado de seguros tenta auxiliá-

-los de variadas formas. Há seguradoras

que patrocinam os esportistas dando condições

financeiras para que eles tragam

vitórias. Um exemplo é a Icatu Seguros

que, desde 2011, desenvolve o projeto

“Bons Ventos 2016” que tem como objetivo

preparar um dupla de velejadores

para grandes competições: Marco Grael

e Gabriel Borges, que garantiram seu

espaço nas Olimpíadas do Rio de Janeiro

“Estamos profundamente orgulhosos e

recompensados. Somos uma empresa

que incentiva a todos a planejarem o seu

futuro, e foi o que fizemos com esses

atletas: investimos lá atrás e estamos

colhendo os resultados agora” afirma a

diretora de Marketing e Canais da Icatu

Seguros, Aura Rebelo.

Além de todos os riscos, dificuldades

e desafios que o atletas encontram, há

outro fator agravante: na maioria das práticas

esportivas, a aposentadoria ocorre

muito cedo. Jogadores de futebol acima

de 35 anos já estão perto de pendurar as

Marcella Ewerton, coordenadora

❙❙de conteúdo da Bidu Corretora

❙❙Paulo Grillo, da Ecoverde Seguros

chuteiras. É preciso muito planejamento

financeiro para quando a vida profissional

acaba, pois ainda há muito o que se

fazer pela frente. Nas prateleiras existem

opções como os seguros de vida que após

um tempo determinado de contribuição,

o segurado deixa de pagar e ele continua

valendo após esse período, com base em

uma reserva matemática feita a partir

do valor de contribuição. Por exemplo,

se o atleta tiver uma forte lesão que o

impossibilite de praticar o esporte, ele

poderá resgatar a reserva que estará lá

para cuidar da saúde ou manter suas

despesas em dia. Quando se trata de

fazer esportes profissionalmente, uma

lesão, ainda que não seja permanente,

mas que seja incapacitante para a prática

já pode ser considerada um sinistro. “Há

também a opção de contratação de um

seguro para doenças graves, como câncer

infarto, AVC ou queimaduras severas,

por exemplo”, conforme cita Calligaris.

Conhecendo bem de perto os problemas

aos quais esses profissionais

estão expostos, um grande nome do

esporte nacional que também é senador

pelo PSB-RJ, Romário, apresentou uma

proposta para beneficiar os atletas brasileiros,

oferecendo a eles seguro para

competições nacionais e internacionais

no PLS 67/2015. Nele, clubes, confederações

e federações esportivas têm a

obrigação de contratar seguro de vida e

29


atletas

contra acidentes pessoais para os atletas

profissionais, que deverá ser compatível

com a remuneração. Essa iniciativa vem

para incrementar a Lei 9615/98 – Lei

Pelé- que foi desenvolvida por Pelé enquanto

ocupava o cargo de ministro do

esporte no governo Fernando Henrique

Cardoso. Desde lá, os clubes confederações

e federações são obrigadas a

contratar seguro de vida e de acidentes

pessoas para os atletas que atuam profissionalmente.

Essas propostas têm exemplos claros

na realidade para serem observados,

como foi o caso da ex-ginasta Laís Souza.

Ela ficou tetraplégica em 2014, depois

de um acidente enquanto esquiava e não

tinha nenhum seguro. Lais passou por

momentos difíceis até começar a receber

ajuda do governo para manter seu

tratamento.

Em tese, o tipo de vida que é exigida

de um atleta não é, por si só, um agravante

na cotação do seguro. “O seguro

para atleta profissional vai contemplar

os riscos que o esportista poderá sofrer

durante a prática do esporte. O preço do

seguro vai variar de acordo com o risco

e de diversos outros fatores que podem

ser diferentes de seguradora para seguradora”,

explica Marcella Ewerton, coordenadora

de conteúdo da Bidu Corretora.

30

Também para

o torcedor

Quem está assistindo também

pode contar com algum tipo de

proteção. Algumas seguradoras oferecem

proteção para quem vai assistir

os atletas em ação e incentivá-los.

O produto geralmente vem em

forma de um seguro de acidentes

pessoais que dá aos contratantes a

oportunidade de concorrer a prêmios

em dinheiro através da Loteria

Federal.

As seguradoras também adicionam

outros serviços, como táxi,

reservas em hotéis, auxílio em caso

de perda de documentos, indicação

jurídica entre outros.

A executiva explica ainda que, em

2012, a prática de esportes profissionais

de forma segura ganhou força com a

decisão da FIFA em garantir cobertura

de lesões em jogadores que atuem em

partidas das seleções que integram a

federação de futebol.

Para amadores

Quem corre de final de semana ou

gosta de viajar para praticar esportes

também precisam se proteger. Ainda se

acredita muito que quem pratica esses

esportes não tenha aceitação das companhias

de seguro para se proteger, mas

isso já mudou no mercado há algum

tempo. “As seguradoras que oferecem

seguro viagem podem oferecer também

uma modalidade que contemple a

prática de esportes radicais, prevendo

os riscos que são específicos desses esportes”.

É verdade que a probabilidade

desses seguros ficarem mais caros é

grande, já que o risco aumenta consideravelmente,

mas as muitas corretoras

e seguradoras já oferecem isso como

um diferencial.

Já no caso dos produtos de Vida,

as coisas são um pouco diferentes e a

aceitação de quem pratica pode ficar

comprometida dependendo da política

de aceitação da companhia.


