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edição de 5 de março de 2018

mídIa “No cinema

mídIa “No cinema você vai se divertir e desliga o celular” Defendendo a ideia de que o cinema é a única mídia que prende totalmente a atenção das pessoas, Ivan Martinho, diretor-geral da Flix Media, conta que uma de suas metas é dobrar a participação do meio no bolo publicitário até 2019. “O cinema representa menos de 1% do bolo publicitário. Para nós, isso é uma oportunidade”. A Flix Media comercializa o inventário das maiores redes de cinema no país, totalizando 1.665 salas e alcançando 110 milhões de pessoas por ano. O executivo também destaca que a medição da audiência no meio é muito precisa, porque é relativa à quantidade de ingressos vendidos. Confira a seguir os principais trechos da entrevista. Divulgação Ivan Martinho, diretor-geral da Flix Media: “Cinema não tem restrição, todo mundo gosta” KELLY DORES CENÁRIO O mercado de cinema, há sete anos, tinha uma característica mais doméstica, caseira. A Flix Media surgiu nesse cenário, com uma operação completamente independente e com exclusividade de venda do inventário do Cinemark. Inventário é todo e qualquer ponto de contato que um consumidor possa ter com a rede exibidora e possa ser interessante para uma marca anunciante. Desde quando ele lê uma sinopse num site especializado até o momento em que ele chega ao cinema e pode receber uma amostra de sampling, por exemplo. audIêNCIa Hoje nós somos representantes também da Kinoplex, Cinesystem, Centerplex, CGC, Cinépolis e, mais recentemente, da UCI. Esse grupo de exibidores soma 1.665 salas de cinema no Brasil. A indústria do cinema, em 2017, vendeu aproximadamente 185 milhões de ingressos, dos quais 110 milhões foram dessas salas que comercializamos. Então, o público que a gente fala é de 110 milhões de pessoas por ano. Nosso meio tem uma auditoria real, que mede exatamente os ingressos vendidos. pROfIssIONalIzaçãO Como meio, a minha disputa de verba é com todo mundo. O grande negócio da Flix e o que tem sido responsável pelo crescimento de dois dígitos ano a ano é, obviamente, a profissionalização e a facilidade. Antigamente, havia uma dificuldade de programar mídia cinema nacionalmente. Agora você fala com uma empresa e consegue programar em até 1.665 salas, ou seja, são salas do Brasil inteiro, que alcançam todos os targets. Claro que a marca pode fazer mídia regional, mas a gente leva uma opção nacional. A segunda coisa é a facilidade de programação digital. CREsCImENTO O meio cinema tem crescido dois dígitos todos os anos. Em 2017, a Flix cresceu mais de 20%. Existe uma demanda reprimida enorme. O cinema não tem restrição. Todo mundo gosta, cinema faz parte da vida das pessoas. O cinema representa menos de 1% do bolo publicitário. Para nós, isso é uma oportunidade. Temos um inventário grande, preço competitivo e um negócio que ninguém tem é que, no cinema, você vai se divertir e desliga o celular. Nenhuma outra mídia tem isso. O cinema no Brasil tem muito a crescer ainda. Para “o cinema consegue sim falar com segmentos, mas é uma mídia de massa, contrariando o preconceito de que cinema é de nicho” você ter uma ideia, o México, que tem a metade da população do Brasil, conta com o dobro de salas. Todos os exibidores têm meta de abrir salas de cinema. A medição da audiência é muito precisa. No Brasil, a auditoria é feita pela comScore. dEsafIOs O desafio mais claro de todos, naturalmente, é aumentar a participação do cinema no bolo publicitário. A gente quer dobrar essa participação. Não acho que conseguiremos fazer isso em 2018, mas esse é o nosso horizonte para até o fim de 2019. Boa parte dos planos de mídia antes não tinha cinema. São degraus que a gente vai escalando todos os dias através da nossa presença, não só nos mercados do Rio e de São Paulo, mas no Brasil inteiro, por meio de representantes em todos os estados. A gente atende desde grandes anunciantes, como a Petrobras, até um restaurante em Roraima. Obviamente uma das forças de crescimento que a gente tem vem pelos canais digitais. Todos os exibidores têm site e aplicativos com uma audiência enorme. A gente vende isso também, além de projetos especiais. mídIa dE massa Quando a gente vai ao mercado vender mídia, não vende por exibidor, mas sim por target, geografia, classe social e idade ou por rede de cinema, quando é projeto especial. Uma das iniciativas para estimular o mercado foi a criação de um pacote com descontos superagressivos para programação nacional em todas as salas numa mesma semana. A gente chama de Master Flix. Lançamos há cerca de dois meses e a aceitação desse pacote tem sido ótima. Essa também é uma forma de gerar experiência para as marcas que ainda não fizeram cinema. Estamos oferecendo uma condição de preço interessante, que tem a ver com esse posicionamento de que o cinema consegue falar com segmentos, mas é uma mídia de massa, contrariando o preconceito de que cinema é de nicho. Afinal, falar com 110 milhões de pessoas não é nicho. 30 5 de março de 2018 - jornal propmark

