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Revista Apólice #208

CNseg workshops,

CNseg workshops, seminários, congressos e literatura. Queremos inundar o legislativo e o judiciário com nossas informações. Da mesma forma que queremos fazer na imprensa. APÓLICE: A fomentação da cultura é uma das esperanças para 2016? Marcio Coriolano: Não tenho a menor dúvida. Pretendemos focar e falar de educação do seguro. Uma coisa é educação financeira, que se confunde muito com como você administra seu orçamento, como deve fazer para investir, aplicar para se proteger da inflação etc. Nós queremos levar à população a educação do seguro: a importância da mutualidade, gerenciamento de risco, prevenção. Temos que focar nessas premissas do seguro, dentro do guarda- -chuva da educação financeira. < FenaSaúde > APÓLICE: Como a nova diretoria pretende lidar com questões como inflação médica e judicilização nesse momento de crise? Solange Beatriz: A questão da judicialização nós precisamos combater com informação, quer seja informação para os segurados, para população, quer para a própria magistratura. Essa deverá ser a nossa base, o caminho que temos que adotar para fazer frente a essa questão do judiciário. Com relação aos custos, nós temos um trabalho intenso em relação às órteses e próteses, esse trabalho vai desde o combate a fraude até a políticas com órgãos reguladores como Anvisa, para promovermos discussão e, também, informação e troca de conhecimento com a cadeia produtiva. APÓLICE: Quais as principais metas da gestão da FenaSaúde para esse triênio? Solange Beatriz: Entre as nossas bandeiras de atuação destaco a ampliação das frentes de interlocução com os órgãos de defesa do consumidor, a parceria com as autoridades de mercado e o contato permanente com os veículos de comunicação para esclarecer, ouvir e gerar conteúdo de interesse da sociedade em geral. Intensificar o foco na informação para toda a cadeia produtiva, basicamente. Além de uma política mais estratégica com relação às Órteses, Próteses e Materiais Especiais e modelo de remuneração. APÓLICE: Em seu discurso de posse, foi enfatizado que é preciso rever o que é pago aos prestadores de serviço. Quais serão as medidas? Solange Beatriz: Serão sobre o modelo de remuneração. Sempre se adotou o modelo do Fee-for-service, no qual você paga por procedimento (serviço prestado, serviço pago). Isso foi muito tradicional no mercado segurador do mundo todo e aqui também é assim. Em outros países, como EUA, já houve mudanças nesse modelo. Lá, a mensuração se dá por efetividade, por qualidade e é isso que vamos buscar aqui. É difícil. Em vinte anos que lido com mercado de saúde sempre houve essa discussão e ela sempre esteve patinando. Mas agora estamos, efetivamente, mais alinhados e próximos dos prestadores para poder encontrar uma solução. < FenaCap > APÓLICE: O que você acha que a FenaCap precisa fazer para que a população entenda a capitalização como um instrumento de educação financeira? Marco Barros: Acho que temos que intensificar nosso programa de educação em seguros, logicamente inserindo a capitalização dentro desse contexto. Seja para ações de educação no ato de poupar, de programar, objetivos temporais, criar as poupanças da forma correta para que você possa usar mais adiante. Entendemos que esse programa é fundamental. Mas ele só não basta. Acho que temos que estar antenados com a demanda da sociedade, com o entendimento das suas expectativas e gerar valor através de inovação, através da entrega de novas soluções em capitalização. Sempre ancorado nesse novo posicionamento, que é da capitalização como solução de negócios com sorteio. “Precisamos unir ainda mais as federações para acelerarmos aquilo que está para ser aprovado na Susep, no parlamento e também na ANS” MARCIO CORIOLANO presidente da CNseg APÓLICE: Acredita que a capitalização tem regulamentação suficiente para ser compreendida no Brasil? Marco Barros: Essa é outra discussão que facilita o entendimento da sociedade: redefinir os marcos regulatórios. A gente vem discutindo isso com intensidade há algum tempo, junto com a Susep, e nós temos expectativa que em 2016 possamos estar sentados juntos, criando grupos estratégicos para entender qual o grau de necessidade que o mercado tem, dada à sua maturidade, complexidade e momento econômico. Temos que gerar coisas externas positivas para que possamos alavancar o segmento de capitalização. Aí sim ele será um grande instrumento de educação para a sociedade. Nosso primeiro passo é investir na lógica da formação da poupança, para criar valor por meio da disciplina financeira e entendendo que os objetivos são alcançados com o tempo. APÓLICE: Quais as expectativas e novidades para 2016? Marco Barros: Destacamos a definição do novo posicionamento estratégico da capitalização que consiste na oferta de um conjunto de soluções de negócios com sorteios e atendimento às novas demandas dos consumidores e da sociedade. Temos uma agenda positiva par aos próximos anos’. A educação em 8