31


fórum | manaus

Sem medo

de inovar

No Amazonas, corretores e personalidades do setor discutem

o comportamento e as oportunidades do mercado diante dos

atuais consumidores, dos novos produtos e da tecnologia

32

Diante da instabilidade econômica,

o tema inovação deve ganhar

ainda mais fôlego nos negócios

e também no mercado

segurador. Realizado em junho passado,

o VI Fórum Manaus Seguros teve como

pauta “Inovar é o caminho” e levou cerca

de 300 corretores, além de personalidades

do setor, a refletir sobre as perspectivas do

segmento para os próximos anos.

Palco do evento, o município que abriga

a Zona Franca se fortaleceu na última

década. “Basta constatar a quantidade de

sucursais de seguradoras que se instalaram

no local. Muitas delas trouxeram

oportunidades aos corretores que aqui

atuam”, analisou o presidente da Escola

Nacional de Seguros, Robert Bittar.

No entanto, o presidente do Sincor-

-AM/RR e anfitrião do evento, Jair

Fernandes, acredita que a realidade não

condiz com os números inexpressivos

divulgados pela Superintendência de

Seguros Privados (Susep). “Alguma

coisa tem de errado na apuração dessa

produção, que muito provavelmente não

está sendo contabilizada para o Estado da

Amazônia”, avaliou o executivo.

Os corretores de seguros, aliás, serão

um dos grandes responsáveis para a

prosperidade do setor durante o período

de retração. Assim, a necessidade de qualificação

profissional se torna ainda maior

entre a categoria, que para Armando Vergilio,

presidente da Federação Nacional

dos Corretores de Seguros (Fenacor), deve

superar os obstáculos impostos em diferentes

períodos e demonstrar capacidade

de oferecer amplas proteções securitárias

a uma sociedade insegura pelas incertezas

econômicas. “Vivemos um momento de

retração muito séria e profunda e isso exi-


ge mudança de comportamento e atitude.

Acredito que os corretores estão tendo

essa percepção” afirmou ele.

Vergilio traçou ainda as inovações do

setor as quais acompanhou e contribuiu,

como a abertura do mercado de resseguro,

em 2008, época em que atuava na Susep; e

a autorregulação, um conjunto de normas

de boas práticas estabelecido junto com

a própria categoria. Citou ainda a Lei do

Desmonte, reeditada quando era deputado

federal para regulamentar a atividade e

combater o comércio clandestino de peças;

a inclusão do corretor de seguros na

tabela 3 do SuperSimples, que diminuiu

a carga tributária do profissional; além

do PrevSaude e o Universal Life, que já

caminham para serem aprovados.

❙❙Jair Fernandes realiza a abertura do evento

Mais interessados e conectados

A sociedade passou a demonstrar

mais interesse pelas proteções securitárias,

provando que os esforços do setor

para disseminar a cultura do seguro já

apresentam resultados significativos.

Dos produtos que ganham a atenção dos

consumidores está o seguro residencial,

mercado que segundo o Sincor-SP deve

crescer em torno de 9% ao longo de

2016. “Quantos corretores estão no seu

processo e ciclo de vendas com seguro

residencial incorporado?”, questionou

o diretor da Porto Seguro, Mauro José,

acrescentando que o cross-selling pode

ajudá-los a ampliar resultados.

Alternativa para quem deseja adquirir

ou até mesmo trocar de carro durante

a crise, o veículo usado é outro nicho a

ser explorado. Muitas lojas que comercializam

esses automóveis não contam com

um corretor de seguros para administrar

o segmento.

Ao passo que o consumidor se interessa

pelos seguros, demonstra ainda uma

nova maneira de entender um pouco mais

sobre o assunto: das palavras digitadas

pelos internautas no buscador Google,

“seguro” aparece 11 milhões de vezes.

Por isso, é necessário que os corretores

entendam essa nova realidade e, segundo

o superintendente regional N/CO Corporate

da Bradesco, Catulo Ribeiro Freitas,

tenham as informações “na ponta da

língua”. “O consumidor já vem com uma

experiência e, quando vai comprar algum

tipo de seguro, já obteve uma informação

antes; pesquisou. E o corretor tem que

estar preparado para entregar o melhor

produto para o cliente”.

Outras oportunidades

Ao mesmo tempo em que é uma

carteiras responsáveis pelo maior número

de apólices contratadas, o seguro

de automóvel ainda encontra muito

espaço para crescer. No Brasil, apenas

30% da frota está segurada e, no Estado

do Amazonas, somente 54 mil dos 778

mil veículos contam com algum tipo de

proteção. O mesmo acontece no seguro

residencial, em que 4,3% das 1,4 milhão

de casas estão protegidas.

No entanto, o seguro de automóvel

não deve ser o foco principal dos corretores

de seguros. “Há outras necessidades

de proteção”, lembrou Izair Lazzarotto,

diretor da Bradesco Seguros. Ele aposta

na oferta de vantagens, benefícios e produtos

diferenciados e que vão além do

tradicional seguro de veículos.

A criação de novos produtos voltados

à longevidade também merecem atenção

do mercado segurador e seus agentes,

considerando o crescimento do poder

aquisitivo nos últimos anos e o aumento

da expectativa de vida, que passou de 74,9

para 75,2 anos entre 2013 e 2015.

“Incorporar esses produtos e essa

nova forma de atuar no dia a dia da corretora

é uma inovação simples e totalmente

eficaz”, destacou Lazzarotto.