Trazer análises mais plurais que despertem paixão, reflexão e debate. Esta é a linha condutora do novo projeto editorial e gráfico da revista Época, que desde a última sexta-feira (2) mudou por dentro e por fora. A partir de agora, passa a circular nas bancas e também como encarte dos jornais O Globo e Valor Econômico. Com a nova modalidade de distribuição, terá também sua circulação elevada para mais de 500 mil exemplares. Segundo Daniela Pinheiro, diretora de redação da revista, a ideia é se distanciar dos modelos tradicionais dos títulos semanais, que trazem resumo de notícias, e assumir a produção de grandes reportagens com narrativa literária. Às vésperas de completar 20 anos, a publicação quer recuperar o prazer da leitura, oferecendo seu conteúdo para ser consumido sem pressa, aos fins de semana. “Seremos uma leitura imprescindível. Vamos fazer recortes exclusivos em reportagens sobre pessoas e situações. Não vamos cobrir tudo, mas vamos pautar, em vez de sermos pautados. Vamos tratar de outros temas que vão além da pauta semanal, com uma grande liberdade para ousar em assuntos, colocar outros pontos em discussão”. A jornalista explica que a publicação investirá também em perfis provocadores e polêmicos, de personagens conhecidos ou descobertos pela redação. Histórias reais bem contadas darão o tom da publicação, tanto de personagens nacionais e internacionais. Na edição de estreia, a publicação traz um perfil de Marcelo Odebrecht, ex-presidente da companhia, e seu novo momento, agora em prisão domiciliar. Um ensaio fotográfico que retrata dez anos de violência no Rio de Janeiro e uma reportagem sobre a orientação sexual dos animais completam os destaques da publicação. Ainda no pacote de mudanças, a redação passa a ser integrada com a de O Globo, Extra e Expresso. A parte gráfica também foi redesenhada pelos designers Claudia Warrak e Raul Loureiro – que também criaram o novo logotipo da marca: “mais simples e direto”. A tipografia escolhida permite mais texto por página, sem que pareça comprimido. O layout prioriza o equilíbrio entre colunas de texto e áreas brancas, o que ajuda a distinguir as páginas editoriais das publicitárias. A fotografia ganha maior importância, indimídia Época quer ser mais analítica e literária com novo projeto editorial Revista troca resumo semanal de notícias por grandes reportagens; publicação será distribuída em banca com O Globo e Valor vidualmente ou em ensaios. Todas as mudanças serão comunicadas em campanha focada nas pessoas que fazem o jornalismo da marca, mostrando os rostos e posicionamentos dos novos colunistas. Mônica Baumgarten De Bolle, professora da John Hopkins University, falará sobre Economia; Marcos Nobre, professor da Unicamp, terá uma coluna sobre Política; Paulo Roberto Pires, escritor e professor da UFRJ, abordará temas de Cultura e Sociedade e Conrado Hübner Mendes, professor da USP, assuntos nacionais e políticos. “O jornalismo profissional é um pilar crucial numa democracia. Mais do que nunca, precisamos de análises claras”, diz Daniela. Divulgação Capa da primeira edição da revista, que será relançada jornal propmark - 5 de março de 2018 31