seguros continuará sendo a linha de frente das prioridades da FenaCap e ela já prepara uma campanha muito forte para o ano de 2016. Queremos inovar e criar soluções para novas demandas de consumidores, aprimorando nossa comunicação com os consumidores para que eles saibam o que estão comprando. Aperfeiçoar o processo de esclarecimento para consumidores e distribuidores, por meio de um sólido programa de educação em seguros. < FenSeg > APÓLICE: Quais serão as prioridades da gestão da FenSeg? João Francisco: A prioridade básica da nossa gestão será, realmente, dar continuidade ao bom trabalho que vem sendo executado pela FenSeg durante a gestão do Paulo Marraccini, e que toda a equipe realizou. Queremos dar ênfase à questão do seguro de auto popular, que está em audiência publica. Nós já fizemos as nossas sugestões, recomendações e esperamos que, em um curto espaço de tempo, este produto possa entrar no mercado para darmos continuidade ao plano de expansão e aumento de penetração da carteira de seguros na base da população e da sociedade no Brasil. APÓLICE: Para além do que já está sendo feito, quais serão os outros pilares da gestão? João Francisco: Não menos importante, nós trataremos de outros pilares do segmento de seguros de ramos elementares, como o seguro agrícola, seguro rural, seguros de grandes riscos, principalmente as linhas financeiras, D&O e seguros industriais. O segmento de garantia, que vem se expandindo com taxas expressivas, e também o segmento habitacional. APÓLICE: Como a entidade agirá dentro do mercado? João Francisco: Faremos uma aproximação maior da FenSeg com os sindicatos estaduais das seguradoras, fazendo com que nossa pauta se insira mais nas pautas dos sindicatos estaduais e que as necessidades e os problemas estaduais também façam parte da agenda nacional da federação. < FenaPrevi > APÓLICE: Você já fazia parte da gestão de Osvaldo Nascimento. Como será a FenaPrevi daqui em diante? Edson Franco: O projeto que nós vamos levar nos próximos três anos é de continuidade da gestão anterior. Inauguramos um plano estratégico bastante detalhado que se divide em várias dimensões, produtos e distribuição, com diversos desafios que tratamos junto com os nossos corretores, que são nossas forças de vendas. APÓLICE: O Universal Life e o Previsaúde estão perto de serem aprovados. Qual será a abordagem da entidade para informar a sociedade? Edson Franco: Do ponto de vista de produtos, tanto de acumulação como de risco, temos primeiramente que tirá-los da boca do forno e continuar trabalhando nos desafios que nós temos de modernização desse segmento. E, sobretudo, nos apropriarmos da responsabilidade que eu acho que temos de alertar e conscientizar os consumidores brasileiros em relação à importância e urgência de se tratar das questões de proteção financeira familiar e proteção de renda em função, principalmente, das irreversíveis transformações demográficas e econômicas pelas quais nosso país está passando. APÓLICE: O momento é propício para esses lançamentos? Edson Franco: Talvez esse não seja o momento mais propício para fazer o lançamento de um produto, mas, no longo prazo, a mudança e renovação do portfólio podem se tornar trunfos importantes. Em um primeiro momento, o impacto que sentimos é o consumo, mas, ao mesmo tempo, as pessoas ficam mais prudentes, pensando mais em proteção para o futuro. Agora, se o País não crescer e se continuarmos com desemprego, isso não é benéfico para nenhum setor da economia, nem o nosso. 9