Seguro garantia

Após a mudança na Lei 3.043, que

incluiu o Seguro Garantia Judicial como

opção de garantia às execuções fiscais,

não demorou muito para que a carteira

começasse a apresentar números mais

expressivos. Depois das alterações, realizadas

em novembro de 2014, dados

preliminares divulgados pela Susep registraram

alta de mais de 30% em prêmios

de seguro garantia no primeiro semestre

de 2015 ante o mesmo período do ano

anterior. Ainda nos seis primeiros meses

de 2015, o volume de prêmios emitidos

em seguro garantia alcançou R$ 689,3

milhões, sendo cerca de 70% referente

ao segmento judicial.

Hoje, o mercado estima que o produto

contemple 80% de todas as emissões de

seguros garantia no Brasil. “O seguro

garantia judicial é uma ferramenta fundamental

para o atual momento que o País

atravessa”, salientou o diretor jurídico da

J.Malucelli, Roque de Holanda Melo. “Em

meio à crise e à retração, no que diz respeito

aos projetos de infraestrutura, podemos

dizer que o seguro garantia judicial está

movendo o seguro garantia no Brasil”.

Na visão dele, a tendência é que

este tipo de seguro conquiste ainda mais

espaço, principalmente porque os juízes

passaram a considerar o produto como

um meio de se proteger.

Com informações do jornalista Sérgio Carvalho.

33


eventos

celebração

Grupo segurador comemora 5 anos de parceria

A noite foi de muita festa na Sala São

Paulo. O Grupo BB e Mapfre comemorou

cinco anos da parceria que uniu a seguradora

e o Banco, para a distribuição de

produtos multilinha. No ranking nacional,

o Grupo ocupa a segunda colocação.

Cerca de mil pessoas participaram da

festa, que contou com uma apresentação

da Orquestra Sinfônica de São Paulo.

Roberto Barroso, presidente da holding

BB Mapfre Vida, Habitacional e Rural,

disse que estes cinco anos representam um

pouco da vida de cada um. O Grupo representa

6 mil empregos diretos, R$ 16 bilhões

em receitas. “Somos um Grupo que se diferencia

por cuidar das pessoas, dos clientes e

poder de investir em tecnologia e gerar mais

riquezas para o País. O objetivo do Grupo

é tentar fazer uma sociedade melhor, protegendo

todas as conquistas dos clientes e

seu patrimônio. Não queremos ser grandes,

mas sim bons no que geramos para nossos

colaboradores e para a sociedade em geral.”

Marcos Eduardo Ferreira, presidente

do Grupo BB e Mapfre para Auto, Seguros

Gerais e Affinities, que em janeiro

de 2017 assume a América Latina, disse

que o modelo de Governança é muito

peculiar, formado por duas holdings, com

mais de 22 mil corretores distribuindo os

produtos multilinha. Foi um tempo de

realizações, com crescimento de 70%,

mais de 2 mil empregos gerados. Neste

período, a companhia figurou entre as

melhores empresas para se trabalhar. Temos

o desafio de nos tornarmos cada dia

mais relevantes e fazer com que o seguro

seja um agente de transformação e de

estabilidade financeira para a sociedade.

Wilson Toneto falou em nome da Mapfre

e do presidente, Antonio Huertas, que é

um entusiasta da parceria. A Mapfre é uma

seguradora global, cuja maior operação

fora da Espanha (ocupa a 10ª colocação) é

aqui no Brasil, com 18%. Foco no cliente,

transformação digital e melhores produtos.

Desempenhamos papel importante na

vida das pessoas garantindo segurança do

patrimônio e, independente do momento

político e econômico, temos um desafio

de crescimento audacioso e, ao mesmo

tempo, sustentável, que considera as mudanças

da sociedade buscando sempre a

perenidade dos negócios. A Mapfre manterá

crença no Brasil”, concluiu Toneto,.

Festa de posse

e comemoração

dos 15 anos do Clube

de Corretores de

Seguros de Osasco

Na foto, diretoria do biênio 2016-2018 da

entidade e corretores de seguros da região

(Diretoria: José Amélio de Souza – Mentor;

Ednir Fornazzari – diretor administrativo;

Walter de Sousa Junior– diretor secretário;

Marcos Motta – diretor tesoureiro; Carlos

Eduardo Monteiro Assis – diretor social;

Antonio José Hernandes – suplente;

Marcio Matias de Oliveira – Conselho Fiscal;

José Otílio Galhardo – Conselho Fiscal)

34


Nilo Carvalho, vice-presidente comercial do Grupo NotreDame,

durante evento que comemorou as conquistas do primeiro

trimestre de 2016.

Equipe da resseguradora RGA comemora início oficial

da operação no Brasil.

longevidade

O desafio do envelhecimento

O aumento da expectativa de

vida dos brasileiros, combinado

com o decréscimo da taxa de natalidade

nas últimas décadas traz à

sociedade no presente uma questão

premente: a de se preparar desde

já para enfrentar a longevidade. O

tema foi analisado pelo presidente

do Conselho de Administração da

Mongeral Aegon Seguros e Previdência,

Nilton Molina, em almoço

do CVG-SP realizado dia 16 de junho,

no Terraço Itália. Ele chamou a atenção

para o rápido envelhecimento

da população. “Nos últimos 50 anos,

os brasileiros ganharam em torno de

mais 30 anos de vida”.

