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Moda & Negócios_EDIÇÃO 16

Jénerson Alves Do Jesus

Jénerson Alves Do Jesus das Artes ao Cristo dos Evangelhos Embora historicamente saiba-se que o nascimento de Jesus Cristo dificilmente tenha ocorrido em dezembro, a celebração do Natal é importante para estimular as pessoas a refletirem sobre a pessoa e os ensinamentos de Jesus Cristo. No entanto, a imagem que se tem acerca do Messias é, por vezes, eivada de anacronismos e distorções históricas, conferindo-lhe arquetipias que não entram em consonância com o ambiente da Galileia do primeiro século. Exemplos dessa natureza encontram-se nas artes. Nas obras do pintor italiano Rafaello Sanzio são vistas características renascentistas, sejam nas roupas ou nas fisionomias das personagens ilustradas, diferentemente do contexto histórico dos tempos de Jesus. Até mesmo no famoso quadro ‘A Última Ceia’, do gênio Leonardo Da Vinci, apresenta disparidade no que concerne à relação histórica. No Oriente Médio, as pessoas não participam das refeições sentadas em cadeiras, mas reclinadas, utilizando a mão direita para manusear os alimentos. A disposição da sala era em formato de triclínio, com três leitos inclinados em volta de uma mesa. Era essa a organização inclusive nas salas romanas, poderio político daquela época. Portanto, vale a pena refletir um pouco sobre o contexto do nascimento de Jesus. Os relatos bíblicos oferecem uma visão mais ampla do que a apresentada em filmes, desenhos e peças teatrais, que ‘contaminam’ a ótica da população com estereótipos. Por exemplo, no Evangelho segundo escreveu São Lucas, conta-se que José e Maria vão a Belém por causa do censo decretado por César Augusto, quando Quirino era governador da Síria. Ao contrário do que se imagina, Maria não saiu de Nazaré prestes a dar à luz, praticamente sentindo contrações de parto, como muitas vezes é apresentado na televisão. A expressão “estando eles ali”, no versículo 06 do Bento R. P. de Albuquerque ECONOMIA COLABORATIVA, EMPREENDEDORISMO E COWORKING Segundo os estudiosos, a economia colaborativa vem contemplando três possíveis tipos de sistemas: o mercado de redistribuição, que é baseado no princípio de “reduza, reutilize, recicle, repare e redistribua”, no life styles colaborativos que é o compartilhamento de recursos financeiros e materiais, habilidades e tempo e, finalmente, um novo sistema de acesso a produtos e serviços, que ocorre quando o consumidor ou usuário paga pelo benefício do produto e não pelo produto em si. Tem como base, por exemplo, o princípio de que aquilo que precisamos não é um CD e sim a música que toca nele, o que precisamos é um buraco na parede e não uma furadeira, e se aplica a praticamente qualquer bem, inclusive a um espaço de trabalho. A economia compartilhada permite também que as pessoas mantenham o mesmo estilo de vida, sem precisar adquirir mais, o que impacta positivamente não só no bolso, mas também na sustentabilidade do planeta. Empreendedores start ups, consultores organizacionais, coachings, profissionais liberais, programadores de TIC, desenvolvedores de aplicativos para mobiles phones, advogados, profissionais independentes de RH, publicitários, profissionais de criação publicitária e de marketing digital. Essas são apenas algumas das muitas atividades profissionais da atualidade que passam a fazer parte do novo mundo da economia partilhada ou colaborativa. Muitas delas já vinham utilizando o home office como local de trabalho mas o fato é que as limitações e características destes espaços domésticos não atendem às suas exigências específicas principalmente no que se refere à proximidade dos seus clientes, além das necessidades de contatos pessoais e de maior convivência com colegas e parceiros. Foi por conta dessa nova realidade econômica que surgiu o coworking, uma ampliação do conceito de escritórios virtuais e de escritórios compartilhados. Ele pode ser contextualizado como uma nova 22

