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Revista Apólice #208

A Praia do Forte, na

A Praia do Forte, na Bahia, foi palco para a posse dos presidentes das Federações de Seguros para o triênio 2016 - 2019. A cerimônia aconteceu no dia 25 de fevereiro e fez parte do 21º Encontro de Líderes do Mercado Segurador. A presidência da CNseg passa de Jayme Garfinkel, que assumiu o cargo após a tragédia que acometeu o então prelíderes | encontro Fernando Schuler, Gustavo Loyola, Dony de Nuccio, Luís Roberto Barroso e Edson Franco em painel sobre cenário político e econômico O que será do presente? Personalidades do mercado de seguros se reúnem na Bahia para discutir temas que afetam o setor e todo o País Amanda Cruz sidente Marco Antônio Rossi, em novembro de 2015, para Márcio Coriolano, que presidia a Fenasaúde até então. Garfinkel lembrou conquistas importantes para a Confederação no ano de 2015, como a integração com a Federação Interamericana de Empresas de Seguros (Fides) e com os países Ibero-americanos, o equacionamento das questões financeiras e jurídicas relacionadas ao seguro habitacional e o seguro rural. Além disso, foi destacada a reformulação e ampliação das estatísticas do mercado segurador, com a criação do Caderno de Estatísticas e do Relatório Interativo. “Muitos foram os desafios enfrentados pelo setor de seguros e não podemos deixar de lembrar algumas conquistas. Muitas delas feitas com base na crença de Rossi, a crença que ele tinha na importância do entendimento entre todos e na aproximação do seguro com nossas autoridades e os poderes legislativo, executivo e judiciário”, relembrou. O superintendente da Susep, Roberto Westemberger, reafirmou o interesse em desenvolver mais produtos junto com seguradores e corretores de seguros, para que a população receba incentivo para 30

Painel: O horizonte do Brasil no Século XXI continuar acreditando na proteção do setor. Isso pode garantir um crescimento real significativo nos próximos anos”, enfatizou. O presidente do Grupo Bradesco, Luis Carlos Trabuco Cappi, estava presente para relembrar seus momentos no mercado de seguros. Ele ressaltou o quanto é preciso que cada setor trabalhe e encontre em conjunto uma maneira de contribuir para que o Brasil saia dessa situação crítica. O ano de 2016 começa com renovações no mercado. Os novos presidentes das Federações do mercado de seguros, juntamente com suas diretorias, foram empossados à frente das entidades, bem como a Confederação Nacional das Seguradoras já conta com novos dirigentes. Duas coisas são certas, diante do que foi dito no discurso de posse de cada um dos novos presidentes: os projetos anteriores foram bem desenvolvidos e consolidados, mas eles estão dispostos a mudar o que for preciso para trazer mais resultados. O setor, que em 2015 foi responsável pela movimentação de R$ 364 bilhões e teve crescimento nominal de 11,4% e um crescimento real em 1,24%, é também responsável pela discussão de assuntos importantes que dizem respeito ao País. A crise afeta a todos os setores e, embora o mercado de seguros sofra um impacto tardio, os danos poderão se agravar caso nada seja feito. “O setor de seguros mantém crescimento consistente, acima do nível da economia brasileira em geral. Essa resiliência é reflexo do comportamento do brasileiro, de priorizar a proteção de sua saúde e de seu patrimônio”, acredita Coriolano. Em um momento como esse, a reunião de líderes foi pautada pela discussão do panorama político e econômico. Crescer dois dígitos é a fala comum do setor e continua fazendo parte do discurso otimista de seus principais representantes, mesmo que eles não deixem de ressaltar que o que antes era feito de maneira quase orgânica, agora se tornou um desafio maior. Sobre os produtos de previdência complementar, Coriolano assegura que o governo ainda não entendeu as novas propostas, tanto do Universal Life quanto do Previsaúde, e que isso tem dificultado uma aprovação mais rápida. “O VGBL “o Brasil irá realizar seu projeto de nação em um mundo complexo, conectado e multipolar” MIRIAM LEITÃO Saúde, como é chamado, não é apenas um produto de acumulação previdenciária, mas a principal garantia de que as pessoas com idade avançada tenham recursos complementares para arcar com seu plano de saúde”, destacou. Apesar de a saúde ter um papel importante na vida de todos, especialmente dos idosos, estes não querem, nem podem, ser vistos como fardos. Mais ativos do que nunca, a jornalista Miriam Leitão, que participou do primeiro painel do evento, cunhou como “talentos maduros” aqueles que envelhecem, mas se mantêm ativos e interessados em se desenvolver. Sem medo de pensar no futuro, ela destacou que “o Brasil irá realizar seu projeto de nação em um mundo complexo, conectado e multipolar, onde as potências médias, antes caladas, agora têm voz”, constatou. Energias limpas e renováveis, como eólica e solar, também farão parte desse processo de amadurecimento, pois o setor de energia é fundamental e as hidrelétricas têm, aos poucos, se mostrado inviáveis ecologicamente. O perfil demográfico dos habitantes, as questões climáticas que demoram a ser resolvidas (e nesse quesito entram vendavais e enchentes que assolam o País há décadas) são temas que, para ela, devem ser encarados. Mas nem só de fatores ambientais e econômicos vivem os temores brasileiros. A crise política também assombra o País e um novo momento se desenha, no qual os poderes estão em conflito, os projetos colidem e a população tenta acompanhar quais serão os próximos capítulos e como isso afetará o seu dia a dia. Entre pedidos de impeachment e novas descobertas de casos de corrupção, a fala de Miriam não embarca em posturas radicais, ao mesmo tempo em que deixa claro que atitudes precisam ser tomadas. A democracia, para ela, é a única saída para que o País retome seu rumo. “Nada é melhor em uma ditadura”, afirmou para enfatizar que o País tem pouca tolerância com a corrupção e esse momento será decisivo para que novas diretrizes sejam tomadas. Ainda que esse futuro tão esperado possa ser diferente, ele está sendo moldado não só pelos acontecimentos políticos e econômicos, mas também pelos inesperados casos de saúde pública, 31

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