A notícia seria ótima não fosse

outro fenômeno ocorrido no mesmo

período: a queda da taxa de natalidade,

que era de 6 filhos por mulher

em 1960 e caiu para cerca de 1,78

até 2012. Significa, segundo Molina,

que a população está abaixo da taxa

de reposição, que é de dois filhos

por mulher. Diante desse quadro, a

primeira constatação é que o Brasil

deixou de ser um país de jovens.

almoço

Novo foco de atuação

A Aconseg-SP recebeu no 14 de junho

Gabriel Portella, presidente da SulAmérica,

e outros diretores da companhia para

falar sobre os frutos que essa relação tem

gerado e as apostas para os próximos meses,

como é o caso do mercado de Vida,

novo foco da seguradora.

35


tecnologia | ciab 2016

Um mundo

diferente daquele

que conhecemos

O mercado de seguros irá aceitar e absorver aos

poucos as novidades que uma disrupção tecnológica

apresentará ao setor. É só uma questão de tempo

Kelly Lubiato

36


Não vai demorar para que o

mercado de seguros repense

a forma de distribuir seus

produtos. Isso ficou muito

claro durante o CIAB 2016, realizado

pela Federação Brasileira de Bancos –

Febraban, em São Paulo. A Trilha de

Seguros mostrou que algumas iniciativas

já começam a tomar forma em nosso

setor, viabilizando as InsureTech (versão

doméstica para as fintechs). Apesar de

não estarem presentes no evento, este

tipo de companhia já faz parte do cotidiano

das companhias. Apenas para citar

um exemplo, a Sompo Seguros já conta

com uma empresa no Vale do Silício

(Califórnia – EUA) e a Porto Seguro

já apoia startups ligadas a tecnologia.

Em agosto, a CNseg recebe propostas

para o projeto MAR (homenagem ao

ex-presidente Marco Antonio Rossi),

através de uma aceladora de startups,

a CNSpar.

Marco Barros, diretor executivo da

Confederação, afirmou, durante a abertura

da Trilha de Seguros que na primeira

fatia desse projeto, serão alocados R$ 1

milhão. “Entramos com algo entre R$

50 mil e R$ 75 mil por empresa por seis

meses”. Além do valor, os empresários

receberão capacitação em contabilidade,

administração, instrumentos societários,

entre outros temas. O objetivo desta

iniciativa é fomentar soluções disruptivas

para a distribuição de produtos

por canais digitais, principalmente para

seguros inclusivos.

“Os investimentos em novas tecnologias

ampliam a eficiência das empresas,

abrindo a possibilidade de criação de

novos produtos em todos os setores do

seguro, saúde, previdência e capitalização,

fomentando a criação de soluções”,

ressaltou Barros.

Seguros inclusivos x

Canais Digitais

O termo seguros inclusivos substituiu

o microsseguro, cujo nome não ‘pegou’

no Brasil. “Como o seguro sempre foi

característico das classes mais altas, é

difícil pulverizar esta cultura. E, claro,

ninguém acorda pela manhã e pensa:

hoje vou comprar um seguro”, constatou

Eugenio Velasques, diretor da Bradesco

Seguros, explicando que a distribuição

dos seguros inclusivos depende muito do

desenvolvimento tencológico para chegar

até a ponta.

Uma das barreiras enfrentadas pela

carteira é o ‘otimismo’ do povo latino.

No Brasil, o setor vinha bem até 2013,

mas agora enfrenta um momento mais

delicado. É fato que há uma correlação

direta entre a expansão do crédito e

o crescimento do seguro. “Quando as

pessoas adquirem mais coisas elas se

preocupam em proteger estes bens”,

apontou Velasques.

Para ele, é possível aproveitar os

fornecedores de tecnologia do mercado

financeiro para criarem meios de disseminar

novos canais de distribuição. O

consumidor acha o mercado de seguros

burocrático e complexo. “A introdução da

tecnologia é fundamental para colocar o

seguro numa realidade sólida no País”,

classificou o executivo.

Ele ressalta que em um sistema

regulatório fora da caixa, as seguradoras

de nicho levariam vantagem na

implantação de novas tecnologias, dado

o seu tamanho. Entretanto, Velasques

admitiu que foi positiva a discussão

sobre o microsseguros durante vários

anos no Brasil, porque acabou alavancando

e desembaraçando a venda de

seguros populares.

A venda de seguros vai mudar

A utilização de apps e dispositivos

mobile é motivada a todo momento. As

aplicações móveis estão mudando rapidamente,

e de maneira radical, o mercado de

seguros, criando oportunidades expressivas

para empresas inovadoras, que estão

repensando a maneira como os seguros

são concebidos, vendidos e experienciados.

Isso foi mostrado na palestra Novas

Aplicações em Dispositivos Móveis,

durante da Trilha de Seguros dentro do

evento CIAB-Febraban.

A utilização de aplicações tecnológicas

já é uma realidade no mercado de

seguros de outros países. Daniel Rocha,

líder de Financial Service da Capgemini,

apresentou um estudo da empresa que

mostra a disposição dos consumidores

em adquirir produtos e serviços através

dos smartphones. “É importante ressaltar

que a Geração Y não está satisfeita com o

atendimento que recebe das seguradoras,

tanto nos meios tradicionais quanto nos

digitais”, assinalou.

