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edição de 5 de março de 2018

diGital Conexão 5G

diGital Conexão 5G será essencial para popularizar internet das coisas Mobile World Congress 2018, em Barcelona, debate as tendências de conectividade e os impactos que as tecnologias terão na publicidade Alisson Fernández - de Barcelona Se no Brasil ainda estão sendo anunciadas melhorias na velocidade 4G, com a chegada da banda larga 4,5G, durante o MWC 2018 (Mobile World Congress), que foi realizado entre os dias 25 de fevereiro e 1º de março, em Barcelona, na Espanha, a tecnologia 5G já é uma realidade. A conexão, que promete revolucionar a comunicação móvel e fornecer uma velocidade de transmissão de dados mil vezes mais rápida do que a quarta geração, será fundamental para popularizar o conceito de IoT (internet das coisas). Nos corredores do evento, ao mesmo tempo em que são apresentados produtos que logo estarão na casa e nos bolsos de muitos consumidores, também há protótipos e opções mais futurista em dispositivos conectados à internet. Para algumas das diversas startups e companhias globais que estiveram presentes no evento, como Samsung, Sony, LG, Asus e Motorola, entre outras, existe um papel importante além de expor as tendências em dispositivos móveis. “Não são apenas as tendências em nossos bolsos, como os smartphones, por exemplo, que apresentamos. São novidades para a nossa casa em geral, como televisores e geladeiras. A Samsung também consegue mostrar melhor para o mundo o seu posicionamento, que não é de querer ser apenas um fabricante de componentes, mas sim uma empresa que quer proporcionar uma vida melhor ao consumidor, com entretenimento e diversão. Por isso, é muito importante participar de um evento como este”, afirma Renato Citrini, gerente sênior de dispositivos móveis da Samsung Brasil. Com o intuito de melhorar e O Mobile World Congress, realizado em Barcelona, na semana passada, reuniu lançamentos e protótipos futuristas simplificar cada vez mais a vida do usuário, seja a pessoa física ou jurídica de setores como educação, automobilístico e medicina, a internet das coisas esteve presente em praticamente todos os estandes. Nesta edição, a Sony mostrou algumas das principais tecnologias que prometem ao consumidor uma melhor qualidade de vida. “Temos uma divisão de internet das coisas na companhia, então, há uns dois anos, estamos desenvolvendo alguns produtos. A gente percebeu que o consumidor está cada vez mais preso em uma tela de celular. Você anda na rua e percebe que as pessoas estão sempre olhando para as telas e, muitas vezes, não prestam atenção no que está ocorrendo ao seu redor. Então, estamos investindo muito em tecnologia de comando de voz e gestos para que as pessoas também possam aproveitar melhor tudo aquilo que está ocorrendo ao seu redor”, revela Ana Peretti, diretora de marketing “Você anda na rua e percebe que as pessoas estão sempre olhando para as telas e, muitas Vezes, não prestam atenção no que está ocorrendo ao seu redor” Divulgação da Sony Mobile Brasil. Para Bárbara Toscano, gerente de marketing sênior da LG, toda marca que trabalha com inovação, tecnologia e tendências tem um papel importante em eventos como este. Assim como na CES (Consumer Electronic Show), que foi realizada em janeiro, em Las Vegas, nos Estados Unidos, a marca continuou falando sobre a inteligência artificial através dos smartphones. “É importante mostrar como funcionam os recursos de inteligência artificial nos smartphones e como ele se torna o grande hub de conexão com outros equipamentos. A conectividade é uma tendência. Procuramos sempre pensar na frente para poder compartilhar os produtos que serão lançados nos próximos meses ou, até mesmo, apresentar protótipos de design, que não necessariamente serão produzidos. Este é um grande momento para discutir e conhecer os que os fabricantes estão fazendo”, revela Bárbara. 34 5 de março de 2018 - jornal propmark

