Views
6 months ago

Revista Apólice #211

capitalização |

capitalização | educação financeira Saúde financeira na prática A contratação de títulos de capitalização é controversa quando não há informações sobre os produtos. Mas, se bem pensada, pode ajudar a saúde financeira Amanda Cruz O hábito de poupar não é uma das marcas mais fortes dos brasileiros. Em época de crise financeira esse problema se agrava e muito se fala sobre a dificuldade de desenvolver a Educação Financeira no País em um momento em que até quem poupa, acaba utilizando suas economias para poder manter o padrão de vida. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito - SPC – em 2014, a poupança do brasileiro é feita para gastar. Ou seja, 30 quando começa a juntar alguma quantia, geralmente ela já tem um destino e formas de investimento muito conservadoras e modestas. Sendo assim, procuram-se alternativas para que a população possa aumentar a saúde financeira e o mercado de seguros resolveu apostar na capitalização como uma delas. Para ajudar a compreender o cenário, a Revista Apólice fez um levantamento para saber qual a relação das pessoas com a capitalização. As impressões recolhidas foram de que as pessoas conhecem a capitalização, mas precisam de mais informações sobre o assunto já que muitos disseram que a capitalização, geralmente, é oferecida em agências bancárias como um complemento de algum outro produto. Para Marco Antonio Barros, presidente da Fenacap, os consumidores têm proximidade com o produto. Em 2015, a entidade realizou uma pesquisa em parceria com o Instituto Overview que apontou para essa compreensão sobre sua finalidade. Há, no País, 15 milhões de clientes pessoa física de títulos de capitalização e

Instrumento de educação Carro-chefe do setor, a modalidade conhecida como tradicional é a mais comercializada, responsável por 87% do mercado. Dentro dessa modalidade é que se encontram soluções como garantia de fiança locatícia e o produto intitulado Popular, que oferece soluções para questões filantrópicas. “Ele permite que o cliente ceda sua reserva para instituições de atuação social, caso seja de seu interesse”, conta Barros. Há também a capitalização de incentivo, usada por empresas para realizar ações promocionais e de fidelização de seus clientes. Maia Piñeiro, executivo de Gestão de Clientes e Produtos da Brasilcap, diz que observando os clientes da companhia a motivação deles na hora da compra é de caráter disciplinador financeiro, destacando o fato de não poderem mexer no dinheiro para não sofrer perdas. “Em todas as pesquisas que realizamos, os próprios clientes se veem como indisciplinados financeiramente, com dificuldade de se forçar a guardar dinheiro. A capitalização vem justamente preencher essa lacuna”, comemora. Ao contrário de outros players do mercado, Piñeiro não acredita que, por si só, os sorteios sejam o maior atrativo para seus clientes. “O sorteio também motiva o cliente a continuar guardando até o final, mas definitivamente não é fator decisivo para aquisição de um título”, alega. aproximadamente um milhão de pessoas jurídicas. “Reconhecemos que ainda possa existir certo desconhecimento sobre as diversas modalidades existentes no mercado e o seu funcionamento, mas isso é bastante localizado, principalmente entre os especialistas em finanças pessoais”, afirma o presidente. O mercado, hoje, apresenta diversas modalidades e soluções para perfis de consumo e renda, podendo atender às lacunas de mercado e novas demandas da sociedade. Para Josusmar Alves de Sousa, coordenador da Comissão de Vida, Previdência e Capitalização do Sincor- SP, a divulgação é o grande problema do produto. Ele acredita que o tipo de venda não é adequado para incentivar as pessoas a ter mais consciência. “O que os bancos vendem não é a base da educação financeira. Por isso, as pessoas fazem a contratação por impulso e acabam precisando do dinheiro antes de acabar a vigência, sacando, geralmente no prazo de 12 a 24 meses, apenas cerca de 30% do seu aporte inicial. Se fosse pensado no longo prazo, em cinco a seis anos, o resgate seria de 100%”, ressalta. ❙❙Marco Antonio Barros, da FenaCap 31

Revista Apólice #218
Revista Apólice #219
Revista Apólice #208
Revista Apólice #215
Revista Apólice #226
Revista Apólice #203
revista Apólice #205
Revista Apólice #201
Revista Apólice #195
Revista Apólice #229
Revista Apólice #202
Revista Apólice #220
Revista Apólice #230
Revista Apólice #228
Revista Apólice #206
Revista Apólice #224
Revista Apólice #227
Revista Apólice #232
Revista Apólice #217
Revista Apólice #213
Revista Apólice #212
Revista Apólice #197
Revista Apólice #216
Revista Apólice #214
Revista Apólice #221
Inside_Insurance_Trends_Numero02_PT
Revista Apólice #225
Revista Apólice #222
Alvaro Daudt Eyler - Revista Apólice
Edição 113 download da revista completa - Logweb