Outro ponto interessante é que, no

Brasil, a pesquisa mostra que o cliente

busca informações em vários canais

antes de contratar um seguro. O corretor

de seguros ainda é o canal mais procurado,

apesar de se propor a adquirir

produtos de seguro através de empresas

de tecnologia.

O cliente não pode mais ser colocado

de lado. O produto precisa ser customizado,

com transparência, inteligência

artificial (sensores em casa, appliances

nos carros) e conectividade (da casa, de

si mesmo, do carro).

A aplicação de mobile + IoT (internet

das coisas) inclui a visão de uma

casa inteligente habilitada por meio de

parcerias com o primeiro fabricante de

dispositivos conectados para proteção em

tempo real contra invasões, incêndios,

inundações, vazamento de gás, poluição

e outras emergências.

Rocha apresentou exemplos de

empresas de seguros fora do País que

já utilizam os dispositivos mobile. A

United Health aperfeiçoou a experiência

do corretor, agregando mais valor para

o cliente, através de um app para retirar

a burocracia da vida do corretor, que

consegue cotar e emitir a partir de dispositivos

móveis. “Isso implicou em maior

agilidade para a venda”, explicou Rocha.

A oferta futura da AXA para os

seguros residenciais será acoplar a assistência

24/7, a fim de enviar ajuda se

uma emergência é detectada na casa de

um cliente, conectada à empresa com

dispositivos de IoT. “Isso agiliza e reduz

o custo do serviço”.

As fintechs tem ditado o nível e

o ritmo das aplicações para seguros.

InsureTechs, como são chamadas nos

Estados Unidos. Naquele país foram

investidos US$ 16 bilhões em insuretech.

Para Rocha, “as pessoas estão

saturadas com a ideia de um tamanho

único para todos”.

Bought by Many é uma startup que

busca grupos que geralmente não tem

suas demandas atendidas pelas seguradoras.

Através de grupos de afinidade,

37


ciab 2016

a BBM constroi e negocia acordos com

seguradoras. Apesar de negociado em

grupo, é customizado para cada segurado.

A venda é feita através de redes sociais e

tem parceria com a Ping An na China. É

um exemplo de economia compartilhada

que já faz parte do presente da população.

O Metromile aplica o conceito de

seguro “pay as you go”, que calcula o

valor mensal do prêmio conforme a quilometragem

rodada. 65% do americanos

roda menos de 200 milhas/mês, por isso,

o slogan da companhia é “Drive less,

save more”.

O segurado conecta o dispositivo que

recebe da seguradora. Este transmite as

informações captadas no veículo.

O BIMA comercializa microsseguros

para a população de baixa renda,

especialmente da África e Ásia, onde

97% dos seus clientes ganham menos de

USD 10/ dia. Já possuem 15 milhões de

clientes, com modelo de parceria com

operadoras de celular, bancos/financeiras

locais, com modalidade de pagamento

38

diário. Já atende em 13 países onde mais

de 80% dos segurados nunca haviam

consumido um produto de seguro. Eles

formaram mais de três mil agentes para

educar a população sobre a necessidade

do seguro.

O Oscar é uma das fintechs de maior

evidencia nos EUA. Ela comercializa

apenas online: planos simples e baratos.

É um aplicativo intuitivo e simples para

buscar na rede referenciada os médicos/

clinicas e agendamento de consultas.

Pelo aplicativo é possível também dizer

quais são os sintomas e o primeiro atendimento

médico é prestado pelo telefone.

No Brasil, Rocha citou os exemplos

da Thinkseg, que propõe um novo modelo

de comercialização ainda com a participação

dos corretores de seguros. Outro

exemplo, a Youse, se propõe a realizar a

venda direta.

O futuro pertence às fintechs,

que devem ditar o ritmo e a forma de

inovação do mercado de seguros. “A

integração com a IoT e a exploração do

BigData para incrementar a experiência

do consumidor e reduzir os riscos são os

caminhos prováveis para a evolução do

setor”, completou.

Angela Beatriz, diretora da BB

Seguridade, disse que ainda não há

nenhum produto expressivo em mobile

para os consumidores de baixa renda,

que não são bancarizados. “Se tivermos

um modelo de negócios mais adequado,

olhando para a subscrição com aparelhos

mobile, este público pode ter um produto

adequado”, sentenciou.

A seguradora terá que ser mais que

isso. O modelo disruptivo pode não vir

de uma seguradora, mas de uma empresa

que investe em conhecer a dor do cliente.

A praticidade gera utilização muito

grande. “O canal mobile, uma vez acertado,

pode mudar de patamar as suas

vendas. Ele precisa evoluir bastante a

análise dos dados, como uma empresa

de seguros que atenda completamente

as necessidades do cliente”, concluiu

Angela.


evento | nova marca

Seguradora quer dobrar

de tamanho no Brasil

Desde que a Yasuda adquiriu a Marítima, em 2013, as empresas

trabalham na integração. Agora, o Grupo assume a marca Sompo

Seguros e pretende investir para crescer, no Brasil, pelo menos

20% ao ano, nos próximos cinco anos

Kelly Lubiato

Mesmo com todos os problemas

econômicos e políticos

que o País enfrenta,

o Brasil continua sendo o

foco de empresas estrangeiras que já

são fortes em economias estáveis. 1º de

julho marcou o início da utilização da

marca Sompo Seguros no Brasil. O grupo

ocupa o 12º lugar no ranking mundial

de seguradoras não-vida, com mais

de 20 milhões de clientes ao redor do

globo e faturamento de 2.552 bilhões de

ienes (cerca de R$ 81 bilhões). O Brasil

representa a maior operação da Sompo

Seguros fora do Japão.

