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Moda & Negócios_EDIÇÃO 21 para WEB

Bento R. P. de

Bento R. P. de Albuquerque Principais tendências que ajudarão o varejo a crescer 6 As reportagens que vêm sendo veiculadas pelos meios de comunicação de massa em nosso país já começam a demonstrar uma leve tendência de crescimento da economia brasileira neste final de 2017, com reflexos positivos nos resultados das indústrias e das empresas varejistas. Alguns estudos realizados recentemente por institutos de pesquisas e empresas de consultoria de marketing já indicam, inclusive, que a partir do ano que vem a economia e o varejo poderão voltar a crescer. Esta afirmativa leva em consideração as projeções de que, em 2017, o PIB do nosso país deverá ter uma pequena elevação contra a queda significativa que sofreu no ano de 2016. E já se estima um crescimento em torno de 2% para 2018. Se todas estas previsões otimistas se realizarem, o comércio varejista deverá realmente voltar a crescer, mas, neste caso, ele deve se preparar para enfrentar os novos desafios do mercado e de atuar de acordo com as tendências do novo comportamento do consumidor brasileiro. São mudanças significativas que obrigam o varejista a atentar para alguns imperativos estratégicos que, se adotados rapidamente, contribuirão de forma decisiva para o seu bom desempenho. Entre esses imperativos estão a necessidade imediata de integração de plataformas físicas e digitais, além da adoção do Value for Money, um novo conceito que define as expectativas dos consumidores na sua relação de compras de produtos e serviços junto a um varejista, exigindo, cada vez mais, um maior valor agregado para o produto adquirido, sem deixar, nestes casos, de analisar a relação custo e benefício. É a chamada cultura da experiência, que vem se contrapondo à cultura da posse. A conectividade e a velocidade no atendimento ao cliente dão a ele, inclusive, a possibilidade de acessar as redes sociais de qualquer lugar e de compartilhar com outras pessoas, em tempo real, a sua experiência de compra na empresa. Deve ser destacado que um consumidor insatisfeito pode, por exemplo, reclamar no Twitter ou no Facebook da longa espera ou de outras dificuldades para ser atendido, e até mesmo da falta de capacitação da equipe de atendimento do varejista. Outro aspecto importante a ser considerado com a ampliação dos canais de atendimento no varejo, a partir da integração de plataformas físicas e digitais, que permite contatos permanentes com o cliente tanto no plano físico como no virtual, é a grande demanda por atendimento personalizado, uma exigência a mais do novo consumidor brasileiro. Por isso se torna muito importante o uso de programas de fidelidade que dão descontos específicos a partir dos produtos mais consumidos por cada cliente. Ou ainda o envio por meios eletrônicos de seleção de produtos que podem agradar ao cliente tendo como base a sua última compra na empresa. A saúde, o conforto e o bem-estar também passaram a ser questões relevantes na vida das pessoas o que faz com que a procura por produtos associados à saúde e bem-estar seja crescente, o que faz com que o mercado de roupas sociais, por exemplo, venha perdendo espaço para o de modelos casuais e esportivos. E, para finalizar, vale a pena destacar que o consumo sustentável, como já vem ocorrendo em outros países, aumenta o interesse no Brasil por produtos com embalagens recicláveis ou que sejam produzidos a partir de material reciclado. Por conta disso, ao definir o que vão comprar, os consumidores analisam cada vez mais o impacto socioambiental das empresas e de seus produtos. Bento R. P. de Albuquerque bento@jbconsultores.com.br - Vice-diretor da Faculdade de Administração e Direito da UPE. Diretor da J&B Consultores.

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