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6 months ago

Revista Apólice #207

mídias sociais

mídias sociais Divulgação Claudio Azevedo ❙❙Rafael Terra, da Fabulosa Ideia para tratar dúvidas que sejam realmente únicas e necessitem de interface humana. No caso do mercado segurador, as dúvidas ficam acerca cobertura e planos, pontos que muitas vezes são tratados com um linguajar técnico nos contratos e apólices. “Aproveite para aproximar o conteúdo técnico de uma linguagem mais coloquial e mais passível de ser entendida, em um ambiente no qual isto não é apenas permitido, como incentivado”, frisa o Lernet. As redes sociais mais indicadas Considerando que alguns bancos permitem, a partir do Facebook, que os clientes consultem o saldo da conta, Juan Mazzini, da Celent, cita essa rede social como uma oportunidade para que o segurado veja as informações de sua apólice. O Youtube também merece atenção, já que os vídeos lá postados são parecidos com os anúncios veiculados em emissoras de TV tradicionais. Este, inclusive, é um meio mais adequado para a publicidade, pois não pode se beneficiar do público de um programa de TV e deve ir em busca de sua própria audiência, além de ser uma excelente ferramenta para tutoriais e educação de comunidades para agentes, corretores e segurados. No entanto, para o executivo, o maior desafio – e ao mesmo tempo a maior oportunidade – do mercado é usar as redes sociais nas atividades principais do seguro: subscrição, reclamações e criação de produtos. “Acreditamos que, enquanto as tecnologias puderem automatizar e fornecer inteligência a análise de informações 32 ❙❙Estevão Rizzo, da 80 20 Marketeria Digital das redes sociais, as seguradoras poderão se beneficiar nessas áreas”, analisa. Como o cliente chega até mim? É possível acompanhar o que meus clientes fazem para acessar o site da minha empresa? A resposta é sim. E tudo isso é possível por meio da Jornada Digital (também conhecida como Jornada de Compra do Consumidor Online ou Jornada do Cliente): o caminho feito pelo cliente desde o momento em que ele encontra as primeiras informações sobre o que deseja adquirir até quando finalmente decide pela compra, que pode ser realizada ou não na internet. Estevão Rizzo, diretor de marketing e expansão da 80 20 Marketeria Digital, explica que essa jornada pode ter muitas fases e iniciar em pontos de contato diferentes. “Ela pode começar com um banner em um portal, que leva o cliente até o site da empresa e gera a venda – o que chamamos de venda de last click – ou pode começar com uma matéria que cita o serviço ou o produto, que leva o cliente a buscar informações em diferentes sites, redes sociais, assinar e receber a newsletter da empresa diversos meses, depois ir a um ponto de venda físico para ver e testar o produto, voltar para a internet e buscar opiniões de outros clientes, pedir opiniões de pessoas em redes sociais e, após mais de um ano, finalmente adquirir o produto”, afirma o executivo. Se o cliente já conhece a marca, a jornada torna-se mais fácil. Por isso, é importante que a empresa invista em conteúdo, que neste caso funciona como uma isca ❙❙Nino Carvalho, da FGV para fisgar o consumidor em sua busca. Sendo assim, é necessário ver os buscadores, principalmente o Google, como o início da jornada e lembrar que, nesta página, as pessoas procuram palavras- -chave. Rafael Terra, da Fabulosa Ideia, explica que cada empresa deve descobrir quais são as suas palavras-chaves e produzir conteúdo baseado nelas para que os clientes achem a marca. Em alguns casos, também é necessário o uso de anúncios. “Toda empresa pode e deve aderir e, principalmente, conhecer a jornada digital de seu público. Do contrário, ele não irá lhe achar e a venda não ocorrerá”, aconselha Terra. “Imagine que a web é um mar imenso. Se a companhia de seguro não entender a jornada digital do seu consumidor e atirar iscas para fisgá-lo, uma futura venda não ocorrerá. Ou pior: este consumidor irá para a concorrência”, completa, argumentando que a jornada é um processo de aprendizado que toda companhia deve passar e que entender este caminho é gerar pontes entre serviço e consumidor. O consultor e coordenador dos cursos de MBA em Marketing Digital da Fundação Getúlio Vargas (FGV) no Brasil, Nino Carvalho, garante que as empresas conseguem montar a jornada por meio de pesquisas já realizadas – o próprio Google divulga estudos sobre o assunto abertamente em seu site. “Também há como saber isso dentro do seu próprio site, vendo sua ferramenta de monitoramento [Google Analytics], que acompanha qual é o caminho que seu cliente percorre até ele cair na página de compra”, conclui.

saúde | incentivo Ameplan entrega prêmios e define metas Cerimônia realizada pela operadora contemplou o esforço de colaboradores O ano de 2015 começou com muitas projeções negativas e indícios de faturamento menor em diversos setores da economia. Tudo indicava que com a saúde complementar não seria diferente. No início de 2015, a Ameplan apresentou sua campanha de vendas e prometeu crescer. No dia 14 de janeiro, a operadora apresentou seus resultados e metas para 2016. Ao longo do ano passado foram realizadas algumas mudanças importantes para companhia, que apresentou nova logomarca, dando uma cara diferente para a identidade da operadora, além da mudança de instalações da sede administrativa. Segundo Laureci Zeviani, no período de setembro de 2014 a setembro de 2015, mesmo com a desaceleração do setor e redução de 280 mil beneficiários na saúde suplementar, a operadora conseguiu atingir suas metas com crescimento de 20% nas vendas dos planos para Pessoa Jurídica e 1% nos casos de Pessoa Física, o que estava dentro do esperado. No final de 2015, pesquisas apontaram que cerca de três milhões de pessoas que haviam ascendido à classe C nos últimos anos voltaram às classes D/E. Essa faixa de poder aquisitivo é o foco da Ameplan, portanto Zeviani mostra-se bastante confiante na possibilidade de manter e agregar novos beneficiários. “Esse movimento da população pode ser um problema ou uma ajuda. O sistema todo tem perdido beneficiários. Enquanto temos a questão de que a classe D sai por não ter alternativas, percebemos também que há aqueles que querem diminuir o custo e encontram na Ameplan uma solução”, afirma o executivo. Entre a entrega de diversos prêmios para seus colaboradores e a comemoração de mais um ano positivo, os executivos da operadora incentivaram os corretores a encontrar as chances independentemente do que se diga sobre o cenário macroeconômico. As metas para 2016 da companhia estão bem traçadas: expandir o nome da marca e focar em desenvolvimento de tecnologia desde a plataforma interna utilizada até dar aos beneficiários melhores condições de acessibilidade. Os planos PME continuarão sendo o principal foco. “Exatamente por entender um contexto de crise, tanto pessoas quanto empresas estão fazendo exercícios para reduzir seus custos, e assistência medica é o segundo maior custo do RH. Certamente muitas empresas devem estar olhando como algo a se reduzir, e nós nos colocamos como uma possibilidade para recebê-las”, finaliza Zeviani. 33