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2 months ago

Revista Apólice #207

painel saúde planos

painel saúde planos Cartilha orienta aposentados e demitidos A ANS lançou uma cartilha com informações para os consumidores que desejarem manter o plano de saúde oferecido pela empresa quando forem se aposentar ou nos casos de demissão sem justa causa. O documento esclarece as regras sobre o direito de manutenção da condição de beneficiário para ex-empregados demitidos ou exonerados sem justa causa e para aposentados. Informa, por exemplo, que para ter esse direito, o ex-empregado deve ter contribuído com desconto mensal para o pagamento do plano de saúde e o contrato com a operadora deve ser posterior a 2 de janeiro de 1999. O diretor-presidente da ANS, José Carlos de Souza Abrahão, ressalta que a iniciativa busca trazer mais transparência sobre o setor de planos de saúde e proporcionar maior conhecimento à sociedade. “Nosso objetivo é que o cidadão conheça seus direitos e saiba, por exemplo, quais são as condições para manutenção do formação plano quando deixar de trabalhar”, diz o executivo. A publicação reforça também que, para exercer esse direito, é preciso que o empregador informe sobre a possibilidade de manutenção do plano quando comunicar o aviso prévio ou aposentadoria. O empregado terá, então, 30 dias para optar por permanecer com o plano. Operadora oferece curso para cuidadores A Central Nacional Unimed oferece, entre os dias 5 de março e 14 de maio deste ano, um curso gratuito para cuidadores de idosos. Com duração de 100 horas, o curso vai incluir aulas expositivas e estágio oferecido pelos profissionais da operadora de saúde. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), até o ano 2060 o Brasil terá cerca de 58,4 milhões de idosos, quatro vezes mais do que a população atual, estimada em 14,9 milhões. Com uma expectativa de vida cada vez maior, a incidência de quadros degenerativos como o mal de Alzheimer e doenças crônicas associadas à obesidade, sedentarismo e alimentação deficiente, aumenta a procura por profissionais dedicados ao cuidado dos idosos. Este será o quarto ano da iniciativa promovida pela Central Nacional Unimed por meio de sua área de Responsabilidade Social com o programa “Unimed Ativa”. Com foco em profissionais que já atuam no cuidado de idosos, o objetivo é aprimorar a formação com dicas e informações sobre saúde, cuidados, dados complementares sobre as doenças mais comuns nesta faixa etária entre outros. crescimento Aumenta número de idosos em planos de saúde O número de pessoas com mais de 59 anos com planos de saúde aumentou para 26,6% do total de beneficiários em autogestão, modalidade em que a própria empresa administra o plano dos funcionários. É o que revela uma pesquisa realizada pela União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (UNIDAS). No ano anterior, o número de idosos representava 25,7%. “O aumento da longevidade da população é uma realidade no nosso País, e os números refletem esse novo cenário”, comenta João Paulo dos Reis Neto, diretor técnico da entidade. O levantamento também constatou que o número de idosos acima de 60 anos, no segmento de autogestão, é o dobro da média geral da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e dos outros segmentos de saúde – medicina de grupo, cooperativas e seguradoras. Representam 24%, totalizando mais de 835 mil indivíduos. “O cenário em que vive a autogestão já é o que a Organização Mundial da Saúde (OMS) espera para o Brasil em 2050, quando a população idosa brasileira passará de 7,8% para 23,6%, se comparada a evolução dos anos de 2000 a 2050”, explica Neto. A 16ª edição da Pesquisa Nacional UNIDAS ouviu 57 empresas, que, em conjunto, ofertam 304 planos de saúde. As instituições respondem por mais de 3,5 milhões de vidas, dos quais 59,4% são ativos, 22,5% aposentados e 18,1% agregados. O estudo apresenta diversos indicadores de utilização, custos, concentração de gastos com internações, entre outros fatores. 40

crise Saúde dos executivos brasileiros piora A saúde dos executivos brasileiros piorou entre julho de 2014 e julho de 2015. É o que revela um levantamento produzido pela Omint, que avaliou as condições de saúde de 1021 profissionais entre média gerência e o alto escalão de várias das maiores empresas do País. Desenvolvido e aplicado pelo Núcleo de Saúde e Prevenção (NUSP) da Omint, o levantamento ranqueou as 15 principais doenças que mais afetam estes profissionais e constatou que 12 delas registraram aumento na incidência sobre esta população. Em 2015, cresceu o percentual de executivos com excesso de peso, ansiosos, hipertensos, colesterol alto e com enxaqueca, entre outros males de saúde. Também aumentou o percentual de executivos com Risco Cardiovascular Aumentado (RCA), condição em que o paciente apresenta sintoma de duas doenças crônicas importantes como diabetes, colesterol alto ou hipertensão arterial: 9% dos executivos apresentam hoje essa condição, enquanto que no ano passado eram 7%. Males do ofício A rinite é a principal enfermidade que afeta os executivos no Brasil (32% do total). Para o diretor médico da Omint responsável pelo levantamento, Marcos Loreto, o ar condicionado é o principal fator para o surgimento em escala deste estado de saúde nos profissionais. “Infelizmente a qualidade do ar nas empresas fica muito aquém da desejável, o que favorece o aparecimento da doença, a colocando em primeiro lugar no ranking dos males que mais afetam os profis- sionais brasileiros”, afirma o executivo. Ainda pelos mesmos motivos, o ar condicionado, aliado aos carpetes, é responsável pela alergia de pele, que desponta em segundo lugar. “Ficar fechado entre oito ou dez horas em um ambiente com ar condicionado e carpete produz uma condição propicia para o surgimento destes problemas”, completa Loreto. O excesso de peso, por sua vez, aparece em terceiro lugar, atingindo 20% dos profissionais. Segundo o diretor médico, a junção de uma dieta não equilibrada às longas jornadas de trabalho que limitam a pratica da atividade física provoca esta situação. Dor no pescoço e nos ombros e problemas oftalmológicos complementam os cinco principais problemas de saúde entre os executivos, com prevalência de 19% e 18,5%, respectivamente. Vale destacar ainda que, em sexto lugar, aparece a ansiedade. Considerada pela psiquiatria como mal do século 21, a doença atinge 18% dos profissionais avaliados pela Omint. “As pessoas finalmente estão se dando conta da gravidade desta doença que afeta significativamente a qualidade de vida, além de contribuir para o desencadeamento de doenças cardiovasculares”, ressalta Loreto. 41

Condições Gerais, Especiais