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GAZETA DIARIO 519

02 Opinião Foz do

02 Opinião Foz do Iguaçu, sexta-feira, 2 de março de 2018 ÍNDICE Página 1 até 32 EDITORIAL E COLUNA 2 CIDADE 3 CIDADE 4 POLÍTICA 5 BICO DO CORVO 6 CIDADE 7 CAMPANA/GERAL 8 CIDADE 9 POLÍTICA 10 CIDADE 11 GERAL 12 UDC 13 TURISMO 14 A 16 COTIDIANO 17 A 24 CLASSIFICADOS 25 EDITAL 26 E 27 PANORAMA 28 POLÍCIA 29 ESPORTE 30 A 32 EDITORIAL Paz no transporte de Foz A Câmara dos Deputados parece ter agradado a todos com a aprovação da regulamentação do serviço de transporte individual de passageiros por aplicativos ao aprovar as emendas ao PL 5.587/16 nesta quarta-feira, 28. Caiu o projeto original da Câmara que exigia placa vermelha, autorização específica, que motoristas fossem proprietários dos veículos e que proibia carros com placas de outros municípios. Os municípios vão poder regulamentar o setor, exigindo contratação de seguro de acidentes pessoais a passageiros, seguro obrigatório (DPVAT) e inscrição dos motoristas como contribuintes individuais do INSS. Os motoristas também terão de possuir todos os documentos necessários para a circulação do automóvel e apresentar certidão negativa de antecedentes criminais. A Uber, Cabify e o brasileiro 99POP enviaram notas ao jornal Gazeta Diário elogiando o sábio posicionamento do Congresso e torcendo pela sanção do presidente Temer. "O Congresso ouviu as vozes dos milhões de usuários e centenas de milhares de motoristas dos aplicativos de mobilidade ao aprovar o texto", celebrou o Cabify, que ainda não chegou a Foz do Iguaçu. Segundo a empresa, o Congresso Nacional escutou os milhões de clientes e motoristas do fenômeno do transporte da era dos aplicativos. E ainda na área dos transportes, porém desta vez no transporte coletivo de passageiros em ônibus, a surpresa vem na forma de aumento da passagem. A Justiça determinou um aumento de dez centavos a partir da segunda-feira, dia 5 de março. Hoje a passagem custa R$ 3,45. A partir da segunda, custará R$ 3,55. Os dez centavos de aumento são um meiotermo. A Justiça tinha liberado 15 centavos, o que levaria o preço da passagem para R$ 3,60. Mas o prefeito achou que seria muito, lembrando que o serviço ainda tem muito a melhorar. Por isso ele liberou somente dez centavos. Por ordem judicial, a prefeitura tem de aceitar a cobrança, porém as conversas continuam. O que Foz realmente quer em termos de transportes? extrapauta Novo mínimo regional entra em vigor O governador Beto Richa assinou decreto do salário mínimo regional para 2018. As novas faixas salariais variam de R$ 1.247,40 a R$ 1.441. O valor foi ajustado conforme o percentual aplicado para o mínimo nacional, como determina a Lei 18.766 de maio de 2016, aprovada pela Assembleia Legislativa do Paraná. A mudança vigora desde ontem (1º de março). O mínimo regional, reajustado em 1,81%, regulamenta o salário de cerca de 1,5 milhão de trabalhadores do setor privado não contemplados com convenções ou acordos coletivos de trabalho. Mesmo a menor faixa do piso salarial no Paraná é 24% maior que o mínimo nacional, fixado em R$ 954. "O piso salarial é uma importante conquista do nosso estado e concilia tanto os interesses dos trabalhadores como dos empregadores paranaenses. Esta nova tabela consolida o Paraná entre os estados com o maior salário regional do Brasil", disse o governador Beto Richa. Para a categoria de trabalhadores agropecuários, florestais e de pesca, o piso sobe para R$ 1.247,40. Para os trabalhadores de serviços administrativos e serviços, vendedores do comércio em lojas e mercados e trabalhadores de reparação e manutenção, o piso salarial passa para R$ 1.293,60. O terceiro grupo, formado por aqueles que atuam com produção de bens e serviços industriais, tem um novo piso no valor de R$ 1.339,80; e o quarto, composto por técnicos de nível médio, passa a receber o valor de R$ 1.441. Data-base A data-base para reajuste do piso mínimo regional será antecipada em um mês a cada ano, fixando-se em 1º de março em 2018, 1º de fevereiro para 2019 e 1º de janeiro para 2020. A regra foi estabelecida em decreto assinado pelo governador.

