Views
8 months ago

Revista Apólice #210

desenvolvimento doras,

desenvolvimento doras, que alegam que seus contratos de resseguros limitam a aceitação de alguns riscos presentes em nossa região. Principalmente na indústria”, destaca. Fábricas de plástico, tecido, entre outras áreas, também são uma marca desses estados. O presidente do Sincor-GO completa que “isso limita, muito, o trabalho dos ❙❙Alexandre Brum, da Mitsui Sumitomo 36 corretores de seguros, que enfrentam dificuldades para oferecer esses produtos a seus clientes”, afirma. Esses dados mostram dois pontos cruciais para a região Centro-Oeste e também para o estado de Minas Gerais: há espaço para crescer e tornar a consciência do seguro presente nessas atividades que são tão importantes para esses Estados, mas é o seguro do dia-a-dia que tem sido importante e o verdadeiro responsável por manter a região com 7,3% do mercado e continuar sua expansão. Na soma dos quatro estados, a área mais expressiva é a de Seguros Patrimoniais. Esse ramo teve o maior salto: 40,86% de crescimento, segundo a Susep. O que, para Mendanha, é natural, já que ao voltar o olhar para novas oportunidades no Centro-Oeste, essa é a opção que salta, seguida pelo ramo de Vida, que apresentou crescimento de 22,67%. “A diversificação das nossas carteiras é uma realidade de crescimento. E, nessa trajetória, temos alcançado ótimos resultados”, comemora. A área de transportes é outra aposta, já que a grande produção agrícola precisa de escoamento para portos de outros estados, como Rio de Janeiro e São Paulo. Junto com ela, vem a preocupação para o Seguro Ambiental, ainda incipiente em todo o País. Aliado ao transporte, risos específicos precisam ❙❙Felipe Cavalcante, da Berkley

ser evitados, como descarte e queda de materiais e resíduos que podem pedir coberturas para limpeza e danos corporais. As carteiras já disponíveis precisam ser trabalhadas, por isso, Julio Murta, gerente regional Minas Gerais e Centro- -Oeste da AIG, acredita em novos produtos, que deverão ser levados com mais força à região em sua gestão. Riscos cibernéticos e os de responsabilidade de gestão estão na mira da seguradora para essa localidade. “Principalmente o responsabilidade civil, já que a atuação de profissionais liberais tem crescido muito em nossa região, obrigando todos a uma busca de proteção e segurança para seu trabalho. Além desses, estou convicto de que o seguro saúde terá uma participação expressiva na carteira dos corretores de seguros nos próximos anos”, aposta o executivo. Desenvolvimento A atual crise brasileira tem impactado o mercado de seguros, assim como qualquer outro. Mas essa é uma das regiões que têm crescido acima da média nacional. O Centro-Oeste registra o crescimento mais acentuado nas áreas de saúde, no qual todos os estados tiveram desempenho positivo, conforme dados da FenaSaúde. O reflexo se dá não somente no setor de seguros, mas em vários outros setores da economia. É um efeito dominó, conforme aponta Murta. “Por exemplo, uma empresa ao realizar demissões, diminuindo seu quadro de funcionários, impactará diretamente no seguro de vida, gerando prêmios menores, ou no caso de seguros de transportes quando as empresas produzem menos, haverá menor circulação de mercadorias”, afirma. Desta forma o setor de seguros é impactado diretamente em diversas carteiras, mas, para Murta, o atual momento também gera oportunidades em outros negócios, como é o caso do seguro de crédito, que protege as empresas em relação aos seus recebíveis. A situação só não pode ser muito estendida, embora as seguradoras no País sejam bastante saudáveis quanto à sua solvência, muitos sinistros de crédito podem ser significativos, especialmente vindo de grandes empresas. ❙❙Andreia Padovani, da Tokio Marine Mesmo com cenário complicado, a região Minas/Centro-Oeste tem apresentado um importante crescimento, com 14% em 2015 e aproximadamente 9% no primeiro trimestre de 2016, em relação ao mesmo período anterior. “Em momentos de adversidade que surgem as grandes oportunidades, as empresas começam a pensar “fora da caixa”, existe um esforço/criatividade maior dos profissionais, realinhamento das estratégias”, lembra o executivo da Berkley. ❙❙Andreia Padovani, da Tokio Marine Um novo olhar Existe uma área, ainda pouco explorada, que desperta olhares dos seguradores: o turismo. Pantanal, entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, chapadas dos Guimarães e dos Veadeiros, em Goiás e até mesmo Brasília, a cidade arquitetada por Oscar Niemeyer e patrimônio da humanidade, atraem viajantes. “O turismo, além de movimentar diversos setores da economia, já é uma realidade para a área de seguros na região”, acredita Murta, da AIG. Além de serem contratantes dos produtos tradicionais, também contam com produtos específicos para o setor, como exemplo o seguro viagem, que protege os seus clientes de eventos inesperados e doenças, além do seguro de responsabilidade civil profissional direcionado a agências de viagens que protege a empresa e os seus profissionais contra reclamações apresentadas por perdas financeiras resultantes dos serviços prestados aos clientes. Hoteis, bares e restaurantes também são clientes assíduos desse tipo de contratação. “Geralmente é comum hotéis, bares e restaurantes contratarem o RC apenas como cobertura adicional na apólice de incêndio. Esta prática coloca em exposição estes estabelecimentos, pois a cobertura de RC como adicional não é tão ampla, como as que cobrem causas de intoxicação alimentar. Além disso, o turismo também aquece os eventos na região, trazendo oportunidade para o seguro de eventos”, indica Cavalcante, da Berkley. A região menos suscetível a riscos climáticos do País, que tem desenvolvido seu potencial e tem grande espaço para a penetração de seguros, parece ser a nova aposta entre as companhias. Minas Gerais, que geograficamente faz parte da região sudeste, mas, pelas suas características é colocada junto ao Centro-Oeste dentro do mercado de seguros, ainda desponta quando se fala de amadurecimento do mercado. Para Julio Murta, não existe apenas um estado que deva ser apontado como o mais promissor. “Nós teríamos as melhores oportunidades no estado de Minas Gerais, porém queremos ser abrangentes. Um bom exemplo é o seguro de casco para aviação agrícola. Desta forma não existe uma região onde se encontram melhores oportunidades ou dificuldades, mas sim o entendimento de quais produtos devem atender às necessidades da região”, conclui. 37