De acordo com Junichi Tanaka,

responsável pelas operações na Europa

e América do Sul, o plano de negócios

global da empresa envolve novos investimentos,

em um programa de médio prazo,

a operação internacional vai ocupar a

parte mais importante das operações da

empresa. “Queremos integrar o grupo

para ser conhecido mundialmente. A

participação das operações internacionais

representavam apenas 12% em 2005, e

pretendemos aumentar nos próximos 5

anos para 25%”, afirmou Tanaka.

O executivo disse que a Sompo

Seguros confia no mercado brasileiro

e prometeu que fornecerá as soluções

de melhor qualidade para propiciar segurança,

tranquilidade e saúde para os

clientes”, concluiu.

O diretor presidente da Sompo Seguros,

Francisco Vidigal Filho, disse que a

partir de agora são todos uma nova empresa.

Ele destacou que a Sompo, no Japão é a

primeira seguradora de não-vida, com uma

quantidade de veículos segurados maior

que toda a frota brasileira. “A empresa

busca ampliar sua atuação em países emergentes,

como Brasil, Cingapura e Turquia.

“Estamos construindo de maneira sólida

e responsável a nova marca da empresa”,

disse Kiko, como é conhecido no setor.

A meta para o Brasil é ter crescimento

de 20% ao ano, chegando a 2020 com

o dobro do tamanho. “Queremos chegar

a R$ 7 bilhões em prêmios de seguro, em

2020. Kiko pontuou que este processo

de crescimento ainda passa por alguns

problemas, entretanto, o projeto de curto

❙❙Francisco Caiuby Vidigal Filho apresenta a marca Sompo

prazo é ter a operação 100% alinhada,

oferecendo segurança ao corretores e sem

os problemas pontuais.

A Sompo deve começar uma campanha

de mídia em setembro para divulgar a

marca. “Vamos percorrer o Brasil inteiro

para mostrar quem é a Sompo e qual é a

estratégia para o Brasil. É uma campanha

que vai englobar TV, rádio, revistas e

mídias sociais”, explicou.

Finalizando, Kiko adiantou que

a companhia pretende lançar novos

produtos para nichos, como escritórios,

petshops e caminhoneiros. Além disso, a

linha Supremo deve expandir sua carteira

também para vida, saúde e residência.

39


saúde

• nlevantamento

Mais de 70% dos diabéticos

não sabem que têm a doença

Uma pesquisa da SulAmérica sobre

os comportamentos de saúde dos brasileiros

nas diferentes gerações descobriu

que mais de 70% das pessoas impactadas

por diabetes mellitus desconhecem

possuir a doença. O levantamento

analisou mais de 40 mil segurados e

encontrou índices significativos de

diferença entre os respondentes que

reportaram hiperglicemia (587 pessoas)

e os que apresentaram a condição em

testes realizados (1.960 pessoas).

De acordo com o estudo, as gerações

Y (24 a 37 anos) e Z (até 23 anos)

apresentam o maior índice de desconhecimento

da doença, com percentuais,

respectivamente, de 0,5% de casos

relatados versus 3,3% encontrados, e

de 0,3% relatados versus 2% encontrados.

Na geração X (38 a 49 anos), essa

diferença também é alta, já que apenas

2% relataram ter a doença, embora

6,3% tenham apresentado sintomas

da patologia. A geração Baby Boomers

(50 a 68 anos) também apresenta um

índice significativo de desconhecimento

da doença: somente 8,2% declararam

possuir a disfunção crônica, enquanto

12,9% apresentaram índices de glicemia

acima do tolerado nos testes.

“Os resultados reforçam a importância

da realização dos exames de rotina

em todas as faixas etárias. O diabetes

pode atingir alto nível de cronicidade

em pouco tempo, acarretando riscos

graves para a saúde do indivíduo, se não

for identificado e monitorado a tempo.

Uma atitude preventiva, que inclui bons

hábitos de saúde e acompanhamento

médico, sempre é o melhor caminho

para a qualidade de vida”, explica o

médico e superintendente de Gestão

de Saúde Populacional da companhia,

Gentil Alves.

n • ouvidoria

As principais

reclamações

dos usuários

A Ouvidoria da ANS divulgou o Relatório

Estatístico e Analítico do Atendimento

das Ouvidorias das operadoras de

planos de saúde relativo a 2015. O estudo

apresenta os principais temas reclamados

pelos beneficiários do setor, bem como

suas principais manifestações sobre rede

credenciada e cobertura assistencial,

entre outros temas.

Entre as reclamações recebidas

pelas ouvidorias, 39% referem-se à rede

prestadora, 25% à cobertura assistencial,

14% a questões administrativas, 13% a

assuntos financeiros e 9% ao Serviço de

Atendimento ao Cliente (SAC). Apesar de

rede prestadora ser o tema mais frequente

das reclamações, entre as operadoras das

modalidades Administradora, Cooperativa

Médica e Seguradora predominaram

temas administrativos (57,2%), cobertura

assistencial (36,4%) e financeiros

(38,9%), respectivamente.

Já o tema mais frequente entre as manifestações

de beneficiários de planos de

saúde no período foi a prestação do SAC,

com aproximadamente 24% das demandas;

seguido de rede prestadora (22,9%),

cobertura assistencial (17,1%), administrativo

(19,5%) e financeiro (16,1%).