Fotos: Alisson Fernández Inteligência artificial e machine learning estão entre as principais tendências que tomaram os corredores do Mobile World Congress 2018, em Barcelona iMPaCtO Na PROPaGaNda De olho nas novidades tecnológicas, profissionais de agências possuem o desafio de descobrir quais são as inovações e soluções para realizar uma campanha mais adaptada e personalizada para cada consumidor. Segundo João Carvalho, sócio e presidente da Hands Mobile, a propaganda em si virou uma visão míope no mundo mobile. “Hoje o foco passa a ser em ativação, engajamento e experiência, independentemente de ser ou não através da publicidade tradicional que todos conhecem. Apenas uma mudança de nome? Não, na verdade, uma forma diferente de pensar, planejar e executar projetos que tenham como objetivo aproveitar a proximidade e pessoalidade do canal mobile para uma interação mais agradável para os que recebem as marcas em seus devices pessoais”, revela Carvalho. Ainda segundo o brasileiro, apesar de as operadoras terem uma grande represa de dados, não necessariamente eles eram organizados em prol de oportunidades no mundo da propaganda. “O mesmo ocorria com os fabricantes, que mesmo possuindo um bom entendimento sobre comportamento dos usuários de seus aparelhos, não transformavam esse know-how em oportunidades de ativação. Isso tudo vem mudando com diversas iniciativas, através de projetos internos, parcerias ou aquisições de fornecedores de soluções com foco em melhor coletar e analisar os dados para criar audiências segmentadas”, explica. Já para Rafael Magdalena, cofundador e presidente da agência MUV, atualmente o mobile não é somente um dispositivo celular e, sim, a internet, pois utilizamos o acesso para tudo. “As principais tendências apresentadas este ano foram a inteligência artificial/ machine learning, ou seja, o aprendizado automático das máquinas, e o 5G, mas este, “hoje o foco passa a ser em atiVação, engajamento e experiência, seja ou não atraVés da publicidade tradicional que todos conhecem” não apenas como uma questão de velocidade, mas, sim, como uma tecnologia que, por ter uma baixa latência, permite que várias das aplicações que os usuários possuem hoje na nuvem sejam utilizadas como uma facilidade que atualmente não conseguimos. Algumas coisas só estão mais distantes da nossa realidade por uma questão técnica”, diz. Mas todas essas modernizações não substituem uma boa ideia na propaganda. “Quem cria tem de se adaptar cada vez mais ao que o consumidor está usando e acessando. Não há mais como ficar no modelo tradicional de publicidade com apenas três ou quatro formatos. Toda essa tecnologia não substitui uma boa ideia. É claro que ela acabou vindo da boa ideia de alguém, mas, para continuar a ter uma boa criação publicitária, ainda é preciso ter uma boa ideia. Ainda não chegamos no nível da singularidade. O cérebro é o principal mecanismo”, comenta Magdalena. Samsung quer superar visão humana Samsung aproveitou o Mobile World Congress para A apresentar os novos integrantes da família S: o Galaxy S9 e o S9+. A nova maneira com que os consumidores compartilham as suas experiências serviu de base para a criação dos novos smartphones, que trazem o conceito de uma câmera reimaginada. Segundo André Varga, diretor de produtos da Samsung Brasil, durante muito tempo, ao falarmos de boas câmeras, os argumentos eram as quantidades de megapixels, abertura de luz, dual pixel e, agora, a marca começa a falar de coisas que superam a visão humana. “A fotografia sempre buscou representar ou trazer para dentro da imagem capturada algo muito similar ao que o nosso olho pode ver. Daqui para frente queremos mostrar coisas que nem os nossos olhos são capazes de ver. Este é o conceito de ter um câmera reimaginada. Ir além do que os olhos podem ver”, afirma Varga. Para comunicar os novos produtos, a Samsung apresenta uma campanha que, desta vez, deixa a linguagem técnica para ser mais soft, adotando uma posição mais neutra. “A campanha vai para um campo mais emocional. Queremos ser uma marca para todos. A Samsung ainda é vista como um marca muito masculina, então, temos um grande trabalho para atingir o público feminino. A campanha será mais focada nas mulheres, principalmente, com um comportamento jovem e tendo uma linguagem mais neutra”, comenta Loredana Sarcinella, diretora de marketing de mobile da Samsung Brasil. A marca, que já colocava mais 30% do seu planejamento em mídia digital, revela que os investimentos para este lançamento devem aumentar. Além do digital, a campanha Do what you can’t, criada pela agência Leo Burnett USA e adaptada no Brasil por seu escritório local, terá veiculação em televisão aberta e fechada, além de peças de mídia impressa, mídia exterior e experiências em pontos de venda. AF jornal propmark - 5 de março de 2018 35