Foz do Iguaçu, sexta-feira, 2 de março de 2018 EXPECTATIVA Inês Weizemann deverá deixar Secretaria de Saúde até final de março Informação foi comunicada extraoficialmente pelo secretário-geral do PSD em Foz do Iguaçu; prefeito Chico Brasileiro afirmou desconhecer a situação Bruno Soares Reportagem A permanência de Inês Weizemann (PSD) à frente da secretaria com o maior orçamento dentro da Prefeitura de Foz do Iguaçu está cercada de incertezas. De acordo com José Ruy Alexandre, secretário-geral da legenda que abriga a chefe da Saúde municipal e também o prefeito Chico Brasileiro, Inês comunicou, na última terça-feira (27), à direção local da sigla que pretende afastar-se do cargo em razão de um pedido feito expressamente pela Executiva Estadual do PSD. "Ela atende um pedido do Diretório Estadual do PSD, que analisa a possibilidade de lançá-la candidata à Assembleia Legislativa do Paraná nas eleições de outubro. Por conta da legislação vigente, para que isso ocorra, ela tem de se desincompatibilizar da Secretaria de Saúde seis meses antes do pleito. Ou seja, permanecerá até final de março", adiantou Zé Ruy em entrevista ao jornal Gazeta Diário. Para confirmar a declaração do secretário, a reportagem buscou contato com o presidente do PSD em Foz do Iguaçu, Wanderley Teixeira, que não atendeu às ligações. No mesmo sentido, a secretária Inês foi acionada e também não atendeu a nenhuma das chamadas feitas, no final da tarde de ontem, ao seu aparelho celular de uso pessoal. Já o prefeito Chico Brasileiro informou direto de seu gabinete não ter condições de se manifestar oficialmente sobre a situação por não ter abordado o tema com sua secretária. "O que eu posso garantir é que não tratei sobre este assunto com Inês, tampouco fui informado, por parte da direção do PSD, de que ela pretende se afastar até final de março. Atualmente nosso governo planeja uma reforma administrativa, porém isto é articulado de forma conjunta, não de maneira isolada", ponderou Brasileiro. A instabilidade de Inês na Secretaria Municipal de Saúde se tornou pública no dia 23 de janeiro deste ano. Na oportunidade, a reportagem do jornal Gazeta Diário noticiou trechos do inquérito policial sustentado no âmbito da oitava fase da Operação Pecúlio que apontava "estreitos vínculos" entre Inês Weizemann e o vereador Dr. Brito. O parlamentar permanece preso preventivamente na Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu (PEF) 1 desde o dia 16 de janeiro, denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por chefiar uma suposta organização criminosa instalada na cidade para desviar recursos do setor de radiologia do Hospital Municipal. Além do vereador, outras seis pessoas foram denunciadas, entre elas uma servidora da SMS e um ex-supervisor de radiologia da pasta indicado para ocupar a função por determinação de Inês Weizemann. Foto: Roger Meireles Expectativa anunciada pelo secretário-geral do PSD, Zé Ruy, é que Inês Weizemann permaneça até final de março à frente da Secretaria de Saúde Até o momento a secretária não foi denunciada. Entretanto, no dia 2 de fevereiro, permaneceu por mais de seis horas na Delegacia da PF para prestar esclarecimentos sobre sua suposta ligação com Dr. Brito e o esquema investigado. Dias depois, compareceu à Câmara Municipal para ser ouvida pelos vereadores da Casa de Leis. Sem se manifestar de maneira técnica, Inês atribuiu toda a turbulência que tem passado à perseguição política e a propósitos divinos. À imprensa local, Inês afirma com veemência jamais ter praticado qualquer ato ilícito ao longo de sua carreira política. Caso seja confirmada sua saída da SMS, Inês voltará a assumir sua cadeira no Legislativo. Com isso, sua suplente, Adriana Luiz, será afastada da função. Cidade 03 PF mira empresários da Tríplice Fronteira por lavagem de dinheiro no MT Agentes da Polícia Federal realizaram, ao longo de ontem (1º), o cumprimento de 20 mandados de busca e apreensão em Primavera do Leste (a 239 km de Cuiabá), Paranatinga (a 411 km de Cuiabá), Foz do Iguaçu (PR) e Cascavel (PR). A operação foi chamada de Tamareira. Não há mandados de prisão e até o fechamento desta edição não houve a confirmação do cumprimento de todas as buscas. Segundo informações da assessoria de comunicação da PF, durante a operação os policiais apreenderam dólares em Foz do Iguaçu. Também foram apreendidos agrotóxicos em uma fazenda em Primavera do Leste. De acordo com a PF, são alvos da operação empresários da região da Tríplice Fronteira (Brasil, Paraguai e Argentina) investigados pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa, consistente na compra de fazendas em Mato Grosso. Ainda conforme a Polícia Federal, ao todo foram adquiridos mais de 12 imóveis rurais por meio de um grupo informal de investimentos, com pagamentos em dinheiro e sem origem declarada. A investigação começou em meados de 2015.