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6 months ago

Revista Apólice #208

eventos lançamento Auto

eventos lançamento Auto Supremo é o primeiro produto da linha Premium O segmento de alta renda já é explorado por algumas seguradoras do mercado. Agora, ele passa a fazer parte do portfólio da Yasuda Marítima. O produto Auto Supremo será oferecido com condições especiais por cerca de 400 corretores de seguros parceiros, para automóveis com valor de mercado acima dos R$ 100 mil. Em breve, outros produtos desta mesma linha serão lançados, como o seguro residência Supremo. No desenho deste produto, a seguradora fez parceria com outras quatro empresas para oferecer coberturas especiais de vidros, assistência, locação de veículos e serviços de concierge. Ao contratar o produto, o segurado passa a contar com uma série de coberturas e serviços personalizados, a exemplo da cobertura completa de vidros (comuns ou blindados), no qual estão incluídos para-brisa, vidros laterais, traseiros, faróis, lanternas e retrovisores convencionais, além dos faróis, incluindo faróis de milha, lanternas, teto solar, estendendo cobertura para os itens xênon ou led. Fernando Grossi, que assumiu a diretoria comercial Brasil da seguradora, afirmou que uma grande empresa só se constrói ouvindo muito o corretor, porque com ele é possível criar produtos e sanar as necessidades dos consumidores. Vem aí a marca Sompo O presidente da seguradora, Francisco Vidigal Filho, avisou que a marca Yasuda Marítima em breve deve dar lugar à Sompo Japão. A seguradora tem a alma brasileira com a organização nipônica. “O Brasil é a maior operação da Sompo fora do Japão. Um dos principais valores da companhia é a diversidade, e é isto que a empresa carrega em seu DNA”, disse o executivo durante lançamento do produto. autorização Seguros Sura passa a operar no Brasil No Brasil, a operação da Sura começa com prêmios de US$ 136 milhões, com 1,4 milhão de clientes, com ponto forte em transportes, PME’s, frotas e automóveis. Para a aquisição da operação da América Latina da RSA, foram desembolsados US$ 614 milhões nos seis países (Colômbia, Brasil, México, Chile, Uruguai e Argentina). “Estamos felizes por concretizar este processo e poder iniciar a operação da Seguros Sura no Brasil. Esta é a primeira operação finalizada da RSA dentro de toda a plataforma regional que faz parte da aquisição que anunciamos em 2015. Os brasileiros poderão contar, desde agora, com um aliado que manterá e fortalecerá a operação atual. Damos as boas-vindas especialmente aos novos integrantes da nossa equipe que chegam para somar conhecimento e talento à nossa organização, e aos clientes que 40 Thomaz Batt e Gonzalo Alberto Pérez continuaremos acompanhando, agregando valores, fornecendo bem-estar e competitividade”, garantiu Gonzalo Alberto Pérez, presidente da Suramericana. As vendas serão feitas através de corretores de seguros e de parceiros de affinities. “Este é um momento de analisar o Brasil, as suas oportunidades e junto com a matriz fazer um estudo sobre quais soluções podemos trazer ao País”, explicou Pérez. “Temos confiança de que o futuro, independente do ciclo de mercado, será melhor. As oportunidades são efetivas. Somos responsáveis pela construção da América Latina”, continuou. Uma das razões da aquisição da RSA foi capitalizar o conhecimento global da companhia para somar o melhor dos dois mundos: o conhecimento de mais de 300 anos da RSA com a visão latinoamericana da Suramericana. No Brasil, os 312 colaboradores têm autonomia para tomar decisões que tenham influência na inovação da companhia. Não há modelos de organogramas ou estruturas. “Quem decide é a equipe brasileira”, definiu Pérez. Na indústria seguradora há várias ciências envolvidas, porque são seres humanos tomando decisões para criar valores para a companhia.

internacional | seguradora Companhias miram na América Latina Oscar Schimidt, presidente da MetLife na América Latina, comenta sobre o crescimento do mercado na região Lívia Sousa “A decisão de se investir na América Latina implica em aceitar e conviver com os riscos e administrá-los” Como pode ser definida a atuação das empresas de seguros latino-americanas e a evolução de seu desempenho? Schimidt: A América Latina passou por uma etapa do que se chama de “vento em popa”; resultado do aumento do volume dos preços das commodities como o cobre no Chile, o petróleo no México e uma combinação de minérios e agricultura para negócios no Brasil. Os volumes e os preços das commodities exportadas para a China também ajudaram e, com isso, a classe média se expandiu e começou a consumir seguros. Ainda por conta deste efeito, as seguradoras cresceram mais rápido do que o produto e passaram a desfrutar do evento, visto que há mais pessoas consumindo seguros pela primeira vez. Quais devem ser os pontos que os players precisam ficar atentos ao investir em países latino-americanos? Schimidt: Em uma região emergente como a América Latina, o crescimento é mais alto do que nos países mais maduros e, consequentemente, os riscos se tornam mais elevados. Eles são fundamentalmente sistêmicos, como a moeda, a taxa de câmbio, a regulamentação (muitas vezes inconveniente imposta pelos governos), além da volatilidade na economia e na política. Por isso, a decisão de se investir no local implica em aceitar e conviver com os riscos e administrá-los. É importante estarmos preparados para conviver com a atividade dos ciclos econômico e político quando acontece esse tipo de coisa. A agência de classificação de risco Moody’s, assim como a Standard & Poor’s e a Fitch, rebaixaram o grau de investimento do Brasil. Como isso pode afetar o mercado segurador? Schimidt: O Brasil passa por um ciclo fraco na economia e na política, o que nem sempre é bem vindo, mas espe- rado, e muitas vezes as pessoas deixam de enxergar que essas coisas acontecem. Acreditamos que o País vai retomar o caminho estratégico e, para nós, o que está acontecendo agora é compreensível. Como investidores, temos que continuar a dar suporte e investir no local. A Metlife é uma das empresas que administram a previdência obrigatória no Chile, país que adotou a medida como segundo pilar. No Brasil, o que pode ser aproveitado dessa experiência? Schimidt: Os antigos modelos de seguridade social pública eram viáveis, pois as pessoas trabalhavam até os 65 anos e viviam entre 70 e 75. Hoje elas se aposentam aos 65 e vivem mais 20 ou 30 anos. Quando a população passa a ter menos filhos e a viver mais na Europa e em países como o Brasil, que nunca reformularam o sistema de seguridade social, o défict fiscal cresce e a única forma de reduzi-lo seria aumentar as contribuições dos trabalhadores, diminuir os benefícios para os aposentados ou elevar a idade da aposentadoria, medidas politicamente complexas. Os governos vão adiando decisões porque não querem arcar com o custo e isso cresce como uma bola de neve. Outro problema do Brasil são os sistemas de previdência privada, que apesar de serem uma boa ferramenta são fundamentalmente voluntários. Se as pessoas decidem não se protegerem, mais tarde as consequências passam para a ser de toda a sociedade. Esse espaço deixado pelo voluntariado deveria ser revisado. 41