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7 months ago

Revista Apólice #212

produto prestador de

produto prestador de serviços, danos por ataques de animais ou insetos, acidentes devido à prática de esportes dentro das dependências ou sinistro ocorrido em um passeio que tenha sido organizado pelo hotel, por exemplo. A necessidade de um processo judicial para ser indenizado não desestimula as pessoas a comprovar a responsabilidade dos estabelecimentos comerciais. Essas ações costumam acontecer com mais rapidez em países que têm o hábito de judicialização, no Brasil tramitam com um pouco mais de lentidão, mas um dia chegam. “Mesmo que a ação demore cinco, sete anos para se concretizar, a empresa carregará esse processo enquanto a PME existir”, ressalta. Outra cobertura que pode ser de grande valia para o pequeno e médio empreendedor é a de lucros cessantes. Em alguma situação em que está tudo pronto para receber clientes e algum sinistro ocorre, toda expectativa de ganhos fica frustrada. Em casos como incêndios severos, por exemplo, o estabelecimento pode ter que ficar fechado por dias ou meses e ter essa contratação pode cobrir o prejuízo de não poder operar os negócios. “Se uma PME para por um semestre, certamente, ela não conseguirá manter-se”, opina Eduardo Nóbrega, da LTseg. Nesse nicho, esse tipo de contratação, em 90% dos casos, os lucros cessantes estão atrelados à cobertura básica. Ou seja, se o evento que está coberto pela apólice básica ocorrer, a cobertura de lucros cessantes entra em vigor. Há duas outras coberturas que merecem atenção: a de indenizações para bens e outra de indenizações para valores de hóspedes, que são feitas separadamente, a primeira é para qualquer objeto que o cliente do estabelecimento possuir e a outra para dinheiro em espécie. “Hoje, em nossa base de clientes, só 30% contratam a cobertura para os bens dos hóspedes, enquanto a proteção contra roubo de valores é ainda menor: 8%”, afirma o executivo da Porto Seguro. Semelhante a isso, há uma cobertura especial para arrastões, realidade muito presente em diversas cidades do País. Vestido indenizado Ao servir uma taça de vinho, um garçom derrubou a bebida em um vestido de alta-costura, caríssimo, de uma cliente. Ela exigiu ser ressarcida e, por possuir uma cláusula de danos a terceiros em sua apólice empresarial, o restaurante pode indenizá-la e não sofrer prejuízos. Como bem lembra Jarbas Medeiros, da Porto Seguro, existem assistências que também podem ser essenciais para os estabelecimentos. Um ar-condicionado quebrado no Rio de Janeiro ou em Salvador, por exemplo, ou um problema de chaveiro, encanador, entre outros, podem significar uma perda grande para o empreendedor. Ela pode ser evitada se ele tiver um seguro com assistência que atenda essa emergência, o que será feito de maneira mais rápida e com muito menos custos. Lacunas Um tipo de hospedagem diferente, mas que atrai muitos turistas, especialmente mochileiros de fora do país, os hostels passaram a ser uma opção com ótimo custo para aqueles que viajam buscando experiências mais diretas com a vida do local de destino. A Revista Apólice consultou dois hostels no Rio de Janeiro, um no bairro de Santa Teresa e outro em Copacabana, para saber um pouco mais sobre o preparo dos estabelecimentos quando o assunto é seguro e o constatado foi: o básico está contratado. Incêndio, raios e explosões, alguns, como o de Santa Teresa que já passou por sinistros, também se preocupam bastante com riscos de enchentes e inundações. Mas o preparo para por aí. Os consultados disseram não contratar seguros de Responsabilidade Civil, de roubo de bens e valores e nada que vá muito além do básico. Quando perguntados se conheciam ou teriam interesse em incrementar as proteções também foram distantes. Isso mostra que o seguro ainda é um ilustre desconhecido para alguns segmentos. As pessoas até sabem que existem opções, mas conhecem pouco e não enxergam como isso pode ser efetivo em seus negócios. Nóbrega acredita que os pequenos e médios empreendedores são tomadores de risco, mesmo que nem sempre se enxerguem dessa forma. “Ele abre um estabelecimento sem saber se terá ou não clientes. Então sabe que corre riscos”. Para o corretor, agora o que é preciso é que as PME’s olhem para o que vai além disso. 18

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