• nzika

Coberturas para detecção do vírus entram em vigor

Três exames para detecção de vírus

Zika passam a ter cobertura obrigatória

pelos planos de saúde. Os exames estabelecidos

pela Agência Nacional de Saúde Suplementar

(ANS) são o PCR (Polymerase

Chain Reaction), indicado para a detecção

do vírus nos primeiros dias da doença; o

teste sorológico IgM, que identifica anticorpos

na corrente sanguínea; e o IgG para

verificar se a pessoa já teve contato com

Zika em algum momento da vida.

Os exames deverão ser assegurados

para gestantes, bebês filhos de mães

40

com diagnóstico de infecção pelo vírus,

e também aos recém-nascidos com

malformação congênita sugestivas de

infecção pelo Zika. Esses são os grupos

considerados prioritários para detecção

da doença devido à sua associação com

o risco de microcefalia nas crianças,

quando o cérebro delas não se desenvolve

de maneira adequada.

“É importante ressaltar que diversos

procedimentos destinados ao acompanhamento

de gestantes e bebês já têm

cobertura assegurada nos planos de

saúde. Portanto, essa medida assegura

o diagnóstico mais preciso, melhorando

a qualidade na atenção às mães e seus

bebês”, afirma a diretora de Normas e

Habilitação de Produtos (Dipro) da ANS,

Karla Santa Cruz Coelho, destacando que

a incorporação dos testes laboratoriais

ocorreu de forma extraordinária, com

a revisão pela ANS do Rol de Procedimentos

e Eventos em Saúde, por se tratar

de uma emergência em saúde pública

decretada pela Organização Mundial da

Saúde (OMS).


• noperação

EUA desmontam esquema

de fraudes em saúde

O Departamento de Justiça norte-

-americano anunciou os resultados de

uma força-tarefa que identificou fraudes

na área de saúde no valor de centenas

de milhões de dólares. Essa é a maior

apreensão na história – tanto em termos

de número de pessoas acusadas quanto ao

valor do prejuízo, de acordo com a instância.

A maioria dos casos processados

envolve faturamentos fraudulentos para

Medicare e Medicaid e tratamentos que

nunca foram prestados.

Os números são surpreendentes: 301

pessoas em todo o país foram acusadas

de desviar cerca de US$ 900 milhões.

A força-de-ataque, formada em 2007,

partiu de uma iniciativa conjunta entre

• ntecnologia

Internet gratuita aos beneficiários

Como um dos passos do Projeto de

Inovação tecnológica, já em andamento,

a Ameplan passou a oferecer wifi cortesia

para seus beneficiários. “Não foi uma

tarefa simples. Foram necessários estudos

de viabilidade realizados pelo Departamento

de Tecnologia, como segurança de

rede, custo envolvido no projeto, tempo de

permanência do beneficiário na unidade,

prováveis interferências na velocidade da

rede interna da Operadora, configurações

de rede e outras variáveis que garantissem

o sucesso do projeto”, explica José Silva

dos Santos, diretor administrativo Financeiro

da operadora de saúde.

O executivo lembra que quem comparece

em uma unidade de saúde geralmente

está doente, ansioso, preocupado

e cansado e a espera pelo atendimento

de uma consulta pode gerar um estresse

maior ainda ao paciente. Com o acesso à

internet pelo wifi gratuito nas unidades,

a ideia é reduzir este nível de estresse e

oferecer a ferramenta como um conforto

os departamentos de Justiça, de Saúde e

de Serviços Humanos. O grupo já realizou

apreensões e prisões resultando em

mais de mil pessoas acusadas de fraudar

US$ 3,5 bilhões nos cuidados à saúde.

Em um dos casos, uma clínica de Detroit

– fachada para esquema de narcóticos

– desviou mais de US$ 36 milhões. Um

médico no Texas foi acusado de participação

em esquemas para fraudar a Medicare,

cobrando por serviços muitas vezes não

fornecidos. Na Flórida, o proprietário de

várias clínicas de infusão é acusado pelo

governo federal de fraudar a Medicare em

mais de US$ 8 milhões em transação com

reembolso de drogas intravenosas nunca

compradas ou aplicadas em doentes.

aos beneficiários, que podem aproveitar

o tempo de espera para o atendimento

lendo notícias, realizando pesquisas e

estudos, verificando e-mails ou mesmo

utilizando aplicativos de bate papo.

• nmonitoramento

Cresce a procura

por mapeamento

da saúde de

trabalhadores

Conhecer o perfil dos funcionários

no quesito saúde ajuda a escolher o

plano mais adequado para a equipe.

“Quando o RH olha e trata com cuidado

seus colaboradores, impacta

diretamente na equipe, gerando

mudanças de postura e engajamento.

Isso otimiza custos, gera economia em

torno de 30% e traz resultados para a

empresa”, afirma a especialista em gestão

de saúde e sócia da AzimuteMed,

Luciana Lauretti.

Uma análise feita pela empresa

em um escritório de advocacia revelou

que 67% dos colaboradores eram

sedentários e 40% estavam acima do

peso. O trabalho constatou também

que 67% da população não tinha

fidelização ao médico, o que impactava

diretamente em outro dado: idas

frequentes ao pronto socorro.