Filmes, telas e imagens atribuem características a Jesus, diferentes das apresentadas nos relatos bíblicos. capítulo 02, dá a ideia que eles estivessem no local há alguns dias, provavelmente algumas semanas ou até um mês. No versículo 07 do mesmo capítulo, há a informação que, a mãe do Salvador deu à luz, envolveu-O em panos e deitou-O em uma manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria. No grego, a palavra traduzida por ‘hospedaria’ é katalumati, que possui uma ideia diferente da hospedaria moderna, mas refere-se a um aposento para hóspedes, ou seja, um quarto para alugar. Como o quarto estava ocupado, eles ficaram no espaço, em frente à casa, onde costumavam guardar os animais. A manjedoura, costumeiramente, era de pedra e não de madeira. O fato de Jesus ter sido colocado em uma manjedoura já aponta para o posterior testemunho de João Batista, que Jesus seria “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29). Mais do que um líder, um revolucionário ou um mestre, Jesus é a expressão do caráter do Pai que habita em Luz Inacessível. O carpinteiro da Judeia que triunfou sem inflar o ego não apenas mudou o calendário. Ainda hoje, sua mensagem modifica vidas, transforma histórias, acende esperança no horizonte de quem claudica pelo caminho da existência. Jesus é Deus com rosto, procurando um coração humano que o acolha, como aquela humilde manjedoura de Belém. Jénerson Alves Jornalista e membro da Academia Caruaruense de Literatura de Cordel. forma de pensar os relacionamentos profissionais e o ambiente de trabalho, uma ideia que se espalhou pelo mundo de forma irreversível fazendo com que se encontrem esses espaços colaborativos para serem utilizados de forma permanente ou ocasional em qualquer circunstância nas principais cidades do mundo. A necessidade de uma maior união e proximidade entre profissionais independentes permite que mais e mais escritórios se espalhem também pelo nosso país. No Brasil, já se conta mais de 100 espaços disponíveis de coworking e no mundo todo, estima-se que já existam mais de 4000 espaços em funcionamento reunindo diariamente milhares de pessoas com o propósito de trabalhar em um ambiente mais acolhedor, mais inspirador e mais próximo de clientes e parceiros. Os sites de coworking que vêm sendo criados, a partir do início desta década, são também uma nova realidade. São projetos conjuntos de diversos fundadores de espaços de coworking no Brasil e no mundo com o propósito de ajudar a divulgar este novo conceito e de ajudar profissionais do setor da economia colaborativa a conhecerem este novo mundo de convivência e encontrarem o seu espaço ideal. O êxito desta nova oportunidade é produto de uma ideia bastante simples: atender às necessidades específicas de profissionais independentes que procuram um espaço democrático onde possam desenvolver seus projetos sem o isolamento do home office ou as distrações de espaços públicos como coffee shops ou bibliotecas. No coworking são disponibilizados ambientes especialmente pensados para o trabalho autônomo onde se pode também desenvolver uma networking com pessoas de diversas áreas e se dispor de toda uma infraestrutura para receber clientes com um custo menor do que se teria para alugar e manter uma sala comercial. São soluções flexíveis e inteligentes, em áreas geográficas específicas, com infraestrutura completa para se trabalhar com conforto, qualidade e baixo custo, com acesso garantido a um amplo pacote de serviços que inclui mobiliário completo, internet de alta velocidade, sala de reunião e treinamento, atendimento telefônico personalizado, suporte de uma equipe de atendimento, organização, limpeza e segurança, possibilitando melhores oportunidades para ampliação dos negócios e ganho de produtividade no desenvolvimento dos trabalhos individuais. A possibilidade de acesso ao mundo da economia colaborativa permite grandes oportunidades para empreendedores e profissionais que desenvolvem ideias inovadoras, mas que não dispõem dos recursos financeiros, materiais e humanos necessários para se dar início e andamento ao novo negócio. É também uma nova oportunidade para investidores interessados em aplicar seus recursos em negócios rentáveis e seguros. Prof. Bento de Albuquerque Consultor organizacional e Vice-diretor da FCAP - Faculdade de Administração e Direito da UPE bento@jbconsultores.com.br 23