Views
7 months ago

Revista Apólice #211

evento | conseg nordeste

evento | conseg nordeste Presindentes do Sincor`s: Edvan Gomes (PB), Erico Melo (SE), Claudia Candido Diniz (PE), Alderi Alves (RN), Juvenal Ribeiro Vilanova (PI), Edmilson Ribeiro (AL) e Wanderson Nascimento (BA) A volta dos eventos regionais Cerca de 700 profissionais se reuniram em Natal para discutir os “Desafios do setor de seguros e o fortalecimento do mercado na região” 34 Kelly Lubiato O I Congresso dos Corretores de Seguros do Nordeste marcou o retorno dos eventos regionais. Num exercício de desprendimento, segundo o presidente da Fenacor, Armando Vergilio dos Santos Junior, os Sindicatos de Corretores de Seguros dos estados que compõem a região (Bahia, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Sergipe e Rio Grande do Norte) uniram esforços para juntar cerca de 700 pessoas para a realização do encontro, no Centro de Convenções de Natal, no Rio Grande do Norte. Alderi Alves, presidente do Sincor- RN e anfitrião do evento, abriu a solenidade, afirmando que o objetivo era discutir o que pode fazer crescer a profissão. “Somos exemplo de otimismo”, salientou. Ele falou sobre o associativismo para o crescimento de diversas modalidades econômicas. “Os Sincor’s são exemplos disso. O momento é imprescindível para mostrar a força da união”. Alves destacou também o objetivo de discutir o duro cenário econômico, mas ressaltou que o trabalho é capaz de mudar esta realidade. Para ele, o evento é um marco de um novo tempo do seguro na região. Paulo dos Santos, presidente do Ibracor, disse que é momento de comemorar novos tempos, cujo resultado será positivo, começando com o novo modelo de congresso: regional.

O vice-presidente do Sindicato das Seguradoras do Norte e Nordeste, Hodson Menezes, ressaltou que o evento prova que o mercado participa para fazer sua parte, fortalecendo a cultura do seguro e promovendo a discussão de temas que promoverão a troca rica de experiências. O presidente da Escola Nacional de Seguros, Robert Bittar, ressaltou que a região Nordeste experimenta nova forma de realizar eventos. “Alguns criticam o excesso de eventos do setor, mas esta é a forma do mercado se atualizar, acompanhar o lançamento de produtos e os seguradores precisam deste momento para estar em contato com seu público mais direto. Os diretores dos sindicatos do NE acabam de colocar um ovo em pé”, pontuou. Ele lembrou que a região representa 10% da arrecadação de seguros no País. Apesar deste número não parecer muito substancial, o mais importante é o quanto ele cresceu nos últimos 10 anos. Apenas para ilustrar, Bittar mostrou que nos últimos três anos, 3,5 mil corretores se habilitaram na região. Foram realizados oito cursos de MBA, com 120 pessoas formadas e, ainda, 240 palestras com a participação de 10 mil pessoas. “Estes números mostram o interesse em se desenvolver”. Para concluir, o último a assumir o púlpito foi Armando Vergilio dos Santos Junior, presidente da Fenacor, que disse que não vinha a Natal há 14 anos, por ter prometido não voltar enquanto houvesse Robert Bittar, da Escola Nacional ❙❙de Seguros ❙❙Armando Vergilio, da Fenacor duas representações de corretores de seguros no Rio Grande do Norte. Mesmo sem a integração das lideranças, o presidente resolveu voltar para prestigiar a retomada dos congressos regionais. “Capacitação, atualização e formação profissional são cada dia mais necessários para as pessoas que têm como meta criar soluções de proteção à vida e ao patrimônio dos cidadãos”. Cenários Econômicos “O que esperar da economia e do mercado de seguros no curto, médio e longo prazo. As eleições municipais, a Olimpíada, as eleições americanas e como tudo isso afeta o seu negócio”, foi o tema conduzido pelo corretor de seguros, Gustavo Cunha Mello Ele abriu a palestra falando sobre o conceito da concorrência perfeita para os corretores de seguros, utilizando várias figuras para mostrar como o cérebro percebe algumas imagens e tende a cristalizar informações que podem ser mudadas com um olhar mais detalhado. Para o mercado de seguros, considerando o primeiro trimestre de 2016, houve uma pequena melhora, com crescimento de 5,03% em volume de prêmios. Neste período, a inflação foi de 10,83%, ou seja, foi recuperada quase a metade da inflação. O mercado diminuiu de tamanho. Mello mostrou a situação da Europa e dos Estados Unidos e como elas podem influenciar os negócios no Brasil. Ainda questionou o estouro da Bolha Chinesa, que é o maior consumidor de commodities do mundo, principalmente o aço. “Todos estes pontos afetam diretamente o Brasil, como o aumento do preço do resseguro em função da crise mundial que está em processo de finalização. O corretor mostrou a importância da economia brasileira no mundo, como maior produtor de frango, terceiro maior produtor de aeronaves (Embraer), sétimo maior produtor de veículos. Ele acredita que a Petrobras está ferida, mas não de maneira mortal. “Batemos recorde de produção diária em julho/2015. Para salvá-la poderiam ser vendidas a Transpetro e a BR Distribuidora, que geraria um bom caixa. Se isso sai do setor público, abre caminho para o setor privado atuar com mais eficiência˜. Ele citou os problemas da situação política atual e como os resultados poderão influenciar o mercado de seguros. “O que se vende hoje por mês é o que se vendia há 10 anos, por ano. A comissão do corretor de seguros aumentou em 7,63% , mas ainda sem cobrir a inflação do período. Os desafios para 2016 são a venda online, os seguros piratas, os riscos declináveis, o ambiente regulatório e mercado de resseguros. O corretor de seguros não precisa tomar Rivotril. Vamos ter uma solução em 2016, 2017 será médio, mas em 2018 retomamos. Em 2016, um crescimento de um dígito já será benéfico para o setor”, concluiu Mello. ❙❙Paulo dos Santos, da Ibracor 35