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8 months ago

Revista Apólice #212

produto ❙❙Gustavo

produto ❙❙Gustavo Toledo, da MetLife as seguradoras contam com corretores que possam dar o que esse perfil mais precisa: atendimento personalizado. “O mercado de seguros se desenvolve pelo fator confiança e proteção e os pequenos e microempresários exigem um tratamento particular, personalizado, capaz de compreender seu universo e, sobretudo, estar próximo a ele. O cálculo preciso de custo-benefício é essencial para esse empresário”, destaca Freitas. Na Metlife não tem sido diferente, conforme afirma Gustavo Toledo, diretor comercial da companhia. Com bastante proximidade com o nicho, o executivo destaca as empresas PME’s que já tiveram que começar o processo de preparação muito antes, como é o caso das empresas de construção. “Nós percebemos um movimento dessas médias e pequenas empresas. O Rio de Janeiro virou um canteiro de obras e na construção civil, para poder prestar serviço, existem acordos coletivos que exigem a contratação do seguro de vida em grupo, então percebemos um aumento nessa procura”, afirma. Mas, nesse aspecto, Toledo indica que o aumento dessa carteira pode ter sido sazonal, já que a empresa pode ter contratado mais gente por causa dessas obras específicas, mas deverá retomar suas atividades normais com menos gente na folha de pagamento. 16 O primeiro desafio é mostrar para esse empreendedor que ele tem riscos inerentes aos seus negócios. Fora isso: acidentes acontecem mais do que se imagina. Danos podem ser muito mais prejudiciais para pequenos negócios. Se uma indústria de grande porte perde um container com mercadorias pode não significar muita coisa, mas um restaurante perder uma parte do que há na geladeira pode fazer com que ele feche as portas para o jantar. Ser um empreendimento pequeno não pode deixar margem para que o comando com investimentos, estoque, contratações seja descuidados. A falta de controle pode trazer sérios danos. Os tempos já foram melhores para o Brasil. Há pouco mais de dois anos, a empolgação com os grandes eventos ainda era grande. O País se preparava para receber a Copa do Mundo de 2014 e já se programava para as Olimpíadas de 2016, que agora finalmente chegaram. A despeito de qualquer prognóstico desfavorável, as PME’s podem ser empreendimentos capazes de lucrar com esses eventos. Para ajudar, o mercado oferece soluções personalizadas para a variada gama de situações possíveis: coberturas para materiais utilizados, lucros cessantes, responsabilidade civil etc., todos, em Restaurante de Frutos do Mar Um sinistro aconteceu no estoque refrigerado de crustáceos. Era um restaurante de alto nível, com estoque de lagostas e outros frutos do mar. Durante a noite, depois que o restaurante havia fechado, houve um dano em um dos compartimentos da câmara de refrigeração. Resultado: os crustáceos descongelaram e estragaram. Produtos importados como esses, atrelados à cotação do dólar, causam prejuízos altíssimos. O faturamento dele costumava ser de aproximadamente R$5 milhões. Naquela noite R$1 milhão teria sido perdido se não houvesse seguro. ❙❙Jarbas Medeiros, da Porto Seguro diversas seguradoras, com o “codinome” do estabelecimento. “Os produtos existem e não são caros. O que falta é conscientização”, afirma Nóbrega. Se isso é o que falta, Toledo diz que já enxerga mudanças nesse tipo de profissional. Mesmo porque as leis que obrigam a contratação de determinados produtos ajudam a notar a importância do seguro. “Especialmente nesse momento que estamos vivendo. Temos riscos que podem acontecer e que despertam a necessidade de proteção urgente. O empresário ganha consciência de proteger o colaborador e a si mesmo”, afirma Toledo. Um restaurante especializado em frutas do mar, por exemplo, precisaria de uma cobertura específica para danos de produtos congelados? Exagero? Não. Essa possibilidade existe e está no clausulado de diversas companhias. “O que precisamos lembrar é que o corretor precisa ter sensibilidade. Nossa função é, justamente, mostrar que isso é realidade”, alerta o corretor. Ou seja, o cliente acabará comprando uma apólice que não serve completamente às suas especificidades e se frustrará ainda mais no momento do sinistro. Se o corretor de um restaurante com frigorífico se lembrar disso e informar o cliente, este certamente se comprome-

terá em pagar um pouco mais para ter as coberturas. Aviso de piso molhado Quando andamos por um shopping é comum se deparar com a velha placa amarela: Cuidado! Piso molhado. Muitas vezes o chão já está seco há bastante tempo, mas o aviso continua por lá. O nome disso é: precaução. Se alguém escorrega naquela local que acabou de ser limpo, o dono do estabelecimento pode ser confrontado judicialmente, já que sem o aviso ele coloca a integridade física de seus clientes em risco. Essa é uma maneira básica de gerenciamento de riscos. “Se eu fosse um empreendedor de uma pequena ou média empresa que receberá muitos estrangeiros, essas seriam minhas duas medidas prioritárias: comprar a placa de piso molhado e contratar um seguro adequado” brinca Nóbrega. Isso é importante porque há outro Fratura em hotel Entre os clientes estava um hotel que recebia grande fluxo de turistas. Um dos hóspedes sofreu uma queda e fraturou o fêmur e, por conta disso, contratou um advogado internacional processou o estabelecimento. Foi preciso acionar a cobertura de Responsabilidade Civil para terceiros. ponto bastante sensível: receber turistas estrangeiros. Não é só o fluxo e a demanda que aumentam, mas a cultura. Não há julgamentos de valores, há apenas uma forma de encarar questões como atendimento, noções de responsabilização, cultura de judicialização entre outros fatores. É fato: a maneira de se relacionar e encarar essas questões muda de acordo com o background cultural. Um bom exemplo disso são os norte-americanos. Por lá, as questões de responsabilidade civil são encaradas de maneira bastante rígida, a modalidade é bastante difundida. “No Canadá, por exemplo, se há neve acumulada na calçada de sua loja e alguém cai e se machuca quem sofreu o dano pode processar o estabelecimento por não ter limpado a neve”, ilustra Nóbrega. A cobertura de Responsabilidade Civil é imprescindível e deve ser contratada com bons limites. “O dono de uma pousada, por exemplo, não sabe o porte do hóspede que receberá e se essa pessoa sofrer um acidente dentro do local impossibilitado de trabalhar ou de voltar para seu local de origem, essa cobertura garantirá o bem-estar dele e também do estabelecimento”, afirma Medeiros. O seguro de RC pode dar conta de questões como intoxicações alimentares causadas pela comida do 17