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3 months ago

Revista Apólice #211

simpósio paranaense

simpósio paranaense 5,4%. “Começamos a ter uma mudança, que é uma adequação à nova realidade. Hoje, tanto as corretoras quanto as seguradoras têm cotado menos seguros novos e precisamos diversificar a linha de produtos, indo para o residencial, odontológico etc. Desta forma, passamos a nos preparar para este momento, oferecendo novas possibilidades para o cliente, na modalidade conhecida pelos americanos como One Stop Shopping. Oferecer proteção adequada e completa para os clientes, de acordo com o ciclo de vida deles”, reafirma Gonçalves, acrescentando: “temos que ser mais eficientes. Temos que ter um olhar otimista e enxergar as oportunidades”. “A crise está aí para todo mundo”, ratifica Marcos Kobayashi, superintendente comercial Nacional da Tokio Marine. A dificuldade existe para todos. “Nós nos preparamos para este momento, com melhorias sistêmicas internas para a companhia nas áreas de atendimento, produtos etc, tudo para reduzir a despesa administrativa e aumentar a produtividade. Isto torna a companhia um pouco mais competitiva ou, neste momento, com mais fôlego para suportar os momentos mais difíceis”. Esta é uma realidade comum a várias empresas que, na outra ponta, passaram a se preocupar mais com inovação, buscando novos produtos e lançando novos serviços. Nesta linha de inovação, diversificar produtos é importante e necessário. O corretor que está com a porta aberta com o cliente deve ofertar outros produtos. Ele precisa estar atento à crise e à revisão de orçamento que todos fazem. Sem esquecer que a tecnologia é para colaborar e não para engolir ninguém. Nesta fase de transição para outros produtos, o seguro de vida se apresenta como uma alternativa muito interessante, principalmente por seu caráter de rentabilidade para o cliente. O presidente da Centauro ON, Ricardo Iglesias, mostrou no evento como é o conceito de produto Universal Life, que aguarda aprovação na Susep para o início de comercialização. Há momentos em que é preciso pensar menos no risco e mais na responsabilidade financeira. O Universal Life é um produto que atende às duas questões e tem flexibilidade e opções de valores e coberturas variadas, de acordo com cada fase de vida dos clientes. “Surpreendenos é que o Brasil está esperando alguma coisa para colocar este produto na rua. Ele é uma realidade desde a década de 80 nos Estados Unidos. A geração que está hoje na faixa dos 40, 50 anos, espera alguma coisa do Estado, mas sabe que o Governo não vai conseguir cumprir”, avaliou Iglesias. Esta ferramenta do ❙❙Ricardo Iglesias, da Centauro On 40 ❙❙Walter Polido, consultor ❙❙Farid Eid Filho, da Yasuda Marítima

Universal Life poderia ajudar a formar poupança, o que é bom não só para o mercado, mas para o País. O produto hoje tem cerca de 45% do mercado americano. A maior barreira para a implantação do Universal Life no Brasil é a questão tributária. O produto já foi amplamente discutido mas o Ministério da Fazenda tem dificuldades para viabilizar os incentivos fiscais. “O entendimento do mercado é lançar o produto independente do tratamento tributário”, pontuou Iglesias. Outra carteira que serve como alternativa é o seguro patrimonial. “Apesar de sabermos que há muitas empresas que foram fechadas nos últimos tempos, acreditamos nos nichos. Tivemos crescimento de 30% em nossa carteira”, afirmou Marcos Machini, da Liberty. Ele usou este exemplo para corroborar sua afirmação de que a solução para o desenvolvimento do mercado passa pela criação de novos produtos, com o objetivo de trazer novos clientes para o setor. “O produto de nicho abre ao corretor a possibilidade de trabalhar com um item mais específico para cada tipo de negócio”, concluiu. Situação atual Apesar de todas as dificuldades encontradas neste ano de 2016, todos os palestrantes afirmaram de forma unânime que é preciso manter o otimismo e manter a busca pela qualidade dos serviços de seguro. O consultor Walter Polido, declarou que a diminuição do número de negócios fez com que seguradoras e corretores passassem a ter a obrigação de oferecer produtos com mais qualidade. “Não se pode aproveitar desta condição, que já não está boa, para ter velhos procedimentos, porque o número de segurados regrediu, assim ❙❙Ronaldo Barreto, da AIG como a quantidade de negócios. Esta é a melhor razão para oferecer mais qualidade e melhores serviços”, avisou Polido. Ele acredita que é preciso aproveitar esta fase de transição de Governo para rever as questões regulatórias do sistema. “Não há como o mercado permanecer sendo regido por um decreto de 1966, que foi promulgado em outro cenário. Esta questão da Susep determinar clausulados de coberturas, ou modelos e estruturas do que chamamos de lista de verificação, é algo negativo para o mercado e para os consumidores. Temos que mudar isso. A atuação da Susep deve se guiar pela fiscalização de provisões técnicas e reservas para sinistros”, sentenciou. Como alternativa para encarar este momento, seguradoras buscam formas diferentes de atuação, cada uma ocupando o seu espaço. A Sompo Seguros, nova marca da Yasuda Marítima, deve trazer uma nova linha de produtos de personal lines ao Brasil, de acordo com seu diretor Farid Eid Filho. “Temos 70% das pessoas desprotegidas em todos os setores (carro, vida, residência) e vemos uma oportunidade com produtos e canais diferenciados bem como novas formas de cobrança”. Ronaldo Barreto, superintendente do canal corretores da AIG Seguros, acredita que é preciso que o corretor se preocupe mais em se capacitar para realizar a venda consultiva e conheça um portfólio de produtos e soluções para apresentar aos seus clientes. “Lançamos alguns produtos como ambiental, cibernético, fusões e aquisições para uma nova gama de clientes”, informou, acrescentando que o cliente busca informação de diversas formas e entender o conceito de multicanal é importantíssimo para que o corretor esteja inserido neste contexto. A internet é uma realidade e as seguradoras buscam oferecer ferramentas ao corretor para que ele possa melhorar o seu trabalho. Síntese do Evento “Neste 7º Simpósio ousamos. Realizamos o 1º CultiveVida, evento que discutiu segurança pública e trânsito, trazendo a sociedade civil organizada para dentro do evento, com um resultado altamente positivo. Foi bem aceito, elogiado, com grande repercussão. Ousamos também com o 1.º Jurisseg, evento que discutiu direito relacionado ao seguro. Tivemos ótimas palestras, em especial do consultor Walter Polido, além da do assessor jurídico do Sincor-PR, que abordou os cuidados que os corretores precisam ter nas suas atividades diárias. Um dos pontos altos foi o lançamento da primeira edição do Manual de Boas Práticas para os Corretores de Seguros, um sucesso absoluto. Tivemos ainda ótimos embates, como os que desmistificaram o seguro popular e mostraram uma nova realidade do mercado. Além disso tivemos outros temas de grande interesse, como o talk-show com personalidades que nos trouxeram suas visões do mercado, inclusive com a participação de uma senador da República, o Alvaro Dias, que nos trouxe informações importantes de Brasília do cenário político e econômico. Podemos dizer que nos sentimos muito gratificados por poder realizar o simpósio que imaginávamos fazer”. José Antonio de Castro, presidente do Sincor-PR 41