Com o perfil da saúde dos funcionários,

a operadora desenvolveu

um programa focado em saúde e

qualidade de vida. O escritório de advocacia

passou a gerir a saúde de cada

colaborador de maneira personalizada.

A empresa fez um pequeno ajuste

no ar condicionado, o que diminuiu a

incidência de gripes e pneumonias e

consequentemente o absenteísmo.

Entre outras ações implantadas estão

o lançamento de campanha de consumo

de água, o compartilhamento

de receitas de lanches nutritivos e a

entrega de roteiro com restaurantes da

região com alimentação saudável. Os

colaboradores acima do peso receberam

também dicas de lazer na cidade

e avaliação nutricional periódica.

41


comunicação e expressão

por J. B. Oliveira*

Quando o plural não

é o plural do singular...!

Um amigo contou, já há algum tempo, que a organização

religiosa para a qual trabalhava realizava anualmente uma

Assembleia em que se discutiam os principais acontecimentos

e eventos do período. Os trabalhos eram então resumidos

em um documento que recebia o pomposo nome de “anais

da... assembleia anual da...”

Até aí, tudo bem. Afinal, por dezenas e dezenas de anos

esse ritual vinha se repetindo, sem qualquer problema. Até vir

a presidi-la um americano, bastante crítico e inovador. Além

de tudo, achava-se pleno conhecedor de nosso idioma. E o

que fez? Entendendo que, como se tratava de um documento

apenas, e não de vários, o título estava incorreto! Em sua

“abalizada” opinião deveria ser anal da...assembleia anual

da...” (E quase foi impresso assim...).

Foi muito difícil demovê-lo de sua ideia e mostrar-lhe

que havia “muito mais coisa ente anal e anais do que sonhava

sua vã filosofia”...

O problema todo foi que ele deparou com uma questão

gramatical delicada, que herdamos do Latim, chamada “pluralia

tantum”: palavras que só existem no plural ou que – em

alguns casos – têm significado diferente, conforme estejam

em uma ou outra situação.

É bom que se diga que isso não é exclusividade nossa,

pois o caso ocorre também em outras línguas. Em inglês,

por exemplo, são “pluralia tantum”: clothes (roupa); scissors

(tesoura) e trousers (calça). Em russo, dinheiro é den’gi; em

holandês, cérebro é hersenen.

“Meu óculos” é uma expressão tão corriqueira, que

muitas são as pessoas que a usam sem se dar conta da discordância:

o pronome substantivo possessivo no singular e o

substantivo no plural. Então, arrazoaria alguém, poderíamos

dizer “meu óculo”! Sim, poderíamos. Se estivéssemos nos

referindo a um “orifício circular ou ovalado em parede”;

ou “elemento de arquitetura, sendo uma abertura na fachada

ou no interior, geralmente redonda ou ovalada”;

ou, na linguagem da Marinha, “abertura por onde sai a

boca do canhão”.

Resulta, portanto, que a forma gramatical (meio pedante,

é verdade, é meus óculos...).

O momento político vivido pelo Brasil é marcado, intensa

e reiteradamente, pelo anúncio de casos e mais casos de

corrupção, nos mais diversos e inusitados setores. Figurões

da alta cúpula governamental, empresarial e política estão

sendo desnudados, denunciados, processados e presos,

“como nunca antes na história deste país” – para usar uma

frase cansativamente repetida em um dos governos recentes

do Brasil... – faz até lembrar um antigo samba de Bezerra

da Silva, com seu estribilho – que então parecia debochado,

mas hoje é a pura expressãoda verdade – “Se gritar pega

ladrão, não fica um, meu irmão”...

E isso nos remete a um outro caso em que o plural não

é o plural do singular: é a triste constatação de que nem

sempre as pessoas de bens são pessoas de bem!

Há também a considerar, nessa esteira, o fato de serem

muitos os bons brasileiros que, trabalhadores dedicados e

honestos, conseguem – cada vez com mais dificuldade – obter

o ganho para o sustento seu e da família. É a contrapartida

por seu esforço árduo e, não raro, mal recompensado.

Se é empregado, esse ganho se chama salário. Se, porém,

trabalha em atividade própria, chama-se féria, assim, no

singular. O lamentável é que é bem diferente da forma

plural férias, um período de descanso anual que nem todos

podem usufruir.

Uma das homenagens criadas, nas disputas olímpicas

do passado, era atribuir ao vencedor, como reconhecimento

de seu triunfo, uma coroa de louros. No século XX, mais

precisamente em 1936, nos Jogos Olímpicos de Verão, na

Alemanha, Hitler esperava que seus atletas superassem

todos os demais, pois, no seu conceito, eram representantes

de uma raça superior... E foi então que um atleta negro

americano, Jesse Owens, ganhou nada menos que quatro

medalhas de ouro, nos 100 e 200 metros rasos, no salto a

distância e no revezamento 4 x 100 metros, provando que

somos todos iguais, que não existe nenhum “übermensch”!

Foi ele que ficou com a coroa de louros e não o atleta louro

do Führer!

Por fim, vale lembrar o caso do fiel que, orando humildemente

a Deus, rogava: “Senhor, aumenta as nossas fezes!”

* J. B. Oliveira é Consultor de Empresas, Professor Universitário, Advogado e Jornalista.

É Autor do livro “Falar Bem é Bem Fácil”, e membro da Academia Cristã de Letras

www.jboliveira.com.br – jboliveira@jbo.com.br

42


43


44

More magazines by this user
Similar magazines