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Figura 1: Diagrama geral

Figura 1: Diagrama geral 1.2 Exemplos de cenários de catástrofes Existem vários exemplos de desastres complexos onde se distingue a dificuldade em localizar e resgatar em tempo útil as vítimas, e a dificuldade em gerir a crise ou responder com celeridade. De todos estes desastres particularizam-se alguns pelo nível de complexidade e pelo número de vítimas, assim como pelo facto de terem ocorrido em águas europeias. O primeiro a destacar é a catástrofe do ferry MS Estonia, a 28 de Setembro de 1994, com 853 vítimas registadas. O navio ficou de tal forma que afundou e enclausurou grande parte das vítimas, impossibilitando-as de sair, pelo que as principais causas de morte foram de afogamento e de hipotermia. O plano de busca e salvamento, apesar de funcionar para outros acidentes de menor escala, não foi eficaz para lidar com a complexidade do acidente, bem como com as condições climatéricas adversas [1]. 3

O segundo a destacar é o desastre do navio de cruzeiro Costa Concórdia, em Janeiro de 2012. O navio, com cerca 4230 pessoas a bordo quando ocorreu o desastre, ficou preso em águas rasas devido a uma manobra perigosa e descuidada. No meio do pânico perderam-se 32 vidas humanas, e um evacuamento que deveria ter durado não mais que 30 minutos prolongou-se por 6 horas [3]. Um último acidente, já fora do ambiente marítimo, mas que consideramos ser importante foi a colisão entre dois comboios em Mangualde, em 1985. Estima-se que se tenham perdido entre 50 a 150 vidas humanas, e algo que chama a atenção neste acidente não foi a prontidão com que as equipas de salvamento chegaram ao local, mas, dada a complexidade do acidente (imensas pessoas feridas e em pânico, fogos despoletados nas carruagens e nas redondezas), torna a situação caótica e difícil de gerir em termos de alocação de esforços 1 . Com a ocorrência destes desastres e a consequente vulnerabilidade que se destaca tanto no tempo de resposta de busca e salvamento como nas dificuldades que se prendem com a gestão deste tipo de crises, surgem alguns projetos onde se procuram soluções mais eficientes para lidar com a fase de busca e salvamento num processo de catástrofe. 1.3 O projecto ICARUS O projeto ICARUS 2 surge porque a comunidade europeia detectou uma grande discrepância entre a tecnologia (robótica) que era desenvolvida em laboratório e aquela que era usada na área de Search and Rescue (SAR). É então que surge um financiamento europeu (budget: 17.5Me) com o intuito de proporcionar um maior desenvolvimento de ferramentas robóticas, operacionais, capazes de auxiliar equipas de intervenção humana em tarefas de SAR [2]. Ao longo de 4 anos (desde 2012), participaram no projeto 24 parceiros que desenvolveram soluções para acelerar o processo de SAR e assim, salvar mais vidas humanas. O projeto concentrou-se no desenvolvimento de veículos não tripulados para participar na deteção, localização e salvamento de vidas humanas em situações de desastre, tanto em mar como em terra. Em Portugal, o serviço de busca e salvamento marítimo é garantido em grande 1 Diário de Notícias, 16/09/2014, ”O pior acidente de comboio de sempre” 2 ICARUS Project 4

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