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5 months ago

Revista Apólice #211

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especial ciab | tecnologia Incorporando novas ferramentas Como todo segmento disposto a inovar em seus processos, o mercado segurador esbarra em desafios tecnológicos. Empresas preparadas para esta realidade colherão os melhores resultados 22

por Lívia Sousa A evolução tecnológica acontece praticamente sem intervalos em todas as esferas, deixando cada vez mais claro que quem não acompanhá-la terá grandes chances de ser prejudicado em um futuro próximo. O setor de seguros já se mostra atento a essas inovações, com corretoras e seguradoras se preparando para trabalhar com o novo público e lidar com as mudanças que surgem em relação aos riscos. “As comunicações interna e externa deverão passar por grandes adaptações nos próximos anos. A geração milênio e as gerações mais novas já preferem se atualizar vendo um vídeo na sua estação de trabalho do que receber e ler um e- mail sobre o mesmo tema. O mercado de seguros deverá evoluir nessa direção e essa evolução, possivelmente, chegará com um melhor entendimento do produto seguro, dos contratos comprados e do uso dos serviços e benefícios”, pontua Mauricio Galian, diretor geral de Tecnologia, Operações e Pós Venda do Grupo BB e Mapfre. Mas como todo segmento disposto a incorporar novidades em seus processos, o ramo securitário esbarra em alguns desafios no desenvolvimento e na aplicação dessas ferramentas. Muitos dos gargalos estão intrinsecamente ligados à mudança de perfil do cliente, que é sempre o principal foco de cada nicho. Mais exigente, informado e multimodal, o consumidor ❙❙Mauricio Galian, do Grupo BB e Mapfre moderno avalia uma grande quantidade de conteúdo antes de definir a compra e quer serviços personalizados. “Para acompanharem a prática da mobilidade e toda essa tendência crescente, a fim de se manterem no mercado de forma competitiva, essas empresas devem estar totalmente prontas para atender a esse cliente, provendo toda a estrutura necessária”, lembra o diretor vice-presidente de TI do Banco Bradesco, Maurício Machado de Minas. As companhias devem trabalhar iniciativas de mudanças e, com uma boa base, priorizar a segurança da informação, algo desafiador e primordial para todos os vértices do negócio. As seguradoras devem priorizar ações para que o assunto seja trabalhado como algo intrínseco. “Vale destacar a relação entre prestação de serviços e a troca de informação, priorizando a garantia de qualidade do conteúdo, além da diminuição de fraudes. É um mal existente”, frisa Machado. Entraves Os primeiros entraves aparecem na infraestrutura das telecomunicações – que no Brasil, além de somar milhares de reclamações, é a mais cara do mundo em telefonia celular, segundo a União Internacional de Telecomunicações, da Organização das Nações Unidas (ONU). “Precisamos de uma infraestrutura mais robusta, mais ágil e com uma abrangência maior”, frisa a CIO da Liberty Seguros, Ana Lucia D’Amaral. Segundo ela, o setor busca alternativas para os momentos em que a comunicação precisa ser realizada de maneira offline ou com uma conectividade limitada. “Por isso, é fundamental utilizar alternativas de operadoras, links, banda larga etc”, completa. Além de aproximar canais e clientes, a tecnologia beneficia qualquer mercado. Para o ramo securitário, especificamente, favorece a propagação da cultura de seguros no Brasil, fator importante para o setor, que ainda tem muito espaço para crescer; para a economia e para a própria sociedade. “Esses temas fazem parte do ecossistema da transformação digital e este é o novo grande desafio das empresas que precisam ser ágeis na busca pela transformação”, diz Galian. ❙❙Ana Lucia D’Amaral, da Liberty Para as companhias que atuam neste nicho há uma maior necessidade de se estruturar, processar e interpretar o volume de dados que recebem e armazenam (informações oriundas de corretores, parceiros, clientes, canais, redes sociais, telemetria, notícias, mercado externo e dados de cotações). Se tratadas corretamente, essas informações resultam em processos mais eficientes, melhoria da operação e redução da burocracia. “As seguradoras trabalham com estatísticas, modelos atuariais e análises preditivas, por isso a necessidade do tratamento eficiente das informações para dar respostas rápidas, criar produtos diferenciados, agilizar o pagamento de sinistros e gerar informações claras e simples para o segurado e o corretor”, afirma Adilson Lavrador, diretor de Operações e Tecnologia da Tokio Marine. Ou seja, quanto mais o setor conhecer seu mercado e seu público, mais eficiente será na precificação de seus produtos e melhor será sua capacidade de oferecer serviços de qualidade. Neste contexto, a exploração de Big Data (volume de dados, estruturados ou não, que impactam os negócios diários), a disponibilização de serviços digitais e a mobilidade são tecnologias que as seguradoras devem olhar com atenção. Interagindo com o consumidor O mercado bancário é um exemplo 23